Ficha Corrida

16/08/2016

Dicas para safar-se da prisão

Filed under: Grupos Mafiomidiáticos,Instituto Millenium,Perseguição,PPPP — Gilmar Crestani @ 9:00 am
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Justiça - pesos e medidas para Serra x LulaAntes de mais nada, estas dicas se aplicam primordialmente a pobres, pretos, petistas e putas. Assim, se for pobre, filie-se ao PSDB. Se for petista, faça como Marina Silva, Hélio Bicudo, Marta Suplicy e Cândido Vaccarezza, saia do PT. Se for preto, trate de se tornar um Pelé, ou então vire traficante. Mas não um traficante qualquer, de favela, mas daqueles que, com bons amigos, possam transportar com tranquilidade 450 kg de cocaína. Neste caso, podes até virar Ministro.  Agora, se fores puta, bem aí basta se casar Eduardo CUnha. Se, nessa condição, nem a Cláudia Cruz vai presa, por que uma puta iria, não é mesmo?!

Se você é, como eu, pobre, pense no que disse o Jorge Pozzobom(PSDB/RS) ao Vinicius Wu: “@vinicius_wu me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso.” Corra e faça uma ficha no PSDB, lá, além de receber proteção da Rede Globo e dinheiro da Brasif, nem o primeiro a ser comido é comido. Para toda prova Suíça que incrimine, há sempre um Rodrigo de Grandis ou então o biombo de uma Tarja Preta.

Na atual conjuntura vejo poucas saída para pretos. Hoje, quando os nazi-fascistas perderam o pudor, até a Princesa Isabel seria presa por tentativa de atentado à economia. Os patos da FIESP seriam colocados diante da casa dela e D’Eu. Em compensação, se fores fazendeiro e praticares trabalho escravo, nem te preocupes. Lá no parlamento há sempre um Ronaldo Caiado para te defenderes. Se tudo isso já é desolador, apertem os grilhões, as políticas de inclusão social sumiram, graças à Rede Globo, que sempre tem na manga um Ali Kamel para combate-las. Eles não se contentam em combater as políticas de inclusão racial, mas também lutam para criminaliza-las. Para quem vive de manipular, se os fatos não estão de acordo com os (maus) propósitos, pior para os fatos. Assim, lamento dizer, há pouca saída para mudarem a condição de top ten das prisões. Serão sempre exceções nos mais variados segmentos mais significativos das instituições públicas: Judiciário, MPF, PF. Para cada Joaquim Barbosa haverá milhares de Gilmar Mendes; haverá, para cada Taís Araújo milhares de Regina Duarte

Ao contrário dos negros, nossa sociedade oferece um elenco muito maior de saída para petistas. Jorge Pozzobom deu a dica número um, se filiar ao PSDB. Além da imunidade, o PSDB está no topo da impunidade. Basta lembrar da Lista de Furnas e daquele sistema que o PSDB paulista conseguiu fazer com que a velha mídia buscasse nos convencer que se tratava de um mensalão mineiro.  Veja bem, um era mensalão do PT, o outro, o pai, era só mineiro. E nem mesmo sendo apenas mineiro foi julgado. Pense bem, já tivemos Papa argentino, um negro na presidência dos EUA, uma mulher na presidência do Brasil mas nada de julgar o pai dos mensalões. Aécio Neves, nem mesmo o Sérgio Machado delatando, continua como sendo um corrupto teflon. Ninguém foi mais delatado do que ele. E não me venha com imunidade parlamentar, ou foro privilegiado. O Delcídio Amaral tinha tudo isso e foi preso. Sem contar que Delcídio sequer tinham uma irmã como Andrea Neves… Bem fazem a Marta Suplicy e Cândido Vaccarezza em sair do PT e se aliarem com essa gente honesta do PMDB e do PTB; segurança pessoal em primeiro lugar! Mas veja só, não basta eles saírem para se livrarem. Eles precisam sair criminalizando quem fica. Sem o voto de Marta contra Dilma ela não seria aceita pela turma do CUnha.

Não bastasse a concorrência na política, do sexzone, a mais antiga profissão continua sendo criminalizada. Como dizia aquele bordão do marketing, se “não está fácil pra ninguém”, imagine pras putas. Hoje, talvez só cunhada de petista pode ser mais incriminador. Mas há saída. Falem com o Marco Feliciano, ou com o assessor dele. A vaga ao lado de Eduardo Cunha já foi preenchida por Cláudia Cruz. Esta saída já está trancada. A Ana Amélia Lemos tem uma dica sui generis para fazer parecer-se honesta. Não se trata de, como Monica Lewinsky, engolir, mas de colar, com alegria, em Ministro do STF. Outra saída seria entrar para a CBF, no Brasil poderia até roubar medalhas, mas aí não poderia viajar para o exterior. Como diria Fernando Pessoa, tudo vale a pena se não for puta pequena.

Em sentido contrário, se queres prender alguém, independentemente de culpa, basta ter de seu lado os a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Eles conseguem tudo ao mesmo tempo, investigar, julgar a condenar. SUMARIAMENTE!

20/09/2015

MPF: Movimento Proto-Fascista

DITADURAnDepois de pregar em Igrejas usadas para lavar dinheiro, Dallagnol dá outro exemplo de valorização das instituições republicanas, desenha para movimento golpista.

Como escreveu Umberto Eco,  "o protofascismo germina a partir da frustração social ou individual. É por isso que um dos traços mais típicos dos fascismos históricos foi o apelo a uma classe média frustrada, sofrendo sob alguma crise econômica ou humilhação política, assustada com a pressão dos grupos sociais inferiores".

Será que precisa desenhar para que Deltan entenda o significado de “classe média frustrada” ou “humilhação PÓlítica”?

Agora falta uma visita à AssoCIAção das Caçarolas do Jardins, em São Paulo, e Bela Vista, em Porto Alegre. E porque não uma visita ao Demóstenes Torres, um impoluto colega que no Senado também bradava contra a corrupção?

Infelizmente, nossa imprensa é comandada pelo velho coronelismo eletrônico. Notícias como estas só aparecem em veículos externos, como o El País. A parceria da mídia com o moralismo de aluguel é coisa nossa. Assim como levou Getúlio ao suicídio, também elegeu a vassourinha do Jânio Quadros.

Eu nunca confio nos moralista de dedo em riste. A seletividade é sua única regularidade, ataca adversários e silencia a respeito de parceiros.

Quem quer entender como isto funciona basta assistir o vídeo do escândalo da parabólica ou então o documentário “Inimigo do meu inimigo”.

Como diz o ditado, que fala demais dá bom dia a cavalo….

Lobby da Lava Jato contra corrupção apela a movimento pró-impeachment

Deltan Dallagnol foi a ato organizado pelo Movimento Liberal Acorda Brasil

Gil Alessi São Paulo 18 SEP 2015 – 13:05 BRT

O procurador Dallagnol apresenta detalhes do esquema. / STRINGER/BRAZIL (REUTERS)

Deltan Dallagnol, 34, é um dos nove procuradores de República encarregados das investigações da Lava Jato. Destaque nas apresentações dos resultados da operação – é ele quem comanda o power point onde são exibidos os fluxos de propinas envolvendo a Petrobras -, o jovem servidor já foi alvo de críticas de defensores do Governo por supostamente ter partidarizado as investigações. Em julho ele participou de eventos ligados a pastores anti-Dilma, que convocavam fiéis para atos contra a mandatária. Esta semana o procurador, que também está na linha de frente da campanha do Ministério Público Federal pela coleta de assinaturas para a aprovação de um projeto de lei chamado Dez Medidas Contra a Corrupção, se envolveu em nova polêmica com relação ao impeachment.

Na noite de terça-feira (15) ele compareceu a um evento organizado por Rosangela Lyra, presidente da Associação dos Lojistas dos Jardins e uma das lideranças do Movimento Liberal Acorda Brasil, organização que defende abertamente o impeachment de Dilma Rousseff. Outro expoente do grupo é o empresário Luiz Philippe de Orleans e Bragança, sobrinho de Luís Gastão de Orleans e Bragança, que seria imperador do país caso o regime monárquico ainda vigorasse. Em sua carta de princípios, o MLAB afirma que é “o cúmulo” acreditar que no Brasil o direito à propriedade privada é assegurado, tendo em vista “a demora de reintegração de posse de imóveis e veículos".

Realizado no bairro dos Jardins, área nobre de São Paulo, e contando com um público hostil ao PT, o evento aconteceu no dia em que o juiz federal Sérgio Moro aceitou denúncia contra o ex-ministro da Casa Civil de Lula José Dirceu por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. O petista, que está preso em Curitiba, agora é réu na Lava Jato por participação em organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O evento já contou, em edições anteriores, com a presença do vice-presidente Michel Temer (PMDB), que deixou escapulir, na ocasião, que caso a popularidade de Dilma continuasse baixa, seria difícil completar o mandato. Dallagnol compareceu para receber das mãos de Lyra as 30.000 assinaturas em prol do projeto contra a corrupção coletadas pelo grupo – grande parte delas durante os atos contra o Governo realizados na avenida Paulista. Ele aproveitou para falar para as cerca de 60 pessoas presentes sobre a expansão da Lava Jato, que “hoje vai muito além da Petrobras”.

Lyra fez questão de desvincular o ato com a presença do procurador à luta pelo impeachment: "Não é um projeto de lei contra o PT nem para tirar a Dilma. Pessoas com camisa da CUT assinaram, com boné do MST também”, afirmou, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo.

O procurador, que já havia dito anteriormente não se posicionar com relação ao impeachment – “não nos manifestamos sobre isso” – tem se esforçado para dar pluralidade à campanha em prol das dez medidas contra a corrupção. “Não estamos indo apenas a igrejas: já fui em centros espíritas, tratei com a igreja católica, com maçons, falei em congressos de farmacologia… Queremos esclarecer para a sociedade que o projeto das dez medidas é bom”, disse em entrevista ao EL PAÍS.

Na semana passada o MLAB endossou o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff feita pelo advogado Hélio Bicudo, que já esteve nos quadros do PT. O texto, cuja argumentação gira em torno das pedaladas fiscais no mandato passado, é a maior aposta da oposição para conseguir o impedimento da petista.

A reportagem tentou, sem sucesso, entrar em contato com o Ministério Público Federal para falar sobre a presença de Dallagnol no evento do MLAB.

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