Ficha Corrida

24/05/2015

Quando presidente não lidera, Congresso vende voto a 200 paus

fhc-valoriza-deputadosCom a mesma flacidez moral da bunda do Kim Kataguiri, FHC é onipresente nos grupos mafiomidiáticos. Hoje sai do esgoto para lecionar mais uma de suas formulações acacianas. O Conselheiro Acácio deveria seguir o conselho do Lula e explicar como foi que ele liderou a compra da reeleição.

FHC lidera tanto que até sua ex-amante, Miriam Dutra, lhe confiou a paternidade de filho de outro. Se há algo de bom no tico-tico é que ele choca o ovo e alimenta o filho do chupim.

Para alguém que se arvora em sociólogo e cientista político, que já foi presidente, é difícil acreditar que ele nunca tenha lido Montesquieu. Será que ele não nunca ouviu falar em separação dos poderes? Não é de admirar que com esta inteligência tenha levado guampa até da amante.

O ódio despeitado de FHC a Lula e Dilma é que ele não consegue entender que um bom governo não precisa ser ventríloquo da Globo nem capacho dos EUA. A moral do governo FHC vazou por inteiro pelo Escândalo da Parabólica.

Rubens Ricúpero resumiu muito bem as relações entre FHC & Rede Globo: “o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”. Se o Kim Kataguiri soubesse da lei Rubens Ricúpero não teria mostrado a bunda…

A sorte de FHC é que este pessoal do MBL não tinha nascido quando ele quebrou o Brasil. Seu azar é que a internet não o deixa mentir impunemente. E é mais fácil mostrar sua obscena pequenez política que passar a mão na bunda flácida do Kim Kataguiri.

Taí ó, se há algo que combina com a bunda do Kataguiri são as bochechas de FHC, pois ambas produzem a mesma coisa.

Quando presidente não lidera, Congresso ocupa espaço, diz FHC

Para tucano, Dilma está "pagando pecados" por erros de gestão

FLÁVIA FOREQUE, DE BRASÍLIA, para  a FOLHA

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez neste sábado (23) uma crítica a Dilma Rousseff ao dizer que há carência de liderança no país.

"Ninguém faz ou muda nada sem liderança e o Congresso percebe isso, quem lidera e quem não lidera", disse.

Ao afirmar que hoje a relação entre congressistas e Executivo tem como foco obter "um pedaço do Orçamento", o ex-presidente disse ainda que, "quando o presidente não lidera, o Congresso ocupa espaço".

O tucano deu palestra na manhã de sábado em um centro universitário de Brasília.

Ao falar à imprensa, foi perguntado sobre liderança no país: "Falta comando e quem vai exercer comando, os partidos não estão organizados pra constituírem maiorias estáveis no Congresso".

Para FHC, o país vive uma "dúvida híbrida". "Estamos no presidencialismo ou no parlamentarismo?", questionou, citando tarefas delegadas ao vice-presidente Michel Temer (PMDB) e ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Cardoso foi questionado ainda sobre o corte de R$ 69,9 bilhões nas contas do Executivo, anunciado na sexta (22). Ele o atribuiu a erros de gestão e disse que o governo "está pagando seus pecados" ao reduzir recursos em áreas como Saúde e Educação.

O tucano ainda comparou o anúncio a uma "operação sem anestesia" –para ele, faltam explicações sobre o que ocorrerá daqui para frente.

"Quando você faz contenção fiscal, tem que explicar o que vem depois. Qual é o horizonte? Só vemos nuvem negra, e aí as pessoas ficam irritadas, não aceitam", disse.

24/01/2015

Folha e a lei Rubens Ricúpero

FOLHA X PSDB

Fiz um printscreen da edição eletrônica da Folha conforme imagem ao lado. Quem tiver olhos, verá. A notícia com tom negativo da geração de emprego é atribuída ao PT. Já o recorde de roubos, que aumentou pela 19º mês seguido é…  do coitado do SP!

É velha lei Rubens Ricúpero, promulgada via Parabólica…: o que é bom para o PSDB, a Folha divulga. O que é ruim, esconde. E, exatamente como  mandava Ricúpero, faz o contrário em relação ao PT.

Em nenhum momento responsabiliza o governador daquele Estado, Geraldo Alckmin, e muito menos o partido dele e da Folha, o PSDB.  Poder-se-ia dizer que é um comportamento previsível diante das milhares de assinaturas da Folha distribuídas pelas escolas públicas de São Paulo, mas o furo é mais embaixo.

A Folha segue uma cartilha muito bem feita e coordenada pelo Instituto Millenium. Para tanto, conta com o finanCIAmento de seus finanCIAdores ideológicos.

Está por demais cansativo e enfadonho verificar e denunciar esta a$$oCIAção mafiosa dos velhos grupos mafiomidiáticos. Infelizmente, ainda há quem os lê com sem o menor senso crítico e, por isso, não se dão conta de tamanhas obviedades.

O poder que ainda desfrutam deve-se a existência de dois grupos distintos de pessoas: os mal informados e os mal intencionados.

 

Geração de empregos em 2014 foi a pior dos anos PT

Governo também registrou o maior deficit nas contas externas desde 2001

SP tem recorde de roubos e a menor taxa de homicídios

Roubos no Estado de SP subiram 21% em relação a 2013, no maior aumento anual já registrado

Assaltos crescem pelo 19º mês seguido; homicídios caem 3,4%

Roubos no Estado de SP subiram 21% em relação a 2013, no maior aumento anual já registrado

Taxa de assassinatos por 100 mil habitantes cai para 10,06, no melhor resultado desde 2001, quando era 33,3

ROGÉRIO PAGNANDE SÃO PAULO

O Estado de São Paulo registrou em 2014 a maior quantidade de roubos dos últimos 14 anos –desde que a série histórica do governo paulista adota os mesmos critérios.

Por outro lado, também teve a menor taxa de homicídios dolosos por 100 mil habitantes nesse período.

Os assaltos, segundo dados divulgados nesta sexta (23), cresceram 20,6% em relação a 2013 –maior aumento anual já registrado. Passaram de 257.067 para 309.948.

O percentual de crescimento na capital foi ainda maior: 26,5%. Em ambos os casos, foi a 19ª alta consecutiva desse tipo de crime e um dos motivos apontados para a recente troca de comando na Secretaria da Segurança do governo Geraldo Alckmin (PSDB), no final do ano passado.

Os roubos são aqueles crimes cometidos com violência ou grave ameaça e que criam uma sensação de insegurança na população.

O novo titular da pasta, Alexandre de Moraes, disse que os resultados podem ser explicados em parte pela explosão de celulares (150%) e de documentos (186%) roubados. "O que mostra que isso é que puxou esse índice para cima", disse.

Ainda de acordo com Moraes, 70% dos roubos envolveram celulares e/ou documentos, dos quais 53% das vítimas eram pedestres.

"É quando a pessoa está passando. É esse roubo que aumenta a sensação de insegurança. Porque é aquele [caso em que] cada um de nós pode ser roubado. Isso acaba assustando", disse Moraes.

Outro fator que explica parte desse crescimento foi a possibilidade de registrar roubos pela internet. O governo não apresentou, porém, quanto dessa ferramenta pode ter levado ao aumento de registros.

A quantidade de roubos no Estado em 2014 foi 41% maior do que em 2001, no começo da atual série histórica.

Em relação ao roubo de celulares, Moraes disse que pedirá ao governo federal para que a Anatel (agência de telecomunicações) faça bloqueio permanente da identificação dos aparelhos quando eles forem roubados ou furtados.

Isso evitaria que ladrões comprem um novo chip para poder reutilizar o aparelho.

ASSASSINATOS

Os dados divulgados pelo governo também mostram que em 2014 os homicídios dolosos, praticados com intenção de matar, caíram 3,4% na comparação com 2013. Passaram de 4.444 para 4.294 de um ano para o outro.

Essa queda fez com que a taxa de assassinatos por um grupo de 100 mil habitantes caísse para 10,06. Trata-se do melhor resultado na série iniciada em 2001, quando havia no Estado um índice de 33,3 por 100 mil.

Para organismos internacionais, taxas acima de 10 homicídios a cada 100 mil habitantes são consideradas epidêmicas –quando os crimes estão fora de controle.

Os dados divulgados pelo governo do Estado consideram a quantidade de casos registrados, e não a de vítimas. Um mesmo registro pode ter mais de uma vítima.

Considerando a quantidade de vítimas, São Paulo teria uma taxa um pouco maior: de 10,61 a cada 100 mil. Os 4.294 casos de homicídios em 2014 tiveram 4.527 vítimas.

Na capital, os índices foram ainda melhores: 9,83 casos por 100 mil –no total, foram 1.132. Em 2011, porém, a cidade tinha tido um resultado melhor: taxa de 9,01.

TRAFICANTES

Para especialistas em segurança, além de um trabalho eficaz da polícia na investigação dos homicídios, que têm índices de solução considerados satisfatórios, a quase inexistência de guerra de traficantes (como ocorre em outros Estados) contribuiu com essa queda ao longo dos anos.

O governo minimiza a influência do crime organizado nessa redução.

29/06/2014

Filhos do I-ta-mar

Filed under: Escândalo da Parabólica,FHC,Inflação,Itamar Franco,Plano Real — Gilmar Crestani @ 10:09 am
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Nos 20 anos do lançamento do Plano Real, a Folha esconde dos filhos o próprio pai. Cassado Collor, Itamar Franco assumiu a Presidência. Foi no governo dele lançado o plano de estabilização. A Folha tem bons motivos para esconder o pai, simplesmente porque a Folha quer tornar o ministro adotado pelo Itamar em pai do plano. Mas  o pai que a Folha quer é o mesmo que tinha uma funcionária da Globo como amante, Miriam Dutra. A moça engravidou e FHC assumiu a paternidade. É da natureza de FHC assumir as “coisas boas” que os outros fazem, como Rubens Ricúpero assumiu no famoso Escândalo da Parabólica… O tempo é senhor da razão, e os filhos de D. Ruth provaram, com exame de DNA, e por conheceram o próprio pai, que aquele não era de FHC, mas só filho da mãe… Se os filhos de D. Ruth não conhecessem FHC não teriam pedido exame de DNA para provar que aquilo que o pai dizia era mentira. E quem lucrou com a amante? Quem a escondeu na Espanha? Quem a sustentou na Espanha? E assim não se contou a história da captura do Governo do prof. Cardoso pela Rede Globo, que deu as cartas e jogou de mão…

Como se pode ver, o Plano de real também teve fdp!

Filhos do real

Geração que cresceu após a estabilização econômica, há 20 anos, chega ao mercado de trabalho com mais possibilidades de planejar sua carreira e seu futuro

INGRID FAGUNDEZDOUGLAS GAVRASDE SÃO PAULO

Geraldo Santos, 54, viveu dias difíceis nos corredores do supermercado Casa Santa Luzia, nos Jardins, em São Paulo. Remarcador de preços nos anos 1980, ele trocava etiquetas dos produtos várias vezes ao dia, enquanto se esquivava de clientes furiosos.

A cena era comum em mercados durante o período da hiperinflação, que fazia os preços variarem a toda hora.

Hoje, um dos filhos de Geraldo, Anderson, 29, é analista de importação na mesma loja e nunca precisou explicar a um cliente por que a comida estava mais cara.

Entre esses dois cenários está o lançamento do real, que ocorreu em 1º de julho de 1994, e conduziu a economia brasileira à estabilidade.

Anderson faz parte de uma geração que era criança nos anos 1980 e tem poucas lembranças das várias moedas que o país teve (cruzeiro, cruzado, cruzado novo"¦).

No dia 1º, outra geração, que não teve contato com essa realidade, faz 20 anos.

‘GERAÇÃO REAL’

Diferentemente de seus pais, esse jovens entram no mercado de trabalho em um ambiente econômico mais favorável. Não é preciso gastar o dinheiro imediatamente para evitar que ele desvalorize, e a renda aumentou.

"Do ponto de vista econômico, o real foi um mundo novo. Havia períodos, no começo dos anos 1990, de 4% de inflação ao dia. Ficar com o dinheiro parado era perder", diz o professor de economia da UFRJ André Modenesi.

Com a necessidade de viver no curto prazo, era difícil planejar o orçamento doméstico, ainda mais a carreira ou a compra de um imóvel.

As trajetórias de Geraldo e Anderson expressam essa diferenças. O primeiro não fez faculdade, teve quatro filhos e ainda pagava a casa própria quando a caçula nasceu.

Já Anderson se formou, ainda mora com os pais e paga o apartamento onde vai viver depois de se casar.

Nos anos 1980, além de lidar com clientes irritados, Geraldo tinha que preencher a vitrine do açougue com abóboras, já que faltava carne.

Em casa, a situação também era preocupante. As contas apertavam o orçamento, enquanto a família crescia.

"Perdi noites de sono por causa das prestações. As crianças pediam coisas e não podia comprar. Era uma dor no coração", lembra Geraldo, hoje gerente da Santa Luzia.

Com 20 anos, o estudante Danilo Cardoso lembra do descontrole econômico apenas pelos registros na carteira de trabalho de sua avó. Ao ver o reajuste do salário para compensar a inflação, ele achava que o valor dobrava.

Do armário usado para estocar alimentos em casa, ficaram só as histórias. "Na minha infância tinha sumido."

De Mogi das Cruzes, Cardoso veio estudar em São Paulo bancado pela família. Em julho, fará intercâmbio na Colômbia. O estudante considera que tem mais liberdade para ousar em seus planos.

"Pude me mudar, estudar inglês, tive acesso a oportunidades que meus pais não tiveram. Me sinto tranquilo, mais do que imagino que eles se sentiam na minha idade."

Para o professor do departamento de Economia da PUC-Rio, Luiz Cunha, o Plano Real foi a condição fundamental para os jovens saírem da "corrida infindável" de viver em função da inflação.

"O ambiente no qual toma decisões é muito mais tranquilo. Ele tem mais informação, o amparo financeiro dos pais, pode escolher melhor."

Marcela Pacífico, 19, é a primeira em três gerações de sua família que pôde definir o começo de sua carreira. Neta de Lúcia Pacífico, presidente do Movimento das Donas de Casa e Consumidores de Minas Gerais, que fiscaliza preços, ela cresceu ouvindo as dificuldades da época.

"Minha mãe foi trabalhar aos 17 anos. Só depois fez graduação. Ela se arrepende."

Veja vídeo sobre as gerações pré e pós-real
folha.com/no1477901

16/01/2010

Jornalismo no buraco

Filed under: Cosa Nostra,Cultura — Gilmar Crestani @ 8:05 pm
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Jornalismo no Buraco

Jornalismo no Buraco

Existem consequências e consequências. No caso Ricupero custou-lhe o então muito vistoso Ministério da Fazenda. No caso Bial restou-lhe a opção de apresentar o Big Brother Brasil. No caso Casoy… bem, aí o mistério é impenetrável.

E ainda vão criar um sistema fantástico capaz de acessar diretamente o pensamento das chamadas figuras públicas. Seria uma espécie de áudio a ser acionado fora de hora. Não quando o personagem está em ação, dizendo aos telespectadores qual a moral da notícia, qual a real intenção desta e daquela frase deste ou daquele político. Mas sim quando a pessoa, essa que chora e gargalha, sente calor e frio, fome e medo, amor e ódio, troca confidências com seus pensamentos sem a ofuscante luz do refletor nem o cenário espacial do telejornal da noite. Com tantas maravilhas tecnológicas ao nosso alcance há que se inventar o leitor de pensamento, o desmascarador de embuste, o algoz do discurso hipócrita, o aparelho que nos dispa do supérfluo e nos apresente ao ser humano que luta por sobreviver em meio a realidade artificialmente gerada. E já poderíamos fazer alguns testes, logo de antemão.

Numa emissora de tevê o âncora do telejornal declamaria algo mais ou menos assim: “Só temos que nos orgulhar de termos um gari tão honesto e brioso de sua cidadania… pois não é comum vermos essa pessoa simples vir entregar na Delegacia de Polícia a bolsa recheada com R$ 20.000,00 que acabara de encontrar em meio ao lixo do condomínio de luxo…” Acionaríamos a engenhoca logo no primeiro intervalo dos comerciais e escutaríamos algo assim: “Pobre diabo, criatura patética, imbecilizada ao extremo… uma vergonha ir devolver dinheiro encontrado no lixo tantas vezes por ele vasculhado. Um idiota completo.”

Enquanto em outra emissora de tevê o apresentador do telejornal declamaria algo mais ou menos assim: “O Brasil conheceu ontem a história de dona Salustiana, 47 anos, mãe de 14 filhos, destacada catadora de papel de Taboão da Serra. Pois bem, ela concluiu o curso de alfabetização ontem à noite e está feliz da vida por saber agora ler e escrever. Um exemplo de determinação e coragem.” Novo intervalo comercial, trabalho para a engenhoca que, uma vez acionada nos traria o seguinte áudio: “Infeliz que veio ao mundo apenas para dar cria: 14 filhos! E ainda vem com sorriso banguela dizer-se feliz por saber ler e escrever. Sabe nada! No máximo consegue desenhar o nome e olhe lá! É gente assim que atravanca o Brasil!”

E já não se fazem moralistas como antigamente. Em passado recente moralistas de plantão utilizavam a televisão e o rádio para sapecar aulas de EMC (Educação Moral e Cívica). Falavam convictamente sobre a importância de o galo cantar anunciando a alvorada mesmo que o país estivesse no breu da mais torpe ditadura, opressão e tirania. Foi o tempo do faz escuro mas eu canto, o tempo do quando chegar o momento esse meu sofrimento vou cobrar com juros, juro! Naquele tempo sabíamos os que estavam deste lado da luta e os do outro lado. Os papéis eram demarcados. Atualmente predomina a psicologia de pesquisas de opinião pública: se o povo gosta de bordões então o saciarei logo com dois: “Precisamos passar o Brasil a limpo!” e para otimizar o tempo televisivo faça uso de algo mais curto e contundente como “Isto é… uma vergonha!”

Em 02/09/1994 o ministro da Fazenda Rubens Ricupero, em entrevista a Carlos Monforte no programa matinal Bom Dia Brasil teve parte de sua alma revelada em áudio vazado. Ele dizia em intervalo comercial que “o governo faturava o que era bom e escondia o que era ruim”. Ou seja, as autoridades governamentais são sempre inteligentes e a população sempre idiota. Custou-lhe o cargo, a credibilidade e o futuro político. Virou verbete em debates sobre novas tecnologias atendendo pela expressão “A parabólica de Ricupero”.

Mas existem as armadilhas do tempo. O espírito da época, o zeitgeist. Somos herdeiros direitos da chamada Era dos Direitos para usar aquela feliz expressão de Bobbio. O principal direito é o direito à humanidade. O principal instrumento para orientar a vida ordenada do planeta responde pelo pomposo título de Declaração Universal dos Direitos Humanos e tem data de fabricação (10/12/1948) mas não tem (ainda bem!) prazo de validade. Acontece que para fazer valer os direitos humanos precisamos abraçar de coração, com áudio ligado ou desligado, som perene ou vazando, não importa, ideias como respeito à diversidade de gênero, de raça, de cor, de credo, de classe, de nacionalidade. Passaram-se 11 anos mas muito gente ainda lembra daquela noite em que Pedro Bial provavelmente sem saber que o microfone estava aberto fala durante apresentação do balé Kirov: “Isso é coisa de viado” (Fantástico, 17/05/1998).

Deixei para o fim do texto a citação das palavras de Boris Casoy, âncora do telejornal da Band e que foi ao ar na noite do primeiro dia de 2010. O jornalista fez comentários infelizes após um vídeo com a participação de dois garis desejando votos de Feliz Ano Novo. Durante as imagens, vazou um áudio de Boris falando: “que m… dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras” e “dois lixeiros, o mais baixo da escala do trabalho”. Um primor de preconceito e desprezo contra cidadãos sem canudo, sem herança, sem traquejo para investir em bolsa de valores e sem sobrenome chamativo como Diniz, Sendas, Steinbruch, Skaff, Marinho, Saad, Civita, Agneli ou Casoy.

No segundo dia do ano, após ver desabar sua reputação de grande humanista, fiscal da moral alheia e algoz dos politicamente incorretos, principalmente se estiverem na política, Casoy pediu desculpas: “Ontem (quinta) durante o programa eu disse uma frase infeliz que ofendeu os garis. Peço profundas desculpas aos garis e a todos os telespectadores.” Ficamos com a pulga atrás da orelha: o que teria ele dito em particular no intervalo de suas desculpas, enquanto o áudio estava fechado? Algo ficou evidenciado no pedido de desculpas: ele se refere à “frase infeliz” que “ofendeu os garis e a todos os telespectadores”. Primeiro que não se tratou de uma frase infeliz, é relativizar demais, ser muito reducionista e complacente com seus erros. Ele usou conceitos elaborados dando conta da evolução na escala do trabalho e determinando desde seu lugar de fala (atenção estudiosos da linha francesa de análise de discurso) que os garis estão ali, na altura do rés do chão. Resta-nos perguntar: em que posição Casoy se encontrava antes do vazamento do aúdio? E após o vazamento, qual a sua posição na escala dos valores humanos?

Existem consequências e consequências. No caso Ricupero custou-lhe o então muito vistoso Ministério da Fazenda. No caso Bial restou-lhe a opção de apresentar o Big Brother Brasil. No caso Casoy… bem, aí o mistério é impenetrável. Isso me lembra aquele cartoon do Charlie Brown. Nosso personagem caminha solitário em direção oposta a uma multidão de manifestantes, cada qual portando cartaz com abaixo isto e abaixo aquilo… então a Lucy pergunta ao Charlie Brown se ele não iria carregar uma faixa com abaixo a civilização! Brown responde, filosófico: “Não precisa… ela cairá… de tão podre.”

Em tempo:

O vídeo do Rícupero foi visto 33.009 no Youtube.

O vídeo do Bial foi visto 101.468 no Youtube.

O vídeo do Casoy foi visto 362.485 no Youtube.

Washington Araújo – Agência Carta Maior, é jornalista e escritor.
Texto publicado originalmente no site do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina.

02/01/2010

Ignorância em Estado Bruto

Filed under: Autobiografia — Gilmar Crestani @ 7:52 pm
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Baixou o espírito Rúbens Ricúpero na dupla Boris Casoy e Joelmir Beting. E a razão? Constataram que cada vez que atacavam o Governo Federal, Lula ganhava mais um ponto em credibilidade. O jeito foi partir para cima de quem Lula defende, os pobres. E aí sobrou para dois garis, simplesmente porque desejaram um Feliz 2010. A humilhação dos garis, via satélite funciona como uma espécie de cartão de apresentação da famiglia Saad, que dirige a Rede Bandalha, onde Casoy & Beting dão expediente. Casoy não foi escolhido pela Band por suas credenciais jornalísticas, mas por ser um senhor boçal, de bons serviços prestados aos representantes do atraso. Defensor incansável de energúmenos, Boris Casoy expôs sua biografia em estado bruto para quem quisesse ver e guardar seu retrato mais bem acabado. Ninguém conseguiria traçar um perfil melhor, mesmo autorizado, de Boris Casoy. Depois dessa, continuar permitindo a entrada diária de Boris Casoy no nossos lares, sim, será uma vergonha!
OBS. Parece morar aí a razão pela qual Gilmar Mendes entende não ser necessário diploma a jornalista. Já para o concurso de garis em São Paulo, exige-se segundo grau completo…
Auto retrato de Boris Casoy, o energúmeno!

Filosofia Casoyana: “Que merda!… Dois lixeiros desejando felicidades… Do alto de suas vassouras… Dois lixeiros… o mais baixo da escala do trabalho…”

OBS: A biografia completa de Boris Casoy saiu completa na Revista <a href="Boris Casoy“>O Cruzeiro.

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