Ficha Corrida

28/02/2010

Misteriosa Zero Hora

Filed under: Cosa Nostra,PIG,RBS — Gilmar Crestani @ 10:53 pm
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Os mistérios de um grupo chamado RBS!

Misteriosa Zero Hora

Misteriosa Zero Hora

A volta o padrão Sirotski de jornalismo, que encerra no fato o agente do evento. Foi assim também naquilo que a RBS batizou de “Caso Detran”.  Lá como cá, não há agente. O Detran foi tratado pelos mais diversos serviçais da RBS como sendo o culpado pelos desvios. Havia todo um contorcionismo verbal para esconder dos gaúchos os agentes responsáveis pelo mar de lama. Agora chegou a vez da Rua Hoffmann pagar pelo assassinato de Eliseu Santos.
A maneira como a RBS força uma versão torna um fato da rotina da cidade, uma cidade sem lei nem segurança, como algo digno de Jack Estripador. Querem na Rua Hoffmann um “mistério” londrino para os Sherlock Holmes da RBS darem uma de Arthur Conan Doyle.

No Caso de DETRAN e agora na Rua Hoffmann, não há agentes, não há circunstâncias, não há contextualização. Como diz a matéria de capa de Zero Hora deste domingo, 28/02/2010, há “O Mistério da Rua Hoffamann”, “um crime que chocou o Estado”! Estado, esta outra entidade sem responsáveis, um Estado com déficit zero em qualquer serviço sob a responsabilidade da ex-funcionária da RBS.

Cadê os Sherlock Holmes da RBS, Nilson Mariano, Carlos Wagner para fazerem reporcagens investigativas?

Para acusarem o MST reviram até o lixo, mas para informarem a respeito do assassinato de um Secretário do Governo Fogaça, na frente de uma multidão, não mexem uma tecla? Muito estranho o comportamento da RBS. Diria que uma das linhas de investigação, para mim a principal, está na maneira como a RBS faz a cobertura!

Embora tenha “chocado” o RS, não há matérias complementares sobre a atuação política do falecido que possam ajudar a entender a personalidade da vítima, ou ajudar na elucidação de eventual conexão política. Zero Hora dominical não toca na questão que teria levado a empresa Reação a denunciar cobrança de propina por parte de correligionário e subordinado de Eliseu Santos. Tampouco lembra os leitores da existência da Operação Pathos da Polícia Federal, nem da denúncia envolvendo a empresa Sollus na Secretaria de que Eliseu era titular.

A editora de polícia de Zero Hora, a abelhinha encarregada de polinizar as flores da direita guasca, Rosane de Oliveira, conseguiu revelar detalhes imprescindíveis aos esclarecimentos dos fatos: “Poucas vezes José Fogaça ficou tão abalado“.

Até que enfim algo abala a lesma administrativa. Pelo menos um assassinato tira o prefeito de sua letargia.

Fiquei curioso em saber quais foram os outros fatos que abalaram o prefeito Fogaça. Rosane não revela, mas suspeito que tenha sido o terremoto do Chile. Ou teria sido a morte de Marcelo Cavalcanti? O ex-funcionário da RBS,  encastelado no paço municipal, também pode ter ficado abalado por motivos que a Rosane sabe mas não quer revelar.

Para algo que choca um Estado, Zero Hora dedica poucas páginas e menos perguntas ainda. Parece até que já tem resposta, mas que revelar chocaria ainda mais os gaúchos.  O tom da cobertura da RBS poderia ter rendido, se é que
ainda não vá render, uma manchete do tipo: Fogaça ganha seu mártir!

Não é de admirar que a RBS tenha sido “furada” pela FSP na cobertura da CPI da Corrupção. Essa displicência na cobertura de fatos desabonadores a seus ex-funcionários também está chocando o Estado. Por tudo isso faz-se urgente uma luta pela implantação da liberdade de expressão aqui no RS. Não é mais possível convivermos com esta falta de informação.

Alguém, talvez a misteriosa Rua Hoffamann, esteja cerceando a RBS de informar corretamente seus leitores.

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