Ficha Corrida

05/10/2013

Marina se bandeou pro PSB

Filed under: Eduardo Campos,Marina Silva,PSB — Gilmar Crestani @ 10:53 am
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A capacidade da gestora Marina Silva foi posta à prova na sua decisão de criar um partido para chamar de seu, a Rede Sustentabilidade. Não conseguiu. A sua coerência, ética ou seja lá o que isso significa, ficou de pé menos de 24 horas. Marina: “Não tenho plano B. Meu partido é a Rede ou a Rede”.  E agora a filiação ao PSB. A tal de fidelidade partidária, identidade ideológica ou coerência de vida depende de quem manipula a fontoche. Quem nasce para marionete só tem futuro de capacho.

Marina decide se filiar ao PSB para concorrer em 2014

FÁBIO ZAMBELI
NATUZA NERY
RANIER BRAGON
DE BRASÍLIA

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A ex-senadora Marina Silva decidiu se filiar ao PSB do governador Eduardo Campos (PE). A decisão foi tomada após conversas iniciadas na noite de ontem e concluídas na manhã deste sábado (5).

Assim como Marina, Campos é virtual candidato à Presidência da República. Há, entretanto, um desejo do PSB de ter a ex-senadora, que recebeu 19,6 milhões de votos na disputa presidencial de 2010, como vice na chapa do governador.

A união entre Marina e Campos tem o objetivo de formar uma consistente terceira via na corrida ao Planalto, em contraposição à candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e à postulação do oposicionista Aécio Neves (PSDB).

Em sua entrevista ontem, Marina já havia dito que sua decisão levaria em conta o desejo de "quebrar" a polarização política existente no país. Desde 1994, PT e PSDB são os principais antagonistas no cenário político nacional.

Na sexta-feira, enquanto Marina Silva discutia seu futuro com aliados, o primeiro contato de Eduardo Campos foi feito. Em seguida, ele pegou um avião para Brasília para uma conversa pessoalmente.

A decisão de migrar para o PSB foi tomada após a Rede Sustentabilidade não ter passado no teste das assinaturas, conforme decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na última quinta-feira.

Depois do naufrágio no TSE, Marina passou a discutir o convite recebido por oito legendas, tendo centrado seu foco no PSB e no PPS devido a dois fatores: serem duas legendas com integrantes e atuação relativamente similar à da Rede Sustentabilidade e terem já estruturas montadas nacionalmente e nos Estados.

De acordo com a última pesquisa do Datafolha, do início de agosto, Dilma lidera a corrida para 2014, com 35% das intenções de voto. Marina tinha 26%. Aécio (13%) e Campos (8%) vêm logo em seguida.

Folha de S.Paulo – Poder – Marina decide se filiar ao PSB para concorrer em 2014 – 05/10/2013

Casas de tolerância para uma mulher de vida fácil

Filed under: Marina Silva — Gilmar Crestani @ 7:34 am
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Marina vem aí. Os partidos de aluguel ligaram a luz vermelha e escancararam as portas. Tem dias que a noite é um breu… A nova, quando caiu a máscara, entrou em processo de envelhecimento precoce e em dois dias, a máscara da Natura revelou em velocidade estonteante, a decrepitude dos velhos métodos da República Velha. Por traz de uma marionete sempre há quem manipule: Itaú, Globo e Natura seus financiadores ideológicos. A Natura fornece o creme do rejuvenescimento, a Globo tem o photoshop da embalagem perfeita e  o Itaú é entra com seu compromi$$o com as verdinhas….

Nada melhor do que dar a palavra ao parceiro mais próximo (hoje, porque amanhã é outro dia) da Marina: “Segundo o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), a ex-senadora "comete erros de avaliação estratégica", cultiva um processo decisório "caótico", "reage mal a críticas e opiniões fortes discordantes" e "não estabelece alianças estratégicas com seus pares"; parlamentar afirma ainda que reprovação no Tribunal Superior Eleitoral era previsível; "demos mole", diz ele; erros apontados por um colaborador próximo indicam que Marina na presidência da República talvez fosse um grande risco

Marina fala como candidata, mas deixa decisão para hoje

Convidada por 8 partidos, ex-senadora pode se filiar no último dia para 2014

Após derrota da Rede, segunda colocada nas pesquisas afirma que agirá para quebrar ‘polarização na política’

RANIER BRAGONMÁRCIO FALCÃO, para a FOLHA, DE BRASÍLIA

Adotando discurso de candidata após ter tido o registro de seu partido negado pela Justiça Eleitoral anteontem, a ex-senadora Marina Silva decidiu anunciar apenas hoje se permanece na disputa à Presidência em 2014.

Após maratona de reuniões que atravessou madrugada, manhã e tarde de ontem, e sob críticas pesadas de apoiadores, Marina disse estar inclinada a trabalhar para "quebrar" a atual polarização política no país e "aposentar de vez a Velha República".

"Vai pesar na minha decisão a disposição dos que estão preocupados com a ideia de que a gente tem que quebrar a polarização oposição por oposição’, situação por situação’", afirmou a ex-senadora, sem citar PT e PSDB, que desde 1994 dividem a disputa pelo Palácio do Planalto.

Ela tem o convite de oito partidos, mas tem considerado de forma mais consistente, segundo aliados, o PPS, com quem deve ter encontro na manhã de hoje. A única resistência a ser superada seria a atuação da sigla na votação do Código Florestal, que contrariou o setor ambientalista.

Interlocutores de Marina também afirmaram que ela foi procurada por integrantes do PSB do governador Eduardo Campos (PE), pré-candidato à Presidência.

A decisão será tomada hoje, no prazo limite para que os candidatos às eleições do ano que vem se filiem a partido.

"Esse manejo é que estamos fazendo: como manter princípios e coerência e darmos uma contribuição para o Brasil", disse Marina, ao ser questionada se não achava incoerente a filiação a outras legendas ante o discurso de que a montagem de seu partido visava a renovação da política.

Ela disse ainda estar vivendo um "grande desafio pessoal". "Já me deparei com situações complexas na minha vida. A primeira foi quando perdi minha mãe. A segunda foi o processo difícil de sair do PT e a terceira está sendo essa decisão".

Desde fevereiro empenhada na montagem da Rede Sustentabilidade, Marina viu sua pretensão de disputar o Planalto pela sigla naufragar anteontem, após o Tribunal Superior Eleitoral barrar o registro da sigla devido à insuficiência das assinaturas de apoio apresentadas.

A derrota foi contundente: 6 votos a 1 no tribunal. Após sair da corte, a ex-senadora iniciou uma reunião de seis horas com aliados que só terminou de madrugada, às 5h.

O encontro teve bate-boca entre ela e o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), um dos seus principais articuladores, que questionou a sua capacidade administrativa para montar a sigla, e trocas de críticas entre outros integrantes da Rede.

"O que aconteceu na reunião tinha a ver com o momento de tensão, onde várias pessoas estavam colocando seus posicionamentos", disse Marina ontem à tarde.

Nessa reunião noturna começou a divisão entre os aliados sobre o futuro da ex-senadora: um grupo, que inclui familiares, como a filha Moara, e militantes mais jovens da Rede, defende que ela não migre na última hora, o que reeditaria prática típica da política tradicional, combatida por Marina desde a montagem do Movimento da Nova Política, gênese da sua sigla.

Outro, formado principalmente por detentores de mandato, afirma que ela não pode desprezar o capital de 19,6 milhões de votos de 2010 e o segundo lugar nas pesquisas.

Mesmo tendo saído desse encontro às 5h, Marina dormiu pouco e retomou as conversas quatro horas depois, desta vez em sua casa.

Segundo aliados, chegou a ouvir, por meio de teleconferência, a posição de mais de 60 integrantes da Rede.

Às 18h, ela dizia à imprensa que ainda não tinha decidido. "Ainda tenho uma longa noite e um dia, então estou num processo decisório", afirmou, explicando que o sistema da Rede é o de buscar o "consenso progressivo".

04/10/2013

Marina délfica

Filed under: Marina Silva,Oráculo de Delfos — Gilmar Crestani @ 7:14 am
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Até o Oráculo de Delfos tinha algum conteúdo e credibilidade nas suas previsões. MARINA SILVA, só sabe que nada sabe. Duvida? Encontre no texto da colunista da Folha uma única proposta, ou melhor, um único diagnóstico da situação brasileira sob qualquer prisma. Se conseguiu, você é o gênio que eu estava procurando. A verdade é que é a entropia que a estropia nesta cavalgada.

Eu já sabia

É claro que o título acima é uma brincadeira. Escrevo antes da sessão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que vai julgar o pedido de registro da Rede e não posso anteci- par o resultado, embora mantenha viva e forte minha confiança na Justiça.

A Rede é uma realidade e já contribui para a ampliação e o aprofundamento da democracia no Brasil. Em primeiro lugar, porque oferece um espaço de reencantamento com a política para uma vasta parcela da população que se mantinha afastada, profundamente decepcionada com os partidos, discursos e práticas dominantes.

A Rede abre uma porta especialmente para a juventude. Oferece aos jovens uma possibilidade de expressão, ação e elaboração de novos ideais e projetos identificatórios. Isso é de uma importância incalculável, uma estreita ponte para um futuro possível.

Mesmo enfrentando a resistência de quem quer manter o "status quo" a qualquer custo, a Rede cria uma agenda estratégica para o país e inscreve o debate sobre a sustentabilidade em sua página central. Questiona os falsos consensos sobre produção e consumo, energia, infraestrutura e todos os elementos de uma ideia de progresso que herdamos do século passado e que já chegou ao seu limite.

E até nas dificuldades para se institucionalizar, a Rede denuncia os limites do sistema jurídico e político do país e abre a possibilidade de mudanças. Invertendo a prática comum dos partidos, de primeiro se registrarem para depois buscarem representatividade social, a Rede surge como movimento social amplo e profundo e é sintomático que passe apertadíssima nas estreitas aberturas do sistema político hoje existente (em que organizações artificiais, diga-se de passagem, passam com folga).

A Rede, enfim, já nasce cumprindo seu destino: democratizar a democracia.

Mas, para tornar séria a brincadeira do início, disso tudo eu já sabia. E é essa certeza que quero compartilhar: o encontro do Brasil com os limites e fragilidades de sua democracia, sua superação e fortalecimento, é uma hora da verdade que não pode ser evitada. Sem a atualização de todo o seu sistema político, sem sua passagem ao século 21, o Brasil corre o risco de uma entropia que desfaça todos os avanços que obteve desde o fim da ditadura.

De nada adianta criar obstáculos e dificuldades, os organismos vivos de um novo tempo já surgem para substituir as estruturas que se fossilizaram com o tempo. Como dizíamos em nossa juventude, mesmo que matem milhares de flores não poderão impedir a chegada da primavera.

Há quanto tempo sabemos disso, não é mesmo?

MARINA SILVA escreve às sextas-feiras nesta coluna.

03/10/2013

Marina Silva quer que Deus aprove ilegalidades

Filed under: Marina Silva,Teocentrismo — Gilmar Crestani @ 9:22 am
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E por aí se entende porque Marina Silva não tem outro projeto. Só pensa em ser Presidenta do Brasil. É que Deus é brasileiro. Aí ela ganha as eleições e põe “nas mãos de Deus”. Enquanto ela dorme no berço esplêndido do Banco Itaú e da Natura, seus financiadores ideológicos, e sonha com a Presidência, tem gente levantando cedo para pegar no batente e realizar seus sonhos.

Enquanto países teocentristas do Oriente Médio estão se livrando de seus Mulás, no Brasil ainda tem gente que acredita em “mula sem cabeça”.

Marina Silva põe destino da Rede Sustentabilidade “nas mãos de Deus”

A ex-senadora e missionária assembleiana Marina Silva declarou, às vésperas do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que depositou nas mãos de Deus o destino do partido Rede Sustentabilidade, que ela visa fundar.

“Tenho confiança em Deus, na Justiça e no trabalho que fizemos, que foi um trabalho íntegro. Apresentamos as assinaturas dentro do prazo, 668 mil assinaturas. Confiamos que o TSE fará justiça à Rede Sustentabilidade”, afirmou.

O julgamento dos ministros do TSE acontece nesta quinta-feira, 03 de outubro. Caso optem por recusar o registro da Rede Sustentabilidade como um partido, Marina Silva teria que filiar-se a algum partido até o dia 05 de outubro, que é o prazo final para que integre alguma legenda e possa disputar as eleições de 2014.

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu parecer contrário à criação da Rede Sustentabilidade. Na visão do procurador Eugênio Aragão, a Rede enviou apenas 442 mil assinaturas válidas, número inferior ao necessário, que seria 492 mil.

Marina Silva minimizou a opinião do MPF: “Tenho confiança de que os ministros vão julgar de acordo com aquilo que está nos autos. Os ministros seguirão sua convicção”, afirmou, observando que 95 mil assinaturas foram invalidadas pelos cartórios eleitorais de forma injusta.

Segundo informações do G1, Marina alegou que os cartórios recusaram essas assinaturas porque são de idosos que não votaram na eleição passada, de jovens que votarão pela primeira vez em 2014 ou de eleitores que justificadamente não participaram do último pleito, e que por isso, os dados desses eleitores não constam dos registros das últimas eleições.

“A democracia plena é a que assegura o pluralismo político. É para isso que estamos lutando. A preocupação da Rede não é com a eleição, é com a democracia, que não deve ter dois pesos e duas medidas. Conseguidas as assinaturas, elas devem ser validadas. Se são invalidadas, tem que haver justificação, coisa que não foi feita em relação a 95 mil assinaturas”, afirmou.

Marina Silva põe destino da Rede Sustentabilidade “nas mãos de Deus” | Diário do Centro do Mundo

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