Ficha Corrida

07/09/2011

ZH Mente, descarada, mente

Filed under: RBS — Gilmar Crestani @ 1:51 pm
Tags: , ,

ZHmenteO ClicRBS, na página correspondente ao pastiche Zero Hora, postou, em manchete, a monumental concentração de “milhares de manifestantes”. Vou ao texto e encontro: “os manifestantes somavam cerca de 300 pessoas”. Há nisso, no mínimo, corrupção de linguagem. Como confiar num veículo que comete monumental contradição. Desde quando 300 se confundem com milhares? Entendi. O repórter avisou à Redação: no máximo uns trezentos gatos pingados. O editor liga para o Capo e este dita a manchete: escreva aí, como jornalista independente, que eram milhares… Se isso não é putaria informativa então não sei para que serve a sociedade da RBS com a Tia Carmem.

Milhares de manifestantes se concentraram em frente ao Monumento ao Expedicionário

Atualizada às 13h07min

Ao término do desfile de 7 de setembro, comemorativo ao Dia da Pátria, um outro grupo tomou a Avenida Loureiro da Silva, no Centro da Capital, para marchar em protesto contra a corrupção. Mobilizados pela internet, centenas de manifestantes se concentraram em frente ao Monumento Açorianos e seguiram em caminhada até  o Brique da Redenção, onde chegaram logo após o meio-dia.
Segundo a Brigada Militar, quando saíram do ponto de encontro, os manifestantes somavam cerca de 300 pessoas. Depois, com gritos de protestos, começaram a chamar para a passeata quem assistia ao desfile cívico e agregar novos integrantes à marcha.
— Você aí parado também é explorado — gritavam os manifestantes.
Ao chegar no Monumento ao Expedicionário, no Parque Farroupilha, a marcha já contava com cerca de mil pessoas.
Um princípio de tumulto foi registrado por alguns minutos quando a Brigada Militar e a Polícia do Exército tentaram impedir a passagem da marcha pela avenida porque nem todas as autoridades haviam deixado a pista ainda. Mas a confusão foi logo controlada. Ninguém ficou ferido.

Ao fim do desfile cívico, manifestantes marcham na Capital contra a corrupção | Geral

16/04/2011

As putarias do Estadão

Filed under: Estadão — Gilmar Crestani @ 10:50 pm
Tags:

 

Leandro Colon e o jogo sujo do Estadão

Posted by LEN at 12:32 amAdd comments

abr 162011

Todo veículo de comunicação da velha mídia tem o seu moleque de recados, aquele jornalista que se presta a escrever sob demanda dos seus patrões. Eles fazem o papel de dar a roupagem de matéria jornalística a editoriais envergonhados. Leandro Colon faz o jogo sujo que o Estadão gostaria de fazer sem se expor. A escandalização do nada teve como alvo mais uma vez o jornalista Luis Nassif, um dos poucos que se encontra em atividade e evidência que ainda insiste em respeitar seus leitores.

O motivo da peça que estupra a ética jornalística foi a recontratação de Nassif pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), para fazer comentários sobre economia no principal jornal da TV Brasil e conduzir o programa de debates Brasilianas, que vai ser transmitido também pela internet. Para alcançar o seu objetivo de criar um factóide, o jornalista apela para a exposição dos valores globais do contrato, ignorando o fato que são os mesmos praticados por outras emissoras de canal a cabo como a viciada Globonews e o Canal Rural.

A tática, que se apóia na desinformação de leitores, é muito usada pelo jornalismo de baixo nível, jogando números ao vento sem levar em conta o custo de produção e a capacitação do profissional, da mesma forma como foi feito no caso da captação de Maria Betânia pela lei Rouanet, como um “modus operandis” para tentar esconder o que de verdade há por trás dessas críticas.

A inexigibilidade de licitação nessa contratação é prevista no artigo 25 da lei 8.666/93 e no artigo 64 do decreto 6.505/08 que trata da contratação de serviços para órgãos públicos, pela inviabilidade de concorrência, e essas explicações foram dadas tanto pela EBC quanto pelo próprio Nassif ao jornal Estadão. Não existe lógica na crítica contra a decisão pela inexigibilidade, não se trata de aquisição de bens ou contratação de obra, mas de opção pela excelência da qualidade do jornalista premiado várias vezes pelo seu trabalho, não é possível pensar em contratar pelo menor preço e condenar a emissora a uma programação de baixa qualidade que não atraia telespectadores, para depois os mesmos questionarem a sua viabilidade.

Como Leandro Colon não poderia alegar desrespeito à lei ou questionar a qualidade do trabalho do Nassif, apelou para a falácia afirmando que o jornalista possui um blog “pró-governo”. Disse Joseph Goebbels, ministro da comunicação de Hitler e modelo de jornalistas como Colon, que a mentira repetida à exaustão se torna verdade, e na velha mídia se segue essa máxima aos extremos. Quem acompanha o Blog Luis Nassif percebe que há muitos posts com críticas a vários setores do governo: Cultura, Ciência e Tecnologia, Economia, Planejamento e em determinados momentos essa visão crítica suplanta as críticas dirigidas à oposição e à imprensa.

O que eles queriam? Que o Nassif aderisse à ótica seletiva dos veículos que fazem política partidária e usasse o mesmo filtro que eles usam para selecionar apenas o que for contra o PT e o governo? independência jornalística é artigo de luxo que passa longe das redações tradicionais.

O que está por trás desse ataque é um sentimento revanchista da administração do jornal contra o jornalismo crítico que Nassif pratica, denunciando à manipulação da notícia feita por esses veículos com argumentos certeiros. Recentemente o jornalista desconstruiu a tentativa do jornal de vitimizar-se, quando insistiu que teria sofrido censura por ter sido impedido de desrespeitar uma decisão judicial de dar a um processo o segredo de justiça, pois o jornal vazava seletivamente dados conseguidos ilegalmente, por interesses inconfessáveis. Na mesma época  o jornal demitiu a colunista Maria Rita Kehl por delito de opinião, ou seja, por um posicionamento que não se enquadrava na linha editorial de um jornal que se tornou porta-voz de partidos políticos, esse sim, um caso clássico de censura praticada pelo jornal que se dizia perseguido.

Esse blogueiro parabeniza a EBC pela renovação do contrato de um jornalista de verdade, com capacidade técnica e coragem para furar uma associação imoral de veículos de imprensa com partidos políticos. A TV Brasil veio para isso mesmo, trazer mais uma opção de jornalismo profissional sem viés partidário, e pelo que tenho visto até hoje tem sido assim. Aqueles que não possuem qualificação técnica só podem se prestar a serem garotinhos de recado mesmo.

Fonte da imagem base: http://congressoabraji2010.wordpress.com – autor não informado – Adaptada por LEN

Siga o autor no Twitter!

Leandro Colon e o jogo sujo do Estadão » Ponto e Contraponto

04/04/2011

A CIA quer guerra religiosa no Brasil

O site do Luiz Carlos Azenha, Viomundo, publicou documento vazado pelo WikiLeaks: WikiLeaks: A estratégia dos EUA para mudar o voto do Brasil na questão religiosa. Do publicado, destaco o que segue:

Aumentar a atividade pela mídia e o alcance das comunidades religiosas parceiras: Até agora, nenhum grupo religioso no Brasil assumiu a defesa da difamação de religiões. Mas o Brasil é sociedade multirreligiosa e multiétnica, que valoriza a liberdade de religião. Um esforço para difundir a consciência sobre os danos que podem advir de se proibir a difamação das religiões pode render bons dividendos. Grandes veículos de imprensa, como O Estado de S. Paulo e O Globo, além da revista Veja, podem dedicar-se a informar sobre os riscos que podem advir de punir-se quem difame religiões, sobretudo entre a elite do país.

Essa embaixada tem obtido significativo sucesso em implantar entrevistas encomendadas a jornalistas, com altos funcionários do governo dos EUA e intelectuais respeitados. Visitas ao Brasil, de altos funcionários do governo dos EUA seriam excelente oportunidade para pautar a questão para a imprensa brasileira. Outra vez, especialistas e funcionários de outros governos e países que apóiem nossa posição a favor de não se punir quem difame religiões garantiriam importante ímpeto aos nossos esforços.

Essa campanha também deve ser orientada às comunidades religiosas que parecem ter influência sobre o governo do Brasil, quando se opuseram à visita ao Brasil do presidente Ahmadinejad do Irã, em novembro. Particularmente os Bahab e a comunidade judaica, expandidos para incluir católicos e evangélicos e até grupos indígenas e muçulmanos moderados interessados em proteger quem difame religiões [sic]. [assina] KUBISKE

A CIA plantou e colheu. Quem chupou e engoliu a semente? É simples. Quais foram os veículos que mais condenaram e que continuam atacando Lula por conversar com Ahmadinejah,do  Irã? A VEJA encabeça a lista, mas não é a única. Para falar mal do Lula, fazem fila. O Instituto Millenium é fruto deste pensamento. Quem financia o  Instituto Millenium? Eu já havia escrito neste blog sujo como funcionava a triangulação de interesses: WikiLeaks, CIA & Veja. E a cada novo documento revelado, mas provas de que o PIG é sustentado pelo dinheiro da CIA. O serviço de inteligência dos EUA financia a mídia brasileira para trabalhar contra o Brasil. É por isso que lutam com unhas e dentes contra o Pré-sal. Não inventei. Foi a embaixada americana quem escreveu: “Grandes veículos de imprensa, como O Estado de S. Paulo e O Globo, além da revista Veja, podem dedicar-se a informar sobre os riscos que podem advir de punir-se quem difame religiões, sobretudo entre a elite do país.” Pior do que um americano infiltrado para prejudicar o país são estes grupos mafiomidiáticos que atacam os interesses do Brasil, à serviço dos EUA.

Está na hora do Congresso Nacional constituir uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar quem são os grupos e as pessoas travestidas de jornalistas que fazem intriga, provocando conflitos religiosos simplesmente para atender interesses americanos. E tudo por trinta dinheiros. Quem seriam eles? Arnaldo Jabor? Merval Pereira? Denis Rosenfield? Diogo Mainardi? William Waak? Miriam Leitão? Alexandre Garcia? Quem são os filhas da puta que não ousam dizer o próprio nome?

02/04/2011

Para proteger Bolsonaro, Estadão cola em Tiririca

Filed under: Estadão — Gilmar Crestani @ 8:34 am
Tags: , ,

Só Freud explica esta obsessão do Estadão por Tiririca. Todo dia uma denúncia… vazia. Nenhum outro parlamentar ou político, mesmo corruptos notórios como José Roberto Arruda, sofre perseguição implacável quanto o palhaço campeão de votos. O deputado mais votado por São Paulo, é cearense de Itapipoca. Ninguém desconhece a parcela nordestina de São Paulo que votou e vota em Tiririca. O Estadão perseguiu o inefável José Serra quando culpou os nordestinos pela má qualidade da educação em São Paulo? Ou quando a SABESP, sendo paulista, veiculou nacionalmente propaganda nas maiores empresas que exploram os meios de comunicação com o único intuito de retribuir o esforço do PIG por sufraga-lo? O que me interessa, sendo gaúcho, sobre as excelências da empresa responsável por distribuir coliformes fecais no litoral paulista?(STJ multa Sabesp por distribuir água imprópria no litoral de SP).

Tiririca já paga resort com dinheiro público

Deputado apresentou à Câmara pedido de reembolso de R$ 660 por hospedagem em Fortaleza (CE), a 3 mil quilômetros de sua base eleitoral

01 de abril de 2011 | 23h 00

Leandro Colon, de O Estado de S. Paulo, e Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

BRASÍLIA – Com apenas dois meses de mandato como deputado, o palhaço Tiririca (PR-SP), eleito por São Paulo, já usou o dinheiro da Câmara num resort em Fortaleza (CE), capital de seu Estado natal, que fica a 3 mil quilômetros de sua base eleitoral. Ele apresentou à Câmara em março o pedido de reembolso de notas fiscais de R$ 660 de hospedagem e R$ 311 de alimentação no Porto d’ Aldeia Resort, hotel que fica em meio a dunas, com piscina e vista para o mar na capital cearense.

Celso Junior/AE - 16.02.2011

Celso Junior/AE – 16.02.2011

Segundo assessoria, Tiririca agiu conforme às regras

O ato n.º 43 de 2009 da Câmara dos Deputados é claro sobre a utilização da cota parlamentar que cada deputado tem direito para efetuar despesas relacionadas com o desempenho do mandato. Por ser representante do eleitorado paulista, Tiririca recebe cerca de R$ 27 mil mensais de benefício, além do próprio salário.

Segundo a norma interna, essa verba extra deve ser "destinada a custear gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar".

O gerente do resort, Décio Girão, confirmou ao Estado a presença de Tiririca como hóspede há cerca de duas semanas. A diária do hotel custa, no mínimo, R$ 165 – a despesa com hospedagem ficou em R$ 660.

Noticiário da imprensa local informou que, entre 19 e 21 de março, Tiririca esteve em Fortaleza para visitar parentes.

27/03/2011

Elementar, caro Watson

Filed under: Cosa Nostra,Instituto Millenium,PIG — Gilmar Crestani @ 7:49 pm
Tags: , , ,

O Irã de Dilma e a ironia de Lula

Nossa mídia não perde uma oportunidade. No caso do voto brasileiro no Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre o Irã, tentaram criar a imagem de que Lula e Dilma se distanciam e que o Governo Dilma mudou nossa política externa.
Por José Dirceu, em seu blog

Lula não só apoia a decisão do governo no CDH, como ainda fez ironia, quando perguntado sobre o voto do Brasil a favor do relator especial, de fiscalização.
“Achei importante. Veja bem: votar para que haja fiscalização, o Brasil votou corretamente”, afirmou Lula, que foi indagado sobre o motivo de o Brasil não ter se posicionado contra o Irã antes, em seu governo, ao que respondeu: “Porque não houve votação, a votação só foi agora. Por que você não fez essa pergunta antes? Porque só pode fazer agora.”

13/03/2011

A ditadura está bem viva | Blog da Cidadania

Filed under: Ditadura,Instituto Millenium — Gilmar Crestani @ 6:40 am
Tags: ,

 

As reações de chefes militares à instalação da Comissão Nacional da Verdade por meio de projeto de lei que o Poder Executivo enviou ao Congresso Nacional são apenas a ponta do iceberg que torna imperativa tal Comissão, ainda que os otimistas perguntem por que devemos revolver um passado que é mais confortável olvidar.

O resgate histórico do período de sombras que vai de 1964 a 1985, com a eleição (indireta) do primeiro civil após 21 anos de ditadura militar, não objetiva tão-somente preservar a memória do passado para evitar que se repita no futuro. Objetiva, sobretudo, combater ameaças contemporâneas.

Por doloroso que seja, é preciso constatar que a ditadura não está morta. Ela vive e paira sobre a nação.

A ditadura vive nas notas ameaçadoras que chefes militares publicam reiteradamente em desafio a presidentes como Lula e, agora, Dilma, comandantes-em-chefe das Forças Armadas. Durante a eleição do ano passado, militares cansaram de fazer ameaças diante da possibilidade de eleição da ex-guerrilheira Dilma Rousseff, por exemplo.

Mas não é só nos delírios de militares de pijama – e de outros paramentados com fardas sujas de sangue – que a ditadura subsiste.

A ditadura vive nos jovens riquinhos que espancam e discriminam homossexuais na avenida Paulista ou em qualquer outra parte do país.

A ditadura vive nos brancos de classe alta que espancam e discriminam nordestinos negros no Sul e no Sudeste.

A ditadura vive em Mayara Petruzo, a patricinha do interior de São Paulo que pregou que nordestinos e negros não tivessem direito a voto e que fossem assassinados, e nas dezenas de jovens que a apoiaram em redes sociais da internet.

A ditadura vive nos jovens que, através do Twitter, pregaram que a presidenta da República fosse assassinada por um franco-atirador no dia de sua posse.

A ditadura vive nos comentaristas da Globo como Luiz Carlos Prates, que não se conforma com a distribuição de renda que permite que “qualquer miserável” tenha um carro.

A ditadura vive em tantas delegacias de polícia em que a tortura é exatamente a mesma que a usada nos porões da ditadura militar.

A ditadura vive nos que mantém sites de extrema-direita que exaltam  torturadores, estupradores e assassinos e que, não contentes em criar sites como o Ternuma, ainda saem fazendo ameaças contra os que execram o golpe de 1964.

Vejam só, logo abaixo, ameaça que um tal de “General Azevedo”, que se diz ligado ao site de extrema-direita Ternuma (Terrorismo Nunca Mais), postou ontem neste blog. Vale refletir sobre suas palavras.

—–

General Azevedo
ternuma.com.br/

gazevedo@hotmail.com

189.0.16.176

Enviado em 10/03/2011 às 18:47

Os comunistóides de bosta deste blogezinho de quinta categoria estão bastante alegres e agitadinhos.

O que tenho pra dizer é que continuamos bem alertas. Não duvidem do que somos capazes. Em 1964 quanto tentaram transformar esse país numa imensa Cuba tivemos que mostrar nossa força.

Vão brincado. Uma hora a palhaçada pode acabar mal para toda cambada de energúmenos adoradores das múmias soviéticas e dos dinossauros de Cuba. Não perdem por esperar.

—–

Então: quem continua achando que a ditadura está morta? Mortos não editam blogs e não fazem ameaças, não espancam negros e homossexuais, não fazem comentários fascistas na televisão, meus caros leitores.

A ditadura vive, respira e age. Nas sombras, no mais das vezes. Mas, de quando em quando, sai à luz do sol nas notas de chefes militares, nos atos de violência e em nosso próprio cotidiano, quando, em nosso meio social, ouvimo-lhes ou lhes lemos as idéias hediondas até em grandes meios de comunicação.

Desde o  fim da ditadura que os sucessivos presidentes da República fazem de conta que não vêem militares da ativa e da reserva –  e até parlamentares representantes da extrema direita, como o tal de Jair Bolsonaro – esbofeteando a nação que torturaram por duas décadas e tripudiando de suas vítimas.

A Comissão da Verdade, pois, é imperativa. Só a verdade sobre aquele período de horror permitirá que seja desmascarado em sua completude. Essa Comissão é imperativa para combater a ameaça que seus agentes fazem reiteradamente não só à democracia, mas a mentes jovens que passam a crer em suas mentiras.

O preço da acomodação é vivermos sob liberdade condicional. A própria democracia ainda é mera concessão dos golpistas sobreviventes e dos adeptos dos criminosos de 1964, que continuam envenenando mentes suscetíveis com a “solução” golpista para barrar a justiça social que o povo brasileiro tenta fazer prevalecer através do voto.

Como blogueiro e ativista político, assumo o compromisso de não tergiversar nessa questão. A ditabranda não será reinstalada neste país enquanto pessoas como eu e como os que prestigiam esta página com sua leitura permanecermos vigilantes e dispostos até a ir às ruas em defesa da democracia e do Estado de Direito.

A ditadura está bem viva | Blog da Cidadania

05/03/2011

A Globo, o golpe e o futebol brasileiro

Filed under: Cosa Nostra,Instituto Millenium,PIG — Gilmar Crestani @ 6:15 pm
Tags: , , ,

 

Reproduzo artigo enviado pelo jornalista Gésio Passos, militante do Intervozes, via Altamiro Borges:


Fevereiro de 2011. Este mês será lembrado como marco do retrocesso do futebol brasileiro. Será mais um símbolo da força que a Rede Globo exerce sobre o povo brasileiro. E poderia não ser desta maneira. Se o futebol brasileiro fosse tocado por pessoas sérias, fevereiro de 2011 poderia simbolizar a guinada ao primeiro mundo do futebol. A capitalização do futebol pelos recursos da disputa pelo direito de transmissão do campeonato brasileiro significaria um novo período de bonança para os clubes de futebol: manutenção e retornos dos craques, atração de estrangeiros (principalmente dos craques latinos), a internacionalização do nosso futebol e a concorrência contra os gigantes clubes europeus. Isso tudo viria da organização do futebol brasileiro para seu desenvolvimento.
E é claro que vale ressaltar que isso só poderia ser possível depois que o Estado brasileiro impediu a continuidade do monopólio das transmissões de futebol. No final do ano passado, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica – órgão responsável por coibir abusos de poder econômico) acabou com a exclusividade da Globo sobre o contrato de transmissão dos jogos, obrigando o Clubes do 13 a abrir uma concorrência pública para os direitos de transmissão nas mais diversas mídias. Tudo caminhava de maneira bem transparente, os clubes prepararam um edital, ouviram os interessados e esperavam arrecadar uma soma bilionária para os campeonatos de 2012 à 2014. Mas as coisas não seriam tão simples. A Rede Globo não aceita que seus interesses sejam contrariados, nunca aceitou. E isso não é só no esporte, é na política, na economia, na cultura nacional. Em conluio com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), ela acaba de destruir o Clube dos 13. A partir do suborno e da chantagem, a Globo impediu que a “união dos grandes clubes brasileiros” pudesse democraticamente promover a concorrência e a livre negociação do seu maior produto, o campeonato brasileiro.
Um pouco de história
A Globo não aceita perder sua influência na vida dos brasileiros. A Rede Globo rejeita a democracia, rejeita a legalidade, rejeita os interesses públicos. E isso não é de hoje. É bom neste momento recordar a forma com que a Globo construiu seu império midiático. A Globo só chega hoje onde ela chega, com seu “padrão de qualidade”, influenciando a vida de todos os brasileiros, porque ela se aproveitou de todas as benesses de quem teve o poder no Brasil. A Globo só deixou de ser um grupo pequeno carioca (com um jornal e uma rádio) para se agigantar com a ditadura militar. De forma ilegal, ela se aliou ao grupo americano Time Life para a construção da TV Globo em 1962, com um aporte de 6 milhões de dólares. Depois de descoberta a maracutaia, a Globo desfez o acordo, mas já era tarde para a concorrência. Com o apoio dos militares, a Globo fez parte do projeto de integração nacional pelas telecomunicações, construindo a sua rede nacional de emissoras e chegando a todo país. A Globo foi um dos pilares para os 20 anos de ditadura militar no Brasil.
No processo de redemocratização do país, a Rede Globo só “abraçou” a mobilização popular quando a queda dos militares era iminente. A emissora não cobriu as diversas mobilizações pelas “diretas já”, chegando até o clássico caso do comício que reuniu milhões na Praça da Sé, em São Paulo, e a Globo noticiou que estava acontecendo uma comemoração do aniversário da cidade, enquanto os outros canais entravam com flash ao vivo das manifestações. Este foi um dos motivos da existência da palavra de ordem “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”. Isso sem contar outros casos como a manipulação do debate entre Lula e Collor em 1989, o apoio às privatizações e ao governo FHC e o ataque sistemático ao governo Lula. Além disso a Globo nega e impede qualquer proposta de regulação pública e debate público sobre as comunicações no país. Ela agiu contra a criação da Ancinav (agência que regularia o audiovisual brasileiro) em 2004, se negou a participar da Conferência Nacional de Comunicação e rejeita qualquer mudança na caduca legislação do setor. E assim a Globo mostra como ainda é uma das instituições mais poderosas do país. Apesar de que ao longo dos anos ela vem perdendo sua audiência e a influência na população brasileira.
A desmoralização das instituições
Hoje a Rede Globo está em confronto aberto com a Rede Record e seu mantenedor, o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. A Globo ainda se vê cada vez mais acuada pela convergência das mídias, com as jamantas das empresas de telecomunicações avançando pela TV por assinatura, internet e distribuição de conteúdos. E nesse cenário, porque ela iria respeitar uma determinação antimonopolista do Cade.
Para a Globo, a lei, a regulação, o interesse público sempre foram detalhes a serem esquecidos. E a atual disputa pelos direitos de transmissão é um caso notório. A Globo e o Clube dos 13 assinaram um Termo de Compromisso de Cessação em outubro de 2010 concordando com o fim da preferência na compra do campeonato e a venda separada por mídias. O Clube dos 13 cumpriu sua obrigação, mas a Globo não. Ela preferiu, à sua maneira corriqueira de agir, com um golpe. E sem nenhum constrangimento. Em nota oficial, a Globo afirma que é contra o edital do Clube dos 13, alegando que a existência da concorrência entre as emissoras e a separação do edital por mídia (TV aberta, TV por assinatura, PPV, internet, celular) inviabilizaria seu modelo de negócio. A Globo ainda publicou anúncios em todo país afirmando que está agindo em respeito ao torcedor. Ela desmoraliza o acordo com o Estado brasileiro e ainda tripudia da população.
Mas a emissora da família Marinho não aceita perder o jogo. Sua jogada é simples, rachar o Clube dos 13 e negociar individualmente com os clubes, em uma clara tentativa de manobra do acordo com o Cade. Corinthians, Flamengo, Botafogo, Fluminense, Vasco, Cruzeiro, Coritiba, Grêmio e Palmeiras e Santos já se submeteram ao poder Global e anunciaram não aceitar as negociação realizada pelo Clube dos 13. Apenas São Paulo, Atlético Mineiro, Internacional resistem até a abertura dos envelopes dos editais, em 11 de março. Em reunião com o presidente do Clube dos 13, nesta última terça-feira, o presidente do Cade, Fernando Furlan, disse que um provavél acordo entre os clubes e a emissora poderá ser alvo de um outro processo no órgão. Enquanto isto, Fábio Koff, presidente do Clube dos 13 ainda insiste em dizer que a entidade ainda tem a prerrogativa de negociar os direitos de transmissão de seus associados. Oficialmente, apenas o Corinthians confirmou sua retirada do C13. A desmoralização do futebol brasileiro segue em ritmo acelerado.

Altamiro Borges

15/02/2011

Os papéis da Satiagraha | Brasilianas.Org

Filed under: Cosa Nostra,Isto é PSDB!,PIG — Gilmar Crestani @ 10:16 am
Tags: , , , ,

 

Os papéis da Satiagraha

Enviado por luisnassif, ter, 15/02/2011 – 06:39

Por Adamastor

Da Carta Capital

E ainda insistem em beatificá-lo

Sergio Lirio 14 de fevereiro de 2011 às 10:49h

E ainda insistem em beatificá-lo

Trechos inéditos do relatório da PF reforçam as provas contra Dantas. Por Sergio Lirio. Foto:Marcos D’Paula/AE

Inspirado no trabalho de Julian Assange, mas sem nenhum vínculo com a ONG comandada pelo australiano, um site anônimo autodenominado WikiLeaks Brasil publicou, na quinta-feira 3, partes inéditas do relatório final da Operação Satiagraha, que levou à condenação do banqueiro Daniel Dantas a dez anos de prisão por tentativa de suborno. Os documentos são verdadeiros, apurou CartaCapital, e fazem parte do memorial encaminhado ao juiz Fausto Martin De Sanctis em 23 de junho de 2008 e assinado pela delegada Karina Murakami, atualmente licenciada da Polícia Federal.

Os trechos inéditos comprovam a maioria das acusações feitas contra Dantas: a intenção de usar a mídia para destruir reputações de desafetos, a contratação do espião israelense Avner Shemesh, sempre negada pelo Opportunity, para bisbilhotar a vida alheia, evidências de que os vultosos honorários pagos a escritórios de advocacia serviam, na verdade, para ocultar repasses a terceiros (a PF acredita tratar-se de pagamentos de propina), e novas provas do cerco a integrantes do governo e, principalmente, à então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, para que a fusão entre a Brasil Telecom e a Oi fosse concretizada, como acabaria sendo. A maior parte do relatório baseia-se em ligações telefônicas e e-mails interceptados com autorização judicial.

Um dos alvos do grupo de Dantas era o juiz Ari Pargendler, presidente do Superior Tribunal de Justiça, onde repousam inúmeros processos de interesse do Opportunity. Em e-mails de fevereiro de 2008, Cristina Caetano, funcionária do banco, e o advogado Alberto Pavie discutem o momento de se iniciar o que eles mesmos chamam de “campanha difamatória” contra o magistrado.

Em 18 de fevereiro, escreve o advogado:

“Cristina,

Sobre o Pargendler não há data (…)

Sobre o dossiê Veja é claro que posso fazer (foi esse seu pedido expreso ([sic]).

Mas, sinceramente, não te parece que os criminalistas VÃO FECHAR A CARA PARA MIM???

Não seria melhor eles fazerem esse memorial e nos opinarmos.

Abç

Pavie

Minutos depois, responde a funcionária:

“Pavie,

Obrigada. Outro ponto: retomamos a conversa com o Moreira Alves? Nosso prazo para entrar com a campanha difamatória é no começo de março e se não formos fazer com ele, temos que achar outra pessoa”.

Não há registro, à época, de nenhuma acusação contra Pargendler publicada na revista Veja. Em outubro de 2010, o presidente do STJ virou notícia após um estagiário, que afirmou ter sido demitido sem motivo e de forma constrangedora, ingressar com um processo por assédio moral contra o ministro da corte.

Conhecido por pagar polpudos vencimentos a escritórios de advocacia, principalmente quando o dinheiro não é seu – uma auditoria na Brasil Telecom realizada após o afastamento do Opportunity do comando da operadora descobriu honorários anuais que variavam de 2 milhões a 20 milhões de reais sem a devida comprovação dos serviços prestados –, Dantas é atendido pelas maiores bancas do País. É possível que boa parte, a exemplo do senhor Pavie, preste-se a serviços, digamos, heterodoxos – e isso tem um preço fora da tabela, imagina-se. Mas o relatório da delegada Murakami deixa entrever que os pagamentos tinham outro destino. Diálogos entre Norberto Tomaz e Humberto Braz, o assecla de DD que tentou subornar agentes federais, mostram que o advogado Wilson Mirza servia de “laranja” na intermediação de pagamentos a terceiros. Mirza é um dos mais fiéis causídicos a serviço do Opportunity, a ponto de deixar um talonário de notas fiscais de seu escritório nas mãos de funcionários do banco.

Alguns trechos do diálogo:

Norberto: Agora tá melhor. Olha só: tem que pagar aqueles 350, que também vai ser com o Mirza. E… a Verônica colocou aqui 27,5, porque parece que são várias pessoas físicas.

Humberto: …O que é o seguinte: ele recebe, e paga a pessoa. A pessoa tem que ficar com 350 líquido.

Mais adiante:

Humberto: É… Como esse ele tem… Ele tem que fazer um pagamento… pra  ficar… Ele tem que fazer um pagamento para um sub contratado (sic)…

Norberto: Olha só… E se eu fizer aqui… Ele me deu um talão de notas dele. E se eu fizer o talão aqui… Se eu fizer a nota… Pagar pelo que tá aqui, e depois se tiver algum acerto, a gente acerta em outra nota.

O trabalho de investigação da Satiagraha comprovou, mais uma vez, as relações do espião israelense Avner Shemesh com o Grupo Opportunity. Em 2004, na esteira da Operação Chacal, que investigou a contratação da Kroll por Dantas para espionar integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso e do futuro governo Lula, os federais fizeram busca e apreensão na casa de Shemesh em São Paulo. A PF descobrira que o israelense fazia um trabalho paralelo de espionagem ao da Kroll. A polícia encontrou durante a batida dossiês de desafetos do banqueiro, entres eles fotos e relatos sobre as atividades de parentes do jornalista Paulo Henrique Amorim. Shemesh e o Opportunity sempre negaram suas relações, apesar de todas as evidências. Agora, há novas, ainda mais incontestáveis. Em um diálogo interceptado pela polícia, a advogada Daniele Silbergleid e um funcionário do banco de nome Bernardo falam do israelense:

Daniele: Olá

Bernardo: Oi… o cara lá é Abner… da Kroll?

Daniele: Avner…

Bernardo: Tá bom… obrigado.

Em um e-mail de 6 de junho, Cristina Caetano pergunta a Camila Arruda, também do Opportunity, sobre um encontro com o espião:

Camila,

esta confirmado o Avner na terça?

beijos

Trechos do relatório reforçam ainda a atuação do petista Luiz Eduardo Greenhalgh- no lobby a favor da fusão da Brasil Telecom e da Oi. Ex-deputado federal e mais um das dezenas de advogados a serviço de Dantas, Greenhalgh afirmou considerar o orelhudo um “cara legal”. A frase foi dita mesmo depois de o banqueiro ter entregado à revista Veja, às vésperas das eleições de 2006, um dossiê com contas falsas do então presidente Lula no exterior. Em resumo: o ex-deputado admira o sujeito que tentou provocar o impeachment de um presidente que o partido dele, o PT, levou 20 anos para eleger. É um típico caso de firmeza ideológica, lealdade e compromisso partidário.

Greenhalgh, codinomes Gomes e LEG, atuou com diligência ao lado de outro personagem próximo aos barões petistas, Guilherme Sodré. Ora aflitos, ora otimistas, eles assediam integrantes do governo na tentativa de agilizar a fusão entre a Brasil Telecom e a Oi, concretizada no fim de 2008. Há muitas reclamações a respeito do comportamento de Dilma Rousseff, chamada de “Margaret Thatcher” pelo grupo, em referência à dura ex-premier do Reino Unido. A então ministra, tudo indica, tinha restrições ao negócio e não gostava das abordagens. “O governo já se meteu demais nesse assunto. Esse assunto é para morrer mesmo. Com a turma do Rio tem sabotagem, tem manipulação de imprensa”, teria dito a hoje presidenta, segundo relatos de Greenhalgh a Humberto Braz. Não foi a única vez que Dilma rechaçou os contatos da turma.

Parênteses: Greenhalgh não agia só em Brasília. Uma de suas missões era tentar convencer a então governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, a aliviar a fiscalização das fazendas de gado de Dantas no estado. Carepa, com altivez e sem meias-palavras, mandou o colega petista passear.

A documentação inédita comprova mais uma vez a correção da cobertura de CartaCapital do episódio. Mas há os ingênuos, que devem ser bem poucos. E há os que, por alguns trocados, trabalham pela beatificação do orelhudo.

http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/e-ainda-insistem-em-beatifica-lo

Os papéis da Satiagraha | Brasilianas.Org

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: