Ficha Corrida

20/08/2016

Medalha de ouro na modalidade complexo de vira-lata

OBScena: vira-latas a rigor!

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Os EUA se expuseram como nunca para se apropriarem do petróleo do Iraque, Egito, Líbia, Síria, Ucrânia e Venezuela. Em relação ao Brasil não precisou fazer nenhum esforço. Aqui os A$$oCIAdos do Instituto Millenium montaram o golpe paraguaio para entregar o pré-sal sem que os EUA precisassem investir um centavo. José Tarja Preta Serra, representante máximo da Chevron, como revelou o convescote de Foz do Iguaçu, não só entrega como pede desculpas por eles terem de vir buscarem nosso petróleo. Pitbull com o Uruguai, a quem tentou comprar, fez-se de Luluzinho da Pomerânia em relação aos delinquentes travestidos de atletas ianques.

A Rede Globo, mentora, teúda e manteúda do golpe, infectou seus midiotas com o complexo de vira-lata. Chama-los de quinta coluna é um elogio, são lesa-pátria, que atentam não só contra o presente mas principalmente contra nosso futuro

Medalhas de diamante para os arruaceiros americanos, por J. Carlos de Assis

Medalhas de diamante para os arruaceiros americanos, por J. Carlos de Assis

José Carlos de Assis – sab, 20/08/2016 – 09:09

Medalhas de diamante para os arruaceiros americanos

por J. Carlos de Assis

Esses nadadores norte-americanos deveriam receber uma medalha especial de diamante por perderem quatro provas simultaneamente com apenas algumas braçadas num posto de gasolina durante os Jogos Olímpicos do Rio: a prova de desmoralização do esquema de segurança dos jogos, a prova de tentativa de desmoralização dos atletas russos patrocinada pelos Estados Unidos por suposto doping, a prova de exibição de vaidade pelo Ministério Público determinado a aparecer no meio da confusão midiática, e a prova de vassalagem aos americanos por parte de William Wack ao atribuir a repercussão pelo vandalismo dos atletas não à atitude deles, mas à fama de insegurança do Rio.

Vamos aos poucos. Grande parte da imprensa americana torceu abertamente contra o sucesso das Olimpíadas do Rio sob o argumento de que a cidade é dominada pela crimiinalidade. Não bastou o fato de que o Comitê Olímpico Brasileiro, em estreita colaboração com as autoridades municipais, estaduais, federais, mundiais e Exército, tenha apresentado um dos mais cuidadosos planos de segurança em olimpíadas no mundo. Talvez até tenhamos pecado por excesso. Algumas prisões de supostos terroristas foram realizadas mais por precaução do que por risco efetivo de atentados. Numa palavra, para a organização de segurança de grandes eventos, demos um exemplo espetacular ao mundo.

É evidente que, diante do maior evento de relações públicas do mundo, a atitude dos atletas foi de grande benefício para a autoestima do Rio. Em outro ponto, porém, a contribuição dos atletas foi ainda mais espetacular. Os Estados Unidos, diretamente ou através de parceiros, tentaram de todo modo desmoralizar a Rússia e tirar seus atletas da competição sob o argumento de que havia um esquema estatal de doping. Entretanto, essa acusação não chegou a ser bem explicada. De fato, se era uma ação do Estado, os atletas não tinham culpa. Se era uma ação dos atletas, o Estado russo não tinha culpa. Por mais cruel que isso possa ser para atletas paraolímpicos, eles estão sendo barrados nas olimpíadas do Rio.

Diante disso, é preciso avaliar o que é pior para o moral de um país: ter arruaceiros entre seus atletas ou participarem esses atletas de um doping eventualmente involuntário. De qualquer modo, e tomando em conta a repercussão na imprensa, a arruaça ganhou do doping. A imprensa brasileira, e grande parte da imprensa mundial dedicaram uma semana para demonstrar que os americanos são arruaceiros, mentirosos e covardes. Os russos, inocentes ou não, se livraram dos holofotes. E espero que seus atletas paraolímpicos venham para a competição pois seria uma crueldade, por razões obscuras, deixá-los fora, ainda eles que são heroicos portadores de necessidades especiais.

Finalmente, o quarteto da arruaça deu oportunidade a William Wack para fazer uma grave reserva no Jornal da Globo quanto ao comportamento dele: são maus meninos, sim, deu a entender ele. Mas devem ser desculpados por causa da fama de criminalidade do Rio. Então é isso. Para a Globo e seus mais eminentes jornalistas, a arruaça e a quebradeira, desde que feitas por americanos, é um desvio menor. Pior é nossa criminalidade, mesmo quando ela não aparece nas estatísticas da Olimpíada. Talvez para se contrapor a essa vassalagem, um promotor fez o oposto: decidiu pedir o aumento da multa dos atletas para R$ 150 mil, a fim de ter alguns minutos adicionais de fama nessa pantomina olímpica.

J. Carlos de Assis – Economista, professor, doutor pela Coppe/UFRJ.

Medalhas de diamante para os arruaceiros americanos, por J. Carlos de Assis | GGN

09/06/2016

Das duas, uma

OBScena: o símbolo do combate à corrupção é tão corrupto quanto os que com ele tiraram selfies

NEWTON ISHI/PLENARIO DA CAMARAOu usaram o japonês por ignorância a respeito de seus antecedentes, ou usaram-no exatamente em virtude dos seus antecedentes no “descaminho”. Há uma terceira hipótese, de tentativa de obstrução da justiça, mas aí seria desfaçatez jamais. Em todo caso, não evitaram a condenação nem a prisão. Nenhuma das razões dignifica os envolvidos. É também emblemático que o golpe paraguaio tenha entre seus símbolos um agente que atuou no contrabando na fronteira do Paraná com o Paraguai. E também não é mero acaso que o único representante diplomático recebido por Michel Temer até hoje seja exatamente um empresário paraguaio que financiou o golpe contra Lugo

O uso do japonês como símbolo do combate à corrupção se assemelha em método ao uso do General Etchegoyen, no GSI (Gabinete de Segurança Institucional). Como se diz nos piores restaurantes, é o que a plutocracia tem para o momento.

Michel Temer escolheu a dedo um filhote da ditadura para dar ao Alvorada um remake de DOI-CODI. Ou, no mínimo, fazer Dilma relembrar os tempos de tortura, estupro e morte, únicos legados da ditadura.

Assim como não há almoço grátis, o japonês e os filhotes da ditadura são alçados à condição de símbolo da hiPÓcrisia reinante. Bolsonaro, que fazia dobradinha de pantera cor-de-rosa quando Lula foi “coercitado”, eleveu Ishii à ídolo, modelo a ser seguido. Pois é, aqui se prende aviãozinhos do tráfico que rendem manchetes em revistas e jornais, longos minutos no Jornal Nacional, mas há um silêncio ensurdecedor a respeito da apreensão de 450 kg de pasta base de cocaína. Aqui se escolhe japonês, pato, filhote e mascotes pelos métodos errados porque as razões por trás das escolhas são ainda piores.

As Marchas dos Zumbis e os panelaços eram apenas uma forma de alçar Eduardo CUnha à regência do Rei Michelzinho. O próximo passo será, aos moldes de D. Pedro II, o golpe maioridade.

Moral da história: uma quadrilha tomou de assalto o Planalto Central, um símbolo do moralismo de ocasião vai preso por corrupção e o Pré-Sal está abrindo o apetite dos lobos ianques.

Caso do “japonês” expõe a hipocrisia do moralismo

Por Fernando Brito · 08/06/2016

Marcelo Auler, em seu blog, conta que, para evitar o constrangimento das fotografias sendo conduzido à cadeia, o agente Newton Hidenori Ishii, o famoso “o Japonês da Federal” entrou discretamente na sede da Polícia Federal de Curitiba, para ser levado ao xadrez.

É direito seu e o que importa é que a ordem judicial tenha sido cumprida, 13 anos depois de ser preso por corrupção,  não que ele tivesse sido humilhado em rede nacional.

O mesmo direito que , em tese, teriam aqueles que ele, tantas vezes, conduziu espetacularmente ao cárcere.

O “Japonês”, desde muito tempo antes metido em encrencas que justificariam que ele estivesse em serviços discretos, administrativos ou de apoio, não se tornou “”estrela” por sua vaidade, embora tenha pego carona na popularidade para, quem sabe, servir-se dela para “aliviar a própria “barra””.

Não, Polícia, Ministério Público e políticos viram que era um personagem útil para fazerem demagogia e promover a ideia de que, agora, qualquer um poderia amanhecer com o “Japonês da Federal” em sua porta.

Marketing puro.

No facebook das tais 10 medidas contra a corrupção, que serve  como promoção do Ministério Público, ele é exibido ao lado de Sérgio Moro e de Deltan Dallagnol como um dos “super-heróis” da moralização.

Políticos como os Bolsonaro usaram fotos com ele para projetar imagem de incorruptíveis.

Coxinhas se fantasiaram de “Japonês da Federal” nas manifestações e no carnaval.

Não estavam avisados? No Blog do Marcelo Auler você pode rememorar quantas vezes e desde quando se adverte sobre o  personagem de que se utilizaram.

Sabiam de tudo e  deliberadamente não ligaram.

E porque não ligaram?

Por uma razão muito simples: a corrupção foi apenas um pretexto para seus objetivos políticos.

O “Japonês” foi só uma máscara de suas intenções.

PS. post atualizado

Caso do "japonês" expõe a hipocrisia do moralismo – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

02/04/2016

Biografia bonsai de um anão moral

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Faltou acrescentar alguns outros episódios paradigmáticos, que dão a exata dimensão do tamanho moral deste tarja preta no golpismo made in Rede Globo. José Serra é a também autor e beneficiário do Caso Lunus, do escândalos dos Irmãos Vedoin, dos Sanguessugas e da máfia das ambulâncias, da Alstom & Siemens, que o Rodrigo de Grandis, outro anão moral, engavetou. É o mesmo que estrelou nas telas da Globo o premiado documentário bolinha de papel 
São tantas e tão relevantes demonstrações de pouco apreço à verdade e ao Brasil, como prova o convescote de Foz do Iguaçu, onde prometeu entregar a Petrobrás à Chevron, que tem tudo para ser embalsamado pelos Grupos Mafiomidiáticos e vendido como soro no combate a Zika das urnas que abate sobre à direita hidrófoba!
Alex Solnik

Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão", "O domador de sonhos" e "Dragonfly" (lançamento setembro 2016).

Não vai ter Serra

1 de Abril de 2016

Pouco tempo depois de voltar, em 1982, do Chile, onde fez pós-gradução em Economia sem ter se graduado no Brasil, graças a uma lei chilena, José Serra logo ganhou a fama de pisar no pescoço até dos amigos para alcançar o poder. Ou seja: a presidência da República. Ganhou-a em São Paulo, onde foi secretário da Fazenda de Franco Montoro, por indicação de um de seus filhos.

Na primeira oportunidade em que vislumbrou a possibilidade de subir na escala política resolveu abandonar Montoro em pleno mandato e se ofereceu, em 1985 para ser ministro de Tancredo Neves.

A essa altura sua fama já ultrapassara as fronteiras de São Paulo. Tancredo, que era tudo menos bobo, desconfiado de que se o trouxesse ao governo ele conspiraria para tomar o seu lugar respondeu ao interlocutor, enquanto enrolava sua gravata, como de hábito: "Esse não, o Serra é arrogante e prepotente".

A segunda oportunidade veio em 1994, com a eleição de Fernando Henrique. Serra trabalhou dia e noite, principalmente à noite, como convém aos de sua estirpe para se tornar seu poderoso ministro da Fazenda, mas FHC, que não era menos bobo que Tancredo achou de bom alvitre colocá-lo num posto em que oferecesse menos perigo de golpeá-lo: ministro do Planejamento.

No segundo governo, mais uma vez Serra cobiçou a Fazenda. Mais uma vez foi rechaçado: ganhou o ministério da Saúde. E aporrinhava o chefe a toda hora, como relatou o cineasta Bruno Barreto, que recentemente produziu uma série com FHC para o Canal Brasil: "Ele está nadando de manhã, o Serra vem interromper ele! É louco, intempestivo do jeito que o Serra é. Deve ser bipolar. Não dorme". Fez o diabo para aparecer na mídia mais que seu chefe (como FHC já esperava) e se viabilizou como candidato à sua sucessão.

Na campanha presidencial sua fama de golpista somente fez aumentar. Convencido de que perderia se percebessem que era o candidato de quem era (FHC estava com a popularidade no chão) não vacilou em golpear o amigo: escondeu-o acintosamente em toda a propaganda eleitoral. Fez de conta que Fernando Henrique e seu governo não existiram.

Mas não adiantou: perdeu para Lula, o metalúrgico, episódio que deu início ao seu ressentimento com o PT.

Mais adiante, golpeou seus próprios companheiros de partido, aliando-se, em 2004, nas eleições a prefeito de São Paulo a um ex-discípulo de Paulo Maluf chamado Gilberto Kassab. Ganhou a eleição. Logo em seguida, deu golpe nos seus eleitores, abandonando a prefeitura para se candidatar, em 2006, a governador, um magnífico trampolim para chegar aonde queria: a presidência da República.

E deixou a prefeitura nas mãos do ex-malufista.

Em 2010 de novo cobiçou o Planalto e mais uma vez foi derrotado nas urnas, dessa vez por Dilma Rousseff.

O seu rancor em relação ao PT duplicou. Perdeu para o partido pela segunda vez e – mais do que isso – para uma mulher.

Por essa época, além da fama de pisar no pescoço dos amigos ele acrescentou outra: a de desrespeitar as mulheres.

No posto de governador de São Paulo, costumava comparecer à tribuna de honra do Estádio do Pacaembu, para assistir aos jogos do Palmeiras em companhia não da primeira-dama, a chilena Mônica Allende, dançarina do Ballet Nacional do Chile e parente distante de Salvador Allende, que conhecera em 1966, no "exílio", como seria de esperar, mas de uma jovem política do PT, muito simpática e atraente, palmeirense como ele, que conduzia em seu carro oficial.

Nunca ficou claro qual era a relação entre eles. Até que, em 2013, ele e Mônica se separaram.

No dia 10 de dezembro de 2015 seu viés machista manifestou-se mais uma vez. Durante um encontro social, na casa do senador Eunício de Oliveira, em Brasília, ele, agora senador, aproximou-se de uma rodinha e de chofre disparou para a ministra da Agricultura Kátia Abreu:

– Dizem que você é muito namoradeira!

Indignada, Kátia, recém-casada, devolveu com uma coleção de impropérios e uma taça de vinho no seu rosto. E declarou que Serra era conhecido no mundo político por fazer comentários "inapropriados".

Para não perder o costume, na recente disputa pela indicação do candidato do partido a prefeito de São Paulo, deu um golpe em José Aníbal, que o ajudou a se eleger e é seu suplente de senador para apoiar seu rival Andrea Matarazzo.

A mais recente incursão no quesito "pisar no pescoço das mulheres" deu-se há poucos dias.

Em companhia do ministro Gilmar Mendes, que vai passar à história do STF como aquele que concedeu dois habeas-corpus instantâneos ao banqueiro Daniel Dantas, preso por, entre outros delitos, oferecer suborno a um policial federal durante a Operação Satiagraha, que o investigava, de Dias Toffoli, o Robin de Mendes e de Aécio Neves, neto de Tancredo, Serra foi a Lisboa com o objetivo de falar mal da presidente Dilma, insistindo em seu intento de apear do poder o partido que o derrotou duas vezes e a mulher que o derrotou uma. Repetindo o que no ano passado dissera em entrevista à Jovem Pan, afirmou que "se os militares não fossem tão fracos como são hoje ela já teria caído".

Não satisfeito em ser lembrado por ter se submetido a uma tomografia computadorizada após ser atingido na cabeça por uma dilacerante bolinha de papel, o que só percebeu vinte minutos depois, quando o avisaram por telefone, durante a campanha presidencial de 2010, tudo indica que também ficará marcado por se aliar ao pior do pior da política brasileira em 2016, na criação de um impeachment sem crime de responsabilidade, que até o nada petista ministro Marco Aurélio Melo, do STF, já classificou de golpe.

De tanto tentar golpear os amigos, o partido, as mulheres e os que o derrotaram nas urnas, golpe já virou sinônimo de Serra.

E, tal como daqui para a frente não vai ter golpe, também não vai ter Serra.

Não vai ter Serra | Brasil 24/7

26/09/2014

Para Giannetti, assessor da Marina, pré-sal faz mal à saúde

Com Marina teríamos uma privatidoações 2, o final! O que restou do patrimônio público da época de FHC, Marina entregaria porque, como diz seu assessor, que também já foi de FHC, administrar da muito trabalho. É melhor entregar pros amigos do norte.

Pre-sal (2)EDUARDO GIANNETTI

Pré-sal

O dinheiro do pré-sal, que maravilha, começou a jorrar. O bônus de assinatura do leilão de Libra, o maior campo petrolífero brasileiro, rendeu R$ 15 bilhões à União. O que foi feito da bolada? O governo Dilma, sem a menor cerimônia, incluiu a receita no orçamento fiscal e serviu-se dela para mascarar o descumprimento da meta de superávit primário em 2013.

A moda pegou. Agora o "Valor" (18/9) informa que o governo incluiu os ganhos de receita com novas licitações do pré-sal –bônus de assinatura do campo de Pau-Brasil– no orçamento de 2015 enviado ao Congresso. São mais R$ 4 bilhões que servirão para maquiar o rombo fiscal.

A destinação dos recursos do pré-sal entrou na pauta da eleição. O debate é da maior relevância. A questão central, porém, não foi sequer tocada pelos candidatos.

Antes de discutir se devemos gastar mais nisto ou naquilo –ou quanto deveria ficar a cargo deste ou daquele ente federativo–, é imperativo responder: qual será o modelo de gestão financeira da fabulosa riqueza? Noruega ou Venezuela?

Estoque e fluxo. O pré-sal é um estoque finito alojado no fundo do mar. À medida que for sendo extraído, ele gerará um fluxo de receita em moeda forte. Parte dela será usada para cobrir os custos e financiar novos poços. A questão é como administrar o excedente.

Dois caminhos se oferecem. O fluxo de renda gerado pela venda do petróleo será imediatamente gasto na outra ponta assim que o dinheiro for entrando? Ou ele será usado para construir um patrimônio –um novo estoque de riqueza–capaz de gerar um fluxo permanente de renda para as gerações futuras?

A disjuntiva traduz a diferença entre a pobreza e a riqueza das nações.

A regra de ouro é simples. No modelo norueguês, a receita do petróleo alimenta um fundo soberano que fica fora do alcance dos políticos. Só o retorno dos investimentos do fundo entra no orçamento e financia o gasto público de acordo com as prioridades dos governantes eleitos. Em vez de gastar o dinheiro que não têm, eles optaram por não gastar o dinheiro que têm. Não é à toa que são ricos.

A Venezuela bolivariana, ao contrário, optou pela gastança em nome do "tudo pelo social". Quase 16 anos e mais de U$ 1 trilhão de petrodólares depois (dos quais U$ 300 bilhões gastos em educação e saúde), o país está arruinado: leite, carne e remédios racionados; inflação de 63% ao ano; corrupção desatada; infraestrutura aos pedaços. A bênção resultou em maldição.

Fariam bem os nossos candidatos se, antes de propor como gastar o dinheiro que não temos, eles deixassem claro se a renda do pré-sal irá desaguar direto no orçamento fiscal ou se tornará um patrimônio permanente da nação.

EDUARDO GIANNETTI escreve às sextas-feiras nesta coluna.

16/02/2011

A ONU esquenta o clima

Filed under: Tio Sam — Gilmar Crestani @ 7:05 pm
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Primeiro foi a história da preservação da Amazônias. Exatamente os países que destruíram suas matas querem que o Brasil sirva de pulmão para eles. Agora que o Brasil descobriu o Pré-Sal, quando as economias do norte dependem cada vez mais do Petróleo, querem nos condenar por termos. Oh raça!

La ONU alerta de que Latinoamérica se ‘fosiliza’ en vez de usar renovables

La jefa de Cambio Climático dice que China está ganando "la carrera verde"

PABLO XIMÉNEZ DE SANDOVAL – Madrid – 16/02/2011

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La secretaria ejecutiva de la Convención Marco de la ONU sobre Cambio Climático, Christiana Figueres, alertó ayer del riesgo de que Latinoamérica se quede estancada en tecnologías energéticas obsoletas cuando tiene enormes recursos naturales con los que puede "sacar provecho" económico de la reducción de gases contaminantes. Según Figueres, el continente posee el 35% de las aguas del mundo y sin embrago se da una "alarmante fosilización de las matrices energéticas". El resultado es que la región solo explota el 25% de la capacidad energética de su agua.

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      "Los beneficios para la economía van a ser para aquellos países que logren adaptar su legislación nacional al marco regulatorio de (la conferencia internacional de) Cancún", según afirmó Figueres. Se refería al riesgo de que la economía sufre lo que en inglés se llama lock in, o quedarse encerrado en "tecnología obsoleta", como llamó al gas natural y las centrales térmicas. "Chile ya alcanza niveles de emisiones de gases propios de los países europeos", alertó Figueres, como ejemplo de la senda para el crecimiento económico del continente. Latinoamérica "tiene el reto de explotar todas las opciones de energías renovables para el futuro", afirmó Figueres. Entre ellas, destacó la utilización sostenible de los bosques en lugar de la deforestación. Para Christiana Figueres, implementar los acuerdos contra el cambio climático no supone solo un reto para Latinoamérica, sino también una oportunidad económica, sobre todo a través del desarrollo de tecnologías para lo que se llama "mitigación" del impacto del cambio climático.

      La experta costarricense, que fue asesora de Endesa para Latinoamérica, nombrada el año pasado para el cargo de máxima responsable sobre el Cambio Climático en Naciones Unidas, lanzó esta advertencia durante unas jornadas de trabajo en al Secretaría General Iberoamericana ayer en Madrid. Junto a ella estuvieron la secretaria de Estado de Medio Ambiente de España, Teresa Ribera, y el secretario general iberoamericano, Enrique V. Iglesias.

      Al ser interpelada sobre la aportación de China contra el cambio climático, Figueres aseguró que este país está haciendo "esfuerzos domésticos impresionantes". "Otro gallo nos cantaría" si todos los países actuaran como China, llegó a afirmar. El gigante asiático "es líder en la industria solar y lo será en la eólica". Y recuperó su argumento para animar a Latinoamérica a abrazar cuanto antes la implementación de energías renovables como un nicho de actividad económica y desarrollo tecnológico. "China no lo hace por amor al planeta, sino por su propio interés. Quieren tener la tecnología para ganar la carrera de la economía verde".

      Durante la conferencia, Figueres explicó la trascendencia de los acuerdos de la cumbre de Cancún, celebrada a finales de noviembre pasado en la ciudad caribeña, unos acuerdos que resumió como "un gran paso para las naciones, pero un pequeño paso para el planeta". Según Figueres, en aquella cumbre se sentaron "los cimientos del esfuerzo colectivo más importante de la historia en reducción de gases contaminantes". Se consiguieron objetivos concretos de todos los países industrializados y de 37 países en desarrollo.

      Sin embargo, al hablar de que era un pequeño paso para el planeta se refería a que "todo el esfuerzo comprometido por esos 80 países sólo supone el 60% de lo necesario para cumplir los compromisos [de Cancún]". Es decir, en palabras de Figueres, "hay una brecha en el mismo acuerdo". La alta responsable de las Naciones Unidas se mostró también muy cauta sobre sus esperanzas para avanzar en mayores compromisos en la próxima cumbre, que se celebrará en Durban y dijo que era "un cuento de hadas" pensar que se pudiera alcanzar un acuerdo "vinculante, justo y ambicioso".

      En la sala se encontraba Juan López de Uralde, exdirector de Greenpeace en España que actualmente promueve un partido político ecologista, quien interpretó como pesimistas las palabras de Figueres. Esta le respondió que no veía "geopolíticamente posible" un compromiso mayor. "Estamos construyendo una catedral", dijo la experta. "El problema se formó durante 100 años. Ahora estamos paso a paso, ladrillo a ladrillo". En la lucha contra el cambio climático, "estamos construyendo catedrales", recalcó.

      La ONU alerta de que Latinoamérica se ‘fosiliza’ en vez de usar renovables · ELPAÍS.com

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