Ficha Corrida

25/09/2014

Comparando Brasil x Alemanha

Filed under: Alemanha,Brasil,Economia,Recessão — Gilmar Crestani @ 9:25 am
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Recessão já ronda economia alemã

JACK EWING – THE NEW YORK TIMES/ O ESTADO DE S.PAULO

25 Setembro 2014 | 02h 06

Indicadores de confiança reforçam estagnação da atividade econômica do país, que já registrou PIB negativo no segundo trimestre

FRANKFURT – Um dos principais indicadores da confiança das empresas alemãs caiu ontem mais que o esperado, para seu patamar mais baixo desde 2012, intensificando os temores de que a mais forte economia da zona do euro esteja ameaçada de entrar em recessão.

A vigorosa atividade econômica da Alemanha serviu de âncora para o restante da zona do euro durante quatro anos de crise intermitente e de crescimento irregular. Uma estagnação do crescimento alemão faz prever problemas para países como França e Itália, que dependem fortemente do comércio com a Alemanha, e se encontram em condições econômicas muito piores.

A economia alemã já registrou um declínio no segundo trimestre, quando a produção caiu 0,2% em comparação com o trimestre anterior. Outro declínio trimestral consecutivo colocará o país em recessão.

"A maior economia da zona do euro atingiu um estágio perigoso entre um período fraco e uma quase estagnação mais prolongada", disse Carsten Brzeski, economista do Ing Bank, numa nota aos clientes.

A pesquisa do Instituto Ifo de Munique mostrou que seu índice do clima para os negócios, um composto de expectativas dos gerentes em relação ao futuro e sua avaliação da situação atual, caiu de 106,3 em agosto, o patamar mais baixo desde abril de 2012, para 104,7 em setembro.

Na pesquisa, as expectativas para as empresas nos próximos seis meses chegaram ao seu nível mais baixo desde dezembro de 2012, caindo de 101,7 em agosto para 99,3. A pesquisa, que ouviu 7 mil gerentes, mede o clima em relação a 2005, quando o Índice foi fixado em 100.

"A economia alemã não está mais percorrendo um caminho suave", disse em um comunicado Hans Werner Sinn, presidente do Instituto Ifo.

A pesquisa do Ifo representa o mais recente alerta sobre o enfraquecimento da produção econômica na zona do euro, que ainda não voltou a registrar os níveis apresentados antes do início da crise financeira de 2008. Na terça-feira, uma pesquisa entre os diretores de compras da zona do euro realizada pela Markit Economics, uma empresa de análise de dados, também assinalou a redução do crescimento.

Na segunda-feira, Mario Draghi, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), disse aos membros do Parlamento Europeu em Bruxelas que "a recuperação econômica na zona do euro está perdendo impulso".

Fator Ucrânia. A economia alemã foi afetada pela tempestade na Ucrânia, que desestabilizou os consumidores e as empresas e fez com que passassem a conter seus gastos. As sanções que o Ocidente impôs à Rússia por sua intervenção na Ucrânia, além de intensificarem os problemas na economia russa, reduziram a demanda e enfraqueceram o rublo. As exportações alemãs foram afetadas pelo crescimento fraco do restante da zona do euro e pelo declínio de países em desenvolvimento como a China.

Em Berlim foi sugerido um aumento dos gastos em infraestrutura, como construção de autoestradas ou campi universitários, mas o governo de Angela Merkel mostrou pouca propensão para maciços estímulos fiscais.

Ao contrário, Wolfgang Schäuble, o ministro das Finanças, disse estar orgulhoso porque o governo não precisará tomar dinheiro emprestado no próximo ano.

Cada novo sinal de recuo do crescimento aumenta as expectativas de que o Banco Central Europeu dentro em breve tenha de recorrer a compras em grande escala de títulos do governo, o mesmo afrouxamento quantitativo utilizado pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) para estimular o crescimento nos Estados Unidos. Os economistas do Barclays e do Commerzbank, entre outros, preveem que o banco central começará o afrouxamento quantitativo no início do próximo ano.

Risco de indisposição. Entretanto, outros economistas duvidam que o banco central esteja disposto a correr o risco de indispor a Alemanha, onde muitas pessoas consideram as compras de títulos do governo pelo banco central uma transferência de fato da riqueza dos países mais ricos da Europa para os mais pobres.

"O BCE está disposto a fazer todo o possível menos comprar títulos do governo", afirmou Joachim Fels, principal economista do Morgan Stanley.

A maioria dos economistas não acredita que o banco central anuncie planos de compra de títulos do governo em sua próxima reunião, no dia 2 de outubro. A instituição já anunciou que comprará títulos da dívida do setor privado, a partir do próximo mês, e que fornecerá maiores detalhes na próxima semana.

Alguns economistas consideram exagerados os temores de outra recessão da zona do euro. James Paulsen, diretor de estratégia de investimentos da Wells Fargo Asset Management, observou que a economia dos Estados Unidos também enfrentou problemas antes de recuperar o impulso.

"Não é incomum durante uma recuperação haver pausas temporárias", afirmou numa entrevista na semana passada. Referindo-se à economia da zona do euro, ele acrescentou: "O que vem acontecendo nos últimos meses me parece familiar"./Tradução de Anna Capovilla

30/05/2014

Estou envergonhado! Vou-me embora deste país…

Filed under: Complexo de Vira-Lata,Economia,EUA,Manada,Meu País! — Gilmar Crestani @ 8:18 am
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bandeira-manifestantePIB dos EUA tem primeira retração em três anos

Maior economia global decepciona e encolhe 1% no primeiro trimestre

Inverno mais forte que o habitual afetou resultado, e analistas não veem chance de uma nova recessão

ISABEL FLECKDE NOVA YORK

A economia americana, a maior do mundo, teve, no período de janeiro a março, a primeira retração em três anos, aumentando as desconfianças sobre a força da atual recuperação.

Após revisão, o PIB do primeiro trimestre encolheu 1% ante os últimos três meses do ano passado na taxa anualizada. A estimativa inicial apontava avanço de 0,1%.

Foi o pior desempenho desde o primeiro trimestre de 2011, quando a economia teve retração de 1,3%.

É comum que o governo revise seus dados iniciais, mas, desta vez, o recuo foi mais forte do que as expectativas de Wall Street. Economistas esperavam que a nova análise mostrasse uma contração de apenas 0,5%.

O resultado decepcionante foi resultado principalmente de um ritmo muito mais lento de acúmulo de estoques, como impacto do rigoroso inverno deste ano.

Apesar do resultado fraco, vários economistas não acreditam que os EUA estejam voltando para uma recessão, como a iniciada no fim de 2007 e que durou até meados de 2009, quando milhões de empregos foram perdidos.

No quarto trimestre do ano passado, a economia se expandiu a uma taxa de 2,6%. Em 2013, a economia dos EUA cresceu 1,9%, também uma desaceleração considerável comparada com a expansão de 2,8% no ano anterior.

"A revisão para baixo é quase inteiramente porque os estoques foram um obstáculo muito maior para o crescimento do que se pensou antes", disse Paul Ashworth, da Capital Economics em Toronto, ao "Financial Times".

As empresas acumularam US$ 49 bilhões em estoques, bem menos do que os US$ 87,4 bilhões estimados no mês passado. Foi o menor volume em um ano.

Os estoques subtraíram 1,62 ponto percentual do PIB do primeiro trimestre, mas devem ajudar o crescimento neste próximo período.

RECUPERAÇÃO

A expectativa, contudo, é que os mercados descartem os números divulgados agora, considerando os fatores climáticos que pesaram sobre o crescimento e os sinais de que a atividade econômica já está se recuperando.

Dados que vão desde o desemprego até a atividade manufatureira sugerem que o crescimento terá uma aceleração forte no segundo trimestre, podendo chegar a 3% no resto do ano.

No mês passado, o relatório sobre o fraco desempenho da economia americana não influenciou a decisão já esperada do Fed (banco central dos Estados Unidos) de cortar mais US$ 10 bilhões de seu pacote de estímulos.

O comitê de política monetária do Fed se mostrou convencido de que a estagnação da economia no início de 2014 foi circunstancial.

Outros números do trimestre foram revisados. Os gastos de consumidores americanos, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos Estados Unidos, cresceu a uma taxa de 3,1%, e não de 3%, como divulgado antes.

04/03/2014

PIBinho

Filed under: PIBe — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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O “Partido do Desastre” do jornalismo econômico

4 de março de 2014 | 08:50 Autor: Fernando Brito

pibestadao

Luciano Martins Costa, em seu Observatório da Imprensa no Rádio, desmonta, peça por peça, o triste papel que o jornalismo econômico brasileiro vem desempenhando.

À semelhança do que ocorre na cobertura política, formou-se uma quase unanimidade: a de que o Brasil está caminhando celeremente para um desastre econômico e que, salvo por uma reversão radical da política econômica – claro que no sentido da adoção das conhecidas práticas neoliberais de juros, arrocho, entrega – não haverá “salvação”.

Formou-se uma espécie de partido hegemônico, quase mesmo partido único: o Partido do Desastre.

E, embora os fatos desmintam isso, esta é uma profecia que influi sobre os agentes econômicos, sobretudo sobre os menos poderosos e equipados para análises econômicas: a população em geral e os empreendedores de menor porte, que passam a contar com uma retração econômica, aumento de preços e redução da demanda.

Os fatos, certamente, são mais fortes que suas versões. Mas as versões são tão uníssonas que acabam, elas próprias, influindo também sobre os fatos.

O inexorável peso dos fatos

Luciano Martins Costa

É manchete nos principais jornais desta sexta-feira (28/2) o resultado da economia brasileira no ano de 2013.

O tom de espanto domina os títulos das reportagens e das análises dos economistas credenciados pela imprensa.

O Produto Interno Bruto cresceu 2,3%, contrariando o canto fúnebre entoado incessantemente pela mídia tradicional até o dia anterior.

O discurso muda subitamente: agora, diz-se que “uma surpresa favorável estancou a piora das expectativas”.

As edições desta véspera de carnaval devem ser guardadas pelos analistas da comunicação jornalística como um caso a ser estudado em futuras pesquisas.

Trata-se da mais deslavada demonstração de irresponsabilidade, para não dizer manipulação criminosa, no exercício dessa que já foi considerada uma atividade luminar da vida moderna.

Ao ver desmentidas pelos números suas próprias adivinhações, a imprensa usa o contorcionismo das metáforas para dizer que, agora, as expectativas catastrofistas não têm sentido.

Ora, mas quem foi que criou essas expectativas, se não a própria imprensa, ao dar abrigo e destaque para as piores previsões disponíveis?

Com exceção de uma minoria de especialistas, que passaram as últimas semanas fazendo penosos malabarismos verbais para não cair na corrente do apocalipse, o conteúdo dos jornais tem induzido os operadores da economia a um estado mental depressivo, que afeta principalmente o setor industrial, mais suscetível ao clima de pessimismo.

Alguns textos acusam o governo atual de haver insuflado no mercado um otimismo exagerado, há três anos, ao projetar taxas de crescimento anuais em torno de 4%.

Acontece que, desde então, a imprensa tem trabalhado no sentido contrário, produzindo um clima que induz a estratégias cautelosas por parte dos investidores.

Ainda assim, note-se, o nível de investimento cresceu 6,3% em 2013, a maior alta desde 2010.

O gráfico apresentado pelo Estado de S. Paulo anota, timidamente, que os investimentos devem crescer mais em 2014, impulsionados pelas obras da Copa do Mundo.

Manipulação e malabarismo

No amplo espectro das causas que compõem os fenômenos complexos, não se pode descartar o efeito do pessimismo da imprensa sobre escolhas de empresários e executivos mais conservadores.

Observe-se que, progressivamente, a predominância de opiniões negativas sobre a economia brasileira se tornou tão hegemônica que alguns autores passaram a usar e abusar de figuras de linguagem para se dirigir a seus leitores, abrindo mão do vocabulário econômico específico.

Interessante notar também que um dos destaques desta sexta-feira é a frase de uma jovem economista muito apreciada pelos jornais, que costuma usar referências literárias para ilustrar suas análises.

Em declaração no Estado de S. Paulo, ela afirma que o desempenho do PIB “vai gerar um choque de realidade sobre a economia do País. O pessimismo não se traduz em recessão ou queda do PIB”, observou.

O leitor atento vai pesquisar suas manifestações anteriores e constata que a economista tem sido uma das mais agressivas ativistas do pessimismo, useira contumaz de ironias.

Note-se também que, mesmo diante da realidade que contraria tudo que vinha publicando, a imprensa se esforça para diminuir o impacto dos fatos sobre suas previsões alarmistas.

Numa página inteira em que analisa sinais de mudança no modelo brasileiro de crescimento, a Folha de S. Paulo apresenta nesta sexta-feira um ranking das economias que mais cresceram, lançando mão de um artifício primário para minimizar a importância do desempenho do Brasil: em dezembro, quando noticiaram estudos sobre mudanças na economia dos Estados Unidos, os jornais dividiram os países em dois blocos – os mais vulneráveis e os menos vulneráveis.

E qual o critério adotado agora pela Folha, para classificar o desempenho dessas mesmas economias em 2013? – Divide os países em três blocos, colocando o Brasil no bloco intermediário.

Se optasse pelo mesmo critério usado para destacar a análise pessimista, o jornal teria feito um quadro com dois blocos, e o Brasil seria apresentado  entre os quatro países que mais cresceram, junto com China, Indonésia e Coréia do Sul.

São manobras como essa, inspiradas claramente num viés ideológico e no interesse político, que afetam a credibilidade da imprensa.

O “Partido do Desastre” do jornalismo econômico | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

26/10/2013

Made in ALCA!

Filed under: ALCA,Isto é EUA!,México — Gilmar Crestani @ 11:53 am
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O festejado sociólogo e ainda solto por inoperância do Ministério Público, FHC, queria, com sua política de tirar os sapatos para entrar nos EUA, atrelar o Brasil à ALCA. O México, que não respeita a lição de Porfírio Diaz ("Pobre México. Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos."), engatou seu vagão na locomotiva para que seu nacionais se tornassem serviçais nos vagões de luxo. Com o trem descarrilhado, os primeiros a sofrer são os piores acolhidos. A lição é infalível: se é bom para os EUA, é péssimo para nós.

Del ‘mexican moment’ al frenazo económico

La dependencia de EE UU, la caída del gasto público y la crisis inmobiliaria lastran la marcha del país inmerso en un ambicioso proceso de reformas estructurales

Bernardo Marín México 26 OCT 2013 – 06:24 CET57

El mexican moment, ese eslogan eufórico que hace meses acompañaba los comentarios sobre la economía mexicana parece haberse quedado en eso, en el eslogan de un momento que ya pasó o que tal vez nunca fue. Menos de un año después, los reportes solo traen malas noticias. Este mismo viernes, por ejemplo, el Banco de México volvió a bajar la tasa de interés de referencia con el argumento de que los riesgos siguen siendo elevados. Y unas semanas antes, el FMI había propinado a México el segundo mayor recorte en sus previsiones de crecimiento de todos los grandes países, del 2,9% al 1,3% este año, solo inferior a la de India. Por si fuera poco, una circunstancia imprevista, la destrucción provocada por los huracanes Ingrid y Manuel, ha obligado al Gobierno a rebajar una décima su previsión para 2013, hasta el 1,7%, cifra aún muy optimista según la mayoría de expertos. ¿Qué ha pasado?

Después de un primer trimestre del año de estancamiento y un segundo de contracción algunos piden esperar a los datos del tercero para saber si el país entra oficialmente en recesión. Por ahora, como dice José Luis Calva, del Instituto de Investigaciones Económicas, “si esto no es una recesión estamos ante una no recesión muy fea”.

A la hora de explicar los nubarrones negros los economistas señalan varios factores. En primer lugar, una disminución de las exportaciones, en especial a EE UU, de cuya marcha México sigue siendo tremendamente dependiente. No en vano se calcula que casi el 80% de las exportaciones se dirigen al vecino del norte. “La relación entre ambas economías es muy estrecha, pero asimétrica”, explica Alicia Puyana, investigadora de la Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales. “Cuando crece EE UU, México crece menos; cuando EE UU decrece, México decrece más. Por eso, en la crisis del 2009 su economía fue la que más cayó, el 9%”.

El segundo factor que ha gripado a la economía azteca ha sido, según Gerardo Esquivel, profesor del Colegio de México, un ajuste del gasto público por parte del nuevo gobierno a la búsqueda del déficit cero, unido a una mala ejecución presupuestaria. Juan Pardinas, director del Instituto Mexicano para la Competitividad, coincide, pero amplía el foco sobre lo que llama “el ciclo político”. Una nueva administración –la de Enrique Peña Nieto, que asumió el poder en diciembre- tarda en tomar las riendas del presupuesto, y además, las cifras se comparan con las de 2012, año electoral y por tanto de mucho dispendio. Pardinas añade además otra circunstancia relacionada con la política: la incertidumbre. “El anuncio secuencial de muchas reformas en muchos sectores generó cautela en los inversores privados, que han esperado para tomar decisiones”.

El tercer factor mencionado por los economistas es el pinchazo en la construcción. El Gobierno aprobó un ajuste en los planes de desarrollo del sector de la vivienda que dio la puntilla a algunas compañías vivienderas (inmobiliarias), y en el gasto público la partida que más cayó fue la inversión, y en concreto la inversión en la construcción. Y de remate, cuando la economía mexicana ya flaqueaba, llegaron los huracanes de hace mes y medio, que según cálculos del economista y analista político Macario Schettino podría recortar entre una y cuatro décimas de PIB a corto plazo.

La mayoría de los economistas coinciden en que el bache no será muy profundo ni muy duradero, porque las circunstancias que lo causaron se están revirtiendo. Pero eso no significa una vuelta a la euforia. “México recuperará sin dificultades sus tasas de crecimiento anteriores, pero estas eran bastante mediocres” por los “bajos niveles de productividad y la existencia de sectores blindados a la inversión privada”, recuerda Pardinas.

Para Calva, el gran problema es que la economía se mueve con una sucesión de ciclos de freno y arranque recurrentes. “El PIB aumentó el 2,3% anual entre 1983 y 2012, poco incluso si lo comparamos con países desarrollados, y el dato por habitante fue solo del 0,6%”. Y atribuye este raquítico crecimiento a la aplicación perseverante de la doctrina neoliberal del llamado Consenso de Washington y a una ortodoxia basada en la disciplina fiscal y monetaria.

El FMI cree que el crecimiento de la economía mexicana podría llegar al 4% cuando se vean los frutos de las reformas emprendidas por el Gobierno e incluidas en el llamado Pacto por México, el acuerdo firmado en diciembre por los grandes partidos (PRI, PRD –izquierda- y PAN -derecha-). La primera de ellas, la financiera, pretende desatar el crédito en el país y tras ser aprobada por la Cámara de Diputados, se encuentra atascada en el Senado. Este fin de semana también se debate en la Cámara Alta, con la oposición de buena parte del empresariado, la reforma hacendaria, que persigue aumentar los ingresos tributarios en uno de los países de la OCDE con menor presión impositiva. La tercera, la reforma energética, quiere abrir al capital privado la producción de hidrocarburos, requiere un cambio constitucional, y es rechazado por todos los partidos de la izquierda, desde el pactista PRD –que ha ido de la mano con el gobierno en varias reformas pero que se opone a la inversión privada en la explotación de petróleo y gas— hasta el naciente partido Morena, del excandidato Andrés Manuel López Obrador, quien ha lanzado a sus bases a la calle para evitar que se consume lo que el llama “el robo del siglo”.

Pero aun antes de que se sepa qué pasará con la reforma energética, que se discutirá en forma a partir del próximo mes, especialistas tienen dudas sobre si el paquete de nuevas leyes fiscales y financieras activará la economía y cómo.

Pardinas ve estas reformas con relativo optimismo. “Si se aprueban vamos a estar en mejores condiciones que ahora”. Pero le preocupa que la reforma hacendaria no esté orientada a mejorar la productividad y el crecimiento. “Es grandota, pero poco ambiciosa. El enemigo a vencer debería ser la informalidad, que emplea al 60% de los mexicanos”. Pardinas sin embargo alaba la eventual reforma energética. “El resto de sectores está plenamente integrados en la economía global, pero el corazón de nuestro desarrollo está diseñado bajo el paradigma estalinista de la planeación. Reformarlo supone enviar buenas señales a los inversionistas de todo el mundo”. Schettino coincide en que la energética puede ayudar mucho al crecimiento, al atraer capital extranjero no solo para la impulsar la extracción, sino también otras áreas industriales. Considera que la reforma financiera es clave, porque el crédito bancario es el 24% del PIB, muy por debajo de países como Brasil, donde alcanza el 57%. Y destaca que la reforma fiscal, aunque no ayuda a crecer, hace que el crecimiento sea más sólido al mantener la deuda a raya y evitar ajuste brutal en algún momento.

Otros expertos son más escépticos. Para el profesor Calva, tanto la reforma financiera como la hacendaria son oportunidades perdidas. “La primera es intrascendente, no asegura que la banca otorgue más créditos. En cuanto a la fiscal, en México tenemos la oportunidad de aumentar la recaudación en diez puntos porcentuales del PIB, porque no se gravan dividendos, ni ganancias bursátiles y hay un régimen de consolidación fiscal que permite a las empresas comprar empresas quebradas para eludir impuestos. Pero me temo que con el texto que se apruebe la recaudación apenas subirá un punto porcentual de PIB”. En cuanto a la reforma energética, la doctora Puyana niega incluso que sea tal. “No es energética porque trata solo trata del petróleo y solo como materia prima, fuente de divisas e ingresos fiscales, no como factor energético. No la veo necesaria, va a agudizar todo lo que se llama maldición de los recursos naturales [los efectos perniciosos que tiene para el desarrollo de algunos países ser ricos en materias primas]. A este país lo que le interesa es prolongar la vida de ese recurso y buscar otras fuentes alternativas”.

El presidente Peña Nieto cumple la semana entrante once meses en el cargo. Seguramente al llegar al año en el poder tendrá en sus manos un ramillete de nuevas leyes, aprobadas en tiempo récord. En el papel, el Pacto por México habrá rendido buenas cuentas, pero en la calle, los mexicanos, y la comunidad internacional también, tendrán que esperar un poco más para ver si en los hechos la nación mexicana hace buenos los pronósticos de que aquí se cocina algo un guiso muy distinto a lo que se ha preparado siempre, o si por el contrario la expectativa se desinfla sin haber logrado traer la bonanza que algunos avizoraban cuando se acuñó ese término contagioso llamado mexican moment.

Del ‘mexican moment’ al frenazo económico | Economía | EL PAÍS

30/08/2013

Bombando o Pibão

Filed under: Brasil,Dilma,PIBe — Gilmar Crestani @ 11:15 pm
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No mapa do PIB, Brasil bate todos menos a China

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No segundo trimestre, País cresce mais que o dobro dos índices de Estados Unidos (0,6%) e Inglaterra (0,7); 1,5% alcançados aqui deixam para trás Alemanha (0,8%), Portugal (1,1%), Espanha (-0,1%) e Itália (-0,2%); a comparar com número da economia do México (-0,7%), diferença chega a ser brutal; apenas a China (1,7%), do presidente Xi Jinping, fez melhor diante da crise; por que Dilma não teria motivos para sorrir?

30 de Agosto de 2013 às 20:40

247 – Comparar é entender. Para deixar mais clara a importância do resultado de 1,5% de crescimento da economia brasileira no segundo trimestre, o Ministério da Fazenda fez um levantamento bastante amplo sobre os resultados alcançados por outras importantes economias do mundo no mesmo período.

Os números fizeram parte da apresentação feita pelo ministro Guido Mantega, em Brasília, nesta sexta-feira 30. E ele tinha mesmo bons motivos para cotejar o resultado local frente ao de gigantes globais. Afinal, a economia que Mantega pilota sofrendo caneladas distribuídas pela mídia tradicional, torcida organizada, na mídia estrangeira, pela sua queda, e sustos diários em razão da volatilidade imposta pela própria crise, bateu a de todos os demais países ocidentais. No globo, perdeu em crescimento, no período, apenas para a da China, que marcou 1,7% sobre o período anterior.

Em recuperação, com números ainda tímidos, mas mais saudáveis do que os de meses atrás, a economia dos Estados Unidos não fez frente para o PIB brasileiro. O 0,6% marcado pelo PIB americano é mais de duas vezes menor que a marca do Brasil entre abril e junho. Na mesma conta cabe o da Inglaterra, que cresceu 0,7%. No continente europeu, a Alemanha, que produziu o melhor índice, chegou apenas a 0,8%.

No restrito clube dos países que marcaram acima de 1% estão, além do Brasil e China, Coréia do Sul e Portugal, cada um deles com 1,1%. Itália e Espanha, respectivamente com – 0,2% e – 0,1%.

Se você não acredita que existe uma crise econômica mundial lá fora, essas comparações podem não fazer muito sentido. No entanto, quem está por dentro do que se dá pelo mundo nos últimos dois anos sabe que o cotejamento mostra que o Brasil, com seu conjunto de políticas anti-cíclicas, continua obtendo resultados que mostram os benefícios dessa resistência.

A presidente Dilma Rousseff, em viagem à Europa, disse que a melhor maneira de enfrentar a crise não é pela contenção, mas pelo crescimento. Ela se mantém coerente a essa afirmação e está colhendo os resultado que muita gente não esperava.

Abaixo, as telas da apresentação do ministro Guido Mantega sobre o PIB:

No mapa do PIB, Brasil bate todos menos a China | Brasil 24/7

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