Ficha Corrida

12/12/2014

O corpo fascista da Folha de São Paulo aparece boiando

Filed under: Ditabranda,Ditadura,Folha de São Paulo,Instituto Millenium — Gilmar Crestani @ 9:30 am
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A mentira tem perna curta, diz o ditado. Mas para este caso, há outro mais legal, vem do Barão de Itararé, Apparicio Torelly: “De onde menos se espera de lá mesmo é que não sai nada”. Só saía de dentro das peruas emprestadas pela Folha. Mas já saiam mortos, não é assim d. Judith Brito?!

Agora fica fácil entender porque a Folha teve o desplante de chamar a ditadura de ditabranda. Branda com a Folha. Aliás, branda com todos os a$$oCIAdos do Instituto Millenium.

Comissão da Verdade desmascara a Folha

Por Altamiro Borges

Os barões da mídia agem como as famiglias mafiosas. Disputam o mercado, mas se unem na defesa da instituição criminosa. Nesta quarta-feira (10), todos os principais sites de notícias deram destaque para a entrega do relatório final da Comissão da Verdade, que aponta os responsáveis pelas torturas, mortes e desaparecimentos durante o sombrio período da ditadura militar no Brasil. Nos telejornais, até houve uma postura respeitosa diante da emoção da presidenta Dilma Rousseff, vítima de torturas, que chorou ao receber o relatório. Mas nenhum veículo da mídia monopolista citou uma importante conclusão da Comissão da Verdade: a de que o Grupo Folha apoiou a ditadura militar!

Segundo o relatório, o império midiático da famiglia Frias não deu apenas apoio ideológico ao golpe militar e ao regime facínora dos generais. Ele também deu apoio financeiro e logístico aos golpistas – inclusive cedeu suas caminhonetes para a ação repressiva. No item sobre a colaboração de civis com o regime militar, elaborado por 11 pesquisadores do grupo de trabalho sobre o Estado Ditatorial-Militar, a Comissão Nacional da Verdade menciona o livro "Cães de guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988", da pesquisadora Beatriz Kushnir.

Na página 320, o texto aponta os grupos empresariais que colaboraram com a famigerada Operação Bandeirantes e afirma que "constatou a presença ativa do Grupo Folha no apoio à Oban, seja no apoio editorial explícito no noticiário do jornal Folha da Tarde, seja no uso de caminhonetes da Folha para o cerco e a captura de opositores do regime". A ação fascista da famiglia Frias sempre foi denunciada pelas vítimas da ditadura militar. Em 1971, três caminhonetes da Folha inclusive foram queimadas por militantes de esquerda como forma de protesto. Mas os barões da mídia, como as famiglias mafiosas, preferem esconder este fato histórico.

Altamiro Borges: Comissão da Verdade desmascara a Folha

Folha, que apoiou golpe, é contra rever lei de anistia

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Em editorial publicado nesta sexta-feira, o jornal comandado por Otávio Frias Filho se posiciona contra a revisão da Lei da Anistia, de 1979; "por mais que seus efeitos possam ser repugnantes do ângulo humanitário, sobretudo para os atingidos pela violência ditatorial, a anistia irrestrita é um dos pilares sobre os quais se apoia a democracia brasileira", diz o texto; ontem, a Folha, citada no relatório da Comissão Nacional da Verdade, admitiu ter apoiado o golpe de 1964; "Em 1964 a Folha apoiou o golpe, como quase toda a grande imprensa", disse o jornal, que emprestava carros para que presos políticos fossem levados ao DOI-Codi

12 de Dezembro de 2014 às 07:35

247 – Em editorial publicado nesta sexta-feira, a Folha de S. Paulo, comandada pelo empresário Otávio Frias Filho, condenou uma eventual revisão da Lei de Anistia, como defendem os ministros Ricardo Lewandowski e Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal.

No texto Página virada, o jornal dos Frias defende sua posição. "Sabe-se que as décadas de 60 e 70 foram um tempo de extrema polarização na América do Sul (e em outras partes do mundo). Facções de direita e de esquerda recorreram à violência, levando ao colapso do regime democrático em vários países, entre eles o Brasil."

"A anistia irrestrita, concedida pela ditadura brasileira nos seus estertores, em 1979, foi o passo decisivo para a superação pacífica dessa crônica nefanda", afirma. "Por mais que seus efeitos possam ser repugnantes do ângulo humanitário, sobretudo para os atingidos pela violência ditatorial, a anistia irrestrita é um dos pilares sobre os quais se apoia a democracia brasileira. Foi sua aceitação pelo conjunto das forças políticas que rompeu o ciclo de retaliações iniciado em 64."

No dia anterior, na breve reportagem Documento cita apoio da imprensa ao golpe de 64, a Folha, que emprestava seus carros para que presos políticos fossem levados ao DOI-Codi, admitiu seu apoio ao golpe militar.

"Em 1964 a Folha apoiou o golpe, como quase toda a grande imprensa. Os editoriais do jornal, como "O Brasil continua", do dia 3 de abril, defendiam a eleição de um novo presidente pelo Congresso para concluir o mandato de Jango e assegurar a preservação da Constituição."

O jornal também nega o empréstimo de veículos para as forças repressivas. "Sobre a Oban, a Folha não tomou parte em seu financiamento. Não há documentos nem testemunhos diretos que corroborem a acusação de que a extinta "Folha da Tarde" tenha emprestado veículos para órgãos da repressão."

04/09/2014

Ai que saudades da aurora da minha vida, da minha ditadura querida!

ditabrandaInacreditável, a Folha desova um editorial para atacar o bolivarismo da democracia, que, com leis aprovados nos parlamentos, botam os golpistas nos seus devidos lugares. De nada adianta a Folha vir com este papo que a ditadura lhe foi ditabranda. E os que morreram, para eles a ditadura foi branda?

Logo a Folha que foi cúmplice da ditadura, emprestando suas peruas para que os torturadores pudessem desovar os presuntos depois de os ter prendido sem ordem judicial; depois de presos, torturados; depois de torturados, estuprados; depois de estuprados, mortos; depois de mortos, esquartejados; depois de esquartejados (para que não pudessem ser encontrados pelos familiares), desovados, com ajuda das peruas da Folha, em covas clandestinas.

O que é pior, uma imprensa sob leis aprovados por Congressos Bolivarianos ou uma imprensa sob o AI-5, parceira dos ditadores?! Por que a Folha não comenta de sua parceria com a ditadura, ou porque O Globo publicou editorial saudando a chegada da Ditadura?! A Folha, por ter sido parceira, pode não gostar de lembrar, mas nós sabemos. E não vamos esquecer, nem deixar que ela esqueça!

Por que a Folha não fala da sua parceria com a RBS, Globo e outros a$$oCIAdos do Instituto Millenium para criarem site para patrulhar o Poder Judiciário brasileiro?! Onde está a lei que diz que os associados do Instituto Millenium estão acima do Poder Judiciário? Quem lhes outorgou o direito de fiscalizar as decisões do Poder Judiciário?

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Imprensa à bolivariana

Sob as ditaduras que comandaram a América Latina no século 20, foram vários os casos de empastelamento de jornais críticos ao regime de plantão. A truculência física contra a imprensa ficou no passado, mas, no presente, governos da escola bolivariana abusam do poder econômico e político para alcançar objetivos parecidos.

O caso mais recente foi registrado no Equador de Rafael Correa. Depois de 32 anos de existência, o jornal "Hoy", um dos maiores do país, deixou de existir. A Superintendência de Companhias, órgão estatal, determinou o seu fechamento, ao lado de 700 empresas de diversos setores, por perdas superiores a 50% do capital social.

A controladora do "Hoy" admitiu problemas financeiros, mas culpou a perseguição de Correa à imprensa crítica. As iniciativas do presidente incluem uma rigorosa Lei de Comunicação, processos judiciais contra jornalistas, auditorias financeiras periódicas, manipulação da publicidade estatal e intimidação de anunciantes privados.

Na Bolívia, o governo de Evo Morales fomentou, por intermédio de empresários amigos ou fundos anônimos, a compra de cinco canais de TV –dois dos quais de alcance nacional– e o principal jornal diário do país, o "La Razón".

São os chamados meios paraestatais, na definição do jornalista boliviano Raúl Peñaranda, autor de um premiado livro sobre o assunto. Controlados de fato pelo governo, passaram a fazer uma cobertura oficialesca –distante, portanto, do que se espera da imprensa.

O mesmo recurso aos meios paraestatais tem sido utilizado pelo chavismo na Venezuela, presidida por Nicolás Maduro. Ao menos três veículos importantes (o canal de notícias Globovisión e os jornais "Últimas Noticias" e "El Universal") foram há pouco tempo vendidos a pessoas ligadas ao governo, com impactos na linha editorial.

A também truculenta gestão de Cristina Kirchner, na Argentina, aprovou a Lei de Mídia, em 2009, desenhada para intimidar órgãos críticos da Casa Rosada, entre os quais os do Grupo Clarín.

Todas essas ações demonstram com clareza a faceta autoritária de líderes latino-americanos que têm em comum o fato de não saberem conviver com o contraditório.

Agindo como donos da verdade, debilitam o poder fiscalizador da imprensa e fragilizam o ambiente democrático que, mesmo imperfeito, permitiu sua ascensão ao poder através do voto.

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