Ficha Corrida

06/09/2014

Piorou por quê? Por que piorou?

Filed under: Educação Pública,Ensino Público,Escolas Privadas,Qualidade de Vida — Gilmar Crestani @ 10:10 am
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Educacao fhc x lulaA abertura do texto da Folha é algo para ser tratado nos consultórios psiquiátricos. Então quer dizer que o bolivarianismo do Governo Dilma é o culpado pela queda de qualidade das escolas privadas? Veja o que diz a Folha: “Explicação pode estar no aumento de matrículas; elevação da renda levou à migração da rede pública para a privada”. Ou esta que só aparece tangencialmente quando o assunto não é a renda nem a melhoria de vida dos brasileiros: “A explicação pode estar no aumento de egressos da rede pública, em razão do aumento da renda dos brasileiros nos últimos anos.” Para quem anda espalhando que o país quebrou, que estamos empobrecendo, nada mal deixar escapar uma informação destas no meio de um texto sobre outro assunto. Pelo emprego e aumento de renda!

Ah, então houve elevação da renda? Ah, então houve aumento de matrículas? Ah, então a iniciativa privada é incapaz de dar qualidade quando há aumento de demanda? Quer dizer que é mais fácil manter bom ensino privado quando só a elite tem acesso?

Uma comparação entre os governos FHC x Lula mostra porque a elite odeia os governos de esquerda.  Não sintomático que a USP e UNESP estejam quebrando, a ponto de ressuscitarem a pérola da filosofia tucana para resolver problemas, o PDV?!

O BÁSICO DA EDUCAÇÃO

Pela 1ª vez, escolas particulares pioram

Explicação pode estar no aumento de matrículas; elevação da renda levou à migração da rede pública para a privada

Nos colégios do ensino médio, nota foi a pior já registrada desde que o índice foi instituído pelo MEC, em 2005

SABINE RIGHETTIDE SÃO PAULO

Se a notícia sobre a qualidade da educação é ruim para a rede pública de ensino do país, ela é ainda pior para as escolas privadas.

Pela primeira vez desde que o Ideb foi instituído, em 2005, a rede privada teve queda nas notas do ensino médio e no último ano do fundamental (o 9º ano).

A explicação pode estar no aumento de egressos da rede pública, em razão do aumento da renda dos brasileiros nos últimos anos.

No ensino médio, os ganhos obtidos desde o primeiro índice foram perdidos, de acordo com o MEC.

Em 2005, a rede privada teve nota 5,6. O desempenho se repetiu nos dois exames seguintes e, em 2011, subiu para 5,7. Agora, registrou a pior marca: 5,4 pontos.

As notas obtidas pelos colégios particulares caíram em 18 Estados em comparação ao Ideb anterior.

Para ter uma ideia, na rede pública, 16 Estados tiveram queda desde 2011 na mesma etapa de ensino.

Mesmo com a queda, no entanto, as escolas privadas ainda têm notas mais altas do que as da rede pública.

COMPARAÇÃO

Isso significa que, pelo menos no ensino médio, a qualidade da educação piorou mais na rede privada do que nas escolas públicas.

Só houve melhora do ensino médio privado no Acre, em Roraima, em Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

Em alguns Estados, como Rondônia, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro, o ensino médio público melhorou e, no privado, houve queda.

No 9º ano do ensino fundamental, que também é avaliado pelo Ideb, a rede particular de ensino também teve mais notícias negativas do que a pública.

Nessa etapa de ensino, 11 Estados brasileiros tiveram pior desempenho na rede privada em comparação com os dados do Ideb de 2011. Na rede pública, a queda foi menor: em 7 Estados do país.

Para Ernesto Faria, coordenador de projetos da Fundação Lemann e especialista em educação, o aumento do número de matriculados na rede privada de ensino pode ser uma possível explicação para a queda de qualidade nesse segmento no Ideb.

Isso aconteceu por causa da melhoria econômica recente. Muitas famílias optaram pelo ensino pago.

De 2010 para 2013, a educação básica privada teve um crescimento de 1,1 milhão de matrículas. Enquanto isso, o total de matriculados na educação básica do país teve queda de 51,5 milhões para 50 milhões no mesmo período.

Isso fez com que a participação da rede privada no total de alunos matriculados subisse de 14,7%, em 2010, para 17,2%, em 2013.

MELHORA

O ensino privado só se sai melhor na avaliação do 5º ano do ensino fundamental.

Nessa etapa, a rede privada caiu em relação à avaliação de 2011 apenas em Rondônia. Na rede pública, para comparação, o resultado piorou em três Estados –Amapá, Maranhão e Pará.

O MEC avalia todas as escolas da rede pública de ensino no 5º ano e 9º ano do ensino fundamental e no último ano do ensino médio.

Na rede particular, a avaliação não é feita em todas as escolas e sim por amostragem, de maneira que seja representativa para o país.

04/09/2014

A reitora Marilza tem QI do mesmo nível do Sistema Cantareira

Filed under: Economia,Lógica,PSDB,Sistema Cantareira,UNESP — Gilmar Crestani @ 9:28 am
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águaoÉ inacreditável o raciocínio da Reitora da UNESP. Marilza Rudge está mais para CRUESP do para UNESP. Botar a culpa no fraco desempenho da economia para justificar a quebra das Universidade Paulistas é de uma pobreza franciscana sem precedentes para uma reitora. De uma reitora eu esperaria algo mais decente. Tivesse ela razão, então todas as Universidades Estaduais deste país estariam nas mesmas condições das estaduais paulistas. Será que a moça não se dá ao respeito de se perguntar: “por quê São Paulo”? O que tem em comum aí senão quase trinta anos de comando do PSDB?! Por que a UERJ, do Rio não está quebrando? Por que a UERGS não está quebrando? Estes não são estados da mesma federação a que pertence a UNESP?

Vê-se que Geraldo Alckmin tem culpa in eligendo, pois colocar uma anta destas como reitora é de uma lógica toda tucana: para quebrar. Quebrar ou vender são as únicas coisa que o PSDB sabe fazer.

UNIVERSIDADES EM CRISE

Universidades esperam repasse menor do Estado

Reitora afirma que desempenho fraco da economia reflete nos salários

Docentes e servidores receberão reajuste salarial de 5,2%; entidades definirão se mantêm paralisação

THAIS BILENKYNATÁLIA CANCIANFÁBIO TAKAHASHIDE SÃO PAULO

O fraco desempenho da economia fez as universidades paulistas reduzirem a expectativa de repasses do Tesouro estadual em 2014. Até agosto, USP, Unicamp e Unesp receberam R$ 5,5 bilhões, resultado 4% abaixo do esperado.

Os valores são uma porcentagem da receita do ICMS (principal imposto paulista), maior fonte de financiamento das universidades. Se economia arrefece, a arrecadação também cai.

"PIB baixo tem reflexo nos nossos salários", diz Marilza Rudge, reitora da Unesp e presidente do Cruesp, conselho que reúne os três reitores.

Em meio a esse cenário, o Cruesp anunciou nesta quarta-feira (3) reajuste salarial de 5,2% aos funcionários e docentes das três instituições.

As duas categorias estão em greve há cem dias. "Esperamos que agora suspendam [a paralisação]", diz Rudge.

As entidades dos setores farão assembleias para decidir –elas pedem 9,78%

Mesmo com o reajuste, as universidades esperam, com cortes de outros gastos, terminar o ano com um comprometimento menor de seus orçamentos com a folha salarial.

A USP deve chegar a 104,95%, ante 105,6% atuais. A Unicamp estima 94,85%; hoje, são 97%. A Unesp quer passar de 95% para 93,2%.

Para reduzir gastos, a USP aprovou na terça um plano de demissões voluntárias que prevê corte de até 10% dos servidores. O alvo são funcionários técnico-administrativos de 55 a 67 anos e com mais de 20 anos na universidade, a maioria já aposentada ou em condições de se aposentar.

Um estudo apontava 2.800 servidores nesse perfil. Se todos aderissem, o custo do plano seria de R$ 700 milhões.

A USP disse que, "dada a situação financeira", redimensionou para R$ 400 milhões o projeto. A estimativa passou a ser de 1.700 funcionários. A universidade tem 17,5 mil servidores não docentes.

Hoje, 97% são contratados por CLT. Como esse regime não prevê aposentadoria integral, a adesão ao plano pode ser maior do que a estimada.

A meta, se atingida, significará para a USP economia de R$ 22 milhões/mês. Ainda assim, até 2017, a universidade deve continuar usando reservas orçamentárias, conforme documento apresentado ao Conselho Universitário.

A poupança deve cair de R$ 1,8 bilhão para R$ 1,2 bilhão, em valores aproximados.

Os voluntários poderão se inscrever a partir de outubro. As demissões ocorrerão de janeiro a março. Servidores fora do perfil também podem se candidatar, diz a USP.

21/09/2013

Pré-sal: para entender a diferença entre FHC e Lula

Filed under: FHC,Lula Seja Louvado,Petróleo,Petrobrax,Pré-Sal — Gilmar Crestani @ 9:19 am
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IMPERDÍVEL! Eis um texto para ser devorado por completo, inclusive as entrelinhas…

Nesta pequena história estão resumidas as mais diversas diferenças entre Lula e FHC. A visão de Brasil a partir de uma grande empresa, e a capacidade de ver no ser humano o melhor que o Brasil possui. Enquanto a política de FHC, com Cláudia Costim, foi construir o PDV, Lula e Dilma vislumbraram nos técnicos mandados embora o maior acervo intelectual que o Brasil possuía. Quem frequentava as Universidades Federais na época de FHC sabe muito bem o que foi a fuga em massa dos melhores professores. Foi frustrante pensar que um ex-professor universitário como FHC pudesse ter empreendido tamanho desmonte do ensino público. E mais surpreende foi ter sido exatamente um torneiro mecânico, Lula, quem mais criou instituições de ensino público. A descoberta do pré-sal foi coroado com o destino dos royalties à educação, como provam estas notícias de O Globo: Dilma envia projeto para destinar royalties do pré-sal para educação e Dilma sancionará sem vetos lei dos royalties para educação e saúde.

O resto é inVeja de gente que não admite que Lula, um torneiro mecânico que substituiu um intelectual, tenha sido o maior estadista que esta país já teve.

MINHA HISTÓRIA – GUILHERME ESTRELLA

O homem que inventou o pré-sal

Responsável por descobertas de petróleo nos últimos 40 anos, geólogo levava no bolso o mapa da "picanha azul", como eram chamados os novos campos da bacia de Santos

RESUMO Oito anos depois de aposentado, Guilherme Estrella foi chamado de volta ao trabalho. Dois anos depois da posse do presidente Lula, levava ao presidente os mapas dos gigantescos reservatórios do pré-sal brasileiro, concentrados na bacia de Santos. Virou o "pai do pré-sal" para Lula. Cotado para presidir a PPSA, que vai administrar os contratos de partilha do pré-sal, ele diz não querer nem pensar na possibilidade.

(…) Depoimento a

DENISE LUNADO RIO

Nasci durante a Segunda Guerra, justamente a responsável por fazer da geologia a ciência de maior crescimento na época. Os submarinos alemães se escondiam em formações geológicas em frente aos EUA, daí a necessidade de conhecer essa ciência.

Sou de uma família classe média da Ilha do Governador, zona norte do Rio. Vivia de frente para a baía de Guanabara, que não era o esgoto que é hoje. Morávamos na Lagoa, na zona sul, mas meu pai reclamava do barulho da obra do bonde e nos mudamos.

Fui o geólogo descobridor de um dos maiores poços da bacia do Recôncavo, Miranga, no interior da Bahia, que produz até hoje. A Petrobras produzia 100 mil barris por dia. Em 1966 fiz um levantamento de Alagoas até Vitória e encontrei formações favoráveis a muito petróleo.

Tinha uma frase famosa, do geólogo americano Walter Link, de que o petróleo no Brasil era no mar, e não em terra. Com os primeiros dados, foi dada a autorização para contratar sonda e perfurar no mar.

Eu vivia no interior da Bahia e nem via os movimentos políticos, não participava de nada, mas sabia que os governos militares sempre privilegiaram a Petrobras.

A empresa nunca foi uma empresa do governo, mas de governo, seja qual for.

Na época do Geisel [presidente Ernesto Geisel, 1974-1979] fizemos a primeira perfuração no mar do Espírito Santo, no campo de Guaricema. Os testes indicaram óleo, mas subcomercial. Conta-se que Geisel não aceitou e disse que ia produzir de qualquer maneira, e acabou sendo a primeira descoberta relevante do Brasil.

Descobrimos assim que as simulações que eram feitas antes estavam erradas.

No início dos anos 1970 eram produzidos entre 5.000 e 10 mil barris por dia no mar.

Nessa época fundaram a Braspetro [1972], durante a crise do petróleo, porque os países fornecedores exigiam que os compradores investissem onde compravam, para achar mais petróleo. Faziam isso países como Argélia, Egito, Iraque, Irã e Líbia, que vendiam para o Brasil.

Fui trabalhar no Iraque em 1976 e descobrimos um dos maiores campos do mundo, Majnoon, com 50 bilhões de barris de reservas.

O campo ficava perto do Irã e não podíamos queimar o óleo do teste de formação de poço. Tive que abrir uma bacia enorme no deserto para colocar o óleo.

Mas a Petrobras teve que devolver o campo. O governo nos chamou e disse que grandes campos não faziam parte da política de permitir a operação de estrangeiras no país, que deviam apenas complementar a produção.

A Petrobras foi indenizada direitinho e algumas empresas brasileiras também foram beneficiadas. A Mendes Júnior foi construir estrada de ferro, a Sadia entrou no mercado lá e passamos a exportar Passats para lá.

Voltei ao Brasil em 1978 e fui trabalhar na bacia do Espírito Santo. A bacia de Campos já produzia mais que as outras, mas é um estigma, eu nunca trabalhei na bacia de Campos. Vimos que o petróleo no Espírito Santo estava mais embaixo do que previra o Cenpes, centro de pesquisa da Petrobras.

Perfurar mais fundo foi uma dica que veio de um geólogo franco-americano que trabalhava na Chevron. Ninguém vende uma informação dessa, ele nunca ganhou um tostão por isso.

Fui para o Cenpes e, em 1982, assumi a superintendência. Nessa época já se falava sobre a teoria da separação das placas tectônicas dos continentes sul-americano e africano, que levaram à formação dos reservatórios similares em ambas as costas, mas não havia tecnologia para pesquisar isso.

No Cenpes elegemos um colega para uma vaga importante, mas a diretoria vetou porque ele era presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras. Eu pedi demissão, não aceitei. Isso era 1995, a ditadura já tinha acabado.

Minha esposa morrera um mês antes. Fui morar em Friburgo [região serrana do Rio], casei de novo, entrei para o PT. Fui eleito presidente porque era único com tempo e dinheiro. E também porque a outra chapa perdeu prazo para se habilitar.

Quando Lula ganhou em 2002 fizemos a maior festa. Recebi ligações dizendo que se falava em meu nome para voltar à Petrobras. Recebi um convite do José Eduardo Dutra [presidente da empresa] e voltei.

Quando cheguei lá, não encontrei uma empresa de petróleo, mas uma instituição financeira que investia no setor de petróleo. Tinham acabado com os cursos fora, com as viagens para seminários. Estavam concentrados apenas na bacia de Campos, fazendo caixa, sem investir.

Começamos a expansão. E no primeiro leilão de áreas de petróleo eu vi que a coisa era séria. Quando perdi o primeiro bloco para a Devon, que colocou 100% de conteúdo nacional, a então ministra Dilma Rousseff me ligou cinco minutos depois e disse: "Soube que você perdeu um bloco, isso não vai se repetir, está entendido?".

E claro que não perdi mais nenhum. Ali eu senti que a Petrobras ia reassumir a hegemonia do setor de petróleo no Brasil.

No final de 2005, o gerente-executivo Mario Carminatti me trouxe uns mapas da "picanha azul", como ficou conhecida a área do pré-sal da bacia de Santos. Fui ao Gabrielli [José Sergio Gabrielli, então presidente da Petrobras] e ele me levou para a Dilma, que me levou ao Lula.

Foi aí que começamos a fazer o marco regulatório, eu era o único geólogo naquelas reuniões do marco. O maior embate foi a Petrobras como operadora única, mas só inova quem faz, e decidimos manter assim.

O Lula me chamava toda hora lá em Brasília para mostrar a apresentação de como era o pré-sal, já andava com o pendrive no bolso.

Fiquei muito orgulhoso de participar do marco regulatório, mas vi que era a hora de parar. Estava com 70 anos. Trabalhava de 7h às 21h, morava em uma apart-hotel no Leblon, estava separado.

Ocorreu uma revolução tecnológica, a Petrobras estava completamente diferente de quando cheguei.

Ficou claro para mim que não dava mais, tinha que deixar a turma nova entrar.

Muita empresa me chamou para participar do conselho de administração, mas não acho certo, possuo informações confidenciais da companhia, é difícil trabalhar numa concorrente. Não me arrependo. Estou cuidando do meu acervo, das minhas coleções em Friburgo, das plantas.

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