Ficha Corrida

12/07/2015

Caiado por fora, mentiroso por dentro

Filed under: Mentira,Pinóquio,Ronaldo Caiado — Gilmar Crestani @ 9:46 am
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caiado

Só uma manada de beócios para acreditar num paspalho destes. É pelo nível do senador que se conhece o nível de seus eleitores!

Caiado mente de novo ao dizer que é “o senador mais votado da história de Goiás”

Postado em 10 de julho de 2015 às 3:51 pm

Do Hora Extra:

Em discurso na Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil, em Brasília, o senado Ronaldo Caiado (DEM-GO) agradeceu o apoio que recebeu do bispo Manoel Ferreira nas eleições de 2014. Segundo ele, se hoje tem “a honra de ser o senador mais bem votado da história de Goiás”, muito se devia ao líder.  Acontece que Caiado mentiu ao dizer que foi o senador mais bem votado da história de seu estado. O recorde pertence ao seu arqui inimigo, o senador cassado Demóstenes Torres.

Nas eleições de 2010, Torres obteve 2.158.812 votos. Sua companheira de chapa, a Senadora Lúcia Vânia, ficou com 1.496.559 votos. Em 2006, quando só havia uma vaga sendo disputada, o atual governador, Marconi Perillo, obteve 2.035.564 votos (75,82%) – a maior votação proporcional do país à época. Em 2002, Demóstenes Torres obteve 1 239 352 votos e Lúcia Vânia ficou com 1 057 358.

Ronaldo Caiado, em 2014, obteve 1 283 665 votos. Mais do que Lúcia e Demóstenes em 2002, mas bem menos que os mesmos em 2010  e Marconi em 2006. Portanto, Caiado maquiou seu currículo mentindo sobre a história recente da política em Goiás.

Se hoje eu tenho a honra de ter sido eleito o senador mais votado da história de Goiás, devo muito ao apoio que tive desses homens de fé

— Ronaldo Caiado (@SenadorCaiado) 10 julho 2015

Diário do Centro do Mundo » Caiado mente de novo ao dizer que é “o senador mais votado da história de Goiás”

25/03/2013

Lunático,errático e… corno!

Filed under: FHC — Gilmar Crestani @ 9:37 am
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Assumiu como seu o filho que era só da mãe! (Os filhos de D. Ruth provaram com exame de DNA que o filho  da Miriam Dutra, que a Globo usou como moeda de chantagem e ele aceitou, não era dele como pensava). Este, que quebrou o Brasil duas vezes e passou o pires no FMI por outras tantas, mandou seu chanceler tirar os sapatos para entrar nos EUA, é o herói dos leitores da Veja! Tirando os a$$oCIAdos do Instituto Millenium e o Banco Itaú, quem mais aposta uma moeda de três reais neste paspalho?

FHC está vivendo na Versalhes dos Bourbons

Paulo Nogueira24 de março de 201381

Uma entrevista à revista Época mostra uma mente desconectada inteiramente da realidade.

Enquanto isso, em Versalhes ...

Enquanto isso em Versalhes …

I rest my case, como o detetive particular Philip Marlowe disse num romance de Raymond Chandler.

Desisto.

Desisto da possibilidade de que FHC e o PSDB se reconectem com a realidade.

A entrevista que FHC concedeu esta semana à revista Época revela um caso perdido.

Os entrevistadores poderiam ter exigido mais dele? Acho que sim. Mas a minha impressão, ao terminar a leitura, é que o entrevistado não tinha nada mais a dar.

Essencialmente, FHC vive num mundo que já não existe. É como se ele, 200 anos atrás, falasse de Versalhes e da corte dos Bourbons, e não da Marselhesa, de Napoleão e de Robespierre.

O modelo de FHC é, ainda, os Estados Unidos, isso quando os americanos vivem um declínio sem precedentes em todos os aspectos – econômico, financeiro, militar, corporativo e moral.

Pior: as loas aos Estados Unidos aparecem na mesma semana em que se completam dez anos da invasão do Iraque.

O mundo vai ficando, você percebe pela cobertura dos dez anos, com o mesmo sentimento de culpa parecido com o que emergiu pós-segunda guerra em relação aos judeus: como nós pudemos deixar isso acontecer?

Um país destruído, milhares de crianças mortas mortas por bombas ou por falta de medicamento, casos crescentes de má formação congênita em bebês como efeito colateral – e todo esse martírio com base em informações comprovadamente mentirosas segundo as quais o Iraque tinha armas de alto poder destrutivo.

Como deixamos isso acontecer com as crianças iraquianas?

Como deixamos isso acontecer com as crianças iraquianas?

Não tinha, e mesmo ali, no fragor da decisão de invadir, os serviços de inteligência dos Estados Unidos e da Inglaterra – as duas potências que comandaram o extermínio dos iraquianos – tinham já dados que colocavam sob imensa dúvida a existência de tais armas.

Ainda nestes dias, um veterano americano tornado inválido no Iraque também comoveu o mundo ao anunciar o suicídio: uma bala lhe tirou todos os movimentos.

E FHC evoca os Estados Unidos, o exaurido, sinistro modelo americano que levou destruição a virtualmente todas as partes até que não restasse outra vítima que não eles mesmos.

É só ver o que o modelo americano está fazendo, hoje, dentro dos próprios Estados Unidos: as neofavelas (acampamentos precários de gente que perdeu a casa), o desemprego, as constantes chacinas de desequilibrados armados porque a indústria das armas alimentada a paranoia de que sem revólveres ou rifles você está perdidamente desprotegido.

O mundo fala em desigualdade social, do novo papa ao novo presidente da China. O mundo entende que reduzi-la é fundamental para o futuro da humanidade.

E FHC fala com enlevo do país que disseminou as bases do 1% versus 99%, a pátria em que um candidato à presidência foi pilhado falando que não liga para metade da população – 47% — porque são pobres.

Fala ainda em “sentimento mudancista”, mas não em relação ao universo e sim a um ambiente interno que traria as sementes do triunfo de Aécio 10% Neves em 2014.

I rest my case.

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TAGS » 10 anos de Iraque, dcm, desigualdade social, FHC

Postado em » Política

Sobre o autor: Paulo Nogueira Veja todos os posts do autor Paulo Nogueira

O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

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