Ficha Corrida

04/01/2015

Perseguição e cerco à Petrobrás continua

Todo dia vazam interesses internacionais à Petrobrás. Desejo antigo, todo ano novo é renovado. A velha mídia, atende quem a finanCIA! Conforme revelou Edward Snowden, a NSA perseguia e grampeava a Petrobrás. Imagine o Brasil fazendo com os EUA o que eles estão querendo fazer com a Correia do Norte porque a Sony  foi hackeada… Para se ter uma ideia de quem finanCIA os a$$oCIAdos do Instituto Millenium basta ver o tratamento que eles dão a estes dois episódios: hackeamento da Sony e arapongagem da NSA na Petrobrás. Em ambos os episódios se posicionam como capachos dos EUA.

Já sabemos muito bem como são estas ONGs sempre a serviço dos interesses do EUA.

Um cara da África do Sul, a colônia do Apartheid, quer nos mostrar transparência? É o mesmo tipo de política do Greenpeace. Só vale para adversários dos EUA. Vamos ver como eles atuaram quando do vazamento de petróleo da BP no Golfo do México, que foi o maior derramamento de petróleo da história dos Estados Unidos. Foram 11 mortos – todos trabalhadores da plataforma, o vazamento de 4,7 milhões de barris de óleo e o comprometimento do litoral de cinco estados, além da habitat marinho. Prejuízo incalculável e irrecuperável.

Essa gente de boa aparência, com cara de padre pedófilo, só engana trouxas. Se querem transparência, exijam dos EUA as provas das armas de destruição em massa no Iraque. Ou de que foi o Governo da Correia do Norte que hackeou a Sony. Ou de como agiu a Inglaterra ao maior dano ecológico ao Golfo do México depois do meteorito que causou a fim dos dinossauros.

Procure no google pelo nome do entrevistado do Estadão, Cobus de Swardt e associe à British Petroleum – BP e terás uma surpresa. Aliás, não terás surpresa alguma. Não há nenhuma manifestação dele sobre o assunto…

Pós-Lava Jato, Globo prega a abertura do pré-sal 

Maílson da Nóbrega quer pré-sal para estrangeiros

Imagens do vazamento da BP no Golfo do México

petrobras-x-petrobrax_tucano

Entrevista. Cobus de Swardt

Chefe da Transparência Internacional vê chance de País enviar recado ao mundo

‘Dilma precisa fazer da Petrobrás um exemplo de transparência’

Jamil Chade

03 Janeiro 2015 | 18h 28

GENEBRA – O governo brasileiro poderá enviar uma forte mensagem neste segundo mandato da presidente Dilma Rousseff se transformar a Petrobrás num “exemplo de transparência e não tolerância com a corrupção”, diz Cobus de Swardt, diretor-gerente da ONG Transparência Internacional, uma das principais entidades de combate a malfeitos do mundo. 

Divulgação

Cobus de Swardt, chefe da Transparência Internacional

O sociólogo sul-africano, que esteve no Brasil em dezembro para uma série de reuniões com autoridades, afirma que essa sinalização do governo tem de ser feita já, a partir de medidas concretas de Dilma. “Não haveria uma mensagem mais forte vinda do Brasil ao resto do mundo mostrando que essa empresa gigante pode mudar para melhor”, diz Swardt, ao comentar a série de escândalos de corrupção envolvendo a estatal petrolífera. 

Em seu discurso de posse, na quinta-feira, Dilma afirmou que defenderá a Petrobrás de “predadores internos” e de “inimigos externos”.

Veja os principais trechos da entrevista do chefe da Transparência Internacional concedida ao Estado:

Como o sr. vê a sequência de escândalos de corrupção no Brasil em 2014?

Infelizmente, a corrupção existe em todos os países. Nenhuma região ou continente está isento desse desafio. No meu país, a África do Sul, temos visto vários escândalos nos últimos anos. Lá, a corrupção é reconhecida como um sério obstáculo à justiça social e à luta contra pobreza e desigualdade. Nem os países no topo do índex da Transparência Internacional da Percepção de Corrupção estão livres de casos de corrupção. A chave é como um país lida com os casos uma vez que são revelados. Países como a Dinamarca, Nova Zelândia e Finlândia estabeleceram um amplo consenso que integridade e responsabilidade são fatores críticos para o sucesso de seus sistemas de governança. Isso não evita totalmente a corrupção. Mas garante uma forma de detectá-la e punir uma vez que ocorra. Voltando ao Brasil, sim, o País tem visto diversos casos de corrupção que chegaram ao público e que foram notícia até mesmo fora do País. Os mais importantes estão relacionados à Petrobrás, que está atraindo muita atenção diante da magnitude do dinheiro desviado da empresa e suas relações aparentes com pessoas na comunidade empresarial e alguns políticos. Existem ainda vários problemas com governos locais pelo País, como as alegações sobre o Metrô de São Paulo e suas relações com políticos locais e empresas estrangeiras. 

O que isso revela do Brasil?

O que é interessante é que escândalos de corrupção que são abertamente debatidos na mídia não significam necessariamente que exista mais corrupção no Brasil, se comparado com anos anteriores ou com outros países. As discussões frequentes e informações sobre corrupção que vemos no Brasil podem também nos dizer que o País tem uma postura aberta para encarar o problema e que os casos não estão mais sendo varridos para baixo do tapete. Durante a campanha eleitoral, a questão esteve presente de forma importante nos debates dos candidatos. Eu, pessoalmente, experimentei essa abertura quando visitei o País no início de dezembro. Tive conversas francas e cândidas com muitas pessoas, independente de sua cor política.

As instituições brasileiras estão preparadas para lidar com a corrupção?

Existem instituições no Brasil que podem lidar com o desafio. Outras estão dispostas a fazê-lo, mas precisam de maior força. E, claro, algumas não estão prontas para o desafio. Sou cuidadoso em não julgar todas as instituições num mesmo pacote. Por exemplo, tenho um profundo respeito pelos esforços da CGU (Controladoria-Geral da União). A tarefa não é fácil em um território tão grande. Também estive reunido com juízes e procuradores extremamente corajosos e comprometidos e que fazem o possível para realizar seus trabalhos de forma correta. Mas existem alguns desafios institucionais que enfrentam, como a falta de recursos ou de leis que precisam ser reformadas e atualizadas para que eles possam trabalhar de forma mais ágil e eficiente. Não podemos esquecer que instituições são criadas por homens e mulheres e, portanto, sempre podem melhorar. É por isso que é importante manter o controle sobre elas e debatê-las em uma sociedade democrática como o Brasil. Um aspecto que não pode ser ignorado é a natureza do sistema político no Brasil. Existem desigualdades entre as regiões. 

Qual impacto os escândalos podem ter na sociedade e na democracia?

Esse impacto pode ser muito importante. Mas ele pode ir por dois caminhos opostos. Se os casos de corrupção forem ignorados e ninguém pagar por eles depois de terem sido investigados e julgados, então isso vai minar a democracia. Estado de Direito e Justiça são vitais para sustentar uma democracia saudável. Se a corrupção prevalecer e houver impunidade aos corruptos, a democracia vai sofrer. De outro lado, se aqueles que devem pagar são punidos e se estabelecem mecanismos para prevenir novos casos, então a democracia está avançando. É triste ver que na América Latina, e não apenas no Brasil, as instituições que lidam de forma mais direta com a vida democrática, como partidos políticos e Parlamentos, tendem a gozar da mais baixa confiança e tendem a ser vistos pela população como aqueles afetados pela praga da corrupção. Várias pesquisas mostram isso. No ano passado, oito de cada dez brasileiros questionados acreditam que os partidos são corruptos ou muito corruptos. Lidar com casos de corrupção, sancionar corruptos, evitar premiar políticos corruptos com nossos votos, essas são as formas para reverter a percepção negativa se queremos que a democracia ganhe força e seja saudável.

Quais desafios a presidente Dilma Rousseff terá em 2015?

Para a presidente, os escândalos recentes de corrupção se traduzem em um início desafiador para seu novo mandato. Mas é também um momento aberto para oportunidades. O que ela fizer nas próximas semanas será extremamente importante. 

Qual deve ser sua resposta em relação à crise na Petrobrás?

Da maior importância será a atitude que ela (Dilma) tomará em relação à Petrobrás. Ela precisa encontrar um equilíbrio bom e honesto entre não interferir no trabalho da Justiça, na condição de chefe do Executivo, mas ao mesmo tempo liderar esforços para fazer da Petrobrás um exemplo de não tolerância em relação ao comportamento corrupto. Ela precisa também trabalhar para tornar essa imensa empresa em um exemplo de transparência. Não haveria uma mensagem mais forte vinda do Brasil ao resto do mundo que mostrando que essa empresa gigante pode mudar para melhor. 

A corrupção pode ser neutralizada?

Certamente, caso contrário eu estaria me dedicando a outro emprego. Gosto da forma que você colocou a questão, apontando para a neutralização do problema. Isso parece mais realista que fazer a corrupção desaparecer completamente. A corrupção pode ser neutralizada. Mas não existe uma fórmula e fatores precisam ser combinados. Você precisa que as vítimas entendam que estão sendo afetadas pela corrupção e que exijam que ele seja parada. Você precisa de instituições que possam intervir de forma eficiente para punir e prevenir. Você também precisa mudar a forma pela qual a sociedade vê a corrupção. E isso tem uma relação com valores e educação. Não é fácil neutralizar a corrupção. Mas é possível. Temos as vítimas, temos os valores e quem em sua mente sã apoiaria ladrões? Temos ainda multidões que podem dizer “não” à corrupção. O que precisamos fazer é agir e unir essas vozes. As pessoas precisam parar de tolerar a corrupção.

18/01/2010

Dissecando um cadáver

Filed under: Autobiografia,Cosa Nostra — Gilmar Crestani @ 5:26 am
Tags: , ,

Bolso(ig)naro de capuz!

OBS. Está página foi publicada originalmente em 18/01/2010. Vez que outra aparece uma titica de galinha cantando de galo.

Repito. Não publico email de gente escrota. Para isso tem o PIG.

Como titica é merda, e merda não canta. Apenas solta um cheiro insuportável,  estou trazendo, neste 03/03/2011, novamente à luz. Só para desagravo dos valentões do anonimato. Uma raça escrota que não ousa dizer o próprio nome. Faltam-lhes culhões! Como os torturadores da ditadura, só são valentes contra alguém já algemado.  Oh raça!

O consultor da direita hidrófoba lançou, através do Estadão deste 17/01/2010, a autópsia de um cadáver insepulto: a direita brasileira.
Vamos dissecar e empalhar, parágrafo por parágrafo, o ideário que move os que chamam ditadura de ditabranda e são incansáveis defensores de torturadores, ao mesmo tempo que travam batalha sem trégua contra os movimentos sociais.

Direitos humanos recicláveis

OBS 1: – O título não poderia sem mais emblemático, ao considerar que os direitos humanos são recicláveis como se fossem um saquinhos de leite perfurados.

Conceito deixou de se aplicar a indivíduos reais para exprimir prerrogativas de coletividades imaginadas

Demétrio Magnoli
OBS 2: – Guarde esse nome e não o pronucie diante de crianças e pessoas decentes.

SÃO PAULO – Samuel Pinheiro Guimarães, o número 2 do Itamaraty feito secretário de Assuntos Estratégicos, renomeou os direitos humanos como “direitos humanos ocidentais” e qualificou a sua defesa como uma política que dissimula “com sua linguagem humanitária e altruísta as ações táticas das grandes potências em defesa de seus próprios interesses estratégicos”. O ataque frontal aos direitos humanos é ineficaz e desqualifica o agressor. Os inimigos competentes dos direitos humanos operam de outro modo, pela sua usurpação e submissão a programas ideológicos estatais. O Plano Nacional de Direitos Humanos há pouco anunciado é uma ilustração acabada dessa estratégia. Desgraçadamente, os movimentos e ONGs que falam em nome dos direitos humanos não são apenas cúmplices, mas inspiradores da ofensiva de âmbito internacional.

OBS 3: – Note três termos caros ao geógrafo de cadáveres: “usurpação”, “submissão” e “ideológico”.

A política internacional de direitos humanos nasceu de fato com a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. O texto célebre inscreve-se na tradição da filosofia política das Luzes, que se organiza ao redor do indivíduo. Ele proclama direitos das pessoas, não de coletividades étnicas, sociais ou religiosas. Tais direitos circulam na esfera política, mesmo quando se referenciam no mundo do trabalho ou da cultura. Por esse motivo, a sua defesa solicita, sempre e inevitavelmente, o confronto com o poder político que viola ou nega direitos. A Declaração de 1948 é, essencialmente, um instrumento de proteção dos indivíduos contra os Estados. Não é fortuito que seus detratores clássicos sejam os arautos das utopias totalitárias: o fascismo, o comunismo, o ultranacionalismo, o fundamentalismo religioso.
OBS 4: – Um dos colegas de ideologia de Demétrio Magnoli, Olavo de Carvalho, traduziu um livro de Schopenhauer dando o título de “Como vencer um debate sem ter razão”. Outros traduziram com a “Arte de Ter Razão”. Há inescapável diferença. Schopenhauer nos auxilia a compreender como fazerm os que querem vencer um debate sem ter razão: primeiro generalizam, depois pinçam só os casos que fecham com a tese genericamente apresentada. A generalização está em termos como “indivíduos”. Note que dentre as formas totalitárias não estão os governos golpistas nem os hereditários. Neoliberalismo também não foi relacionados dentre as utopias totalitárias…

Na sua fase heroica, as ONGs engajadas na defesa dos direitos humanos figuravam na lista de desafetos dos Estados, inclusive das democracias ocidentais. Elas denunciavam implacavelmente a censura, a repressão política, as detenções ilegais e as torturas promovidas pelos regimes tirânicos, mas também as violações cometidas pelos serviços secretos das potências democráticas, a pena de morte, a discriminação oficial contra imigrantes, o preconceito racial nos sistemas judiciário e policial. Nada disso servia para a obtenção de financiamentos de governos, instituições multilaterais ou fundações filantrópicas globais. O ramo dos direitos humanos não era um bom negócio.

OBS 5: – Já começa a sair do generalismo e começa a entrar na particularidade: ONGS, classificando-as em apenas duas espécies, as que estão contra e a favor do Estado. Note que é o financiamento e não o trabalho das ONGs que alimentam o conceito de Magnoli.
Dicionário Magnoli: Direitos humanos é apenas um negócio… business its business. Os filmes a respeito da Cosa Nostra, quando os Capos discutem uma retaliação, mostram este conceito na prática, e explicitamente.

O giro estratégico começou há menos de duas décadas, por meio de uma reinterpretação fundamental dos direitos humanos. As ONGs inventaram a tese útil de que os direitos humanos, tal como expressos na Declaração de 1948, representam apenas direitos “de primeira geração”. Eles deveriam ser complementados por direitos econômicos, “de segunda geração”, e direitos culturais, “de terceira geração”. A operação de linguagem gerou um oceano de direitos indefinidos, um livro vazio a ser preenchido pelos detentores do poder de preenchê-lo. Simultaneamente, propiciou a aliança e a cooperação entre as ONGs de direitos humanos e os Estados.

OBS 6: – Na primeira frase já sai atacando nada menos que Noberto Bobbio e seu “A Era dos Direitos”. Aí inventa uma expressão inútil: “tese útil”. Alguém, no uso nromal de suas faculdades mentais inventaria uma tese inútil? Sim, e ele se chama Demétrio Magnoli, o intérprete da Direita Tupiniquim. O que Magnoli quer é que um direito reconhecido não possa ser exigido: mais ou menos assim, a Constituição garante a liberdade de expressão, mas o exercício deste direito não pode ser exigido. Claro, se exigido pelo movimento sociais.  Se exigido pelo poder econômico, deve ser imediatamente obtido.

Sob o amplo guarda-chuva dos direitos “de segunda geração”, quase todas as doutrinas políticas podem ser embrulhados no celofane abrangente dos direitos humanos. A reforma agrária promotora da agricultura camponesa converte-se num direito humano, tanto quanto a coletivização geral da terra, que é o seu oposto, segundo a vontade soberana do poder estatal de turno. O Plano de Direitos Humanos apresentado pelo governo Lula declara o “neoliberalismo”, rótulo falseador usado como referência genérica às políticas de seu antecessor, como um atentado aos direitos humanos. As políticas assistenciais de distribuição de dinheiro transfiguram-se em princípios indiscutíveis de direitos humanos. Aqui ao lado, em nome dos direitos “de segunda geração”, Hugo Chávez destrói meticulosamente aquilo que resta da economia produtiva venezuelana.

OBS 7: – Vou pinçar mais uma “tese inútil”: “A reforma agrária promotora da agricultura camponesa converte-se num direito humano“. Entendeu? Reforma agrária promove agricultura camponesa. Ah se a reforma agrária provocasse evolução mental de geógrafos… Mas não, reforma agrária pode existir como previsão constitucional, mas não pode ser exigida, porque se exigir aí vira direito humano, quase sinônimo de baderna. Outra frase lapidar: “As políticas assistenciais de distribuição de dinheiro transfiguram-se em princípios indiscutíveis de direitos humanos.” E agora como fica aquela “tese inútil” de que o Bolsa Familia foi criado pelo governo do professor Cardoso? O oposto da tese de Magnoli é conhecida, inclusive no meio jurídico: dar a cada um o que é seu; ao pobre a miséria, aos ricos a riqueza. Não caberia, por essa “tese inútil”, ajuda ao Haiti. Em outras palavras, é a mesma tese de Boris Casoy, agora feita por um geógrafo metido a taxidermista. E aí, no final do parágrafo, aparece o fantasma da compulsão noturna de Demétrio Magonoli e da direita em geral: Hugo Chávez. Como disse acima, cria-se uma regra geral e depois busca-se no particular um exemplo para reforçar a tese. Aos que ainda não sabem, o “aqui ao lado” poderia também  ser Alvaro Uribe, da Colômbia, menino dos sonhos da direita envergonhada de dizer seu nome.

Os direitos “de terceira geração”, por sua vez, funcionam como curingas dos tiranos e das lideranças políticas que fabricam coletividades étnicas, raciais ou religiosas. A perseguição à imprensa independente, nas ditaduras e nos regimes de caudilho, adquire a forma da proteção de direitos sociais contra o “poder midiático”. A introdução de plataformas ideológicas no sistema educacional é envernizada com a cera dos direitos culturais. O mesmo pretexto propicia um discurso legitimador para a implantação de políticas de preferências étnicas ou religiosas no acesso aos serviços públicos, ao ensino superior e ao mercado de trabalho. O Plano de Direitos Humanos contém um pouco de tudo isso, refletindo a intrincada teia de acordos firmados entre o governo, os chamados movimentos sociais e redes diversas de ONGs.

OBS 8: – aqui Magnoli se faz de tapete para o patrão. Existe ser mais abjeto que o puxa-saco? Ele põe no liquidificador termos que são verdadeiros fantasmas para a direita hidrófoba, a política de cotas. Um governo que põe em prática políticas que surgem das necessidades sociais, como a cota universitária para negros e os 20% nos concursos públicos para deficientes, são um verdadeiro perigo. Magnoli defende a política espartana que jogava num penhasco as crianças com má formação. Já imaginou se fossem jogados também aqueles com má formação mental!?

A revisão do significado dos direitos humanos empreendida por iniciativa das ONGs esvaziou o sentido original da política internacional de direitos humanos. Eles deixaram de exprimir direitos dos indivíduos reais para se transfigurarem em direitos de coletividades imaginadas. O “negro” ou “afrodescendente” genérico, supostamente representado por uma organização política específica, tomou o lugar do indivíduo realmente esbulhado pela discriminação racial. O “índio” abstrato, “representado” pelo Instituto Sócio-Ambiental, sequestrou a voz do grupo indígena concreto que não tem acesso a remédios ou escolas. O Plano de Direitos Humanos contempla todas as coletividades fabricadas pela “política de identidades”, inclusive as quebradeiras de coco. Ao reconhecimento oficial de cada uma dessas coletividades vitimizadas corresponde uma promessa de privilégios para seus “representantes”, que são ativistas internacionais do próspero negócio dos direitos humanos.

OBS 9: – outra tese inútil, típica de um pensamento perturbado, o conflito entre indivíduo e sociedade, como se fosse possível atender o indivíduo mas não à coletividade, também chamados de direitos difusos. É a inutilidade do Ministério Público, principal defensor dos direitos difusos, que tanta urticária provoca na direita. Demétrio Magnoli não quer uma política para negros, para quilombolas, quer política para o indivíduo… Pelé… Bolsa família, não. Subsídio, isenção, incentivo e perdão para empresário, sim!

Os direitos humanos de “segunda geração” e “terceira geração” diluíram os direitos humanos. As ONGs de direitos humanos incorporaram-se à paisagem geopolítica das instituições multilaterais e seus ativistas ingressaram numa elite pós-moderna de altos funcionários do sistema internacional. Em contrapartida, pagaram o preço de uma renúncia jamais explicitada, mas nítida e evidente, a fustigar as violações de direitos humanos praticadas pelos Estados.

OBS 10: – discurso que lembra Rolando Lero, da Escola do Professor Raimundo. São as tais generalidades etéreas de um causídico enfastiado com o tormento de servir sem ser servido…

A “guerra ao terror” de George W. Bush, com suas operações encobertas de transferência de presos para ditaduras cruéis, suas prisões off-shore e suas técnicas heterodoxas de interrogatório, escapou relativamente incólume do bombardeio das ONGs amestradas. A submissão do sistema judicial da Rússia de Vladimir Putin às conveniências políticas do Estado quase desapareceu dos radares dos ativistas. A vergonhosa deportação dos boxeadores cubanos por um governo brasileiro disposto a violar tratados internacionais precisos não mereceu uma denúncia no âmbito da OEA. O fechamento de emissoras de TV e a nova figura dos prisioneiros políticos na Venezuela não merecem manifestações significativas dos altos executivos de direitos humanos. A agressão recente à blogueira cubana Yoani Sánchez não gera nem mesmo uma protocolar nota de protesto das organizações que redigiram junto com Paulo Vannuchi o Plano de Direitos Humanos. De certo modo, Samuel Pinheiro Guimarães triunfou.

OBS 11: “A “guerra ao terror” de George W. Bush, com suas operações encobertas de transferência de presos para ditaduras cruéis, suas prisões off-shore e suas técnicas heterodoxas de interrogatório, escapou relativamente incólume do bombardeio das ONGs amestradas.” Estadão, Globo, Folha, que abraçaram a causa americana estariam entre as ONGs amestradas. Fui atrás dos artigos do geógrafo Magnoli a respeito da “guerra ao terror” e são só encômios aos EUA. A história dos boxeadores é só mais um exemplo que move pessoas desinformadas e as mal intencionadas. Reportagem da Sportv que entrevistou os boxeadores desmentiu. Estava neste endereço “http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM974527-7824-EXCLUSIVO+BOXEADOR+CUBANO+REVELA+DETALHES+DA+SUA+FUGA,00.html” . Mas o tipo de democracia que a Globo pratica impediu a continuidade dos vídeos, pois desmentiam aquilo que Demétrio, ao melhor estilo Goebbels, insiste em continuar. Da mesma forma, continua a falar do fechamento de TV na Venezuela, mas não fala da Colômbia nem a Honduras do golpista Michelet, que fechou não uma mas vários veículos, faria igual.

– Essa é a direita e seus métodos, suas verdades e suas compulsões. Demétrio Magnoli é apenas mais um proxeneta que, para existir, precisa ser subserviente, capacho!

Demétrio Magnoli é sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP, é colunista de O Estado de S. Paulo.

OBS 12: – Pelo nível de conhecimento demonstrado pelo geórgrafo Magnoli, acho que afinal sabemos quem foi o mentor intelectual do mapa da América do Sul distribuído pelo PSDB em São Paulo.

Geografia pelo Método Magnoli

Geografia pelo Método Magnoli

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: