Ficha Corrida

15/10/2015

Caça ao Lula gigante continua

mpA palhaçada não tem fim. Para o MPF só existe um objetivo na vida da instituição. Não dão um passo que seja em busca de tentativa de envolver Lula em algo que sirva para impedi-lo de se candidatar novamente à Presidência. E a coisa é tão sorrateira que só se fica sabendo porque os “crimes” que lhe são imputados foram “cometidos” por seus antecessores. Portanto, só viram crimes se puderem de alguma forma alcançarem Lula. Quando se trata do PSDB, o MP é um imenso Rodrigo de Grandis, um Mistério Púbico!

Não se pode duvidar que, para condenar Lula, condenem, como fizeram com Sérgio Guerra, o morto Itamar. FHC, por ser do PSDB, como diria Jorge Pozzobom, não corre risco algum. Como sabemos, o PSDB tem imunidade até para traficar.

Essa obsessão doentia precisa ser tratada antes que, aos moldes d’O Alienista, transformem o Brasil numa imensa Casa Verde. Será que não existe um psicotécnico mais eficiente para se aplicado nestes concursos?!

MÔNICA BERGAMO

monica.bergamo@grupofolha.com.br

PALÁCIO DOS CRISTAIS

O Ministério Público Federal abriu inquérito civil para investigar os ex-presidentes Lula, Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco e Fernando Collor de Mello por "possível apropriação indevida de bens públicos". Eles têm até o fim do mês para se defender.

CRISTAIS 2
Lula, FHC, Collor e o espólio de Itamar estão sendo intimados para dizer se levaram do Palácio do Planalto, ao fim de seus mandatos, objetos "entregues por Estados estrangeiros em encontros diplomáticos e outros de natureza pública e institucional" que pertenceriam "à República Federativa do Brasil". Ou seja, de levar dos palácios de Brasília coisas que não lhes pertenciam.

LETRA DA LEI
A ação foi aberta inicialmente contra Lula. Os advogados dele alegaram que a lei 8.394/91 diz que "documentos que constituem o acervo presidencial privado" são "de propriedade do Presidente da República, inclusive para fins de herança, doação ou venda". Ao fim de cada governo, um órgão especializado cataloga, embrulha os objetos e os entrega ao ex-mandatário para que ele os preserve em outro lugar.

TUDO IGUAL
A defesa citava ainda que outros ex-presidentes também levaram objetos que ganharam em seus mandatos para casa ou para seus respectivos institutos. E pediu o arquivamento da ação. Em vez disso, os procuradores estenderam a investigação para todos os ex-presidentes que exerceram seus mandatos depois de 1991, quando a lei dos arquivos foi editada.

TUDO IGUAL 2
O iFHC, instituto de Fernando Henrique Cardoso, diz que desconhece a ação e que o ex-presidente seguiu as regras estabelecidas na lei de acervos presidenciais.

16/03/2014

Assas JB Corp. x José Dirceu

Filed under: Assas JB Corp,José Dirceu — Gilmar Crestani @ 8:36 pm
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Confissão de fraude à lei: “Foi para isso, sim!” – JB 

Há pessoas que nutrem ódio contra quem as ajudou: Barbosa é desse naipe

dom, 16/03/2014 – 17:37

Enviado por IV Avatar

Do blog A Justiceira de Esquerda
José Dirceu tem um Projeto de Nação, Joaquim Barbosa um Projeto de Poder Pessoal

O nome dele ganhava força dentro do partido e nas rodas sociais de Brasília como possível indicado ao Supremo.

“Ele se formou na UnB, tinha uma rede de contatos à esquerda. Não se tratava de lobby, era uma coisa mais despojada”, diz Vera Lúcia Santana Araújo, advogada que também se entusiasmou com a campanha.Joaquim queria muito ser ministro. Assim que soube que Lula pretendia nomear um negro para o STF, Joaquim ligou ao colega de Ministério Público Federal, Aristides Junqueira, ex-procurador-geral da República.

“Ele me ligou dos Estados Unidos e disse: ‘Olha, parece que o presidente da República quer nomear um negro para o STF’. Eu respondi de pronto: ‘Vamos em frente”, diz Junqueira. Foi então que Joaquim buscou a ajuda de Kakay. Queria se apresentar a José – etapa necessária para o sonho do Supremo. O encontro aconteceu em abril de 2003, no restaurante Piantella.

“Os dois são muito formais. Então, o encontro foi protocolar”, diz o intermediário Kakay. “O Zé falou para o Barbosa: ‘Se o currículo do senhor for bom, o senhor será indicado. E quem indica é o presidente Lula’. E ainda criticou o atual sistema de indicação para o STF, em que os potenciais indicados tinham de procurar ministros de Estado para pedir ajuda.”

José gostou de Joaquim.

E encaminhou a indicação ao Senado. Está no papel: no dia 7 de maio de 2003, num despacho oficial assinado por José Dirceu de Oliveira e Silva, ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República:

“A sua excelência, o Senhor Senador Romeu Tuma. Encaminho a essa Secretaria mensagem na qual o Excelentíssimo Senhor Presidente da República submete à consideração dessa Casa o nome do Senhor Joaquim Benedito Barbosa Gomes para exercer o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal”.

O protocolo da indicação estava encaminhado. Duas semanas depois, na sabatina do Senado para referendar sua indicação, Joaquim foi instado a falar o que achava do PT. Mostrou sua simpatia:

“A meu ver, a eleição do presidente Lula configura, talvez, o nosso primeiro caso de real alternância de poder. Falei também (anteriormente) sobre a especificidade do Partido dos Trabalhadores. Trata-se de um partido com uma configuração social-democrata no estilo europeu. É um partido que não renega o modo de produção capitalista, mas tem a preocupação profunda de combater, de corrigir as mazelas do sistema capitalista, de implantar algum tipo de proteção de salvaguarda social”.

Estava feito: José ajudara Joaquim a chegar ao topo.

Fonte: Época

Joaquim Barbosa se apresentando no Senado pela indicação do presidente Lula.

“Imediatamente após a graduação na UnB, prestei concurso para a pós-graduação, para o mestrado da própria Universidade, um mestrado longo, de dois anos e meio, que concluí em meados de 1982. Mestrado em Direito do Estado, cuja dissertação não concluí, à mingua de tempo para escrever a tese.

Mas, seis anos depois, retomei os estudos universitários, desta feita já como Procurador da República e com uma generosa autorização do Dr. Sepúlveda Pertence, hoje Ministro do Supremo Tribunal Federal, na época, Procurador-Geral da República, que me autorizou a ausentar-me do País para cumprir essa jornada de estudos na França, país com o qual desde a adolescência tenho vínculos intelectuais sólidos.

Fui para a França em 1998, cumpri esse programa de pós-graduação bastante longo, onde obtive três diplomas de pós-graduação. O primeiro deles introdutório a um curso de doutorado previsto para alunos estrangeiros, uma espécie de introdução ao sistema jurídico francês.

No ano seguinte, ingressei num curso que chamaria de um mergulho nas instituições e no Direito francês, como se francês fosse, um estudo das instituições francesas, como se eu tivesse como objetivo ali permanecer, embora esse nunca tenha sido o meu intuito”.pág 12
“Em 1973, ganhei na loteria. Fui simplesmente convidado a ingressar no Serviço Gráfico do Senado Federal, onde passei três anos maravilhosos da minha vida, trabalhando de vinte e três a seis horas da manhã para, depois, logo em seguida, freqüentar a Universidade de Brasília. Esse trabalho teve uma importância fundamental na minha formação. Com dezenove anos, tive o privilégio de fazer um trabalho que consistia em compor os diários desta Casa, do Senado Federal.” (…)
“Prestei concurso para o Itamaraty, para oficial de chancelaria, e me transferi para lá, em 1976. Logo em seguida, o Itamaraty me propiciou a possibilidade de fazer a minha primeira viagem internacional, que, certamente, foi um divisor de águas na minha vida.” (…)pag.15
(…)”Em segundo lugar, agradeço imensamente a generosidade das palavras proferidas aqui a meu respeito pelos Senadores Demóstenes Torres, Antonio Carlos Magalhães e Pedro Simon. É uma honra receber de V. Exas palavras tão elogiosas”. pág. 24
(…) “Estrépito midiático este provocado pelo fato de eu ser uma pessoa negra. Assumo ecarrego esse fardo em razão do ineditismo da indicação, mas com a esperança de que, nos próximos dez ou quinze anos, uma indicação como esta seja uma coisa banal”.pág.26
Fonte: Transcrição da Sabatina no Senado

Me causou estranheza em seu discurso, no Senado,  que o nome dos dois primeiros afrodescendentes da história do Brasil no STF não tenham sido mencionados pelo sabatinado,
Embora Tião Vianna PT/AC tenha feito referência:
“Dois mineiros de sua lavra que honraram a história dessa instituição: Hermenegildo Barros e Pedro Lessa foram consagrados mulatos, presentes na Corte brasileira. Há, inclusive, um busto de Pedro Lessa, uma homenagem dos próprios advogados brasileiros, na entrada do prédio do Supremo Tribunal Federal”. Pág.31

Em decreto de 26 de outubro de 1907, do Presidente Afonso Pena, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal, preenchendo a vaga ocorrida com a aposentadoria de Lúcio de Mendonça. Tomou posse em 20 de novembro seguinte.
Seus votos e manifestações no mais alto tribunal do país foram sempre brilhantes fontes de ciência jurídica, contribuindo para a interpretação da Constituição, destacando-se os que permitiram construir a famosa teoria brasileira do habeas corpus, que veio a culminar com o mandado de segurança.
Foi eleito para a ABL na cadeira número 11.

Nunca faltou as sessões do STF. Não compareceu ao casamento da filha porque foi marcado para a mesma hora da sessão do STF.
Em sua gestão foi instalado, sob sua presidência, o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, em 20 de maio de 1932; foi indicado presidente efetivo da Constituinte de 1934.
Foi voto favorável à extradição de Olga Benário
Encontrei a explicação do Ministro Joaquim Barbosa sobre meu estranhamento, abaixo:
Festejando sua indicação, Barbosa Gomes foi o primeiro a reconhecer o simbolismo de sua ascensão.
“Vejo como um ato de grande significação que sinaliza para a sociedade o fim de certas barreiras visíveis e invisíveis”, disse. “Posso vir a ser o primeiro ministro reconhecidamente negro”, completou.
E eu pensando sobre o que é “reconhecidamente negro". Esta parte em itálico, me deixou em dúvida se faz parte da fala de JB ou do autor do texto):
Isso porque, na história do STF, já houve dois negros – um mulato escuro, Hermenegildo de Barros, ministro de 1919 até a aposentadoria, em 1937, e outromulato claro, Pedro Lessa, ministro de 1907 até sua morte, em 1921. Ambos nasceram no interior de Minas Gerais, como Barbosa Gomes, mas nenhum era“reconhecidamente negro” nem de origem tão humilde – o que empresta à indicação de agora um simbolismo ao mesmo tempo étnico e social.
Fonte: revista de fofocas, segundo jornal inglês

Há pessoas que nutrem ódio contra quem as ajudou: Barbosa é desse naipe | GGN

12/10/2013

Tem muito invejoso com o rabo entre as pernas e os pés, os quatro, no chão…

Filed under: Lulinha — Gilmar Crestani @ 9:51 pm
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Filho de Lula processa funcionário do Instituto FHC e mais cinco por ataques na Internet

O escritório de advocacia Teixeira, Martins & Advogados, em nome de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, entrou com representação  junto ao 78º Distrito Policial (DP) de São Paulo, contra pessoas que, pela internet, acusaram-no de ser dono de fazendas e aeronaves.

A representação foi feita no último dia 2 de outubro. Na sequência foi instaurado inquérito e, nos próximos dias, serão convocadas seis pessoas para prestar depoimentos. Dentre elas, Daniel Graziano, responsável pelo site Observador Político, do Instituto Fernando Henrique Cardoso.

A acusação não é contra o site em si, mas contra um comentário específico postado por um leitor cadastrado. Daniel será intimado a identificar o autor do comentário.

Na representação, os advogados juntaram a chamada materialidade do crime – notas e comentários devidamente registrados em cartório. O passo seguinte será identificar os autores finais. A partir daí, partir para a denúncia.

É a primeira atitude mais enérgica da família Lula contra os ataques sistemáticos que vêm sofrendo pela internet desde 2006. Neste momento, a reportagem principal do site Observador Político tem como título: “O brasileiro não se importa de ser severamente enganado”.

NOTA DO ESCRITÓRIO TEIXEIRA, MARTINS & ADVOGADOS

Polícia abre inquérito para apurar calúnia e difamação contra Fábio Lula

A delegada Victoria Lobo Guimarães, titular do 78º Distrito Policial da Cidade de São Paulo, instaurou inquérito policial para apurar a ocorrência de crimes contra a honra de Fábio Luis Lula da Silva. A delegada Victoria recebeu no dia 2 de outubro de 2013 representação dos advogados de Fábio Lula, pedindo a investigação de seis publicações na internet com conteúdo mentiroso e ofensivo. Fábio não é e jamais foi dono de qualquer fazenda ou de aeronave.

Os seis responsáveis pelas publicações já tiveram suas intimações expedidas pela delegacia e deverão ser ouvidos nos próximos dias.

“Estas publicações absurdas que têm surgido na internet, pretendendo vincular o nome do Fábio à compra de bens de elevado valor, caracterizam conduta criminosa e serão sempre levadas ao conhecimento das autoridades para as providências legais cabíveis”, afirma Cristiano Zanin Martins, um dos advogados que assina a representação.

Teixeira, Martins & Advogados

Filho de Lula processa funcionário do Instituto FHC e mais cinco por ataques na Internet | Diário do Centro do Mundo

23/07/2013

Boilensen vive dentro de cada brasileiro que é contra mais médicos para pobres

Filed under: Chaim Litowski,Cidadão Boilesen,Henning Boilesen — Gilmar Crestani @ 8:18 am
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Boilensen: o canalha que veio fazer no Brasil o que não podia fazer na Dinamarca

Paulo Nogueira 22 de julho de 2013

O empresário que financiou a repressão na ditadura  teve que deixar a Escandinávia para soltar seus demônios.

Um canalha, em suma

Um canalha, em suma

Por sugestão de um amigo do Diário, NX, assisti ontem ao bom documentário Cidadão Boilesen, de Chaim Litowski.

Num momento em que o Brasil reflete tanto — e com tamanho atraso se comparado a vizinhos como a Argentina — sobre a ditadura, ver Cidadão Boilensen é altamente recomendável. (Vou deixá-lo no pé deste artigo.)

Henning Boilesen, em suma, foi um canalha.

Ele não apenas financiou a brutal repressão da Oban em São Paulo como, segundo relatos confiáveis, era espectador sádico de sessões de tortura.

Boilensen era presidente de uma empresa de gás, o grupo Ultra. Militantes perceberam que em muitas ações da Oban havia caminhões da Ultragaz nos arredores das casas vasculhadas.

Era Boilensen quem fornecia os caminhões, usados pelos agentes policiais. (Octavio Frias, da Folha, soube-se depois, também cedia à Oban peruas do jornal para a perseguição a suspeitos.)

Bem, para encurtar, militantes se vingaram e o executaram em São Paulo. O documentário mostra que ele recebeu avisos da polícia política de que estava na mira, e ofertas de segurança, mas as rechaçou num gesto de machismo obtuso e letal.

Queria sublinhar uma coisa que me chamou a atenção.

O documentário foi à Dinamarca natal de Boilensen para reconstruir seu perfil.

Um entrevistado disse o seguinte: Boilensen tinha um demônio dentro de si que o sistema brasileiro permitiu que florescesse.

Nosso sistema.

Na Escandinávia, ele não poderia fazer o que fez. Seria socialmente um pária. Seria rejeitado. Teria, em suma, que se ajustar e melhorar, ou seria excluído do convívio da sociedade dinamarquesa por ser uma aberração nociva aos demais.

O Diário luta pela escandinavização do Brasil, como nossos leitores sabem.

Um sistema social saudável como o escandinavo não permite que surjam Boilensens.

Também não permite que a mídia corporativa atrase tanto o avanço do país – pagando impostos ridiculamente baixos e lutando contra coisas vitais como o fim de monopólios e oligopólios — apenas para manter seus privilégios.

É por coisas assim que o Diário renova aqui, mais uma vez, seu compromisso de ajudar o Brasil a se tornar mais escandinavo.

Sobre o autor: Paulo Nogueira Veja todos os posts do autor Paulo Nogueira

O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Boilensen: o canalha que veio fazer no Brasil o que não podia fazer na Dinamarca | Diário do Centro do Mundo

16/06/2013

A fruta, podre, não cai longe do pé

Filed under: Abril,Giancarlo Civita,Rogério Zagallo — Gilmar Crestani @ 7:41 pm
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A Veja e seus assinantes se merecem.  Foram feitos um para o outro. Mas há remédio, e a lista é grande, para esta paranoia contra movimentos sociais,  AQUI

A cobertura homicida dos protestos de SP feita pela Veja

Paulo Nogueira 16 de junho de 2013

Os manifestantes são chamados de ‘terroristas’, ‘vândalos’ e ‘vagabundos’ —  e um artigo no site sugere passar ‘fogo neles’.

Gianca com o pai

Gianca com o pai

Por um curto período, respondi a Giancarlo Civita na Abril.

Eu era diretor superintendente das revistas masculinas da Abril, na época, começo dos anos 2000.

Gianca, hoje com 50 anos, era um chefe de cabeça muito mais arejada que a média dos comandantes da Abril.

Lembro uma vez que o alto comando da Abril ficou indignado porque a Vip, então em minha órbita, publicou um artigo de humor sobre como montar uma suruba.

Era um artigo que não ‘cabia’ na arvorezinha da Abril, conforme se falava naqueles dias quando aparecia algum texto que fugisse do convencional.

Os queixumes chegaram a mim, e fui conversar com Gianca. Ele riu.

Tinha mente aberta: como seu irmão caçula, Titi, chefiara a MTV, muito mais liberal em costumes que a Abril.

Fiz esse introito porque me pergunto se Gianca e Titi concordam com a cobertura que a Veja vem dando em seu site às manifestações de protestos de jovens paulistanos.

É uma cobertura odiosa e que incita à violência policial ao se referir aos manifestantes como ‘terroristas’, ‘baderneiros’, ‘vândalos’, ‘vagabundos’ e ‘remelentos’.

O tom remete ao do promotor Rogério Zagallo, que disse que se a tropa de choque atirasse nas pessoas que o prendiam no trânsito ele trataria de arquivar o inquérito em sua jurisdição.

Não vou entrar no mérito da desconexão com a sociedade: como mostra o Datafolha, a maioria expressiva dos paulistanos apoia os protestos mesmo enfrentando, eventualmente, algum transtorno pessoal, como um trânsito parado.

Não vou me deter nessa desconexão, repito, embora todos saibamos quanto faz mal a uma publicação ir tão acintosamente contra um movimento a que as pessoas são favoráveis.

(Lembremos quanto a Folha lucrou ao apoiar o movimento Diretas Já, e quanto a Globo ficou manchada em sua reputação por ignorá-lo.)

Vou me limitar à cobertura escabrosa, em si.

Titi é agora a voz da Abril

Titi é agora a voz da Abril

É o triunfo da ignorância radical, do conservadorismo desvairado, do reacionarismo enraivecido e da violência jornalística.

Gianca, hoje no lugar do pai como presidente, lê isso? E Titi, como responsável pela voz da casa?

Por textos nesse tom destrutivo a Veja acabou se tornando, como notou a Forbes ao falar da morte de Roberto Civita, uma das publicações mais odiadas do Brasil.

É incrível, mas até os anos 1990 a Veja era uma revista intensamente admirada.

Perdeu o pé com a entrada de Lula. Isso já foi falado no Diário algumas vezes. A perda de pé estava ligada a Roberto Civita. Ele se tornou obcecado com Lula num grau que o fez transformar o que fora uma grande revista num panfleto desprezível.

A questão é que a revista já está sob nova administração, a de Gianca e Titi.

Vai continuar do mesmo jeito?

O ódio extremo jorra do blog de Reinaldo Azevedo, uma aberração. Os adjetivos que usei alguns parágrados atrás estão todos em seu blog.

Já seria um problema, em si. Mas a coisa ganha ainda mais dimensão pela influência sinistra que Azevedo exerce sobre os outros dois blogueiros da Veja, Augusto Nunes e Ricardo Setti. Ambos, num comportamento de manada, basicamente reforçam o que Azevedo escreve.

Setti reproduziu em seu blog um artigo do publicitário Neil Ferreira que manda dar ‘fogo neles’, os manifestantes.

“São Paulo está sob intenso ataque, numa guerra suja e covarde, que a mídia assustada chama de ‘Protesto’”, diz o artigo (?) copiado e colado por Setti. “Protesto uma pinoia: terrorismo.”

Vamos entender.

Se a percepção de “terrorismo” se consagra – o que não vai acontecer, felizmente – estará justificado o assassinato dos manifestantes.

Não acredito que o jovial Gianca, a quem respondi por algum tempo, compartilhe ideias tão selvagens, tão perigosas – e que além do mais são tão amplamente rejeitadas pelas pessoas.

Também não acredito que Titi concorde com tanta brutalidade jornalística.

Mas eles, os herdeiros do pai, estão assinando, indiretamente, essas barbaridades.

Sobre o autor: Paulo Nogueira Veja todos os posts do autor Paulo Nogueira

O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

A cobertura homicida dos protestos de SP feita pela Veja | Diário do Centro do Mundo

27/03/2011

Com todo respeito, Dilma não é Miriam Dutra

Filed under: Estadão,Instituto Millenium — Gilmar Crestani @ 9:56 am
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Vestido de cupido, mas parecendo urubu, Nelson Motta quer exilar Dilma. Afinal, foi isso que aconteceu com a jornalista da Globo, Miriam Dutra, que, ao engravidar de representante da Globo no Planalto, foi passear na Espanha às custas sabe-se lá de quem. A tentativa da direita de fazer uma pedra boiar é de dar pena. Que ninguém se admire se a Globo botar FHC num big brother, ou pendurar uma abóbora no pescoço dele e levá-lo ao Fantástico. O PIG não difere, seja no Rio seja em São Paulo, por uma simples razão. Estão todos conluiados entorno do Instituto Millenium. Tiram as diretrizes em comum acordo e soltam seus colonistas amestrados para plantar abobrinhas. A diferença é que enquanto entre FHC e Lula há amor e ódio, a velha mídia reunida no Instituto Millenium só tem ódio. Deixem “the man” em paz!

O poder dos sentimentos

25 de março de 2011 | 0h 00

Nelson Motta – O Estado de S.Paulo

A relação de amor e ódio entre Lula e Fernando Henrique já foi estudada em um livro de Paulo Markun com o sugestivo título de O sapo e o príncipe. Mas, além de um estudo psicanalítico, esse caso passional daria um romance.

Sim, os políticos também amam, também sofrem com rejeição e abandono, com ciúmes e traições. Eles tem paixão pelo poder, mas também outros amores, ambições e frustrações, da carne e do espírito. Lula e Fernando não são exceção.

Nem Dilma. Com todo respeito.

Mesmo na solidão do Planalto, ou por isso mesmo, quem sabe o seu coração não bate mais forte por alguém? Por um amor impossível e platônico? Ou por alguma fantasia, afinal, ela é presidente mas é mulher. E por que não uma relação amorosa plena? Ela teria todo direito. Marta Suplicy trocou de marido quando era prefeita e, de novo, como senadora. Por que a presidenta seria diferenta? Se Itamar namorava, por que ela não poderia?

Ao contrário de Lula, Dilma tem sido gentil, generosa e simpática com Fernando. Já fez reconhecimentos públicos de méritos de seu governo e cada vez faz menos criticas à sua administração. Conversou animadamente com ele em uma solenidade e o convidou a visitá-la, não só com o seu partido, mas também sozinho. Depois, no banquete de Obama, todo mundo viu o clima que rolou entre eles, brindando entre sorrisos e charmes. O velho professor continua em forma, a nova presidenta parecia encantada. Depois, ele falou maravilhas dela para a imprensa.

Dilma está mais segura, emagrecendo, melhorando o visual, tentando adoçar seu estilo duro e discreto. Mas as duronas também amam. E como! É um clássico de Hollywood. Dilma é, tem que ser para ter chegado aonde chegou, uma mulher forte e intensa, que pode ser muito atraente para senhores maduros apaixonados pelo poder.

Não seria nenhum absurdo se Dilma e Fernando quisessem se conhecer melhor. Ela poderia trocar ideias e afetos com um homem inteligente, culto e charmoso e não ficaria restrita às opiniões do círculo intimo palaciano. E de Lula, que morreria de ciúmes. Seria uma espécie de Romeu e Julieta maduro – mas com final feliz.

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