Ficha Corrida

30/07/2016

A caçada ao grande molusco, visto da Argentina

Filed under: Henfil,Lula,Página12,Perseguição — Gilmar Crestani @ 10:08 am
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OBScena: Henfil, falecido em1988, antes das eleições que a Rede Globo manobrou para eleger Collor, profetizou o funcionamento da delação premiada em relação ao Lula 

LULA (8)A Olimpíada no Brasil servirá para introduzir uma nova modalidade: caça ao grande molusco.

Se levarmos em conta o momento PÓlitico do Brasil, José Maria Marin deveria entregar a medalha ao vencedor.  Por esta mesma lógica, Aécio Neves deverá entregar as medalhas aos atletas russos. São muitos os concorrentes, todos patrocinados pelos Instituto Millenium, mais intoxicado que atleta russo.

A competição nacional do momento, observada até pela ONU, é quem será o vencedor na corrida para prender Lula. Galvão Bueno entregará uma estatueta ao vencedor.

La revancha judicial contra Lula

El juez federal Ricardo Soares Leite abrió ayer un proceso contra Lula al hacer lugar a la denuncia presentada hace meses por la Procuraduría General de la República, que lo acusa de intentar silenciar a un ex gerente coimero.

Por Darío Pignotti

Desde Brasilia

La respuesta (revancha) judicial no se hizo esperar. Un día después de que Luiz Inácio Lula da Silva denunció ante la ONU ser víctima de la arbitrariedad del juez Sergio Moro, a cargo de la causa por el “Petrolao”, un juzgado de Brasilia abrió una causa en su contra que de prosperar, podrá impedirle postularse en las elecciones de octubre de 2018.

Al tomar conocimiento de la decisión del magistrado de la primera instancia brasiliense Lula explotó. “Ya me cansé (…) yo ya se cual es el objetivo de todo esto, quieren sacarme de la carrera presidencial”.

Durante un encuentro organizado por el sindicato de los bancarios en San Pablo, con el aval de la Central Unica de los Trabajadores (CUT), Lula avisó que va a plantar cara ante el asedio judicial. “Les voy a confesar algo, cuando ocurren estas provocaciones me da un escozor” y más voluntad de seguir en la pelea, desafió el fundador del Partido de los Trabajadores (PT) y la CUT.

Se trata del dirigente con mayor intención de voto según las encuestas de los últimos meses, a pesar del desgaste de la imagen de Lula debido a las denuncias judiciales y mediáticas en su contra. “Lo único que pido es respeto, que la prensa no me juzgue y me condene a través de los titulares” afirmó.

El juez federal Ricardo Soares Leite abrió ayer un proceso contra Lula al hacer lugar a la denuncia presentada hace meses por la Procuraduría Genera de la República que lo acusa de intentar silenciar a Néstor Cerveró, un ex ejecutivo de Petrobras condenado por corrupción. Esta es la primera vez que Lula es procesado, pero no se descarta que en cualquier momento se le inicie otra causa, esta vez en el foro federal de Paraná donde despacha Moro, o “super Moro” como lo apodaban en las marchas multitudinarias por el “impeachment” de la presidenta suspendida Dilma Rousseff.

El caso es que Lula se convirtió en sospechoso en un proceso en el que también fue acusado el ex senador Delcidio de Amaral, que fuera jefe de la bancada oficialista durante el gobierno dilmista. Lula y Amaral son sospechados de haber intentado convencer a Néstor Cerveró que desista de revelar ante la justicia la red de sobornos y contratos amañados montado en perjuicio de la estatal Petrobras. El ex senador, ex miembro del PT y antiguo aliado de Lula, Delicidio Amaral, fue grabado cuando ofrecía favores para que Cerveró mantuviera silencio. Finalmente Cerveró entregó esa grabación a la Justicia y fue beneficiado con la “delación premiada” .

Otros procesados por “obstruir a la Justicia” son el empresarios Carlos Bumlai y el banquero André Esteves, que habrían demostrado su intención de financiar una supuesta fuga del ex gerente de negocios internacionales de Petrobras Cerveró. Así, el ex gerente Cerveró, a quien se le descubrieron decenas de millones de dólares cobrados por coimas, fue beneficiado con la libertad, de la que goza en su mansión del interior de Rio de Janeiro.

Transcurridos dos años y tres meses de iniciada la publicitada causa “Lava Jato”, sobre las estafas contra Petrobras, los ejecutivos “arrepentidos” purgaron penas que por lo general no superaron el año de prisión y fueron liberados como recompensa a las acusaciones que, en general, imputan a dirigentes del PT. Si las delaciones incluyen a Lula los condenados reciben sus premios mayores. Igual que ocurrió meses atrás, cada vez que Lula asume alguna iniciativa política, varios jueces actúan en colusión, sincronizadamente, para neutralizarlo.

En marzo, cuando Dilma lo designó jefe del gabinete, el juez Moro entregó al grupo Globo una grabación obtenida ilegalmente, en la que la presidenta y su correligionario acordaban adelantar el nombramiento. La interpretación oblicua de la conversación y su reproducción incompleta, avivó la ira de las clases medias, que salieron a las calles pidieno la guillotina contra Lula y todos los petistas. Simultáneamente varios jueces de diferentes estados ,incluso de Brasilia, movieron acciones para impedir que el líder petista asuma como ministro, y finalmente nunca pudo ocupar su puesto en el gabinete.

Las violaciones de la privacidad de Lula y la parcialidad de los jueces están entre los fundamentos de la denuncia presentada ante el Consejo de Derechos Humanos de la ONU por el abogado Robertson, especializado en las cortes internacionales, que defendió al escritor indio Salman Rushdie y al fundador de Wikileaks, Julian Assange.

Página/12 :: El mundo :: La revancha judicial contra Lula

16/06/2016

Entenda porque Lula deve ser caçado como um cão sarnento

Existe força tarefa para investigar Lula, seus filhos, netos e amigos. Não sobrou ninguém nem para reunir as informações já entregues de mão beijada pela Suíça e pelos delatores sobre a cleptocracia que tomou de assalto o Planalto Central. Aliás, pari passu com o “Somos Todos CUnha” deveria haver um “Somos Todos Rodrigo De Grandis”. Não está na hora dessa gente devolver todo dinheiro gasto nestes anos todos de caça ao grande molusco? São mais de dez anos de monitoramento, investigação, grampeamento, condução coercitiva, recolhimento de computadores e documentos sem que haja uma única denúncia juridicamente válida?

Qualquer pessoa neste mundo que passasse dez anos sendo investigada teria algum indício de algum mau procedimento. Mas ninguém, em qualquer parte do mundo e em qualquer tempo, mantém tamanha obsessão. Então, a única coisa que me vem a mente para explicar esta caça obsessiva, é o ódio de classe. A construção do ódio social pela velha mídia, capitaneada pela Rede Globo e levado ao paroxismo pela Veja, tem uma explicação: criar uma cortina de fumaça para que nada aconteça a quem usa heliPÓptero para traficar. Não haja investigação sobre coronéis como Michel Temer, FHC, José Sarney, Renan Calheiros, Eduardo CUnha. Enquanto perseguiam Lula e sua família, esses larápios dilapidavam o patrimônio público. Ao invés de dar força à Dilma para continuar investigando, detonaram-na diuturnamente nos múltiplos veículos a serviço dos patos da FIESP.

Compare-se o que já existe a respeito do Aécio Neves e o que dizem do Lula! Não há termo de comparação. Mas o Napoleão das Alterosas é tratado como se fosse um príncipe herdeiro da Casa Windsor. Já passam de 15 delações apontando Aécio Neves, a ponto do Sérgio Machado, que militou no PSDB, dizer que todo mundo conhece os esquemas do toxicômano, e que seria o primeiro a ser comido… Agora se descobre que foi Aécio quem inventou o esquema também posto em prática por Eduardo CUnha. Aliás, falar em compra de deputado, no PSDB, desde a reeleição de FHC, é redundância. E nada. Apesar da longa ficha corrida, continua livre, leve e solto, cantando desabridamente, tá tranquilo, tá favorável… A pergunta que quer calar é até quando Gilmar Mendes conseguirá blindar Aécio?!

Mas há um ponto favorável na blindagem do Aécio pela plutocracia. Graças aos esforço hercúleo com que o protegem pode-se saber quem faz parte dessa cleptocracia. Ao blindarem e darem voz ao playboy mimado, chegou-se ao golpe que derrubou uma pessoa honesta. E por ser honesta. Agora, com as delações, fica-se sabendo que todas as listas que apareceram eram, como se dizia antigamente, fichinha… Temos de agradecer a obsessão em derrubarem Dilma e caçarem Lula a revelação desta imensa matilha, ou seria quadrilha, que sempre contou com a proteção da Rede Globo e sua filias, e a leniências das instituições que estão obcecadas pela prisão do Lula. Não importa que todos estes esquema de corrupção tenham surgido e se profissionalizados nas duas gestões de FHC, importa jogar a culpa pra cima do Lula. Sobejam informações de como foi montada a captura de FHC pela Rede Globo, via Miriam Dutra. A tal ponto que um gran tucano, Semler, ter escrito há já mais de ano, que nunca se roubou tão pouco. Mas, não, os pedalinhos dos filhos e netos do Lula são prova que a compra da reeleição é culpa do Lula, que os esquemas de corrupção na Petrobrax ainda nos governos FHC eram do conhecimento do Lula.

Cai o circo da hipocrisia. Todo mundo lá. Menos Dilma e e Lula, não é?

Por Fernando Brito · 15/06/2016

delata

Não há muito o que dizer depois da divulgação do depoimento de Sérgio Machado, ex-diretor da Transpetro.

A fábrica de salsichas de política real foi aberta e viu-se a massa que mistura o são e o nojento na formação da pasta que a compõe.

Há de tudo ali: dinheiro que serviu para o enriquecimento pessoal, recursos que serviram para comprar apoio do outros políticos, verbas para campanhas eleitorais milionárias e trocados para campanhas modestas, num cenário de mercantilização das eleições fez centenas de milhares de reais serem quantias modestas.

Há a corrupção histórica, própria dos canalhas e é a corrupção inevitável feita por um sistema eleitoral em que é – ou era – “legal” que um candidato pudesse receber milhares ou milhões de reais de uma empresa.

Ainda não é o pior, porque o pior está por vir.

Abriu-se a caixa de Pandora e a vintena da lista de Machado não é nada perto do que, se o fizerem, do rol que sairá das delação das empreiteiras.

Mas já coloca Michel Temer na situação de explicar, aos gaguejos, que não pediu e, adiante, ser desmentido com a prova do encontro com Machado. Tanto que que saiu pela tangente, dizendo que não pediu doações ilegais. Ilegais.

Renan, Sarney, Jucá, os sócios “beneméritos” da lista, ganhavam mesada. Os “esquerdistas” ganhavam uma “merreca”, na forma de doação. “Os políticos sabiam que o dinheiro vinha de empresas que prestavam serviços à Transpetro”, diz Machado para justificar colocar todos no mesmo saco.

Aécio sai com  trechos da delação colados em sua testa, pela farta distribuição de dinheiro a seus aliados e a “bolada” destinada a ele, pessoalmente, vinda daqui e do exterior.

Mas há dois nomes importantes.

Não por estarem na lista, mas por não estarem citados em momento algum.

Nomes que eram, diretamente, os responsáveis por manter Sérgio Machado no cargo, ainda que indicado pelo PMDB.

São exatamente Lula e Dilma.

Apontados como vilões, são dos poucos a quem, mesmo os delatores mais dispostos a tudo para salvar a pele, não apontam o recebimento de vantagem em dinheiros.

Cai o circo da hipocrisia. Todo mundo lá. Menos Dilma e e Lula, não é? – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

31/12/2015

Ressurgem fascismo no Brasil & Ku Klux Klan nos EUA

Estava escrito na marcha dos zumbis, o fascismo está renascendo, e ainda mais violento. Vimos como tudo isso aconteceu. Primeiro deram o nome de Primavera Árabe. Foi assim que as manifestações correram Egito, Líbia, Síria, Ucrânia, Venezuela e Brasil. Coincidentemente, todos países produtores de petróleo e, via de consequência, todos com participação dos EUA.

O racismo de matriz norte-americana brotou com força neste 2015. Foram vários episódios, uma mais estarrecedor com o outro. Como pano de fundo, a ideia vendida pela Rede Globo, para combater as cotas raciais, via Ali Kamel, de que “Não Somos Racistas”.

No Brasil FHC e José Serra, num convescote em Foz do Iguaçu, prometeram à Chevron que lhe entregariam a Petrobrax. Como sabemos, fica no Paraná a Meca dos adoradores da Petrobrax.

Como o impeachment subiu no telhado, e Aécio Neves é um banana que já deu cacho, vazou mais um malfeito do Napoleão das Alterosas, que virou um verdadeiro dossiê Aécio Neves. E este vazamento tem a ver com o limpa trilho da Folha com vistas a viabilizar o desfile de seu eterno candidato.

A onipresente bandeiro dos EUA alimentando o ódio fascista no Brasil!

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O ressurgimento da Ku Klux Klan no ano de seu 150º aniversário

Arturo Wallace BBC Mundo -30 dezembro 2015

Image copyright AP Image caption Capuzes brancos e cruzes em chamas são símbolos conhecidos da Ku Klux Klan, a maior e mais antiga organização supremacista branca dos EUA

"Tentam destruir a Klan desde seu nascimento, em 1865. Mas 150 anos depois continuamos aqui."

Quem fala assim é James Moore, ou "Kludd Imperial" – título equivalente ao de capelão – dos Cavaleiros Brancos Leais da KKK, enquanto se dirige aos presentes a um encontro da Ku Klux Klan na zona rural do Alabama, nos EUA.

Pouco depois, Moore diria que a mais conhecida organização supremacista branca do mundo conseguira 20 novos membros durante aquele evento.

A cena, registrada no documentário da BBC "KKK: a luta pela supremacia branca", se deu quando ainda faltavam alguns meses para o 150º aniversário da organização, fundada em 24 de dezembro de 1865.

Um século e meio depois de seu nascimento, a Ku Klux Klan parece estar recuperando certo protagonismo.

Image caption Grupo de simpatizantes da KKK se reúne no Alabama, no sul dos EUA

A organização está longe dos números que alcançou na década de 1920, mas diz estar recrutando cada vez mais integrantes para a "guerra de raças" que, 150 anos depois da Guerra de Secessão, parece estar em curso nos EUA.

A "ameaça islâmica" – para a KKK exposta em ataques como o de San Bernardino, na Califórnia, onde morreram 14 pessoas – e a chegada de imigrantes não brancos proporcionaram novos inimigos à organização, e, com eles, cada vez mais simpatizantes.

E muitos integrantes se sentem legitimados pelo discurso de políticos como o pré-candidato republicano à Presidência Donald Trump, que já defendeu a expulsão de todos os imigrantes latinos ilegais do país e a proibição da entrada de qualquer muçulmano.

Image copyright EPA Image caption Muitos acreditam que a retórica incendiária de políticos como Donald Trump acabe legitimando grupos racistas como a KKK

Mas o que é a KKK, e até que ponto se deve levar a sério essa organização e seus membros, que costumam queimar cruzes vestidos com capuzes brancos?

Supremacia branca

Historiadores apontam que a Ku Klux Klan foi fundada no Tennessee pouco depois da guerra civil americana, ou Guerra de Secessão (1861-1865), por um grupo de ex-soldados confederados (da região sul do país, derrotada no conflito). O nome foi inspirado na palavra grega para círculo: kuklos.

Originalmente concebida como um clube recreativo, a KKK rapidamente começou a atuar de forma violenta para intimidar populações negras do sul dos EUA e garantir a supremacia dos moradores de raça branca.

Image copyright Getty Image caption O filme clássico "O Nascimento de uma Nação", de D.W Griffith, marcou o primeiro "renascimento" da KKK

E, segundo a organização de direitos civis SPLC (South Poverty Law Center), houve elementos que deram mística ao grupo e contribuíram para sua popularidade: "títulos ridículos" (a autoridade máxima da KKK recebe, por exemplo, o nome de "mago imperial"), roupas com capuzes, ações noturnas violentas e a ideia de que o grupo era parte de um "império invisível".

Depis de um curto e violento período, a organização considerada pela Liga Antidifamação como "o primeiro grupo terrorista dos EUA" se desfez como resultado da pressão do governo federal, mas teve seus objetivos garantidos pela manutenção de leis segregacionistas no sul do país.

Na década de 1920, contudo, a crescente imigração católica e judia e a popularidade do filme "O Nascimento de uma Nação", de 1915, em que a KKK aparece como "mocinho" da história, contribuíram para o renascimento do grupo.

Ainda segundo a SPLC, quando a KKK organizou uma enorme marcha em Washington em 1925, o grupo tinha quatro milhões de membros e forte influência na política de Estados do sul dos EUA.

Image copyright Getty Hulton Archive Image caption A influência da KKK na vida política dos EUA era notável na década de 1920

"Uma série de escândalos sexuais, disputas internas por poder e investigações jornalísticas rapidamente reduziram sua influência", afirma a SPLC, fundada em 1971 para combater de forma legal as organizações supremacistas.

Direitos civis

A luta por direitos civis na década de 1960 resultaria em um interesse renovado pela filosofia do grupo, como o nome da KKK, roupas, rituais e práticas sendo adotados por diferentes grupos. Logo houve um novo recuo, resultado de mais disputas internas, julgamentos e infiltrações por parte de agências de governo.

"Desde sua criação, a Ku Klux Klan passou por vários ciclos de crescimento e colapso, e em alguns desses ciclos a KKK foi mais radical que em outros", afirma a Liga Antidifamação, conhecida pela sigla em inglês ADL.

Image copyright Getty Image caption A KKK mantém presença forte nos Estados do Sul dos EUA

"Mas em todas as suas incarnações, ela manteve sua herança dupla de ódio e violência", diz a organização, que estima haver hoje cerca de 40 filiais da KKK nos EUA, com 5.000 membros

A SPLC calcula esse número entre 5.000 e 8.000, "divididos entre dezenas de organizações diferentes – e muitas vezes antagônicas – que usam o nome da Klan."

Segundo a entidade de direitos civis, enquanto algumas dessas expressões da KKK são abertamente racistas, outras "procuram esconder seu racismo sob o manto de ‘direitos civis para brancos’".

A lista de inimigos da KKK também se ampliou pouco a pouco, para incluir não apenas negros, judeus e católicos (ainda que estes últimos tenham sido reconsiderados na década de 1970), mas também homossexuais e diferentes grupos de imigrantes, diz a ADL.

Guerra racial

"Os Estados Unidos nasceram como uma nação cristã e nossos valores cristãos estão sendo atacados", resume um membro da KKK, coberto pelo tradicional capuz branco, no documentário "KKK: A luta pela supremacia branca".

"Somos pessoas normais, viemos de todos os setores: um é professor de escola, outro trabalha em um hospital, há vários políticos", afirma James Moore, o "Kludd Imperial" dos Cavaleiros Brancos Leais.

Image copyright AP Image caption Um século e meio depois, integrantes da Ku Klux Klan continuam pregando sua "guerra de raças" nos EUA

"Nós, brancos, estamos infelizmente perdendo esta guerra, mas os brancos irão acordar. Uma pequena unidade militar pode derrotar os negros em questão de semanas, e a maior parte de nossa gente vem das Forças Armadas. Vamos retomar os EUA", afirma no documentário da BBC, transmitido pela primeira vez em outubro.

Em uma primeira análise, a ameaça pode parecer uma simples bravata amparada pela primeira emenda da Constituição americana, que garante a liberdade de expressão e acaba protegendo a KKK e seus membros – desde que não promovam violência.

Mas é fato que essa filosofia não deixa de ter consequências reais.

Para integrantes da KKK como Charles Murphy – "Grande Dragão" da KKK para a Carolina do Sul –, provocar essa "guerra de raças" foi o objetivo declarado do jovem Dylann Roof, que em junho matou nove pessoas em uma igreja frequentada por negros em Charleston.

Roof não tinha relação com a KKK, mas, segundo Murphy, "foi isso (provocar guerra racial) que ele disse que queria".

"Se (os negros) querem uma guerra de raças, que demos uma a eles antes que eu morra. Quero poder ver isso", acrescenta o integrante da KKK no documentário.

Legitimidade

Por esses e outros motivos, o presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou após o ataque em Charleston que o país "ainda não se curou do racismo".

E mesmo que nenhum político americano endosse abertamente atos racistas ou a própria KKK, há quem veja com preocupação os rumos da atual pré-campanha presidencial no país.

Image caption A KKK diz que a adesão à organização vem crescendo nos EUA

O ex-líder da KKK David Duke, por exemplo, celebrou publicamente as propostas de Trump, e o descreveu como o melhor entre todos os pré-candidatos republicanos à Casa Branca.

Em entrevista publicada em 23 de dezembro em seu canal no YouTube, Duke – que se afastou da KKK em 1980, depois de uma tentativa frustrada de modernizar a organização – disse que Trump é até mais radical do que ele.

"Muitos grupos da KKK procuram se aproveitar do medo e da incerteza usando sentimentos xenofóbicos para fins de recrutamento e propaganda", alertou recentemente a Liga Antidifamação.

Image copyright AP Image caption A Constituição dos EUA garante a liberdade de expressão e acaba assegurando a manifestação de grupos como a KKK

Para o fundador o site supremacista branco Stormfront, Don Black, o discurso incendiário de Trump está alcançando o mesmo objetivo.

Ele disse que seu site registra um aumento de audiência de até 40% toda vez que declarações racistas de Trump são destaque na mídia.

E esse fenômeno também se expressa entre membros da KKK e de outros grupos que promovem a supremacia branca.

"A desmoralização é o pior inimigo (dessas organizações), e Trump está mudando isso", disse Black, segundo o site Politico.

"Ele fez com que seja aceitável falar sobre as preocupações dos americanos de origem europeia", acrescentou.

"E certamente está criando um movimento que continuará independentemente de Trump, inclusive se ele recuar em algum momento", concluiu o supremacista, em declaração que soa como uma advertência.

O ressurgimento da Ku Klux Klan no ano de seu 150º aniversário – BBC Brasil

25/08/2015

ENEM se fala mais nisso

OBScena: membro da Ku Klux Klan sendo atendido por médicos negros

KuKluxKlansendosocorridopormdicosnegrosOs grupos mafiomidiáticos, cabresteados por uma oligarquia excludente e preconceituosa, tem feito guerra contra qualquer política pública que busca abrir espaços mais republicanos de acesso aos bens e serviços públicos. Toda vez que se cria política pública de universalização e de melhoria para os mais necessitados, a gritaria é geral, mas restrita aos privilegiados de sempre. Privilegiados inclusive em se fazer ouvir.

Foi assim com o SUS, com as políticas de cotas e inclusão social, com o ENEM, com Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos.

Cotas raciais

Para combater a política de cotas do Governo Lula, a Globo escalou Ali Kamel para perpetrar um petardo chamado “Não somos racistas”. O livro teve sua serventia. A Rede Globo avocou o direito de dizer o que é e o que não é racismo. Só uma empresa de jornalismo dirigida por ETs poderia sair-se com algo tão ridículo. Assim, a política de cotas serviu não só para resgatar uma dívida histórica com amplo segmento marginalizado da nosso sociedade, mas serviu ainda mais para mostrar quem são os que ainda hoje se aproveitam deste apartheid. Que pode haver alguns problemas na política de cotas não esta dúvida. Basta citar caso do Joaquim Barbosa e Mathias Abramovic, médico carioca, branco de olhos verdes, que se inscreve mais uma vez como cotista para uma vaga reservada a negros no Itamaraty. Embora estes dois casos tenham sido usados para detonar com a política de cotas, o que fica claro que é há pessoas de mau caráter em todas as etnias. Algo bem diferente é dizer que não há necessidade de cotas porque “não somos racistas”. Para complementar os dois exemplos anteriores, e ficando somente entre os famosos, que a realidade da vida real é ainda mais cruel, basta trazer a baila mais dois nomes ligados, em lados opostos, ao racismo: Rachel Sheherazade e Maria Júlia Coutinho, a Maju, apresentadora do Jornal Nacional da Rede Globo.E, para finalizar, ainda ontem saiu a informação que a polícia do Rio de Janeiro aborda ônibus e interrompe a viagem de jovens negros com destino à zona sul da cidade. Para encerrar, a guerra do Ali Kamel e da Rede Globo contra as cotas raciais fez brotar de maneira assustadora os movimentos nazi-fascistas.

Saúde Pública

O SUS/SAMU, o maior programa de saúde pública do mundo, é uma grande vítima. Por desvios funcionais, de caráter e de informação, a parcela da sociedade que não só tem recursos próprios para tratar da própria saúde como também pode adquirir plano de saúde particular, é a que mais ataca o SUS. Veja-se o caso do MBL, um grupelho de jovens desocupados mas muito bem finanCIAdos, se insurge contra qualquer política governamental que ouse usar recursos públicos em prol dos mais necessitados. Na marcha dos vadios para Brasília, um dos onze integrantes foi atropelado. Não foi seu plano privado de saúde que o resgatou e levou ao hospital público mantido pelo SUS. Foi a SAMU. Da mesma forma, quando a global famiglia Huck sofreu acidente aéreo, quem socorreu não foi seu plano privado, foi o SUS. Ainda dentro deste assunto é importante registrar que no Governo FHC foi criada a CPMF. O dinheiro que deveria te sido usado na saúde pública foi utilizado para qualquer coisa, menos para o fim a que foi criada. Bastou mudar o governo, e para impedir que o dinheiro passasse a ser utilizado de fato em saúde pública, a mesma classe reacionária, aquela que abriga os 300 picaretas do Eduardo CUnha, extinguiu a CPMF.

Exame Nacional de Ensino Médio

Uma das maiores batalhas contra os governos Lula e Dilma deu-se com a criação do ENEM. Em uníssono, todos os assoCIAdos do Instituto Millenium martelaram dia e noite contra um dos programas de interesse público mais bem concebidos. A Veja faz sentido. Ela usa os dinheiros da venda de informação, que não é tributado, para entrar no mercado da educação. E não é só a distribuição de milhares de assinaturas pelos sucessivos governos do PSDB em São Paulo. Entrou também para o ramo dos livros didáticos. Os demais, para atenderem seus financiadores ideológicos, deste logo investiram contra. Lembro que em Porto Alegre, meninas de classe média e frequentadoras de cursos pré-vestibulares botaram narizes de palhaço e foram pra rua protestar. Elas ganharam espaço, os jovens de origem humilde e de periferia que sempre lutaram por mais acesso à educação pública gratuita e de qualidade, nunca tiveram espaço. Acontece que com o ENEM tem acesso às Universidade Públicas não aqueles filhos de classe média e média alta que puderam frequentar boas escolas particulares ou que puderam pagar caros cursinhos pré-vestibulares. Afinal, o que é público deve ser de acesso para todos os públicos. Não é engraçado que aqueles que advogam o ensino privado tenham lutado tanto para o acesso exclusivo ao ensino superior público? Por que não se contentaram com o ensino nas Faculdades Privadas? O ENEM, aliado a outras políticas públicas, como as cotas e o PROUNI, permitiram o acesso ao ensino superior a jovens que de outra forma chamais conseguiriam. As salas ficaram com uma cara mais parecida com a nossa heterogênea sociedade. Hoje, filho de pedreiro, de doméstica, de colono e outras tantas profissões mais simples tem acesso e compete com jovens de classes altamente privilegiadas. A efetiva mudança na sociedade vai demorar mais para ficar mais perceptível. Há que se esperar que essa nova leva de jovens retornem dos estudos e se integrem no mercado de trabalho para que a defesa destas políticas se torne mais contundente.

Luz para Todos

Vide o caso dos programas Minha Casa Minha Vida e o Luz para Todos. É constrangedor ver colegas que usam o financiamento da Caixa para adquirir moradia combaterem o uso de dinheiro público no programa Minha Casa Minha Vida. Embora em menor escala, também por ser um programa público, o Luz para Todos foi ferrenhamente combatido. O exemplo da luz é paradigmático e simboliza o ódio de classe que desnorteia a cabeça de nossa direita Miami. Ao contrário da última frase atribuída ao poeta alemão, Goethe, nossas elites não querem “luz, mais luz”, porque em terreno escuro quem tem lanterna de celular comando o tráfico.

Mais Médicos, Menos HiPÓcrisia

E por fim o Mais Médicos. Nada é mais emblemático do atraso mental, e por isso também mais simbólico, de nossas elites do que o programa Mais Médicos. Nem o bloqueio das contas de poupança pela Zélia Cardoso de Mello no governo Collor provou ira maior do que a vinda de médicos para atender a população onde não havia médicos. Os ataques não se devem apenas à perda do poder econômico de uma classe, mas atinge o seu mundo simbólico. Os cursos de Medicina eram redutos de acesso extremamente difícil. E um pouco devido a esta dificuldade, os formandos, genericamente falando, pensavam e alguns ainda pensam, que se tratava de uma cesso a um garimpo com pepitas garantidas. Pode-se dizer que foi este programa que fez com que a brasa do fascismo que estava coberta de cinza se destapasse. As manifestações mais raivosas, de mais baixo nível foi contra este programa de atendimento ao público mais carente de acesso à saúde pública. Se é verdade que poderia ser melhor, também é verdade que é melhor um médico nas condições atuais do que nenhum. É uma conclusão de uma clareza meridiana mas que mentes obnubiladas de ódio não captam. O problema maior continua sendo de comunicação, de informação. Acontece que há espaço para quem, por razões óbvias, condena este programa, mas pouco espaço se dá para mostrar o que aconteceu nos lugares onde eles estão. Não se ouve o público que está sendo atendido por este serviço.

Os mais jovens, por não terem vivenciado outra realidade, não têm ideia de como as coisas funcionavam há 15, 20 anos atrás. Os mais velhos hão de lembrar de como era difícil consultar um médico no INAMPS… Cursar uma faculdade pública…

07/07/2015

Rã que dá carona a escorpião está sujeita a chuvas e ferroadas

Filed under: Dilma,Entrevista,Folha de São Paulo,Manipulação — Gilmar Crestani @ 10:04 am
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fsp 07072015A Dilma não precisava dar esta entrevista para a Folha. Bastava botar estas mesmas explicações no Blog do Planalto ou mandar para sites fora dos eixo golpista. Dar entrevista para as cinco irmãs (Globo, Estadão, Folha, Veja & RBS) é legitimar quem sempre esteve ao lado dos golpistas e ditadores e contra a democracia. Dilma presta um desserviço à democracia. Queremos menos Dilma e mais Tsipras; menos PT e mais Syriza. Dilma deveria ter feito com a Folha o que o povo grego fez com os colonialistas europeus: OXI!

A Folha faz às vezes de porta-voz do PSDB e só a Dilma não vê. Na mesma edição em que publica esta entrevista, a Folha sai-se com esta pérola: “Petista monta operação de defesa prévia do Planalto”. Por este texto, até parece que a Folha sequer leu a entrevista que publicou. Como assim “monta operação de defesa prévia” se o tCU teria dado 30 dias para o governo explicar o que o tCU jamais pediu para governante algum?! O tCU, pra começo de conversa, é órgão auxiliar do Congresso. O tCU não condena, recomenda! Só um boçal sem nenhum caráter não sabe disso.

Devido a este tipo de jornalixo é que fica difícil de entender porque Dilma deu entrevista à Folha. Sinceramente, não dá para entender, a não ser pela Síndrome de Estocolmo, que petistas continuem dando entrevistas para os grupos mafiomidiáticos.

Como na fábula da rã e do escorpião, o veneno é da natureza da Folha. Foi só a Dilma dar a costas que eles tascaram a primeira ferroada Petista monta operação de defesa prévia do Planalto”.

Pedaladas foram adotadas antes de nós, afirma Dilma

Presidente diz não ver risco de enfrentar impeachment com base em julgamento sobre contas do governo no tcu

DA COLUNISTA DA FOLHA DE BRASÍLIA

Em entrevista à Folha, a presidente Dilma reconhece ter cometido erros no seu primeiro mandato (2011-2014), mas não coloca na lista as pedaladas fiscais –pagamento de contas do Tesouro Nacional por bancos públicos.

"Eu não acho que houve o que nos acusam", afirmou a petista sobre a análise que o TCU (Tribunal de Contas da União) está fazendo sobre as pedaladas fiscais.

Segundo ela, o governo dará "uma resposta circunstanciada" sobre o assunto. "É interessante notar que o que nós adotamos foi adotado muitas vezes antes de nós."

Diz ainda não temer que a oposição use o caso para abrir um processo de impeachment contra ela. "Acho que vão tentar e podem até fazê-lo. [Mas] É necessário provar."

ENTREVISTA – DILMA ROUSSEFF

‘Eu não vou cair, isso aí é moleza’, afirma Dilma

presidente chama a oposição de ‘um tanto golpista’, diz que ‘o pmdb é ótimo’ e que não se sente no volume morto

MARIA CRISTINA FRIASCOLUNISTA DA FOLHAVALDO CRUZNATUZA NERYDE BRASÍLIA

No auge da pior crise de seus quatro anos e meio de governo, a presidente Dilma Rousseff desafiou os que defendem sua saída prematura do Palácio do Planalto a tentar tirá-la da cadeira e a provar que ela algum dia "pegou um tostão" de dinheiro sujo.

"Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso aí é moleza, é luta política", disse a presidente nesta segunda-feira (6), durante entrevista exclusiva àFolha, a primeira desde que adversários voltaram a defender abertamente seu afastamento do cargo.

Apesar do cerco político que parece se fechar a cada dia, Dilma chamou os opositores para a briga. "Não tem base para eu cair, e venha tentar. Se tem uma coisa que não tenho medo é disso", afirmou a presidente, acusando setores da oposição de serem "um tanto golpistas".

Com dedo indicador direito erguido, foi mais enfática: "Não me atemorizam". A presidente tirou o PMDB da lista de forças políticas que tentam derrubá-la. "O PMDB é ótimo", disse Dilma, esquivando-se de responder sobre o flerte de figuras do partido com a tese do impeachment.

Dilma descartou a hipótese de renúncia e comentou o boato disseminado na internet, e prontamente desmentido por ela, de que havia tentado se matar. "Eu não quis me suicidar na hora que eles estavam querendo me matar lá [na cadeia, durante a ditadura militar], a troco de que eu quero me suicidar agora?".

Folha – O ex-presidente Lula disse que ele e a sra. estavam no volume morto. Estão?
Dilma Rousseff – Respeito muito o presidente Lula. Ele tem todo o direito de dizer onde ele está e onde acha que eu estou. Mas não me sinto no volume morto não. Estou lutando incansavelmente para superar um momento bastante difícil na vida do país.

Lula disse que ajuste fiscal é coisa de tucano, mas a sra. fez.
Querido, podem querer, mas não faço crítica ao Lula. Não preciso. Deixa ele falar. O presidente Lula tem direito de falar o que quiser.

A sra. passa uma imagem forte, mas enfrenta uma fase difícil.
Outro dia postaram que eu tinha tentado suicídio, que estava traumatizadíssima. Não aposta nisso, gente. Foi cem mil vezes pior ser presa e torturada. Vivemos numa democracia. Não dá para achar que isso aqui seja uma tortura. Não é. É uma luta para construir um país. Eu não quis me suicidar na hora em que eles estavam querendo me matar! A troco de quê vou querer me suicidar agora? É absolutamente desproporcional. Não é da minha vida.

Renúncia também?
Também. Eu não sou culpada. Se tivesse culpa no cartório, me sentiria muito mal. Eu não tenho nenhuma. Nem do ponto de vista moral, nem do ponto de vista político.

A sra. fala que não tem relação com o petrolão, mas está pagando a conta?
Falam coisas do arco da velha de mim. Óbvio que não [tenho nada a ver com o petrolão]. Mas não estou falando que paguei conta nenhuma também. O Brasil merece que a gente apure coisas irregulares. Não vejo isso como pagar conta. É outro approach. Muda o país para melhor. Ponto.

Agora excesso, não [aceito]. Comprometer o Estado democrático de direito, não. Foi muito difícil conquistar. Garantir direito de defesa para as pessoas, sim. Impedir que as pessoas sejam de alguma forma ou de outra julgadas sem nenhum processo, também não [é possível].

O que acha da prisão dos presidentes da Odebrecht e Andrade Gutierrez?
Olha, não costumo analisar ação do Judiciário. Agora, acho estranho. Eu gostaria de maior fundamento para a prisão preventiva de pessoas conhecidas. Acho estranho só.

Não gostei daquela parte [da decisão do juiz Sergio Moro] que dizia que eles deveriam ser presos porque iriam participar no futuro do programa de investimento e logística e, portanto, iriam praticar crime continuado. Ora, o programa não tinha licitação. Não tinha nada.

A oposição prevê que a sra. não termina seu mandato.
Isso do ponto de vista de uma certa oposição um tanto quanto golpista. Eu não vou terminar por quê? Para tirar um presidente da República, tem que explicar por que vai tirar. Confundiram seus desejos com a realidade, ou tem uma base real? Não acredito que tenha uma base real.

Não acho que toda a oposição que seja assim. Assim como tem diferenças na base do governo, tem dentro da oposição. Alguns podem até tentar, não tenho controle disso. Não é necessário apenas querer, é necessário provar.

Delatores dizem que doações eleitorais tiveram como origem propina na Petrobras.
Meu querido, é uma coisa estranha. Porque, para mim, no mesmo dia em que eu recebo doação, em quase igual valor o candidato adversário recebe também. O meu é propina e o dele não? Não sei o que perguntam. Eu conheço interrogatórios. Sei do que se trata. Eu acreditava no que estava fazendo e vi muita gente falar coisa que não queria nem devia. Não gosto de delatores.

Mesmo que seja para elucidar um caso de corrupção?
Não gosto desse tipo de prática. Não gosto. Acho que a pessoa, quando faz, faz fragilizadíssima. Eu vi gente muito fragilizada [falar]. Eu não sei qual é a reação de uma pessoa que fica presa, longe dos seus, e o que ela fala. E como ela fala. Todos nós temos limites. Nenhum de nós é super-homem ou supermulher. Mas acho ruim a instituição, entendeu? Transformar alguém em delator é fogo.

Tem gente no PMDB querendo tirar a sra. do cargo.
Quem quer me tirar não é o PMDB. Nã-nã-nã-não! De jeito nenhum. Eu acho que o PMDB é ótimo. As derrotas que tivemos podem ser revertidas. Aqui tudo vira crise.

Parece que está todo mundo querendo derrubar a sra.
O que você quer que eu faça? Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso é moleza, isso é luta política. As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Não estou. Não tem base para eu cair. E venha tentar, venha tentar. Se tem uma coisa que eu não tenho medo é disso. Não conte que eu vou ficar nervosa, com medo. Não me aterrorizam.

E se mexerem na sua biografia.
Ô, querida, e vão mexer como? Vão reescrever? Vão provar que algum dia peguei um tostão? Vão? Quero ver algum deles provar. Todo mundo neste país sabe que não. Quando eles corrompem, eles sabem quem é corrompido.

    Folha – A sra. não teme que possa ser vítima de um processo de impeachment com base nas pedaladas fiscais ou no processo do PSDB no TSE?
    Dilma Rousseff – Não. Acho que vão tentar e podem até fazê-lo. [Mas] É necessário provar. Ou então não vivemos num regime democrático de direito. No passado, como é que se provavam as coisas? Desafiava-se para um duelo: quem morria era culpado, quem sobrevivia era inocente. Aí houve a instauração dos processos e investigações.

    E aí se criou um conceito chamado prova objetiva. A partir daí, a partir da revolução francesa, os processos têm que ser fundamentados.

    Com relação ao TCU, que resposta o governo dará?
    O governo dará uma resposta circunstanciada, item a item, para o TCU.

    O TCU diz que a responsabilidade é da presidente, não do secretário ou do ex-ministro.
    O TCU não diz isso, porque ainda não votou nada.

    Reservadamente, dizem isso.
    Não discuto off [jargão jornalístico que define fonte de reportagem que dá informação mediante anonimato]. O que eu vou discutir?

    Vou discutir oficialmente com o TCU. Estamos levantando respostas tanto técnicas quanto jurídicas para cada uma das questões.

    E se o julgamento for político?
    De quem? Do TCU? Aí não tem base. Aí é que eu estou te falando: não vivemos na Idade Média. Tem que provar circunstanciadamente, e vou me defender circunstanciadamente, com provas objetivas.

    Mas a responsabilidade é de quem?
    Eu não acho que houve o que nos acusam.

    Aliás, é interessante notar que o que nós adotamos foi adotado muitas vezes antes de nós.

    Não na proporção que foi adotada em seu governo.
    Eu gostaria de saber em que legislação está em que a proporção altera a qualidade. Quero saber onde está isso. Aliás, a nossa proporção é porque o PIB mudou, e o orçamento também.

    A sra. é muito criticada, e ouvimos muito na rua, que a sra. não reconheceu erros. É uma reivindicação até um pouco inócua, porque a sra. já mudou a condução da política econômica, isso parece refletir alguma mudança na sua avaliação. Isso não ajudaria na popularidade e deixaria de dar combustível à crítica?
    Você acha que a sociedade merece respostas inócuas? Eu não acho.

    Mas por que a sra. não reconhece seus erros?
    Mas eu reconheço todos os meus erros. Não tenho o menor compromisso em não mudar. A gente, quando acha que não é daquele jeito, muda.

    16/05/2015

    Descasca mais um ovo da serpente

    globoditadura03

    Criado na roça, descobri desde pequeno que não se brinca com víboras. Perdi minha avó picada por um cobra coral. Sei da importância delas no equilíbrio ecológico. No Brasil, além do Butantã, somente os grupos mafiomidiáticos as cultivam foram do habitat natural.

    Vemos quase todos os dias o resultado desse ódio disseminado por maus perdedores. A marcha dos zumbis reuniu a maioria deles, mas os mais nocivos, que destilam mais venenos estão albergados nos assoCIAdos do Instituto Millenium. Fora deles, o veneno perde em eficácia e desnuda com maior clareza a torpeza de formação e caráter. Não se trata de casos isolados, mas de marcha da estupidez. Um crescendo determinado pela ausência de idéias que os façam ascender por meios democráticos. Não é de admirar que a ditadura tenha durado 20 anos.

    Danilo forma dupla sertaneja com Danojo!

    Os discursos do Arnaldo Jabor foram ridicularizados na imprensa argentina. Diuturnamente, as cinco irmãs destilam ódio aos movimentos sociais. Tudo o que cheira às camadas sociais menos privilegiadas causa uma histeria desproporcional, como se o oferecimento de médico a quem não tinha é motivo de falta para quem sempre teve.

    Como não tenho soro antiofídico para cada ocasião, evito lugares inóspitos. Foi para não ter de engolir víboras como este tal de Danilo Amaral que larguei o facebook. Quando o déficit civilizatório chega ao paroxismo, o melhor é largar. Descer ao nível deles só a eles interessa.

    Pelo nível do que se vê nos velhos grupos mafiomidiáticos hoje tenho mais receio de funcionários da RBS e da Rede Globo do que do Fernandinho Beira-Mar. E a explicação é simples. Não uso drogas!

    A imbecilidade agressiva do homem que atacou Padilha. Por Paulo Nogueira

    Postado em 16 mai 2015 – por : Paulo Nogueira

    Nelson Rodrigues escreveu, algumas décadas atrás: “Os idiotas perderam a modéstia.”

    É uma frase que conserva a atualidade cortante, e que se aplica perfeitamente ao palhaço – usemos a palavra correta – que interrompeu o almoço de Padilha em São Paulo.

    O nome é Danilo Amaral. Advogado e executivo.

    Que você seja antipetista radical, tudo bem. Que bata panelas e se enrole em bandeiras e vá a manifestações na Paulista, tudo bem.

    Mas chamar a atenção para si num restaurante para fazer um discurso que ninguém pediu, bem, aí você é um mentecapto.

    E a pior espécie de mentacapto: o arrogante. Presunçoso. O mentecapto exibicionista.  Exatamente aquele que, como disse Nelson Rodrigues, perdeu a modéstia.

    Um imbecil que pede a palavra num ambiente público só pode falar bobagens, e com Amaral não foi diferente.

    Ele conseguiu criticar Padilha pelo maior acerto de Dilma no primeiro mandato, o programa Mais Médicos, que levou assistência a milhões de brasileiros sem as mesmas condições financeiras de Amaral.

    Não foi sua única manifestação de pobreza mental. Ele chutou um número sem pé nem cabeça: 1 bilhão. Este teria sido o custo do Mais Médicos.

    Como disse uma internauta, Amaral lembrou aí Levy Fidelix, com suas quantias estratosféricas, declamadas umas após as outras, inteiramente sem sentido.

    Comédia à parte, pessoas como Danilo Amaral são um perigo. O ódio as governa. Hoje fazem uma palhaçada, mas que poderão fazer amanhã, sem controlar a raiva irracional que as domina?

    Todos lembramos aquele norueguês sinistro que, tomado progressivamente por um tipo de ódio sem freios pelos muçulmanos, acabou matando dezenas de jovens.

    Vamos esperar uma tragédia para enfrentar o desafio da raiva insana que é a marca hoje de um grupo que perdeu as eleições e, estimulado pela mídia e por políticos como Aécio, não conseguiu aceitar a derrota?

    Amaral, particularmente, é uma triste figura na vida profissional – e é possível que seu fracasso pessoal pese em seu comportamento.

    Muitas vezes procuramos culpados fora de nós para nossos fiascos.

    Amaral enterrou, como vice-presidente, uma companhia área, a Bra, que chegou a ter 4,5% do mercado nacional.

    Depois, anunciou à mídia que iria ressuscitá-la, agora como presidente. Nada. A agência que regula a aviação brasileira cataloga a Bra como, simplesmente, “inoperante”.

    Ninguém sabe direito o que Amaral faz hoje depois da Bra além de bravatas ridículas como a que promoveu no restaurante.

    Fora tudo, ele acabou acertando a si mesmo. O vídeo vazou, e sua identidade se tornou conhecida da pior maneira possível.

    Quem, fora os igualmente enraivecidos e obtusos, respeita um sujeito que faz o que ele fez?

    Nas redes sociais, pessoas que se condoeram da agressão a Padilha começaram a espalhar a ficha de Danilo Amaral.

    Até seu telefone foi compartilhado.

    Isso significa que acabou seu sossego, e o de sua família.

    Como os idiotas de que falava Nelson Rodrigues, ele perdeu a modéstia. E, com ela, a paz.

    Quis ser espirituoso e humilhar outra pessoa. Foi apenas um imbecil que se autodesmoralizou com um gesto tão repulsivo.

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    Paulo Nogueira

    Sobre o Autor

    O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

    Diário do Centro do Mundo » A imbecilidade agressiva do homem que atacou Padilha. Por Paulo Nogueira

    28/12/2014

    A Escolha de Leilane

    Diz-se que todos temos nosso dia de burro, quando cometemos algo inapropriado. No narcotráfico de informações, Leilane Neubarth, outra sabuja da Globo, todo dia é dia de mula.  Na Wikipédia está dito que “Mula gosta de andar à borda da estrada”. Já no narcotráfico, Mula, “é o nome que se dá a pessoa usada por traficantes para transportar a droga ilegal por fronteiras policiadas, mediante pagamento ou coação. As mulas usam diversos artifícios para o transporte da droga, podendo ser transportado até mesmo dentro do próprio corpo em cápsulas ingeríveis especiais, o que tem causado diversos acidentes nas últimas décadas”. Leilane é a única mula, por culpa do patrão, que transporta droga no cérebro.

    Para atacar Dilma e o Governo, qualquer magarefe da Globo se acha no direito de se fazer às vezes de voz do patrão. A Globo tem esta capacidade de reinventar seus Rubens Ricúpero

    Leilane Neubarth, autora da frase mais absurda de 2014

    :

    "Prêmio" foi entregue pelo portal Poços 10, de Minas Gerais, que disse que a jornalista da Globonews superou Lobão ao dizer que Venina Velosa da Fonseca, ex-gerente da Petrobras, é "uma brasileira digna… que nos enche de orgulho"

    27 de Dezembro de 2014 às 08:49

    247 – A jornalista Leilane Neubarth, apresentadora da Globonews, apresentou a ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca, no dia 21 de dezembro, como "uma brasileira digna… que nos enche de orgulho".

    A frase foi escolhida a mais absurda do ano pelo portal Poços 10, de Minas Gerais, que disse que a apresentadora superou o cantor Lobão, que se destacou em 2014 por participar – e convocar – protestos que defenderam a volta do regime militar.

    Pouco depois de Leilane definir Venina como "uma brasileira digna", foi noticiado que a ex-gerente fechou, sem licitação, contratos que somam R$ 7,8 milhões com a empresa de seu ex-marido pela Petrobras (leia aqui).

    Leilane Neubarth, autora da frase mais absurda de 2014 | Brasil 24/7

    03/10/2014

    Nem os colunistas da direita suportam mais Jabor

    Jabor está sendo descartado como um bagaço de laranja. Tiraram dele o suco, e agora não suportam o cheiro contraproducente de sua putrefação. A direita sabe se livrar de seus incômodos

    MARIO SERGIO CONTI

    Degradar e destruir

    Jabor escolheu o papel de bufão da burguesia; dispara disparates e é elogiado pelo nosso chofer de táxi

    Arnaldo Jabor apresenta o seu novo livro, "O Malabarista", lançado pela editora Objetiva, como uma coletânea de seus melhores textos, que ele publica há mais de duas décadas em jornais. Como a maioria deles já foi recolhida antes em livros, o resultado é o suprassumo do que fez na imprensa, os escritos que considera "relevantes e dos quais me orgulho".

    Relevância há, mas negativa: o livro mostra a deterioração de um artista de talento, que deixou de ser crítico cáustico da ignorância filisteia para se tornar o seu porta-voz. E orgulho não deveria haver porque o que ele apresenta é subliteratura naturalista.

    Jabor começou a fazer crônicas nos anos 1990 porque precisava sobreviver, e o cinema nacional entrara numa de suas crises cíclicas, inviabilizando o seu trabalho. Ele trouxe para as suas colunas, como notou Ismail Xavier, alguns dos procedimentos do cinema novo.

    Com distanciamento irônico, espetacularizava os feitos de Collor e sua gangue, vendo-os como figuras patéticas e ferozes da modernização conservadora.

    O ímpeto apocalíptico teve um curto circuito no governo tucano, ainda segundo Ismail Xavier. Jabor aderiu ao governo e passou a advogar a conciliação em torno de Fernando Henrique Cardoso. O prisma da desqualificação passou a ser pessoal e utilitário, reduzindo o alcance da crítica.

    "O Malabarista" não traz nada sobre os fatos políticos do dia a dia. Mas há uma sentença que ecoa aqueles tempos: "Eu me sentia um FHC tentando conciliar o inconciliável". O contexto da frase mostra mais o atoleiro em que Jabor se meteu do que ilumina a cena brasileira.

    Ela aparece numa crônica em que Jabor conta que tomou uma canja de galinha num dos restaurantes mais caros de São Paulo. Achou o preço exagerado e reclamou com o garçom e o maître. Esse fato, corriqueiro na vida de um parvenu, vira um chorrilho de chofer de táxi malufista contra tudo e contra todos. O tom geral é o da cantilena que o Brasil não tem jeito, é o fim do mundo, isso o governo não vê.

    Como Jabor cultiva o ribombar estilístico, os clichês têm brio altissonante. O preço da canja é "uma prova do grande pudim inercial do nosso destino"; "não há no Brasil desejo de democratizar o consumo"; "preços baixos prejudicam o luxo do privilégio"; se a sopa fosse barata, "não teria graça" porque "até os pobres poderiam comer no Antiquarius".

    Ao se colocar como protagonista da comédia de costumes, Jabor joga com a ambiguidade da situação, na qual todos são desqualificados. Mas como é o intelectual quem escreve, e não o garçom, e ele tem consciência dos fatos e de si mesmo, Jabor paira sobre o texto, degradando e destruindo quem está abaixo. Aos pobres, por serem pobres. Aos ricos, por não terem consciência. Ao Brasil, por ser o que é.

    A operação de se pôr entre aspas, "au-dessus de la mêlée", não propicia que se veja a sociedade e os seus tipos de cima. Ao contrário. Jabor afunda em si mesmo e tenta provar que é interessantíssimo. Eu, eu, eu, eu: "O Malabarista" não sai disso. É obscenamente egocêntrico.

    Poderia ser de outro jeito? Claro que sim: "Opinião Pública", "Tudo Bem" e "Eu Sei que Vou te Amar" são filmes corrosivos, que mostram uma enorme disposição de entender os outros, de expor a sociedade.

    Entra aí uma questão de meios e escolhas. Os filmes, feitos em condições difíceis, eram arte que captava em muitos momentos o espírito do tempo, do qual se alimentava. Já o colunismo, doença infantil do jornalismo, é uma atividade maquinal que desvai facilmente para o desleixo e o personalismo.

    Gostosamente, Jabor escolheu o papel de bufão da burguesia. Dispara disparates e é elogiado pelo nosso chofer de táxi. É possível até ouvi-lo: "O ‘seu’ Jabor não tem papas na língua!".

    17/07/2014

    É Veríssimo!

    jornalismo de merda

    Manchetes

    Há notícias de primeira página que nunca chegam à primeira página. Ou por falta de espaço – caso do Brasil no último mês, quando o futebol dominou as primeiras páginas de todos os jornais – ou por decisão editorial. Entre as notícias de primeira página que não viraram manchete durante a Copa está a declaração formal das forças armadas brasileiras que nada de anormal, como tortura e mortes, aconteceu em qualquer dependência militar no Brasil no período da ditadura. E pronto. Notícia paralela que também ficou nas páginas internas foi a da prescrição do caso da bomba no Riocentro, que não será mais investigado. Também: assunto encerrado. Quem insistir que houve tortura e morte nos quartéis durante a ditadura, segundo o relato de sobreviventes e averiguações criteriosas já feitas, estará chamando a instituição militar brasileira de mentirosa. Sobre a ação criminosa abortada pela explosão prematura daquela bomba no Puma jamais se saberá mais nada.

    Outra notícia que merecia manchetes, mas não passou do bloqueio da Copa, foi a de que dos 32 países que participaram do campeonato, o Brasil foi o que apresentou maior queda nos índices de mortalidade de crianças de até 5 anos de idade nas últimas décadas. Maior do que ocorreu na Alemanha, na Holanda e na Argentina, para ficar só nos quatro finalistas da Copa. Os dados são da Parceria para a Saúde Materna e Recém-nascidos e Crianças, entidade coordenada pela Organização Mundial da Saúde. A divulgação destes números com o destaque merecido talvez diminuíssem os insultos à presidente, que, estes sim, sempre saem na primeira página. Ou talvez aumentassem, vá entender.

    08/06/2014

    Parábola da auto destruição

    Filed under: Monty Python,Parábola,Vida de Brian — Gilmar Crestani @ 10:22 am
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    No filme "A Vida de Brian", o grupo Monty Python satiriza revolucionários judeus fazendo uma reunião para planejar a luta contra o Império Romano.

    "- Afinal, o que é que os romanos fizeram por nós?", pergunta retoricamente o chefe do grupo.

    "- Os aquedutos", diz um.

    "- O saneamento básico", lembra outro.

    "- E as estradas", aponta um terceiro.

    Pois bem, estas conquistas proporcionadas pelos romanos teriam sido a semente que viria a destruí-los, como mostra o historiador inglês, Peter Heather, em A queda do Império Romano: uma nova história de Roma e dos bárbaros.

    Corte rápido para o Brasil atual.

    O Grito-de Edvard“- Afinal, o que Lula e Dilma fizeram por nós?”, se perguntam os coxinhas nas redes sociais.

    “- O PROUNI”, diz o estudante do PSTU.

    “- O PRONATEC”, diz outro estudante de TI.

    “- O aqueduto do Rio São Francisco”, lembram milhões de nordestinos.

    “- E o pleno emprego”, aponta um manifestante do PSOL quebrando paradas de ônibus.

    “- A Rodovia do Parque e a ponte para a Arena”, diz o representante da OAS.

    “- A duplicação da Beira-Rio, BRT e a elevada da Pinheiro Borda”, comemoram os colorados.

    “- O Hospital da Restinga, totalmente pelo SUS”, fala em portunhol um médico cubano.

    Ah, “Médicos Cubanos!”, aponta, com o dedo em riste e babando de ódio, Lasier Martins no Jornal do Almoço…

    O acesso à educação e à saúde poderá ser o vírus fatal aos governos Dilma e Lula. Aprenderam, com boa saúde, a usar o Facebook e a destilar todo ódio acumulado pela ignorância da própria vida que levava.

    Pelo menos é o que pensam os que não pensam, mas sabem tudo pela Veja…

    04/03/2014

    Quem alimenta o ódio dos amestrados?

    Filed under: Amestrados,Golpismo,Grupos Mafiomidiáticos — Gilmar Crestani @ 9:32 pm
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    Lula nomeou, além de outros,  Rosa Weber e Joaquim Barbosa, que viraram heróis dos que não tem votos mas aos quais sobra ódio. Gilmar Mendes é herança de FHC, assim como Celso de Mello é do Sarney e Marco Aurélio Mello é de outro herói dos que votam de acordo com o que determina a Globo, Collor de Mello, o caçador de marajás. Dilma indicou um ex-advogado da Globo, Luís Roberto Barroso, e um ex-ministro do STJ e ex-desembargador do TRF4, Teori Albino Zavascki. Nenhum dos bois empunhou bandeiras do PT, muito antes pelo contrário. Mas são mortalmente odiados porque não seguiram as regras do que não tem votos mas tem ódio e mídia. Peça aos que vivem distribuindo ódio contra Genoíno para acolherarem duas frases  e esperem sentados. Não conseguem, sozinhos, elaborarem um raciocínio simples com sujeito verbo e predicado. Nem mesmo o próprio Ministro Joaquim Barbosa admitindo que perpetrou uma barbaridade diminuiu a virulência. Pelo contrário, estão babados como vira-latas em mês de cachorro louco.

    Nassif: as semelhanças entre 1964 e 2014

    Jango caiu mesmo tendo apoio popular – nota do C Af.

    O Conversa Afiada reproduz artigo de Luis Nassif, extraído do Jornal GGN:

    As semelhanças entre 1964 e 2014

    Luis Nassif
    Santos Vahlis, hoje em dia, é mais conhecido pelos edifícios que deixou no Rio de Janeiro e pelas festas que proporcionou nos anos 50. Foi um dos grandes construtores do bairro de Copacabana.
    Venezuelano, mudou-se para o Brasil, trabalhou com a importação de gasolina e tentou se engatar nas concessões de refinarias no governo Dutra. Foi derrotado pela maior influência dos grupos cariocas já estabelecidos.
    Nos anos seguintes, foi um dos financiadores da campanha do general Estillac Leal para a presidência do Clube Militar, em torno da bandeira do monopólio estatal. Torna-se amigo de Leonel Brizola, defensor de Jango.
    Provavelmente graças ao fato de ser bom cliente dos jornais, com seus anúncios imobiliários, tinha uma coluna no Correio da Manhã, cujo ghost writer era o grande Franklin de Oliveira.
    Tentou adquirir o jornal “A Noite” para fortalecer a imprensa pró-Jango. Foi atropelado pelo pessoal do IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) que, em vez de comprar o jornal, comprou sua opinião por Cr$ 5 milhões. A CPI que investigou a transação teve como integrante o deputado Ruben Paiva.
    Por sua atuação, Vahlis sofreu ataques de toda ordem. Contra ele, levantaram a história de que teria feito uma naturalização ilegal. Em 1961 foi preso e jogado nu em uma cela de cadeia,  em pleno inverno, a ponto do detetive que o prendeu temer por sua vida.
    Como era possível a perseguição implacável dos IPMs (Inquéritos Policial Militares), de delegados e dos Ministérios Públicos estaduais, contra aliados do próprio governo?
    Esse mesmo fenômeno observou-se nos últimos anos, com os abusos cometidos no julgamento da AP 470, envolvendo não um ou dois Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), mas cinco, seis deles, endossando arbitrariedades que escandalizaram juristas conservadores.


    Características da democracia
    Para tentar entender o fenômeno, andei trabalhando em um estudo que pretendo apresentar no evento “50 anos da ditadura”, que ocorrerá a partir da semana que vem no Recife.
    Aqui, um pequeno quadro esquemático que explica porque 2014 é tão semelhante a 1964 – embora torçamos por um desfecho diferente.
    1.     A democracia é um processo permanente de inclusões sucessivas. Também é o regime de maior instabilidade (e medo) das pessoas. Nos regimes autoritários, na monarquia, nos sistemas de castas, não há ascensão vertical das pessoas – nem sua queda. Na democracia de mercado há a instabilidade permanente, mesmo para os bem situados. Teme-se o dia seguinte, a perda do emprego, das posses, do status.
    2.     Além disso, há repartição entre os poderes que abre espaço para a montagem de alianças e acordos econômicos, nos quais os grandes grupos econômicos se aliam aos grupos de mídia, através deles aos diversos poderes de Estado.
    3.     Cada época de inclusão gera novas classes de incluídos que cumprem seu papel de entrar no mercado de trabalho, ganhar capacidade de consumo e, no momento seguinte, cidadania e capacidade de organização. Gera resistências tanto na classe média (medo da perda de status) quanto nos de cima (perda de influência).
    Aí, cria-se uma divisão no mercado de opinião que será explorado a seguir.
    O mercado de opinião
    Simplificadamente, dividi o mercado de opinião em dois grupos.

    O primeiro é o mercado liderado pelos Grupos de Mídia. Por definição, é um mercado que influencia preponderantemente os setores já estabelecidos que já passaram pela fase da inclusão, do emprego, da carreira, integrando-se aos estabelecidos da fase anterior.
    Por suas características, os grupos mais resistentes ao novo são os estamentos militar,  jurídico e a alta e média classes médias – especialmente os estamentos que trabalham em grandes companhias hierarquizadas.
    A razão é simples. Vivem em estruturas burocráticas, hierarquizadas, nas quais cumprem uma carreira, sujeitando-se a promoções ao longo de sua vida útil. Por isso mesmo, a renovação se dá de forma muito lenta, proporcional à lentidão com que mudam os lugares nessas corporações.
    Por todas essas características – da insegurança, da carreira construída passo a passo – esses grupos são extremamente influenciados por movimentos de manada. Por segurança, querem pensar do mesmo modo que a maioria, ou que o status quo do seu grupo (ou de suas chefias).
    Esse grupo pode ser denominado conceitualmente de opinião pública midiática. Ele detém o poder, a capacidade de influenciar leis, julgamentos, posições.
    É o grupo que detém poder. Mas não detém voto. Mesmo porque, quem têm votos é a maioria; quem recebe votos são os políticos.
    O segundo grupo é o dos novos incluídos econômicos e dos incluídos políticos mas que não tem posição de hegemonia. Entram aí sindicatos, organizações sociais, o povão pré-organização etc, enfim, a maioria da população – especialmente em países com tão grandes diferenças de renda.
    Os canais de informação desse público são os sindicatos, organizações sociais e os partidos políticos.
    É um público que detém os votos, mas não detém poder.


    O conflito entre poder e voto
    Em cada período de inclusão, o partido que entende as necessidades dos incluídos ganha as eleições. Foi assim nos EUA com o Partido Republicano no século 19, com o Partido Democrata no século 20.
    Processos de inclusão diminuem as diferenças de renda, ampliam a classe média e, quando o país se civiliza, garantem a estabilidade política – porque a maioria se torna classe média.
    Em países socialmente atrasados – como o Brasil – qualquer gesto em direção à inclusão sofre enormes resistências dos setores tradicionais.
    Não se trata de viés político, ideológico (no sentido mais amplo), mas de atraso mesmo, um atraso entranhado, anti-civilizatório,  que atinge não apenas os hommers simpsons, mas acadêmicos conservadores, magistrados, empresários sem visão. E, especialmente, os grupos de mídia. Os de baixo temem perder status; os de cima, temem perder poder.
    O partido que entende os novos movimentos colhe leitor de baciada.
    O único fator capaz de derrubá-lo são as crises econômicas (o fenômeno do populismo é o de procurar satisfazer de qualquer maneira as massas descuidando-se da economia) ou o golpe.


    A reação através do golpe
    Sem perspectivas eleitorais, os segmentos incluídos na chamada opinião pública midiática recorrem ao golpismo puro e simples.
    Consiste em fomentar diuturnamente o discurso do ódio e levar a vendetta para o campo jurídico-policial. É o que levou à prisão de Santos Vahlis e aos abusos da AP 470.
    O movimento foi bem sucedido em 1964 e consistia no seguinte:
    1.     Para mobilizar a classe média, a mídia levanta fantasmas capazes de despertar medos ancestrais: o fantasma do comunismo, que destroi famílias e propriedades, do golpe que estaria sendo preparado pelo governo, da corrupção que se alastra etc.
    2.     A campanha midiática cria o clima de ódio que se torna cada vez mais vociferante quanto menores são as chances eleitorais de mudar o governo.
    3.     Com a influência sobre o Judiciário e o Ministério Público, além de denúncias concretas, qualquer fato vira denúncia grave e, na ponta, haverá um inquérito para criminaliza-lo.
    4.     Aí se entra no ponto central: as agressões, os atentados ao direito, as manipulações provocam reações entre aliados do governo. Qualquer reação, por mais insignificante, serve para alimentar a versão de que o governo planeja um golpe. O ponto central do golpe consiste em fomentar reações que materializem as suspeitas de que é o governo que planeja o golpe.

    Confiram esse vídeo aqui do Arnaldo Jabor, sobre uma proposta de um deputado obscuro do PT. O próprio Jabor considera-o obscuro. Mas repare nas conclusões que tira. Ele foi buscá-las em uma nave do tempo diretamente de 1964
    O grande problema de Jango foram os aliados iludidos pela revolução cubana e pela própria campanha da mídia – que superestimava, intencionalmente, os poderes da liga camponesas e quetais.
    O histórico trabalho de Wanderley Guilherme dos Santos, em 1962, expos de forma magistral e trágica  como se dava essa manipulação das reações.
    Esse mesmo clima em relação às ligas camponesas, a mídia tentou recriar com as fantasias sobre a influências das Farcs no Brasil, sobre os dólares cubanos transportados em garrafas de rum e um sem-número de artigos de colunistas denunciando o suposto autoritarismo de Lula.
    Lula e Dilma fugiram à armadilha, recorrendo ao que chamei, na época, de republicanismo ingênuo, às vezes até com um cuidado excessivo.
    Não tomaram nenhuma atitude contra a mídia; não pressionaram o STF; têm sido cautelosos de maneira até exagerada; não permitiram que o PT saísse às ruas em protesto contra os abusos da AP 470.
    Apesar de entender esse caminho, Jango não conseguiu segurar os seus. Houve radicalização intensa, conduzida por Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, pelo PCB de Luiz Carlos Prestes e por lideranças sindicais, que acabaram proporcionando o álibi de que os golpistas precisavam.
    No entanto, há um ponto em comum nos dois períodos: o ódio que a campanha midiática provocou em diversos setores de classe média crescerá em razão inversamente proporcional ao crescimento eleitoral da oposição. E o mote central será essa a Copa do Mundo e o mote de que o governo gastou em estádios o dinheiro da saúde.
    Há uma guerra de comunicação central.

    Nassif: as semelhanças entre 1964 e 2014 | Conversa Afiada

    04/01/2014

    Perseguição e cerco a Genoíno pela parceria JB & Globo

    A parceria entre Joaquim Barbosa e Rede Globo de corrupção resultou em algo mais que o emprego ao filho de JB. O sadomasoquismo desta dupla só é comparável ao que se vê no seriado Game of Trones… Não se viu, ouviu ou leu qualquer reportagem nos muitos e variados veículos da Rede Globo a respeito do fato de um Ministro do STF abrir uma empresa nos EUA, Assas JB Corp., para burlar o fisco e comprar um apartamento de um milhão pela bagatela de dez dólares. Diante do que Joaquim Barbosa fez e faz, José Genoíno seria um franciscano. Mas o ódio cega, e a perseguição se ao único propósito de gotejar sangue na boca de quem é movido pela inveja dos que, não tendo nada de seu, ainda assim não se deixam cooptar. E pode-se ter todas as divergências políticas e ideológicas com José Genoíno, mas transforma-lo em algo mais pernicioso à sociedade dos que os 650 milhões que a Globo desviou em 2002, para cobrir a Copa do Mundo, ou os 450 kg de cocaína do amigo do Aécio Neves, bem aí já entramos naquilo que a máfia tem de mais seu, a proteção dos seus e a destruição dos inimigos. Business is business, dizem os mafiosos de Al Capone a Michel Corleone….

    A chocante perseguição da Globo à Genoíno

    4 de janeiro de 2014 | 13:17 Autor: Miguel do Rosário

    genoino

    Tantos fatos políticos acontecendo no Brasil, e o jornal O Globo continua obcecado em perseguir um homem doente e já condenado pela Justiça. O jornal publica hoje matéria de quase uma página inteira apenas para informar que Genoíno “mudou de endereço” em Brasília.

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    Genoíno estava hospedado na casa de um amigo em Guará, um apartamento minúsculo onde moravam mais de cinco pessoas. O Globo não publicou nenhuma foto, porque não queria transmitir a imagem de “pobre”. O Globo também jamais publicou a foto da casa de Genoíno em São Paulo, pelas mesmas razões.

    E agora, que Genoíno mudou-se para uma casa num condomínio de classe média, pertencente ao sogro de uma de suas filhas, o jornal entendeu que poderia obter uma fotografia melhor para prejudicar ainda mais a imagem pública do ex-deputado. E, de quebra, perseguir a sua família.

    A matéria revela a perseguição de Barbosa, e da Globo, à Genoíno.

    Confira esses trechos:

    “Na sexta-feira passada, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, relator do mensalão, rejeitou o pedido de transferência de Genoino para São Paulo e deixou claro que, se o ex-deputado quisesse fazer consulta particular com Kalil, teria que convidar o médico para realizar os exames em Brasília. Segundo o advogado Luiz Fernando Pacheco, Genoino não tem dinheiro para bancar as despesas com viagens de Kalil e, por isso, decidiu se consultar com médico local.

    — O Genoino não teria como pagar essas despesas — disse.”

    Ou seja, ao proibir Genoíno de cumprir prisão domiciliar em seu próprio… domicílio, conforme manda a lei, Barbosa mais uma vez ataca a saúde do parlamentar, porque impede-o de se tratar com seu médico.

    A reportagem não menciona a denúncia do advogado de Pacheco, o qual informou que Barbosa compara Genoíno a Fernandinho Beira Mar ao negar a sua transferência para seu estado natal. Nem sei como comentar isso. Beira Mar é um preso de altíssima periculosidade, que, suspeita-se, ainda controla o tráfico de dentro da cadeia e sempre fugiu da autoridade. Genoíno se entregou à Justiça voluntariamente e foi condenado a regime semi-aberto. Não oferece perigo nenhum à sociedade. É um herói político por sua luta contra a ditadura e foi um dos parlamentares mais respeitados do Congresso Nacional. Hoje é um homem alquebrado pela tortura midiática que lhe foi inflingida, num processo viciado e político, segundo a opinião de vários juristas importantes, como Celso Bandeira de Mello.

    Mais um trecho da matéria:

    “Procurado pelo GLOBO, o ex-deputado não respondeu ao pedido de entrevista. Uma mulher, que estava na área externa da casa no momento da chegada da equipe de reportagem, disse que o ex-deputado está proibido de falar com jornalistas.

    — Ele está cumprindo silêncio obsequioso, uma punição típica do Santo Ofício — disse Pacheco.
    Um dos vizinhos do ex-deputado disse ao GLOBO que uma única vez viu Genoino fazendo exercícios físicos nos fundos da casa. Janelas e portas da casa estão sempre fechadas.

    — Não tenho visto ele sair. Ele está recluso — disse o vizinho, que pediu para não ter o nome publicado no jornal.”

    Genoíno está “proibido” de dar entrevistas. Por aí se vê o apreço que o Judiciário – e a mídia, que dá a notícia sem trazer uma crítica –  tem pela liberdade de expressão. Marcos Pereira, acusado de estupro, pode dar entrevistas à vontade. Outro dia revi Crime Real, filme de Clint Eastwood, interpretado pelo próprio, que faz um jornalista que descobre, no dia da condenação à morte de um prisioneiro, que ele é inocente. O condenado dá entrevistas normalmente ao principal jornal da cidade.

    Genoíno, não. Ele não pode dar entrevistas porque Joaquim Barbosa, que trocou o juiz responsável pelos réus do mensalão por um outro, mais obediente e mais tucano, tem medo do que Genoíno possa dizer. Barbosa parece fazer de tudo para que Genoíno não sobreviva às humilhações midiáticas constantes que ele tem lhe imposto, a começar pela prisão sensacionalista, num feriado de 15 de novembro, e seu translado para um presídio em Brasília, a milhares de quilômetros de sua residência. E ao mantê-lo em regime fechado, quando a sua sentença determinava a prisão em regime semi-aberto.

    A troco de quê o Globo entrevista vizinhos da casa onde está Genoíno? Qual o interesse em saber se as janelas da casa estão abertas ou fechadas? Não está claro que isso constitui mais uma perseguição, porque constrange não apenas o condenado mas todos os seus parentes que lhe deram abrigo? Não é mais uma razão para a Justiça autorizar que ele vá para seu domicílio, e cumpra lá a sentença de prisão domiciliar, conforme manda a lei e conforme se permite a todos os condenados nesse regime?

    09/06/2013

    Classe Mé®dia

    Filed under: Classe Mérdia — Gilmar Crestani @ 9:22 pm
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    Marilena Chauí e a classe média

    Postado por Juremir em 9 de junho de 2013

    Não faz muito, a professora Marilena Chauí, filósofa, militante do PT, comentarista de Spinoza e intelectual engajada, teve um surto de sinceridade. Ela disse sem medir as palavras nem as reações : “A classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”

    A classe média acha que tem impunidade no Brasil com as prisões lotadas de pobres. Quer penas perpétuas e, se possível, pena de morte.

    A classe média não quer cotas.

    Odeia o bolsa-família.

    Quer manter prisões infectas.

    Gosta da meritocracia como sistema de hierarquia social reprodutor da desigualdade e útil para afagar o seu ego de classe básica.

    É sexista.

    Não aceita beijo gay em novela.

    Fura sinal de trânsito, mas não quer ser multada.

    Sonega imposto de renda, mas discursa contra a corrupção.

    Corre para comprar o último livro de Dan Brown.

    Talvez Marilena Chauí esteja errada.

    Não é a classe média que pensa assim.

    Ou não é toda a classe média.

    É boa parte do Brasil.

    O Brasil médio, mediano, medíocre, submisso, cabeça feita por décadas de ditadura, coronelismo, moral e cívica, novelismo global e lacerdismo.

    O Brasil é uma abominação.

    Uma abominação que se tenta impedir de mudar.

    Juremir Machado da Silva – Blogs – Correio do Povo | O portal de notícias dos gaúchos

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