Ficha Corrida

24/11/2011

Os caminhos da oposição

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:40 am
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Enviado por luisnassif, qua, 23/11/2011 – 22:19

Por Fabio Lucio

Uma questão necessária é: se não promover a cólera, qual é a alternativa da oposição ao governo petista? Vejamos alguns caminhos alternativos à promoção da cólera para tentar entender por que a oposição tem poucas alternativas a passar por Torquemada de fancaria:

A) A oposição poderia promover a partir dos estados com equipamentos inovadores (Paraná, São Paulo, Minas, que contam com agências de fomento com recursos) polos de inovação. Isso seria uma alternativa clara e contrastante com o permanente e absurdo contingenciamento promovido pelo governo federal (FHC, Lula e Dilma) dos recursos para a inovação, solapando os fundos setoriais. Que bela bandeira. Por que não faz isso? Porque esse tipo de investimento leva tempo para dar frutos, provavelmente quem os colheria seria seria o governador seguinte. Mas os atuais governadores poderiam fazer uma bela exposição dos números, convocar a classe científica e tecnológica para falar, as empresas etc. Suspeito também que não o faz porque espera que a iniciativa privada inove (o DNA liberal privatista é forte). Suspeito também que haja uma certa falta de vontade ou incapacidade de planejar. Aqui em São Paulo, por exemplo, há uma autarquia encarregada de pensar o planejamento metropolitana, a Emplasa, que ninguém sabe o que faz, enquanto o trânsito na região metropolitana explode. Para não dizer que ninguém planeja o trânsito em São Paulo, há muitos projetos, porém todos eles na esfera privada. A CCR, por exemplo, já planeja tomar conta da Raposo Tavares, gastando 1,6 bilhão em obras, ao preço de ir colocando pedágios no trecho inicial da rodovia. Parece que o governo estadual gostou da ideia, é claro. E a Fundação Seade, criada pelo Montoro para pensar o estado? Alguém está ouvindo falar?

B) A oposição poderia pensar uma alternativa real à política econômica que envolva o enfrentamento aos juros altíssimos. Isso realmente provocaria um debate necessário para o país. Mas sua inteligentsia é toda do setor financeiro. Como contrariar os bancos se os quadros da oposição saíram ou ainda são de lá? A oposição mais radical, o PSOL por exemplo, está nadando de braçada nisso, mas fala para quem?

C) A oposição poderia levantar a bandeira da reforma políitica. Está tentando com a história do voto distrital. Mas é pouco e questionável. Como fica a questão dos senadores sem voto? O plano de saúde do Senado (estamos pagando pela saúde de milhares de parentes, e alguns senadores de verão ficaram lá apenas um ou dois meses). Poderia focar a questão dos cargos comissionados etc. Mas como prejudicar o já frágil cimento com os aliados? Estamos falando do DEM, que se dá bem na política tradicional, pouco animada com reformas.

D) A oposição poderia levantar uma bandeira local qualquer e tentar transformá-la em bandeira nacional. Como fez Collor com a caça aos marajás. Mas cadê um projeto local da oposição que seja digno de subir ao pedestal?

Enfim, tá difícil mesmo. Mais fácil é acusar de fazer aborto e sustentar vagabundo, tem mais apelo.

Os caminhos da oposição | Brasilianas.Org

23/11/2011

Política nos tempos de cólera

Filed under: Política — Gilmar Crestani @ 8:43 am
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Luis Nassif

São tempos assustadores e também fascinantes.

Quando escrevi meu "Cabeças de Planilha", desenvolvi as análises montando analogias com o que ocorreu no mundo e no Brasil das últimas três décadas do século 19 em diante. A história vai se repetindo de maneira impressionante.

Para entender ambos os movimentos:

A internacionalização do capital – iniciada no século 19 pelos Rotschild amparados pelo Banco da Inglaterra – permitiu a primeira articulação global, uma aventura fascinante controlada pelo grande capital. A chamada Pax Britânica nada mais era do que a coordenação de políticas nacionais pelo grande personagem que emerge no período – o grande capital – graças ao avanço da comunicação global, com a invenção do telégrafo e, depois, do telégrafo sem fio.

Promete-se muito: a paz mundial, o crescimento global (à medida que o capital transbordasse dos países centrais para os periféricos).

Essa articulação se dava em parceria com as burguesias nacionais, aliança apoiada em um conjunto de personagens que descrevo no livro. A saber:

O gestor de recursos, que faz a ligação umbilical entre o grande capital nacional e o internacional.

Economistas, que fornecem o discurso legitimador dessa aliança.

Partidos políticos que recebem o apoio financeiro e ideológico da aliança e fornecem, em troca, desregulamentação do capital e atrativos nas concessões públicas e/ou privatização.

A aliança incondicional com o establishment jornalístico. Não cheguei a aprofundar esse tema no livro. Para mim ficou mais claro analisando os desdobramentos da crise atual.

Gradativamente, a aliança vai se impondo sobre as políticas locais, os interesses do grande capital se sobrepondo aos interesses nacionais. Desenvolve-se um discurso de glorificação de um pretenso saber internacional em detrimento das "teorias da jabuticaba", de qualquer tentativa de desenvolver novos modelos. Um país foge desse paradigma: os Estados Unidos.

Criam-se ferramentas financeiras cada vez mais audaciosas e formas cada vez mais imprudentes de rentabilizar o grande capital. Ele ganha vida própria, se desprega da atividade produtiva, torna-se disfuncional e começa a decair.

Essa desmanche se dá à medida que as promessas não se realizam e que surgem novas formas de comunicação de massa, colocando o velho modelo de articulação capital-economistas (ou financistas, como eram chamados no início do século 20)-velha mídia em xeque.

No século passado, o fim do ciclo começou na década de 1910, no bojo de um conjunto de fatores similares aos atuais:

Um grande processo de urbanização trazendo novas massas para o jogo político, especialmente na Europa.

A crise da articulação partidos políticos-mídia-intelectualidade cooptada.

A incapacidade do jogo político tradicional em superar e substituir a velha ordem financista.

Novas formas de comunicação, especialmente com a disseminação do rádio.

Há uma sucessão de crises, que se inicia com a mais grave – a Primeira Guerra Mundial – acabando com o sonho da Pax Britânica. Depois, a Revolução Russa, a grande crise de 1929 e, principalmente, seus desdobramentos nos anos seguintes: o acirramento da intolerância, o desmonte do que restava da velha ordem financista, ampliação do protecionismo.

No bojo da crise nascem três modelos visando substituir a velha ordem internacionalista: o soviético; o nacional-socialismo da Itália e Alemanha; e a New Deal de Roosevelt.

Roosevelt consegue consolidar um conjunto de novos valores recorrendo às novas tecnologias de comunicação que se espalhavam, especialmente o rádio. Seu legado de solidariedade transmite-se à nova ordem mundial que se organiza em torno da ONU e permanece pelas chamadas três décadas de ouro do capitalismo.

1972 marca oficialmente a volta do ciclo financista, após a decisão do governo Nixon de romper o padrão ouro, que vigorava desde o Tratado de Bretton Woods. Repete-se o modelo que tem seu apogeu nos anos 90, início de decadência em meados dos anos 2000 até explodir na grande crise de 2008.

E agora?

Nossas analogias terminam por aí. Daqui para a frente é possível identificar um conjunto de fatores-chave, mas não o desfecho.

De um lado, tem-se o fim da velha ordem.

Dia desses conversava com Jacques Schneider executivo bastante antenado com os tempos modernos. Dizia ele estar cada vez mais convencido de que o mundo é formado por percepções. Com todas as críticas que se possa fazer à velha mídia, cabia a ela o tom, a formação da percepção que, por sua vez, ajudava a coordenar movimentos na política e na opinião pública.

Com a Internet, essa forma de articulação acabou, não apenas aqui mas em todos os demais países.

Para o bem ou para o mal, tem-se esse complicador a mais. A desarticulação começa na base, a opinião pública nacional de todos os países questionando cada vez mais o modelo político em uma balbúrdia ainda descontrolada, sem novos mecanismos de coordenação.

Depois, modelos políticos disfuncionais devido ao longo período de açambarcamento de suas funções pelo mercado. Com a desarticulação dos mercados, incapacidade de se criar de imediato uma nova ordem que se sobreponha à enorme balbúrdia desses tempos de Internet e de ampliação da participação popular.

Fui bastante crítico do governo FHC. Mas no seu final, reconheci um diferencial extremamente importante, principalmente vendo o que ocorria na vizinha argentina: com todos os erros de política econômica, não permitiu o esgarçamento do tecido político. FHC criou uma tecnologia de governabilidade que foi bem utilizada por seus sucessores, Lula e Dilma.

Com o governo Lula e, agora, Dilma, aparentemente mantém-se essa solidez da ação política, embora cada vez mais bombardeada pela velha mídia, como um polvo agônico e descontrolado, sendo conduzido pela intolerância, em lugar de se constituir em um fator de racionalidade.

Há um processo diuturno de disseminação da intolerância, da alimentação da baixo auto-estima nacional, da criminalização da política, inversamente proporcional à capacidade de formular ideias alternativas, de criar uma oposição que se apresente à luta.

Esse clima é potencializado nas disputas pela Internet, no crescimento dos grupos de violência sem sentido – de skinheads a torcidas organizadas de futebol -, na retórica virulenta de comentaristas e analistas.

Há um mundo muito mais construtivo se desenvolvendo em vários planos: nos fóruns de saúde, educação, nas associações empresariais e nas conferências nacionais, nas ONGs de todos os cantos, em blogs dos mais diversificados. Mas o tom que prevalece, a percepção é da intolerância, do racha, do pega-pra-capar.

Daí a importância da criação de centros de mediação na Internet, locais que possam espelhar grupos de inteligência, organizações, pessoas empenhadas em construir, em pensar o novo, em celebrar a tolerância, em aceitar o contraditório. Enfim, em assumir plenamente a democracia.

Há uma grande luta pela frente, uma luta decisiva, não apenas para o Brasil, mas para a humanidade. Quem sairá vitorioso, a intolerância ou novos tempos, de inclusão e colaboração? a potencialização dos sentimentos mais doentios ou o avanço da solidariedade?

Política nos tempos de cólera | Brasilianas.Org

19/11/2011

A “erodição” tucana

Filed under: Erudição,FHC,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 10:48 am
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TachoYEDAQuem me conhece há mais tempo, colegas de trabalho, deve lembrar. Na minha sala havia um quadro à Van Gogh, com quatro pequenos auto-retratos. Trouxe-o da Holanda. Certa feita um festejado administrativista, ainda em voga, se vangloriou de ter sido convidado, e participado, de uma comitiva tucana criada pelo prof. Cardoso que foi a Paris para representar o Brasil na área das artes plásticas. Ele, o administrativista, como especialista em artes plásticas. Conversa vai, conversa vem, olhou para o quadro pendurado na parede e lascou: conheço van Gogh, mas esta peça ainda não havia visto. Na verdade, era um grosseiro pastiche com uma camponesa com piercing, uma com bigode euma terceria fumando baseado. Da outra não me lembro agora porque logo tive de sumir com a ousada e provocativa paródia.

Ainda no ramo da cultura tucana, ficou célebre a intervenção gauchesca da ex-funcionária da RBS recém apeada do Piratini. Yeda Crusius, no Programa do Balofo, chamou bombacha de pantalha, dentre outras patacoadas, o que rendeu muito causo por esta querência, como atesta o poema abaixo.

Como se vê, a erudição desse pessoal não sobrevive a uma imitação barata. E isso que o PSDB se vangloriava de possuir os “melhores quadros”…

FHC e o "Porto cansado"

Enviado por luisnassif, sab, 19/11/2011 – 00:05

História deliciosa que ouvi dia desses.

Na campanha de 1989, FHC correu toda a região da Bragantina, em campanha. Teve um encontro com correligionários na chácara de meu então sogro, seu Aguirre, em Bragança. Na caminhada, foi a Monte Verde que, embora em Minas, tinha uma chácara com amigos paulistanos. Chegou lá e só estava a filha do dono. Com a despensa vazia a moça procurou algo para servir. Viu um frasco com um licor, bem vedado com durex. Abriu e serviu.

FHC sorveu o precioso líquido e identificou logo o sabor: "Parece um Porto cansado", referindo-se ao vinho do porto, devido à nata depositada no fundo.

FHC elogiou tanto que a moça temeu ter servido algum licor precioso que a mãe tinha guardado para ocasiões solenes. Voltando para casa, a moça foi se desculpando com a mãe, por ter violado a preciosidade.

E a mãe: "Mas, minha filha, aquilo era Biotônico Fontoura que eu coloquei no frasco para enfeitar a cristaleira".

FHC e o "Porto cansado" | Brasilianas.Org

A Entrevista da Prenda Paulista

O Rio Grande resolveu
Mudar a história nativista
Por uma atitude ousada,
Moderna e não bairrista
O gaúcho do nosso Estado
Será agora governado
Por uma prenda paulista.
Senhora de muitas letras
Nas academias de além-mares
Dizendo encarnar o “novo”
Modernos projetos e olhares
Foi demonstrar sua competência
Sobre as coisas da Querência
No programa do Jô Soares.
Com estardalhaço e expectativa
Anunciou-se a apresentação
Pessoas e até divindades
Tomaram-se de empolgação
Até São Pedro nesse dia
Ao lado do Teixeirinha
Assistiu televisão.
Jô Soares muito esperto
Foi se fazendo de bacana
E na conversa foi levando
A professora tucana
Sobre os usos da querência
Foi testando a sapiência
Da estudada paulistana.
E a paisana foi se soltando
Com grande desenvoltura
Com ares de sabe-tudo
Da nossa história e cultura
Até São Pedro padroeiro
E Teixeirinha seu parceiro
Sorriam lá das alturas.
Logo à primeira pergunta
A mestra se atrapalha
Comprometendo o seu saber
Qual fogo em paiol de palha
Como bugalho e pimenta
Confundiu abajur e vestimenta
Ao definir a pantalha.
A sábia prenda paulistana
Sobre o Teixeirinha esclarecia
A homenageá-lo em Passo Fundo
Muitas estátuas havia
Pra quem conhece a cidade
Sabe que não é verdade:
Só há uma e não deu cria.
Veio a gafe mais cruel
Da sábia prenda “atucanada”
Chamou “churrasco de mãe”
Sua música mais consagrada
– Um deboche paulistano
Sem graça e sem tutano
Pra gozar com a gauchada.
Teixeirinha lá no céu
Decerto que não gostou
Quando a viu cantarolar
Palavras que não criou
Mas neste pago adorado
Seu filho por ser educado
A paulistana perdoou.
A prenda paulista ensinava
Com grande convicção
Caprichando nos detalhes
Pra mostrar erudição
Que aqui, no Sul, é o pãozinho
Conhecido por cacetinho
Por cacete e cacetão.
Tudo depende do gosto
E da precisão do vivente
Detalhava a prenda paulista
À vontade e eloqüente
E São Pedro, que é recatado,
Constrangido e contrariado,
De vergonha se fez silente.
Jô Soares insaciável
Ainda não estava contente
Indagou da prenda paulista
Seus planos daqui pra frente
Ela revelou confiante
Que sua meta mais distante
É se tornar presidente.
São Pedro chamou o Brizola
– Gaúcho viajado e probo
Que foi opinando firme:
“Ninguém me tira pra bobo”…
Apontou pro Roberto Marinho
Tem cascavel nesse ninho
É coisa da Rede Globo!”.

16/11/2011

Liberdade expre$$ão

Filed under: PIG — Gilmar Crestani @ 9:26 am
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Inglaterra proíbe anúncio de perfume

Enviado por luisnassif, ter, 15/11/2011 – 16:31

Por JOEL BENTO CARVALHO

Na Inglaterra pode:

Anúncio de perfume com atriz é banido por ser sexualmente provocativo

No Brasil a mídia gritaria que é atentado à liberdade de expressão.

Um anúncio do perfume ‘Oh Lola’, do designer Marc Jacobs com foto da atriz Dakota Fanning foi proibido na Inglaterra por ter sido considerado abusivo.

Luis Nassif Online

14/11/2011

A Waack foi pro brejo

Filed under: Rede Globo de Corrupção,WikiLeaks,Wiliam Waack — Gilmar Crestani @ 11:39 am
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Pode ser que todos ou nenhum tenham razão. Para mim, o affair Waack & CIA se resume numa solução muito simples. É informação. Sendo informação, os veículos que dizem lutar pela liberdade de expressão deveiam se exprimir, divulgado o fato e as razões do encontro. Simples assim. Como diz o ditado, onde há fumaça há fogo. Se esconderam é porque boa coisa não é.

O caso William Waack: resposta de David aos ataques dos Golias

Enviado por luisnassif, seg, 14/11/2011 – 10:16

Autor:

Luiz Cezar

Willy e HillaryPara quem pegou o programa pela metade convém retomá-lo. Há quase 2 meses atrás o Blog"Brasil que Vai!", de minha autoria, reproduziu notícias que circulavam pela rede dando conta da existência de documentos do Wikileaks que associavam o jornalista Wliam Waack com o governo americano.

Antes desse texto, um primeiro foi publicado  que apontava o surgimento da TV Globo como resultado, por um lado, da iniciativa do governo militar que se instalou no país com o golpe de 1964 e, por outro lado, do acordo firmado entre o jornal da família Marinho e o grupo americano Time – Life  em 1965 na cidade de Nova Iorque.

O texto encerrava-se com a afirmação opinativa de que muito embora fossem conhecidas as ligações da TV Globo com grupos americanos, desconhecia-se o fato de que essas relações se estendessem ao governo daquele país e que muito menos tivessem continuidade até os dias de hoje, como faziam supor  os documentos trazidos a público pelo Wikileaks.

Esse texto permaneceu postado sem que suscitasse maiores controvérsias.  Até que pouco tempo depois a mídia anunciasse o encerramento das atividades do site, o que fez o Blog publicar novo texto lembrando a existência dos documentos relacionados às atividades do jornalista.

O assunto ganhou então súbita divulgação, vindo a ser repercutido pelos principais sites noticiosos do País e do exterior como o americano Huffington Post.

Essa repercussão apenas foi possível porque o site R7 de Edir Macedo, com sua mais que conhecida indisposição com relação à TV Globo, fez publicar matéria que citava o Blog como fonte da informação e reproduzia à sua conveniência trechos do texto nele postado.

Foi o bastante para que um tema amanhecido ganhasse fóruns de novidade e viesse a dar ensejo como que a um escândalo nacional.

Confirma a exegese simplória do que pode ser denominado o “episódio Waack” a matéria do site Observatório da Imprensa, subscrita pelas representantes “Organização Pública” de jornalismo investigativo, responsável pela divulgação dos documentos do Wikileaks.

Nesse artigo, as jornalistas Marina Amaral e Natália Viana,  a par de buscar banir quaisquer suspeitas dobre as atividades Wiliam Waack, manifestam elas mesmas surpresa com a repercussão do assunto.

Na defesa do colega jornalista, Marina e Natália, colocam na berlinda os ex-ministros Nelson Jobim e José Dirceu não deixando dúvidas sobre a opinião de que sobre esses sim deveria recair a condenação dos leitores e internautas. Inferem que por serem homens de Estado deveriam pautar suas condutas por maior recato nas interações com governos estrangeiros.

Usam em favor do jornalista a imagem do mecânico com mãos sujas de graxa para insinuarem que era da natureza do trabalho de Waack falar sobre aquilo que seria seu ofício, informar.

Arrolam testemunha o ex- presidente do Instituto Fernando Henrique Cardoso, Sérgio Fausto, e criam uma distinção retórica (que dá título ao artigo) entre “interlocutor” e “informante” para fazer crer que Waack seria uma espécie de consultor esporádico do governo americano e não fonte permanente de informação.

Enfim, uma dedicada peça de defesa ao colega de profissão cujos malabarismos conceituais dispensam consideração.

Chegam até a deslocar o foco da celeuma para uma questão conexa que pouca relação com o que está em discussão: cabe a um jornalista com posições políticas definidas, moderar debates políticos ocultando suas opções partidárias, perguntam elas? Pergunta irrelevante tendo em vista que as posições políticas manifestas por Waack nos programas que comanda coincidem em gênero e grau com as da emissora para a qual trabalha. O que pensa ou o que não pensa o jornalista soa nesse sentido secundário.

É todo o contexto que deve ser considerado. A impropriedade de que um jornalista que conduz dois programas de grande penetração na TV brasileira, freqüente colóquios com representantes de governo estrangeiro e interfira com seus posicionamentos na disposição de multinacionais estrangeiras em contribuírem com uma ou outra das candidaturas concorrentes em pleitos nacionais, como o de 2010 que levou a desafeta do jornalista Dilma Russef à presidência da República.

Se contatos com governos estrangeiros mantiveram também agentes ou ex-agentes do Estado, agiram eles sim de acordo com a natureza de suas atividades.

Se exorbitaram no que lhes era dado falar, cabia ao governo demiti-los. O que, de um modo ou outro, parece ter ocorrido. Mas que sanção sofreu Waack ao criar condições políticas favoráveis a uma única candidatura? Qual a extensão e a natureza desses contatos?

Evidente que essas dúvidas não podem ser esclarecidas pelo libelo de defesa que fazem as colegas jornalistas de Waack. Em última instância, apenas os Órgãos de Segurança brasileiros poderão esclarecê-las.

Que fique claro para Waack: não foi o inofensivo Blog de um cidadão sem filiação partidária que expôs o jornalista, mas os documentos do Wikileaks e o enfoque que pretenderam dar o grandes adversários da emissora  para que trabalha.

Quer prender, quer arrebentar quem expressa livremente suas opiniões para salvaguardar seu pretenso direito de fazer um jornalismo questionável em termos dos interesses nacionais? Que o faça! Mas qualquer um também terá o direito de pedir que se o investigue pela dúvida de extrapolar seu papel de informar àqueles, que a princípio, seria pago para informar.

A intimidação de Waack e da Globo: http://brasilquevai.blogspot.com/2011/11/intimacao-de-wiliam-waack.html

O caso William Waack: resposta de David aos ataques dos Golias | Brasilianas.Org

13/11/2011

O Sirotisky do Amazonas

E quando vamos ter uma Primavera de Porto Alegre? Em que Lasier Martins é inferior ao espécime amazonense?

Primavera de Manaus 4: o radialista que amava Roberto Carlos

Enviado por luisnassif, sab, 12/11/2011 – 16:00

Antes de contarmos a história do nosso personagem principal, Ronaldo Tiradentes, um rápido apanhado sobre como atua no mundo virtual.

Quando escrevi os primeiros posts sobre o caso Bianca Abinader recebi comentários virulentos de um perfil fake no Twitter, de codinome @caionunes. Depois, ele invadiu meu blog com ataques de baixo nível.

O IP é do mesmo mesmo provedor e da mesma central, em Manaus, dos ataques desfechados contra Bianca e contra o blogueiro Ismael pelo mesmo @caionunes. Na época, identificou-se Ronaldo Tiradentes como a pessoa por trás do fake, devido às informações veiculadas pelo Twitter de @caionunes, que antecipou todos os movimentos da Secretaria de Administração em um dos inquéritos movidos contra a médica.

A conta é da Vivax, provedor da Net. O equipamento encontra-se a 7 km da sede da CBN Manaus. Na Net, informam-me que a rua da CBN Manaus está na área atendida pela central identificada no IP.

Transponham essa virulência para o mundo real de Manaus. Na ponta ofensiva, uma rádio de alcance amplo, não meros comentários de baixo calão; na ponta atacada, pessoas físicas cercadas pelo poder político de Amazonino, pelas políticas de intimidação da CBN. No meio, a virulência sem limites de um personagem como Ronaldo Tiradentes.

Ele apareceu em Manaus vindo de Minas. Começou a carreira como vendedor de uma loja de CD. Depois, tornou-se apresentador do "Clube do Rei", na TV local, enaltecendo Roberto Carlos. Começou aí sua popularidade. A partir dessa vitrine, elegeu-se deputado estadual nos anos 90. Não foi reeleito. Mas foi secretário de Comunicação na primeira gestão de Amazonino Mendes, quando começou a montar sua fortuna.

Aproximou-se do mundo político do estado, oferecendo a matéria prima mais valorizada por aquelas plagas: uma virulência sem limites.

Arthur Virgílio chegou a pagar para que fosse à França fotografar um suposto castelo de Amazonino Mendes. Eleito, Amazonino cooptou-o com gordas verbas publicitárias para suas rádios.

Em 1997 conseguiu a concessão da rádio Tiradentes, que colocou em nome de parentes. Quando, em 2003,  o Ministério das Comunicações abriu concorrência para novas frequências no Amazonas, conseguiu a concessão da rádio que se filiou à rede CBN. Em 2004 conseguiu a  Rádio Tiradentes FM (89,7), em 2005, a TV Tiradentes, de Porto Velho e a Tiradentes FM, em Parintins.

Valendo-se da falta de controle das autoridades do setor, passou a utilizar uma frequencia que pega a cidade toda, pagando multas irrisórias pelos abusos. No dia 21 de setembro passado, sofreu uma multa de R$ 2.400,00 por utilizar a frequência da CBN Iranduba fora da sede da cidade.

No dia 11 de agosto passado foi alvo de uma homenagem. Graças à força que lhe foi outorgada pela rede CBN, estavam presentes o governador, prefeito e vereadores.

Segundo o relato do site da CBN, "Ronaldo foi às lágrimas ao lembrar o começo de vida em Belo Horizonte, como cobrador e camelô". E mostrou sua estreita ligação com as Organizações Globo:

"O apresentador do CBN Manaus lembrou de sua passagem pela TV Amazonas, onde foi o primeiro repórter a emplacar matéria local no Jornal Nacional. E a emissora o homenageou, com espaço destacado no Jornal do Amazonas deste começo de noite".

Depois do sucesso do "Clube do Rei", Ronaldo estreitou as relações com as Organizações Globo. Tornou-se repórter da TV Amazonas, afiliada da Globo e, depois, apresentador do Jornal da Amazônia, que antecedia o Jornal Nacional. Foi o que lhe abriu as portas para ser o homem da CBN em Manaus.

Parte de sua história é narrada no livro "O ronco da pororoca: histórias de um repórter da Amazônia", de Marcos Losekann. Nos anos 90 enviou capangas a Niterói para espancar um cronista de Manaus que o criticou.

Sob seu comando, a CBN tornou-se defensora das piores causas de Manaus.

Abriu microfones para o vereador Sabino Castelo Branco, acusado de agredir a própria esposa. Depois, para o irmão do governador Omar Aziz, que invadiu a UFAM (Universidade Federal de Manaus) para espancar um professor, que comentara em sala de aula as acusações contra o governador na CPI da Exploração Sexual, anos antes.

Abriu espaço para Omar se defender das acusações de pedofilia. Depois, para Carlos Souza, quando foi acusado de comandar o crime organizado em Manaus; para Antonio Cordeiro, flagrado pela Operação Albatroz por desviar R$ 500 milhões do governo do Estado.

Defendeu Adail Pinheiro, o ex-prefeito de Coari, acusado pela Polícia Federal de desvios de mais de R$ 30 milhões e de envolvimento na escabrosa rede de pedofilia que envolvia políticos do estado. Em seus programas, Ronaldo Tiradentes fazia apelos para que a Justiça desbloqueasse os recursos da prefeitura de Coari. A cidade vive de royalties de petróleo.

Em 2009, um dos escândalos da esquema Adail, através de seu sucessor Rodrigo Alves da Costa (posteriormente cassado por corrupção) consistiu na contratação, por R$ 4,3 milhões,  de trios elétricos pelo período de cinco meses. Os trios pertenciam à AMZ Produções, de Robson Tiradentes, irmão de Ronaldo. Cassado o homem de Adail, Ronaldo fez sua defesa (clique aqui) imediatamente iniciou campanha contra seu sucessor (clique aqui).

O prefeito cassado foi acusado pela Operação Vorax da Polícia Federal de envolvimento em organização criminosa  (clique aqui). Na CBN se veiculava a falsa informação de que sua culpa teria sido participar de uma festa política com distribuição de prêmios.

A parte mais obscura da carreira de Tiradentes veio à tona em 2009, quando seu ex-sócio, o advogado Afonso Luciano Gomes foi a Brasilia entregar ao presidente da CPI documentos que supostamente comprovariam que Tiradentes abusou de uma sobrinha de 13 anos. A menina teria engravidado de um menino, então com 14 anos – a mãe já com 27.

A agência Senado noticiou assim:

“O advogado Afonso Luciano Gomes Amâncio entregou nesta terça-feira (1º), ao presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), denúncia de abuso sexual praticado por Ronaldo Lázaro Tiradentes, em Manaus (AM), contra sua sobrinha Keyla Roberta Gregório da Silva. O advogado entregou cópia de depoimento da vítima à Polícia Federal no amazonas e pediu à CPI apuração do caso em que sua cliente foi vítima. Segundo o depoimento de Keyla, Ronaldo Tiradentes a criou depois que ela ficou órfã de pai, aos 4 anos de idade. Keyla, hoje com 27 anos, afirma que, no período em que vivia na casa do tio, foi abusada sexualmente por ele, o que a fez decidir sair de casa aos 13 anos. Em seu depoimento ela também relata que, mesmo depois de sair de casa, Ronaldo Tiradentes continuou a assediá-la até que teve uma filha, que está com 11 anos, não reconhecida por ele. Magno Malta afirmou que vai levar a denúncia à CPI da Pedofilia e, se necessário, serão convocados o acusado e sua esposa, Maria José, bem como a vítima”.

A sobrinha chegou a conceder entrevista confirmando a versão. Ronaldo atribuiu as denúncias ao seu adversário político, ex-Ministro Alfredo Nascimento (clique aqui).

Tempos depois, a sobrinha voltou atrás  e Tiradentes apresentou um exame de DNA que supostamente o inocentaria da acusação de gravidez.

Mensalmente, a prefeitura de Manaus joga mais de R$ 1 milhão de publicidade nas duas emissoras de Ronaldo, a CBN Manaus e a rádio Tiradentes.

Foi nesse pantanal que a médica tuiteira Bianca Abinader se meteu, quando resolveu, com mais 150 tuiteiros da cidade, inaugurar a Primavera de Manaus, criando o movimento pelo twitter.

application/pdf icon20080711_1_decisao_vorax_desabilitada.pdf

application/pdf iconcomentarios_fakes_de_ronaldo_tiradentes_no_blog.pdf

Imagens:

Primavera de Manaus 4: o radialista que amava Roberto Carlos

Primavera de Manaus 4: o radialista que amava Roberto Carlos | Brasilianas.Org

As outras partes d’ A Primavera de Manaus, escritas por Luís Nassif:

1) Primavera de Manaus 1: tuiteiros vs coronéis da selva

2) Primavera de Manaus 2: a fonte do poder dos coronéis regionais

3) Primavera de Manaus 3: as primeiras represálias ao movimento

4) Primavera de Manaus 4: o radialista que amava Roberto Carlos

5) Primavera de Manaus 5: a invasão do posto de saúde

6) Primavera de Manaus 6: a suspensão com base em um documento falso

7) Primavera de Manaus 7: o terror no jogo político do Amazonas

12/11/2011

putaqueopariu@minhaposentadoria.com

Filed under: Aposentadoria,Previdência,Servidores Públicos,STF — Gilmar Crestani @ 9:38 am
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Previdência dos servidores na pauta do STF

Enviado por luisnassif, sab, 12/11/2011 – 07:53

Por Chrisppa Silva

Do Consultor Jurídico

Grupo estuda projeto de aposentadoria de servidores

Especialistas em Direito Previdenciário, representantes de Tribunais Superiores, do Ministério Público da União, do Tribunal de Contas da União e de associações de classe se reuniram nesta quinta-feira (10/11) para discutir mudanças no regime de previdência dos servidores públicos federais propostas pelo governo federal. Os debates do grupo foram coordenados pelo ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal.

O principal objetivo do grupo é examinar o Projeto de Lei 1.992/2007, que autoriza a criação da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) e, a partir das discussões, marcar a posição do Poder Judiciário a respeito dos pontos considerados problemáticos no projeto.

Um deles é a composição dos conselhos diretor e fiscal da Funpresp, considerados pouco representativos para a gestão de um fundo que deverá ser um dos maiores do mundo, devido ao grande número de participantes — o país tem hoje mais de dois milhões de servidores públicos federais.

“Vamos discutir mais o projeto e ver se ele atende ao objetivo da Constituição Federal", afirmou o ministro Marco Aurélio. "Nossa preocupação não é apenas com a situação dos servidores públicos que virão a ingressar no novo sistema, mas com a qualidade do serviço público de amanhã."

O PL 1.992/2007, de iniciativa do Poder Executivo, institui o regime de previdência complementar para os servidores públicos federais titulares de cargo efetivo da União, autarquias e fundações, inclusive membros do Poder Judiciário, do Ministério Público e do TCU. Ele limita as aposentadorias ao limite do Regime Geral da Previdência Social (que hoje é de aproximadamente R$ 3.700), e condiciona a complementação à opção por participar da Funpresp — que, na prática, atua como um fundo de previdência privada.

O projeto de lei aguarda parecer das comissões de Seguridade Social e Família, de Constituição e Justiça e de Cidadania e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. Ele tramita em regime de urgência e, a partir de novembro, passará a trancar a pauta do Congresso Nacional.

O ministro observou que o novo sistema de previdência complementar a ser instituído a partir da criação da Funpresp é "uma incógnita em termos de parâmetros" e traz mudanças substanciais que podem afetar de forma significativa a qualidade do serviço público. Na sua avaliação, deputados e senadores "não estão atentos a essa problemática". Por isso, afirma que é preciso "marchar com calma e segurança para ver todas as implicações do novo sistema, sob pena de se criar o caos". Para ele, a matéria "não pode ser tocada com açodamento", e a implantação do regime de previdência complementar "precisa ser arquitetada de forma a não haver prejuízos para os servidores e para o próprio serviço público". Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

Previdência dos servidores na pauta do STF | Brasilianas.Org

PSDB se irrita com lema de campanha do PT

Filed under: Fascio littorio,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:36 am
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O fascio littorio.

Uma sugestão desinteressada ao PSDB. É óbvio que o PSDB tem mais eleitores de fala inglesa que portuguesa, mas ainda assim sugiro que mudem de slogan. O inglês é mais clean, mas o italiano é porrada. Então, considerando que o carcamano José Serra é candidato, sugiro: Fascio, logo existo! Explico, a união faz a forza… Os fasci deram origem ao fascismo, algo que o PSDB já pôs na rua na última campanha. Ou então, traduttore traditore, transliterem: “Sim, temos cárie”…

Enviado por luisnassif, sab, 12/11/2011 – 07:24

PSDB sai em defesa do ?Yes, we care?

AE – Agência Estado

O PSDB reagiu hoje às ironias contidas na resolução da Executiva do PT ao lema proposto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Para o comando tucano, o PT está "desesperado" e a autoridade da presidente Dilma Rousseff está "em xeque" diante dos casos de corrupção.

Na quinta-feira, a direção petista ironizou a sugestão do ex-presidente para que o PSDB adote como bandeira o lema "Yes, we care" ("Sim, nós nos preocupamos"), numa adaptação de "Yes, we can" ("Sim, nós podemos"), usado na campanha de Barack Obama à Presidência dos EUA, em 2008.

quanto a oposição conservadora macaqueia em seminários um slogan americano, imaginando assim aproximar-se do povo, o governo vem mantendo a iniciativa das ações dando prioridade à garantia de continuidade das conquistas econômicas e sociais do povo brasileiro", disse a resolução da Executiva petista.

O texto afirma, ainda, que foi "igualmente frustrada" a tentativa dos adversários de "gerar crises" no âmbito dos ministérios e na base de sustentação do governo no Congresso.

Em nota divulgada ontem, o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra, disse que "apesar dos ataques despropositados do PT, o PSDB vai cumprir o seu papel de fazer uma Oposição que o Brasil espera. Não vamos abrir mão de desenvolver abordagens e estudos sobre o quadro atual do País e do mundo."

PSDB se irrita com lema de campanha do PT | Brasilianas.Org

11/11/2011

Da série: ai se o Kamel souber…

Filed under: Ali Kamel,Bolsa Família — Gilmar Crestani @ 7:59 am
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Enviado por luisnassif, qui, 10/11/2011 – 19:38

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Luis Nassif

Ontem gravamos uma entrevista especial, em vídeo – a ser disponibilizada aqui em breve – com a professora da Unicamp e cientista social Walquiria Domingues Leão Rego que há cinco anos pesquisa a Bolsa Família.Walquiria tem ido anualmente às regiões mais pobres do nordeste tomando depoimentos dos beneficiários, não questionários frios, mas longas conversas para apreender as mudanças ocorridas.

Um dos episódios narrados é fantástico.

Na casa de uma senhora em Alagoas, outro pesquisador que a acompanhava, italiano, maravilhou-se com alguns quadros, pinturas na parede, sem moldura. Indagaram da senhora o que era aquilo.

Inicialmente, ela relutou em responder. Walquiria contou que no país do seu amigo valorizavam-se muito as pinturas, daí a razão do interesse dele.

A senhora venceu, então, o temor e contou que um de seus netos tem uma grande vocação para a pintura. Na escola, a professora recomendou que recebesse aulas.

Ela reuniu, então, a família e, juntos, discutiram se poderia desviar parte do dinheiro da comida para as aulas de pintura do menino. Todos concordaram. O resultado foram as pinturas que maravilharam o italiano.

Se Ali Kamel souber, haverá denúncias em O Globo sobre o esbanjamento de recursos do Bolsa Familia.

Da série: ai se o Kamel souber… | Brasilianas.Org

09/11/2011

Contradições do jornalismo de torcida

Filed under: Estadão,Grupos Mafiomidiáticos — Gilmar Crestani @ 9:20 am
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Enviado por luisnassif, ter, 08/11/2011 – 20:00

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Paulo Cezar

Impressionante o que se tornou o jornal "O estado de SP", em uma matéria ele publica a realidade imparcial, exaltando o bom resultado do país no PAN. Em outra, tendo ainda como alvo o ministério dos esportes cravejado por recentes denúncias, contradiz o que ele mesmo havia dito alguns dias antes, para chamar o desempenho no PAN , antes "histórico" de "fraco"……Artigo 1 http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,brasil-fecha-pan-com-48-ouros,792617,0.htm

Brasil fecha Pan com 48 ouros País encerra competição neste domingo com melhor desempenho fora de seu território 30 de outubro de 2011 | 20h 04

AE – Agência Estado

GUADALAJARA – Os Jogos de Guadalajara vão entrar para a história do esporte brasileiro como o melhor desempenho do País em um Pan fora de seu território. O Brasil encerra a competição, finalizada neste domingo, com 48 medalhas de ouro, 35 de prata e 58 de bronze (141 no total), desempenho bastante melhor que o do Pan de Santo Domingo, em 2003, quando os atletas brasileiros subiram o lugar mais alto do pódio 29 vezes e somaram 123 medalhas.

Solonei Silva conquistou o último ouro do Brasil no Pan - Jonne Roriz/AEJonne Roriz/AESolonei Silva conquistou o último ouro do Brasil no Pan

Por pouco o Brasil não superou também o desempenho que teve no Rio, quando competiu em casa. Na ocasião, foram 52 ouros, apenas quatro a mais do que os conquistados em Guadalajara. Assim, fizeram falta as medalhas certas que acabaram sendo desperdiçadas, casos do futebol e do basquete masculino (eliminados na primeira fase) e dos campeões mundiais Fabiana Murer (prata no salto com vara), Roseli Feitosa e Everton Lopes (ambos bronze no boxe). O judô feminino também não colaborou com nenhum ouro.

Por outro lado, o Brasil se destacou em alguns dos esportes olímpicos mais tradicionais, igualando ou até melhorando o desempenho do Rio na natação, no judô, no atletismo, na vela, no vôlei (quadra e praia) e nas ginásticas, modalidades, que, juntas, renderam 41 ouros e um total de 85 medalhas. Handebol, triatlo, tiro, tênis de mesa, levantamento de peso, caratê e patinação também deram um ouro cada ao Brasil.

Quem mais colaborou individualmente para o desempenho brasileiro no quadro de medalhas foi Thiago Pereira, que conquistou quatro ouros em provas individuais e outras duas em revezamentos, tornando-se o atleta do Brasil que mais tem medalhas de ouro pan-americanas: 12. Antigo recordista, Hugo Hoyama chegou à sua 11.ª com a vitória no tênis de mesa por equipes em Guadalajara.

O Pan também comprovou a evolução do Brasil em disputas importantes. No atletismo feminino e na natação masculina, as provas de velocidades foram dominadas por brasileiros. Na ginástica artística masculina, na ginástica rítmica e no tiro o Brasil também se mostrou um patamar acima do que vinha sendo apresentado em Jogos anteriores. No vôlei, os quatro ouros em jogo na praia e nas quadras ficaram com o Brasil, com direito à seleção masculina B vencendo com certa facilidade Cuba (vice-campeã mundial) na final do Pan.

Os brasileiros também conquistaram resultados expressivos no Pan, aumentando as expectativas por bons resultados na Olimpíada de Londres. César Cielo ignorou a altitude e fez o segundo melhor tempo do ano nos 100 metros livre. No revezamento 4×100 metros no atletismo, as brasileiras quebraram o recorde nacional e colocaram a equipe brasileira num novo patamar.

Campeã olímpica, Maurren Maggi voltou à boa forma e fez sua melhor marca no ano. Ainda no atletismo, Lucimara Silvestre, voltando de punição por doping, estabeleceu novo recorde sul-americano. Aos 21 anos, Fernando Reis venceu a categoria mais de 105kg no levantamento de peso, deu ao Brasil sua primeira medalha de ouro na modalidade na história do Pan e pulverizou os antigos recordes da competição no arranque, no lançamento e no geral.

Artigo 2

http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/11/8/brasi…

Brasil potência esportiva


Autor(es): Rubens Barbosa O Estado de S. Paulo – 08/11/2011 

"A pátria em chuteiras", na expressiva descrição de Nelson Rodrigues, tornou-se mundialmente conhecida pelo futebol. Aos poucos, a atividade esportiva foi-se diversificando e hoje somos uma força também, entre outros, no voleibol, na natação e nos náuticos.

No momento em que o Brasil completava sem brilho os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em que entramos na reta final do Campeonato Brasileiro de Futebol e começam a ficar apertados os prazos para a organização da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016, o esporte virou notícia nas páginas policiais. A queda do ministro do Esporte, depois da abertura de inquérito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), juntamente com o ministro anterior, por desvio de recursos públicos por meio de ONGs que deveriam atuar para ajudar no desenvolvimento de diferentes atividades esportivas, é mais um episódio lamentável numa área que se tornou sensível politicamente por compromissos internacionais assumidos pelo País com a Copa e os Jogos Olímpicos.

Cresce, cada vez mais, a percepção de que o comando esportivo do Brasil, do governo às entidades responsáveis pela organização das diferentes atividades, está defasado e necessita de reforma e faxina generalizada.

No caso do futebol, a estrutura personalista, não empresarial nem profissional, na direção dos clubes, a falta de um calendário que compatibilize os diferentes campeonatos regionais e nacionais com os compromissos internacionais dos clubes e da seleção justificam os comentários de Juca Kfouri, que, em artigo no atual número da revista Interesse Nacional, observa, com propriedade: "Na verdade, vivemos sem saber o que queremos ser quando crescer em matéria de política esportiva e não temos sido capazes de nos aproveitar das oportunidades que a globalização oferece, limitados ao papel de exportar matéria-prima, com nos tempos da dependência do País essencialmente agrícola".

Tudo isso explica o episódio, amplamente noticiado, do abandono, desde 2007, de facilidades de treinamento em Campos do Jordão para atletas que iriam representar o Brasil no exterior. O centro não saiu do papel, embora os recursos tenham sido transferidos e apropriados por alguém.

Diante desse quadro negativo, quem haveria de supor que o Brasil está entre as maiores potências esportivas do mundo?

Recentemente tomei conhecimento de um site, criado por três rapazes fanáticos por esporte, que veio suprir uma lacuna: a ausência de um verdadeiro ranking mundial de países na prática de todos os esportes. O site, criado em 2008, chama-se greatestsportingnation.com e é atualizado mensalmente. Para organizar esse ranking não foram poucos os desafios: como combinar esportes coletivos e competições individuais e como distribuir pontos em cada competição. Não estão incluídos, pela dificuldade de aferir pontuação, campeonatos de clubes no futebol, no hóquei e no basquetebol, além de esportes motorizados (carros e motos) e envolvendo animais, com exceção dos equestres, por fazerem parte dos Jogos Olímpicos.

Depois de incluir cerca de 80 diferentes atividades esportivas, concedendo pontos aos primeiros oito colocados, em eventos que devem necessariamente ser internacionais, 110 nações marcaram pelo menos um ponto, até agosto. O resultado em 2011 repete os de 2008 a 2010. Como era de esperar, os EUA dominam a cena, marcando pontos na quase totalidade das 80 atividades esportivas, sobretudo em virtude da força de suas esportistas femininas.

O ranking mundial das 20 primeiras potências esportivas, seguro indicador da pujança esportiva do país, é o seguinte: EUA, Rússia, França, China, Japão, Alemanha, Canadá, Austrália, Suécia, Áustria, Itália, Reino Unido, Coreia do Sul, Noruega, Brasil, Suíça, Espanha, Finlândia, Polônia e Holanda.

A posição, no 15.º lugar, ocupada pelo Brasil tem grande significado e mostra o potencial do País, forte nos esportes coletivos, pela habilidade individual de nossos atletas, e em novas e diferentes modalidades, graças à abnegação e ao talento de atletas que dividem a atividade esportiva com trabalho para conseguirem sobreviver.

Se a falta de planejamento, a desorganização dos calendários, a falta de renovação e de espírito criativo da maioria das lideranças esportivas tornam difícil a vida dos atletas, a situação, nos últimos anos, agravou-se com o aparelhamento do Estado por partidos políticos e as evidências de corrupção com o desvio de dinheiro público. E se o Brasil está entre as principais potências esportivas apesar de todas essas mazelas, imaginem se tivéssemos um projeto esportivo, com calendários, recursos, campos especializados de treinamento, maior apoio oficial e do setor privado e melhor utilização dos recursos vindos das loterias para as especialidades em que o País tem realmente chance de se destacar.

Espera-se que o novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, possa desmontar os esquemas de apropriação indébita de recursos públicos pelo PC do B. A seriedade e a honestidade do ministro são conhecidas, mas também terá de demonstrar eficiência e competência, quatro qualidades não facilmente encontradas hoje nas lideranças esportivas do nosso país.

O acompanhamento das obras de construção dos estádios para a Copa do Mundo e da gestão financeira dos recursos governamentais alocados para esse fim será uma das prioridades do novo ministro. Os preparativos para os Jogos Olímpicos, tanto da infraestrutura física quanto da seleção dos representantes brasileiros, demandarão atenção especial do Ministério do Esporte.

O desempenho fraco da representação brasileira nos Jogos Pan-Americanos é um sinal de alerta. Ainda há tempo para o planejamento e o desenvolvimento de um programa de apoio efetivo para preparar atletas para os Jogos Olímpicos de 2016.

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A militarização da USP, por Mário Maestri

Filed under: Invasão da Reitoria da USP,Mário Maestri — Gilmar Crestani @ 9:19 am
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Enviado por luisnassif, qua, 09/11/2011 – 08:30

Por Morales

Texto do professor Mário Maestri sobre a militarização da USP.

Do Pravda

Pela volta da Idade Média à USP

por Mário Maestri

Na Idade Média, era uma enorme conquista quando uma cidade obtinha uma universidade. Comumente, com ela, vinha o direito a uma ampla autonomia quando à autocracia do príncipe. Tratava-se de liberdade considerada indispensável para o novo templo do saber. Devido a isso, o campus universitário medieval possuía sua polícia própria e julgava seus alunos, funcionários, professores.

Aprendi isso, no curso de História da UCL, na Bélgica, onde fui recebido de braços abertos, em 1974, fugido da ditadura brasileira e chilena. No Brasil de então, não tinha nada daquilo. A polícia e o exército entravam, revistavam, espancavam, prendiam, torturavam e, até mesmo, matavam professores, funcionários e sobretudo alunos que não se rendiam ao tacão da ditadura cívico-militar.

Uma aluna sul-rio-grandense, mestranda em História da USP, escreveu-me um longo e-mail, pedindo-me quase desesperada solidariedade para com ela e seus colegas daquela universidade.

A carta da estudante registra a angústia de jovens que se assustam com a regressão dos espaços de liberdade conquistados quando da versão de redemocratização brasileira, onde os criminosos civis e militares de 1964-1985 seguiram em seus postos ou com suas pensões e aposentadorias, homenageados com nomes de praças, avenidas, ruas, ao morrerem.

A aluna relata a degradação das condições de convivência, de trabalho e de estudo naquela instituição, a mais destacada do Brasil.

Lembra que há muito se instauram processos administrativos contra alunos, funcionários e professores, eventuais motivos de demissão e de expulsão, por expressarem em manifestos, panfletos, ocupações, etc. suas idéias contra a política universitária dos governadores de São Paulo e dos dirigentes máximos daquela instituição.

Há cerca de dois meses, lembra a jovem, o senhor reitor lançou pelo retrete a autonomia universitária e escancarou o campus à Polícia Militar, sub a justificativa de reprimir a criminalidade.

Desde então, a Polícia Militar reina no campus – abordando, inquirindo, revistando funcionários, professores e sobretudo alunos. Certamente os principais objetos desses atos de intimidação são os alunos e alunas mais agitados ou de cabelo, roupas, adereços e comportamentos tidos como estranhos!

Conhecemos o resultado da política liberticida do senhor reitor – em 27 de outubro, alunos foram revistados por policiais militares, como sempre, na frente da Biblioteca da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, onde se reúnem, tradicionalmente, os universitários suspeitos de pensarem em demasia!

A revista deu resultado. Três estudantes de Geografia foram encontrados com alguns baseados, motivos de pronta prisão e imediata resposta dos seus colegas, todos pertinentemente surrados, pois universitárias e universitários comumente magricelos, armados com canetas, livros e laptops, pouco podem contra os parrudos PM, com os seus tradicionais instrumento de trabalho – cassetetes, revólveres, escopetas, bombasdissuasivas ...

A resposta previsível dos estudantes foi uma festa para a grande mídia conservadora, sobretudo televisiva. A ocupação do prédio da FFLCH e depois da Reitoria, por estudantes encapuzados – ninguém quer ser objeto de processo e eventual expulsão – foi mostrada como a ação de bárbaros desordeiros no templo do conhecimento!

Isolada, sob o silêncio dos grandes e pequenos partidos, a garotada está sendo obrigada a retroceder. Até segunda-feira, tem que entregar o prédio. Se não, vão conhecer pancadaria grande, prisões e os pertinentes processos. Não conseguem, nem mesmo, apresentar suas mais do que justas reivindicações: fins dos processos contra estudantes e servidores e a interdição do Campus à Polícia Militar.

Por razões óbvias não registro o nome da autora da carta. Com minha total solidariedade ao movimento, faço uma derradeira reflexão. Se, na Idade Média, um senhor reitor atirasse pela janela do seu palácio a valiosa autonomia conquistada pela cidade, chamando a polícia para atuar livremente no campus, certamente seria destituído por seus pares e, possivelmente, mandado para a masmorra da Universidade, para refletir melhor sobre sua vontade de subserviência ao príncipe! Coisas da Idade Média.

Mário Maestri, é doutor em Ciências Históricas pela UCL, Bélgica, e professor do Programa de Pós-Graduação em História da UPF, RS. E-mail: maestri@via-rs.net

A militarização da USP, por Mário Maestri | Brasilianas.Org

08/11/2011

Globo faz mau uso do caso do cinegrafista da Band

Filed under: BANDidos,Gelson Domingos,Rede Globo de Corrupção — Gilmar Crestani @ 9:12 am
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Enviado por luisnassif, seg, 07/11/2011 – 21:12

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droubi

Deprimente o uso do caso da morte do cinegrafista da Rede Bandeirantes pela Rede Globo hoje no Bom Dia Brasil.

Tanto na chamada de abertura do noticiário, quanto na chamada da matéria, a Rede Globo noticiou a morte do cinegrafista da Rede Bandeirantes como um atentado à liberdade de imprensa no Brasil.

Justo no momento em que começam a se acirrar os ânimos sobre uma possível nova Lei de Meios de comunicação no Brasil.

Como se o tiro de fuzil que atingiu o cinegrafista da Rede Bandeirantes tenha sido para calar a imprensa, ou coisa do gênero.

Qualquer pessoa de bom senso sabe que é no mínimo ridículo pensar que um cinegrafista atingido por uma bala de fuzil no meio de um tiroteio entre traficantes contra policiais pode ter sido vítima de um atentado contra a liberdade de imprensa no Brasil.

Como se a bala tivesse sido dirigida especialmente para ele.

Alguém imagina que um traficante, no alto de um morro, munido de um fuzil, trocando tiros com a polícia, está a pensar em liberdade de imprensa?

A Rede Globo deveria ter um mínimo de respeito e consideração com o profissional que morreu a serviço da própria imprensa e dar a notícia de uma forma adequada e não usar a sua morte como uma ferramenta para a defesa de interesses mesquinhos de uma imprensa golpista e gananciosa.

E mais respeito também com a inteligência de seus telespectadores, que não precisam ficar ouvindo abobrinhas no noticiário ainda antes do café-da-manhã.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/11/corpo-de-cinegrafista…

Edição do dia 07/11/2011

07/11/2011 07h39 – Atualizado em 07/11/2011 07h50

Corpo de cinegrafista morto em tiroteio no Rio será enterrado hoje Gelson Domingos, da TV Bandeirantes, foi assassinado por traficantes na Favela de Antares, Zona Oeste do Rio. Ele cobria, com outros colegas jornalistas, uma operação da polícia.  

O Bom Dia Brasil abre a edição desta segunda-feira (7) com a história de um doloroso atentado à liberdade de imprensa no Brasil. O cinegrafista Gelson Domingos, da TV Bandeirantes, foi assassinado no domingo (6) por traficantes, enquanto cobria uma operação policial na Favela de Antares, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Na chegada à favela, a polícia é recebida a tiros. Os policiais estão acompanhados por um grupo de jornalistas, de vários órgãos de imprensa. Entre eles Gelson Domingos, repórter cinematográfico da TV Bandeirantes.

Quando os repórteres constatam que há tiroteio intenso, tomam a decisão recomendada pelos especialistas em segurança: não entram na favela e ficam em uma área protegida, longe dos tiros. Nas imagens do repórter cinematográfico da TV Globo, Allex Neder, é possível escutar o repórter da Band, Ernani Alves, falando com o cinegrafista: “Protege aí, Gelson”.

Isso tudo acontece em um dos acessos à comunidade de Antares. O cinegrafista da Band e os outros profissionais da imprensa permanecem fora da favela, protegidos atrás de muros. Eles ficam na companhia de um grupo de policiais do Batalhão de Choque, que está aguardando, enquanto homens do Bope ocupam a área dentro da Favela de Antares.

Depois de alguns minutos, os tiros cessam. Os jornalistas ouvem a informação de que o Bope teria controlado a favela. Os policiais do choque entram na comunidade. Os jornalistas, então, tomam a decisão de acompanhá-los.

O repórter e o cinegrafista da Band, além do cinegrafista da Globo, seguem juntos. Em seguida, o cinegrafista da Record se junta ao grupo. Poucos minutos depois, o tiroteio recomeça, surpreendendo a todos. O repórter cinematográfico da Band percebe que os bandidos os localizaram. Policiais e jornalistas avançam mais alguns metros. No final da rua, a tensão aumenta. Os policiais percebem o perigo, e os tiros recomeçam.

Não é possível ver, mas Gelson está filmando do outro lado da rua e acaba atingido. Com o cinegrafista da Bandeirantes caído, o tiroteio continua. O policial atira, dando cobertura para que o outro PM chegue até Gelson. O jornalista usava um colete à prova de balas, que não foi suficiente para protegê-lo. Os policiais aguardam aproximadamente dez minutos até a chegada do reforço do Bope, que permite retirar o grupo da favela.

Gelson Domingos foi trazido por policiais em uma viatura do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Os médicos que atenderam o cinegrafista disseram que ele já chegou morto na unidade, que tentaram ressuscitá-lo e não conseguiram. A bala de fuzil perfurou o colete que Gelson usava sobre a camiseta, entrou pelo peito e saiu pelas costas.

“Ele gostava de fazer, é a profissão dele. Amava a profissão dele”, comentou o irmão de Gelson Domingos, Ricardo Silva.

Globo faz mau uso do caso do cinegrafista da Band | Brasilianas.Org

07/11/2011

As análises falaciosas

Filed under: A$$oCIAdos,Grupos Mafiomidiáticos,PIG — Gilmar Crestani @ 8:36 am
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Enviado por luisnassif, seg, 07/11/2011 – 08:00

Fato 1: Crise de 2008, o governo ordena que os bancos públicos aumentem a oferta de crédito para compensar o estancamento do crédito privado.

O Banco do Brasil turbina suas operações. Imediatamente é alvo de uma saraivada de críticas de analistas econômicos seguindo o pensamento convencional. Segundo eles, a estratégia geraria um festival de inadimplência, cumprometendo a solidez financeira do banco. Quem procurasse ouvir os executivos do BB, recebia informações tranquilizadoras.

Ao final do processo, a carteira de crédito do BB tinha crescido exponencialmente em cima do setor privado, a inadimplência tinha permanecido em níveis baixos e, nos trimestres seguintes, o banco acumulou lucros crescentes.

Nenhum dos analistas foi cobrado por seus erros.

Fato 2: ainda na crise, analistas vociferando nos jornais e na televisão para o brasileiro jogar na retranca, parar de consumir porque a crise era brava. Na outra ponta, Lula conclamando ao consumo para evitar o aprofundamento da crise. Analistas sugerindo aperto fiscal, Lula isentando produtos de impostos e sendo acusado de populista.

No final do processo, o Brasil foi o primeiro país a sair da crise, consagrando definitivamente a gestão de Lula. A opinião pública mundial nem se deu conta de que nos anos anteriores o crescimento foi pífio. Justamente porque Lula se deixou influenciar pelas recomendações do senso comum do mercado.

Nenhum dos analistas foi cobrado por seus erros de análise.

Fato 3: Serra se anuncia candidato do PSDB. Políticos de peso tentam argumentar que Aécio Neves seria o melhor candidato, por ter um índice de rejeição menor e por Serra ter feito um governo pífio em São Paulo, sem nada a mostrar. Mas analistas insistem na tese de que Serra era o mais preparado, que era um gestor re renome. Na campanha, a não ser obras viárias, Serra não tinha o que mostrar. E seu gra de rejeição foi tão grande que, no segundo turno, afastou os eleitores de Marina Silva que poderiam ter somado para sua vitória.

Nenhum dos analistas foi cobrado por seus erros de análise.

Fato 4: surge a notícia do câncer de Lula. Analistas políticos de grandes redes comemoram que a doença zeraria o jogo político. Era óbvio que não. Qualquer tragédia santifica os grandes nomes políticos. Se algo ocorresse com Lula, sua influência seria maior do que a do Padre Cícero no velho nordeste.

Hoje em dia há consenso sobre isso, a ponto da própria The Economist entender o fenômeno do crescimento na tragédia.

Nenhum dos analistas foi cobrado por erros recentes em suas análises.

Esses erros continuados ocorrem porque, há anos, a torcida – política ou econômica – tomou lugar do rigor analítico. Analistas que erraram em praticamente todos os episódios econômicos e políticos relevantes continuam opinando, como se nada tivesse ocorrido, porque, em muitos veículos, a notícia se tornou em instrumento de arma política – não de informação.

Desde os anos 50, a imprensa brasileira tinha seguido o caminho da norte-americana. Cada veículo tem sua opinião, mas não briga com os fatos: tentava-se, com isso, ao menos simular um noticiário isento.

Real ou simulado, essa isenção deixou de frequentar o  noticiário dos grandes veículos há tempos.

As análises falaciosas | Brasilianas.Org

A ceia dos cardeais tucanos

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 8:33 am
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Enviado por luisnassif, dom, 06/11/2011 – 20:20

Autor:

Luis Nassif

Não tem jeito. Vinte anos após o Plano Real, o PSDB continua preso à síndrome dos pacotes.

O que Elena Landau, Edmar Bacha, Arminio Fraga tem a oferecer como bandeira partidária? Com exceção de Elena – que nunca pertenceu aos quadros intelectuais do partido – os demais economistas foram personagens circunstanciais da história do país, com relevância, sem dúvida, mas datados. Tiveram espaço enquanto a bandeira maior era a da estabilização econômica.

De lá para cá o país e a agenda política avançaram de modo irresistível. O país tornou-se uma economia de massa, a política de gabinete ficou irremediavelmente anacrônica, a mística dos grandes sábios da planilha esboroou-se quando, passada a fase da estabilização, o Brasil tornou-se um país complexo, composto por um conjunto de prioridades simultâneas, como mercado de capitais e políticas sociais, participação popular e desburocratização, desenvolvimento regional e globalização da economia.

Cadê os quadros intelectuais que estão pensando o novo? Em vez de garimpar na academis os novos valores – à falta de militância -, o partido vai buscar ícones defasados, de uma época que já foi superada pela história.

O dilema maior é que, se excluir esses quadros de mercado, a bandeira remanescente será da intolerância do pensamento medieval de José Serra.

Fariam muito melhor se, em vez dessa sessão saudades, levassem críticos do partido, pensamento diferenciado para prpovocar, expor os novos tempos, cobrar novas posições. Mas, aparentemente, a renovação nunca virá: o PSDB morrerá junto com seus fundadores. Uma pena!

Por Sérgio Saraiva

PSDB revê ideais para tentar voltar ao poder em 2015

Seminário reunirá expoentes tucanos, ‘pais do Real’ e acadêmicos para mostrar que sigla ‘está voltando a pensar’

José Serra não havia confirmado presença no evento, que pretende ser o embrião de futura revisão do partido

VERA MAGALHÃES
DE SÃO PAULO

Há mais de oito anos fora da Presidência, o PSDB inicia amanhã as discussões para tentar quebrar a hegemonia do PT e voltar ao poder.
O pontapé será dado no seminário "A Nova Agenda", promovido pelo ITV (Instituto Teotonio Vilela).
Embora a tentativa seja de renovar o ideário tucano, o evento terá uma cara de reencontro, ao reunir o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e alguns dos chamados "pais do Real", um time de economistas e acadêmicos que atuou no plano de estabilização da moeda.
A coordenação do seminário coube aos economistas Elena Landau e Edmar Bacha, ambos egressos do chamado "grupo da PUC-RJ", que deu as cartas na política econômica nos anos FHC.
O evento também terá participações de outros expoentes da era tucana, como os ex-presidentes do Banco Central Persio Arida, Armínio Fraga e Gustavo Franco, que atuam no mercado financeiro.
Para tentar aliar o resgate do legado de FHC a novas propostas, o partido chamou também nomes com atuação nas áreas sociais.
Segundo o presidente do ITV, o ex-senador Tasso Jereissati, a ideia do seminário é ser o embrião da revisão programática do partido.
"A agenda que se tem hoje é a que o partido formulou e implementou há quase 20 anos. Depois disso não se pensou mais o país. O PT se apropriou da nossa agenda e não avançou", disse à Folha.
O ex-senador faz um mea culpa pelo fato de o PSDB não ter defendido o que foi feito por FHC, sobretudo na economia. "Existe um erro que é entregar as campanhas políticas a marqueteiros".
Até sexta-feira a cúpula do PSDB não contava com a presença do ex-presidenciável José Serra. Preterido para o comando do ITV, Serra trava, desde então, embates por espaço na legenda. Aliados disseram que o seminário foi montado para alavancar a pré-candidatura de Aécio Neves à Presidência.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0611201117.htm

Imagens:

A ceia dos cardeais tucanos

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02/11/2011

As reportagens seletivas sobre o SUS

Filed under: Rede Globo de Corrupção,SUS — Gilmar Crestani @ 9:51 am
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Enviado por luisnassif, ter, 01/11/2011 – 16:10

Comentário do post "O SUS, a ironia e o mau gosto"

Por Carlos Sales

MInha esposa teve Doença de Crohn.

Hoje a doença está em remissão devido a um remédio chamado Azatioprina que é distribuído gratuitamente pelo SUS. Todo mês ela vai pegar o remédio na Farmácia de Alto Custo em Brasília-DF.

Este mês, quando ela estava pegando o remédio, percebeu uma equipe da TV Globo Local (DFTV) fazendo reportagem a respeito da distribuição desse tipo de remédio. Ela ficou observando de longe e, para algumas pessoas, eles ligavam as luzes e equipamentos, para outras não.

Quando ele estava de saída, a equipe a procurou (com os equipamentos ainda desligados) e perguntou se ela tinha recebido o medicamento que veio buscar. Ela disse que sim. O repórter perguntou se tinha recebido todos. Ela disse que sim. O repórter então desmobilizou a equipe e partiram pra outra pessoa.

Ao meio dia fomos ver a reportagem editada. O Alexandre Garcia mostrava o ‘caos’ na administração do Agnelo. Só mostraram as pessoas que não conseguiram o remédio e se reclamavam.

Meus amigos, esse é apenas um caso vivido. Imaginem o que acontece pelo mundo afora.

Esta é a imprensa no Brasil.

Vergonha !!!

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