Ficha Corrida

13/12/2014

Quem te paga para dizer, Ali Kamel, que “Não somos racistas”?!

Ali Aranha comeu Kamel

No Brasil só o se pune “p”, de pretos, pobres, putas e petistas. Outros “pês”  ficam de fora. Como P, de Paulo Maluf. Maluf foi condenado em tudo que é lugar fora do Brasil. Por aqui até agora é inocente. O STF conseguiu, via Joaquim Barbosa, inocentá-lo pela lei da idade. E por se verifica outra coincidência: por que as ações contra o PT andam rápido e as contra os demais partidos andam… para trás? O tal de mensalão do PT foi a continuidade do mensalão do PSDB. A origem ainda não julgada, mas os petistas não só foram julgado como até já pagaram porque Assas JB Corp disse que “foi feito pra isso, sim”… Os desvios nos trens em São Paulo teriam começado ainda no tempo de Mário Covas, acelerado nos dois governos FHC e virado “trem de alta velocidade” nos governos José Serra, na prefeitura e no Governo do Estado. A exemplo do Maluf, as empresas Alstom e Siemens já foram condenadas na Suíça e na Alemanha. Por aqui, o processo anda para trás. Tudo isso se justifica por uma razão muito simples: os assoCIAdos do Instituto Millenium trabalham para beatificar tudo o que o PSDB faz e para satanizar tudo o que diz respeito ao PT.

Imagine se o que está ocorrendo em São Paulo, nos sucessivos governos do PSDB, acorresse nos governos do PT. Descarrilhar trens de dinheiro, parodiando o famoso assalto ao trem pagador, não é nada diante da entrega da SABESP à Bolsa de Nova Iorque, enquanto Geraldo Alckmin com a maior naturalidade do mundo, pelo menos é assim encarado pela velha mídia, apresente com cara-de-pau e desfaçatez, pedido de R$ 3,5 bilhões à Dilma para fazer chover no Sistema Cantareira. Note que os veículos parceiros do PSDB, mesmo pela falta d’água generalizada, estão proibidos de usar o termo “racionamento”. A crise é da água, não é da administração da água.

E, por fim, as estatísticas, todas negativas, em relação à política de segurança. Além da criação do PCC, a política de segurança pública do PSDB em São Paulo só não é um desastre completo devido à parceria do PSDB com os velhos grupos mafiomidiáticos. Mês passado o Estadão publicava: Roubos crescem no Estado de São Paulo pelo 17º mês seguido. Em dezembro, mais um dado estarrecedor “recorde de mortes de negros e pobres”. É o tal do choque de gestão. O PSDB e seus financiadores ideológicos pensam que se diminui a pobreza eliminado pretos e pobres. E tudo legitimado pelas cinco irmãs (Globo, Veja, Estadão, Folha & RBS). Quem se pauta por Ali Kamel, que ousou escrever um livro para defender as teses dos patrões, racista não vê racismo. É só força do hábito, quem vem do tempo do Império.

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Em 2014, polícia de SP ‘quebra recorde de mortes de negros e pobres’

Postado em 13 de dezembro de 2014 às 9:51

Da Carta Capital:

Noite de terça feira, 9 de dezembro, Jd. São Luiz, Zona Sul de São Paulo. Depois da prisão de um “suspeito” por tráfico de drogas, um corre corre. Thiago Vieira da Silva, 22 anos, enquanto gritava por socorro, é assassinado a tiros pela polícia. 10 tiros! Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de SP diz que houve um tiroteio. Moradores que testemunharam dizem que não.

A reportagem da RedeTV – que produziu matéria a partir de vídeo amador – reafirma a versão dos moradores: “De um lado da rua, há diversos fragmentos de bala e perfurações na parede e em carros estacionados. O outro lado está intacto”. A direção da PM diz que foi encontrado um revólver calibre 38 ao lado do corpo do rapaz morto. Com Leandro Pereira dos Santos, de 20 anos, preso em flagrante, teria sido encontrada uma bolsa com 80 papelotes de maconha, 219 pinos de cocaína, 58 frascos de lança perfume, 34 pedras de crack, além de R$ 14,80 e um telefone celular.

Moradores dizem que não: “Ninguém se lembra de sequer ter visto a mochila”. Depois de tudo, testemunhas relatam que os policiais voltaram a intimidar moradores em busca de gravações de celulares. Para fechar com chave e ouro, os policiais que mataram o rapaz não foram afastados! Deverão continuar mantendo a segurança e a paz de cemitério na região.

Quarta feira, 10 de Dezembro, 5h30 da manhã. Dois jovens, um de 18 outro de 19 anos, são assassinados a tiros no Jardim Brasil, bairro periférico da Zona Norte de São Paulo. Moradores acusam a polícia pelas mortes. A polícia diz ter sido chamada por conta de um tiroteio entre traficantes. Não há marcas de balas na comunidade. Ninguém confirma o tiroteio. Segundo a família, um deles sofria permanentes ameaças por parte da polícia.

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“Essas foram as notícias de hoje”. Mas aconteceu ontem e se repetirá amanhã. E não só em São Paulo, também no Pará, na Bahia, o Rio de Janeiro. Em todo país. O modelo de segurança pública responde à um projeto de proteção ao patrimônio privado, à manutenção de privilégios e à criminalização da pobreza e da população negra.

Segundo pesquisas mais recentes algo em torno de 82 jovens entre 16 e 29 anos são assassinados a cada 24 horas. Entre eles, 93% são do sexo masculino e 77% são negros. A polícia, que deveria proteger garantir e preservar a vida, é promotora da morte e age seletivamente, quando não prende, mata três vezes mais negros que brancos.

Eis o mantra de quem defende direitos humanos: repetir que, por mais que cidadãos estejam infringindo a lei, não é permitido ao policial o poder de prender, julgar, condenar e executar. Ainda que fosse, não há pena de morte no Brasil – ao menos no papel. O agente público não pode matar. Mas o faz! E de maneira deliberada, sistemática, quase como uma atribuição de sua função.

2014 entra para a história como um dos anos mais sangrentos em São Paulo. O governador Alckmin e sua polícia conseguiram matar mais nos últimos 11 meses (506 até novembro) do que em todo 2006, ano em que a polícia revidou os chamados “ataques do PCC” e ceifou 495 vidas. Aliás, época de governo Alckmin também, que havia se licenciado para concorrer à presidência da república. Ou seja, Alckmin católico fervoroso, alcançou a proeza de quebrar seu próprio recorde! Mas o que dizer sobre o quinto mandamento?

Esses casos são típicos. Práticas de execução sumária. O primeiro, com o garoto Thiago, é emblemático: Há testemunhas e gravações audiovisuais. E diante das provas, o que temos? Uma Secretaria de Segurança Pública que mente; Um governo que promove e acoberta uma instituição criminosa; e um exército mortal que, em serviço e fora dele, cumpre com excelência seu papel: Mata preto e mata pobre, todos os dias!

Diário do Centro do Mundo » Em 2014, polícia de SP ‘quebra recorde de mortes de negros e pobres’

29/08/2014

Qual é o papel da Rede Globo no racismo?

ali kamelSe o maior grupo de comunicação do Brasil tem como responsável pelo jornalismo uma pessoa que faz o possível e o impossível, a ponto de escrever um livro, para esconder o racismo, esperar o que da manada que segue bovinamente tudo o que a Globo diz. Aqui no RS, a RBS reproduz, acriticamente, qualquer bobagem que a Rede Globo faz.

São estas pessoas que ocupam postos de visibilidade na velha mídia, do tipo Luis Carlos Prates, Arnaldo Jabor, Lasier Martins, Ana Amélia Lemos, Yeda Crusius que depois os anencefálicos votam. Se Ali Kamel escreve um livro para tentar provar que não há racismo no Brasil, e aí merece ser guindado ao maior posto do Grupo Globo, então está na hora de botar o racismo na conta da família Marinho e das suas repetidoras estaduais. Não por acaso, são parceiros regionais da família Marinho os coronéis do tipo Sarney, no Maranhão, Jereissati, no Ceará, Alves, no RN, Collor, em Alagoas, e Sirotsky no RS e SC. São eles que dizem o que existe não existe no Brasil.

Aranha é alvo de ofensas racistas no Sul

COPA DO BRASIL
Goleiro do Santos sofre xingamentos e ouve sons de macaco em vitória de 2 a 0 sobre o Grêmio

DE SÃO PAULO

O goleiro Aranha, 33, do Santos, foi chamado de "macaco" e ouviu gritos racistas vindos de torcedores do Grêmio durante a vitória por 2 a 0 do time paulista, nesta quinta (28), em Porto Alegre, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

Os incidentes aconteceram nos minutos finais, quando o placar já estava definido.

Gritando, o goleiro se virou para torcedores que estavam atrás do gol que defendia, começou a bater no braço e chamou a atenção do árbitro.

"A torcida pegar no pé é normal, mas aí começaram com palavras racistas, como preto fedido’ e cambada de preto’. Aguentei até que começaram com o barulho de macaco. Fico nervoso. Desculpe pela palavra, fico puto com essas coisas", disse o goleiro, bastante emocionado, em entrevista à ESPN Brasil.

"Quando me chamaram de preto’, eu disse: sou preto, sim; sou negão, sim.’ Sempre tem alguns racistas no futebol. Está dado o recado para ficar esperto para a próxima partida", completou.

As imagens da ESPN Brasil comprovam as denúncias feitas por Aranha. Há pelo menos duas cenas nítidas de ofensas raciais no estádio.

Em uma delas, uma mulher grita a palavra "macaco". Em outra, um grupo de torcedores, alguns com as bocas tampadas para tornar difícil a leitura labial, fazem o barulho de "uh, uh, uh", como imitação de um macaco.

Aranha decidiu não ir à delegaria prestar queixa pelo ocorrido na Arena do Grêmio. O goleiro deixou o estádio mais tarde porque passou pelo exame antidoping.

O caso de racismo uniu jogadores dos dois clubes.

O zagueiro Edu Dracena, do Santos, chamou os agressores de "imbecis" e pediu que eles sejam banidos dos estádios de futebol.

Já o lateral Zé Roberto, do Grêmio, também pediu punição aos torcedores, mas disse entender que "não vai adiantar muita coisa porque está enraizado na sociedade. O racismo existe de maneira muito forte no Brasil."

IDENTIFICAÇÃO

O assessor de futebol do Grêmio, Marcos Chitolina, afirmou que o clube irá usar vídeos para identificar agressores do goleiro Aranha.

O dirigente ressaltou que o caso foi "isolado" e disse que o clube não deve ser punido, já que colaborará na identificação dos torcedores.

No primeiro semestre, o Esportivo foi punido com a perda de pontos no Gaúcho por racismo contra o árbitro Márcio Chagas da Silva.

Em 2013, a Fifa aprovou uma série de medidas para endurecer o combate à discriminação nos estádios, como perda de pontos, desclassificação e até rebaixamento de clubes cujos torcedores ou jogadores cometerem ofensas.

Apesar disso, a avaliação do presidente Joseph Blatter é que o combate à discriminação na Copa do Mundo foi mais brando do que deveria. Cartazes com mensagens neonazistas e cantos homofóbicos não foram punidos.

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