Ficha Corrida

08/07/2015

Ronaldo Nazário: as más companhias andam com más companhias

Filed under: Ronaldo Nazário,Travestis — Gilmar Crestani @ 9:48 am
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Uma biografia bonsai, não autorizada, do Ronaldo Nazário, o melhor amigo do Ricardo Teixeira, Del Nero, José Maria Marin, Galvão Bueno e… Aécio Neves.  Não é de admirar que um sujeito que não consegue distinguir mulher de travesti seja um apaniguado de Aécio Neves. Tudo se encaixa, como na música do Roberto, o côncavo e o convexo.

Bem amigos da Rede Globo, aí está o cara que faz a cabeça da CBF, dos Marinho e de muita gente falsa!

O episódio que a Globo, convenientemente, resolveu vender como amarelão, na Copa da França, teve explicações extraoficiais como devidas às saídas de sua esposa, durante o período de concentração, com o repórter Pedro Bial. Hoje, diante das descobertas do FBI envolvendo a FIFA, as explicações passam longe dos lençóis e mais próximas das contas bancárias. Como de quem não tem caráter tudo se pode esperar, não me admiraria se tivesse ocorrido um troca-troca entre homens, para além de boladas nas costas…

7 vezes em que Ronaldo esteve envolvido em uma situação MUITO esquisita em sua vida

Por Thiago Jacintho Publicado em 6 de julho de 2015 às 14:07Leituras: 1.660

Ronaldo

O vídeo de Ronaldo sendo beijado, mordido e abraçado por trás pelo amigo Alvarinho Garnero, que bombou nas redes sociais neste sábado (4), deixou muita gente embasbacada, pelo, digamos, carinho exacerbado que o ex-jogador recebeu.

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Apesar de a situação ter gerado muitos comentários incrédulos, não é a primeira vez que Ronaldo se vê envolvido em algo do tipo em sua carreira, seja em campo, ou fora dele. O Torcedores.com relembrou pelo menos 7 casos. Confira!

1. Ida ao motel com travestis

Em 2008, enquanto se recuperava de mais uma lesão no joelho, no Rio de Janeiro, Ronaldo saiu para um “rolé” na noite carioca. Terminou no motel com três travestis, que ele jura até hoje ter pensado serem mulheres. A história só se tornou pública porque um dos travestis resolveu chamar a polícia, alegando que o ex-jogador não queria pagar o programa. Ele nega, dizendo que, na verdade, quando percebeu que as moças não eram moças, não quis mais o programa e uma delas se revoltou e deu no que deu. Ou não deu. Nunca saberemos.

2. Casamento-relâmpago com Cicarelli

Ano de 2005, Ronaldo resolveu se casar pela segunda vez em sua vida, com a modelo Daniela Cicarelli, na época a mulher que 11, entre 10 homens, sonhava ter. A cerimônia foi digna de conto de fadas, literalmente, já que aconteceu em um castelo. A vida a dois, porém, durou pouco mais de dois meses e a separação deixou Ronaldo alguns milhões mais pobre.

3. Filho japonês “perdido”

Dez anos depois da separação de Cicarelli, Ronaldo comentou que a modelo, nas brigas deles, chegou a quebrar objetos da casa em que moravam, por ciúme do jogador, que, assim como nos gramados, não perdia “chances de gol”. Em uma dessas, fez um filho em Michele Umazaki, uma brasileira que trabalhava no Japão como garçonete e modelo, quando fez uma excursão com o Real Madrid para o país asiático, em 2004. Apenas seis anos depois, Michele apareceu e tornou o caso público. Ronaldo, na época jogador do Corinthians, fez o exame de DNA, que deu positivo e assumiu o menino.

4. Urinando no campo, no meio do jogo

Essa poucos se lembram, mas aconteceu. Muito antes dos vômitos de Messi, Ronaldo já expelia “coisas” durante o jogo, em pleno gramado. Eram as Olimpíadas de 1996, Brasil x Hungria, em Atlanta, EUA. Na volta do intervalo, Ronaldo não aguenta segurar, senta-se, coloca a bola na frente de seu corpo e faz xixi em pleno gramado. Infelizmente é muito difícil encontrar o vídeo da cena.

5. Suposta convulsão na véspera da final da Copa de 98

Essa situação, também bastante controversa, não tem vídeo para comprovar, portanto, é necessário acreditar nos relatos de quem viu a cena e tem coragem de contar. Na Copa de 98, horas antes de o Brasil entrar em campo para enfrentar a França, na final, Ronaldo, que já era, na época, o principal jogado do time, tem uma convulsão no hotel da seleção e é encaminhado às pressas para um hospital. Zagallo resolve escalar Edmundo em seu lugar. No entanto, minutos antes de a bola rolar, o jogador se diz recuperado e é escalado, tendo uma atuação muito apagada. O episódio é tratado até hoje como o grande responsável pela derrota brasileira em Paris.

6. Criação involuntária do meme “Ronaldo, brilha muito no Corinthians”

Quando assinou contrato para jogar pelo Corinthians, no final de 2008, Ronaldo virou ídolo alvinegro sem sequer pisar em campo. A comoção em torno da contratação de um dos maiores jogadores brasileiros da história, por um clube que acabava de voltar da Série B, foi gigantesca. A equipe do humorístico Pânico na TV, então, gravava matérias com torcedores corintianos com frequência, aproveitando a onda e a audiência que a euforia deles com a chegada de Ronaldo dava. Em uma dessas, entrevistaram um corintiano simplório, em frente ao Pacaembu, estádio onde a equipe costumava jogar, e pediram que mandasse um recado ao atacante.

Depois de muito pensar, disse: “Ronaldo, brilha muito no Corinthians”. Foi o suficiente para a atração explorar a frase em todo e qualquer contexto, tornando o jogador, que não teve influência nenhuma na fala, um meme, repetido por tudo e todos, com as mais diversas variações que só a “zueira” sem limites permite. O autor da frase, Zina, inclusive, se tornou um personagem do programa e foi contratado por ele tempos depois, além de ganhar uma casa novinha para morar. Tudo graças a Ronaldo.

Relembre o momento:

7. Participação na novela “Malhação”

Em 1997, a novela-sem-fim Malhação tinha um núcleo focado no futebol feminino. A história era a mesma de sempre: algumas meninas jogavam futebol e tinham lá a sua trama própria, que não me lembro e nem importa aqui. O que vale é que Ronaldo, sim, o Fenômeno, fez uma “pontinha” em um dos episódios, no papel do técnico do time, chamado “Betinho”. Ele contracenou com Suzana Werner, que foi sua namorada na época e hoje é esposa do goleiro Júlio César. Relembre este clássico da teledramaturgia brasileira aqui.

* Curtiu esta matéria? Siga o autor no Twitter: @thijacintho

Foto: Reprodução

7 vezes em que Ronaldo esteve envolvido em uma situação MUITO esquisita em sua vida

26/06/2013

Gilmar Mendes é contra o povo

Filed under: Gilmar Mendes — Gilmar Crestani @ 8:45 am
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Igual ao ex-ditador, João Batista Figueiredo, prefere o cheiro de cavalo ao do povo. Ou, como diria a outra golpista e porta-voz do PSDB na Folha, Eliane Cantanhêde: “pelo menos a massa do PSDB é cheirosa”.

Não dá para flertar com bolivarianismo, diz Gilmar Mendes

DE BRASÍLIA

O ministro Gilmar Mendes, do STF, criticou a proposta de um plebiscito para a convocação de uma constituinte sobre reforma política.

"O Brasil dormiu como se fosse Alemanha, Espanha ou Portugal, em termos de estabilidade institucional, e amanheceu parecendo com a Bolívia ou a Venezuela", disse.

"Ficar flertando com uma doutrina constitucional bolivariana não é razoável, não é compatível. Nós temos outras inspirações", disse Mendes, referindo-se à estratégia de Hugo Chávez, presidente venezuelano morto neste ano, que recorria à realização de plebiscitos com frequência.

Segundo o ministro do Supremo, a Constituição já tem 73 emendas, o que mostra a possibilidade de modificar o seu texto. Questionado sobre a possibilidade uma emenda que viabilize a constituinte, respondeu: "Se não consegue aprovar um projeto de lei, vai conseguir aprovar um projeto de emenda?".

Luís Roberto Barroso, novo ministro do STF, mudou de ideia e defendeu a convocação da constituinte. "Pode ser uma constituinte reformadora", afirmou.

17/04/2011

Preconceito agora mudou de nome

Filed under: Estadão,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:58 am
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OFhc-no-mar charabiá do Estadão, Gaudêncio Torquato, sai do armário para defender o indefensável. Não adianta querer tapar o sol com peneira, pois a lista de preconceitos do prof. Cardoso é ainda maior do que a do Bolsonaro. Chamou aposentado de vagabundo, brasileiro de caipira (dois preconceitos, contra os brasileiros e contra os caipiras). Preconceituoso contra mulheres (declarou que Dilma seria apenas reflexo de Lula), assediou empregada doméstica e jornalista Miriam Dutra (com quem teve filhos), primeiro publicada pela Caros Amigos (jornalista Miriam Dutra). E não adianta dizer que ele já pediu para esquecer o que escreveu, outro preconceito, agora com quem tem memória. FHC, que se acha educado, já chamou Lula de analfabeto. Se isso é boa educação, deus me livre da má.

Mas nada disso importa. O que importa é que é legítimo representante dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium, neto mais novo da SIP. A cada cafagestada, saltam da moita dos jornais meia dúzia de gatos metidos a lebres. Se acham espertos, e os leitores, bobalhões.

Eu também tenho lá meus preconceitos. Por exemplo, como alguém que confunde preconceito com confusão consegue ser prof. da USP, chamando cidadãos de “povão”, e que se aproximar dos mais pobres só pode ser “lorota”. A USP precisa dar explicações quanto aos critérios que usa ao escolher alguém para ocupar uma cátedra naquela universidade. Será que ele entrou pelas cotas dos descapacitados? Quando um prof. confunde preconceito com “uma baita confusão” é porque há algo de podre. No caráter, por isso perpetrou o charabiá abaixo. Deve ser mais um dos tais “melhores quadros” do PSDB.

Como se vê, FHC não é o único preconceituoso na direita hidrófoba. E o Estadão sabe onde encontrá-los. E não foi mero acaso a entrada do Estadão no circo Instituto Millenium, uma organização criada para acabar com a “velha esquerda”.

Classe média, povão e lorota

17 de abril de 2011 | 0h 00

Gaudêncio Torquato – O Estado de S.Paulo

Com sua acurada visão, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quis indicar um rumo aos correligionários, mas acabou produzindo um charabiá, ou seja, uma baita confusão na esfera política. Em polêmico artigo para uma revista, propôs que as oposições invistam na nova classe média, arrematando com a tese de que, "se o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os movimentos sociais ou o povão, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos". Nem bem teve tempo para detalhar o pensamento, o sociólogo passou a ser bombardeado. Afinal de contas, que partido se pode dar ao luxo de desprezar "o povão"? A indagação resume o ponto de vista de parceiros como o senador Aécio Neves, que desponta como a maior liderança tucana, para quem o PSDB deve se aproximar de "várias camadas sociais". Como sói ocorrer por estas bandas, a algaravia tomou corpo pelo costume de derrubar argumentos sem avaliar os escopos que traduzem. Ora, para julgar o dito do ilustrado tucano pelo menos dois conceitos precisariam ser postos à mesa de discussão: partido e classe média.

Partido é parcela, parte, pedaço. Sob esse significado, o ente partidário representa fatia da sociedade. É impraticável que seja escoadouro de demandas de todas as classes e grupamentos. Quando, em seus programas, as siglas vocalizam um discurso em defesa da sociedade como um todo, estão apenas cumprindo o ritual de enaltecimento do ideário da liberdade, da igualdade e dos direitos dos cidadãos. São porta-vozes de preceitos e valores das Cartas Magnas das nações. Já para efeito de conquista do poder, sua meta finalista, o partido deve selecionar focos entre classes sociais, grupamentos ou comunidades, para os quais e com os quais estabelece programas, projetos, ações e relações. Se esse ordenamento não é seguido à risca, como se sabe, o motivo é a crise crônica que assola a democracia representativa em todo o planeta, cujos reflexos se projetam sobre a fragilidade partidária, a pasteurização das doutrinas, a desmotivação das bases e a descrença geral nos políticos. A se considerar tal configuração, a tese de Fernando Henrique faz sentido.

A morfologia partidária clássica também reforça seu ponto de vista. Maurice Duverger, em 1951, formulou duas modalidades: partidos de quadros e partidos de massas. Os primeiros não visariam a agrupar contingentes numerosos, e, sim, grupos de notáveis, representantes das elites sociais. Os segundos teriam como foco as massas, o que demandaria mobilizações voltadas para um recrutamento maciço. A classificação não resistiu às avalanches que se abatem sobre a política e, na corrente do desvanecimento ideológico, multiplicaram-se as organizações que tendem a substituir o prisma doutrinário pela estratégia de capturar diversos eleitorados a qualquer custo. Surgiram, então, os entes que o cientista social Otto Kirchheimer chamou de "catch-all parties" ("agarra tudo o que puderes"). Em termos de Brasil, não há dúvida que esse modelo parece o que melhor se ajusta à estrutura partidária. Apesar disso, o PSDB dos tucanos exibe certa semelhança com os partidos de quadros. Não por acaso, é conhecido como agremiação de "muito cacique e pouco índio". Novamente ganha força a tese de Fernando Henrique, eis que é mais prático dialogar com determinado segmento do que motivar as massas assentadas na base da pirâmide social.

Ademais, é sabido que, nos últimos anos, a teia social – iniciada no ciclo FHC e intensamente reforçada no ciclo do lulopetismo pelos programas de distribuição de renda e acesso ao crédito e ao consumo – consolidou os vínculos entre "o povão" e o sistema governista e, consequentemente, com seus partidos aliados. Fortes barreiras afastam as oposições das margens carentes. E assim a abordagem do ex-presidente se vai firmando. Neste ponto, convém levantar o véu da classe média. Depois da vitamina distributivista do governo Lula, cerca de 30 milhões de brasileiros ingressaram na classe C, reduto considerado como a nova classe média. Seria esta nova classe a biruta para indicar aos partidos o caminho do vento? Analisemos a questão sob a planilha do professor Waldir Quadros, do Instituto de Economia da Unicamp, que estuda a dinâmica dos três degraus das classes médias. Ao transformarem a pirâmide social num losango, passaram a ser a maior classe social do País. O especialista aponta três conjuntos que a integram: a alta classe média (7,7% da população), a média (13,2%) e a baixa (38,8%). Além destas, temos na base a massa trabalhadora (30,7%) e os miseráveis (9,7%). Nesse modelo de estratificação, o primeiro grupo corresponde à classe A de outras metodologias. Pois bem, só esse grupo teria pleno acesso a um padrão de vida considerado satisfatório. Os conjuntos médio e baixo das classes médias – somando 52% da população – defrontam-se com grandes carências nas áreas de saúde, educação, saneamento, habitação, transporte coletivo, segurança, etc.

Esses são os aglomerados que clamam pela atenção dos partidos. Aspiram a conquistar as boas coisas que o núcleo mais elevado da classe já possui: planos de saúde mais abrangentes, acesso à educação de qualidade, moradias satisfatórias, transporte particular, academias de ginástica, alimentação saudável, cursos de idiomas, viagens, cultura, lazer, etc. Há, ainda, um fator que confere às classes médias – principalmente ao nível mais elevado – extraordinária significação: a capacidade de irradiar influência. Daí provém a imagem de pedra jogada no meio do lago. As marolas que produzem – demandas, clamor, expectativas, pressão – chegam até às margens. Essa condição sui generis não pode passar ao largo do sentimento de partidos e políticos, e certamente nisso pensou o ex-presidente Fernando Henrique. Que não iria gastar seu sociologuês à toa. Assim, a intenção dos políticos de capturar o "povão" só tem uma explicação: demagogia. Ou mesmo lorota.

JORNALISTA, É PROFESSOR TITULAR DA USP E CONSULTOR POLÍTICO E DE COMUNICAÇÃO TWITTER: @GAUDTORQUATO

Classe média, povão e lorota – opiniao – Estadao.com.br

16/04/2011

Massa Cheirosa

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 10:58 pm
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Quem quiser a matéria completa, que bota o preconceito de classe do PSDB no divã, siga o link, no final da página.

No artigo, FHC diz que ‘enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os movimentos sociais ou o povão, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos’. É uma avaliação que faz sentido?

Bolívar: Eu assino embaixo, e uma de minhas razões está no que acabo de dizer: o governo Lula praticamente transformou os sindicatos e o petismo em apêndices do Estado, ou seja, numa máquina que se vale dos recursos do Estado para manter um quase monopólio político sobre a classe trabalhadora tradicional e a massa pobre.

Jessé: É uma avaliação brilhante, ainda que seja preconceituosa e mostre o perverso “racismo de classe” que perpassa as classes do privilégio no Brasil, as quais FHC representa tão bem. Ela é brilhante, posto que pragmática e óbvia, procurando concentrar esforços e focar sua mensagem para uma clientela em relação à qual um partido liberal como o PSDB tem boas condições de convencer. É a mensagem do “mérito” percebido como esforço individual, que já critiquei e vê como preguiçoso e burro – as massas “pouco informadas”, no eufemismo de FHC – todo aquele que sofre humilhações e experimenta não reconhecimento e invisibilidade social desde que nascem. Na Europa os partidos conservadores manipulam o ódio aos imigrantes. Entre nós se manipula o “racismo de classe” contra os pobres, percebidos como sanguessugas de uma ordem social que, na verdade, os produz e reproduz como párias sem chance na competição social por recursos escassos.

As discussões sobre a nova classe | Brasilianas.Org

Llosa e FHC: sob fogo cerrado

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 10:22 pm
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Sábado, 16 de abril de 2011, 08h09

Vitor Hugo Soares
De Salvador (BA)

Crivado de flechas impiedosamente – como o São Sebastião da música de Chico Buarque -, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso anda atônito e desolado. Sobre ele desabam saraivadas de críticas, partidas indistintamente de adversários e aliados. Entre estes (o que mais dói como dá para sentir nas reações de FHC) combatentes da primeira hora do PSDB – políticos e intelectuais de mais rica plumagem no tucanato brasileiro.

O mais espantoso: o fogo cerrado começou imediatamente depois do presidente honorário do PSDB produzir – em tempo de muita intriga e pensamento ralo e rasteiro – um dos mais brilhantes, completos e elevados textos políticos em forma e conteúdo sobre os descaminhos e equívocos das oposições no Brasil.

Aparentemente, uma única frase, que inclui a palavra "povão", fez explodir toda a arenga: "Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os movimentos sociais ou o povão, isto é, sobre as massas carentes, e pouco informadas, falarão sozinhos", escreveu Fernando Henrique Cardoso no ensaio "O papel da oposição", produzido para a revista "Interesse Nacional", que começa a circular esta semana.

Pronto, estava aceso o estopim de uma das maiores e mais ácidas polêmicas de que se tem notícia no País ultimamente. Pouca gente (petistas "e tucanos principalmente", como se queixa o autor), pareceu interressada de verdade em seguir adiante na leitura do texto. Repita-se, escrito exemplar no estilo e conteúdo didaticamente elucidativo sobre métodos, estratégias e jeito de fazer oposição atualmente.

No Decálogo do Estadista, Ulysses Guimarães, o oráculo do antigo MDB, de cuja costela nasceu o PSDB de Fernando Henrique, ensina no sétimo mandamento: em política deve-se evitar ao máximo "proferir palavras irreparáveis".

Se o termo irreparável for escrito e divulgado para milhões, então, tudo fica muito mais complicado e avassalador, pois obriga, algumas vezes, a uma das tarefas mais inglórias da comunicação: "o autor precisar explicar no dia seguinte o que escreveu na véspera para seus leitores", como ensinava na redação do Jornal do Brasil e em seus livros preciosos de jornalismo, o saudoso editor nacional Juarez Bahia.

A Paciência é o sétimo mandamento do Decálogo do Estadista criado por Ulysses Guimarães. Parece ser esta a virtude que FHC precisará exercitar nos próximos dias – em lugar de tantas e tão dispensáveis explicações para alguém com sua biografia. Alem, é claro, de lamber as feridas, como o cão de São Roque ou de São Lázaro, para curar as chagas causadas principalmente pelo fogo amigo destes últimos dias.

Saber escutar é um dom político, pregava Ulysses: "A santa paciência de escutar! A misericordiosa paciência de ouvir os redescobridores da roda, os inventores da quadratura do círculo, os chatos ‘que não o deixam ficar só e não lhe fazem companhia’, como lamentava o filósofo Benedetto Croce".

Paciência, principalmente, para lidar com "homens-moluscos", que se moldam sofregamente à palma da mão dos poderosos da vez, aves de arribação de todas as tendências e partidos, que grassam como praga na política brasileira destes dias. A triste descoberta que FHC parece estar fazendo ao avaliar vários de seus companheiros, alguns meio trêfegos sempre, mas outros insuspeitos até aqui.

Agora, antes do ponto final, uma rápida passagem pela costa do Pacífico, por onde tem apanhado feio também nas últimas semanas o outro personagem desta crônica: Mario Vargas Llosa, doublé de fantástico escritor laureado com o mais recente Nobel de Literatura, e, ao mesmo tempo, apressado e agressivo guerrilheiro do liberalismo econômico e político na América Latina.

Derrotado como candidato na disputa presidencial que levou ao poder Alberto Fujimori e o Peru a uma das fases mais trágicas e deprimentes da historia, Vargas Llosa não teve a paciência necessária para deixar passar a mágoa pelo insucesso eleitoral. Retornou ao seu país – e isso é mais que justo e elogiável – para a campanha em curso, mesmo sem ser candidato. Veio com ganas de vingador de discursos ácido e palavras irreparáveis.

No primeiro turno, as eleições presidenciais tiveram um resultado inesperado para muita gente, mas principalmente para Vargas Llosa, considerado pela mídia, analistas e políticos aliados, como um dos maiores perdedores na etapa inicial. O Nobel votou declaradamente e fez campanha para Alejandro Toledo, o liberal ex-presidente que começou a campanha como o preferido em todas as pesquisas e acabou como quarto colocado na primeira volta eleitoral.

Vargas é flechado no Peru não por sua defesa do liberalismo, perfeitamente legítima, mas sim, apontam seus críticos, pelo fanatismo que respinga do seu discurso de palanque, o desprezo pelos adversários, e não raro pelos aliados também. "Se um mérito cabe atribuir ao liberalismo político – não ao econômico – é justamente a tolerância, virtude que Vargas Llosa parece desconhecer. Seu dogmatismo esquerdista da juventude, se transferiu para o outro extremo, sem sofrer alterações", escreveu o crítico e ex-diretor da Biblioteca Nacional da Argentina, Silvio Juan Maresca, em artigo publicado na prestigiosa revista semanal "Notícias".

Resultado: vão disputar o segundo turno o candidato das esquerdas Ollanta Humala (mais votado no primeiro turno) e a direitista Keiko Fugimori, filha do corrupto ex-presidente do Peru. Segundo Mario Vargas Llosa, "é como escolher entre o câncer e a AIDS".

Palavras irreparáveis do político. Que viva o escritor Vargas Llosa!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site-blog Bahia em Pauta ( http://bahiaempauta.com.br/).

Fale com Vitor Hugo Soares: vitor_soares1@terra.com.br

Llosa e FHC: sob fogo cerrado – Terra – Vitor Hugo Soares

Depois do “esqueçam o que escrevi”, vem aí o “esqueçam o que sou”

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 10:14 pm
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Rosa dos Ventos, de Mauricio Dias, na Carta Capital, via Tijolaço

FHC tira a máscara

“Ele é um presidente definido por lei que está fazendo o que o país dominante quer que ele faça” Avaliação do governo de FHC feita por Raymundo Faoro, em 15/5/2002

char_remedinho1505Finalmente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, suposto arauto da social-democracia brasileira, entrou no trilho adequado. Foi preciso mais de oitos anos, além de três fracassos eleitorais sucessivos na disputa presidencial, para que ele jogasse fora a máscara da social-democracia e assumisse o papel de expressão política da classe média. O sociólogo faz isso agora, na condição de presidente de honra dos tucanos.
Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT a influência sobre os “movimentos sociais” ou o “povão”, falarão sozinhos”, sentencia FHC em artigo escrito para a nova edição da revista Interesse Nacional, que começou a circular na quinta-feira 14.
Nada de mal. É bom para o País que o rio corra no seu leito natural. Nada de mais. A minoria precisa de alguém que defenda seus valores. O ex-presidente finca a bandeira nesse espaço ou, pelo menos, tenta. Pela primeira vez se apresenta como porta-voz dessa camada social e se apressa a dar receita eleitoral para os candidatos da oposição.
“Se houver ousadia, as oposições podem organizar-se, dando vida não a diretórios burocráticos, mas a debates sobre temas de interesse dessas camadas.”
Quem compõe essas camadas da sociedade brasileira? A nomenclatura sociológica se embaralha nesse ponto. A classe média é difusa mesmo a partir da base da pirâmide social. Os milhões tirados da marginalidade ao longo do governo Lula – em torno de 20 milhões – foram batizados de integrantes da classe média “E”, embora uma classe social não se consolide somente a partir do salário.
O ex-presidente faz uma leitura muito particular da eleição de 2010. Ele acredita que o resultado traduz essa visão polarizada: Dilma 56,5% dos votos contra 43,95% de Serra.

O sociólogo, já de olho na competição presidencial de 2014, vê as coisas com a lente descalibrada do político oposicionista. Sem ameaça de ser vitimada pelo preconceito da classe média bem aquinhoada, como acontece com Lula, a presidenta Dilma tem chances de transitar melhor nessa faixa do eleitorado. Exatamente o contingente preferencial do governo de FHC.
Ainda em 2002, poucos meses antes da eleição de Lula, diante da pergunta se achava que o governo tucano fora feito para somente 30 milhões, o jurista e historiador Raymundo Faoro lançou uma dúvida: “Tanto assim?”. E argumentou: “O país que lê jornal… quantos são? E o país que lê livros? Não há sequer mercado para sustentar a cultura”.
FHC tornou-se um ícone do país privilegiado: “É isso que sobrou”, disse Faoro.
Foi o que restou também do PSDB, que nunca teve vínculos com os sindicatos brasileiros e com os movimentos sociais. Vínculos que, em essência, definem historicamente a natureza dos partidos social-democratas. Uma aliança que os tucanos nunca buscaram.

Tijolaço – O Blog do Brizola Neto

15/04/2011

Santayana põe FHC no lixo

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:37 am
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Santayana: FHC está no mesmo lugar. Em si mesmo

    Publicado em 14/04/2011

  • O Conversa Afiada reproduz artigo de Mauro Santayana no JB:

    O desprezo pelos pobres

    por Mauro Santayana

    O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um dos brasileiros mais bem sucedidos de sua geração. A natureza e o lar concederam-lhe inteligência que boas escolas e um grande mestre da sociologia, Florestan Fernandes, aprimoraram. Filho de  honrado chefe militar, que a memória nacional respeita, Fernando viveu uma juventude favorecida. Mas parece não ter aprendido muito com o pai que, tendo acompanhado de perto a ascensão do nazismo, optara pelo lado esquerdo da estrada. Muito cedo, a sua elegância verbal conquistava os interlocutores. Jânio Quadros de tal maneira ficou fascinado pelo jovem sociólogo que incumbiu José Aparecido de  convida-lo para o Conselho Nacional de Economia, então o mais importante órgão consultivo do governo. Anos depois, com sua língua afiada, Aparecido explicava por que Fernando Henrique declinara do convite: “era muito pouco para ele”.

    É provável que, com sua astúcia,  tenha pressentido a brevidade do histriônico arrivista, e, precavido, preservado o  futuro. Em uma coisa, todos os que convivem mais de perto com o ex-presidente, concordam: sua postura, onde quer que esteja, é a de um chefe. Ele não conversa: expõe; não pergunta: adianta sua posição sobre o tema em pauta. É, sempre, o professor e o líder. É difícil imagina-lo apenas aluno. Não nasceu para aprender, mas, sim, para ensinar.

    Lembro-me da confidência que me fez, certa vez, o grande  Josafá Marinho: Fernando só aparecia no plenário do Senado por alguns minutos, para justificar a presença. Não tinha paciência para ouvir seus pares. Na realidade só ouvia um único orador, com atenção: ele mesmo. Não obstante, quando estava inscrito, mandava avisar a todos os senadores, para que o fossem ouvir.

    A sorte o levara ao Senado, como suplente de Franco Montoro – que, ao eleger-se governador, deixou vaga a cadeira. A mesma sorte o ungiu, quando o presidente Itamar Franco, ao descuidar-se da velha cautela montanhesa, escolheu-o como sucessor. Na presidência, confirmou a sua personalidade. Várias vezes demonstrou  desapego ao povo brasileiro. Transferiu para as massas o  próprio sentimento, ao qualificar o brasileiro comum como fascinado pelo estrangeiro e, surpreendeu a intelligentsia nacional, ao citar Weber e estabelecer uma ética particular para os governantes. Fomos, para ele, um povo de capiaus, o que levou Jô Soares a apresentar-se em seu talk-show, no dia seguinte, de chapéu de palha. Mesmo  aposentado compulsoriamente antes dos 40, classificou como vagabundos os aposentados por tempo de serviço.

    Suas atividades não são as de um ex-presidente. Ele quer liderar a oposição. É assim que já emitiu várias encíclicas, como a última, em que aconselha a esquecer o povão e investir na classe média. Como se os setores conscientes da classe média, que influem, pudessem se esquecer do desemprego, das privatizações, e da humilhação diante do FMI. Os pobres, ele pontifica, já foram “comprados” pela política assistencialista do governo, e serão fiéis à sucessora de Lula, por isso não merecem atenção, nem cuidados.

    Falta-lhe a capacidade de ver o Brasil como um todo, o que é comum a muitos políticos de São Paulo. O Brasil que eles conhecem não vai além da periferia da grande cidade, que, a contragosto, visitam em vésperas eleitorais.

    Ninguém deve estranhar a posição do ex-presidente. Ele mantém a sua coerência. A oposição, de resto moderada, que fez ao regime militar, era a de um homem cheio de talentos, que o golpe enviara para o exílio. Para ele, as circunstâncias especiais que o conduziram à Chefia do Estado eram naturais: naquele momento, e em seu próprio juízo, Itamar não poderia encontrar outro. Ele era o príncipe. Não devia ao mineiro a indicação. Devia-a ao seu auto-avaliado saber, que ele quer usar hoje para, sem mandato, liderar a oposição. Resta saber se se curvarão diante de sua grandeza.

    Em tempo: o Stanley Burburinho localizou essas declarações do Nunca Dantes, em Londres, sobre o “quero que o pobre se exploda” do FHC:
    “- Não sei como é que alguém estuda tanto e depois quer esquecer do povão.”
    “Lula afirmou que o Brasil já teve político que disse preferir o “cheiro de cavalo ao do povo”, referindo-se a uma célebre frase do general João Batista de Oliveira Figueiredo, presidente durante o regime militar. Agora, afirmou Lula, tem ex-presidente “que fala que é preciso não ficar atrás, esquecer o povão”.
    “- O povo não aceita mais oposição vingativa, com ódio, negativista. O povo brasileiro quer gente que pensa no Brasil. A oposição quer que tenha desgraça para poder ter razão.”
    http://noticias.r7.com/brasil/noticias/lula-critica-fhc-e-diz-que-povao-e-a-razao-de-ser-do-brasil-20110414.html

Santayana: FHC está no mesmo lugar. Em si mesmo | Conversa Afiada

Isto é PSDB!

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:28 am
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Como se sabe, o Bessinha é piromaníaco.
Adora assistir a uma explosão !

Bomba ! Bomba ! Bessinha e a série “que o pobre se exploda !” | Conversa Afiada

Fernando Figueiredo Cardoso

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:10 am
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Lula dá nota zero para Figueiredo Henrique Cardoso

Lula entrou de sola hoje nas declarações de Fernando Henrique  Cardoso mandando o PSDB “esquecer o povão”. “Não sei como é que alguém estuda tanto e depois quer esquecer do povão”, afirmou ele:  “o povão é a razão de ser do Brasil.”

Lula disse que o Brasil já teve político que disse preferir o “cheiro de cavalo ao do povo”, referindo-se a uma célebre frase do general João Batista de Oliveira Figueiredo, presidente durante o regime militar.

Agora, afirmou Lula, tem ex-presidente “que fala que é preciso não ficar atrás, esquecer o povão”. “Eu não entendo, não sei o que ele (Fernando Henrique Cardoso) quis dizer.” Claro que você  sabe, Lula…

E aproveite para votar na enquete aí do lado, para sugerir um nome para o site de FHC…Por enquanto, o “www.massacheirosa.com.br” vai ganhando com folga.

Tijolaço – O Blog do Brizola Neto

13/04/2011

Pregação do Estadão agrada oposição

Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:01 am
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Para negar o óbvio, o Estadão escalou duas repórteres. Precisa dar uma mãozinha para o amigo de todas as horas, FHC. O PSDB não nega que não gosta de povo, que prefere a “massa cheirosa”, mas o Estadão, que concorda com a tese, não com a divulgação, sai a campo na contra-informação. Para o PSDB, cidadão é quem tem, não quem precisa. E isso nem precisava ser dito, bastava seguir a prática de seus governos, seja Federal, seja nos Estados onde o PSDB governou ou governa. Yeda Crusius é o exemplo mais compreto da filosofada do prof. Pardal, digo, Cardoso. Passou quatro anos no Piratini governando para os ex(?)-patrões, a RBS. Não estou disposto sublimar as bobagens do mestre da enrolação. O Estadão que procure seus incautos para inocular suas pílulas douradas de PSDB.

Pregação de FHC deixa oposição inquieta

Em artigo, ele propõe gastar menos energia com ‘povão’ e priorizar a nova classe média

12 de abril de 2011 | 23h 00

Denise Madueño e Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – O Congresso se dividiu na avaliação do artigo escrito pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para a revista Interesse Nacional, divulgado nesta terça, 12, na internet. Sob o título O Papel da Oposição, o texto critica as táticas do "lulopetismo" e as atitudes e estratégias do PSDB. A oposição, diz FHC, deve voltar-se para as "novas classes possuidoras", alheias ao jogo partidário, mas ativa nas redes sociais como Facebook, YouTube e Twitter.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) alertou para o "risco" de erro na leitura incompleta do artigo. Ele afirmou que leu todo o artigo e que, em vez de propor o afastamento dos eleitores mais pobres, como sugere a avaliação parcial do texto, Fernando Henrique chama a atenção para a apropriação do que ele chama de "lulopetismo" em relação às teses que o PSDB defendia e até mesmo de ações feitas no governo dos tucanos, como é o caso da estabilidade econômica.

"É um artigo extremamente complexo, é a análise do sociólogo. É um risco pinçar uma ou outra afirmação fora do contexto geral", afirmou. Para Aécio, Fernando Henrique chama a atenção para a necessidade dos tucanos se aproximarem, via redes sociais, de setores da classe média, o que, avalia, "é um processo absolutamente necessário".

Já o líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), entendeu que o ex-presidente se referiu aos movimentos sociais "cooptados de forma promíscua pelo governo petista". "A população das camadas mais pobres não participa de forma absoluta dos movimentos sociais. Então, há espaço nas camadas mais pobres que, aliás, elegeram Fernando Henrique duas vezes".

Pregação de FHC deixa oposição inquieta – politica – Estadao.com.br

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