Ficha Corrida

03/09/2015

Encontradas as digitais dos grupos mafiomidiáticos

millor imprensa brasileiraROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, na FOLHA

De quem é a culpa?

O mea-culpa de Dilma deveria ter começado pela oposição, pelo Congresso e pela mídia, também responsáveis pela recessão que vive o país

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso candidamente sugeriu à presidente Dilma Rousseff que tenha "a grandeza de renunciar" –ainda que defenda agora que sua fala tenha sido mal interpretada.

As razões para a renúncia seriam o declínio de sua popularidade, a recessão e consequente queda de governabilidade. Esquece-se o ex-presidente de que já esteve em posição idêntica com dificuldades iguais, e não renunciou.

Todavia, o que melhor evidencia a sua pequenez como homem público e como intelectual é a falta de originalidade, pois sua proposta não é nada mais que um plágio impudente, para não dizer descarado, do que lhe foi referido pelo ex-presidente Lula quando lamentou que o então presidente FHC não tivesse tido a grandeza de renunciar.

De fato, é verdade que o Brasil está com grandes dificuldades no setor econômico e que há problemas sérios de governabilidade e que, em parte, esta condição é de responsabilidade da atual administração que, como reconheceu recentemente a presidente Dilma, deve-se em parte à demora com que o governo percebeu a gravidade da situação.

Pois bem, aproveitando-se das dificuldades, membros do PSDB, do DEM e outros partidos da oposição, em consonância com a grande mídia escrita, falada e televisada, exigiram um reconhecimento explícito da presidente Dilma de responsabilidade pela crise, uma espécie de mea-culpa.

É, portanto, indispensável que antes de culparmos alguém verifiquemos quem são os verdadeiros culpados e quais os mecanismos que foram necessários para que acontecesse esse particular debacle econômico e político.

Façamos como o famoso detetive Sherlock Holmes. Quais seriam as razões principais para os problemas que enfrentamos na economia e na política nacionais.

1) A recessão mundial com a preponderância da China, que vem reduzindo suas compras de produtos brasileiros nestes últimos anos. Desse e de outros países não podemos cobrar uma mea-culpa por razões óbvias. Acho que não há economista decente que não concorde com essa escolha. Talvez até José Serra.

2) O "mensalão" e as revelações da Operação Lava Jato, pois desmoralizam o PT e suas administrações.

3) A voracidade pelo poder e pelo dinheiro e os despudorados métodos de chantagem da maioria dos membros do nosso infeliz Congresso Nacional, capitaneada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, discípulo e apaniguado de Paulo César Farias.

4) A campanha colérica, apoplética, vociferante da oposição.

5) A obsessão dos meios de comunicação, da mídia elitista pelo debacle do poder político alcançado pelo operariado, pela plebe.

Ora, parece haver consenso de que a recessão é em grande medida resultado da falta de investimento como consequência da derrocada da confiança do cidadão e do capital no futuro do país.

Há, portanto, uma culpa compartilhada pela oposição, pelo Congresso, pela administração do PT e pela grande mídia por essa recessão em que se encontra o país. O mea-culpa deve começar por aqueles que dos outros estão a exigi-la.

ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, 84, físico, é professor emérito da Unicamp e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha

02/07/2015

300 picaretas amestrados por um sociopata

eduardocunhalobistaQuando Lula falou nos 300 picaretas ainda não imaginava no que poderia virar quando um sociopata os amadrinhasse.

Eduardo CUnha é a expressão do momento atual da nossa sociedade. É o verdadeiro fruto das manifestações de 2013 e da marcha dos zumbis de 2014.

A louca cavalgada do Aécio Neves, montado na imprensa golpista, só poderia resultar no fortalecimento desta triste e lamentável figura-símbolo do PMDB com quem o PT se aliou. O PT se aliou ao PMDB más é o PSDB quem conduz a boiada do PMDB.

Veja que os grupos mafiomidiáticos tratam suas manobras como se fossem acontecimentos da natureza, algo normal como dia e noite. Claro, este é o típico político que faz a cabeça do coronelismo eletrônico. É com eles que negociam nas sombras as perpétuas benesses que os sustentam. Note que a Folha chama patifaria de manobra. Quando se trata de fatos com os quais ela comunga, não criminaliza. Trata como simples peraltice, uma brincadeira de malandro.

Para quem achava que não haveria nada mais deprimente do um Severino Cavalcanti, hoje, como Eduardo CUnha, a patifaria ganha ares imperiais.

Como disse o Paulo Pimenta, se o Congresso fosse o Brasileirão, Eduardo CUnha seria o Fluminense. Só ganha no tapetão estendido por Gilmar Mendes.

Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez
O congresso continua a serviço de vocês
Papai, quando eu crescer, eu quero ser anão
Pra roubar, renunciar, voltar na próxima eleição
Se eu fosse dizer nomes, a canção era pequena
Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Aécio Neves
De exemplo em exemplo aprendemos a lição
Ladrão que ajuda ladrão ainda recebe concessão
De rádio FM e de televisão
Rádio FM e televisão

Diminuição da maioridade penal avança na Câmara após manobra

Um dia após ser rejeitado, plano de baixar idade para 16 anos para crimes graves passa em 1ª votação

Mais brando, novo texto exclui tráfico de drogas; críticos falam em golpe; Cunha diz não haver motivo para contestar

MARIANA HAUBERTNATÁLIA CANCIANDE BRASÍLIA

Em 24 horas, a Câmara dos Deputados reverteu a rejeição à proposta de baixar a maioridade penal e aprovou, em primeira votação, texto que reduz de 18 para 16 anos a idade para a imputação penal em casos de crimes hediondos (como estupro e sequestro), homicídio doloso (com intenção de matar) e lesão corporal seguida de morte.

O texto, que ainda precisa ser votado em segundo turno e passar por duas votações também no Senado, foi resultado de uma manobra costurada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para reverter a derrota do dia anterior.

Ele é mais brando que a proposta que foi rejeitada –porque excluiu a possibilidade de redução da maioridade para os crimes de tráfico de drogas, terrorismo, tortura e roubo qualificado (com armas de fogo, por exemplo).

Na madrugada desta quinta-feira (2), foram 323 votos a favor, 155 contrários e 2 abstenções. Por se tratar de mudança na Constituição, eram necessários ao menos 308 votos a favor para a aprovação.

Na quarta-feira (1º), os deputados rejeitaram a aprovação da proposta por 303 votos a favor e 184 contrários –ou seja, faltaram cinco votos para que ela avançasse.

A nova emenda aprovada pelos deputados foi fruto de um acordo entre líderes partidários favoráveis à redução da maioridade penal, capitaneados pelo PMDB, mas assinado por PSDB, PSC, PHS e PSD.

A manobra de votar um texto semelhante ao que havia sido rejeitado horas antes foi chamada de "golpe" por parlamentares contrários à redução da maioridade.

Alguns entenderam que ela fere as regras da Casa. "Ele está criando uma nova interpretação do regimento que nunca existiu, que torna o processo legislativo absolutamente frágil e que será interminável", afirmou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Esses parlamentares, parte dos quais ligados ao governo Dilma Rousseff, argumentam que a emenda não poderia ser apresentada agora porque não tem suporte nos destaques apresentados durante a discussão da matéria, na noite de terça (30). Eles prometem ir ao Supremo Tribunal Federal contra a medida.

Ao final da sessão, Cunha rebateu as críticas feitas ao processo de votação. "Não há o que contestar. Ninguém aqui é maluco. […] Estamos absolutamente tranquilos com a decisão tomada. Só cumprimos o regimento e eu duvido que alguém tenha condições de contestar tecnicamente uma vírgula do que eu estou falando", disse.

A líder do PC do B, Jandira Feghali (RJ), disse que pode ser criado um "precedente perigoso". "Se hoje serve a alguns, amanhã servirá a outros. Ganhar no tapetão não serve a ninguém", afirmou.

O líder do DEM, Mendonça Filho (PE), argumentou que o "caminho" escolhido era "legítimo". "PECs não votadas podem ter partes de seu texto aglutinadas em um texto de consenso", disse.

Durante a sessão, o PT e deputados contrários à redução apresentaram o chamado "kit-obstrução": requerimentos de adiamento da votação ou de retirada de pauta do projeto que têm como objetivo postergar a votação.

Após a comemoração de movimentos contrários à redução da idade penal na galeria do plenário na madrugada de quarta, Cunha proibiu a entrada do público para acompanhar a nova sessão.

15/03/2015

Crime organizado pela mídia

A Veja tinha o Demóstenes Torres; a RBS, Pedro Simon. A Veja tinha o DEM; a RBS, PMDB, PP e seus próprios funcionários. A Globo paira sobre ambas pois endossava Veja e encobria, sob suas asas, a filial a RBS. Todas as páginas cor de merda da Veja trazia políticos que, depois, se revelavam o que sempre foram. E só a Veja não sabia. Os tais de cavaleiros da ética, José Roberto Arruda & caterva faziam as páginas amarelas da Veja. Recentemente, Álvaro Dias, Fernando Francischini, Renan Calheiros e Eduardo Cunha adornam a galeria de heróis da Veja.

No Brasil, não há crime organizado sem a participação e organização do coronelismo eletrônico. Até porque o tráfico de informação é a moeda valiosa dos grupos mafiomidiáticos. À captura de FHC, mediante Miriam Dutra, seguiu-se a captura e cooptação, mediante espaço e emprego do filho, Joaquim Barbosa. Basta lembrar o passeio que Assas JB Corp proporcionou à funcionária da Globo pelas Costas Ricas… Não deu na Globo, mas internet revelou

O avanço político do crime organizado

dom, 15/03/2015 – 06:00 – Atualizado em 15/03/2015 – 08:45 –Luis Nassif

A lista HSBC expõe, de forma ampla, o que foi o ambiente cinza do mercado financeiro internacional depois da liberalização financeira, uma mixórdia onde se misturavam caixa 2, dinheiro do narcotráfico, do terrorismo internacional, da corrupção política, das jogadas financeiras.

É essa zona cinzenta que favorece a proliferação do crime.

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Na política também existe uma zona cinzenta, um cenário que favorece a expansão da influência do crime organizado. No caso brasileiro, a zona cinzenta ganhou dimensão quando o STF implodiu o sistema partidário e permitiu a proliferação dos pequenos partidos. E, depois, quando o financiamento privado de campanha decidiu investir na sua própria bancada, em vez de bancar políticos individualmente.

Sempre houve políticos bancados pelo crime mas, em geral, eram subordinados à organização partidária que restringia sua capacidade de atuação no Congresso. Com o pluripartidarismo à brasileira, esse disciplinamento deixou de existir. Abriu-se uma caixa de Pandora de difícil equacionamento, especialmente depois que os partidos majoritários passaram a se engalfinhar em uma luta fratricida.

***

O avanço do crime organizado não se deu apenas na atividade parlamentar, mas também em outros territórios extra-institucionais, como a imprensa.

O episódio que inaugurou essa nova fase foi a parceria entre a revista Veja e a organização criminosa de Carlinhos Cachoeira. Não era mais a imprensa se aliando a colarinhos brancos sofisticados, a golpistas do mercado financeiro, a banqueiros suspeitos, mas à corrupção chula de bicheiros e contraventores.

Cachoeira elegeu um senador, Demóstenes Torres. Veja transformou-o em um cruzado contra a corrupção, deu-lhe status de celebridade no mercado de opinião. Com o poder conquistado, Demóstenes fazia os jogos de interesse de Cachoeira e da Abril.

A CPMI de Cachoeira poderia ser o início da grande luta política contra o crime organizado ao desvendar as ligações de Cachoeira com a Veja e com empreiteiras – como a Delta -, que por sua vez mantinham ligações estreitas com o mundo político, a começar do então governador do Rio Sérgio Cabral.

A CPMI mostrou a especialização que se formara no mercado de corrupção. O bicheiro prospectava contratos e licitações no setor público, passíveis de corrupção, uma atuação que poderia começar nas discussões de projetos de leis e emendas orçamentárias e se desdobrar por repartições públicas federais e estaduais; aliava-se a uma empresa parceira, que assumia a fase legal do projeto; garantia a blindagem com a parceria com a mídia e com os padrinhos políticos.

***

O Ministério Público cochilou ao não avançar nas investigações abertas pela CPMI de Cachoeira. Seria o ponto de partida para o início da verdadeira guerra contra a corrupção política mais visceral, aquela que envolve o crime organizado. A Lava Jato abre uma nova possibilidade para se desbaratar esse modelo, ao identificar seus desdobramentos regionais. E o MPF terá que sair da zona de conforto e enveredar por caminhos nunca dantes navegados: as interseções do crime organizado com o país institucionalizado, incluindo aí a mídia.

O avanço político do crime organizado | GGN

14/01/2015

Quem se vende…

marta minha-naturezaA lógica dos que não tem lógica é diminuir o outro para, com isso, tentar fazer anão moral crescer. Há um dado concreto para se tornar amado pelos velhos grupos mafiomidiáticos, atacar o PT. Nada de exaltar seus parceiros ideológicos. É a velha estratégia elabora pela parceria Rede Globo & FHC desnudada por uma parabólica.

Rubens Ricúpero, sem querer, pois se sentia seguro com seu CUnhado, Carlos Monforte, entregou o capo e o Capo di tutti i capi, Roberto Marinho.

Todo escritor medíocre só se credencia com o patrão se atacar o PT e seus políticos. É como praga de urubu em cavalo gordo. Alimentam o ódio mas não resulta em votos. O povo desconfia do mal agradecido, de quem pula a cerca por qualquer dá cá uma palha. Por que todo aquele que trai corre imediatamente para os braços da Rede Globo. Teríamos de fazer um exame de DNA

Já o jagunço de Diamantino, Demóstenes Torres, o PFL, o DEMo, José Serra, Aécio Neves, o PSDB, são vestais que não merecem qualquer crítica.

A velha mídia colou neles uma película de teflon para impedir que toda merda que fazem deslize imediatamente para debaixo do tapete. A massa cheirosa do PSDB, como bem esclareceu Eliane Cantanhêde, só faz merda (veja-se o ranking da Veja que entregou o pior Senador da República), mas a mídia transforma tudo em perfume. A velha mídia adora uma traição…

Basta que alguém se volte contra o PT, a velha mídia fica ouriçada. Eles não perdoam a criação da Comissão da Verdade, que trouxe à tona a participação dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium na ditadura. Os maiores anunciantes da velha mídia também andaram de braços dados com a ditadura, por isso são também finanCIAdores ideológicos. Por que será que a Multilaser e o Banco Itaú financiaram os reis dos camarotes vips do Itaquerão para xingarem Dilma?! Marta, quem cospe no prato em comeu não tem educação nem caráter.

Vai, Marta, ser trouxa na vida. Junte-se à camarilha da Heloísa Helena e Marina Silva. Terás mídia e bancos, mas não terás a verdade nem a decência do seu lado. O ditado criado pelo gaúcho Barão de Itararé (quem se vende sempre recebe mais do que vale), encaixou perfeitamente na fisionomia da Marta. Aliás, como a fábula da rã e do escorpião… Senão como explicar que, dizendo tudo o que tem sido publicado, por que ela continua no PT?

Seja coerente com teu discurso e pede pra sair, Marta!

A pergunta que não quer calar: por que o surto extemporâneo de honestidade de Marta se deu simultaneamente ao seu endeusamento pela velha mídia?

Por trinta dinheiros Judas também traiu Jesus!

Quase fora do PT, Marta vira heroína na mídia

:

Senadora Marta Suplicy recebeu tratamento VIP da ‘Folha de S. Paulo’, de Eliane Cantanhêde e de Elio Gaspari; o que prova que bater no PT é o melhor caminho para fazer amizades na mídia nacional; no último domingo, ex-ministra atacou o partido, a gestão de Dilma Rousseff e o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante; em editorial, Otavio Frias diz que críticas são corretas, "apesar do caráter eleitoreiro"

14 de Janeiro de 2015 às 06:07

247 – A entrevista concedida à jornalista Eliane Cantanhêde tornou Marta Suplicy alvo do interesse de oposicionistas e heroína na mídia nacional.

No último domingo (11), a ex-senadora disparou críticas contra o governo Dilma Rousseff e contra o PT. Disse que o ministro Aloízio Mercadante é "inimigo do Lula (ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva)", além de ser "candidatíssimo" à Presidência da República em 2018. Ela também acusou o presidente do partido, Rui Falcão, de "trair o partido e o projeto do PT".

Após conquistar as capas dos principais jornais do Brasil ontem, o assunto ainda se estendeu nessa terça-feira. A revolta de Marta, que visa a prefeitura de São Paulo em 2016, conquistou um tratamento VIP da ‘Folha de S. Paulo’ com o editorial de Otavio Frias. Segundo ele, “ainda que movidas por uma lógica eleitoreira, críticas da senadora ao PT são corretas”.

O colunista Elio Gaspari também cozinhou o assunto: “Mesmo que a senadora estivesse errada em tudo o que disse, a reação do comissariado à sua entrevista mostrou que ela tem razão”.

A repercussão prova que bater no PT é o melhor caminho para fazer amizades na mídia nacional.

Quase fora do PT, Marta vira heroína na mídia | Brasil 24/7

14/11/2014

Folha e sua perseguição e cerco a Haddad

cp14112014Um dia e outro também, a Folha dá suas estocadas no prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Não só pode como deve. Até aí, morreu Neves. Acontece que pau de Chico não dá em Francisco. A Folha bate no Haddad mas se recusa a fazer o mesmo com Alkmin. Por mais paradoxal que pareça, o ultraconservador Estadão faz mais jornalismo que a Folha.

A Folha tem a cara de pau de por na Capa cobrança de obras contra enchentes, mas jamais cobrou de Alckmin obras preventivas contra a seca. E o que está acontecendo em São Paulo neste momento, seca ou enchente?!

Não que uma seja mais premente que a outra, o que chama a atenção é a diferença de tratamento para problemas semelhantes. O partidarismo exacerbado da Folha cega. Nem precisa ser muito inteligente para desconfiar que Judith Brito anda muito ocupada em ser oposicionista. Nestas horas a ANJ e o Instituto Millenium festejam, porque, como diz o ditado, quem sai aos seus não degenera. E a Folha deve ser um dos alunos mais aplicados na corrente oposicionista coordenada pelo Instituto Millenium.

Gestão Haddad atrasa a entrega de obras contra as enchentes

Haddad entrega menos da metade de ação antienchente

Das 79 obras emergenciais prometidas em 2013, prefeitura concluiu apenas 27

Outras 14 foram excluídas de pacote que já deveria ter sido entregue; algumas são inviáveis, diz gestão

GIBA BERGAMIM JR.DE SÃO PAULO

Menos da metade das obras antienchente anunciadas como emergenciais pelo prefeito Fernando Haddad (PT) foi entregue um ano e oito meses após a promessa de início de mandato na capital paulista.

Das 79 obras do pacote, só 27 (34%) foram finalizadas, enquanto 14 (18%), por exemplo, foram excluídas por alegada "inviabilidade técnica".

O início da gestão petista coincidiu com um período de seca que segue até hoje, o que resultou numa incidência menor de enchentes.

Batizado de Programa de Redução de Alagamentos (PRA), o pacote inclui obras de médio e curto prazo, ao custo de R$ 133 milhões, como ampliações de galerias pluviais e canalizações de córregos para aumentar a capacidade de vazão da água.

O programa foi anunciado em março de 2013. Na ocasião, menos de três meses após tomar posse, o prefeito disse que iria desengavetar 79 projetos que haviam sido abandonados por gestões passadas em regiões com cheias frequentes na cidade.

Haddad disse à época que eram obras de prazo mais curto em comparação com outras de macrodrenagem –construção de piscinões e canalização de grandes córregos das zonas sul e oeste, por exemplo– e que poderiam ficar prontas em até um ano.

Numa entrevista, no mesmo ano, Haddad disse que metade das obras poderia ser entregue até o final de 2013.

Além das 27 obras já finalizadas, 16 serão entregues até dezembro, de acordo com o secretário de Infraestrutura Urbana e Obras, Roberto Garibe. Outras 22 estão "em fase de adequação de projeto" e 14 foram excluídas.

A Folha solicitou à prefeitura a lista de obras excluídas, mas não teve resposta.

No site do plano de metas da prefeitura há uma lista de 49, entre concluídas, em andamento e não iniciadas. Nem todos os dados, porém, estavam atualizados até a noite de quinta-feira (13).

O secretário Garibe, que assumiu a pasta em abril, disse que a exclusão de algumas obras se deu por inviabilidade técnica ou financeira.

Por exemplo, um projeto numa área onde seria construída uma nova galeria ficou inviável, segundo ele, por causa da necessidade de desapropriações e remoção de famílias daquele local.

A reportagem visitou duas obras em andamento nesta semana. Numa delas, no acesso à Polícia Federal, na região da Lapa (zona oeste), operários da obra disseram que a previsão é finalizá-la somente no ano que vem.

Nesta sexta, a prefeitura anunciará o plano de contenção de cheias para 2015.

24/05/2014

Jornal Britânico, Financial Times, contraria Joaquim Barbosa

JB e GM dormindoAo contrário do nossos Ministros do STF, o jornal britânico, Financial Times, não se dá por satisfeito com poucas provas.

Para a turma da Margareth Tatcher, não basta serem provas, há de serem muitas. Eles não conhecem o Joaquim Barbosa, que, por falta de provas, importou clandestinamente da Alemanha a teoria Dormindo de Fato, para satisfazer seu ódio àqueles a quem deve, pelas cotas, o cargo.

O erro, segundo o panfleto de fala inglesa, está na “escolha deliberada de alguns dados”. Talvez, para o domínio do fato made En Glande, a escolha devesse ser aleatória…

Poucas provas não é nada para o jornal. Mas o jornal não apresente nem poucas nem boas provas da invectiva, paga pelos seus financiadores ideológicos, contra o best-seller de Thomas Piketty. A constatação que deixa mal os patrocinadores do jornal fez com que o jornal saísse às ruas para atacarem, sem provas, quem os desnudou.

Acho que o Financial Times não consultou a Forbes…

Jornal britânico aponta erros em pesquisa de ‘best-seller’ Piketty

‘Financial Times’ diz que há poucas provas nas fontes originais que sustentem conclusão do autor

Segundo estudo, há erros de transcrição em planilhas e indícios de escolha deliberada de alguns dados

CHRIS GILESDO "FINANCIAL TIMES", EM LONDRES

"Capital in the Twenty-First Century", livro de Thomas Piketty, vem sendo a sensação editorial do ano. Sua tese quanto a uma desigualdade crescente se enquadrou bem ao zeitgeist ("espírito do tempo") e eletrificou o debate sobre política pública pós-crise financeira.

Mas, de acordo com um estudo conduzido pelo "Financial Times", o economista francês que se tornou uma espécie de astro pop parece ter se enganado nas contas.

Os dados que embasam as 577 páginas de Piketty, líder nas listas de mais vendidos das últimas semanas, contêm uma série de erros que adulteram as conclusões.

O "Financial Times" identificou erros e inclusões injustificadas nas planilhas, semelhantes aos que desacreditaram o trabalho de Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff sobre a relação entre dívida pública e crescimento.

O tema central da obra do professor Piketty é o de que as desigualdades de renda voltaram a crescer a níveis vistos pela última vez antes da Primeira Guerra Mundial.

O estudo do "Financial Times" contraria essa afirmação, indicando que existem poucas provas nas fontes originais de Piketty que sustentem a tese de que porção cada vez maior da riqueza mundial se concentra nas mãos da minoria mais rica.

Piketty, 43, oferece fontes detalhadas para suas estimativas quanto à desigualdade de renda na Europa e nos Estados Unidos ao longo dos últimos 200 anos. No entanto, suas planilhas contêm erros de transcrição das fontes originais e fórmulas incorretas.

Alguns dados parecem ter sido escolhidos de maneira deliberada ou construídos sem fonte original.

Por exemplo, depois que o "Financial Times" limpou e simplificou nos dados, os números quanto à Europa não apontam para qualquer tendência de alta na desigualdade de renda de 1970 para cá.

Contatado pelo "Financial Times", o professor Piketty disse ter usado "um conjunto muito diversificado e heterogêneo de fontes de dados que precisa passar por uma série de ajustes nas fontes de dados brutos" (leia a carta enviada por Piketty ao jornal britânico, na página B4).

"Não tenho dúvida de que minha série de dados históricos possa ser melhorada e que será melhorada no futuro, mas seria uma grande surpresa para mim se qualquer das conclusões substantivas a que cheguei sobre a evolução das distribuições de riqueza em longo prazo fosse muito afetada por essas melhoras", ele declarou.

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