Ficha Corrida

30/05/2015

Em São Paulo todo Mistério é Púbico

FHC DepedenteNo Púbico só tem chato, piolho e medalhas escondidos. Assim fica fácil entender porque um larápio condenado na Suíça pode ser Presidente do Tribunal de Contas em São Paulo. Ou um ladrão de medalhas possa, impunemente, comandar a CBF. Com um Ministério Público que premia ladrão o PCC pode virar símbolo de política de segurança. Não é mero acaso que o piores bandidos sejam paulistas. Que os grupos mafiomidiáticos mais manipuladores (Veja, Folha Estadão) sejam paulistas.

O que estes paulistas tomam para brotar tantos Ademar de Barros, Paulo Salim Maluf, Orestes Quércia, FHC, José Serra, José Maria Marin, Robson Marinho, Marco Polo Del Nero?! Será desta convivência pacífica com o crime que faz brotar PCC por lá?! Por será que em São Paulo um assassino, como Pimenta Neves, pode ser Diretor de Redação?

Ou seria por que em SAMPA um bom magistrado, do tipo José Renato Nalini, precisa comprar ternos em Miami? Aliás, é de lá que nasceu aquela teoria defendida por Joaquim Barbosa segundo a qual “juiz deve ter remuneração muito elevada para não ter preocupações de ordem material. É fator primordial de sua independência”. Resumindo a tese de JB, rico é honesto; pobre, corrupto.

Se nas margem do Ipiranga D. Pedro pode gritar Independência ou Morte, os marginais do Tietê seguem o teórico da dependência, FHC: Dependência ao Norte! Em terra que manda Lalau, Nalini, Rodrigo de Grandis et caeterva não admira que prosperem Lalaus, Marins, Malufs, FHCs, Serras, Alckmins.

A escola Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, cresceu e prosperou a ponto de grupelhos como MBL e Instituto Millenium pregarem aberta e escancaradamente, como durante as manifestações golpistas contra Dilma, a sonegação.

Com instituições públicas como o MP paulista o negócio é cantar com Chico Buarque: CHAME O LADRÃO!

MP de São Paulo vai tirar a medalha de Marin?

29 de maio de 2015 | 10:58 Autor: Fernando Brito

micomp

Parece que não é só da sede do prédio da CBF que o nome de José Maria Marin terá de ser apagado.

O Ministério Público de São Paulo também terá de passar um “photoshop” no Colar de Mérito que deu ao “boleiro” da CBF.

Concedida, aliás, por unanimidade  pelo  Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça.

A comenda o tornou “membro honorário do Ministério Público do Estado de São Paulo.”

Foi em 2008, não na pré-história de Marin.

Ou então fazer coo o próprio Marin fez com a medalha que embolsou dos jogadores do Corinthians, campeões da da Copa São Paulo de Futebol Júnior, em 2012.

Discretamente, sumir com a medalha.

Claro que não se acusa o MP de São Paulo de nada, a não ser de não desconfiar de quem todo mundo já tinha um hipopótamo atrás da orelha há muitos e muitos anos.

MP de São Paulo vai tirar a medalha de Marin? | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

24/05/2015

Quando a omissão é uma confissão

Filed under: Elio Gaspari,PSDB,TGV,Tremsalão,Ventríloquo — Gilmar Crestani @ 11:02 am
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tremsalaoO colunista da Casa Grande, Elio Gaspari, usa meias verdades para induzir a uma mentira completa a respeito do Trem-Bala ou trem de alta velocidade – TGV. Se o projeto era megalomaníacos não significa que não fosse factível. Como o eram e foram realizados, por exemplo, a Transamazônica, a Transposição do Rio São Francisco, a Itaipu, a Ferrovia Norte-Sul, a usina de Belo Monte. O fato de seus parceiros ideológicos serem contra não significa que não seja possível fazer. Se houvesse menos torcida contra e mais crítica honesta talvez se pudesse corrigir a tempo eventuais equívocos no projeto. Mas não é disso que se trata. Afinal, todo colunista que se presta à subserviência dos EUA sempre será contra a qualquer coisa que distancie o Brasil dos EUA. A sintonia entre FHC, o sabujo que aceitou que nossos diplomatas tirarem os sapatos para entrar nos EUA, como o ventriloquismo de Elio Gaspari é sintomático. A CIA agradece.

Pior, Gaspari sonega dos leitores a contribuição do José Serra para os avanços do país. O Estadão publicou matéria em que Serra confessa ter trabalhado para inviabilizar o Trem Bala. Um projeto como o do trem de alta velocidade como o ferrovia transoceânica não grandes, mas realizáveis, desde que as mais variadas partes interessadas trabalhem pela execução. Não diz respeito exclusivamente ao principal participante, mas também aos políticos de oposição que tenham um pouco mais preocupação com os destinos do Estado do que os seus interesses eleitorais. E a pequenez de Serra é tão folclórica quanto verdadeira. Por que José Serra não atrapalhou a construção dos aecioportos de Cláudio (Tio Quedo) e Montezuma?

Num dos programas esportivos da ESPN, chamado Bola da Vez, Juvenal Juvêncio do São Paulo desnudo a verdadeira face do palmeirense José Serra. É claro que Elio Gaspari não podia trazer estes dados ao texto sob pena de fazer naufragar seu conto chinês. Outras informações ainda mais esclarecedores podem ser encontradas no artigo de José Augusto Valente – especialista em logística e transportes.

ELIO GASPARI

Sai o trem-bala, entra o trem chinês

A visita do primeiro-ministro Li Keqiang ao Brasil deu bons resultados e voltou a expor a marquetagem inútil

A máquina de propaganda do governo e a doutora Dilma têm um especial carinho por trens. Em 2004 Nosso Guia perfilhou um projeto de ligação ferroviária entre o Rio e São Paulo. Era o trem-bala. Faria percurso de 500 quilômetros em 90 minutos, cobraria o equivalente a R$ 120 e nada custaria à Viúva. Ficaria pronto para a Copa de 2014. Atrasando, era certo que rodasse em 2016 para a Olimpíada. Deu em nada. Ou melhor, deu em parolagem e pariu uma empresa estatal, a EPL. Quando o projeto naufragou, surgiu a palavra mágica ouvida por Machado de Assis em 1883: "lingu". Ele não esclareceu o que isso queria dizer, mas talvez significasse "investimento": os chineses bancariam o projeto do trem-bala. Pouco depois um mandarim explicou: "Pedir que uma empresa chinesa assuma um risco tipicamente governamental é uma grande piada".

Antes do desembarque do primeiro-ministro chinês Li Keqiang saiu da caixa de mágicas do Planalto o projeto de uma ferrovia transoceânica ligando o Atlântico brasileiro ao Pacífico peruano. Teria 4.400 quilômetros. Nas palavras da doutora Dilma, "ela atravessará os Andes". Custaria entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões.

As dúvidas foram desfeitas quando o companheiro Li assinou 53 acordos com a doutora. Na mesa havia apenas o interesse mútuo de começar os estudos básicos da viabilidade do projeto. A ferrovia que iria do litoral brasileiro ao peruano era um exagero. O memorando assinado cuidava apenas da conexão da linha Norte-Sul, que iria de Campionorte, em Goiás, à costa peruana. A linha para o litoral atlântico é uma tarefa brasileira. Se tudo der certo, esse estudo deve ficar pronto em maio de 2016. O que era um estudo básico para analisar a viabilidade do projeto virou uma ferrovia que "atravessará os Andes".

Cuidando dos seus interesses, os chineses assinaram diversos compromissos, compraram aviões, alugaram navios e arremataram um banco. Todos esses negócios são bons para eles e para o Brasil. Não havia porque botar o "lingu" de Machado de Assis numa ferrovia transoceânica.

A agenda chinesa é sempre precisa. Em geral eles querem recursos naturais e proteínas. Além disso, vendem serviços, bens e máquinas. Jogo jogado. A isso junta-se um interesse do Império do Meio de fornecer sua mão de obra para os projetos onde põe dinheiro. São mais qualificados, conhecem a empresa e às vezes custam menos. Há cinco anos eram 740 mil, de Angola ao Uzbequistão. Obras chinesas no Brasil já tentaram importar operários, mas foram barradas. Esse pode vir a ser um bom debate, pois o que é preferível, um pasto goiano com 50 vaqueiros ou a obra de uma ferrovia com 500 chineses e 500 brasileiros?

Esse item da agenda chinesa chamou a atenção de Machado de Assis. Em 1883, quando o andar de cima queria imigrantes para substituir a mão de obra escrava, chegou ao Rio o mandarim Tong King-sing. Veio acompanhado de um secretário negro, fez o maior sucesso com suas roupas e foi recebido por D. Pedro 2º. O imperador disse-lhe que não tinha simpatia por seu projeto e, no melhor estilo chinês, ele foi-se embora.

À época, comentando a visita do mandarim, Machado de Assis escreveu uma crônica, transcrevendo uma carta que teria recebido dele. Esclareceu que preferiu manter a grafia do autor.

A certa altura, como se fosse hoje, Machado/Tong escreveu:

"Xulica Brasil pará; aba lingu retórica, palração, tempo perdido, pari mamma."

24/05/2014

No cesto do Instituto Millenium, o incesto jornalístico entre Veja, Folha & PSDB

instituto-millenium-preliminarioEstão dando outro nome ao partido dos tucanos. Virou Partido da Suruba Das Boas… A orgia tem sido organizada pelos alcoviteiros do Instituto Millenium. Depois que as assinaturas de Veja e Folha foram distribuídas nas Escolas Públicas do Estado de São Paulo, por seu governantes, nunca foi tão fácil acusar adversários ao mesmo tempo que defendem com unhas e dentes os parceiros. D. Judith Brito vive!

Relações midiáticas incestuosas no ninho tucano

Postado por Juremir em 20 de maio de 2014

Que a grande mídia brasileira é tucana toda a fauna sabe.

Que Veja e Folha de S. Paulo são tucanas até as minhocas sabem.

Mas certas confirmações mostram as entranhas dessa intimidade.

O editor da Veja, Otávio Cabral, casado com a colunista da Folha Vera Magalhães, trabalhará na campanha de Aécio Neves.

Na última eleição, o marido (Gilnei Rampazzo) de Eliane Cantanhêde, colunista da Folha, foi marqueteiro de José Serra.

Certamente essas relações explicam o olhar enviesado de Veja e Folha de S. Paulo.

Eis o jornalismo completo: cama, mesa e banho.

Banho de objetividade, isenção, imparcialidade e jogo de cena.

O amor é lindo.

Instituto Milleniumj

09/03/2014

Ministério Público paulista tem lado, o de trás

Filed under: Corrupção,Isto é PSDB!,Ministério Público,São Paulo — Gilmar Crestani @ 7:20 pm
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Ninguém mais discute se o Ministério Público paulista é do PSDB. A única dúvida diz respeito a quem é mais fiel a José Serra ou a Geraldo Alckmin. Vimos isso também no âmbito Federal, com Rodrigo de Grandis e Roberto Gurgel, dois expoentes do engajamento nas fileiras amadrinhadas por Gilmar Mendes. Oriundos, na sua imensa maioria de classes médias com pretensões elitistas, são partidários. Por isso até hoje a confusão política de quem deveria zelar pela lei é tão grande que tudo não passa de um grande Mistério Público! Se alguém tinha dúvida de quem dava respaldo às falcatruas perpetras pelo PSDB em São Paulo ao longo deste vinte anos de Alstom e Siemens agora não existe mais, desfeito o Mistério Púbico!

Eleição no Ministério Público paulista opõe alas ligadas ao PSDB

Candidatos alinhados ao governador Geraldo Alckmin e ao antecessor José Serra disputarão comando do órgão

Rosa afirma que não se combate violência com discurso de procurador; Marrey diz que gestão atual é ‘sem liderança’

MARIO CESAR CARVALHOFLÁVIO FERREIRADE SÃO PAULO

A eleição para o cargo de procurador-geral de Justiça, o chefe do Ministério Público de São Paulo, marcada para o dia 5 de abril, virou uma disputa entre dois grupos ligados ao PSDB.

Uma das alas é alinhada com o governador Geraldo Alckmin e tem como candidato o procurador-geral licenciado Márcio Elias Rosa.

A outra tem laços com o ex-governador José Serra e é galvanizada pela candidatura do ex-procurador-geral Luiz Antonio Guimarães Marrey.

Apesar das ligações com o mesmo partido, o clima entre os candidatos é de confronto. Marrey, que foi procurador-geral por três vezes, diz que a Procuradoria foi omissa no mandato de Rosa.

"É uma gestão sem liderança, politicamente tímida e muda. Não se sabe qual é a posição do Ministério Público sobre quase nenhum tema importante", afirma.

Já Elias Rosa defende que durante a sua administração "implantou um modelo de trabalho em que há menos discurso e mais resultados efetivos na atuação de promotores e procuradores".

Para Marrey, o silêncio do adversário faz parte de uma estratégia: "Ele não quer incomodar. Alguém que cobre soluções em segurança pública pode desagradar quem está na chefia da [secretaria de] Segurança Pública".

O ataque cifrado de Marrey tem dois alvos: 1) a segurança é o ponto mais criticado do governo Alckmin; 2) o secretário de Segurança, Fernando Grella, antecedeu Rosa no cargo de procurador-geral e foi o padrinho político do atual candidato da situação.

Rosa afirma que a crítica de Marrey é "injusta e improcedente". Segundo ele, "não se combate a violência com discurso do procurador-geral. O protagonismo é do promotor de Justiça".

E ataca Marrey: "Talvez ele sinta falta do culto ao personalismo, que de fato não existe hoje na instituição".

AÇÃO DE PROMOTORES

Segundo Rosa, sua gestão apoiou ações de promotores e grupos especiais de investigação e tomou iniciativas como a criação de uma agência de atuação integrada com o Executivo e as polícias.

Há algo mais em comum entre Rosa e Marrey além das ligações com os tucanos. Ambos já foram conduzidos à chefia do Ministério Público apesar de não terem vencido a eleição.

Marrey não ganhou em 1996, mas foi o escolhido do então governador Mário Covas (PSDB). Em 2012, o procurador Felipe Locke obteve o primeiro lugar na votação, porém Alckmin indicou Rosa, o segundo colocado, para o cargo. Segundo a lei, o governador pode escolher qualquer um dos três primeiros colocados.

Uma das principais investigações em curso no Ministério Público é sobre a ação de um cartel em licitações do Metrô e da CPTM entre 1998 e 2008, nas gestões tucanas de Covas, Serra e Alckmin.

Marrey diz que sua ligação com Serra, de quem foi secretário de Justiça, não o silenciaria numa eventual apuração sobre o ex-governador.

Dois dos contratos citados pela Siemens como alvos de ação do cartel foram assinados durante o governo Serra.

"Todo mundo sabe que a minha atuação [como procurador] é de não poupar ninguém", afirma Marrey. No período que ele foi procurador-geral, o Ministério Público moveu ações contra duas secretárias de Covas, Rose Neubauer e Marta Godinho.

Rosa também diz que terá atuação independente em relação ao governo, inclusive nas apurações sobre o cartel.

"Se as investigações vierem para o meu gabinete, o meu dever é de levar a cabo e de responsabilizar quem quer que seja", diz.

O procurador-geral licenciado diz que mostrou isenção ao pedir à Assembleia a cassação do vice-governador paulista Guilherme Afif Domingos (PSD), por acúmulo de função. Afif passou a integrar o quadro de ministros da presidente Dilma Rousseff (PT).

27/11/2013

Onde você estava, Folha, em 2005?

E assim começa a desconstrução de Serra e a limpeza de trilhas para Aécio Neves passar com seu vagão. Aos poucos, caem os últimos bastiões que seguram a alça do caixão Serra. De nada adiantaram as milhares de assinaturas de Veja, Estadão, Folha distribuídas gratuitamente pelo Estado de São Paulo. O barco paulista que navegava nas águas translúcidas do Tietê foi abalroado pela luz do sol. Bastou trocar o prefeito da capital paulista para o esgoto que corria à céu aberto de repente começar a aparecer também nas páginas dos jornais. E lá se vão quase dez anos de atraso. É que em 2005 eles estavam ocupados em condenar Lula. Não conseguiram, e se contentaram em condenar, usando o “código alemão” da Teoria do Domínio do Fato, o Presidente do PT, José Genoíno… 

O interessante nestes veículos chamados de velha mídia, como Veja, Estadão, Folha, todos são de São Paulo capital. E de nada sabiam a respeito do que ocorria sob o próprio nariz. Aliás, é manjada a história do Estadão a respeito de Pimenta Neves, assassino confesso de Sandra Gomide. Ele Diretor de Redação do Estadão. Ela, colega e subordinada. E ambos subordinados diretos da famiglia Mesquita. E eles não sabiam de nada…. Porque não aplicar também neles o “Código Alemão” da Teoria do Domínio do Fato?!

MÁFIA DO ISS

Promotoria afirma que esquema de propina pode ter começado em 2005

Após novo depoimento de fiscal, investigações avançam sobre a gestão José Serra (PSDB)

Ex-prefeito tucano não se manifestou; construtoras são intimadas a prestar esclarecimentos

DE SÃO PAULO

psdb serraO Ministério Público informou ontem que o esquema de cobrança de propina pela máfia do ISS pode ter começado na Prefeitura de São Paulo pelo menos desde 2005.

Até então, os promotores trabalhavam com a hipótese de a fraude no imposto ter começado em 2007, na gestão Gilberto Kassab (PSD).

Entre janeiro de 2005 e abril de 2006 a cidade foi comandada por José Serra (PSDB). O ex-prefeito tucano foi procurado ontem por meio de sua assessoria de imprensa, mas não se manifestou.

Essa mudança em relação ao período em que há suspeitas de funcionamento do esquema ocorre após novo depoimento do auditor Eduardo Barcellos, prestado anteontem à Promotoria.

Ele fez acordo de delação premiada –para colaborar em troca de redução de pena. Barcellos citou a participação do também auditor Amílcar Cançado Lemos no esquema.

"A coisa é mais antiga do que a gente pensava. Isso já vem há bastante tempo. Pelo menos, desde 2005, que será desde quando nossas investigações irão se concentrar", afirmou o promotor César Dario Mariano da Silva.

Ainda de acordo com Silva, foi nessa época que Barcellos diz ter tomado conhecimento da cobrança de propina por parte de Cançado.

Barcellos disse ter comunicado o fato a Ronilson Rodrigues (outro investigado no esquema), mas que nenhuma providência foi tomada.

"Nada fez porque, ficou sabendo depois, Ronilson já pegava dinheiro naquela época. Já repartia dinheiro, já recebia propina desde 2005", afirmou o promotor.

2002

Gravações divulgadas anteriormente de conversas de Luís Alexandre Magalhães, outro auditor suspeito de integrar a máfia do ISS, indicavam a possibilidade de o esquema ter começado em 2002 –gestão Marta Suplicy (PT).

De acordo com a Promotoria, isso ainda não se confirmou. Magalhães deve ser ouvido para dar explicações sobre isso, já que falava sobre documentos que teria guardado.

Cançado deve ser o primeiro auditor fiscal a ser processado pelo Ministério Público. Na segunda, o promotor Silva deve ajuizar uma ação de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito contra ele.

O auditor não deu explicações à Promotoria e, agora, só poderá fazê-lo à Justiça. Ele tinha um prazo de dez dias para apresentar justificativa do seu patrimônio aos promotores, mas não o fez.

A Folha não conseguiu contato com Cançado ontem.

EMPRESAS

A Promotoria encaminhou ontem a intimação para construtoras suspeitas de pagamento de propina ao grupo: BKO, Tarjab, Tecnisa e Trisul.

Os promotores ameaçam pedir à Justiça a quebra do sigilo dessas empresas caso elas não colaborem.

As construtoras, por sua vez, disseram que aguardam ser notificadas oficialmente. Afirmaram, porém, que estão à disposição das autoridades.

Para o promotor Roberto Bodini, as empresas que se dizem vítimas da máfia do ISS não se comportam como tal.

"É um comportamento que se repetiu por anos. Não dá entender essas empresas que se dizem vítimas, um setor que se diz vítima, dizer que não conseguia trabalhar na legalidade, mas nunca procurou a legalidade", afirmou ele.

    26/10/2013

    Eu ainda lembro o que fizeram com a Vale do Rio Doce

    Filed under: Privataria Tucana,Privatas do Caribe,Privatidoações,Vale do Rio Doce — Gilmar Crestani @ 12:07 pm
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    Economistas que privatizaram Vale deveriam se envergonhar de criticar Libra

    Jornal do Brasil

    O Campo de Libra foi vendido por R$ 15 bilhões e demandará um investimento inicial de R$ 770 milhões por ano apenas para dar início à montagem de sua estrutura para exploração de petróleo no pré-sal. Esses investimentos durarão alguns anos até que a extração esteja a todo o vapor.

    Este pesado investimento inicial se multiplicará no Brasil, resultando em criação de empregos e literalmente injetando combustível  no desenvolvimento industrial, naval e de infraestrutura.

    Quando a Vale do Rio Doce foi privatizada, em 1997, era uma empresa saudável, que não precisava de investimento e gerava lucro. Na ocasião, ela custou cerca de R$ 3,3 bilhões, o que equivaleria hoje a R$ 12,2 bilhões. Quem a adquiriu obteve retornos magníficos, com o valor do minério saltando de US$ 15 para US$ 120 a tonelada. Seu valor de mercado atualmente é de R$ 183 bilhões.

    Contudo, a Vale privatizada não seguiu os mesmos trilhos da projeção de seus números, pelo menos no que diz respeito à geração de empregos. Não foram poucas as demissões – 1.300 em 2008 -, que levaram inclusive o então presidente Lula a reagir energicamente.

    Os homens da época deveriam se envergonhar de, hoje, falar em privatização quando se referem ao leilão de Libra. O país deveria cobrar o fim da vida pública desses homens pelas depredações que fizeram no patrimônio nacional.

    Citamos a Vale porque não queremos fazer aproximações com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), vendida em 1993 a R$ 1,2 bilhão, valor que hoje equivale a aproximadamente R$ 5 bilhões, e cujo atual valor de mercado é de R$ 17 bilhões.

    Ou mesmo com a Light, vendida em 1996 por cerca de R$ 2,2 bilhões, que corrigidos dariam R$ 8,8 bilhões, e cujo valor de mercado atual é de R$ 4 bilhões. Hoje, os dividendos dos lucros distribuídos aos acionistas somados ao atual valor de mercado da empresa ultrapassam estes R$ 8,8 bilhões. Vale lembrar também que, recentemente, uma participação pequena da empresa foi negociada a R$ 2 bilhões.

    Ou ainda da Telebrás, privatizada em 1998, quando foi vendida por cerca de R$ 22 bilhões, valor que hoje equivale a R$ 76 bilhões. Somente a Telefônica, que integrava o grupo da Telebrás, vale hoje no mercado R$ 54 bilhões.

    Lamentavelmente, as últimas manifestações públicas do FMI – a quem o Brasil já foi devedor e hoje é credor, graças a empréstimos feitos no governo Lula – nos permite imaginar que há um início de tentativa de forçar agências de risco a preparar, por razões políticas, um rebaixamento da nota do Brasil.

    SQN

    05/10/2013

    I$$o você não vê na Globo, Folha, Veja, Estadão

    Instituto Millenium: ”- não dá para comparar nossos corruptos são melhores preparados do que os outros!”

    Istoé detalha conexão Paris-PSDB paulista

    :

    Esquema tinha como peça central Andrea Matarazzo; nasceu na área de energia e migrou, depois, para o setor de transportes; propinoduto tucano movimentou mais de R$ 425 milhões; investigações da Polícia Federal, a partir dos apontamentos feitos pelo Ministério Público, podem estar chegando em sua etapa conclusiva: relação entre a empresa francesa Alstom e os tucanos paulistas começam a ficar mais claras, para provar caso de superfaturamento; reportagem também aponta os lobistas dos esquemas de energia e transporte:  um deles é Jorge Fagali Neto, ex-secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo e diretor dos Correios na gestão FHC

    4 de Outubro de 2013 às 21:34

    247 – Os tucanos Andrea Matarazzo, ministro do governo FHC e secretário estadual nas gestões Serra e Covas, Henrique Fingermann e Eduardo José Bernini, ex-dirigentes da Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica (EPTE) são apontados em nova reportagem da revista Istoé que chega neste sábado (5) às bancas, como peças centrais nos escândalos que envolveram os governos paulistas em São Paulo. Primeiro na área de energia, depois no transporte público, atravessando as gestões de Mário Covas (1995-2001), de Geraldo Alckmin (2001-2006) e de José Serra (2007-2010). Esquemas envolveram pelo menos R$ 425 milhões dos cofres públicos. "Parte da propina paga pela empresa francesa Alstom abasteceu os cofres do PSDB paulista”, diz a matéria

    “Documentos e depoimentos obtidos também já foram considerados suficientes para Milton Fornazari Júnior, delegado da Polícia Federal, estabelecer que as ordens dos executivos franceses Pierre Chazot e de Philippe Jaffré eram suficientes para convencer os mais altos escalões do governo estadual a conceder a Alstom vitórias em contratos superfaturados para o fornecimento de equipamentos no setor de energia. Eles usavam aquilo que um executivo da empresa francesa qualificou de “política de poder pela remuneração””, anota.

    Confira a reportagem na íntegra:

    Operação França

    Investigações chegam ao topo do esquema e mostram que líderes tucanos operaram junto com executivos franceses para montar o propinoduto do PSDB paulista. Os acordos começaram na área de energia e se reproduziram no setor de transporte trilhos em SP

    As investigações sobre o escândalo do Metrô em São Paulo entraram num momento crucial. Seguindo o rastro do dinheiro, a Polícia Federal e procuradores envolvidos na apuração do caso concluíram que o esquema do propinoduto tucano começou a ser montado na área de energia, ainda no governo de Mário Covas (1995-2001), se reproduziu no transporte público – trens e metrô – durante as gestões também de Geraldo Alckmin (2001-2006) e de José Serra (2007-2010) e drenou ao menos R$ 425 milhões dos cofres públicos. Para as autoridades, os dois escândalos estão interligados. Há semelhanças principalmente no modo de operação do pagamento de propina por executivos da multinacional francesa Alstom a políticos e pessoas com trânsito no tucanato para obtenção de contratos vantajosos com estatais paulistas. Nos dois casos, os recursos circulavam por meio de uma sofisticada engenharia financeira promovida pelos mesmos lobistas, que usavam offshores, contas bancárias em paraísos fiscais, consultorias de fachadas e fundações para não deixar rastros. A partir dessas constatações, a PF e o MP conseguiram chegar ao topo do esquema. Ou seja, em nomes da alta cúpula do PSDB paulista que podem ter tido voz ativa e poder de decisão no escândalo que foi o embrião da máfia dos transportes sobre trilhos. São eles os tucanos Andrea Matarazzo, ministro do governo FHC e secretário estadual nas gestões Serra e Covas, Henrique Fingermann e Eduardo José Bernini, ex-dirigentes da Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica (EPTE). Serrista de primeira hora, Matarazzo é acusado de corrupção por ter se beneficiado de “vantagens oferecidas pela Alstom”. De acordo com relatório do MP, as operações aconteciam por meio dos executivos Pierre Chazot e Philippe Jaffré, representantes da Alstom no esquema que teria distribuído mais de US$ 20 milhões em suborno no País. É a chamada conexão franco-tucana.

    Para avançar ainda mais nas investigações e conseguir esquadrinhar com precisão o papel de cada um no esquema, a procuradoria da República obteve judicialmente a quebra dos sigilos bancários e fiscais dos três líderes tucanos e de mais oito pessoas. Constam da lista lobistas, intermediários e secretários ou presidentes de estatais durante a gestão de Mário Covas (PSDB) em São Paulo. A ordem judicial também solicitou informações sobre o paradeiro dos dois executivos franceses. As investigações conduzidas até agora já produziram avanços importantes. Concluíram que parte da propina paga pela Alstom abasteceu os cofres do PSDB paulista. Documentos e depoimentos obtidos também já foram considerados suficientes para Milton Fornazari Júnior, delegado da Polícia Federal, estabelecer que as ordens dos executivos franceses Pierre Chazot e de Philippe Jaffré eram suficientes para convencer os mais altos escalões do governo estadual a conceder a Alstom vitórias em contratos superfaturados para o fornecimento de equipamentos no setor de energia. Eles usavam aquilo que um executivo da empresa francesa qualificou de “política de poder pela remuneração”.

    Uma série de evidências demonstra que a máfia na área de energia serviu como uma espécie de embrião do cartel dos trens. Ao elencar os motivos do pedido de quebra de sigilo, o procurador da República Rodrigo de Grandis faz a ligação entre os dois esquemas ao destacar a existência de “contratos de consultoria fictícios utilizados para o pagamento, entre abril e outubro de 1998, quando a Alstom T&D (por meio do consórcio franco-brasileiro Gisel) e a Eletropaulo negociavam um contrato aditivo à obra de reforma e expansão do Metrô de São Paulo”.

    Os métodos para acobertar os pagamentos de suborno utilizados pela Alstom se assemelham aos de outras empresas do cartel dos trens, a exemplo da Siemens. Como ISTOÉ mostrou em julho, a multinacional alemã, por meio de sua matriz ou filial brasileira, contratava as offshores uruguaias Leraway Consulting S/A e Gantown Consulting S/A, controladas pelos lobistas Arthur Teixeira e Sérgio Teixeira, falecido. Os irmãos ficavam encarregados de intermediar ou distribuir o dinheiro da propina. Porém, o número de empresas em paraísos fiscais usadas pela Alstom para encobrir o pagamento dos subornos pode ter sido bem maior. Pelo menos cinco já foram identificadas: a MCA, comandada por Romeu Pinto Júnior e com sede no Uruguai, a Taltos, a Andros, a Janus e a Splendore. Elas eram operadas pelos franceses Pierre Chazot e Philippe Jaffré, então executivos da Alstom, por meio de procurações. Eles abriam contas nos Estados Unidos e na Suíça e distribuíam os recursos. Foi através dessa engrenagem que o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e homem forte do governo Mário Covas, Robson Marinho, recebeu cerca de US$ 1 milhão em uma conta na Suíça. O montante encontra-se bloqueado pela Justiça do país europeu.

    Se alguém preferisse receber no Brasil, os executivos da francesa Alstom também se encarregavam de fazer o caminho de volta por um doleiro. Em depoimento ao Ministério Público, Romeu Pinto Júnior confirmou que recebia os valores em notas e que o executivo Pierre Chazot “lhe ordenava entregar os pacotes com dinheiro em espécie a pessoas”. Porém, inacreditavelmente, declarou “que desconhece a identidade” daqueles que foram os destinatários dos polpudos envelopes. Parte do dinheiro que chegou às mãos de Romeu veio pelo doleiro Luiz Filipe Malhão e Sousa. Ele assumiu para as autoridades ter feito duas remessas de contas da MCA do Exterior para o Brasil. “A primeira no valor de US$ 209.659,57”, destaca documento do MPF. “A segunda no valor de US$ 298.856,47”, consta em outro trecho. A origem de ambas as operações era uma conta da MCA no banco Union Bacaire Privée, de Zurique, na Suíça.

    Assim como outras empresas do cartel, o conglomerado francês também lavava o dinheiro da propina em território nacional. O esquema consistia em contratar empresas brasileiras que emitiam notas de serviços que nunca foram prestados. Em troca de comissão, os valores pagos eram repassados pelos contratados a políticos e servidores públicos, sempre seguindo as ordens dos executivos do grupo francês. Era esse serviço que a Acqua Lux Engenharia e Empreendimentos, com um único funcionário, desempenhava. “A principal origem de receitas (da Acqua Lux) advém de serviços prestados à Alstom T&D Ltda.”, destaca documento do MPF. “Os peritos verificaram a possibilidade de a empresa, nos anos 2000 e 2001, não ter prestado efetivamente serviços para a Alstom”, diz o MP em outro trecho. O proprietário da companhia, Sabino Indelicato, figura entre os indiciados pela Polícia Federal. Na Siemens, a encarregada dessa função era a MGE Transportes, dirigida por Ronaldo Moriyama. De acordo com uma planilha de pagamentos do conglomerado alemão, já revelada por ISTOÉ, a empresa alemã pagou à MGE R$ 2,8 milhões até junho de 2006. Desse total, pelo menos R$ 2,1 milhões foram sacados na boca do caixa por representantes da MGE para serem distribuídos a políticos e diretores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

    Também chama a atenção da Polícia Federal e do Ministério Público o fato de os dois escândalos utilizarem lobistas e consultores em comum. Um deles é Jorge Fagali Neto. Ex-secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo (1994) e diretor dos Correios na gestão Fernando Henrique Cardoso, Fagali Neto é conhecido pelo seu bom trânsito entre os tucanos. Seu irmão José Jorge Fagali foi presidente do Metrô na gestão de José Serra e é investigado pelo MP e pelo Tribunal de Contas Estadual por fraudar licitações e assinar contratos superfaturados à frente do estatal. Em 2009, autoridades suíças sequestraram uma conta conjunta com US$ 7,5 milhões de Fagali Neto com José Geraldo Villas Boas – também indiciado pela PF. A quantia depositada no banco Leumi Private Bank AG teve como origem o caixa da francesa Alstom. Agenda e e-mails entregues por uma ex-funcionária de Fagali Neto ao MP mostram que ele prestava serviços também a outras empresas da área de transporte sobre trilhos relacionadas ao cartel. Entre elas, a canadense Bombardier e Tejofran. O seu interesse pelo setor é tamanho que, por e-mail, ele recebeu irregularmente planilhas de um projeto ainda em desenvolvimento de Pedro Benvenuto, dirigente da Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo demitido nas esteiras das acusações. Em outra troca de mensagens com agentes públicos, Fagali Neto também mostra preocupação com a obtenção de financiamento junto ao Banco Mundial (Bird), BNDES ou JBIC para as obras das linhas 2 e 4 do Metrô paulista. Tamanha interligação entre os esquemas, segundo o Ministério Público e a Polícia Federal, não é mera coincidência.

    Istoé detalha conexão Paris-PSDB paulista | Brasil 24/7

    08/08/2013

    E o MP, quem diria, é Gurgel de cima abaixo

    JANIO DE FREITAS prova que a união de Gurgel, procurador-geral, e Joaquim Barbosa, ex-procurador só serviu aos interesses dos grupos mafiomidiáticos para flertarem com o golpismo. Para esconderem todo o lodo de São Paulo, encontraram na dupla de Zé, José Dirceu e José Genuíno, os bodes expiatórios. A cada dia que passa fica mais claro os intere$$ses que formaram este consórcio jurídicos.

    Provas de faltas

    Explicação mais difundida para a corrupção graúda, impunidade também tem a ver com inquéritos

    Em uma de suas primeiras providências, a força-tarefa de promotores de São Paulo, criada para investigar ilegalidades em obras e compras do metrô paulistano, deixa à mostra uma das causas mais graves da corrupção nas concorrências e contratos públicos municipais, estaduais e federais.

    Os dez promotores da força-tarefa vão ocupar-se de 45 inquéritos, número por si mesmo indicativo de um estado pantanoso na área de licitações, preços, reajustes e compras. A gravidade é ainda maior, porém. Dos 45 inquéritos, 15, ou um terço, são inquéritos que se desarquivam para submetê-los a exame rigoroso –"uma devassa", foi dito.

    Se houve tais inquéritos, não se suporia, agora, que se instaurassem sem estar justificados por indícios, denúncias ou suspeitas, cada qual com o seu motivo. Mas só com a formação da força-tarefa se pensa em investigá-los a fundo. A "falta de provas" que, em geral, foi invocada para arquivá-los está sujeita, portanto, a dúvidas, ou descrenças mesmo, no próprio Ministério Público.

    Em lugar das conclusões, as interrogações ou as reticências. Esse é o final dado à grande maioria, pode-se dizer à quase totalidade dos inquéritos instaurados nos Ministérios Públicos sobre corrupção e ilegalidades várias nas obras públicas.

    Escandalosos ou poupados do escândalo por algum tipo de gentil complacência, podemos lembrar-nos de fatos escabrosos da corrupção ainda que distantes no tempo e no espaço. Mas será inutilmente exaustiva a tentativa de lembrar algum efeito negativo para os agentes de tal corrupção.

    A menos que sejam negócio e réu chinfrins, como a punida construtora Sidarta. Ainda há pouco, com a Delta e seus controladores, protagonistas no caso Carlinhos Cachoeira, mais uma vez ficou evidente que nem precisa ser grande coisa para atravessar incólume os escândalos.

    Há mais do que as conclusões que não concluem. Há também as inconclusões dos inquéritos. Se o Conselho Nacional do Ministério Público se interessasse por saber onde estão e quantos são os inquéritos paralisados ou arrastando-se, sobre casos de corrupção em obras públicas pelo país afora, poderia começar por São Paulo mesmo. Sem precisar sair do assunto de obras e compras do metrô e da CPTM que voltam a ser escândalo.

    A impunidade é a explicação mais difundida no Brasil para a corrupção graúda. Impunidade tem a ver com inquéritos, não só julgamentos.

    PS: Para confirmar a regra, a exceção: o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto está preso e seu parceiro, o empresário Luiz Estevão, solto, briga com cobranças judiciais multimilionárias. Mas o superfaturamento e os desvios na obra do Tribunal de Justiça Trabalhista de São Paulo caíram, excepcionalmente, em mãos de três mosqueteiras da Procuradoria da República: Maria Luísa Carvalho, Isabel Groba e Janice Ascari.

    11/05/2013

    Bancos à moda tucana

    Filed under: Banco Cruzeiro do Sul,Bancos,Financiadores Ideológicos,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:16 am
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    E por aí se explica o amor tucano aos bancos e banqueiros, desde o Banestado, Marka e Fonte-Cindam, Salvatore Cacciola, Indio da Costa, Setúbal e o Itaú-Unibanco… E por aí também se entende porque os grupos mafiomidiáticos nos venderam por longos anos que o PSDB tinha os melhores quadros, e que José Serra era um bom administrador…

    Serra foi quem mais levou do falido Cruzeiro do Sul

    :

    Relatório final do BC mostra que o ex-governador de São Paulo e ex-presidenciável tucano foi o maior beneficiário das doações do banco comandado por Luís Octavio Índio da Costa, que deixou um rombo de R$ 2,2 bilhões na praça; em 2010, o banco injetou R$ 1,2 milhão na campanha de Índio da Costa, vice de Serra, e mais R$ 1,8 milhão no diretório nacional do PSDB; Ministério Público investiga fraudes cometidas pela instituição

    11 de Maio de 2013 às 06:16

    247 – Fraudes bancárias, operações simuladas, créditos artificiais e alguns milhões torrados em campanhas políticas. Esse coquetel explosivo foi determinante para a ascensão e queda do banco Cruzeiro do Sul, que quebrou em 2012, deixando um rombo agora calculado pelo Banco Central em R$ 2,2 bilhões. Um relatório sigiloso obtido pela revista Istoé revela os meandros da falência bancária e indica também o tucano José Serra como o maior beneficiário das doações concedidas pela casa bancária que adorava fazer favores a políticos.

    Leia, abaixo, trechos da reportagem de Claudio Dantas Sequeira e Josie Jeronimo:

    Relatório final do BC mostra fraudes e grampos de um banco que adorava ajudar políticos

    O esquema montado pelo dono do banco Cruzeiro do Sul, Luis Octavio Azeredo Indio da Costa, gerou um rombo de R$ 2,2 bi. Documentos relevam que o BC foi grampeado pelos banqueiros, que doaram R$ 12 milhões a políticos. O maior beneficiário foi José Serra

    Claudio Dantas Sequeira e Josie Jeronimo

    Na última semana, ISTOÉ teve acesso a um relatório exclusivo da Comissão de Inquérito do Banco Central com novas revelações sobre a bilionária fraude do Banco Cruzeiro do Sul, que sofreu intervenção em junho do ano passado e foi liquidado três meses depois. O documento de 247 páginas revela que o esquema criminoso montado pelos banqueiros Luis Felippe Indio da Costa e Luis Octavio Azeredo Indio da Costa, pai e filho, foi ainda maior do que a Polícia Federal e o Ministério Público tinham conseguido apurar. O banco contou ainda com a omissão de grandes empresas de consultoria e até com um aparato de arapongagem que garantia acesso a informações privilegiadas.

    Na documentação, obtida com exclusividade por ISTOÉ, pareceres e notas jurídicas revelam a incrível variedade de crimes cometidos e o tamanho do golpe. Segundo o relatório, foram feitas 682 mil operações de empréstimos fictícios – o dobro do que a PF e o Ministério Público imaginavam. Os auditores do BC também concluíram que houve desvio de recursos por triangulação e encontraram indícios veementes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O rombo deixado pela gestão fraudulenta dos Indio da Costa, que era estimado em R$ 1,3 bilhão, ultrapassa os R$ 2,2 bilhões, conforme o relatório do BC. Agora, a Polícia Federal quer saber se o dinheiro da fraude teve como destino paraísos fiscais, contas de laranjas ou campanhas políticas, como a do tucano José Serra. Nas eleições de 2006, 2008 e 2010, o Cruzeiro do Sul doou quase R$ 12 milhões para políticos de diversas legendas. O partido mais beneficiado foi o PSDB. Em 2010, o Cruzeiro do Sul injetou R$ 1,2 milhão na campanha do vice de Serra, Indio da Costa, primo do presidente do banco. Também doou R$ 1,8 milhão diretamente para o diretório nacional do PSDB, principal cofre da campanha serrista. Outro R$ 1,3 milhão foi distribuído para diretórios tucanos empenhados na campanha de Serra. A instituição buscava proteção financiando políticos e mantinha uma boa relação com os tucanos. Ainda não é possível afirmar, no entanto, que o dinheiro que acabou nas campanhas eleitorais tenha vindo direto das operações fraudulentas dos banqueiros. Mas a PF já investiga essa possibilidade.

    Uma cópia da papelada do BC chegou no fim da última semana à mesa da procuradora da República Karen Louise Kahn e será anexada à ação penal. O resultado do inquérito levou a Procuradoria-Geral do BC a pedir ingresso como assistente de acusação contra os ex-controladores e ex-administradores do Cruzeiro do Sul. Na petição recebida por Karen, o procurador-geral Isaac Sidney Ferreira classifica de “gravíssimas” as acusações imputadas aos réus. As irregularidades, de acordo com Ferreira, envolvem a celebração de cessões de direitos creditórios em condições artificiais, a contabilização de operações de créditos inexistentes e o falseamento de demonstrações financeiras. Segundo o procurador-geral do BC, as operações irregulares (saiba no quadro ao lado como os golpes eram aplicados) são indicativos dos crimes de gestão fraudulenta, indução em erro de sócios, depositantes, investidores e o próprio ente fiscalizador e inserção de elementos falsos em demonstrativo contábil. “Não podem ser ignorados os possíveis efeitos deletérios das condutas descritas na denúncia sobre o funcionamento e a credibilidade do Sistema Financeiro Nacional”, escreve Ferreira. O procurador defende a minuciosa apuração dos fatos e punição dos responsáveis. No âmbito das responsabilidades, o relatório do BC apontou para a omissão das auditorias KMG e Ernest&Yong, que acompanhavam a saúde financeira do Cruzeiro do Sul e não identificaram as irregularidades. A prática será investigada agora pelo Ministério Público Federal, que poderá determinar se houve erro de procedimento ou conivência dos auditores.

    A Polícia Federal investigará também o monitoramento telefônico de fiscais do BC por parte da cúpula do Cruzeiro do Sul. Foi justamente essa suspeita que levou o Ministério Público a pedir, no ano passado, a prisão dos banqueiros. Em depoimento ao delegado federal Milton Fornazari e em ofício encaminhado à procuradora Karen, até agora inéditos, o presidente da Comissão de Inquérito do Banco Central, Clovis Vidal Poleto, diz que descobriu o grampo quando examinava os registros telefônicos dos operadores de mesa do Cruzeiro do Sul. Embora essas “gravações de box” (como são chamadas pelos fiscais do BC) sejam obrigatórias pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM), Poleto encontrou escutas que não tinham relação com as operações e até telefonemas efetuados pelos membros da Comissão de Inquérito, o que configuraria “quebra de sigilo das operações invetigadas”. Poleto considerou o fato como “de extrema gravidade”, pois as investigações e a apuração das responsabilidades dos administradores poderiam ficar comprometidas. À PF, Poleto disse ainda que fiscais do Banco Central já vinham sendo monitorados havia algum tempo. Ele analisou gravações de conversas entre o então superintendente de operações e contratos de empréstimos, Horácio Martinho Lima, e o presidente do banco Cruzeiro do Sul, Luis Octavio, em que ambos discutiam “o teor de ­e-mail trocado entre analistas do BC que à época estavam dentro das instalações físicas do banco, realizando fiscalização em momento anterior à decretação da intervenção”.

    Apesar de ter conseguido a liberação de seus clientes, o advogado Roberto Podval alega que a acusação de grampo não faz sentido. “Havia um sistema que gravava automaticamente todas as conversas da mesa telefônica. Ou por erro do sistema ou por procedimento automático, conversas de fora da mesa estavam gravadas. Mas elas faziam prova contra o próprio banco”, afirma. Podval reclama também que ainda não teve acesso às informações do Banco Central e alegou desconhecer totalmente o conteúdo do relatório da Comissão de Inquérito do Banco Central. Diante do empenho do BC em investigar o Cruzeiro do Sul, Roberto Podval avalia que seus clientes são alvo de perseguição política. “Não tenho dúvida de que esse tratamento diferenciado é por conta das ligações do banco com a oposição ao governo do PT”, alega Podval. O argumento carece de respaldo, uma vez que a Procuradoria do BC atua hoje como assistente de acusação em 55 ações penais. Dessas, 27 são sobre crimes contra o sistema financeiro e 20 envolvem ex-administradores e ex-controladores de bancos liquidados. Antes do Cruzeiro do Sul, o BC também entrou no recente caso do PanAmericano.

    As relações políticas dos banqueiros, porém, chamam a atenção, especialmente a partir de 2006. Naquele ano eleitoral, Luis Octavio Indio da Costa, Marcelo Xandó e Marcio Serra Dreher – indiciados agora junto a 14 executivos do banco – comemoravam o sucesso da Verax Serviços Financeiros, gestora do Cruzeiro do Sul. A empresa, então com apenas três anos de vida, atingia R$ 1 bilhão em recursos administrados. O foco do negócio eram os chamados Fidcs, mais conhecidos como fundos de recebíveis. Os mesmos que foram usados posteriormente para maquiar resultados e engordar dividendos, segundo o BC.

    Em 2006, os Indio da Costa injetaram oficialmente R$ 500 mil nas campanhas do DEM (então PFL), do PSDB e do PPS. O montante de R$ 100 mil ajudou na eleição para deputado federal de Pedro Indio da Costa, primo do banqueiro. Em 2010, quando o esquema de fraudes estava no auge, o banco derramou uma quantia dez vezes maior para a oposição. José Serra, candidato presidencial, chamou Indio da Costa para ser o vice na chapa. A articulação não agradou a todos, mas garantiu doações milionárias à campanha. Mesmo sendo um banco médio, o montante do Cruzeiro do Sul foi equivalente ao doado por gigantes do setor, como Itaú e Bradesco.

    Com acesso político a chefes de governos estaduais e gestores de algumas autarquias federais, os diretores do Cruzeiro do Sul firmaram 237 convênios e chegaram a uma carteira de crédito consignado de R$ 500 milhões. Órgãos públicos de Alagoas, Pará, Goiás, Roraima e Tocantins, Estados comandados por governadores do PSDB, permitiram que o banco explorasse até 30% da folha de pagamento de seus servidores. Em 2009, quando o então senador Heráclito Fortes (DEM-PI) ocupava a primeira-secretaria do Senado, o banco firmou convênio para a exploração do crédito consignado dos dez mil servidores.

    Serra foi quem mais levou do falido Cruzeiro do Sul | Brasil 24/7

    09/04/2013

    Briga de bugio

    Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:05 am
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    Acredite em tudo o que um disser do outro…

    Opinião econômica de Aécio é criticada por aliado de Serra

    Ex-governador Alberto Goldman comentou entrevista do senador à Folha

    Serrista afirma que o presidenciável tucano discorda da política do governo petista pelos motivos errados

    DE SÃO PAULO

    O ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, tido no PSDB como serrista, criticou ontem declarações do senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato do partido à Presidência, expostas em entrevista à Folha publicada no domingo.

    "Tenho ressalvas a certas afirmações e entendo que é justo e necessário que elas sejam colocadas", afirma o ex-governador, em texto publicado em seu blog.

    O aliado do ex-governador José Serra contesta três pontos das opiniões emitidas pelo senador tucano.

    Goldman discorda da crítica de Aécio a uma "política nacional-desenvolvimentista, que acha que o Estado tem de ser o indutor do crescimento econômico".

    Para o tucano, o erro do governo não é este, mas é a falta de bom senso e de critérios para usar seus instrumentos para o crescimento.

    Na entrevista, Aécio criticou ainda a falta de autonomia do Banco Central.

    De acordo com Goldman, o problema do país é, no entanto, a baixa produção da economia, "principal razão da elevação da inflação e empecilho para indústria brasileira exportar".

    Outra opinião de Aécio chamada de equivocada pelo ex-governador é a que critica as concessões ao setor privado com base na menor tarifa.

    "Obter a menor tarifa é um imperativo mais ou menos como fizemos nas concessões", afirma Goldman, citando os exemplos das concessões da rodovia Presidente Dutra e da ponte Rio-Niterói, feitas quando era ministro dos Transportes (1992-1993).

    Ele, porém, diz concordar com a opinião do mineiro sobre a "leniência" do governo Dilma com a inflação. "Esta é uma doença que vivemos no Brasil durante décadas."

    No final de semana, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reclamou da desunião no partido.

    23/03/2013

    Eduardo Campos vai às compras e opta por mercadoria vencida

    E o que é pior, escolhe mercadoria vencida, com um passado irrecuperável. Ótimo para Dilma, posto que o novo já vem vencido. Então, vem aí Bolinha de Papel II, agora com sotaque pernambucano. Bem que ele poderia nos mostrar, pelo menos um, projeto de cunho socialista que o seu partido, o Partido Socialista, apresentou até hoje. Taí, ó, um partido que é fraude a partir do  nome.

    Campos afirma ter afinidade com Serra e constrange PSDB

    Governador de Pernambuco diz ter mais ‘em comum’ com tucano do que com partidos que apoiam o governo petista

    Aliado de Aécio critica movimentação de Serra, que hesita em apoiá-lo mas encontrou Campos e o elogiou

    DO RECIFEDE SÃO PAULODE BRASÍLIA

    Provável candidato à Presidência em 2014, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), assumiu ontem sua aproximação com o tucano José Serra e aprofundou o constrangimento existente entre o ex-governador paulista e aliados do senador Aécio Neves (MG) no PSDB.

    Campos e Serra trocaram elogios nos últimos dois dias, depois de a Folha revelar que eles haviam se encontrado, na semana passada, na casa do tucano, em São Paulo.

    Questionado sobre a reunião, Serra disse em entrevista à Folha que a candidatura de Campos seria "boa para o Brasil e boa para a política".

    Em resposta, Campos afirmou que tem "muito em comum"com o tucano e citou temas como distribuição de renda e a preocupação com o crescimento da economia.

    "Esse campo em que Serra sempre militou é mais próximo do nosso do que muita gente que está e esteve conosco na base de sustentação do presidente Lula. Todo mundo sabe disso", disse Campos.

    Reagindo ao incômodo criado pelo flerte, defensores da candidatura presidencial do senador Aécio Neves acusaram Serra de trabalhar para "constranger" a legenda.

    "Há um constrangimento quase generalizado. O partido sempre esteve ao lado do Serra em suas candidaturas à Presidência, ao governo, à prefeitura e ao ministério. Agora é hora de ele estar ao lado do PSDB", disse o senador Cássio Cunha Lima (PB), escalado pela cúpula do partido para rebater Serra.

    "Não é momento de projetos pessoais, e esse movimento que ele tem feito não engrandece o currículo que ele tem", disse Cunha Lima.

    Aécio, que está buscando unidade interna para assumir o comando do partido, afirmou que não comentaria o episódio e que não autoriza ninguém a falar em seu nome.

    ‘PATRULHA’

    Coube ao líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), antigo aliado de José Serra, defender o tucano. "É um absurdo quererem patrulhar a agenda de um político como o Serra. O que ele disse sobre o Campos vai na mesma linha de declarações já feitas pelo senador Aécio Neves e o governador Geraldo Alckmin."

    Aliados de Aécio afirmaram que ele se irritou profundamente com a movimentação de Serra e teria considerado uma desonestidade a falta de aviso prévio sobre o encontro com Campos, já que, três dias depois de estar com o pernambucano, Serra se reuniu com o próprio Aécio.

    Tirando proveito do embate tucano, Campos defendeu a visita a Serra e se referiu a ele como um "quadro importante na vida brasileira".

    "É importante que possamos acumular um debate plural, diverso, sobre o futuro do Brasil", afirmou. "Ele não vai concordar com tudo o que eu falo nem eu vou concordar com tudo o que ele fala. Mas nós vamos, com certeza, enriquecer o debate político."

    A aproximação ocorre num momento em que aliados de Serra dizem que ele estuda até a possibilidade de deixar o PSDB, que ajudou a fundar em 1988. Especula-se que Serra poderia migrar para o PPS ou o próprio PSB. Em conversas reservadas, ele diz que as chances de deixar o partido são "pequenas".

    (DANIEL CARVALHO, DANIELA LIMA E NATUZA NERY)

    08/03/2013

    Veja em imagens

    Filed under: José Serra,Veja — Gilmar Crestani @ 10:42 pm
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    Como diria Mário de Andrade: bolinha de papel ou bolinha de meleca, os males da Veja são…

      ++++++

    Quando as páginas amarelas aparecem coladas, já sabes de onde saiu a cola…

    19/08/2011

    Estadão fala em complô na capa, mas não explica aos leitores

    Filed under: A$$oCIAdos,Estadão,Instituto Millenium,PIG — Gilmar Crestani @ 8:26 am
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    Afinal, Azenha, o Estadão não é também um dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium? Esperar o que dos sócios desta confraria mafiomidiática? É tudo cosa nostra!

    Estadão fala em complô na capa, mas não explica aos leitores

    por Luiz Carlos Azenha

    Curiosa esta nossa imprensa.

    O Estadão deu de manchete de capa, nesta quinta-feira: Quarto ministro a cair, Rossi vê complô político.

    Pois bem, mas qual era mesmo o complô?

    Percorrendo as páginas internas, não dá para entender direito qual é o complô a que se refere Wagner Rossi, o ex-ministro da Agricultura.

    Não é que o Estadão não tenha tido acesso à carta de demissão de Wagner Rossi, já que o jornal reproduziu trechos dela.

    Mas não o trecho essencial. Concordem ou não com as acusações, como notou o repórter André Barrocal, da Carta Maior, que trabalha em Brasília, Rossi fez uma acusação velada ao ex-governador paulista José Serra.

    A íntegra da carta do ministro demissionário foi publicada no site do Ministério da Agricultura, aqui.

    A frase-chave da carta, que em nome da verdade factual nenhum jornalista deixaria de reproduzir:

    “Sei de onde partiu a campanha contra mim. Só um político brasileiro tem capacidade de pautar “Veja” e “Folha” e de acumular tantas maldades fazendo com que reiterem e requentem mentiras e matérias que não se sustentam por tantos dias.”

    Pois não é que o Estadão simplesmente “se esqueceu” de reproduzir a frase?

    Depois o ex-ministro diz que houve um complô e ninguém acredita nele.

    Estadão fala em complô na capa, mas não explica aos leitores | Viomundo – O que você não vê na mídia

    23/07/2011

    Sistema de Cotas do PSDB

    Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 12:38 pm
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    Conselhos abrigam aliados de tucanos

    Sexta-feira 22, julho 2011

    As empresas estatais paulistas empregaram até o início do ano em seus conselhos de administração ao menos dez ex-parlamentares de partidos que apoiam a candidatura presidencial do ex-governador José Serra – alguns saíram em função da eleição e outros permanecem nos cargos.

    A lista inclui a ex-vereadora e ex-subprefeita Soninha Francine (PPS), coordenadora de internet da campanha do tucano, lotada até hoje no conselho da Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb). Ela nega motivação política na nomeação.

    Além do PPS e do PSDB, a relação inclui políticos que ficaram sem mandato do DEM, PMDB e PTB, cujos diretórios estadual (no caso peemedebista) ou nacional apoiam Serra. Alguns deles são de Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins.

    Todos recebem, por reunião mensal, entre R$ 3,5 mil e R$ 4,4 mil, o chamado jetom. Como o regulamento permite até 2 sessões remuneradas por mês, eles podem acumular até R$ 7 mil e R$ 8,8 mil no período.

    O JT obteve nomes dos conselheiros a partir de balanços de 2009 das estatais publicados em Diário Oficial até abril deste ano, mês no qual Serra renunciou ao governo para disputar à Presidência, sendo substituído por Alberto Goldman (PSDB).

    Na lista, há seis políticos que já deixaram os conselhos este ano para saírem candidatos, assumir mandato eletivo ou trabalhar nas campanhas. É o caso, por exemplo, do ex-secretário-geral da Presidência no governo FHC e tesoureiro nacional do PSDB, Eduardo Graeff, auxiliar de comunicação na campanha de Serra. O tucano aparecia como conselheiro da Cetesb até abril deste ano, mas, segundo o governo, já deixou o cargo.

    Junto com Soninha até hoje na Cetesb estão ainda os ex-deputados federais Koyu Iha (PSDB-SP) e Ney Lopes de Souza (DEM-RN). Todos ganham jetom de R$ 3,5 mil, o que corresponde a 30% do salário dos diretores da companhia, atualmente em R$ 11,8 mil. Em dezembro, todos os conselheiros recebem o equivalente a dois jetons de gratificação.

    Já o suplente de senador João Faustino (PSDB-RN), que era subsecretário da Casa Civil, recebia até julho jetons da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), de R$ 3,5 mil, e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), de R$ 4,4 mil. Ele só deixou o cargo há três meses para assumir mandato por conta da licença do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).

    Quem também esteve em conselho – Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa) – até o limite permitido pela lei eleitoral (março) foi o ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ), que atua como um dos arrecadadores da campanha de Serra. Ele se afastou do cargo para ser vice de Fernando Gabeira (PV-RJ) na disputa ao governo do Rio.

    Na Companhia de Desenvolvimento Agrícola (Codasp) estava o ex-deputado Edinho Araújo (PMDB), que renunciou para concorrer a federal. Na Dersa, CDHU e Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) estavam, respectivamente, ex-deputados Claury Silva (PTB), que era secretário de Esportes, e Ronaldo Pereira (PSDB-TO) e o ex-senador Geraldo Melo (PPS-RN), que, segundo o governo, deixaram os cargos este ano.

    Por Helena

    Conselhos abrigam aliados de tucanos | Os Amigos do Brasil

    25/05/2011

    Mudam-se tudo para que tudo continue como está

    Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:43 am
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    O PSDB virou uma legenda a procura de abrigo. Então criou o próprio abrigo, que não é de direita nem de esquerda, antes pelo contrário. É só um partido a procura de apagar o passado. Faz exatamente o que fizeram os saíram da ARENA, depois PDS, de isso e mais aquilo e continuam por aí ao lado de Bolsonaro. Assim será o PSD, um barriga de aluguel.

    Aliados de Serra ameaçam ir para o PSD de Kassab

    Divulgação

    A 48 horas da convenção que elegerá no final de semana sua direção, o PSDB tornou-se um ninho em chamas.

    Escanteados da Executiva nacional, integrantes do grupo de José Serra já ameaçam até deixar a legenda.

    Um deputado ligado a Serra disse ao repórter que, sem acordo, pode se repetir em âmbito federal algo que ocorreu em São Paulo.

    Referia-se à desfiliação de seis vereadores tucanos, ocorrida em abril, nas pegadas da troca de comando do PSDB paulistano.

    Os vereadores bateram em retirada depois que Geraldo Alckmin acomodou no comando do PSDB municipal um de seus secretários, Julio Semeghini.

    A maioria dos vereadores insurretos flerta agora com o PSD do prefeito Gilberto Kassab (ex-DEM), em fase de estruturação.

    Na seara nacional, consolidou-se uma maioria favorável à reeleição do deputado Sérgio Guerra (PE) à presidência do PSDB.

    Ex-coordenador da malograda campanha presidencial tucana, Guerra é hoje um desafeto de Serra. Joga o jogo do senador Aécio Neves (MG).

    Em dobradinha com Aécio, Guerra age para alijar Serra e o grupo dele dos postos de comando da legenda. Daí a ameaça de nova revoada.

    No ano passado, depois de derrotado por Dilma Rousseff, Serra insinuou interesse pela cadeira de presidente do partido.

    Foi abalroado por um abaixo-assinado de 54 deputados tucanos favoráveis à recondução de Guerra. Coisa urdida com o apoio de Aécio.

    Nessa época, ofereceu-se a Serra a presidência do Instituto Teotônio Vilela, uma fundação que formula as políticas do tucanato.

    Serra desdenhou o posto. Guerra e Aécio empinaram, então, a candidatura do ex-senador Tasso Jereissati ao comando do instituto.

    Tasso, que também não se bica com Serra, é ardoroso defensor do projeto Aécio-2014. Conta com o apoio do grosso da bancada de senadores do PSDB.

    Ao sentir o cheiro de queimado, Serra passou a reivindicar o posto que refugara. O diabo é que, agora, Guerra e Aécio insistem no nome de Tasso.

    Além da presidência do Instituto Teotônio Vilela, Serra levou à mesa uma segunda “exigência”.

    Pleiteia a entrega da secretaria-geral do PSDB a um integrante do seu grupo, o tucano paulista Alberto Goldman.

    De novo, Guerra e Aécio levaram o pé à porta. A dupla deseja manter na poltrona de secretário-geral, espécie de gerente da legenda, o deputado Rodrigo de Castro.

    Filiado ao PSDB de Minas Gerais, Rodrigo mantém com Aécio uma relação do tipo unha e cutícula.

    Para desassossego de Serra, Rodrigo dispõe de votos para prevalecer numa eventual disputa contra Goldman.

    De resto, Goldman foi à mesa de cirurgia. Recebeu duas pontes de safena. Em fase de convalescência, não deve dar as caras na convenção.

    A turma de Serra esgrime o argumento de que Aécio atira conta o próprio pé ao excluir São Paulo da direção nacional do partido. Meia verdade.

    Na última segunda-feira (23), Guerra reuniu-se com Geraldo Alckmin. Tricotou com o governador a entrega da vice-presidência da legenda a um paulista.

    Confirmando-se as pretensões de Guerra e Aécio, restaria a Serra contentar-se com um assento num conselho de “notáveis” tucanos.

    O órgão, hoje inexistente, seria criado como um apêndice da direção nacional. Reuniria FHC, governadores, Tasso e o próprio Aécio.

    Nesse esboço, a voz de Serra seria diluída numa instância sem atribuições executivas. Algo que o ex-presidenciável e seu grupo consideram inaceitável.

    O PSDB sempre foi uma agremiação de amigos 100% constituída de inimigos. Havia, porém, um esforço pelo estreitamento de inimizades.

    Dá-se agora um movimento diverso. Nacos expressivos da legenda pendem para o apoio às pretensões presidenciais de Aécio.

    Passou-se a considerar que a cessão de espaços a Serra, também presidenciável, eternizaria uma dicotomia que já produziu três derrotas presidenciais.

    Assim, associado a Guerra, Aécio prefere explicitar as diferenças a manter a falsa unidade. Serra dispõe de dois dias para provar-se capaz de reagir.

    Folha Online – Blogs – Josias de Souza#2011_05-25_00_15_43-10045644-0#2011_05-25_00_15_43-10045644-0#2011_05-25_00_15_43-10045644-0

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