Ficha Corrida

23/08/2015

O que é mais agressivo?

Por que a velha mídia se escandaliza com um charge que desnuda o caráter dos membros do Golpe Paraguaio mas nunca se escandalizou com estas duas imagens?! Por que a mídia não se escandalizou com os fascistas que atacaram a dama que ousou vestir vermelho? Ou por que a mídia não cobrou providências da polícia para os que jogaram uma bomba no Instituto Lula?

tiro ao alvo
O que este policial federal faz com a imagem de Dilma é o que? Afago?
Dilma na ponta da espada
A tentativa de golpe vem sendo insuflada e mantida graças ao apoio ostensivo da mídia. Derrubar Dilma com um golpe de espada pelas costas é o quê?

A hipocrisia dessa gente não tem limites. Fazem um barulho ensurdecedor por causa de uma charge do Laerte, mas congratulam-se com as grosserias do Danilo Gentili. A única coisa que explica este comportamento é a velha Lei Rubens Ricúpero. Todos hão de lembrar que numa transmissão televisiva da Rede Globo, Carlos Monforte e Rubens Ricúpero promulgaram a Lei jamais descumprida pelos velhos a$$oCIAdos do Instituto Millenium: “esconder o que é bom para o governo, e só mostrar o que é ruim para o governo”, que vem a ser a outra face, de mostrar só que é bom para seus interesses golpistas e esconder a mão que dá o golpe. O que fez o Estadão com o vazamento da Polícia Federal, ponde uma tarja preta no nome de José Serra não escandalizou, mas não era piada. Quando a Reuters publicou uma entrevista “podemos tirar, se achar melhor”, qual foi a repercussão no velho coronelismo eletrônico?

Por acaso, é a mesma mídia que até hoje não cobra explicações sobre o sumiço de helipóptero com 450 kg de cocaína?! Não querem saber quem era o dono do helicóptero, do pó, da fazenda, os amigos e para que serviria o dinheiro da venda do pó. Será que não seria para lubrificar a campanha do Napoleão das Alterosas?! São perguntas que permanecem no ar.

Laerte sobre charge: ‘agressiva, mas não ofensiva’

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Cartunista explica sua intenção ao produzir uma charge que causou polêmica na semana passada, após os protestos contra a presidente Dilma no domingo 16; segundo ela, muitos manifestantes tiraram selfies ao lado de PMs e as "reproduziram fartamente", o que demonstra "apoio a uma corporação que vem sendo apontada como uma das mais envolvidas em mortes de pessoas, no país"; "O que busquei foi juntar as pontas desses fatos sociais e estimular a reflexão", afirma

23 de Agosto de 2015 às 07:41

247 – Após os protestos contra a presidente Dilma Rousseff no domingo passado (16), a cartunista Laerte causou polêmica ao publicar uma charge de manifestantes tirando selfies com bandidos, em uma alusão às selfies de manifestantes com PMs tiradas durante os atos, segundo ela, "reproduzidas fartamente" nas redes sociais.

Neste domingo, na coluna da Ombudsman da Folha de S. Paulo, ela explicou sua intenção e disse reconhecer ter produzido "uma imagem agressiva, mas não a considero ofensiva. Acho que está à altura da gravidade do momento que atravessamos." Laerte pede desculpas "a quem se sentiu ofendido".

"Muitos manifestantes tiraram selfies ao lado de PMs e as reproduziram fartamente nas redes sociais, transformando esse gesto num ícone de todas as marchas até agora. Essas pessoas não estavam confraternizando com soldados específicos –estavam demonstrando apoio a uma corporação que vem sendo apontada como uma das mais envolvidas em mortes de pessoas, no país (segundo esta Folha, no primeiro semestre, foram 358 mortes "em confronto").", escreve Laerte.

A cartunista diz ainda que "não existe imagem genérica de manifestantes ou de policiais. São grupos constituídos por pessoas com grande diversidade de propósitos. Toda redução será, em algum grau, injusta –mas charges não podem deixar de fazê-las, porque trabalham com representações simbólicas".

Laerte sobre charge: ‘agressiva, mas não ofensiva’ | Brasil 24/7

A vida em preto e branco

Quando o reducionismo é demasiado, a charge perde a sutileza e descamba para o estereótipo fácil

Se nem o horóscopo escapou do bombardeio, não seriam as charges, com seu alto poder corrosivo, que passariam impunes nestes tempos beligerantes. Nos últimos meses, leitores têm reclamado aqui e ali de um suposto desequilíbrio nos cartuns da página de Opinião (A2), que veem como majoritariamente tendendo à "esquerda" –o que, na linguagem atual, significa pró-governo.

Não entro no mérito da discussão ideológica. Explico sempre que cartunistas pertencem ao território franco da opinião e têm ampla liberdade de expressão. Nenhuma charge, porém, havia provocado até agora tanta reação como a de Laerte veiculada na terça-feira (18).

"A charge extrapolou os limites do bom senso, do respeito e até da provocação", esbravejou a leitora Ana Paula Costa Pacheco e Silva. "Minha ojeriza não se deu pela opinião divergente da minha, mas pela agressividade e o desprezo demonstrados ao identificar os opositores do governo Dilma como apoiadores de bandidos assassinos."

Sempre fui fã de Laerte, para mim, a pena mais inquieta de um trio genial, complementada por Angeli e Glauco (1957-2010). Laerte é cartunista com autonomia de voo ímpar, capaz de transitar com desenvoltura por temas muito díspares, ainda que sua produção nos últimos anos tenha enveredado por uma trilha irregular e mais hermética.

Não há como negar, contudo, que ela pesou a mão. Na resposta que voluntariamente quis enviar aos leitores que me procuraram (leia texto ao lado), Laerte escreve que "toda redução será, em algum grau, injusta –mas charges não podem deixar de fazê-las, porque trabalham com representações simbólicas". Endosso o conceito, mas questiono esse "algum grau". Quando o reducionismo é demasiado (e acho que foi), a mensagem perde o refinamento e descamba para o estereótipo.

Não por acaso, logo após a publicação do cartum, começou a circular pelas redes sociais uma versão apócrifa, com as "representações simbólicas" trocadas. Uma inversão facilitada pela leitura rasa: se tirar selfie com PM é apoiar assassinatos, quem defende Dilma e Lula é conivente com a corrupção. Para desqualificar o adversário, vale apelar a ideias simplistas e sofismas que encaixotam na mesma fôrma unidimensional gente de todo tipo.

O leitorado mais equilibrado não engole essa dicotomia simplista nem uma diversidade calcada em polos opostos. "A verdade é que alternar opiniões de radicais dos dois lados não atende àqueles que procuram algum bom senso na busca de uma sociedade mais unida e democrática", escreveu Ivan Casella.

Parte dos leitores cobra, com razão, a responsabilidade do jornal, que afinal autorizou a publicação.

A Direção de Redação informa que monitora textos e imagens para detectar situações que possam implicar crimes contra a honra (calúnia, injúria e difamação). "Nestes casos, procura-se o autor previamente para alertá-lo das consequências possíveis. A charge não incorreu nesse risco, embora tenha conotado um ataque forte e bastante discutível contra parcela significativa da população e do nosso público leitor. Em seu compromisso com o equilíbrio e a pluralidade, a Folha tem procurado veicular as reações, como atestam as edições do Painel do Leitor de quarta (19) e quinta (20)."

LAERTEVISÃO

"Não existe imagem genérica de manifestantes ou de policiais. São grupos constituídos por pessoas com grande diversidade de propósitos. Toda redução será, em algum grau, injusta –mas charges não podem deixar de fazê-las, porque trabalham com representações simbólicas."

"Muitos manifestantes tiraram selfies ao lado de PMs e as reproduziram fartamente nas redes sociais, transformando esse gesto num ícone de todas as marchas até agora. Essas pessoas não estavam confraternizando com soldados específicos –estavam demonstrando apoio a uma corporação que vem sendo apontada como uma das mais envolvidas em mortes de pessoas, no país (segundo esta Folha, no primeiro semestre, foram 358 mortes "em confronto")."

"Os recentes assassinatos apontam, segundo as investigações, para ação motivada por vingança, por parte de policiais. O que busquei foi juntar as pontas desses fatos sociais e estimular a reflexão."

"Reconheço que produzi uma imagem agressiva, mas não a considero ofensiva. Acho que está à altura da gravidade do momento que atravessamos."

"Peço desculpas a quem se sentiu ofendido." (Laerte)

30/07/2015

Paulo Preto, podemos tirar ser achar melhor

Por que o jornalismo tarja preta tem urticária quando ouve o nome de Paulo Preto? Por que significaria tocar na hagiografia de José Serra e demais membros do panteão tucano.

Como sabemos, na velha lição do deputado gaúcho do PSDB, Jorge Pozzobom, o PSDB ganhou imunidade judicial para roubar. Tanto que a trupe da CBF e até o Eduardo CUnha já estão providenciando filiação ao PSDB como forma de não mais serem importunados por inoportunas perseguições judiciais….

Diante das obscenas parcialidades da velha mídia e da parcela do Poder Judiciário caudatário dos interesses midiáticos, o negócio é rir. Rir para não chorar. Como diria a Marta Suplicy, a nova musa do PCC, o negócio é relaxar e gozar. Gozar, apesar do excrementos em forma de jornalismo, jogados na nossa cara, como se fôssemos estátuas sem compreensão e sentimento. A seletividade dos assoCIAdos do Instituto Millenium é maior prova de que não combatem a corrupção, combatem, sim, a concorrência na corrupção.

Não admira que os velhos grupos mafiomidiáticos estejam se decompondo em praça pública. Como afogados, se grudam em qualquer merda para não afundarem.

As relações de Paulo Preto com as empresas investigadas na Lava Jato

qua, 29/07/2015 – 20:22

Por esquiber

Nassif,  acho que temos obrigação de contribuir com as investigações da Lava Jato apontando para Moro um arrecadador tucano que ficou esquecido, apagado pela poeira do tempo. Trata-se do engenheiro Paulo Vieira de Sousa, vulgo Paulo Preto, que segundo reportagem da Istoé,  "possuía relações estreitas com as empreiteiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, Carioca e Engevix." As mesma investigadas na Lava Jato, com exceção da carioca.

Paulo Preto teria sumido com quase 5 milhões em dinheiro vivo da campanha tucana a presidente de José Serra, dinheiro arrecadado de empreiteiras. Moro talvez ignore este fato, embora não esqueça de João Vaccari Neto, o qual mantém trancafiado por razões de campanha de 2010, a mesma que Paulo Preto apareceu numa citação pra lá de criminosa.

Nos tempos áureos de Paulo Preto, "em São Paulo, foi responsável pela medição de obras e pagamentos a empreiteiras contratadas para construir o trecho sul do Rodoanel, que custou 5 bilhões de reais, a expansão da avenida Jacu-Pêssego e a reforma na Marginal do Tietê, estimada em 1,5 bilhão, diz reportagem de Carta Capital, assinada por Cynara Menezes.

Quando é que Moro vai mandar prender Paulo Preto para que este faça uma delação premiada contando tudo que sabe sobre as relações das empreiteiras com os governos tucanos? Corrupção de empreiteira só é crime se for no governo federal?

Da Carta Capital

Quem é Paulo Preto

por Cynara Menezes

Levada à campanha por Dilma Rousseff, a história do ex-diretor da Dersa causa constrangimento no tucanato e gera versões desencontradas de Serra

Na noite do domingo 10, ao fim do primeiro bloco do debate da TV Bandeirantes, o mais acalorado da campanha presidencial até agora, cobrada pelo adversário tucano José Serra sobre as denúncias contra a ex-ministra Erenice Guerra, a petista Dilma Rousseff revidou: “Fico indignada com a questão da Erenice. Agora, acho que você também deveria responder sobre Paulo Vieira de Souza, seu assessor, que fugiu com 4 milhões de reais de sua campanha”. Serra nada disse – ou “tergiversou”, como acusou a adversária durante todo o encontro televisivo –, e o País inteiro ficou à espera de uma resposta: quem é Paulo Vieira de Souza?

Numa eleição em que o jornalismo dito investigativo só atuou contra a candidata do governo, Dilma Rousseff serviu como “pauteira” para a imprensa. O pauteiro é quem indica quais reportagens devem ser feitas – e, se não fosse por causa de Dilma, Vieira de Souza nunca chegaria ao noticiário. Nos dias seguintes ao debate, finalmente jornais e tevês se preocuparam em escarafunchar, mesmo sem o ímpeto habitual quando se trata de denúncias a atingir a candidatura governista, um escândalo que envolvia o tucanato. A acusação contra Vieira de Souza, vulgo “Paulo Preto” ou “Negão”, apareceu pela primeira vez em agosto, na revista IstoÉ.

No texto, que obviamente teve pouquíssima repercussão na época, o engenheiro Paulo Preto era apontado como arrecadador do PSDB e acusado pelos próprios tucanos de sumir com dinheiro da campanha. “Como se trata de dinheiro sem origem declarada, o partido não tem sequer como mover um processo judicial”, dizia a reportagem, segundo a qual o engenheiro possuía relações estreitas com as empreiteiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, Carioca e Engevix.

Após a citação feita por Dilma, os jornalistas cuidaram de cercar Serra para tentar extrair a resposta que ele não deu no debate. De saída, o candidato disse não conhecê-lo. “Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês fiquem perguntando”, declarou, na segunda-feira 11.

No dia seguinte, ameaças veladas feitas pelo ex-arrecadador em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo foram capazes de refrescar a memória de Serra. “Não somos amigos, mas ele me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao País, ele tem de responder. Não tem atitude minha que não tenha sido informada a ele”, disse Paulo Preto. “Não se larga um líder ferido na estrada em troca de nada. Não cometam esse erro.”

A partir da insinuação de que o já apelidado “homem-bomba do tucanato” possui fartos segredos a revelar, Serra não só se lembrou do desconhecido como o defendeu e o elogiou. “A acusação contra ele é injusta. Não houve desvio de dinheiro de campanha por parte de ninguém, nem do Paulo Souza”, afirmou o tucano, fazendo questão de dizer que o apelido “Preto” é preconceituoso. “Ele é considerado uma pessoa muito competente e ganhou até o prêmio de Engenheiro do Ano (em 2009). Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo.”

O último cargo público do engenheiro em governos do PSDB foi como diretor de engenharia da empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), cargo do qual foi demitido em abril, poucos dias após Serra se lançar à Presidência. Mas sua folha de serviços prestados ao PSDB é extensa. Há 11 anos ocupava cargos de confiança em governos tucanos e era diretor da Dersa desde 2005, primeiro nas Relações Institucionais e depois na engenharia, nomeado por Serra. Trabalhou no Palácio do Planalto durante os quatro anos do segundo governo Fernando Henrique Cardoso como assessor especial da Presidência, no programa Brasil Empreendedor Rural. Em São Paulo, foi responsável pela medição de obras e pagamentos a empreiteiras contratadas para construir o trecho sul do Rodoanel, que custou 5 bilhões de reais, a expansão da avenida Jacu-Pêssego e a reforma na Marginal do Tietê, estimada em 1,5 bilhão.

Quem levou Vieira de Souza para o Planalto foi Aloysio Nunes Ferreira, recém-eleito senador pelo PSDB, de quem Paulo Preto se diz amigo há mais de 20 anos. Ferreira dispensa apresentações. Em 3 de outubro foi o candidato ao Senado mais votado do Brasil, depois de ter sido chefe da Casa Civil no governo paulista.

De acordo com a IstoÉ, familiares de Vieira de Souza chegaram a emprestar 300 mil reais para Ferreira, quantia -assumidamente utilizada pelo novo senador para quitar o pagamento do apartamento onde vive, em Higienópolis. O engenheiro mantém, aliás, um padrão de vida elevado, muito acima de quem passou boa parte da carreira em cargos públicos. É dono de um apartamento na Vila Nova Conceição em um edifício duplex com dez vagas na garagem, sauna privê e habitado por banqueiros e socialites. Pela média de preços da região, um apartamento no prédio não custa menos de 9 milhões de reais.

Vieira de Souza foi demitido da Dersa oito dias após aparecer ao lado de tucanos graduados na festa de inauguração do Rodoanel e atribuiu sua saída a diferenças de estilo com o novo governador, Alberto Gold-man, que assumiu na qualidade de vice.

Goldman parecia, de fato, incomodado com a desenvoltura, para dizer o mínimo, de Paulo Preto no governo, e deixou esse descontentamento claro em um e-mail enviado a Serra, em novembro do ano passado, no qual acusava o então diretor da Dersa de ser “vaidoso” e “arrogante”, como revelou a Folha de S.Paulo. “Parece que ninguém consegue controlá-lo. Julga-se o Super-Homem”, escreveu o atual governador na mensagem ao antecessor, também encaminhada ao secretário estadual de Transportes, Mauro Arce. Mas Paulo Preto só deixou o governo quando Serra saiu.

Dois meses após sua exoneração, em junho, Vieira de Souza seria preso em São Paulo, acusado de receptação de joia roubada. O ex-diretor da Dersa alega ter comprado de um desconhecido um bracelete de brilhantes da marca Gucci por 18 mil reais. Ao levar a joia a uma loja do Shopping Iguatemi para avaliar se era verdadeira, foi preso em flagrante, após ser constatado pelo gerente que o objeto havia sido furtado ali mesmo no mês anterior. Solto no dia seguinte, passou a responder à acusação em liberdade. Hoje, ele atribui o imbróglio a “uma armação”.

Seu nome aparece ainda na investigação feita pela Polícia Federal que resultou na Operação Castelo de Areia. Na ação, -executivos da construtora Camargo Corrêa são acusados de comandar um esquema de propinas em obras públicas. A empresa nega. No relatório da PF há várias referências ao trecho sul do Rodoanel, responsabilidade de Paulo Preto, que teria recebido quatro pagamentos mensais de 416 mil reais da empreiteira. Vieira de Souza também nega. “A mim nunca ninguém entregou absolutamente nada. O lote da Camargo Corrêa na obra era de 700 milhões de reais e a obra foi entregue no prazo, só com 6,52% de acréscimo. É o menor aditivo que já houve em obra pública no Brasil.”

À revista Época, que publicou uma pequena reportagem sobre o caso em maio, Ferreira reconheceu a amizade antiga com Paulo Preto, mas negou ter recebido doações ilegais da construtora. Afirmou ainda que o Rodoanel foi aprovado pelos órgãos fiscalizadores. “O Rodoanel teve apenas um aditivo de 5% de seu valor total, um recorde para os padrões do Brasil”, disse o senador eleito. Atualmente, a operação Castelo de Areia encontra-se paralisada em virtude de uma liminar deferida pelo ministro Cesar Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), até que seja julgado o pedido da defesa da Camargo Corrêa, que reclama de irregularidades na investigação.

O vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, que teria servido de fonte para a reportagem da IstoÉ, deu entrevista nos últimos dias na qual nega ter afirmado que Paulo Preto arrecadara, por conta própria, “no mínimo” 4 milhões de reais – o próprio engenheiro diz que esse número foi subestimado. Segundo Eduardo Jorge, não existe nenhum esquema de “arrecadação paralela”, o famoso caixa 2, entre os tucanos. Paulo Preto processa EJ, o tesoureiro-adjunto Evandro Losacco e o deputado federal reeleito José Aníbal, chamados por ele de “aloprados” por tê-lo denunciado à revista. Curiosamente, na entrevista à imprensa, Eduardo Jorge faz mistério sobre os nomes dos reais arrecadadores da campanha tucana, a quem chama de “fulano” e “sicrano”.

Na quinta-feira 14, a bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo entrou com uma representação no Ministério Público Estadual. Solicita uma investigação contra o ex-diretor da Dersa por improbidade administrativa. Além da acusação sobre os 4 milhões de reais arrecadados irregularmente para a campanha tucana, os parlamentares petistas acusam a filha de Paulo Preto, a advogada Priscila Arana de Souza, de tráfico de influência, por representar as empreiteiras que tinham negócios com a empresa pública desde 2006, quando o pai era responsável pelo acompanhamento e fiscalização das principais obras viárias do governo paulista, como o Rodoanel e a Nova Marginal, vitrines da campanha tucana na corrida presidencial.

Documentos do Tribunal de Contas da União revelam que Priscila Souza era uma das advogadas das empreiteiras no processo que analisou as contas da construção do trecho sul do Rodoanel. Ao contrário do que disse o ex-chefe da Casa Civil de Serra, uma auditoria da empresa Fiscobras apontou diversas irregularidades na obra, entre elas um superfaturamento de 32 milhões de reais em relação ao contrato inicial, despesa que teria sido repassada ao Ministério dos Transportes, parceiro no projeto. A filha do engenheiro aparece ainda em uma procuração, datada de maio de 2009, na qual os responsáveis da construtora Andrade Gutierrez autorizam os advogados do escritório Edgard Leite Advogados Associados a representarem a empresa em demandas judiciais.

“Já havíamos encaminhado ao MP uma representação, em maio, pedindo investigação sobre a suposta arrecadação ilegal de dinheiro para a campanha tucana, com base nas denúncias da IstoÉ. Conversei com o procurador-geral, Fernando Grella, e ele me garantiu que a investigação foi aberta, mas corre em sigilo de Justiça, por ter sido anexada aos autos da Operação Castelo de Areia, que está suspensa”, disse o deputado estadual do PT Antonio Mentor.
Para o presidente estadual do PT, Edinho Silva, há indícios suficientes de uma relação “pouco lícita” entre o ex-diretor da Dersa e as construtoras. “Como pode a filha representar as mesmas empresas que são fiscalizadas pelo pai? O poder público não pode se relacionar dessa forma com a iniciativa privada”, afirmou Silva, recém-eleito deputado estadual. “Além disso, é preciso apurar essa história do dinheiro arrecadado ilegalmente pelo engenheiro. Quem denunciou isso não foi a gente, foi o PSDB, que não viu a cor do dinheiro e reclamou à imprensa.”

Por meio de nota, o escritório de -advocacia classificou de “inconsistentes e maldosas” as acusações do PT. “A advogada Priscila Arana de Souza ingressou no escritório em 1º de junho de 2006. O escritório presta, há mais de dez anos, serviços jurídicos a praticamente todas as empresas privadas que compõem os consórcios contratados para a execução do trecho sul do Rodoanel de São Paulo”, registra o texto.

Procurado por CartaCapital, Paulo Preto não foi encontrado. Seus assessores informaram, na quinta-feira 14, que o engenheiro estava viajando. Na entrevista que deu à Folha, o engenheiro insinuou que sua função era a de facilitar as doações de empresas privadas com contratos com o governo de São Paulo ao PSDB. “Ninguém nesse governo deu condições de as empresas apoiarem (sic) mais recursos politicamente do que eu”, disse. Isso porque, sustentou, cumpriu todos os prazos e pagamentos acertados com as empreiteiras nas obras sob seu comando.

Nos últimos dias, Serra tem se mostrado irritado com as perguntas de jornalistas sobre o tucano honorário Paulo Preto. Em Porto Alegre, na quarta-feira 13, chegou a acusar o jornal Valor Econômico de atuar em favor da campanha de Dilma Rousseff. Perguntado por um repórter do diário, o presidenciável disse que o veículo, pertencente aos grupos Folha e Globo, “faz manchete para o PT colocar no horário eleitoral gratuito”, evidenciando como se incomoda de provar do próprio remédio. O destempero deu-se minutos depois de o candidato declarar seu apreço pela liberdade de imprensa. Além do mais, a reclamação é estranha: as manchetes de jornais e capas de revistas com críticas e denúncias contra Dilma Rousseff são matéria-prima do programa eleitoral do PSDB.

No domingo 17, Dilma e Serra voltam a se enfrentar no debate promovido pela Rede TV! Ninguém espera que se cumpra o vaticínio frustrado de “paz e amor” dado pelos jornais antes do primeiro confronto. A petista vai, ao que tudo indica, continuar a questionar Serra sobre as privatizações do governo Fernando Henrique e insistirá na comparação dos feitos do governo Lula com aqueles de seu antecessor. Segundo a pesquisa CNT-Sensus divulgada na quinta 14, os entrevistados consideraram Dilma Rousseff a vencedora do debate na Band.

Durante o debate, Serra nem sequer defendeu a própria mulher, Mônica, apontada por Dilma como uma das líderes de uma campanha difamatória de cunho religioso contra o PT, ao declarar a um evangélico no Rio de Janeiro que a candidata governista “gosta de matar criancinhas”. O fez depois, em seu programa eleitoral, ao tentar assumir o papel de vítima (segundo ele, a adversária tinha partido para a baixaria e atacado até a sua família).

As relações de Paulo Preto com as empresas investigadas na Lava Jato | GGN

23/07/2015

Jornalismo tarja preta

Esquilo frase-na-guerra-a-verdade-e-a-primeira-vitimaHá uma frase que explica as tarjas pretas do Estadão: “Na guerra, a primeira vítima é a verdade”. O axioma é atribuído a várias personalidades. Como Ésquilo é o mais antigo, e os gregos foram os primeiros em tudo, penso que se encaixa no pensamento do autor de Os Persas a primazia. Nos tempos napoleônicos, o filósofo da guerra, Carl Von Clausewitz, cunhou a expressão: "A guerra é a continuação da política por outros meios". Que meios seriam estes? Os Meios MafioMidiáticos!

No Brasil, a partir da primeira vitória do Lula, a imprensa é o exemplo e síntese dos dois pensadores.

Não é por acaso que a velha mídia inventou o Instituto Millenium. Este clube da direita Miami foi criado e existe para ser instrumento da política por outros meios, meios empresariais da informação.

Por exemplo, a Lei Rubens Ricúpero foi criada numa a$$oCIAção entre o governo FHC e Rede Globo. Mostrar o que é bom e esconder o que é ruim, em relação a FHC e o contrário em relação a Lula e Dilma tem sido a tônica da Rede Globo desde sempre. Se ficamos sabendo somente a partir do Escândalo da Parabólica, muito antes a Globo já fazia das suas, como no editorial que saudava a chegada da ditadura, ou em outra batalha da mesma guerra da Globo contra as forças populares, quando agiu buscando manipular o resultado eleitoral contra Leonel Brizola, no Escândalo da Proconsult.

Os exemplos são inúmeros e constantes. Não vem ao caso citar todos. Mas para o caso, só mais um. A tentativa de transformar um bolinha de papel em objeto contundente, para fazer de seu candidato uma vítima.

A Veja, pelo menos depois do Boimate, perdeu toda credibilidade. Hoje é consumida apenas em estábulos e pocilgas.

A Folha de São Paulo tem um currículo recheado com os escândalos da ditadura cuja participação permanece em seu DNA. Ter ajudado a manter a OBAN, emprestado carros para os agentes da ditadura desovar corpos estraçalhados nas orgias do DOI-CODI seria suficiente. Mas a Comissão da Verdade revelou que houve participação, no mínimo como espectadores, nas sessões de tortura, estupro, morte e esquartejamento nos porões do DOI-CODI. Não bastasse isso, na democracia perfila-se ao lado de outras famílias, perpetrando atos vergonhosos como a fabricação de um Ficha Falsa da Dilma. Recentemente, contra todas as evidências, “revelou” um habeas corpus inexistente do Lula.

E assim chegamos ao Estadão, o baluarte do conservadorismo e bíblia da direita hidrófoba.

O fato de os donos do Estadão terem participado da marcha dos zumbis pedindo golpe militar no Brasil é indício suficiente da demência desta empresa que vive de vender informação. Mas há pelo menos mais dois episódios que dizem muito sofre o Grupo Estado. Sabemos todos das inúmeras tentativas do Estadão de atribuírem às pessoas de Lula e Dilma a responsabilidade por todos os casos de corrupção ocorridos em seus governos. Só que o Estadão não se deu por conhecedor que seu Diretor de Redação, Pimenta Neves, praticava assédio moral e sexual sob as barbas dos Mesquitas. Ora, se é verdade que Lula e Dilma compactuaram com a corrupção em seus governo, o assassinato pelas costas de Sandra Gomide também pode ser atribuído, senão doloso pelo menos de forma culposa, aos chefes do assassino.

Requiao Jose SerraHá um outro papel desempenhado pelo Estadão que causa perplexidade pela forma como usa e se deixa usar para influenciar politicamente. É o caso do antológico artigo do Mauro Chaves, “Pó pará, governador!” Não precisa de mais adendos, o título já diz tudo. Coincidentemente, envolve a mesma personagem que agora o Estadão, de forma infantil, alcovita, José Serra.

A tentativa de incriminar uns e inocentar outros é prova suficiente de que nosso jornalismo é um antro de bandidos ainda mais perigosos do que os do PCC. Os bandidos atuam contra o patrimônio, os bandidos do jornalismo atuam contra a democracia, o maior patrimônio de um povo.

Na guerra contra Lula, Dilma e o PT, todas as armas já foram utilizadas. Ultimamente está em voga o golpe paraguaio. O golpe paraguaio, em moda na América do Sul, acontece quando se tenta dar um verniz legal a um golpe perpetrado às claras. É mais ou menos como atribuir a mulher de saia curta a culpa de seu estupro.

Na marcha do golpe paraguaio estão parcelas da Polícia Federal, Ministério Público e do Poder Judiciário, instrumentalizados pelos derrotados das últimas três eleições. A Síndrome de Abstinência eleitoral e de outros matizes tem levado o Napoleão das Alterosas a navegar pelo tapetão jurídico com uma desenvoltura só vista em fábulas árabes. Tudo em combinação com a velha mídia. A dobradinha de vazamentos seletivos, com maquiagem da meios mafiomidiáticos mantém em marcha um golpismo de republiqueta de bananas.

O mais recente episódio diz muito sobre o estágio atual do golpe paraguaio, mas fala ainda mais alto em relação ao “jornalismo” brasileiro.

Trata-se da sucessivas tentativas, e de forma escancarada, de manipular os fatos. Nesta guerra encetada pela direita brasileira para retomar o poder, depois de quinhentos anos, implica em esconder, como num passe de mágica, um helicóptero com 450 kg de cocaína. Todos os vazamentos da Operação Lava Jato são utilizados para esconder seus parceiros no golpe paraguaio e, ao mesmo tempo, incriminar a Presidente Dilma e o ex-Presidente Lula. A ponto de que tudo o que eles fazem os deixam de fazer é levado para aos tribunais, exatamente como fizerem os golpistas paraguaios. E mesmo quando os “crimes” atribuídos a eles sejam ocorrências idênticas às praticadas por FHC, Aécio Neves ou Geraldo Alckmin. Foi assim que o Estadão resolveu colocar uma tarja preta sobre personagem da marcha dos golpistas paraguaios, como se todo mundo fosse imbecil como eles. Para proteger as fontes que constantemente jorram, o Estadão joga para a fonte porque, como sabemos, o jornalista não precisa declinar o nome de sua fonte, e assim retira de seus ombros as tarjas espalhadas sobre seus parceiros ideológicos.

Fico com a análise do Roberto Requião: "Quem cobriu com tarja preta o nome de José Serra no documento da PF, quer seja da PF ou do Estadão, é um completo e perfeito idiota". Idiota, sim, mas peça importante na engrenagem do golpe paraguaio.

Nesta guerra em que a verdade é a primeira vítima, se os fatos não estiverem de acordo com as exigências para o golpe paraguaio, pior para os fatos.

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