Ficha Corrida

14/12/2015

O ódio a Lula tem cura

Folha de São Paulo: “Em 13 anos de PT no poder, o Brasil distribuiu sua renda como em nenhum período da história registrada pelo IBGE. Todos ganharam. Quanto mais pobre, melhor a evolução. Foram 129% de aumento real (acima da inflação) na renda dos 10% mais pobres. Nos 10% mais ricos, 32%.” Agora procure uma manchete da Folha que demonstre esta informação. Não há. Todo mundo, literalmente, já sabe, que os governos Lula e Dilma tiraram da miséria milhões de brasileiros. Não precisa ser muito inteligente para constatar. Bastar não ser anencefálico, um midiota amestrado para ver. Quando Danusa Leão e Luis Carlos Prates vociferam contra a possiblidade de pessoas mais simples viajarem ou de comprarem carro, antes privilégio de poucos, vê-se que o ódio a Lula é do tipo mais baixo, e por isso mais difícil de ser extirpado. Sim, é a classe média que ganhou, mas que viu outros ganharem e, por isso, disputam espaços com ela. Onde estão os que odiavam o ENEM? De repente o ENEM se consolidou, não sem antes fomentarem uma onda irracional de ódio a Lula e ao PT. O ódio ao Mais Médicos se deve também a esta dificuldade da classe média em dividir espaços. Não estão preocupados em resolver o problema de quem não tinha acesso a médicos, mas em combater quem possa diminuir sua margem de lucro.

O ódio ao Lula é em grande parte decorrente do incômodo de dividir espaço com alguém, como nas políticas de castas, que julgam inferior. Parte dos que ascendem em instituições públicas, como Poder Judiciário, MPF e Polícia Federal, saíam da classe média, por isso há uma parte podre, que vê com ódio que estão tendo de compartir espaços que antes lhes eram cativos. Demorará ainda algum tempo para que a massa que ascendeu e chegou, via políticas sociais, aos bancos das universidades a chegarem nestas instituições. Até lá, o preconceito, e por isso o ódio, a Lula é uma realidade palpável.

Lula nunca ganhará uma estatueta da Globo. E isso é a melhor coisa que lhe poderia acontecer.

Paulo Pimenta – Deputado federal pelo PT-RS

Em busca de um crime do Lula -13 de Dezembro de 2015
    LULA MARQUES: <p>Brasília- DF 14-08-2015 Foto Lula Marques/Agência PT Ex-presidente Lula durante ato educação para todos.</p>

Há um vício de origem no noticiário e nesse arremedo de investigação sobre medidas provisórias de incentivos fiscais nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O que se quer, mais uma vez, é encontrar um crime para pendurar no pescoço de Lula. Às favas os fatos: as Medidas Provisórias (MPs) em questão criaram dezenas de milhares de empregos numa parte do Brasil em que a indústria automotiva jamais teria chegado sem um empurrão do Estado. Isso se chama política de desenvolvimento regional. No país dos justiceiros, virou crime. “Crime do Lula”.

A primeira MP, a 471/2009, simplesmente prorrogou, até 2015, o incentivo que vigorava desde 1999 e seria extinto em 2010. Foi aprovada por unanimidade no Congresso. A segunda, 512/2010, estendeu o incentivo a novos projetos. Em 2013, o Congresso acrescentou emenda à MP 627, sobre tributação de empresas no exterior, estendendo o incentivo até 2020. Como é comum nos trâmites de legislação tributária (e também de interesses corporativos), escritórios de lobby foram contratados pelas partes interessadas.

Na cabeça de alguns jornalistas, delegados e procuradores, Lula só poderia ter assinado tais MPs para favorecer a indústria automotiva, movido a propina. É gente que julga os outros pela régua da própria malícia ou da própria mediocridade. Não têm noção do que seja governar um país ou coordenar políticas públicas dentro do jogo democrático.

A primeira “reportagem” do Estado de S. Paulo sobre o tema, de outubro passado, já trazia entre aspas a expressão “MP comprada”, sem explicar quem, acaso, a teria vendido. Fazia uma ligação inverossímil e desonesta entre a MP de 2009 e um contrato firmado, cinco anos mais tarde, entre um escritório investigado na Zelotes e a empresa do filho de Lula. Caso inédito de propina a longuíssimo prazo…

A reportagem desonesta deu azo à invasão do escritório do filho de Lula pela PF, autorizada por uma juíza substituta e mais tarde corretamente desautorizada por uma desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Torturando os fatos, o que se tenta agora – na imprensa e nas delegacias – é associar o tal contrato ao conjunto de MPs, inclusive a de 2013, que Lula nem assinou, pelo simples fato de não ser mais presidente. Ou seja: não se investigam fatos, investiga-se Lula.

Se tivessem um pingo de honestidade intelectual (abro mão do equilíbrio) nossos justiceiros iriam ao anuário da Anfavea para saber que, além da indiciada CAOA, outras cinco indústrias (das maiores) estão nas regiões abrangidas pelos incentivos: Ford (BA e CE), Fiat Chrysler FCA (PE), John Deere Tratores e Mitsubish (GO) e Mahindra (AM). Foram responsáveis por 8% das unidades produzidas no Brasil em 2013. Estão em fase de implantação unidades da JAC Motors e Foton Motors, ambas na Bahia.

Cada uma dessas fábricas traz consigo uma rede de fornecedores de autopeças e serviços, que gera milhares de empregos de qualidade. O pólo de Camaçari, por exemplo, é o centro de uma rede de 27 fornecedores, gerando 5 mil empregos diretos e 50 mil indiretos. A fábrica da FCA em Goiana (PE) atraiu 16 indústrias do porte da Pirelli, Magneti Marelli, Saint Gobin, entre outras, gerando 9 mil empregos diretos.

Onde está o prejuízo ao interesse público? Onde está o tráfico de influência, se as medidas foram apresentadas publicamente, com exposições de motivos, e aprovadas pelo Congresso? Onde estão as supostas evidências de que as MPs teriam sido “compradas”? E quem as teria “vendido? A unanimidade do Congresso? Só um mentecapto ou alguém de má fé absoluta para imaginar essa trama. Ou alguém inabalavelmente determinado a pendurar um crime – qualquer um – no pescoço do maior líder popular deste País.

Em seu governo, Lula assinou duas Medidas Provisórias que aumentaram os salários da Polícia Federal: a 305/2006, que incorporou as gratificações aos vencimentos e passou o piso de agente iniciante de R$ 4 mil para R$ 6,2 mil; e a 431/2008, que levou esse piso para R$ 7,5 mil. Raciocinando como cidadão, acredito que Lula agiu assim para fortalecer o combate ao crime e à corrupção. Raciocinando como certos jornalistas, promotores e delegados, estaria investigando quem “comprou” as MPs para beneficiar a PF. Seria mais um “crime do Lula”.

Em busca de um crime do Lula | Brasil 24/7

10/12/2014

Enquanto isso, na Suécia!

Filed under: Ódio de Classe,Brasil,Direita Hidrófoba,Direita Miami,Lula,Suécia — Gilmar Crestani @ 9:57 am
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A direita brasileira não desiste de derrubar um ex-presidente. É que a inveja move montanhas. Montanhas de dinheiro. Quem sempre viveu de explorar, não admite que o Estado se volte para amenizar as amarguras de quem mais precisa do Estado. Ao se voltar em benefício dos mais necessitados, Lula ganhou ódio eterno da direita hidrófoba.

No Brasil, ajudar quem precisa ganha por troféu a desconstrução diuturna dos grupos mafiomidiáticos. A direita que só pensa em Miami não admite que o Brasil aspire em ser Suécia.

08/12/2014 08h09 – ATUALIZADA EM: 08/12/2014 12h09 – POR MARCELO CABRAL

“Lula é uma das minhas maiores inspirações”

Ex-sindicalista, primeiro-ministro sueco aceita apelido de “Lula do Norte” e justifica gasto brasileiro de US$ 5,4 bilhões na compra de novos aviões de combate

Seu voto foi efetuado com sucesso

Stefan Löfven (Foto: Getty Images)Stefan Löfven (Foto: Getty Images)

O funcionário de uma metalúrgica que se torna sindicalista, vira líder de uma das principais centrais trabalhistas, ingressa na política e chega ao poder máximo do Executivo. O episódio aconteceu no Brasil, certo? Errado. Na gelada Suécia, Stefan Löfven, um soldador de 57 anos, passou por todas essas etapas para se tornar no final de setembro o primeiro-ministro do país pelo partido Social-Democrata – a esquerda local -, pondo fim a um período de preponderância de governos conservadores. Tanta história em comum faz com que Löfven seja normalmente apelidado de “Lula do Norte” na imprensa europeia. Alcunha, aliás, endossada por ele próprio: após várias visitas a São Bernardo do Campo (SP), berço do movimento sindical brasileiro, ele se transformou em admirador do ex-presidente brasileiro.

Os laços entre o Brasil e o país nórdico se estreitaram ainda mais em outubro, com a assinatura de um contrato da Força Aérea Brasileira (FAB) para a compra de 36 jatos de combate Gripen NG, fabricados pela sueca Saab. Com previsão de entrega a partir de 2019, pela bagatela de US$ 5,4 bilhões – sem contar a possibilidade de novos lotes serem encomendados –, é um dos maiores contratos fechado na área de defesa este ano em todo o mundo.  Löfven recebeu um grupo de jornalistas brasileiros de passagem pela capital Estocolmo para conhecer a fábrica da Saab na cidade de Linköping, de onde sairão os novos caças da FAB. Em seu escritório, para onde vai a pé todo dia – sua casa fica a poucas quadras de distância do prédio de onde despacha – o político falou sobre a proximidade com Lula, as negociações envolvendo o Gripen, as relações econÇomicas entre o Brasil e a Suécia e o reconhecimento histórico feito pelo governo local de que a Palestina é um país.

O senhor ligou para a presidente Dilma logo após a confirmação de que ela havia sido reeleita. Como foi a conversa?
Em primeiro lugar a cumprimentei pela vitória, claro. Como eu também fui eleito recentemente, acabei recebendo também os parabéns dela (risos). Eu nunca conheci Dilma Rousseff, mas me encontrei com o ex-presidente Lula várias vezes. Eu sugeri a ela que tivéssemos um encontro diplomático assim que fosse possível, como uma forma de trabalharmos para manter a boa relação que temos hoje.

Como o senhor viu o acordo entre o Brasil e a Saab para a compra dos caças?
Acho que foi um bom negócio para ambos os países. O Brasil tomou sua decisão soberana de nos procurar e dizer que precisava desse avião, que é muito bom, por sinal. Mas o acordo vai muito além das aeronaves. Ele inicia uma cooperação maior entre nossos países em ciência, em tecnologia, em educação e em comércio. Nós estamos nos aproximando desde 2009, quando o presidente Lula esteve aqui na Suécia e assinou uma série de acordos de cooperação conosco, inclusive na área de biocombustíveis. Então nós já temos muito em comum, e a parceria dos caças vai nos aproximar ainda mais. 

De que forma o senhor vê um país como o Brasil, com muitos problemas sociais, investindo na compra de armamentos?
Em primeiro lugar cabe dizer que o Brasil é um país democrático e que cabe a ele tomar suas próprias decisões sobre em que área ele deve investir. No entanto, de forma geral posso dizer que o ideal seria que não tivéssemos que ter nenhum tipo de forças armadas. Infelizmente a realidade não funciona assim. Nós mesmos estamos aumentando nossos gastos militares nos últimos anos por causa dos desdobramentos políticos que ocorrem Rússia, que é um país próximo ao nosso. Cabe ao Brasil decidir se ele também precisa fazer isso. No nosso acordo específico, vale a pena lembrar que há muito mais envolvido do que apenas a compra dos caças. Temos tecnologia, inovação e comércio que vão gerar novos empregos e novos produtos que irão parar no mercado civil em diferentes áreas.

Mas a União Europeia está contestando na Organização Mundial do Comércio alguns tipos de subsídios que o Brasil usa em suas transações. Isso pode interferir no negócio? 
Não muda nada em nosso acordo. O espírito é diferente nessas duas situações e o que temos aqui é um acordo direto entre os países. As relações entre Brasil e Suécia não serão afetadas em nada por isso.

O acordo implica numa aproximação política entre Brasil e Suécia. Seu governo irá apoiar a reivindicação brasileira por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU?
Nós ainda não decidimos formalmente o que fazer sobre esse ponto específico, mas acreditamos que é hora de uma mudança para novas regras mais transparentes na ONU e no Conselho de Segurança. Nós consideramos muito válida a reivindicação de países importantes como o Brasil e somos a favor de ampliar o diálogo sobre essa possibilidade. Vamos ver como isso se desenvolve daqui para a frente. 

No Brasil o senhor é conhecido como o Lula do Norte. Como vê essa analogia?
Sou um grande admirador do presidente Lula e posso dizer que fico lisonjeado com essa comparação. Nós temos trajetórias parecidas: ambos viemos do movimento sindical e depois entramos para a política. Isso fica claro quando nós nos encontramos. Nós conseguimos nos entender perfeitamente, mesmo sem que eu fale português e com o Lula tendo deixado claro que não queria aprender sueco (risos). Mas a forma e o estilo de se comunicar é bem parecido, percebemos mesmos através dos intérpretes.

Eu lembro que uma vez disse ao Lula quando ele era presidente: “deve ser um trabalho difícil liderar um dos maiores países do mundo”. Ele me respondeu que “é sim, mas vou fazer isso direito porque ninguém vai poder dizer que um trabalhador não pode fazer isso”. Isso me marcou. Hoje digo para mim mesmo nos dias difíceis que “eu também posso fazer isso”. Lula é sem dúvida uma das minhas maiores inspirações.
Como o senhor analisa o momento atual da economia brasileira? Ele gera algum impacto na economia sueca?
De comum acho que ambos os nossos países não conseguiram crescer tanto quanto gostaríamos. O Brasil é um país imenso e com um peso muito grande para a América Latina, mas aqui na Suécia somos mais sensíveis aos resultados da economia dos países europeus, especialmente a Alemanha. Como quase metade do nosso PIB vem de exportações, o que acontece na Europa nos influencia muito. A lentidão da economia europeia é uma das nossas principais preocupações no momento. Mas hoje em dia a economia está tão interconectada que o que acontece na América Latina e na Ásia acaba nos influenciando.

A Suécia recentemente se tornou pioneira ao reconhecer a Palestina como um país. Não é uma decisão arriscada? Quais foram as razões disso?
O risco é que tenha sido até tarde demais. O que nós vimos na região no último ano não deixou margem para muita esperança. Nós seguimos a crise hora a hora e vimos que não haveria saída se continuássemos no mesmo caminho. Não havia chance de paz porque não havia conversas, não havia negociações, além de decisões unilaterais sobre ainda mais assentamentos israelenses na região.

O que precisa ficar claro é que não estamos apoiando nenhum dos lados. Nós estamos do lado da paz. Nós temos uma atitude amistosa mas firme tanto em relação à Israel quanto à Palestina. O que nós queremos é ganhar momentum para sair desse impasse. Nós tínhamos duas instituições em patamares completamente diferentes e com o reconhecimento temos agora dois Estados. Ainda é pouco, mas é um passo no sentido de nivelar os dois países. 

Como foi a reação dentro da Suécia?
Dentro do Parlamento foi o esperado: a base governista foi favorável e a oposição foi contra. (Suspiro) Esse conflito é tão antigo e tão profundo que se tornou vital olhar apenas para a frente. Se ficarmos olhando para o passado não iremos a lugar nenhum.  Temos que pensar o que podemos fazer para ajudar aquelas crianças que vimos andando no meio das ruínas. Esperamos que a partir de agora vários outros países se mobilizem para também reconhecer a Palestina.

O jornalista viajou a convite da Saab

“Lula é uma das minhas maiores inspirações” | Época NEGÓCIOS – notícias em Ação

28/06/2014

Na saideira brindem ao Lula e à Dilma que proporcionaram tudo isso

Filed under: Copa 2014,Faturamento,Lucros — Gilmar Crestani @ 10:47 pm
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Faturamento dos bares cresce 70% com a Copa e já chega a R$ 12 bilhões

28 de junho de 2014 | 11:20 Autor: Miguel do Rosário

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Reproduzo matéria abaixo, sobre o aumento no faturamento dos bares, por causa da Copa. Seria legal um tributarista avaliar isso em termos de geração de impostos.

Copa rende R$ 12 bi aos bares em junho

Na Exame.

O movimento nos bares cresceu em média 70% nos dias de jogos do Brasil

Rio e São Paulo – Com a bola rolando e sem o registro de grandes manifestações e protestos violentos, os bares comemoram o movimento que a Copa do Mundo levou aos estabelecimentos. Diante da demanda acima das expectativas, o segmento deve faturar R$ 12 bilhões no mês do Mundial de futebol, segundo previsão da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

No ano passado, a Copa das Confederações já havia incrementado a receita de bares e restaurantes, que ficou entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões no período entre junho e julho. “É a primeira vez que estamos vivendo um evento de impacto nacional tão prolongado. Não tínhamos essa expectativa”, diz o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci Júnior.

No balanço da entidade para as primeiras duas semanas do Mundial, o movimento nos bares cresceu em média 70% nos dias de jogos do Brasil – mas alguns locais receberam número de clientes duas ou até três vezes maior que o normal. O tempo de permanência dos clientes também é maior. Em outras Copas, o público aumentava de 50% a 70% nos jogos da seleção, lembra Solmucci Júnior.

“As pessoas estão assistindo ao máximo de partidas que podem”, diz. Seleções campeãs como Uruguai e Itália e até menos favoritas como Irã têm atraído torcedores. Daqui para frente, com menos jogos na segunda fase da Copa, a animação deve ser menor, mas a expectativa continua alta. “As pessoas devem continuar acompanhando, independentemente de o Brasil continuar na Copa”, prevê Solmucci.

Fora de casa

Já nos restaurantes, o impacto não tem sido grande. “A Copa não ajuda os restaurantes”, diz o presidente da Associação Nacional dos Restaurantes (ANR), Cristiano Melles. “Pode ser até que tenha queda no faturamento em relação à média.”

Há algumas razões para as perdas nos restaurantes. Em primeiro lugar, o horário dos jogos (muitos às 13h ou 19h) fez com que muita gente migrasse para o barzinho. Os feriados também reduziram o movimento corporativo, grande público de restaurantes. A exceção é a pequena parcela de estabelecimentos próximos a pontos turísticos.

A opção por comer em casa também ajuda a explicar a baixa nos restaurantes. A Associação Paulista de Supermercados (Apas) confirma que, na primeira fase da Copa, subiu o consumo de carne, pipoca, salgadinhos, cerveja e refrigerante. Pesquisa da Kantar Worldpanel mostra que 88% dos torcedores comem e bebem enquanto assistem às partidas.

A estimativa da associação é de que as vendas sejam 5% maiores em junho em relação a um mês comum. “Mesmo quando não é dia de jogo, o consumo na cidade de São Paulo continua aquecido pela presença dos turistas”, diz o gerente de economia e pesquisas da Apas, Rodrigo Mariano.

Na hotelaria, o dinheiro despejado pelos turistas pode salvar o setor em um ano de provável estagnação ou até queda no faturamento. O evento deve injetar R$ 650 milhões no setor, “Prevemos crescimento de 6% a 7%”, revela o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) Enrico Fermi.

Apesar disso, a CVC, maior empresa do setor de viagens, afirma que a vinda de 600 mil estrangeiros estimada inicialmente não deve se concretizar. A menor demanda teria levado, segundo a CVC, hotéis e companhias aéreas a baixarem os preços, barateando os pacotes nacionais. Os descontos chegam a 40%.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Faturamento dos bares cresce 70% com a Copa e já chega a R$ 12 bilhões | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

31/05/2014

Bispo da Folha acusa Jesus de ter usado a multiplicação dos pães de forma eleitoreira

comunistanSegundo o Bispo, Jesus só pensava em ser Deus. Fazia milagres só para se promover. Onde já se viu, dar peixe e pão sem antes ensinar os seguidores a pescarem  e amassarem o próprio pão. Ponho reza braba que esse Bispo aí, quando morrer, vai é comer o pão que o diabo amassou…

Quando a Folha vai fazer uma boa reportagem a respeito do racionamento de água em São Paulo?!

 

Inacabada, transposição deve ter dois novos eixos

Órgão do governo diz que usará regime diferenciado de contratação

Crítico da obra no São Francisco, o bispo dom Luiz Cappio diz que possíveis novos canais são eleitoreiros

JOÃO PEDRO PITOMBODE SALVADOR

Apesar de obras da transposição ainda estarem em andamento, com orçamento quase dobrado e ao menos três anos de atraso, o governo já prepara a construção de dois novos canais que desviarão água do rio São Francisco.

Os projetos dos eixos sul e oeste deverão ser contemplados na terceira etapa do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a ser lançado em agosto deste ano.

A principal novidade será a opção pela contratação do projeto via RDC (Regime Diferenciado de Contratação), com o objetivo de "evitar erros" cometidos nos eixos leste e norte, cuja obra foi dividida em vários lotes, todos contratados pela lei de licitação.

O RDC permite que todas etapas de um mesmo empreendimento possam ser tocadas por uma única empresa.

"O governo reconhece que a estratégia adotada inicialmente [com a lei de licitações] se mostrou pouco adequada", diz Elmo Vaz, presidente da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

As deficiências contratuais e de gestão na construção dos eixos atuais fizeram o preço da obra saltar de uma estimativa inicial de R$ 4,6 bilhões para os atuais R$ 8,2 bilhões. O prazo de entrega da obra da transposição foi adiado de 2012 para 2015.

A decisão pelo RDC foi tomada no momento em que o governo tenta emplacar no Congresso mudanças na legislação para permitir o uso do modelo em todas as licitações e contratos federais, de Estados e de municípios.

Com a previsão de ter 350 km de canais, o eixo sul da transposição vai atender a Bahia e Sergipe com a perenização dos rios Vaza-Barris e Itapicuru.

Segundo a Codevasf, a água servirá para garantir o abastecimento em cidades como Senhor do Bonfim e Capim Grosso (BA), além de levar água para os perímetros irrigados existentes na região. O anteprojeto já foi licitado, e os estudos de viabilidade estão em curso.

O eixo oeste, com estudos em fase de licitação, vai abastecer o Piauí e deverá ser composto por mais de um canal.

Além da água do rio São Francisco, existe a possibilidade de retirar água do aquíferos do vale do rio Gurgéia, no sul do Piauí.

O objetivo principal é fazer a água chegar à barragem de Petrônio Portela, que fica numa das regiões mais secas e pobres do Estado nordestino.

Um dos principais críticos da transposição, o bispo da cidade de Barra (BA), dom Luiz Cappio, que chegou a fazer greve de fome em 2005 e 2007 contra os desvios no São Francisco, chama de "eleitoreira" a possibilidade de construção dos novos canais.

26/05/2014

Despeito padrão Fifa

Filed under: Copa 2014,Direita Hidrófoba,Hipocrisia — Gilmar Crestani @ 8:38 am
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Copa 2038 VejaRICARDO MELO

A Copa, o X-Tudo e a lista da Forbes

Brasileiro gosta de futebol e detesta roubalheira. Pôr tudo no mesmo saco só faz sentido para oportunistas

Os movimentos criados em torno de bandeiras como "não vai ter Copa" são, antes de tudo, um atestado de burrice. No Brasil, é mais ou menos como apostar em alguma audiência para um Dia Nacional contra a Feijoada ou o Paulinho da Força organizar uma manifestação contra a venda da tequila no Primeiro de Maio.

Um exemplo disso aconteceu neste sábado (23) na capital paulista. Um desses atos, organizados sabe-se lá por quem, reuniu cerca de 350 manifestantes a pretexto de protestar contra a Copa. Confrontados com a própria insignificância, líderes da "mobilização" passaram a teorizar. "A conjuntura há duas semanas era diferente. A luta contra a Copa mudou de qualidade quando a sociedade organizada iniciou um movimento", afirmou um representante do grupo Território Livre, seja lá o que a declaração quis dizer. Ao fundo, soavam como cântico lemas como "Greve Geral, piquete e ocupação, contra Fifa, a PM e o patrão"; à frente, um bando segurava uma faixa pregando uma "Copa de greves".

A pregação do "X-Tudo" é, novamente, uma tentativa típica de rebeldes sem causas, mas com muitas consequências. Uma delas é lançar trabalhadores contra trabalhadores. Na mesma onda misturam-se provocadores, gente bem intencionada e lideranças espertas. Os eventos em São Paulo são eloquentes.

As paralisações de transportes afetaram a maioria da população. Nelas, havia motoristas e cobradores que recebem uma miséria e têm o direito a melhores condições de vida. Empregados de uma das viações pediam, por exemplo, respeito ao horário de almoço e o fim do desconto do salário nos dias de falta por doença. Reivindicações que, em pleno século 21, remontam a tempos do capitalismo selvagem. Mas havia também uma parcela bastante articulada muito mais interessada em ver o circo pegar fogo.

Como lembrado à exaustão, tais categorias exibem dirigentes com um histórico de banditismo e subserviência patronal indignos dos milhares de trabalhadores que dizem representar. Lideranças parasitárias do imposto sindical aproveitam-se da dispersão profissional da área em que atuam –funcionários de empresas de transportes, por natureza, trabalham isolados, diferentemente do que ocorre numa fábrica– para exercer a manipulação e infiltrar asseclas de objetivos obscuros, às vezes nem tanto.

Isso nada tem a ver com a Copa. Reportagem da Folha prestou um serviço inestimável ao mostrar que os gastos públicos com o torneio são ínfimos se comparados às demais despesas oficiais. Pelos cálculos do jornal, o governo está investindo cerca de R$ 26 bilhões na competição, total que na verdade é menor considerando que haverá reembolso de uma fatia do dinheiro. Pode-se ir mais longe no capítulo proporções. Segundo lista da revista americana Forbes, as quinze famílias mais abastadas do Brasil concentram uma fortuna de R$ 270 bilhões de reais, cerca de 5% do PIB nacional. Ao final da Copa, aliás, estarão ainda mais ricas, pois muitas delas fazem parte de grupos de mídia beneficiários do torneio.

Nada disso anula o fato de que, num território com as enormes carências do Brasil, sempre que o Tesouro deixa de gastar com o básico da sobrevivência, há uma sensação de desperdício. Também é reprovável embarcar num clima de pão e circo e varrer para baixo do tapete as irregularidades na construção de estádios e de outras obras –males que contagiam a vida pública nacional e devem ser investigados sem nenhuma complacência.

Mas daí a tentar criar um clima de não vai ter Copa vai uma distância muito grande. Brasileiro gosta de futebol, assim como detesta roubalheira. Colocar tudo no mesmo saco só faz sentido na cabeça de senhores e oportunistas que conhecem massas apenas quando servidas em cantinas de luxo.

    25/05/2014

    Entenda porque a Copa é ruim

    Filed under: Complexo de Vira-Lata,Copa 2014,Eleições 2014,Fracassomaníacos — Gilmar Crestani @ 8:44 am
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    Copa Custa quantoA Copa não é ruim. É péssima. Sem ela, haveria uma taxa mais lata de desemprego. E isso é péssimo. Para o PSDB, para as oposições em geral e a direita em particular. Com alta taxa de desemprego fica mais fácil contratar por salário menor. Tudo o que gera emprego é ruim…para quem quer derrotar quem consegue dar emprego e, via de consequência, renda. Se trabalhar já melhora a autoestima, imagina tendo aumento real. É de dar nó na garganta e embrulho no estômago dos fracassomaníacos.

    O complexo de vira-latas pira a direita hidrófoba

    Copa e eleição evitam demissões e adiam para 2015 piora do emprego

    Renda em alta ainda permite que parte da força de trabalho opte por ficar fora do mercado

    Economistas, porém, já veem desaceleração forte nos ganhos, que deve se acentuar com inflação acima de 6%

    PEDRO SOARESDO RIO

    O emprego ficou estagnado no primeiro quadrimestre e o cenário que se avizinha é turvo. As contratações só não vão cair neste ano por causa de vagas temporárias de Copa e eleições. Os eventos vão evitar demissões e adiar, assim, uma subida da taxa de desemprego para 2015.

    O número de trabalhadores nas seis maiores regiões metropolitanas deve crescer 0,7% e repetir de 2013, segundo cenário feito pela consultoria LCA a pedido da Folha.

    A taxa de desemprego ainda cairá –para 5%–, mas por causa da saída de pessoas da força de trabalho.

    "Vivemos uma situação parecida com a dos EUA após a crise de 2009, guardadas as proporções. Quem está perto de se aposentar, sai. Os jovens, com pouca experiência, não encontram trabalho e vão estudar mais", diz Sérgio Vale da MB Associados. A consultoria espera uma taxa de desemprego de 5,3% em 2015. A LCA estima 5,4%.

    Fábio Romão, da LCA, diz que salários ainda em alta e ganhos de anos anteriores (turbinados pela alta do salário mínimo e programas sociais) sustentam o baixo desemprego.

    A renda é uma peça-chave. Em alta, faz com que pessoas optem por ficar em casa em vez de aceitar empregos com baixos salários ou em vagas menos interessantes.

    Quando a renda começar a cair, mais pessoas tenderão a procurar trabalho, pressionado o mercado num momento de fraca geração de vagas.

    Já há, porém, uma clara desaceleração do rendimento, que tende, diz Romão, a se intensificar com a inflação. "A inflação vai corroer os reajustes, que já estão num patamar menor do que no ano passado para várias categorias."

    Como ainda tem menos gente disposta a trabalhar e alguns setores ainda se mantêm dinâmicos (serviços, em especial), diz, o rendimento ainda crescerá neste ano. A LCA projeta 2% de alta, mesmo patamar de 2013 –que fora o menor desde 2005.

    Para Fernando Holanda, da FGV, a renda tende a desacelerar ainda mais, mas será "regulada" pela oferta de trabalho. Ou seja, quando mais pessoas buscarem um emprego, ela tenderá a cair.

    "Não é fácil prever quando acontecerá porque a entrada e saída do mercado é uma decisão muito pessoal, mas com a economia crescendo pouco isso deve ocorrer por anos seguidos", afirma.

    18/04/2014

    Onde está a crise?

    Filed under: Desemprego,Eleições 2014,Folha de São Paulo — Gilmar Crestani @ 8:21 am
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    desemprego tucanoA Folha perde o jogo mas não o rebolado. A manchete poderia ser simples e contundente: “Cai desemprego”, ou “Menor taxa de desemprego desde 2003”. Mas não.

    A Folha precisa criar uma justificativa para o sucesso da política econômica dos seus adversários.

    Menor busca por vagas… Meus Deus. Como é que o mundo sobreviveu sem a informação de que quando o sujeito está empregado ele não está a procura de uma vaga?

    Já consigo imaginar a manchete da reeleição da Dilma: “Dilma só venceu porque Aécio perdeu”…

    Com menor busca por vagas, cai desemprego

    Taxa medida pelo IBGE foi de 5% em março, a mais baixa para o mês desde 2003

    PEDRO SOARESDO RIO

    Apesar da economia desaquecida neste início de ano, a taxa de desemprego segue em patamares historicamente baixos. Em março, o índice de 5% foi o menor para o mês desde 2003, segundo o IBGE. No mesmo mês de 2013, a taxa havia sido de 5,7%.

    Essa taxa é calculada pela PME (Pesquisa Mensal de Emprego), que levanta dados apenas nas seis maiores regiões metropolitanas do país.

    A pesquisa tem metodologia e cobertura diferentes da Pnad Contínua, que é divulgada trimestralmente e também investiga o desemprego, mas em 3.460 cidades.

    O objetivo do IBGE é que, a partir do ano que vem, apenas a Pnad Contínua seja divulgada. Nas divulgações mais recentes dessa pesquisa, o índice de desemprego era superior ao da PME.

    MENOS PROCURA

    A contradição entre uma economia que patina e desemprego reduzido nas seis maiores metrópoles do país se explica com a saída de pessoas do mercado de trabalho.

    O aumento praticamente contínuo da renda familiar nos últimos anos e a exigência por maior qualificação dos jovens (que estão mais escolarizados) têm adiado a entrada no mercado de trabalho. O rendimento mais elevado permite também que mulheres saiam para ter filhos, por exemplo.

    Os dados mostram que um terço de quem está inativo tem menos de 25 anos e 64% são mulheres, perfil que reforça a tese, dizem analistas.

    Aumentou em 4,2% o contingente dos chamados inativos entre março de 2013 e o mesmo mês deste ano.

    Vista por um outro ângulo, a tendência de menos pessoas no mercado de trabalho se traduz na redução, por seis meses seguidos, da População Economicamente Ativa (PEA), que soma os empregados e desempregados à procura de emprego.

    Em março, a PEA caiu 0,6%, alcançando 24,138 milhão de pessoas nas seis regiões metropolitanas –o menor desde março de 2012.

    Com isso, o desemprego declinou em março, apesar de o número total de vagas não ter aumentado –ficou estável ante março de 2013.

    RENDIMENTO

    Para o IBGE, a inflação mais elevada em março –quando o IPCA bateu em 0,92%, pico para o mês desde 2003– corroeu a renda do trabalhador, que caiu 0,3% em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2013, houve alta de 3%.

    "A taxa de desemprego em patamares baixos indica pouca ociosidade no mercado de trabalho. Desta forma, os salários continuam em expansão, embora alguma moderação tenha ocorrido em março", diz Luka Barbosa, do Itaú.

    16/03/2014

    Assas JB Corp. x José Dirceu

    Filed under: Assas JB Corp,José Dirceu — Gilmar Crestani @ 8:36 pm
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    Confissão de fraude à lei: “Foi para isso, sim!” – JB 

    Há pessoas que nutrem ódio contra quem as ajudou: Barbosa é desse naipe

    dom, 16/03/2014 – 17:37

    Enviado por IV Avatar

    Do blog A Justiceira de Esquerda
    José Dirceu tem um Projeto de Nação, Joaquim Barbosa um Projeto de Poder Pessoal

    O nome dele ganhava força dentro do partido e nas rodas sociais de Brasília como possível indicado ao Supremo.

    “Ele se formou na UnB, tinha uma rede de contatos à esquerda. Não se tratava de lobby, era uma coisa mais despojada”, diz Vera Lúcia Santana Araújo, advogada que também se entusiasmou com a campanha.Joaquim queria muito ser ministro. Assim que soube que Lula pretendia nomear um negro para o STF, Joaquim ligou ao colega de Ministério Público Federal, Aristides Junqueira, ex-procurador-geral da República.

    “Ele me ligou dos Estados Unidos e disse: ‘Olha, parece que o presidente da República quer nomear um negro para o STF’. Eu respondi de pronto: ‘Vamos em frente”, diz Junqueira. Foi então que Joaquim buscou a ajuda de Kakay. Queria se apresentar a José – etapa necessária para o sonho do Supremo. O encontro aconteceu em abril de 2003, no restaurante Piantella.

    “Os dois são muito formais. Então, o encontro foi protocolar”, diz o intermediário Kakay. “O Zé falou para o Barbosa: ‘Se o currículo do senhor for bom, o senhor será indicado. E quem indica é o presidente Lula’. E ainda criticou o atual sistema de indicação para o STF, em que os potenciais indicados tinham de procurar ministros de Estado para pedir ajuda.”

    José gostou de Joaquim.

    E encaminhou a indicação ao Senado. Está no papel: no dia 7 de maio de 2003, num despacho oficial assinado por José Dirceu de Oliveira e Silva, ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República:

    “A sua excelência, o Senhor Senador Romeu Tuma. Encaminho a essa Secretaria mensagem na qual o Excelentíssimo Senhor Presidente da República submete à consideração dessa Casa o nome do Senhor Joaquim Benedito Barbosa Gomes para exercer o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal”.

    O protocolo da indicação estava encaminhado. Duas semanas depois, na sabatina do Senado para referendar sua indicação, Joaquim foi instado a falar o que achava do PT. Mostrou sua simpatia:

    “A meu ver, a eleição do presidente Lula configura, talvez, o nosso primeiro caso de real alternância de poder. Falei também (anteriormente) sobre a especificidade do Partido dos Trabalhadores. Trata-se de um partido com uma configuração social-democrata no estilo europeu. É um partido que não renega o modo de produção capitalista, mas tem a preocupação profunda de combater, de corrigir as mazelas do sistema capitalista, de implantar algum tipo de proteção de salvaguarda social”.

    Estava feito: José ajudara Joaquim a chegar ao topo.

    Fonte: Época

    Joaquim Barbosa se apresentando no Senado pela indicação do presidente Lula.

    “Imediatamente após a graduação na UnB, prestei concurso para a pós-graduação, para o mestrado da própria Universidade, um mestrado longo, de dois anos e meio, que concluí em meados de 1982. Mestrado em Direito do Estado, cuja dissertação não concluí, à mingua de tempo para escrever a tese.

    Mas, seis anos depois, retomei os estudos universitários, desta feita já como Procurador da República e com uma generosa autorização do Dr. Sepúlveda Pertence, hoje Ministro do Supremo Tribunal Federal, na época, Procurador-Geral da República, que me autorizou a ausentar-me do País para cumprir essa jornada de estudos na França, país com o qual desde a adolescência tenho vínculos intelectuais sólidos.

    Fui para a França em 1998, cumpri esse programa de pós-graduação bastante longo, onde obtive três diplomas de pós-graduação. O primeiro deles introdutório a um curso de doutorado previsto para alunos estrangeiros, uma espécie de introdução ao sistema jurídico francês.

    No ano seguinte, ingressei num curso que chamaria de um mergulho nas instituições e no Direito francês, como se francês fosse, um estudo das instituições francesas, como se eu tivesse como objetivo ali permanecer, embora esse nunca tenha sido o meu intuito”.pág 12
    “Em 1973, ganhei na loteria. Fui simplesmente convidado a ingressar no Serviço Gráfico do Senado Federal, onde passei três anos maravilhosos da minha vida, trabalhando de vinte e três a seis horas da manhã para, depois, logo em seguida, freqüentar a Universidade de Brasília. Esse trabalho teve uma importância fundamental na minha formação. Com dezenove anos, tive o privilégio de fazer um trabalho que consistia em compor os diários desta Casa, do Senado Federal.” (…)
    “Prestei concurso para o Itamaraty, para oficial de chancelaria, e me transferi para lá, em 1976. Logo em seguida, o Itamaraty me propiciou a possibilidade de fazer a minha primeira viagem internacional, que, certamente, foi um divisor de águas na minha vida.” (…)pag.15
    (…)”Em segundo lugar, agradeço imensamente a generosidade das palavras proferidas aqui a meu respeito pelos Senadores Demóstenes Torres, Antonio Carlos Magalhães e Pedro Simon. É uma honra receber de V. Exas palavras tão elogiosas”. pág. 24
    (…) “Estrépito midiático este provocado pelo fato de eu ser uma pessoa negra. Assumo ecarrego esse fardo em razão do ineditismo da indicação, mas com a esperança de que, nos próximos dez ou quinze anos, uma indicação como esta seja uma coisa banal”.pág.26
    Fonte: Transcrição da Sabatina no Senado

    Me causou estranheza em seu discurso, no Senado,  que o nome dos dois primeiros afrodescendentes da história do Brasil no STF não tenham sido mencionados pelo sabatinado,
    Embora Tião Vianna PT/AC tenha feito referência:
    “Dois mineiros de sua lavra que honraram a história dessa instituição: Hermenegildo Barros e Pedro Lessa foram consagrados mulatos, presentes na Corte brasileira. Há, inclusive, um busto de Pedro Lessa, uma homenagem dos próprios advogados brasileiros, na entrada do prédio do Supremo Tribunal Federal”. Pág.31

    Em decreto de 26 de outubro de 1907, do Presidente Afonso Pena, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal, preenchendo a vaga ocorrida com a aposentadoria de Lúcio de Mendonça. Tomou posse em 20 de novembro seguinte.
    Seus votos e manifestações no mais alto tribunal do país foram sempre brilhantes fontes de ciência jurídica, contribuindo para a interpretação da Constituição, destacando-se os que permitiram construir a famosa teoria brasileira do habeas corpus, que veio a culminar com o mandado de segurança.
    Foi eleito para a ABL na cadeira número 11.

    Nunca faltou as sessões do STF. Não compareceu ao casamento da filha porque foi marcado para a mesma hora da sessão do STF.
    Em sua gestão foi instalado, sob sua presidência, o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, em 20 de maio de 1932; foi indicado presidente efetivo da Constituinte de 1934.
    Foi voto favorável à extradição de Olga Benário
    Encontrei a explicação do Ministro Joaquim Barbosa sobre meu estranhamento, abaixo:
    Festejando sua indicação, Barbosa Gomes foi o primeiro a reconhecer o simbolismo de sua ascensão.
    “Vejo como um ato de grande significação que sinaliza para a sociedade o fim de certas barreiras visíveis e invisíveis”, disse. “Posso vir a ser o primeiro ministro reconhecidamente negro”, completou.
    E eu pensando sobre o que é “reconhecidamente negro". Esta parte em itálico, me deixou em dúvida se faz parte da fala de JB ou do autor do texto):
    Isso porque, na história do STF, já houve dois negros – um mulato escuro, Hermenegildo de Barros, ministro de 1919 até a aposentadoria, em 1937, e outromulato claro, Pedro Lessa, ministro de 1907 até sua morte, em 1921. Ambos nasceram no interior de Minas Gerais, como Barbosa Gomes, mas nenhum era“reconhecidamente negro” nem de origem tão humilde – o que empresta à indicação de agora um simbolismo ao mesmo tempo étnico e social.
    Fonte: revista de fofocas, segundo jornal inglês

    Há pessoas que nutrem ódio contra quem as ajudou: Barbosa é desse naipe | GGN

    31/01/2014

    “Não vai ter desemprego”

    Filed under: Ódio de Classe,Complexo de Vira-Lata,Desemprego,Folha de São Paulo,Vira-bosta — Gilmar Crestani @ 7:52 am
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    FolhaSe existir uma adversativa no meio de uma notícia  boa, então a manchete é da Folha de São Paulo. É inacreditável, mas o país que Lula e Dilma quebraram está com a taxa de desemprego em 4,3%. Para comparar, a Espanha onde se onde se refugiaram Antonio Britto em busca de desintoxicação e onde a Rede Globo escondeu sua funcionária e a amante do então Presidente FHCMiriam Dutra, que era a Meca dos que não têm rumo, está com taxa 26% de desemprego.

    O emprego está em alta a renda cresce, embora não mais de maneira acelerada, o que deixa os celerados da Folha babarem de ódio e raiva. Então, se temos alta de emprego com renda subindo, mesmo que devagar, porque usar o catastrofismo do “mas”? Porque isto é o que resta aos fracassomaníacos que torcem contra o Brasil. Só o ódio a Lula e Dilma explica o desespero dos incompetentes e invejosos. Todo frustrado por sua limitações improdutivas tem ódio visceral a quem desmontou a máquina de vender patrimônio público por ordem do neoliberalismo e, mesmo com a Crise de 2008, que devastou emprego e rende e muitos benefícios sociais por toda Europa, continua distribuindo emprego e renda. Não fosse o espírito vagabundo de manada, que segue bovinamente os professores do Complexo de Vira-latas, e talvez estivéssemos em situação ainda melhor. Para se ter uma pitada do que são capazes os gerentes do fracasso como norte, veja-se o crescimento do último reduto dos que se alimentam de ódio e inveja a Lula: São Paulo teve a menor criação de empregos e de renda. Depois de mais de 20 anos destruindo São Paulo em benefício dos grupos mafiomidiáticos, o PSDB ainda continua morando nos corações dos que só pensam em dólar e no que é bom para os EUA e ruim para os brasileiros. Não há outra atitude mais representativa dos que torcem contra o Brasil do que, por inveja de Lula ter conseguido trazer Copa e Olimpíadas, criarem o movimento de facebook, inspirado em colunista vira-bostas,  “não vai ter copa”. O verdadeiro problema da copa é que, se criar mais empregos, vamos ter de importar desempregados da metrópole dos vira-latas, EUA, onde o desemprego continuam em alta…

    Aos energúmenos deste movimento em prol do fracasso falta conhecimento histórico. Desde os tempos gregos, guerras eram interrompidas para que os povos pudessem se reunir em competições esportivas. De Olímpia, na Grécia, passando pela Paris do Barão de Cubertin, a prática de esportes existe para o congraçamento entre os povos, como moeda de troca de cultura. Mas como cultura é algo que passa batido pela cabeça dos anencefálicos, o ódio encontra o crânio vazio, se apropria do lugar e comanda as “reações”. É por isso também que são reacionários, cuja espírito animal retrocede aos tempos pré-civilizatórios.

    “Mas” (para usar um termo caro aos jornalismo do ódio de classe) enquanto os cães ladram, emprego e renda crescem!

    Desemprego cai para menor nível em 2013; alta da renda desacelera

    Inflação e juros mais altos contribuíram para o menor crescimento do rendimento desde 2005

    Maior mercado de trabalho do país, SP freou a queda da taxa de desocupação; pesquisa vai mudar

    PEDRO SOARESDO RIO

    Apesar do fraco crescimento da economia em 2013, a taxa de desemprego das seis maiores regiões metropolitanas do país caiu para 5,4% na média no ano, a menor da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, iniciada em 2002.

    Em 2012, a taxa foi de 5,5%.

    Em dezembro, o desemprego ficou em 4,3%, menor patamar do indicador mensal.

    A renda, no entanto, não cresce mais com o vigor de antes. O rendimento médio em 2013 ficou em R$ 1.929,03, alta de apenas 1,8% sobre 2012, a menor desde 2005. No ano anterior, o avanço sobre 2011 alcançara 4,1%. De novembro para dezembro, houve queda de 0,7% na remuneração dos trabalhadores.

    A desaceleração resulta da freada do crédito para o consumo, do menor reajuste do salário mínimo, da confiança reduzida de empresários, além de inflação (que corrói a renda) e juros mais altos.

    Segundo Adriana Araújo, técnica do IBGE, a inflação mais elevada teve "impacto" na evolução do rendimento em 2013. Para a LCA, porém, a "perda de fôlego" da inflação acumulada em 12 meses a partir de julho "contribuiu para estancar o movimento de perda real" dos salários.

    Diante disso, a criação de novas vagas perdeu força e avançou somente 0,7% em 2013, chegando a um contingente de 23,3 milhões de ocupados nas seis regiões.

    Trata-se do menor crescimento desde 2009, ano mais agudo da crise global, quando o ritmo de expansão igualou o do ano anterior. Os números do IBGE indicam que a pequena redução da taxa de desemprego se deu pela menor procura de trabalho, pois não foram criadas vagas em quantidade expressiva.

    "O arrefecimento do mercado de trabalho já vinha ocorrendo e se intensificou no final do ano. É um movimento natural numa economia que cresce pouco há três anos", diz Gabriel Ulyssea, economista do Ipea.

    SÃO PAULO FREIA

    Principal mercado de trabalho do país, São Paulo teve taxa de desemprego média em 5,9% em 2013, praticamente estável em relação aos 6% de 2012. Mas, por concentrar 42% de todos os ocupados nas seis regiões pesquisadas pelo IBGE, São Paulo puxou para cima a taxa média do desemprego.

    O emprego cresceu pouco na maior metrópole do país –0,8% em 2013, ante 1,7% em 2012. Tal fenômeno impediu uma redução mais firme do desemprego, segundo o IBGE.

    NOVA PESQUISA

    O ano de 2014 será o último da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Paralelamente, ocorre a coleta dos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio). Contínua, cuja abrangência chega a 3.500 cidades. As pesquisas não são comparáveis devido à mudança metodológica e de abrangência.

    22/12/2013

    Deu a lógica nas viúvas do apartheid

    Filed under: Apartheid,Ódio de Classe,Veja — Gilmar Crestani @ 10:19 pm
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    Não admira que um dos (sub) produtos da NASPERS seja racista, a favor do apartheid social. O contrário, sim, me espantaria. Como diria o Barão de Itararé, “de onde menos se espera, de lá mesmo é que não sai nada”. Tirando os consultórios de proctologia e os governos tucanos, quem mais assina a Veja? Aliás, deve-se ao baixo nível no gueto racista a avalição cada dia mais favorável à Dilma.

    Abril perde o pudor e prega vaia contra cubanos

    :

    Num texto antológico, pelo que tem de pior e mais asqueroso, a retrospectiva de Veja sobre o ano de 2013 defende a agressão que médicos cearenses cometeram contra profissionais cubanos; "Vaias contra a empulhação" é o título do artigo, que compara os médicos cubanos a escravos e questiona a capacidade desses profissionais, cujo trabalho vem sendo reconhecido e aplaudido pela população brasileira; ao revelar sua verdadeira face, Veja já sinaliza que irá jogar pesado contra a candidatura de Alexandre Padilha, em São Paulo, e fará o possível e o impossível para reeleger Geraldo Alckmin

    Brasil 24/7

    28/11/2013

    Lula é unanimidade na América Latina

    Filed under: América Latina,Lula — Gilmar Crestani @ 9:04 am
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    Assunto vedado a invejosos e golpistas.

    La electa diputada Camila Vallejo junto a Lula da Silva y la secretaria de la Cepal, Alicia Bárcena.

    EL MUNDO › EL EX MANDATARIO DE BRASIL, LULA DA SILVA, APOYO EN CHILE LA CANDIDATURA DE BACHELET

    “Latinoamérica necesita de usted”

    Durante la apertura del seminario “Desarrollo e Integración de América latina”, en Santiago, Lula afirmó que América latina requiere de la convicción política de los gobernantes por la integración.También abogó por la unidad el ex mandatario Lagos.

    Luiz Inácio Lula da Silva se mostró confiado en que los chilenos tengan la sabiduría de apoyar a Michelle Bachelet para que guíe los destinos de Chile durante los próximos cuatro años. Durante la apertura del seminario “Desarrollo e Integración de América latina”, organizado por la Comunidad Económica para América latina en la capital chilena, el ex presidente de Brasil afirmó que América latina necesita de la candidata presidencial. De la conferencia también participaron el ex presidente chileno Ricardo Lagos, el presidente del BID, Luis Alberto Moreno, y la secretaria ejecutiva de la Cepal, Alicia Bárcena. El ex mandatario chileno afirmó que los desafíos del futuro demandan que América latina actúe como un solo bloque y no en base a divisiones territoriales como la que plantea la Alianza del Pacífico.

    Lula observó que no se puede atrasar más la integración física de la región. “No se hace integración si no hay convicción política por parte de los gobernantes y de la máquina burocrática”, dijo el líder del Partido de los Trabajadores y se refirió a los parlamentos nacionales. Asimismo, llamó a dar un salto cualitativo en la integración de América latina.

    “La región reúne todas las condiciones necesarias para afirmarse como polo de desarrollo, paz y justicia social”, consideró el ex presidente en la capital chilena. “América latina puede avanzar en los próximos cuatro años y hacer todo lo que no hizo en los últimos diez”, precisó.

    En una fuerte muestra de apoyo a Bachelet, Lula trató de “querida amiga” a la ex gobernante chilena, con quien se reunió en Santiago, en una cita en la que hizo un fuerte llamado a reforzar la integración de América latina. En este sentido, Lula expresó su esperanza de que aumente la presencia de la mujer en la alta dirigencia política en la región y advirtió que América latina necesita “cada día más de usted”, dirigiéndose a Bachelet. La líder socialista, que el 17 de noviembre, en la primera vuelta presidencial, obtuvo el 46,67 por ciento de los votos, se enfrentará en segunda ronda a la oficialista Evelyn Matthei, que alcanzó un 25,01 de los sufragios.

    Lula llamó a que junto con la presidenta brasileña, Dilma Rousseff, y la gobernante argentina, Cristina Fernández, más Bachelet, las mujeres ocupen espacios para mejorar la calidad de la política en el continente. Además, aseguró que la ex mandataria chilena es la que está mejor preparada para enfrentar un segundo mandato y tiene “el corazón dispuesto a cuidar especialmente a las personas más pobres”. También recordó “el trabajo inestimable” que Bachelet prestó para construir la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur).

    Por su parte, la ex mandataria chilena, favorita en todos los sondeos para ganar la segunda vuelta, el 15 de diciembre, agradeció la presencia de Lula, a quien calificó de fuerte figura de la integración entre los países de América latina. “Tenemos con él una profunda coincidencia. Representa la capacidad de diálogo y las conquistas sociales. Da prosperidad y gobernabilidad. Refuerza los canales de cooperación entre países que han sido muy amigos”, aseguró.

    El líder petista ya había dado su total respaldo a la ex presidenta trasandina a través de un video en el que destacó el anterior mandato de Bachelet y elogió las reformas sociales instrumentadas en su período como jefa del Ejecutivo chileno.

    Durante la apertura del seminario organizado por la Cepal, Lagos consideró que América latina pasa por un momento estelar respecto de la democracia, el manejo económico y el progreso social, pero advirtió que la región está en un nuevo ciclo económico, lo que trae consigo un aumento de las demandas de quienes dejaron atrás la pobreza.

    Por otra parte, el ex gobernante de la Concertación chilena se mostró crítico con los resultados alcanzados en materia de integración, alcances sobre los que manifestó “no es para estar muy orgullosos”. En este sentido, cuestionó, por ejemplo, la división geográfica con la que se abordan algunas iniciativas como la Alianza del Pacífico que, en su opinión, implica incorporar también a los países del Atlántico.

    “No podemos aceptar en el siglo XXI, cuando Europa actúa como un todo, que aquí entendamos que los países del Pacífico somos unos, los del Atlántico son otros y que tenemos intereses distintos”, dijo Lagos. “Eso no puede ser. Tenemos que actuar con una sola voz. Tenemos que entender cómo nos preparamos para actuar en el mundo del Pacífico, que va a ser el mundo del futuro y donde hoy la mayor parte del comercio tiene lugar, no solamente los países que miramos al Pacífico, sino que América latina como un todo”, aseguró. “Si queremos ser escuchados, los latinoamericanos debemos hablar con una sola voz en la escena mundial”, subrayó.

    Por su parte, Bárcena invitó a los países a construir lazos productivos, promover empresas a nivel regional, trabajar en la expansión del comercio intrarregional y establecer alianzas entre los pueblos. La Alianza del Pacífico es un pacto promovido desde el 2011 por México, Colombia, Perú y Chile que muchos analistas señalan como un contrapeso del Mercosur.

    Página/12 :: El mundo :: “Latinoamérica necesita de usted”

    22/11/2013

    O mal de jb

    E o ódio será sua herança. Ninguém que se refestelou com ele neste banquete indigesto, da condenação sem provas, pode se considerar inocente. Do fabricante ao vendedor de armas, de nada serviria o gatilho não houve um dedo sujo para puxa-lo.

    Joaquim Barbosa e a face tenebrosa da maldade

    sex, 22/11/2013 – 17:39 – Atualizado em 22/11/2013 – 17:57

    Luis Nassif

    A disputa política permite toda sorte de retórica. Populistas, insensíveis, reacionários, porra-loucas, o vocabulário é abrangente, da linguagem culta à chula.

    Em todos esses anos acompanhando e participando de polêmicas, jamais vi definição mais sintética e arrasadora do que a do jurista Celso Antônio Bandeira de Mello sobre Joaquim Barbosa: “É uma pessoa má”.

    Não se trata se julgamento moral ou político. Tem a ver com distúrbios psicológicos que acometem algumas pessoas, matando qualquer sentimento de compaixão ou humanidade ou de identificação com o próximo. É o estado de espírito que mais aproxima o homem dos animais.

    O julgamento da bondade ou maldade não se dá no campo ideológico. Celso Antônio Bandeira de Mello é uma pessoa generosa, assim como Cláudio Lembo, cada qual com sua linha de pensamento. Conheci radicais de lado a lado que, no plano pessoal, são pessoas extremamente doces. Roberto Campos era um doce de pessoa, assim como Celso Furtado.

    A maldade também não é característica moral. O advogado Saulo Ramos, o homem que me processou enquanto Ministro de Sarney, que conseguiu meu pescoço na Folha em 1987, que participou das maiores estripulias que já testemunhei de um advogado, nos anos 70 bancou o financiamento habitacional de um juiz cassado pelos militares. E fez aprovar uma lei equiparando direitos de filhos adotados com biológicos, em homenagem ao seu filho.

    A maldade é um aleijão tão virulento, que existe pudor em expô-la às claras. Muitas vezes pessoas são levadas a atos de maldade, mas tratam de esconde-los atrás de subterfúgios variados, com o mesmo pudor que acomete o pai de família que sai à caça depois do expediente; ou os que buscam prazeres proibidos.

    Joaquim Barbosa é um caso de maldade explícita.  Longe de mim me aventurar a ensaios psicológicos sobre o que leva uma pessoa a esse estado de absoluta falta de compaixão. Mas a  natureza da sua maldade é a mesma do agente penitenciário que se compraz em torturar prisioneiros; ou dos militares que participavam de sessões de tortura — para me limitar aos operadores do poder de Estado. Apenas as circunstâncias diferem.

    A natureza o dotou de uma garra e inteligência privilegiadas. Por mérito próprio, teve acesso ao que de mais elevado o pensamento jurídico internacional produziu, a ciência das leis, da cidadania, da consagração dos direitos.

    Nada foi capaz de civilizar a brutalidade abrigada em seu peito, o prazer sádico de infligir o dano a terceiros, o sadismo de deixar incompleta uma ordem de prisão para saborear as consequências dos seus erros sobre um prisioneiro correndo risco de morte.

    Involuntariamente, Genoíno deu a derradeira contribuição aos hábitos políticos nacionais: revelou, em toda sua extensão, a face tenebrosa da maldade.

    Espera-se que nenhum político seja louco a ponto de abrir espaço para este senhor.

    Joaquim Barbosa e a face tenebrosa da maldade | GGN

    31/10/2013

    Brasil, “economía ajena a la recesión”

    Filed under: Brasil,Dilma — Gilmar Crestani @ 9:53 am
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    Brasil, la reina del baile

    Lonely Planet 31 OCT 2013 – 00:00 CET

    Es el país de moda tras conseguir la organización de dos de las citas deportivas más codiciadas: el Mundial de Fútbol 2014 y los Juegos Olímpicos en 2016. Si a esto le añadimos sus múltiples encantos, su diversidad (costas soleadas, selvas tropicales, pueblos coloniales, ciudades a la vanguardia de la modernidad…) y una economía ajena a la recesión, es fácil comprender por qué Brasil es la reina del baile en el esperado ranking ‘Best in travel’ de Lonely Planet (www.lonelyplanet.es), que selecciona los 10 países a los que viajar el próximo año.

    • Foto:Tony Burns

    10 países para 2014 | Fotorrelato | El Viajero | EL PAÍS

    23/10/2013

    Aécio reclama, Folha ecoa

    Filed under: Aécio Neves,Bebuns,Curral Eleitoral,Minas Gerais — Gilmar Crestani @ 8:27 am
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    É sabido que Aécio prefere o Rio a Minas. E Dilma é mineira. Mas para estes coronéis do jornalismo entende que em curral de parceiros ninguém tasca. Não se cogita em explicar o porquê de tantas visitas. Não seria porque uns tem algo para inaugurar e outro apenas para fechar a porteira?!

    Dilma amplia viagens a MG e força Aécio a ‘blindar’ reduto

    Petista faz 6ª visita ao Estado em 3 meses; tucano prepara maratona no interior

    Série de eventos da presidente antecipa disputa entre PT e PSDB no segundo maior colégio eleitoral do país

    PAULO PEIXOTODE BELO HORIZONTE

    A presidente Dilma Rousseff fará hoje sua sexta visita oficial a cidades de Minas Gerais em menos de três meses.

    A presença da petista no Estado que é o principal reduto de Aécio Neves (PSDB), um de seus potenciais rivais na eleição de 2014, foi intensificada após os protestos de junho. Antes das manifestações, ela visitava, em média, uma cidade mineira a cada dois meses.

    Do início de agosto, quando esteve em Varginha, até hoje, quando desembarca em Belo Horizonte, seu ritmo de eventos em Minas tem sido de uma viagem a cada 13 dias, superior ao do senador tucano, ex-governador (2003-2010).

    Até agora, Aécio vinha se limitando a rebater as entrevistas e discursos de Dilma sob o argumento de que ela "abandonou o Estado". Isso porque, embora tenha nascido em Belo Horizonte, a presidente não teria "laços políticos" com Minas.

    Diante da investida do Planalto em sua área de influência, o senador mudou a tática e programou maratona de eventos no interior mineiro.

    Na segunda-feira, em Uberlândia, iniciará os encontros regionais denominados "Conversa com os Mineiros", nos quais pretende reunir líderes políticos da região e pedir empenho e união dos aliados.

    Outras duas "conversas" estão marcados para este ano: Poços de Caldas, no sul, e Montes Claros, no norte.

    Pesquisa de intenção de voto para 2014 do MDA Pesquisa, divulgada pelo jornal "Estado de Minas" na semana passada, apontou Aécio com 46,6% no Estado, contra 34,4% de Dilma e 6,6% de Eduardo Campos (PSB).

    No cenário com Marina Silva (PSB), o tucano cai para 43,8%. Dilma teria 33,8%, e, Marina, 13,2%.

    A vantagem entre 12 e 10 pontos foi vista com preocupação pelos tucanos, já que aliados do ex-governador planejam conquistar "votação histórica" em 2014 para levá-lo ao segundo turno.

    Governado pelo grupo de Aécio desde 2003, Minas é o segundo colégio eleitoral do país, com 15 milhões de eleitores, atrás apenas de São Paulo (31,2 milhões) –Estado em que dificilmente o tucano repetiria as votações de José Serra (2002 e 2010) e Geraldo Alckmin (2006).

    Dilma irá hoje a Belo Horizonte para visitar escola infantil inaugurada em setembro e participar da formatura de estudantes do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).

    Ela já visitou o Estado com esse propósito, mas também para inaugurar um Centro Cultural Banco do Brasil, uma fábrica de transformadores, uma universidade e até para relançar programa de recuperação do patrimônio cultural criado no governo Lula.

    22/10/2013

    Marina se confessa, odeia só a Dilma

    Filed under: Dilma,Marina Silva — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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    Realmente, a escolha de Dilma por Lula magoou Marina. E, para quem se diz religiosa, deve ser um ódio santo. Aliás, uma espécie rara, só encontrada em Marina…

    Marina apelaria a Lula e FHC para governar

    Em entrevista ao ‘Roda Viva’, ex-senadora critica ‘distribuição de pedaços do Estado’ em troca de maioria no Congresso

    Programa não foi exibido por emissora do governo federal, que disse ter enfrentado problemas técnicos

    DE SÃO PAULO

    A ex-senadora Marina Silva afirmou ontem que, se sua chapa saísse vitoriosa da disputa pelo Planalto em 2014, procuraria os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para ter governabilidade no Congresso.

    "Eu não teria nenhum problema, como aliada a Eduardo [Campos] e se ele ganha as eleições, de conversar com Lula e Fernando Henrique para que a gente possa pôr um basta nesse terror que virou hoje a governabilidade com base em distribuição de pedaços do Estado", afirmou em entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura.

    Marina, que é potencial candidata à sucessão de Dilma Rousseff, tem feito série de críticas ao modelo de presidencialismo de coalizão adotado desde a redemocratização. Apesar de dizer que recorreria aos ex-presidentes, lembrou que o tucano foi "tutelado" por Antonio Carlos Magalhães (DEM) e o petista, pelo senador José Sarney (PMDB).

    A ex-senadora se filiou ao PSB em 5 de outubro, ao ver negado o pedido de registro do partido que tentava criar –a Rede Sustentabilidade.

    Ela voltou a dizer que não houve definição sobre ocupar a posição de vice de Campos na chapa socialista, mas que partiu do princípio de que o pernambucano é candidato.

    "Quando conversamos não se fez discussão sobre vice não vice. Partiu-se do princípio de que o PSB tem uma candidatura e eu estava dialogando com esse candidato. Quando Eduardo Campos diz que isso será decidido em 2014 é porque ele tinha uma construção anterior de que a decisão dele seria tomada em 2014", afirmou.

    O programa, que normalmente é retransmitido pela TV Brasil, do governo federal, em rede nacional, não foi exibido pela emissora ontem. O canal afirmou que houve um "problema técnico" e que a entrevista será transmitida na integra, hoje, às 22h.

    A ex-senadora também voltou a negar que as críticas que fez ao deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) se estendam a todo o setor do agronegócio. O parlamentar, da bancada ruralista, rompeu apoio a Campos em Goiás após a aliança do pernambucano com Marina.

    "Existem agronegócios, no plural. E, obviamente, uma crítica ao setor mais atrasado do ruralismo não pode ser endereçada ao agronegócio e ao desenvolvimento rural brasileiro, que é fundamental para o crescimento e o desenvolvimento do país."

    Marina também criticou o PAC, vitrine de Dilma na área de infraestrutura. "O PAC não é um plano, não é sequer um programa, é uma espécie de gestão de obra a obra."

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