Ficha Corrida

24/12/2015

Silvino Heck

Filed under: Igreja Católica,Igreja Universal,Religião,Silvino Heck — Gilmar Crestani @ 10:34 am
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Não sei se ele já contou, mas Silvino Heck protagonizou outro episódio que denigria sua imagem. Durante sua passagem pelo Seminário Seráfico São Francisco de Taquari/RS, repudiou a recepção ao ditador de plantão e natural de Taquari, Costa e Silva. Desde aí estaria marcado na paleta. Sei desta história porque também, alguns anos depois, passei por lá. Heck foi saído, eu saí por vontade própria. Minha passagem se deu no tempo da Teologia da Libertação. Me libertei. Saí. Mas a partir de história como esta do Silvino virei apóstata. Não se pode acreditar em alguém, qualquer que seja, que usa a religião e o nome de Cristo para fazer patifaria.

Não há nenhuma diferença entre D. Vicente Scherer e Eduardo CUnha.

Que Deus é este que não serve para nem para punir patifes e que o usam para se locupletarem?

Infelizmente a Igreja Católica conseguiu criar uma ideia de inferno mais convincente que a de céu. Mas tem horas, como esta em que tantos usam o nome de Jesus para lavar dinheiro, que depois serve para comprar mídia e comparsas, que lamento não acreditar também na existência do inferno.

O INESQUECÍVEL NATAL DE 1975 (Por Selvino Heck)

Published dezembro 23, 2015 Uncategorized 1 Comment
Tags: Ditadura, PT, Selvino

sELVINO

Selvino Heck também foi Deputado Estadual Constituinte no RS, em 1986

24 de dezembro de 1975, sou chamado ao 5º andar do prédio central da PUC do Rio Grande do Sul, Gabinete do Reitor. O Irmão José Otão, Reitor da PUCRS, comunicou-me o seguinte: Eu e três colegas – Hermes Miolla, Paulo Vidor e Nínive Florisbal Figueiró -, todos estudantes do curso de Teologia, não teríamos renovada nossa matrícula na Universidade para 1976. Era uma forma ‘branda’ de expulsão da Universidade, sem precisar fazer mão dos Decretos da ditatura militar então vigentes.

As razões estão expressas nos informes do SNI (Serviço Nacional de Informações), V COMAR e DOPS/RS, em transcrição literal: “CONFIDENCIAL – Ficha informativa nº 12.164. Em 13 JUN 75, INFO. O nominado (no caso eu, Selvino Heck) foi eleito para a Diretoria do DCE/PUC/RS, gestão 75/76, o qual está infiltrado de elementos esquerdistas, capazes de manipular técnicas de propaganda, objetivando ampliar a área de influência no meio estudantil.”

Ainda. “22 SET 75 – A diretoria do DCE/PUCRS, gestão 75/75, é composta por JORGE VIEIRA (economia) – Presidente, LUIZ ALBERTO RIGON (odontologia) – vice-presidente, e o nominado (teologia e Letras). Lançaram o panfleto ‘O GRAMPO’, editado e distribuído em SET 75, abordando tópicos sobre o ‘477’, a ‘liberdade’ e o apelo para que os acadêmicos da PUC/RS se engajem no Movimento Estudantil de Esquerda. Esta diretoria está infiltrada de elementos esquerdistas, capazes de manipular, adequadamente, técnicas de propaganda no meio estudantil.”

Outro informe. “21 NOV 75 PUC/RS – INFO – O nominado, Hermes Miolla, Paulo Vidor, e Nínive Florisbal Figueiró, alunos do Instituto de Teologia/PUC POA/RS, tiveram suas atividades suspensas por 30 dias de seus cursos por serem responsáveis pela publicação de um ‘jornalzinho’ naquela Faculdade, o qual procura ridicularizar todas as atitudes tomadas por qualquer autoridade, como direção e professores da referida faculdade, bispos e, principalmente, do governo.”

Ainda: “21 nov 75 – O Diretor do Instituto de Teologia e Ciências Religiosas da PUC/RS, UZ (Urbano Zilles) aplicou ao nominado, SH (Selvino Heck), a pena de suspensão das atividades acadêmicas por 30 dias, com fundamento no art 159, letra c, & 3º, letra a do Regimento Geral da PUCRS, por participar de atividades de ridicularização em publicações caluniosas de autoridades, perturbando o clima de respeito e colaboração existente naquela Universidade. (SS 19.2/771/75) fb nº2413/77).”

Eu era o representante geral dos alunos e DCE junto à Reitoria e representante dos alunos da Teologia junto à direção da Faculdade. Cursava Letras e Teologia.

Resultado imediato da não renovação da matrícula: não pude concluir o curso de Teologia. (Como estava no terceiro ano, a Província franciscana do Rio Grande do Sul ativou seu curso de Teologia com um único aluno. Assim, formei-me e obtive o diploma em Teologia). Resultados futuros: D. Vicente Scherer, Chanceler da PUCRS, vetou minha ordenação sacerdotal no final de 1976, para o que tinha me preparado a vida toda. Saí de casa aos onze anos, 1963, para o Seminário Seráfico em Taquari. Problema adicional: Como explicar, naqueles idos tempos, os acontecimentos para uma família de colonos de uma pequena comunidade do interior do interior do Rio Grande do Sul, cujo sonho era ter um filho padre?

A vida, por força das circunstâncias, começou a tomar outros rumos. Como frade, fui morar numa comunidade franciscana na Lomba do Pinheiro, bairro popular, periferia de Porto Alegre e Viamão, para atuar em Comunidades Eclesiais de Base, Pastorais Populares (Pastoral da Juventude e Pastoral Operária), Associações de Bairro, o que plasmou definitivamente os compromissos com o povo trabalhador e com uma sociedade justa e igualitária. Mais adiante, saí da vida religiosa franciscana.

Natal inesquecível este de 1975. Um jovem de 24 anos viu parte de seus sonhos desmoronarem. Mas outros sonhos, ou os mesmos, de outra forma, puseram-se no lugar. O nascimento de Jesus numa manjedoura, não recebido em hospedaria, atraiu os pastores. Em meio ao inesperado e às maiores dificuldades e crises, é preciso sempre de novo (re)nascer.

Feliz Natal a todas e todos!

Selvino Heck

Assessor Especial da Secretaria de Governo da Presidência da República

Em vinte e quatro de dezembro de dois mil e quinze

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13/10/2013

O que o Papa põe em dúvida?

Filed under: Igreja Católica,Los Kikos,Opus Dei,Papa Francisco,Roubo de bebês — Gilmar Crestani @ 11:46 am
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O Papa não pôs em dúvida o apoio da Igreja ao franquismo. Só ficou em dúvida se pediria ou não perdão por isso. Aliás, a Igreja esteve ao lado do franquismo assim como de todas as ditaduras latino-americanas. Não é mero acaso que a linha ultraconservadora da Igreja Católica, e uma das mais ricas financeiramente falando, tem seu berço na Espanha. A Opus Dei só perde em conservadorismo à Los Kikos. No Brasil, a Opus Dei comando o Estado de São Paulo, e tem em José Serra, por seu obscurantismo religioso e político, o candidato ideal. A verdade é que, se não existir Inferno, muitos próceres da Igreja Católica deixarão de penar pelos crimes que cometeram em vida.

El Papa elude pedir perdón a las víctimas por el apoyo de la Iglesia al franquismo

Más de 25.000 asistentes participan en la ceremonia de entronización de los asesinados

El Pontífice pide a los fieles ser de “cristianos con obras y no de palabras”

El papa Francisco ha llamado a ser “cristianos con obras y no de palabras” y ha elogiado la vida de los mártires por ser “discípulos” que han aprendido “bien el sentido de amar hasta el extremo que llevó a Jesús a la cruz”. El Papa ha realizado estas declaraciones en un mensaje de tres minutos grabado con antelación y con el que ha dado comienzo a la ceremonia de beatificación de 522 mártires “de la persecución religiosa del siglo XX en España”, como lo denomina la Iglesia católica. En ella, ha eludido pedir perdón a las víctimas del franquismo por el apoyo de la Iglesia a la dictadura, como le había solicitado en una carta la Comisión de la Verdad, que reúne a unas 100 asociaciones de memoria histórica. Sectores de la sociedad civil como la Coordinadora por lo Laico y la Dignidad, y entidades cristianas de base habían pedido también a las autoridades eclesiásticas que el Papa aprovechara la celebración para pedir “perdón” por el apoyo de la Iglesia al golpe de Estado de 1936 contra a la República y por la complicidad con la dictadura franquista. Pero el Papa no ha realizado en su discurso ni una sola alusión a estas peticiones.

“Me uno de corazón a todos los participantes en la celebración, que tiene lugar en Tarragona, en la que un gran número de pastores, personas consagradas y fieles laicos son proclamamos beatos mártires”, ha afirmado el Papa entre aplausos de los más de 25.000 asistentes al acto, procedentes de toda España. “Imploremos la intercesión de los mártires para ser cristianos concretos, cristianos con obras y no de palabras; para no ser cristianos barnizados de cristianismo pero sin sustancia, ellos no eran barnizados, eran cristianos hasta el final”, ha añadido el Pontífice en alusión a los nuevos beatos.

El Papa no ha realizado en su discurso ni una sola alusión al golpe de estado de 1936 ni a la complicidad franquista, como pidieron diversas entidades cristianas

El acto ha sido organizado por la Conferencia Episcopal Española (CEE) y el Arzobispado de Tarragona. En esta ocasión, los elevados a los altares están agrupados en 33 causas. La más numerosa es la de Tarragona, con 147 mártires, entre ellos el obispo auxiliar Manuel Borrás, y 66 sacerdotes diocesanos. Este ha sido el motivo para elegir la ciudad de la celebración, explicó el arzobispo de la demarcación, Jaume Pujol Balsells. El acto, multitudinario, suscita recelo incluso en el seno de la Iglesia católica, entre los cristianos de base. El motivo es que la gran mayoría de los nuevos beatos, 520, fallecieron tras el estallido de la Guerra Civil y solo dos religiosos Paúles de León y Teruel murieron antes, el 13 de octubre de 1934. Aún con estos datos, la Conferencia Espiscopal huye del término “mártires de la Guerra Civil” porque, argumenta, “no fueron combatientes, ni estaban con las armas en la mano. Murieron por no renegar de su fe”, según el secretario y portavoz del episcopado, Juan Antonio Martínez Camino. Fuentes de la CEE justifican que la elección de la fecha y la ubicación ha sido “casual”, frente a las críticas que alertaban de una posible “exaltación españolista”.

Más de 25.000 personas han ido inundado desde las 7 de la mañana la antigua Universidad Laboral, fundada por el franquismo, y que estaba rodeada de grandes medidas de seguridad. La ciudad se ha paralizado: solo las matrículas de vehículos inscritos de antemano y debidamente acreditados podían acceder a la zona, lo que ha provocado grandes congestiones de tráfico. Los vehículos particulares, tenían vetada la entrada, y el Ayuntamiento ha fletado dos líneas de autobuses para desplazar a los invitados. Prueba de las restricciones es que los autobuses destinados a periodistas han partido con una hora de retraso al haberse estraviado el censo de la matrícula en los controles.

No se permite la entrada de banderas ni pancartas, aunque algunos asistentes han burlado la seguridad llevando camisetas con la bandera española estampada

Decenas de asistentes a la misa han aprovechado los momentos previos para confesarse en improvisadas sillas, al aire libre y a casi a centímetros de los demás congregados. Entre los asistentes figuran familiares y religiosos de las órdenes de los beatos, como las 300 Siervas de María de España y América Latina desplazadas a Tarragona. De esta congregación se beatifican cuatro religiosas y matizan que “solo es un acto religioso”. Unos sentados en la hierba, otros acomodados en sus sillas y algunos que aprovechan para confesarse en un cara con el sacerdote en medio de la avenida. De Menorca han llegado más de 100 personas, una treintena corresponde a la familia de Juan Huguet, uno de los mártires. Llevan una fotografía con un sospechoso lema: “Viva Cristo Rey”, que son las tres últimas palabras que dijo él un segundo antes de que le mataran al negarse a escupir a un crucifijo, han explicado sus familiares. Han venido dos de sus hermanos, hijos, sobrinos. “¿Resentimiento? Al contrario, en casa siempre hemos vivido el perdón”, explica Juan Huguet, uno de sus sobrinos, de 59 años. “Lo mató el brigada Marqués que había tomado la isla. Lo mararon en la cárcel, pero se convirtió y escribió una carta espectacular de arrepentimiento”, ha continuado narrando.

Algunos de los asistentes han contestado a las críticas que califican el acto de “político”. “No tiene nada que ver una cosa es un enfrentamiento civil y otra una persecución sistemática de liquidación. Igual que no tiene nada que ver la Guerra Mundial con el Holocausto”, ha concluido Huguet. Entre los invitados figura el presidente de la Generalitat, Artur Mas, el del Congreso de los Diputados, Jesús Posada, el ministro de Justicia, Alberto Ruiz-Gallardón, el ministro de Interior, Jorge Fernández Díaz, y el inspector general del Ejército, Ricardo Álvarez-Espejo.

En la ceremonia no se permite la entrada de banderas ni pancartas, aunque algunos asistentes han burlado la seguridad llevando camisetas con la bandera española estampada. Los cuerpos policiales han desplegado un gran dispositivo de seguridad ante la posible presencia de grupos ultraderechistas.

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