Ficha Corrida

21/07/2015

Wyllys enfia uma carta no CUnha do Eduardo

Filed under: Dia do Amigo,Eduardo Cunha,Jean Wyllys — Gilmar Crestani @ 10:18 am
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Sempre achei que devia haver algo de errado com quem se preocupa mais com o cu dos outros do que com a própria educação. Esses evangélicos do tipo Eduardo CUnha dedicam muito tempo, como se a vida fosse eterna, em busca de regularem o uso do cu dos outros do que na própria educação e de seus filhos, se os têm.

Nesta carta, Jean Wyllys dedica, no dia do amigo, umas lições ao herói da direita hidrófoba. O herói do MBL, da Marcha dos Zumbis, do Napoleão das Alterosas, segundo Wylllys, não sabe “Amar, verbo intransitivo”….

Meu ‘correio elegante’ para Eduardo Cunha. Por Jean Wyllys

Postado em 20 jul 2015 – por : Diario do Centro do Mundo

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Publicado na tpm.

De: Jean Wyllys
Para: O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha

Brasília, inverno de 2015

Senhor Eduardo Cunha (não me sinto à vontade de me dirigir a você como “caro”, pois você ainda não me é caro; e estou usando o pronome “você” porque não estamos em sessão da Câmara Federal, logo, estou livre da obrigação de me dirigir a você como “vossa excelência”, e porque, confesso, não reconheço em você qualquer excelência além dessa conferida pela liturgia do parlamento):

Escrevo-lhe estas linhas a pedido de terceiros. Estes me desafiaram a abrir um diálogo com alguém que não tivesse qualquer empatia em relação a mim ou àqueles e àquelas que represento (as e os integrantes dos “grupos difamados”, como definiu a filósofa judia Hannah Arendt, cuja obra você talvez nunca tenha lido). Quando me fizeram esta proposta, pensei imediatamente em você. Pensei também no questionamento levantado por outra filósofa, a minha amiga Marcia Tiburi: é possível conversar com um fascista? Eu decidi que vale a pena tentar, principalmente se o objetivo da conversa é tentar despertar, no fascista, algum tipo de emoção política benéfica, como o amor, a empatia, a compaixão e a solidariedade.

Tenho certeza de que ocupado como você está em se manter na presidência da Câmara (conquistada graças aos favores que parte expressiva do baixo clero lhe deve, sobretudo no que diz respeito ao financiamento de suas campanhas por grandes empresas e igrejas evangélicas com as quais você tem relações estreitas) e em chantagear a presidenta Dilma com a desgovernabilidade, caso ela não lhe ceda os cargos que deseja na administração pública e por meio dos quais espera manter e estender sua influência política, você não tenha atentado para a notícia de que a Controladoria Geral da União determinou, no último dia 9 de junho e com base na Lei de Acesso à Informação, que a Fundação Casa de Rui Barbosa liberasse o trecho de uma carta do escritor Mário de Andrade ao colega Manuel Bandeira.

Nela, o primeiro trata de sua homossexualidade policiada e reprimida por pessoas homofóbicas do meio social e intelectual em que circulava – repressão e policiamento que perduraram inclusive na decisão dos guardiões dos acervos de ambos os escritores de não permitirem, nos anos que se sucederam às mortes de Mário de Andrade e Manuel Bandeira, o acesso de pesquisadores ao referido trecho da carta.

Como suponho que você, Cunha, não leia romances, novelas, contos, crônicas nem poemas – do contrário, teria um mínimo de interesse por modos de vida e valores que não estivessem atrelados ao acúmulo de riquezas materiais e poderes –, informo-lhe que Mário de Andrade é um dos artífices do modernismo brasileiro e autor de um romance clássico cujo título não poderia ser mais providencial a esta carta que ora lhe escrevo: Amar, verbo intransitivo. Você já foi capaz de pensar no verbo amar sem transitividade, Cunha? De amar mais que pessoas específicas – esposa, filhos – e objetos? De amar sem objetos?

Eu decidi lhe falar sobre essa notícia porque o conteúdo a que ela se refere significa mais que um evento literário e o fim de uma especulação: tem a ver com a homofobia – sistema de repressões, opressões, humilhações e exclusões do qual você é, hoje mais que antes, ícone e mantenedor.

A homofobia (entenda esta palavra tão usada e abusada como o conjunto das violências simbólicas e reais perpetradas contra a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) não é uma questão política menor, como o querem os cínicos e analfabetos políticos. Por meio dela, os heterossexuais asseguram sua suposta “superioridade moral” e prioridade nas políticas públicas; parlamentares canalhas associados a igrejas fundamentalistas enriquecem e acumulam poder político; e religiões milenares disputam o controle da sexua-lidade humana. A homofobia é relevante politicamente também porque incide negativamente sobre o PIB, o IDH e o progresso da nação, já que elimina (ou dificulta drasticamente) o desenvolvimento intelectual e social de milhões de brasileiras e brasileiros.

Quantas mentes brilhantes não puderam se inserir no mercado de trabalho, contribuir mais ou foram ceifadas por causa desse sistema? Gênios como Mário de Andrade, Santos Dumont e Assis Valente não se destacaram por causa da homofobia, mas apesar da homofobia! Para uma pessoa homossexual (e principalmente para uma pessoa transexual) ser reconhecida nessa sociedade sexista e homofóbica é necessário um esforço mil vezes maior do que o que precisa uma pessoa heterossexual e cisgênero. Ela é vítima daquilo que o sociólogo Göran Therborn chama de “desigualdade existencial”. Consegue entender, Cunha? Se não, posso dar outro exemplo: o escritor João Silvério Trevisan, um dos mais talentosos que conheço, amarga hoje relativo ostracismo por ser homossexual assumido e ativista, enquanto impostores e sem-talento heterossexuais são eleitos “imortais” por uma Academia Brasileira de Letras ainda misógina e homofóbica.

O apagamento da homossexualidade das biografias de alguns gênios e heróis, mesmo quando feito por eles mesmos em função do estigma e/ou da homofobia que internalizaram, priva as gerações mais novas de referências positivas que lhes permitiriam viver sua orientação sexual sem vergonha e com orgulho. A homossexualidade não é um fato “escabroso” para ser apagado da biografia de uma pessoa pública. Muito menos algo que deva ficar encerrado “entre quatro paredes”, na medida em que nunca se apaga, da biografia de gênios e heróis heterossexuais, as relações sexuais e amorosas que tiveram ao longo de suas vidas (as histórias sobre as muitas mulheres do poeta Vinicius de Moraes estão aí pra provar).

Não reproduzirei aqui todo o trecho da carta de Mário a Manuel, mas peço que você preste atenção neste pedacinho: “Me dão todos os vícios que, por ignorância ou por interesse de intriga, são por eles considerados ridículos”. Consegue identificar a que ele se refere? À difamação! Processo de destruição da imagem pública por meio de mentiras e calúnias facilmente assimiláveis por ignorantes e preconceituosos. Processo de que sou vítima hoje e que é tocado por seus aliados ou paus-mandados dentro e fora do Congresso Nacional. Ou você vai negar que houve dedo seu naquela presepada constrangedora feita pela Frente Evangélica no plenário da Câmara, usando fotos fraudulentas, com o intuito de difamar a Parada LGBT de São Paulo?

O que Mário pede a Manuel é, não de maneira explícita, que este se coloque em seu lugar de modo a reconhecer e compreender seu sofrimento. Este exercício aparentemente simples, mas ainda pouco praticado, se chama empatia. Empatia é quase amor, se não for amor mesmo. Jesus, nos evangelhos, traduziu esse exercício em uma frase que se tornou a ética de seus primeiros seguidores: “Amai-vos uns aos outros como a vós mesmos!”.

Colocar-me em seu lugar é muito fácil, já que você está no lugar privilegiado de um homem branco, heterossexual, cisgênero, adulto, cristão, riquíssimo e presidente da Câmara dos Deputados. Difícil é lhe amar! Mas eu sou capaz de lhe amar caso você mude e deixe de ser um fascista.

Você, Cunha, e todos os seus asseclas, que gostam tanto de usar o nome de Jesus em vão ou para fins de manipulação do eleitorado cristão, seriam capazes desse exercício de empatia prescrito por Ele? Seriam capazes de se colocar no lugar do outro, como Jesus o fez tantas vezes? Seriam capazes de amar de verdade e intransitivamente alguém radicalmente diferente de vocês?

Está aberto o diálogo.

Jean Wyllys

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19/07/2015

Os fascistas agora já ousam dizer o nome

Aécio para Cunha: “sugue e depois venha pro nosso lado”. No PSDB ninguém é investigado, muito menos preso.

Cunha Aéecio PaulinhoÉ o momento vergonha alheia. E nem se diga que a otária ali da twitter seja originária. Há um documentário disponível na internet e que os canais por assinatura vez que outras disponibilizam: Inimigo do meu inimigo. É um documentário do modus operandi adotado pela tal de Leticia Oliveira. Para combater as políticas sociais dos países da América Latina os EUA recrutaram sobreviventes nazistas e os atiçaram contra os pobres do sul.

É evidente que eles não são contra a corrupção. São contra a concorrência na corrupção. Eles odeiam ter de dividir espaço nos aeroportos, nos aviões, nas faculdades, nas festas de formatura. Afinal, quem foi que inventou esta história de pobres podem comprar carro, como vociferava aquela besta quadrada que trabalha na RBS, Luis Carlos Prates?! Quem inventou esta história de filho de trabalhador pode frequentar curso superior? Claro, esse é o verdadeiro motivo pelos quais odeiam Lula e Dilma.

É evidente que Eduardo CUnha não nasceu agora. É cria do mesmo grupo de comunicação que inventou e levou ao Planalto o Caçador de Marajás.

Quando Ali Kamel resolver escrever um livro para combater as políticas sociais com uma mentira em formato de livro “Não somos racistas”, também tira a originalidade da anencefálica. A bem da verdade é que a filosofia da moça é vendida a preço de banana pela Rede Globo. Veja as tais matérias a respeito do narcotráfico. Só existem para atacar distribuidores dos produtos dos outros. É sabido que os grandes consumidores estão sob a batuta dos Marinho, e por aí se explica porque a apreensão de um heliPÓptero com 450 kg de cocaína virou pó e saiu do noticiário. Portanto, se perfilar ao lado de bandidos, como JJ Havila, José Maria Marin, Ricardo Teixeira é também algo que a Globo faz muito bem.

O ódio que é também uma forma de despeito tem razão na ascensão de classes sociais. Se há  algo de culpa do PT na idiotice assumida e pública da moça foi o fato de não ter tomado nenhuma medida no sentido de democratizar os meios de comunicação. Estas serpentes são desovadas por concessões públicas. São eles que espalham ódio como se fosse terapia. Deve-se ao poder, que já foi muito mais contundente, dos meios de comunicação que no Brasil até hoje não foram punidos aquela gente de Benz que achava normal prender sem mandato judicial. Não só entrevam pessoas das quais discordavam ideologicamente, como faziam questão de participar das sessões de tortura, estupro e morte nos porões do DOI-CODI. A Folha emprestava peruas para desovar os corpos dilacerados em valas clandestinas como aquelas encontradas no Cemitério de Perus. Este participação ativa explica, por exemplo, a invenção de um Ficha Falsa da Dilma e de terem a cara de pau de chamar a ditadura de ditabranda. É culpa do PT por nunca te reagido às mentiras, processando os facínoras, como está, só agora, fazendo Guido Mantega.

Agora os fascistas estão do esgoto, e o PT virou vítima escolhida simplesmente porque não dedetizou os esgotos. É evidente que a moça gosta de bandido e faz abertamente a apologia da ladroagem.

Fascistas digitais elegem Cunha seu mais novo herói

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Timidamente, porém mais agressivos do que nunca, intolerantes da internet iniciam uma campanha para respaldar eventual ação do presidente agora oposicionista da Câmara dos Deputados pela derrubada da presidente Dilma Rousseff (PT); proliferam-se hashtags como #seaDilmacair, #fechadocomcunha e #CunhaExplodeOGoverno estimulando o ódio contra o governo e o PT: “Se o Cunha é bandido ou não, agora não importa. A ordem é tirar o PT do poder e hj ele é o único político capaz de realizar esse feito” resume post de notória fascistóide do microblog Twitter; campanha ganhou imediatamente o apoio do roqueiro Lobão, que multiplicou uma postagem odiosa em que a presidente da República é reatratada como uma criminosa comum em um cartaz forjado com os dizeres “procura-se viva ou morta”

19 de Julho de 2015 às 12:45

Brasil247 – A horda de fascistas que invade as redes sociais vê agora no presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a chance mais possível de promover o golpe com a deposição da presidente Dilma Rousseff (PT). Com apoio de figuras nefastas como o roqueiro Lobão, inicia-se pelo Facebook e pelo microblog Twitter campanhas de ódio e de violência contra Dilma e contra o PT, defendendo uma união em torno do deputado fluminense.

Cunha decidiu ir para a oposição depois que foi delatado pelo lobista Júlio Camargo na Operação Lava Jato por ter recebido uma propina de US$ 5 milhões para não atrapalhar supostos esquemas na Petrobras. Ele atribui a delação a uma articulação esdrúxula entre o Palácio do Planalto e a Procuradoria Geral da República.

Ainda inicial, o movimento estimula tags como #seaDilmacair, #fechadocomcunha e #CunhaExplodeOGoverno e traz argumentos assustadores para defender a coerência de Cunha e tática dos fins justificam os meios. Exemplo: o ferfil denominada @leticiaoliveira, notória fascistóide, escreveu: “Se o Cunha é bandido ou não, agora não importa. A ordem é tirar o PT do poder e hj ele é o único político capaz de realizar esse feito.”

Numa imagem que ilustra um cartaz de “Procura-se”, a turma fascista associa a presidente da República a um criminoso comum, aludindo sua participação em ações contra a ditadura militar (Dilma foi militante do VAR-Palmares, presa e torturada pelo regime). Na foto, ela está ao lado de uma metralhadora e lê-se os dizeres “Procurada viva ou morta”.

Defensor de uma pauta ultraconservadora na Câmara, que envolve o financiamento privado das campanhas, a redução da maioridade penal e a vinculação religiosa do Estado, Eduardo Cunha é a personificação d que há de mais retrógrado na sociedade brasileira, que tem ganhado força e voz pela internet.

Fascistas digitais elegem Cunha seu mais novo herói | Brasil 24/7

19/06/2015

Aécio acoca!

OBScena: o NaPÓleão das alterosas acoca no Aeroporto Internacional de Maiquetía – Simón Bolívar, de Caracas, e volta com uma mão atrás e um dedo no nariz.

Perdeu, playboy!

Aécio Simon Bolivar Acoca

O incrível exército de “branca” leone

branca leoneQuando li que Aécio Neves comandaria o Exército de “Branca” Leone que invadiria a Venezuela, lembrei-me logo do José Serra. Só pode ter sido uma artimanha do vampiro paulista. Deve ter pedido para alguém entregar ao bêbado das alterosas um mapa da Venezuela com a planta do Palácio de Los Lopez e outro com a planta do Palácio de Miraflores em Assunção. Em todo caso, vê-se que Álvaro Dias passou o bastão dos golpistas paraguaios ao ainda em síndrome de abstinência, Aécio Neves. Nestas horas Aécio já deve estar rumo ao Chile. Para assumir o lugar do Neymar. Onde houver a possibilidade de alguém cair, lá estão os soldados do Exército de Brancaleone em prontidão, prontos a passarem a perna.

E eu que pensava que depois da marcha dos zumbis e da marcha dos vadios o ridículo já havia subido ao telhado. De fato, não conheço a alma dos ventríloquos. Como diz um amigo meu, “é muita chinelagem emplumada”. A trupe do PSDB foi buscar lã e saiu tosquiada.

Viva Simón Bolívar!!!

Nem a genialidade do Mário Monicelli poderia imaginar uma marcha mais histriônica do que a destas cavalgaduras medievais sobre a Venezuela. Como Napoleão e e Hitler sobre Moscou, chegaram mas não entraram.

Alguém ainda há de lembrar de uma matéria da Folha de São Paulo de março de 2009: “Governo de SP manda recolher 500 mil livros de geografia com 2 Paraguais”.   Eram os tempos de José Serra, esta mente sombria que endoidece Aécio Neves.  Só ele poderia induzir Aécio a esta louca cavalgada.

Senadores são hostilizados por governistas na Venezuela

Comitiva de senadores volta ao Brasil sem obter reunião com políticos presos; militantes cercaram veículo do grupo

Bloqueio frustra visita de Aécio à Venezuela

Comitiva de senadores volta ao Brasil sem obter reunião com políticos presos; militantes cercaram veículo do grupo

Chegada de extraditado e lavagem de túnel atrapalharam saída de aeroporto; policial admite ‘sabotagem’

SAMY ADGHIRNIDE CARACAS

Uma comitiva de oito senadores brasileiros foi a Caracas nesta quinta (18) e, após seis horas de espera, voltou sem conseguir se reunir com opositores do governo.

O veículo que levava o grupo, liderado por Aécio Neves (PSDB-MG) e pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), ficou parado na saída do aeroporto Simón Bolívar, devido a um congestionamento causado por um bloqueio policial.

Na saída do terminal, o micro-ônibus foi cercado por dezenas de partidários do governo, que bateram no veículo gritando: "Chávez não morreu, multiplicou-se".

Neste momento, batedores fecharam o caminho, alegando que não havia condições de a comitiva prosseguir.

Sem poder sair do aeroporto, os senadores acabaram voltando ao Brasil no fim da tarde. Segundo a Folha apurou, a embaixada brasileira ofereceu um helicóptero para levá-los até o aeroporto militar La Carlota, na região central de Caracas, mas a alternativa foi recusada pela comitiva. Oficialmente, a embaixada nega ter feito a oferta.

Os senadores não puderam ser ouvidos porque estavam no voo de volta, que chegou a Brasília apenas nos primeiros minutos desta sexta (19).

Autoridades que escoltavam a comitiva alegaram que o bloqueio se devia a obras na pista, limpeza de túneis e segurança para o translado de um prisioneiro recém-extraditado da Colômbia. Mais cedo, o trânsito parou por um derramamento de carga –esta foi a razão apontada pelo presidente Nicolás Maduro para o tráfego impedido.

O avião com Yonny Bolívar, acusado de matar uma manifestante grávida nos protestos de 2104, aterrissou em Caracas às 11h (12h30, em Brasília), uma hora antes da chegada da aeronave da FAB que levou a comitiva.

À Folha, porém, um dos agentes da Polícia Nacional Bolivariana admitiu haver uma ação orquestrada para bloquear a passagem do veículo com os brasileiros.

Como o micro-ônibus não passou pelo acesso à estrada que leva a Caracas, a comitiva de senadores voltou ao aeroporto. Lá, foram recebidos pelas mulheres de opositores e pela deputada cassada María Corina Machado.

O deputado João Daniel (PT-SE), que foi a Caracas a convite do governo, disse que ficou preso no trânsito devido a um acidente, mas chegou à capital após quatro horas, por uma rota alternativa.

A Folha viu María Corina cogitar a rota alternativa, que passa por uma zona perigosa, mas o oficial do governo que acompanhava a comitiva disse que não poderia garantir a segurança do grupo, e os senadores recuaram.

"Nós fomos sitiados e impedidos de cumprir o objetivo da nossa missão. Isto é um claro incidente diplomático da mais alta gravidade, e vamos exigir que a presidente Dilma convoque para consultas o embaixador em Caracas [Ruy Pereira] e tome outras providências cabíveis", afirmou Aécio à Folha.

Para o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), "eles [manifestantes] foram claramente pagos pelo governo".

Integravam a comitiva José Agripino (DEM), Ronaldo Caiado (DEM), Ricardo Ferraço (PMDB), José Medeiros (PPS) e Sérgio Petecão (PSD).

A previsão era que os senadores fossem ao presídio de Ramo Verde, onde tentariam visitar o opositor Leopoldo López, detido há mais de um ano acusado de instigar protestos contra o governo. Planejavam também visitar o prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, em prisão domiciliar.

Colaboraram MÔNICA BERGAMO, colunista da Folha, e FABIANO MAISONNAVE, de São Paulo

13/06/2015

Romário calado é um poeta

Filed under: Aécio Neves,HeliPÓptero,Igor Romário de Paula,Lula,Narcotráfico,Romário — Gilmar Crestani @ 9:26 am
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Se um delegado pode, por conjectura, levantar suspeitas sobre Lula simplesmente porque recebeu dinheiro da Odebrecht, também se pode levantar suspeitas a respeito das suas manifestações de apoio ao então candidato Aécio Neves. Até porque se houvesse um mínimo de decência na acusação, também deveria guardar um mínimo de simetria em relação a FHC, que também recebeu dinheiro para seu Instituto, com o agravante de que fez isso durante seu governo e dentro do Palácio do Planalto.

O que o levou a se perfilar ao lado do personagem imortalizado por Mauro Chaves no antológico artigo no Estadão: “Pó pará, governador”?! Seria em virtude das construções de aeroportos particulares nas cidades de Cláudio e Montezuma? Ou seriam em virtude da carteira de policial que um dia Aécio conseguiu de maneira pouco ortodoxa? Ou seria porque, como denunciou a ADPF, Minas Gerais havia virado centro de distribuição de drogas para o Nordeste? Nem quero pensar que seja pelas acusações que fazem a respeito do consumo de drogas, embora isso ajudaria a explicar o destino das investigações do helipóptero com 450 kg de cocaína.

O ódio que se resolve em perseguição a Lula diz mais a respeito de quem odeia do quem sobre o odiado, ainda mais quando se coteja a relevância de cada um no fortalecimento das instituições e do respeito pelo Brasil, aqui e no exterior.

Está ficando chato ver a forma desabrida com que agentes públicos se utilizam das instituições para proselitismo político. É claro que os exemplos vem de cima. A começar por Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. Pelo menos nisso guarda-se uma certa coerência. Até hoje todas as denúncias contra estas duas figuras patéticas nunca forma levadas adiante. O jagunço de Diamantino e o sócio majoritário da Assas JB Corp têm imunidade para porque quem deveria investiga-los usa do tempo para se fazerem da capachos. Ultimamente, tudo o que não presta tem saído do Paraná. Seria uma forma de diversionismo para esconder Beto Richa e seus primos?!

Parodiando o grande Romário, que disse que Pelé calado é um poeta, Romário, o anão moral, também, calado, é um poeta.

Delegado anti-Lula fez campanha para Aécio

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"A imprensa se posicionar contra Lula, Dilma e o PT é um fato da democracia. São empresas privadas e podem ter a posição política que quiserem. Contudo, esse consórcio antipetista é integrado por membros do Ministério Público e da Polícia Federal. Uma dessas autoridades partidarizadas é o delegado Igor Romário de Paula, que acaba de anunciar que ‘muito provavelmente’ as doações da Camargo Correa ao Instituto Lula serão objeto de uma nova investigação da Polícia Federal", escreve Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania; "Romário de Paula é um dos delegados da Operação Lava Jato citado em matéria do jornal o Estado de São Paulo de 13 de novembro de 2014 que revelou que ‘Delegados da Lava Jato’ exaltaram o candidato Aécio Neves e atacaram o PT durante a última campanha eleitoral para presidente da República"

13 de Junho de 2015 às 07:42

Por Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania

No momento em que a mídia antipetista promove forte ofensiva contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com base em criminalização de doações da empresa Camargo Correa ao instituto criado por ele em 2011, descobre-se que um dos braços desse aparato difamatório, a revista Época, tratou de simplesmente retirar da internet matéria que mostra que tal empresa também doou recursos para criação do Instituto Fernando Henrique Cardoso.

A matéria que a Época retirou da internet foi publicada em 2003 e mostrou que a Camargo Correa participou de uma “vaquinha” feita por empreiteiras e bancos para doar 7 milhões de reais para a criação do IFHC.

O título da matéria que a revista das organizações Globo suprimiu é “FHC passa o chapéu”. Ao fazer uma busca dessa matéria no Google, por exemplo, aparece o link .

Contudo, a revista Época se esqueceu de que existem ferramentas para localizar o cache de memória de qualquer coisa que se publique na internet. Veja como é simples, leitor:

Este é o cache do Google de http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT435542-1659,00.html Ele é um instantâneo da página com a aparência que ela tinha em 27 maio 2015 00:13:25 GMT. A página atual pode ter sido alterada nesse meio tempo. Saiba mais

É escandalosamente evidente o que está acontecendo no Brasil. Só não vê quem não quer. Está em curso ofensiva de um consórcio formado por partidos políticos, empresas de mídia e setores da Polícia Federal e do Ministério Público com vistas a impedir que Lula dispute as eleições presidenciais de 2018.

Apesar de a mídia antipetista e partidos de oposição como o PSDB viverem alardeando que Lula e o PT estariam “liquidados”, sabem muito bem que, no imaginário popular, o ex-presidente se eternizou como aquele que iniciou um período de forte redução da desigualdade e de ascensão social e econômica dos setores mais pobres e injustiçados da sociedade.

Na tarde de sexta-feira, 12 de junho, o Instituto Lula divulgou release para sua lista de contatos informando de que neste sábado a revista Veja dará sua contribuição difamatória ao consórcio antipetista. Antes de prosseguir, vale ler a nota do Instituto.

NOTA À IMPRENSA

Resposta pública do Instituto Lula à revista Veja

São Paulo, 12 de junho de 2015,

O Instituto Lula foi procurado hoje (12/06) pela reportagem da revista Veja, a propósito de contribuições de empresas para o Instituto e das palestras realizadas pelo ex-presidente. Além de enviar e-mail com perguntas à assessoria de imprensa, a reportagem falou por telefone com o presidente do Instituto, Paulo Okamotto. A abordagem da revista revelou claro intuito de colocar as atividades do ex-presidente, legais e legítimas, em mais um dos enredos fantasiosos, mistificadores e caluniosos que têm caracterizado aquela publicação.

A revista Veja tem um histórico de capas e reportagens mentirosas sobre o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores. Já estampou fraudes notórias sobre contas inexistentes em paraísos fiscais, falsas remessas de dinheiro do exterior, calúnias sobre relações com guerrilhas estrangeiras e com o narcotráfico. Por estas e outras mentiras, Veja foi condenada duas vezes pelo Tribunal Superior Eleitoral a publicar direitos de resposta do PT, em 2010 e 2014. Mesmo punida pela Justiça, a revista mantém o padrão de mentir, distorcer e caluniar.

Diante dos péssimos antecedentes da revista, de seu evidente descompromisso com a verdade e com os fatos e da sórdida campanha de difamação que move contra Lula e o PT, a assessoria do Instituto Lula esclarece publicamente:

1) O Instituto Lula foi criado pelo ex-presidente em 2011, depois que ele deixou o governo, para trabalhar pela erradicação da fome no mundo, aprofundar a cooperação com os países africanos e promover a integração latino-americana, entre outros objetivos.

2) Como tantas instituições ligadas a ex-chefes de governo – tanto no Brasil como nos demais países do mundo – o Instituto Lula recebe contribuições de empresas privadas para manter suas atividades. Tais contribuições são registradas e declaradas ao Fisco.

3) Diferentemente de outras instituições ligadas a ex-presidentes brasileiros, o Instituto Lula não recebe contribuições de empresas públicas, estatais ou de governos nem oferece deduções fiscais sobre as contribuições que recebe, seja por meio da Lei Rouanet, seja por outros mecanismos governamentais de incentivo a patrocínios. Não há dinheiro público, nem direta nem indiretamente, no Instituto Lula.

4) Para exercer o legítimo direito de trabalhar, o ex-presidente criou a empresa LILS Palestras e Eventos, por meio da qual são contratadas palestras e conferências para empresas e entidades privadas no Brasil e no exterior.

5) Essa é uma atividade exercida legalmente por ex-chefes de governo, no Brasil e em todo mundo, bem como por pessoas de grande projeção pública, como jornalistas, artistas, cientistas, desportistas etc.

6) Lula não cobra nada para fazer palestras para entidades sindicais, movimentos sociais, ONGs, governos, partidos políticos e grupos da sociedade civil.

7) Os contratos da LILS são registrados regularmente e declarados ao Fisco. Não existe relação financeira entre a empresa e o Instituto Lula. São atividades distintas, com contabilidades, fontes de receita e despesas também distintas.

8) Nem o Instituto Lula nem a LILS prestam qualquer tipo de consultoria, assessoria, intermediação de contatos etc. Nem o Instituto Lula nem a LILS fazem negócios.

9) Tanto a criação do Instituto Lula e sua forma de manutenção como a criação da empresa LILS são fatos públicos, divulgados pela imprensa e objeto de ampla reportagem, por exemplo, na edição de 3 de abril de 2011 do jornal O Globo.

10) Também foram divulgadas pela imprensa, há mais de dois anos, em reportagem da Folha de S. Paulo, as contribuições da empresa Camargo Corrêa e outras para o Instituto Lula e a contratação de palestras. Não há novidade no recente noticiário a respeito desse fato já conhecido.

11) As contribuições recebidas pelo Instituto Lula e as palestras contratadas por meio da LILS não têm relação com contratos da Petrobras, feitos pela Camargo Corrêa ou por qualquer outra empresa.

12) Os compromissos públicos e a intensa agenda internacional do ex-presidente são divulgados pela assessoria de imprensa e pelo site institutolula.org. Não procedem as  alegações, feitas por alguns jornalistas, de falta de transparência. A imprensa brasileira ignora sistematicamente a agenda de Lula, especialmente quando se trata de homenagens prestadas a ele ao redor do mundo e de participações nos mais importantes fóruns internacionais de debates, sempre em defesa do Brasil.

13) O Instituto Lula sempre esteve à disposição das autoridades para prestar informações pertinentes a suas atividades – tanto ao Ministério Público como ao Poder Judiciário ou ao Congresso Nacional.

14) Qualquer tentativa, por parte da revista Veja ou de outros veículos, de associar o Instituto Lula e a LILS a atos ilícitos ou suspeitos com base nestas informações, estará incursa na legislação que protege a honra e a imagem das pessoas e instituições.

15) Estamos assistindo ao início de uma ofensiva midiática contra a imagem e a honra do ex-presidente Lula, com evidente motivação político-partidária. Como tem se tornado comum, infelizmente, em nosso País, tal ofensiva não poupará pessoas e instituições de reconhecida probidade e seriedade, no intuito de desmoralizar e até criminalizar as atividades do mais importante líder popular do Brasil. A revista Veja é um dos instrumentos dessa ofensiva.

Assessoria de Imprensa do Instituto Lula

A teoria das matérias de Globos, Folhas, Vejas e Estadões sobre o assunto não resiste a poucos segundos de reflexão. Se houvesse qualquer ilegalidade nas doações a FHC ou a Lula, é óbvio que essas doações não seriam feitas às claras. Alguns milhões de reais poderiam ser facilmente repassados fora do Brasil.

Tampouco se pode acreditar que um presidente que fortaleceu tanto e deu tanta independência à Polícia Federal e ao Ministério Público pretendia cometer ilegalidades. Se tivesse tais intenções, teria mantido o que herdou de FHC, ou seja, uma Procuradoria Geral da República e uma Polícia Federal que jamais incomodaram o governo de plantão.

A imprensa se posicionar contra Lula, Dilma e o PT é um fato da democracia. São empresas privadas e podem ter a posição política que quiserem. Contudo, esse consórcio antipetista é integrado por membros do Ministério Público e da Polícia Federal.

Uma dessas autoridades partidarizadas é o delegado Igor Romário de Paula, que acaba de anunciar que "muito provavelmente" as doações da Camargo Correa ao Instituto Lula serão objeto de uma nova investigação da Polícia Federal.

Romário de Paula é um dos delegados da Operação Lava Jato citado em matéria do jornal o Estado de São Paulo de 13 de novembro de 2014 que revelou que “Delegados da Lava Jato” exaltaram o candidato Aécio Neves e atacaram o PT durante a última campanha eleitoral para presidente da República.

O que se deduz de tudo isso é que há no Brasil um conluio ilegal e inconstitucional que está destruindo a democracia brasileira, pois o poder de Estado, o poder econômico e grupos políticos tratam de forjar escândalo contra um ex-presidente da República considerado pela maioria do povo brasileiro como o melhor mandatário que o país já teve.

A vitória dessa trama diabólica representa a virtual destruição da democracia brasileira. A partir do uso desses métodos, só terá condições de chegar ao poder e governar o país o grupo político que cair nas graças de grupos de mídia que estão por trás de todo esse processo. Está se desenhando, no Brasil, a primeira ditadura midiática da história.

Delegado anti-Lula fez campanha para Aécio | Brasil 24/7

15/12/2014

Tá nem aí!

Filed under: Aécio Neves,AécioPorto,Ditadura,Tancredo Neves,Tancredo Tolentino — Gilmar Crestani @ 8:20 am
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aecioxivSim, objetivo, direto!

Avisa lá!

Alguém precisa avisar ao Aécio Neves que a eleição acabou e que ele perdeu. Sua turma foi derrotada pela quarta vez, eu sei, admito que o cotovelo esteja latejando por causa daquela dor quase insuportável, a dor do despeito, mas é a vida. O garoto mimado precisa aceitar que não vai ter seu brinquedo porque fez arte. Construir aeroporto na fazenda do titio é muito feio…
Com suas declarações ressentidas, o príncipe tucano de Angra dos Reis incentiva essa turminha que só tem meio neurônio em funcionamento a ir para a rua pedir a volta da ditadura militar. Aécio sabe disso e, no entanto, continua a não reconhecer a derrota e a atirar lama no governo, que agora é de todos os brasileiros e não só dos mais de 54 milhões que votaram em Dilma Rousseff.
O que não surpreende é a imprensa privada dar espaço a esse chororô de mau perdedor, afinal foi durante os anos de chumbo que os impérios da mídia se solidificaram.
Será que Aécio gostaria da volta da ditadura? Tudo bem que o avô que ele gosta tanto de citar como exemplo sempre soube compor com os generais. Tancredo jamais foi perseguido ou preso (torturado nem se fala). Não precisou deixar o país, não ficou sem emprego nem sem mandato durante os 21 anos do arbítrio. E, para coroar sua oposição de mentirinha ao regime militar, foi o escolhido para ser o primeiro presidente civil. Um cara confiável.
Deve ser por isso que Aécio Neves não se importa em incentivar a direita mais bitolada a ir para a rua pedir o impeachment de uma presidente eleita limpamente pela maioria dos brasileiros aptos a votar.
Aliás, alguém que usa seus conhecimentos com donos de jornal para pedir a cabeça de repórteres impertinentes com certeza se sentiria à vontade sob o manto verde-oliva.
Porque se a ditadura voltasse, ele e os magnatas monopolistas que o carregam nos ombros teriam a mesma vida boa que tiveram entre 1964 e 1985. Comprariam os generais corruptos com seus bilhões. Continuariam acumulando poder econômico e ampliando seus monopólios. Arrochando salários em suas empresas e condenando a massa trabalhadora a uma semi-escravidão.
Lembra quanto era o salário mínimo no governo militar? 90 dólares. R$ 190 em valores de hoje.
Se a ditadura voltasse, o Ministério Público jamais apontaria um dedo para o governo. As negociatas correriam muito mais soltas, beneficiando o clube de janotas que sustentaria a repressão.
A miséria voltaria a aumentar, a migração do campo para as cidades seria novamente a tônica.
E construir um aeroporto na fazenda do titio com dinheiro público não daria o menor problema.

Rio Acima, por Marcelo Migliaccio!

28/05/2014

Augusto Nardes deixa banheiro fedido

Filed under: Augusto Nardes,TCU — Gilmar Crestani @ 8:41 am
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‘Banheiros são fedorentos’, diz ministro do TCU

Depois de dizer, há 13 dias, que o Brasil vai "passar vergonha" na Copa por causa das obras inacabadas, o presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, afirmou nesta terça (27) que os banheiros dos aeroportos "continuam fedorentos". Cada vez que vou ao banheiro fico com vergonha", disse. "Nos banheiros da Europa, é outra qualidade."

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