Ficha Corrida

08/04/2015

Por que os EUA continuam sendo sinônimo de terrorismo de Estado?

TioSangueNa véspera da Cúpula das América, os EUA reconhecem que são uma nação que fomenta discórdia mediante a repetição de mentiras. O assessor para fins de segurança nacional dos EUA declarou: “EUA não acreditam que a Venezuela seja uma ameaça à segurança nacional". Segundo Rhodes, é linguagem "pro forma" (por pura formalidade) para sanções. A declaração reforça e demonstra o verdadeiro caráter de um país que espalha, diretamente ou mediante financiamento de ONGs locais, do tipo MBL, o terrorismo pelo mundo. Assim como na Venezuela, os EUA contam com um exército de brasileiros que se vendem por qualquer trinta dinheiros. Mark Weisbrot confirma, no texto abaixo (em 2005, o Departamento de Estado dos Estados Unidos financiou esforços para enfraquecer o governo petista), que os EUA financiaram grupos políticos para derrotarem Lula. Depois Edward Snowden revelou que os EUA não só finanCIAvam como também espionavam Dilma e a Petrobrás.

Portanto, a tentativas atuais de destruir a Petrobrás e jogar nas costas da Dilma, mediante o uso dos grupos mafiomidiáticos e ONGs do tipo Instituto Millenium, é uma mera continuação da política norte-americana de defender seus interesses em oposição aos do Brasil. Coincidentemente, o coronelismo eletrônico entronada na RBS, financiado por empresários do tipo Gerdau, é o mesmo que têm contas no HSBC e também foram pegos sonegando, mediante fraude, bilhões de reais. O dinheiro sonegado em impostos é investido em política de entrega da Petrobrás e de precarização das políticas sociais. A Operação Zelotes e a Lista Falciani são duas pontas de um mesmo método que atende interesses ianques contra o Brasil.

Há uma coincidênCIA nos investimentos dos EUA que definem a escolha dos países a serem atacados, o petróleo. A lista é por demais conhecida: Iraque, Líbia, Egito, Síria, Ucrânia, Irã, Venezuela e Brasil são grandes produtores de Petróleo.

Não precisa ser inteligente para entender, basta não ser burro!

MARK WEISBROT

TENDÊNCIAS/DEBATES

O preço político das sanções à Venezuela

A mesma administração Obama que finalmente começaria a normalizar as relações com Cuba, emprega sanções contra a Venezuela

A última Cúpula das Américas, em Cartagena, na Colômbia, em 2012, foi um desastre para o presidente Barack Obama. Houve escândalos entre agentes do serviço secreto americano e profissionais do sexo, uma rebelião do sul contra a fracassada "guerra às drogas" americana e, sobretudo, oposição unânime ao embargo dos EUA a Cuba.

O sinal mais decisivo de que não era apenas um caso de os suspeitos de sempre causando problemas foi o aviso dado pelo presidente Manuel Santos, da Colômbia –um dos poucos "amigos" de Washington na região–, de que não haveria outra cúpula sem Cuba.

No ano passado, Barack Obama ofereceu um presente de Natal surpresa aos seus vizinhos do sul: depois de mais de meio século de agressão contra Cuba, ele finalmente começaria a normalizar as relações. Bem-vindos ao século 21!

Embora republicanos jihadistas e neoconservadores tentem adiar o processo no Congresso, a Casa Branca expressou publicamente a esperança de que houvesse pelo menos embaixadas abertas nos dois países antes da cúpula de 10 de abril.

Mas o que Deus dá com uma mão, ele tira com a outra. Em 9 de março a Casa Branca declarou "emergência nacional" devido à "extraordinária ameaça à segurança nacional" representada pela Venezuela.

A administração Obama tentou minimizar a linguagem empregada, descrevendo-a como mera formalidade, mas o mundo sabe que esse tipo de linguagem ameaçadora e as sanções que a acompanham podem ser bastante prejudiciais à saúde do país designado. No passado, houve ocasiões em que até foram seguidas de ações militares.

Fato mais alarmante, no caso atual, foi que em uma audiência no Senado, em 17 de março, Alex Lee, do Departamento de Estado, declarou que as sanções atuais são apenas "a primeira saraivada" contra a Venezuela. É claro que o mundo fora de Washington sabe que as sanções não guardam relação alguma com as supostas violações dos direitos humanos na Venezuela.

Mas as sanções também deixaram claro que a abertura do presidente Obama não representou nenhuma mudança na estratégia de Washington para a região: a intenção de ampliar as relações comerciais e diplomáticas visou apenas propiciar uma estratégia mais eficaz de enfraquecimento do governo cubano –e de todos os governos de esquerda na região.

Isso inclui o Brasil, onde, em 2005, o Departamento de Estado dos Estados Unidos financiou esforços para enfraquecer o governo petista, segundo documentos do próprio governo norte-americano.

Representantes do Brasil, do México, da Colômbia, da Argentina e quase todos os países das Américas manifestaram-se contra as sanções na OEA (Organização dos Estados Americanos). A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), por exemplo, pediram a sua revogação.

O governo cubano também respondeu com força, jogando por terra as esperanças de algum acordo antes da próxima cúpula, à qual Obama irá de mãos abanando após essa iniciativa mal pensada.

Esperemos que o Brasil –e que todos os outros países presentes à Cúpula das Américas, nesta sexta-feira (10) e sábado (11) no Panamá– deixe claro que esse tipo de comportamento de "Estado fora da lei", com sanções unilaterais que violam a Carta da OEA, não será tolerado.

MARK WEISBROT é codiretor do Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas, em Washington, e presidente da Just Foreign Policy, organização norte-americana especializada em política externa

Tradução de CLARA ALLAI

 

N

31/01/2015

EUA dão estabilidade à ditadura Saudita

O mapa mostra a distância (e cu$to) entre o petróleo venezuelano e o saudita para os EUA

venzuela mapaQual era e é a diferença entre a Arábia Saudita e demais países petrolíferos destruídos pelos EUA? Sim, assim como Israel, os sauditas são súditos dos EUA. Todos os países produtores de petróleo que não se dobraram aos interesses europeus sofreram a tal de primavera árabe. Líbia, Egito, Ucrânia, Síria, Iraque, Afeganistão foram submetidos à força. Venezuela sofre com toda sorte de subversão patrocinada pelos EUA. E só não foi golpeada porque haveria uma rejeição uniforme pelos demais países latino-americanos.

As justificativas para agrediram países ditos ditatoriais ou antidemocráticos não se aplica às arábias. Lá, os EUA são amigos do Rei. Funciona como uma posto avançado, onde a menor ofensa aos interesses norte-americanos, os petrodólares entram em ação para assassinar adversários.

Influência da Arábia Saudita cresce com tropeço de vizinhos

Primavera Árabe dá inesperado impulso ao reino do Golfo

Por DAVID D. KIRKPATRICK

CAIRO – Os governantes da Arábia Saudita tremeram quando a Primavera Árabe eclodiu, há quatro anos. Mas, longe de prejudicar a dinastia local, o caos subsequente parece ter alçado a monarquia a um poderio inigualável.

No momento em que um novo rei assume o trono, o autoritarismo voltado para a estabilidade, adotado pelos sauditas, volta a ganhar força em países como Tunísia, Egito e Bahrein. Os militantes islâmicos que os sauditas outrora temeram estão em fuga.

O problema, dizem os analistas, é que a ascensão saudita é em grande parte um subproduto da debilidade dos Estados ao seu redor, incluindo Iraque, Egito, Síria, Iêmen, Líbia, Bahrein e Tunísia.

Os sauditas estão sustentando o Bahrein e lutando em prol do governo de Bagdá. Bilhões de dólares do reino ajudam governos amigos no Egito e na Jordânia.

Milícias financiadas por Riad lutam na Líbia, e os veículos de comunicação de propriedade saudita oferecem um apoio crucial às facções favorecidas pelo reino na Tunísia e em outros lugares.

A monarquia soma algumas vitórias, como o governo instalado pelos militares no Cairo e o governo eleito na Tunísia. Mas os esforços não resultaram em qualquer sinal de estabilização na Síria, no Iraque e na Líbia. A transição no Iêmen, apoiada pelos sauditas, desmoronou, deixando rebeldes pró-Irã no comando da capital.

Por se tratar de uma monarquia absolutista, o fato de a Arábia Saudita liderar o esforço de reformulação regional é um resultado inesperado da Primavera Árabe.

"É irônico ou anacrônico se visto de fora", especialmente para quem "acredita que a região precisa urgentemente de democracia", disse Gamal Abdel Gawad, pesquisador do Centro Al-Ahram de Estudos Estratégicos e Internacionais, instituição do Cairo financiada pelo governo egípcio.

"Os últimos quatro anos depuseram contra isso e se a região precisa sobretudo de estabilidade, gestão eficaz e recursos -e tudo isso a Arábia Saudita tem-, então faz sentido que ela desempenhe um papel de liderança".

O rei Abdullah morreu em 23 de janeiro sentindo-se reconhecido, segundo analistas e diplomatas. Robert Jordan, ex-embaixador dos EUA na Arábia Saudita, disse que, numa visita à corte real anos atrás, agradeceu o monarca "por não ter dito: ‘Eu bem que avisei’".

O rei apenas deu uma risadinha. "Porque a verdade é que ele disse ‘eu bem que avisei’ muitas vezes".

Entre as queixas do rei, segundo Jordan, estiveram a urgência do governo George W. Bush em promover a democracia, o vácuo deixado pela retirada americana do Iraque, a adesão de Obama às revoltas da Primavera Árabe e, em especial, o descumprimento das ameaças de intervenção militar contra o regime sírio.

Como na Síria, a monarquia saudita -agora liderada pelo rei Salman- manteve sob controle as tensões sectárias entre a minoria xiita e seus soberanos sunitas.

O Egito, o país árabe mais populoso, foi considerado por muito tempo como o líder dessa região. Mas, quando a revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak, em 2011, mergulhou o Egito na turbulência, a Arábia Saudita "assumiu as suas responsabilidades", segundo Abdel Gawad.

Os governantes sauditas discretamente lastimaram a subsequente eleição da Irmandade Muçulmana. Quando Abdel Fattah al-Sisi, então general e ex-adido militar na Arábia Saudita, liderou um golpe militar em 2013, o reino se tornou seu principal patrocinador, fornecendo mais de US$ 12 bilhões (R$ 30,84 bilhões).

Atualmente, a Arábia Saudita, junto com os Emirados Árabes Unidos, está empenhada em sustentar o governo de Sisi com bilhões de dólares em ajuda.

"Eles estão prontos para respaldar a economia egípcia por muito tempo, porque o custo estratégico do fracasso representaria um ônus ainda maior em caso de colapso egípcio", disse Mustafa Alani, analista do Centro de Pesquisas do Golfo.

Além do papel da Arábia Saudita no Bahrein e no Iraque, o reino acolhe os esforços americanos de treinar rebeldes sírios.

O canal Al Arabiya e outros meios de comunicação regionais cobrem de forma simpática as facções contrárias à Irmandade Muçulmana nos países da região.

E Riad fornece apoio indireto aos combatentes da facção antijihadista que luta pelo poder na Líbia, por intermédio do Egito e dos Emirados Árabes Unidos.

Na Tunísia, como observou Alani, os sauditas contribuíram financeiramente para a estabilização do governo e declararam publicamente seu "apoio moral" aos líderes que derrotaram o partido islâmico nas eleições.

A Arábia Saudita virou líder porque "foi capaz de suportar a tempestade", disse o analista. "Então, agora eles sentem que ‘sim, sobrevivemos, ótimo, mas precisamos estabilizar o entorno se quisermos sobreviver’."

Toby Jones, historiador da Universidade Rutgers, disse que é cedo demais para avaliações.

"Eles estão apoiando os mesmos personagens que os deixaram numa posição vulnerável", disse, referindo-se à Primavera Árabe, que sacudiu a região, em 2011. "Isso só faz o relógio voltar."

14/06/2014

Concluída a guerra do gás, na Ucrânia, vem aí a do pré-sal, no Brasil

 

Mueren 49 militares ucranios al abatir milicianos prorrusos su avión

El ataque se ha producido cuando la aeronave estaba aterrizando en el aeropuerto de Lugansk

Agencias Kiev 14 JUN 2014 – 14:07 CET372

Restos del avión derribado en el aeropuerto de Luhansk. / Evgeniy Maloletka (AP)

Las milicias prorrusas han abatido este sábado un avión militar de carga ucranio y han matado a los 49 ocupantes de la aeronave. El ataque se ha producido cuando el aparato del Ejército ucranio aterrizaba en el aeropuerto de Lugansk (este del país), según ha informado un portavoz militar. Es uno de los ataques más graves del actual periodo de inestabilidad y enfrentamientos que atraviesa la región. Desde el inicio de la operación militar contra los separatistas del Este, el pasado 2 de mayo, estos han logrado abatir media docena de aeronaves del Ejército ucranio en Donetsk y Lugansk, las dos provincias  alzadas contra Kiev a principios de abril y que declararon su independencia tras el referéndum del pasado 11 de mayo.

La aeronave, un Ilyushin IL-76 de transporte militar, fue derribada con un cañón antiaéreo durante el aterrizaje. La agencia ucraniana TSN ha señalado que el pasaje del avión incluía paracaidistas de la Brigada Aeromóvil 25 y tripulantes.

más información

El presidente de Ucrania, Petro Poroshenko, prometió "una respuesta adecuada a los terroristas" por el ataque. "Todos los implicados en un cínico acto terrorista de esta envergadura serán castigados. Ucrania necesita la paz, pero los terroristas tendrán una respuesta adecuada", dijo el presidente ucraniano, citado por el gabinete de prensa de su administración. Poroshenko, que tras ser elegido presidente el pasado 25 de mayo prometió acabar con la rebelión prorrusa "en horas, no en días", ordenó celebrar una reunión extraordinaria del Consejo de Seguridad Nacional y Defensa

El derribo de la aeronave en Lugansk ha tenido lugar horas después de que las tropas del Gobierno ucranio arrebatasen a los prorrusos el control de la ciudad de Mariúpol y retomaran varios puestos de control en la frontera con Rusia, y también de que el Departamento de Estado norteamericano confirmase el envío por Moscú de tanques y armamento pesado a los rebeldes ucranios en los últimos tres días.

Nuevas negociaciones sobre el gas

Mientras tanto, Rusia y Ucrania volverán este sábado a reunirse en Kiev para buscar una salida a la disputa que mantienen sobre el suministro del gas ruso a territorio ucraniano, confirmó el portavoz oficial del monopolio gasístico ruso Gazprom, Serguéi Kupriyánov.

"Ahora estamos preparando una nueva reunión en Kiev, que se celebrará en un formato distinto de las consultas anteriores. (…) La postura rusa en las negociaciones con Ucrania sobre el gas es clara y consecuente. Queremos buscar compromisos pero es inútil intentar presionarnos", dijo Kupriyánov a la agencia Interfax.

Fuentes del Gobierno ucraniano y de la Comisión Europea adelantaron hoy a varios medios internacionales que Rusia ha dado marcha atrás y ha aceptado mantener otra reunión negociadora antes de cumplir con su ultimátum y cortar el suministro de gas a Ucrania si no recibe hasta el lunes parte del dinero que le adeuda Kiev.

Mueren 49 militares ucranios al abatir milicianos prorrusos su avión | Internacional | EL PAÍS

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: