Ficha Corrida

28/12/2015

De herói a santo esquecido da máfia midiática

Veja, edição de março de 2015O herói das cinco irmãs (Veja, Globo, Folha, Estadão & RBS), Eduardo CUnha ainda já escreveu seu epitáfio, mas a mídia já não o reconhece como filho dileto. Era presença diária nos a$$oCIAdos do Instituto Millenium como personagem que iria colocar o Brasil nos trilhos.

Nenhum político da atualidade tem sua identidade tão intrinsicamente ligada às velhas mídias como Eduardo CUnha. Incensado pelos midiotas golpistas de norte a sul, foi também sonho do Napoleão das Alterosas de se ver coroado como rei do Brasil.

Houvesse um MPF mais cumpridor das prerrogativas constitucionais do que máquina de fazer política, Eduardo CUnha & Famiglia Ltda já estariam gozando do mais que merecido descanso remunerado na prisão. Ainda já quem saia por aí, como a Marcha dos Zumbis, com a pregação apocalíptica, “Somos todos Cunha….”

Imprensa ainda não mostrou quem é Cunha

Veja, edição de março de 2015

Elmar Bones.

Uma pesquisa do Ibope, feita no inicio de dezembro, aponta que 86% dos brasileiros querem a cassação de Eduardo Cunha, o presidente da Câmara acusado de corrupção.

Os jornalões não deram importância ao fato e, em todos os casos, compararam esse resultado com os 67% que manifestaram-se pelo impeachment de Dilma Rousseff, em outra pesquisa do mesmo Ibope.

A diferença, além dos quase 20 pontos percentuais entre um e outro,  é que o impeachment de Dilma é o mote de uma campanha implacável que dura o ano inteiro e tem como pano de fundo uma crise política e econômica sem precedentes.

O caso de Cunha é outro. Ele foi apresentado pela mídia quase como um herói quando se elegeu presidente da Câmara, em fevereiro. Seu passado tenebroso foi escamoteado.

Nem mesmo quando apareceram as graves denúncias sobre suas contas na Suiça (obra de promotores suiços, diga-se) e, posteriormente,  seu envolvimento nas propinas da Operação Lava Jato,  nem quando mentiu na Comissão de Ética…nem quando a polícia federal com ordem judicial fez buscas em suas casas…

Em nenhum momento apareceu em qualquer dos veículos da grande imprensa uma reportagem que mostrasse de corpo inteiro esse triste personagem que alcançou o terceiro posto mais alto na hierarquia do poder nacional.

O único perfil de Eduardo Cunha publicado por um veículo de grande alcance foi uma reportagem de capa da revista Veja, em março de 2015, logo depois de sua eleição para a presidência da Câmara.

Esse perfil, na verdade, revela mais sobre a Veja do que sobre Cunha.

A revista apresenta-o como “o político mais poderoso do momento”, capaz de “resgatar a independência do parlamento frente ao executivo”.

Destaca “sua capacidade de trabalho, disciplina e o conhecimento das regras do jogo”.

Diz, claro, que ele começou como presidente da Telerj, em 1991, por indicação de Paulo Cesar Farias, o PC, chefe do esquema montado no governo Collor.

Mas essa ligação com PC aparece como um detalhe sem importância.

Assim como os recursos que arrecadava junto a “empresários amigos” para ajudar seus aliados, “agindo sempre em estrita obediência à Constituição”.

Depois de dois anos na Telerj, Cunha foi presidente da Companhia Estadual de Habitação, no governo de Anthony Garotinho. “Em seis meses teve que renunciar acusado de beneficiar a empresa de um ex-aliado”, mas “continuou com grande influência no governo, dando as cartas e trazendo para as obras do Estado a Delta Engenharia, então uma empresa pernambucana que tentava contratos com o governo do Rio”.

Diz o texto, assinado por cinco repórteres, que por sua eficiência e conhecimento, Cunha sempre foi lembrado por empresários para atender suas “demandas complexas” e “como só relógio trabalha de graça, Cunha, conta-se, cobra caro dos empresários por sua dedicação aos temas de interesse deles”.

“É pouco ético? É discutivel”, diz o texto que, em seguida, invoca uma fonte em off para justificar: “As vitórias atribuidas ao trabalho dele na Câmara com a tramitação de interesses legítimos de grupos econômicos são obtidas com toda a transparência. Foi assim conosco, diz um empresário do ramo da mineração”.

O fecho é primoroso: “Cunha pode não ser, como parece mostrar seu passado, um monumento a ética. Mas, desde que seus pecados pertençam ao passado e seu compromisso seja com a saúde institucional, a constituição e a democracia, há esperança…”

Imprensa ainda não mostrou quem é Cunha – Jornal Já | Porto Alegre

16/11/2015

A Rede Globo tem princípios; coincidência, Beira-Mar e Mar-Cola também

Eu digo que ninguém o obrigado a consumir os produtos oferecidos pela dupla Fernandinho Beira-Mar e Marcola. Assim como FHC não foi obrigado pela Revista Trip a fazer apologia de drogas ilícitas. Não foi nenhum petista que pediu para o Mauro Chaves escrever “Pó pará, governador”. E, como qualquer pessoa bem informada sabe, Juca Kfouri não só não é petista como é tucano.

Por que esta digressão incluindo drogas e personagens vendidos em embalagens que fazem lembrar o atentado da bolinha de papel?! Simples, a linha editorial da Rede Globo parece desenvolvida por toxicômanos inveterados. Só lesões cerebrais explicam a cruzada da Globo contra a lei que pune quem age sem ética na divulgação de informação. Se a Rede Globo se pautasse com respeito, ética e bom senso não teria porque se preocupar com a lei que busca garantir que pessoas não sejam enxovalhadas por máfias travestidas de órgãos de imprensa.

A respeita da Rede Globo basta dizer que não só esteve à frente dos golpistas, como saudou a chegada da ditadura. A ditadura, via EMBRATEL, fez da Globo o maior grupo de comunicação do Brasil. De braço dado com ditadores, Roberto Marinho é a estrela do documentário Muito Além do Cidadão Kane.

Na democracia, a Rede Globo captura, mediante estatuetas, pessoas que possam de alguma forma se submeterem aos seus interesses. Assim, as denúncias de sonegação nos pagamentos relativos às transmissões da Copa de 2002, ficam sem repercussão. Nenhum veículo, com medo da mão pesada da Rede Globo, ousa apontar as relações da famiglia Marinho com J. Hawilla, Ricardo Teixeira, João Havelange ou José Maria Marin.

A Globo, quando fala no heliPÓptero, não diz que Zezé Perrella é amigo de Aécio Neves, mas quando fala de Bumlai, diz “amigo do Lula”. A Globo não só não fala sobre a Operação Zelotes como jamais diria, RBS, filiada da Rede Globo, foi pega na Operação Zelotes pagando R$ 11 milhões para se livrar de R$ 110 milhões em impostos. O Jornal Nacional não sabe do que se trata na CPI do CARF. Jamais deu atenção à Lista Falciani do HSBC. Não precisa dizer porque. A Lei Rubens Ricúpero, promulgada via Parabólica, sob os auspícios do global Carlos Monforte, explica tudo.

A má vontade reina na imprensa, por Sidney Rezende

A má vontade reina na imprensa, por Sidney Rezende

dom, 15/11/2015 – 08:43

Atualizado em 15/11/2015 – 08:48

Do blog do Sidney Rezende

Chega de notícias ruins

por Sidney Rezende

Em todos os lugares que compareço para realizar minhas palestras, eu sou questionado: "Por que vocês da imprensa só dão ‘notícia ruim’?"

O questionamento por si só, tantas vezes repetido, e em lugares tão diferentes no território nacional, já deveria ser motivo de profunda reflexão por nossa categoria. Não serve a resposta padrão de que "é o que temos para hoje". Não é verdade. Há cinismo no jornalismo, também. Embora achemos que isto só exista na profissão dos outros.

Os médicos se acham deuses. Nós temos certeza!

Há uma má vontade dos colegas que se especializaram em política e economia. A obsessão em ver no Governo o demônio, a materialização do mal, ou o porto da incompetência, está sufocando a sociedade e engessando o setor produtivo.

O "ministro" Delfim Netto, um dos mais bem humorados frasistas do Brasil, disse há poucas semanas que todos estamos tão focados em sermos "líquidos" que acabaremos "morrendo afogados". Ele está certo.

Outro dia, Delfim estava com o braço na tipoia e eu perguntei: "o que houve?". Ele respondeu: "está cada vez mais difícil defender o governo".

Uma trupe de jornalistas parece tão certa de que o impedimento da presidente Dilma Rousseff é o único caminho possível para a redenção nacional que se esquece do nosso dever principal, que é noticiar o fato, perseguir a verdade, ser fiel ao ocorrido e refletir sobre o real e não sobre o que pode vir a ser o nosso desejo interior. Essa turma tem suas neuroses loucas e querem nos enlouquecer também.

O Governo acumula trapalhadas e elas precisam ser noticiadas na dimensão precisa. Da mesma forma que os acertos também devem ser publicados. E não são. Eles são escondidos. Para nós, jornalistas, não nos cabe juízo de valor do que seria o certo no cumprimento do dever.

Se pesquisarmos a quantidade de boçalidades escritas por jornalistas e "soluções" que quando adotadas deram errado daria para construir um monumento maior do que as pirâmides do Egito. Nós erramos. E não é pouco. Erramos muito.

Reconheço a importância dos comentaristas. Tudo bem que escrevam e digam o que pensam. Mas nem por isso devem cultivar a "má vontade" e o "ódio" como princípio do seu trabalho. Tem um grupo grande que, para ser aceito, simplesmente se inscreve na "igrejinha", ganha carteirinha da banda de música e passa a rezar na mesma cartilha. Todos iguaizinhos.

Certa vez, um homem público disse sobre a imprensa: "será que não tem uma noticiazinha de nada que seja boa? Será que ninguém neste país fez nada de bom hoje?". Se depender da imprensa brasileira, está muito difícil achar algo positivo. A má vontade reina na pátria.

É hora de mudar. O povo já percebeu que esta "nossa vibe" é só nossa e das forças que ganham dinheiro e querem mais poder no Brasil. Não temos compromisso com o governo anterior, com este e nem com o próximo. Temos responsabilidade diante da nação.

Nós devemos defender princípios permanentes e não transitórios.

Para não perder viagem: por que a gente não dá também notícias boas?

A má vontade reina na imprensa, por Sidney Rezende | GGN

26/10/2015

RBS & Globo, muito além da corrupção

RBS Ana ALCada dia que passa fica mais fácil de entender porque a RBS e a Rede Globo tanto apoiaram a Marcha dos Zumbis. A divulgação da Agenda 2020 também ajudam a entender o modus operandi da RBS. Com tudo isso, ainda não está fácil de entender como um grupo pode por tanto tempo corromper tanta gente.

A manada de midiotas amestrados, que se perfilam ao padrão de sonegação da RBS, a ponto de defenderem que sonegação não é crime, é ainda algo inexplicável à luz da razão. Mas, no mundo dos mortais, há explicações que a própria razão desconhece. O ódio desmedido com que a RBS se atirou contra Olívio Dutra e Diógenes de Oliveira é como meia palavra a bom entendedor. A RBS, cria da ditadura, não tem aptidão para viver na democracia. Alguns fatos provam isso. Quando Luis Fernando Veríssimo chamou Fernando Collor de Mello de ponto de interrogação bem penteado, a Zero Hora suspendeu-o. Como explicar que um jornal não só sobreviva a uma ditadura como cresce com ela, sem nunca ser importunado por ela, a ditadura, mas seja apreendido nas primeiras eleições livres após a ditadura? Simples, a RBS é fruto podre da ditadura. A caçada ao Olívio Dutra se explica pelo mau costume da RBS vive das tetas do Estado. A mudança na distribuição das verbas publicitárias foi uma facada nas costas da RBS.

O ódio ao Olívio começou quando desbancou o cavalo paraguaio, Antonio Britto, que havia doado a CRT à RBS.

A RBS conseguiu em Vieira da Cunha, uma pessoa com sobrenome e costume parecidos com o atual Presidente da Câmara Federal, para tentar desmoralizar o Governo Olívio. Afinal, como podia um governador do RS não só se negar a transferir recursos públicos a uma montadora, como também criar uma Universidade Estadual, a UERGS? Então inventaram uma CPI da Segurança. E foi nela que apareceu pela primeira vez que a RBS tinha uma subsidiária nas Ilhas Cayman…

Para resumir, Vieira da Cunha trouxe para o PDT quem fazia com ele dobradinha na RBS, Lasier Martins. Vieirinha virou Secretário do pior governo de Estado que já tivemos, e olha que Yeda Crusius, outra cria da RBS, já foi um desastre estupendo. E Lasier Martins é o segundo senador da RBS em Brasília. Já tinha Ana Amélia Lemos, cujo passado se confunde com a RBS.

O ódio a Lula, Dilma e ao PT pode ser explicado pela derrocada econômica da RBS, mas muito mais pela derrocada moral. Como não odiar quem disse que, para combater a corrupção, não deixará “pedra sobre pedra”, doa a quem doer?!

As provas: Globo (RBS) deu R$ 12 milhões na Zelotes

publicado 24/10/2015 –

A Zelotes tem muito mais roubalheira que toda a Vara do Moro – PHA

operação zelotes

O Conversa Afiada reproduz matéria de Najla Passos, na Carta Maior:

RBS, afiliada da Globo, pagou R$ 11,7 milhões para conselheiro do CARF

A Operação Zelotes apura o envolvimento de funcionários públicos e empresas no esquema de fraude fiscal que pode ter causado um prejuízo de R$ 19,6 bilhões
Najla Passos
Documentos sigilosos vazados nesta quinta (22) comprovam que o Grupo RBS, o conglomerado de mídia líder no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, pagou R$ 11,7 milhões à SGR Consultoria Empresarial, uma das empresas de fachada apontadas pela Operação Zelotes como responsáveis por operar o esquema de tráfico de influência, manipulação de sentenças e corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), o órgão vinculado ao Ministério da Fazenda que julga administrativamente os recursos das empresas multadas pela Receita Federal.
A SCR Consultoria Empresarial é umas das empresas do advogado e ex-conselheiro do CARF, José Ricardo da Silva, indicado para compor o órgão pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e apontado pela Polícia Federal (PF) como o principal mentor do esquema. Os documentos integram o Inquérito 4150, admitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na  última segunda (19), que corre em segredo de justiça, sob a relatoria da ministra Carmem Silva, vice-presidente da corte.
Conduzida em parceria pela PF, Ministério Público Federal (MPF), Corregedoria Geral do Ministério da Fazenda e Receita Federal, a Operação Zelotes, deflagrada em março, apurou o envolvimento de funcionários públicos e empresas no esquema de fraude fiscal e venda de decisões do CARF que pode ter causado um prejuízo de R$ 19,6 bilhões aos cofres públicos. Segundo o MPF, 74 julgamentos realizados entre 2005 e 2013 estão sob suspeição.
As investigações apontam pelo menos doze empresas beneficiadas pelo esquema. Entre elas a RBS, que era devedora em processo que tramitava no CARF em 2009. O então conselheiro José Ricardo da Silva se declarou impedido de participar do julgamento e, em junho de 2013, o conglomerado de mídia saiu vitorioso. Antes disso, porém, a RBS transferiu de sua conta no Banco do Rio Grande do Sul, entre setembro de 2011 e janeiro de 2012, quatro parcelas de R$ 2.992.641,87 para a conta da SGR Consultoria Empresarial no Bradesco.
Dentre os documentos que integram o Inquérito 4150 conta também a transcrição de uma conversa telefônica entre outro ex-conselheiro do Carf, Paulo Roberto Cortez, e o presidente do órgão entre 1999 e 2005, Edison Pereira Rodrigues, na qual o primeiro afirmava que José Ricardo da Silva recebeu R$ 13 milhões da RBS. “Ele me prometeu uma migalha no êxito. Só da RBS ele recebeu R$ 13 milhões. Me prometeu R$ 150 mil”, reclamou Cortez com o então presidente do Carf.
Suspeitos ilustres
Os resultados das investigações feitas no âmbito da Operação Zelotes foram remetidos ao STF devido às suspeitas de participação de duas autoridades públicas com direito a foro privilegiado: o deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes. O deputado foi vice-presidente jurídico e institucional da RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul. Os termos de sua participação no esquema ainda são desconhecidos.
Nardes, mais conhecido por ter sido o relator do parecer que rejeitou a prestação de contas da presidenta Dilma Rousseff relativa ao ano de 2014, por conta das polêmicas “pedaladas fiscais”, é suspeito de receber R$ 2,6 milhões da mesma SGR Consultoria, por meio da empresa Planalto Soluções e Negócios, da qual foi sócio até 2005 e que ainda hoje permanece registrada em nome de um sobrinho dele.
Processo disciplinar
Nesta quinta (22), a Corregedoria Geral do Ministério da Fazenda anunciou a instalação do primeiro processo disciplinar suscitado pelas investigações da Operação Zelotes. Em nota, o órgão informou que o caso se refere a uma negociações para que um conselheiro do CARF pedisse vistas de um processo, sob promessa de vantagem econômica indevida, em processo cujo crédito tributário soma cerca de R$ 113 milhões em valores atualizados até setembro.



As provas: Globo (RBS) deu R$ 12 milhões na Zelotes — Conversa Afiada

20/09/2015

Vende-se

JB Estatueta GloboNossa direita não aprendeu nada com o Barão de Itararé. Dizia o velho bardo que quem se vende sempre recebe mais do que vale.

A direita, que vê no poder aquisitivo a medida para todas as coisas, sofreu, com a histórica decisão do STF, uma catastrófica deflação cambial.

A retração comercial no mercado de compra e venda de políticos terá de mudar de rumo. A RBS já percebeu isso. Inventou a Agenda 2020 e conseguiu eleger, com a ajuda de uma sigla de aluguel, o PDT, e o PP gaúcho, dois funcionários para o Senado: Lasier Martins e Ana Amélia Lemos. O investimento do Grupo RBS faz sentido. A manobra ficou ainda mais clara com o desdobramento da Operação Zelotes.

Se formos observar, o financiamento privado funciona ao moldes da lavanderia montada pelo HSBC, na Suíça. Coincidentemente, ninguém ouve, vê ou lê nos assoCIAdos do Instituto Millenium qualquer informação a respeito do desdobramento da CPI do CARF/Zelotes ou da Lista Falciani do HSBC.

Os mesmos veículos golpistas que fizeram coro em solidariedade com a decisão do STF condenando petistas, dizendo que decisão judicial não se discute, descantam o verso. No popular, cuspiram pra cima. Por que uma decisão do STF deve ser respeitada e outra, não? Significa que as decisões do STF devem ser respeitadas apenas se atendem seus interesses. Caso contrário, o contra-ataque é violento e desproporcional.

A Rede Globo só respeita quem ela puder capturar mediante estatuetas… Ou então de governante que aceite pensar-se amante

Fim das doações privadas enfureceu a direita

:

Em Veja, a decisão histórica do Supremo Tribunal Federal, que eliminou a contaminação da política pelo dinheiro privado, foi classificada como "estupidez"; no Globo, editorial foi além e afirmou que o STF "institucionalizou o caixa dois" no Brasil; antes deles, personagens como o blogueiro Reinaldo Azevedo e o senador Ronaldo Caiado já haviam se revoltado; nessa onda, até mesmo o Movimento Brasil Livre, que organiza atos contra a corrupção, protestou contra o financiamento empresarial; será que a direita não terá mais como eleger seus representantes sem apoio de empresas?

20 de Setembro de 2015 às 07:07

247 – A direita brasileira está indócil desde a última quinta-feira, quando, por oito votos a três, o Supremo Tribunal Federal proibiu o financiamento empresarial de campanhas políticas, num julgamento conduzido pelo ministro Ricardo Lewandowski, presidente da corte.

O julgamento da ação proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil foi influenciado pela percepção crescente da sociedade brasileira de que as doações privadas são a origem dos principais escândalos de corrupção do País, como o da Petrobras e o da compra de trens pelo metrô de São Paulo – ainda que o grau de punições seja bem diferente.

Neste fim de semana, dois veículos de comunicação alinhados à direita protestaram. Em Veja, a decisão do STF foi classificada como "estupidez".

"Os ministros quiseram dar um basta na corrupção e terminaram por dar-lhe um formidável impulso", diz o editorial da revista.

O Globo, dos irmãos Marinho, publicou editorial na mesma linha e afirmou que o STF "institucionalizou o caixa dois no Brasil", como se a proibição do STF existisse para ser descumprida. Argumento semelhante foi usado pelo senador Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Antes deles, quem se revoltou foi o blogueiro Reinaldo Azevedo, que lamentou até não ter asas e bico para poder voar para bem longe daqui (relembre aqui). Ecoando argumentos de Reinaldo, um dos integrantes do Movimento Brasil Livre, Fernando Holiday, que organiza atos contra a corrupção, também protestou (leia aqui).

Tamanha indignação deixa no ar uma dúvida: a direita não conseguirá mais eleger seus representantes sem a força do dinheiro?

Fim das doações privadas enfureceu a direita | Brasil 24/7

25/08/2015

Democracia é condição civilizatória

Filed under: Déficit Civilizatório,Democracia,Golpe Paraguaio,Golpismo,Golpistas,Impeachment — Gilmar Crestani @ 10:05 am
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Não acredito na democracia destas figuras trazidas à baila pelo Luis Nassif. Acredito mais na lição do Milton Friedman, de que não existe almoço grátis. O que estes grupos querem é estabilidade política para ganharem mais dinheiro. Se por um lado jogam no lixo da história golpistas do tipo Aécio Neves e FHC, também é verdade que eles têm usado o poderio econômico para financiarem estes políticos golpistas.

O Banco Itaú foi um dos que financiaram, junto com a AMBEV e a Multilaser, os cartazes e os mal-educados dos Camarotes Vips do Itaquerão. Portanto, não é nem por educação, nem por democracia, nem porque detestam o golpista rastaquera do PSDB e sua trupe de udenistas. O que se vê pelas atitudes é um tremendo déficit civilizatório dos que perderam e não souberam perder pelas regras democráticas.

Por outro lado, mesmo que tardiamente, descobrem que sempre é melhor cair fora de uma barca pilotada por Eduardo CUnha. E assim a elite financeira paulista deixa FHC, Rede Globo, Veja pendurados no pincel do CUnha.

No novo país não cabe o impeachment

ter, 25/08/2015 – 01:00 – Atualizado em 25/08/2015 – 01:00 – Luis Nassif

A entrevista à Folha do presidente do Itaú Roberto Setubal – condenando as manobras para o impeachment – ajudou a desnudar de vez um país velhíssimo, que teimava em se impor sobre o novo.

Seguiu-se às entrevistas do presidente do Bradesco Luiz Trabucco e da Cosan Rubens Omettto Filho.

Nos anos 80, Trabucco era um jovem executivo do Bradesco, frequentador ocasional do Bar do Alemão, teimando em lançar o produto capitalização no mercado; Setubal estava sendo preparado para substituir o pai, Olavo Setubal; e Ometto era o jovem promissor, filho de família rica, mas que fazia carreira como financeiro do grupo Votorantim.

Na época, os grandes grupos nacionais ainda eram acanhados, reunidos em torno da indústria de máquinas e equipamentos, da cadeia sucro-alcooleira e de um setor de empreiteiras que se especializara em grandes hidrelétricas. Tentativas de criar um setor de informática não deram certo.

Com exceção das empreiteiras, tinham em comum a ojeriza ao centralismo do regime militar. Mas não se podia dizer que fossem democratas convictos. Tanto que no jornalismo econômico da época procurávamos levantar vantagens econômicas, para reforçar a bandeira da democracia.

Lembro-me da  entrevista que fiz  com um brazilianista da época, não me recordo se Stanley Hilton ou outro historiador, indaguei sobre as vantagens econômicas da democracia e levei uma lição preciosa para casa: "Democracia não precisa ter vantagens econômicas para ser legítima, Democracia é condição civilizatória", ou algo assim.

***

De lá para cá muita água rolou. A economia se abriu de forma brusca, houve a desregulamentação, um presidente impichado, depois uma relativa estabilização política.

Dois anos atrás, nas comemorações dos 25 anos da Constituição, juristas, como o vice-presidente Michel Temer e o Ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, enalteceram sua resiliência, o fato de ter permitido manter as regras do jogo mesmo ante todo o tiroteio do "mensalão".

***

De novembro passado para cá, em alguns momentos, o interminável terceiro turno pode ter passado a impressão da volta ao passado, ao golpismo paraguaio, o mesmo que vitimou outras jovens democracias latino-americanas, independentemente da linha política do presidente deposto.

O germe do oportunismo inoculou-se do politicamente imberbe Aécio Neves ao vetusto Fernando Henrique Cardoso, passando pelo inacreditável Gilmar Mendes, a maior ofensa ao republicanismo brasileiro.

De repente, as trincheiras do legalismo passaram a receber adesões imprevistas, de colunistas escapando ao torniquete da opinião midiática, artistas e, agora, os empresários que contam. Constatou-se que todo o discurso de segurança jurídica viraria pó se se permitisse o impeachment paraguaio. Percebeu-se nitidamente a democracia como um valor maior.

***

FHC recolheu-se, amparado por amigos do Cebrap tentando criar a narrativa de que a proposta de renúncia de Dilma, que ele apresentou, era uma maneira de segurar o golpismo.

O analista político costuma ter razões que o próprio autor desconhece.

***

Daqui para frente, a bola volta a Dilma para que se possa, finalmente, encarar os problemas concretos da economia, que não são poucos.

No novo país não cabe o impeachment | GGN

28/07/2015

De como Lula se tornou responsável pelo surgimento de um pulha

Filed under: FHC,Lula — Gilmar Crestani @ 9:50 am
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Com a desculpa de tratar do diálogo entre Lula e FHC, Dom Orvandil pinta um retrato impiedoso do pior presidente da História do Brasil. Afinal, só poderia ter ganho as graças das mídia golpista quem tem no seu DNA o gênese da traição. O grande erro do Lula foi acreditar, como na fábula da rã e do escorpião, que a carona seria retribuída. Mas a ferroada é da natureza do escorpião!

Dom Orvandil

    Dom Orvandil

    Editor do blog Cartas e Reflexões Proféticas, presidente da Ibrapaz, bispo da Diocese Brasil Central da Igreja Anglicana e professor universitário

    Carta ao ex-presidente Lula

    27 de Julho de 2015

    :

    Caro ex- presidente Lula

    Li sobre sugestões de vários setores de que o senhor sente com Fernando Henrique Cardoso para conversar sobre a crise econômica e política que o País vive. Pessoas de boa vontade esperam isso dos dois ex-presidentes.

    Conheço a realidade de seu papel na projeção de FHC em 1978. O ex-presidente foi candidato a senador por São Paulo. Parte da campanha dele se direcionou aos metalúrgicos através de panfletos de linguagem empolada e distante da realidade dos trabalhadores. Estes os recebiam e os jogavam no lixo, sem lê-los. A derrota seria estrondosa. FHC lhe pediu socorro para que intermediasse com o mundo operário. Atendo-o o senhor o levou aos portões das fábricas do ABCD e defendeu sua candidatura como de interesse da classe e do País.

    Tenho para mim que se não fora o seu apoio Fernando Henrique Cardoso não ultrapassaria os limites da USP, onde lecionava e das páginas de alguns livros e artigos que escrevia sobre uma tese que ele mesmo negou, sendo expurgado pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) por isso. Não se elegeria senador, não seria constituinte, não seria ministro nem chegaria eleitoralmente à Presidência da República. FHC deve o seu reconhecimento ao senhor.

    Na presidência FHC atuou politicamente para quebrar a espinha dorsal do Estado brasileiro, da soberania nacional e da resistência dos movimentos sociais. Sua política internacional foi de dependência ao norte e contra a independência interna.

    A aliança que fez para se eleger e se manter como governante foi com o espectro da mais atrasada e perversa política de direita. Juntou-se a grandes proprietários rurais, a banqueiros, à mídia, cujos burras encheu de dinheiro público na busca da blindagem de sua imagem política autoritária e excludente social.

    Assim como as alças de sua imagem se sustentavam nos interesses antissociais e antinacionais durante o governo dele, onde aportou a partir da arrancada dada pelo senhor que o levou aos trabalhadores, sem compromisso traiu a origem de sua projeção para, após sair do governo, continuar o percurso da direita sendo sustentação do ódio fascista que toma conta do analfabetismo político e do senso comum.

    Fernando Henrique Cardoso não é protagonista do Brasil, dos interesses sociais e, muito menos, das mudanças. Mesmo que vozes respeitadas e queridas sugiram aproximação sua daquele ex-presidente isso não faz sentido.

    FHC faz a política do quanto "pior melhor". Pior para o povo; pior para os empregos; pior para os adolescentes, alvos da redução penal; pior para os direitos dos trabalhadores, miras da terceirização neoliberal; pior para a democracia, visada pelo golpismo; pior para a justiça, agora campo de justiceiros, de apurações seletivas, juízos inquisitoriais e sem fundamento na realidade; pior para a segurança com a polícia como meio de prisão e perseguição de desafetos; pior para as empresas nacionais, no governo dele arrasadas pela máfia internacional; pior para o patrimônio público, que ele vendeu tudo quanto pode; pior para os movimentos sociais, que ele confundiu com problemas policiais; pior para a decência política, que ele usou para corromper a cidadania e as instituições públicas.

    Fernando Henrique Cardoso degenerou-se ainda mais e isso é muito claro nas suas companhias. Sua frente "do quanto pior melhor" não tem nenhuma relação de amor com o Brasil como Nação e como povo. Suas rixas são pelo poder como aparelho de consolidação da minoria branca da casa grande. FHC só pensa no seu partido e nos que formam a frente onde cabem os neoliberais privatistas, os antinacionais, os fundamentalistas, os homofóbicos, os fascistas e golpistas raivosos, sempre falando e agindo com muito ódio. Sobre o ódio da direita escrevi aqui, aqui e aqui.

    Aproximar-se dele, portanto, é perder tempo e o rumo do caminho justo e dos verdadeiros protagonistas do bem.

    O senhor, ex-presidente Lula, deve dialogar com os verdadeiros protagonistas, a maioria perseguida pela direita e abandonada pela esquerda. A Presidenta Dilma também deve urgentemente retomar o diálogo com os protagonistas verdadeiros.

    O Frei Leonardo Boff dá uma pista de onde estão os sujeitos do diálogo quando diz que separa o PT da causa que o criou. A causa é a que libertou milhões de brasileiros e brasileiras da miséria e da pobreza.

    O senhor e a Presidenta Dilma devem dialogar com as centrais sindicais, com os sindicatos, com as lideranças dos inúmeros setores do movimento social, que há décadas lutam por cidadania e por uma sociedade nova mediada pela justiça social. O empresariado nacional esmagado pela crise econômica é protagonista fundamental no diálogo, antes que injetem dinheiro no golpe aventureiro. No mesmo caminho de angústias e sonhos se encontram prefeitos, vereadores, governadores e deputados estaduais, que devem ser envolvidos no diálogo.

    Há deputados/as e senadores/as que merecem respeito e que devem participar do diálogo, mas o Congresso Nacional não é mais cenário para o diálogo consequente e salvador do Brasil. Os projetos principais e os debates que fazem lá não merecem mais o respeito da sociedade.

    O cenário do diálogo deve ser montado pelas ruas, pelos auditórios das instituições acima mencionadas, pelas universidades, pelas igrejas e demais religiões, pelos campos, pelas matas e todos os recantos do País, as escolas, faculdades e universidades, sem distinção.

    Há milhares de homens e mulheres de bem que são protagonistas do diálogo. FHC não é de diálogo porque é bajulador dos poderosos.

    Qual deve ser o conteúdo do diálogo?

    Muito do que precisa ser feito nascerá da escuta aos protagonistas, até agora não considerados pelo segundo governo Dilma. Do que disserem resultarão pressões por mudanças de rumo do governo, que deve se predispor a trocar agendas.

    Outro canal que verterá conteúdo essencial já é apontado por grupos importantes no País. Uns o chamam de frente ampla, outros de núcleo de esquerda e outros de irmandade brasileira. O fato é que todos e todas os/as brasileiros/as de boa vontade, não golpistas e rezadores da praga do "quanto pior melhor" ou da balela "eleições limpas" devem ser chamados/s a formar uma ampla e irrestrita frente de defesa do Brasil com soberania, com democracia mais profunda, com reformas, com empregos, com afirmação das empresas nacionais, com renda, com direitos, distribuição de riquezas e defesa da Petrobras contra a corrupção e sua entrega à máfia internacional e suas pontas de lanças nacionais.

    Esses são os protagonistas, esses são os espaços e daí nascerá a proposta mais plena do que todos os brasileiros precisamos para salvar a governabilidade para a maioria, prezado presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O senhor tem toda a autoridade, honradez e carisma capazes de nos unir a todos em tornos desse diálogo.

    Carta ao ex-presidente Lula | Brasil 24/7

    18/05/2015

    Jornal argentino descobre o que sempre soubemos: FHC é um mercenário!

    Las opiniones de Cardoso son apreciadas por Washington, según los archivos revelados por Wikileaks.

    Imagen: EFE

    EL MUNDO › EN BRASIL, EL EX PRESIDENTE CARDOSO REDOBLO SU APOYO A LA OPOSICION VENEZOLANA

    La diplomacia paralela no descansa

    Lilian Tintori y Mitzy Capriles, esposas de los opositores presos López y Ledezma, fueron recibidas por Cardoso, quien se comprometió a visitar Venezuela. Para los socialdemócratas es urgente erradicar la política “ideológica y bolivariana”.

    Por Darío Pignotti

    Página/12 En Brasil

    Desde Brasilia

    De San Pablo a Nueva York, con la atención puesta en Caracas. El ex presidente y efímero ex canciller Fernando Henrique Cardoso ha redoblado su apoyo a la oposición venezolana procesada por instigar a la insurrección armada, sumándose a las presiones encabezadas por el español Felipe González, considerado persona no grata por las autoridades caraqueñas.

    Cardoso y González, jefe del gobierno español hasta mediados de los años ’90, integran el Club de Madrid, embarcado en una escalada contra el gobierno de Nicolás Maduro, al que acusan de violar los derechos humanos por la detención de Leopoldo López y Antonio Ledezma.

    La visita de Cardoso a Venezuela quedó por lo pronto suspendida, dado que Felipe González frenó provisoriamente el viaje que estaba agendado para hoy, según las informaciones recogidas al cierre de esta crónica.

    “No no nos equivoquemos, el Club de Madrid no es Felipe González, ni José María Aznar, ni Alvaro Uribe, ni Fernando Henrique Cardoso, el que realmente lo dirige es Obama, él es el dueño de ese circo”, afirmó el defensor del Pueblo de Venezuela, Tarek William Saab, en diálogo con Página/12, cuando aseguró que su gobierno respeta las garantías de los presos.

    Lilian Tintori y Mitzy Capriles, esposas de los opositores presos López y Ledezma, fueron recibidas por Cardoso en el instituto que lleva su nombre, en San Pablo. Durante el encuentro Cardoso se comprometió a visitar Venezuela, informó ayer el sitio de noticias UOL, del diario Folha de S. Paulo. Se llegó a especular con que el líder histórico del Partido de la Socialdemocracia Brasileña (PSDB) podría viajar desde Nueva York, donde recibió el premio a la personalidad del año junto Bill Clinton, con quien cultiva una amistad desde los tiempos en que ambos eran presidentes.

    Diez días atrás Brasil fue escogido por los enemigos de Maduro para una ofensiva diplomática que incluyó un encuentro con Aécio Neves, candidato presidencial del PSDB en 2014. El senador Neves calificó como “bochornosa” la posición de Dilma Rousseff ante la crisis venezolana y anunció que viajará al país caribeño junto a otros parlamentarios.

    Rousseff es parte del Grupo de Amigos de Venezuela, junto a Colombia y Ecuador, creado a instancias de la Unasur, que trabaja para descomprimir la crisis y la realización de elecciones parlamentarias este año.

    Para Neves Venezuela vive bajo una “dictadura”, circunstancia que legitima cualquier estrategia para desalojarla del Palacio de Miraflores, una posición en la que no se disimula el apoyo a la desestabilización violenta que en 2014 dejó 43 muertos, en su mayoría militantes chavistas y miembros de las fuerzas de seguridad.

    Cardoso también ha pedido mano dura con Maduro y llegó a decir que el Palacio del Planalto –presidencia– ha sido “omiso” ante Maduro. Las opiniones de Cardoso son apreciadas por Washington, según se desprende de varios documentos liberados por Wikileaks en los que se liberaron reportes diplomáticos. Según indican esos papeles, hubo varias reuniones de funcionarios norteamericanos en el Instituto Fernando Henrique Cardoso, y en algunas fue analizada la situación de Venezuela y cuestionada la posición “tolerante” de los gobiernos del Partido de los Trabajadores.

    En otros encuentros entre norteamericanos y dirigentes socialdemócratas hubo opiniones críticas sobre la legislación petrolera que fortaleció a Petrobras. Y los interlocutores del PSDB prometieron trabajar para reformarla y garantizar más ventajas a las multinacionales.

    Lula y Correa

    Los gestos de Cardoso, Neves y la derecha brasileña en respaldo a la oposición venezolana se inscriben en una serie de movimientos dirigidos a lo que el ex presidente Lula denominó como intento de restaurar “un nuevo ciclo conservador” en la región. Lula admitió el riesgo de que las fuerzas conservadoras retomen el poder en una región conmocionada por intentos de desestabilización de gobiernos constitucionales.

    Coincidió con el alerta pronunciado recientemente por el mandatario ecuatoriano Rafael Correa sobre los ataques lanzados contra “los gobiernos progresistas de nuestra América que están tratando de cambiar las cosas”.

    Cardoso tuvo conceptos severos contra los gobiernos del PT al recibir la condecoración en Nueva York y esta semana posiblemente acusará a Lula de haber tenido conocimiento de casos de corrupción, según adelantó ayer el diario Folha de S. Paulo.

    Para los socialdemócratas es perentorio erradicar esta política externa “ideológica y bolivariana”, al tiempo que legisladores de esa agrupación exigen la creación de una comisión que investigue el préstamo del Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social para construir el puerto de Mariel en Cuba, inaugurado este año por los presidentes Rousseff y Raúl Castro. “Los conservadores están criticando el financiamiento del puerto de Mariel y del aeropuerto de Caracas, ellos tienen una visión de la política internacional marcada por la sumisión (a Estados Unidos)”, disparó Lula refiriéndose a Cardoso y los suyos, pero sin mencionarlos. Lo hizo durante un seminario junto al secretario general de Unasur, Ernesto Samper, que recordó la “pesadilla neoliberal” de los años ’90 y su efecto pernicioso para la integración.

    A las discrepancias entre Lula y Cardoso se las puede entender en el contexto de una disputa mayor sobre el destino de la integración regional.

    Cardoso no hesita en inclinarse por el modelo de librecambista subordinado a Estados Unidos que defendió en su reciente gira por aquel país.

    Incluso, según lo han manifestado algunos economistas que integraron el gobierno cardosista (1995-2003), como André Lara Resende, mientras defienden retomar las negociaciones para un Aérea de Libre Comercio de las América. Neves llegó a calificar de “anacrónico” al Mercosur y prometió revisarlo si hubiera sido electo en los comicios de 2014, en los que resultó vencido por Dilma.

    Durante el evento encabezado por Lula y Samper en San Pablo hubo cuestionamientos al Banco Interamericano de Desarrollo y al Banco Mundial. “Estoy comenzando a pensar que los chinos pueden resolver nuestros problemas de financiamento en América del Sur, dado que ni el Banco Mundial ni el Banco Interamericano de Desarrollo liberan recursos suficientes”, afirmó Lula. Precisamente mañana Dilma Rousseff recibirá en Brasilia al primer ministro chino, Li Keqiang, con quien analizará inversiones chinas en infraestructura del orden de los 53.000 millones de dólares.

    Página/12 :: El mundo :: La diplomacia paralela no descansa

    13/05/2015

    Quem fala demais dá bom dia a cavalo

    Filed under: Cavalo Paraguaio,Ronaldo Caiado — Gilmar Crestani @ 9:19 am
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    OBScena:  um idiota observa um burro cavalgando

    RONALDO CAIADO demóstenes-2Há um ditado gaúcho que se aplica à cavalgadura do DEM, Ronaldo Caiado: Quem fala demais dá bom dia a cavalo. Nestas horas lembro sempre do famoso jurista grego, Sólon.

    Embora não fosse da Lacônia, o arconte e legislador ateniense, Sólon, era o que define um lacônico. Uma tirada atribuída a este perspicaz homem público deveria emoldurar as redações de nossos jornais e as manifestações de homens públicos. Nas assembleias, Sólon passava bom tempo em silêncio, ouvindo o que os demais tinham a dizer. De tal forma que, ao ver questionado o seu silêncio, respondeu: "Quem sabe o que dizer também sabe quando dizer."

    A sabedoria popular resumiu esta sabedoria no ditado "em boca fechada não entra mosca", que, para o caso sepulcro Caiado, assemelha-se à expressão "moral de cuecas".

    Se falar demais pode ser inconveniente, silêncio demais também tem deve ter lá seus motivos. Mais uma vez a razão parece estar com os gregos, o "justo meio" aristotélico, que não significa estar justamente no meio, mas fazer a síntese, também ela variável segundo as circunstâncias. Nada a ver com o justo-meio flaubertiano que vem a significar o medíocre. Ronaldo Caiado é o exemplo em estado bruto do que se tornou a oposição teleguiada pelos grupos mafiomidiáticos. Não é mero acaso que o coronelismo eletrônico escolha também espécimes do velho coronelismo rural.

     

    O tumulto provocado por Caiado na sabatina

    Postado em 12 de maio de 2015 às 1:37 pm

    Do g1, sobre a sabatina de Fachin:

    Bate-boca

    A sessão também foi marcada por tumulto. No momento em que o líder do DEM, senador Ronaldo Caiado (GO), terceiro senador a falar, questionava o candidato a ministro do Supremo, parlamentares que aguardavam para indagar Fachin reclamaram do tempo que o oposicionista levou para formular as perguntas. O presidente em exercício da CCJ, José Pimentel (PT-CE), chegou a pedir que Caiado respeitasse o tempo de cinco minutos acordado entre os senadores, porém, Caiado o ignorou.

    Logo depois, as senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR), Marta Suplicy (sem partido-SP), Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) e Fátima Bezerra (PT-RN) pediram respeito ao tempo-limite para que todos tivessem a oportunidade de falar. Enquanto elas protestavam, Caiado continuou falando como se não houvesse nenhuma interrupção.

    “Sr. presidente, até em respeito aos demais senadores que querem perguntar, eu gostaria que Vossa Excelência cumprisse o horário que foi dado a todos os senadores”, solicitou Gleisi a José Pimentel.

    “Ele [Caiado] é autista”, ironizou Vanessa Grazziotin, arrancando risadas no plenário.

    “Eu sou a 27ª inscrita. Eu gostaria de ter a oportunidade de trazer minhas questões. Sr. presidente, pela ordem”, reclamou Marta.

    Após os protestos iniciais, o presidente da CCJ afirmou que Caiado já falava por 15 minutos. “Presidente, eu gostaria que Vossa Excelência me garantisse a palavra para que eu possa concluir meu raciocínio”, protestou o líder do DEM.

    Após o protesto de Caiado, foi a vez da senadora Fátima Bezerra pedir respeito ao tempo pré-estabelecido pelos senadores. Ela reivindicou ao presidente da comissão que ele exigisse o cumprimento do tempo para garantir que todos os senadores pudessem fazer questionamentos ao jurista.

    (…)

    Diário do Centro do Mundo » O tumulto provocado por Caiado na sabatina

    05/05/2015

    Homenagem aos 50 anos da Rede Golpista

    21/04/2015

    Saiba de onde vem a inspiração para o tapetão golpista do Aécio Neves

    Filed under: Aécio Neves,George W. Bush,Quinta Coluna,Tapetão,x-9 — Gilmar Crestani @ 8:51 pm
    Tags:

    aecio -tapeto-golpistaA louca cavalgada golpista do Aécio Neves tem origem, data e endereço. Foram as eleições de 2000, nos EUA. Tendo perdido em votos, George W. Bush ganhou no tapetão. Há um filme que vez por outra passa nos canais HBO: W, do Oliver Stone. Mas o que melhor explica a vergonhosa manipulação daquela eleição é um documentário do Michael Moore: “Fahrenheit 9/11”.

    Nas eleições de 2000 houve a maior fraude eleitoral da história dos EUA. Virou piada mundial. Mesmo tendo recebido 500 mil votos a menos que seu adversário, Al Gore, W Bush foi alçado pelo tapetão da Suprema Corte. Por 5 x 4, validaram a apuração irregular na Flórida.  E para fazer este papel, lá estava o Gilmar Mendes deles, Katherine Harris, Secretária de Estado. Numa apuração que demorou 40 dias, em que, coincidentemente, a então secretária de Estado era também co-presidente do comitê de campanha do partido de Bush no Estado, governado por Jeb Bush, irmão do W.

    Dizem que o Aécio teria contratado o advogado que fez o Fluminense subir da segunda para a primeira divisão. Até agora parece que o Napoleão das alterosas não encontrou sua Katherine…

    Agora fica mais fácil de entender porque Aécio montou no tapete voador da anulação da eleição. Um quinta coluna é sempre reconhecido pela carreira…

    Marco Aurélio Carone: Dilma, solicite ao Itamaraty informações sobre a Carta de Intenções que Aécio assinou em Londres em 2004

    publicado em 21 de abril de 2015 às 14:01

    Bush e Aécio

    Em 2004, durante encontro com a elite financeira internacional em Londres,  o ex-presidente dos EUA, George Bush, afirmou: “Este será o próximo presidente do Brasil”, referindo-se a Aécio

    por Marco Aurélio Carone, especial para o Viomundo

    A história acontece primeiro como tragédia, depois se repete como farsa.

    A frase acima é de Karl Marx na sua obra O 18 Brumário de Luís Bonaparte. Referia-se à sucessão de dois Bonaparte à frente de governos de exceção na França. O primeiro, Napoleão, foi uma tragédia. O segundo, Luís, uma farsa.

    O momento em que vivemos no Brasil nos obriga a refletir sobre o passado em busca de respostas para entender o presente.

    É preciso remontar ao início do século XX. Nessa época, reinava absoluta a política “café com leite”, que vinha desde o governo Campos Sales (1898-1902), seguido por Rodrigues Alves (1902-1906) e Afonso Pena (1906-1909). Café com leite significava a alternância na presidência da República entre os políticos de São Paulo e de Minas Gerais.

    A primeira quebra deste acordo ocorreu no quatriênio presidido pelo marechal Hermes da Fonseca (1910-1914),  embora alguns historiadores afirmem o contrário. O movimento denominado Civilista decidiu defender a candidatura de um civil em oposição à de um militar, o Marechal Hermes da Fonseca, candidato apoiado pelo então presidente da República.

    O intelectual Rui Barbosa foi o escolhido pelos civilistas para disputar o cargo. Ele percorreu o Brasil, realizando discursos e comícios, em busca de apoio popular, fato até então inédito na vida republicana brasileira. Foi a primeira campanha presidencial moderna realizada no país. Mesmo assim, Hermes da Fonseca foi eleito presidente.

    O período de 1918-1922 seria do paulista Rodrigues Alves, mas, devido à sua morte, foi ocupado, excepcionalmente, pelo paraibano Epitácio Pessoa.

    A política “café com leite” gerava, claro, descontentamento entre as oligarquias dos demais estados, provocando eventos como a chamada Reação Republicana, surgida em 1922, quando da sucessão de Epitácio Pessoa.

    A Reação Republicana era formada pelos estados de Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Ela ocorreu em resposta ao veto feito pelo governador Borges de Medeiros, do Rio Grande do Sul, à candidatura de Artur Bernardes.

    Para o dirigente gaúcho, a candidatura de Bernardes, significava a garantia da valorização do café, “quando a nação carecia de equilibrar todo o seu sistema financeiro”.  Atentem ao o que as oligarquias já alegavam em 1922.

    A Reação Republicana apresentou como candidatos a presidente e a vice-presidente da República, respectivamente, Nilo Peçanha, do estado do Rio de Janeiro, e J.J. Seabra, da Bahia.

    A insatisfação referida por Borges de Medeiros fez brotar entre setores outros da sociedade, principalmente nos mais jovens, a convicção da necessidade imperiosa de total e completa reformulação na conduta política, fazendo-a condizente com os processos de governo efetivamente democrático.

    Como acontece agora, a crise financeira mundial de 1929 atingiu em cheio a economia do Brasil, muito dependente das exportações de um produto, o café. Mais do que gerar dificuldades econômicas, o crash, que completa 86 anos, provocou uma mudança no foco de poder no país, acabando com a política “café com leite”. Um pacto político interno que já durava mais de trinta anos.

    A crise arruinou a oligarquia cafeeira, que já sofria pressões e contestações dos diferentes grupos urbanos e das oligarquias dissidentes de outros Estados, que almejavam o controle político do Brasil.

    Aproveitando a crise internacional que fragilizara a economia do País e diante do rompimento pelos paulistas da tradicional política “café com leite”, os políticos mineiros resolveram reativar a Reação Republicana e o foco do poder no país foi deslocado para o gaúcho Getúlio Vargas, que se tornou presidente da República após o golpe de 1930.

    Do ponto de vista político e das elites, a crise foi importante porque desviou o foco do poder para Getúlio Vargas e para um projeto de industrialização.

    O golpe de Estado, denominado pelos historiadores de “Revolução de 1930”, e o papel desempenhado por políticos de então inspiram os que hoje tentam derrubar a presidenta Dilma Rousseff.

    Naquela época, os perdedores da eleição presidencial arguiram ilegitimidade do pleito, embora fossem os autores da legislação e regras eleitorais. E, aproveitando-se da crise econômica e das divergências políticas regionais, derrubaram o presidente eleito.

    Esse movimento levou o País a uma ditadura selvagem de 15 anos. Os motivos alegados para o golpe era o de estabelecer uma nova ordem constitucional. Porém, ocorreu o  contrário. Vieram a dissolução do Congresso Nacional e a intervenção federal nos governos estaduais, dando início à denominada “Era Vargas”.

    A deposição de Getúlio Vargas e o término do “Estado Novo” só ocorreram em 1945, com a posterior redemocratização do país e adoção de uma nova Constituição em 1946, marcando em definitivo o fim da “Era Vargas”. Teve início, então, o período conhecido como “Quarta República Brasileira”.

    Saltando para os dias atuais. É inegável a existência de uma crise de representatividade. Ela demonstra que o modelo de Democracia Representativa esgotou-se e deve ser aprimorado com a introdução gradual da Democracia Participativa, modelo que as atuais lideranças políticas fogem como o diabo foge da cruz.

    Uma das razões pelas quais a presidenta Dilma está sendo ferozmente combatida é justamente porque deu início a essas mudanças, propondo a adoção do Plebiscito e Referendo, institutos da Democracia Participativa.

    As eleições de Eduardo Cunha, para a presidência da Câmara dos Deputados, e a de Renan Calheiros, para comandar o Senado, demonstram claramente o medo dos parlamentares dessa transformação.

    É inegável que a crise de representação não está no Executivo, e sim no Legislativo,  embora a mídia insista em afirmar o contrário. Todas as medidas encaminhadas pela presidente Dilma ao Congresso têm sido rejeitadas, numa clara atitude de quanto pior melhor.

    Aproveitando-se do receio de seus colegas congressistas, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) busca a repetição do golpe de 1930. Ele tenta se colocar como principal ator, representando o empoeirado roteiro.

    Só que existe um detalhe. Aécio não tem liderança nem o necessário conhecimento e vivência politica para exercer tal posição por ser fruto de milionárias campanhas publicitárias.

    Sua liderança existe apenas nos noticiários de jornais, rádios e TV, pois não tem sequer território político. Ele só nasceu em Minas. Foi criado no Rio de Janeiro. E mesmo como governador,  ele morou na cidade do Rio de Janeiro.

    Aécio conhece o Estado de Minas Gerais apenas por cima, quando de avião dirige-se a Brasília. Procedimento idêntico tomou toda sua equipe de governo e família, após as eleições de 2014.

    Aécio tornou-se um bufão, adotando técnicas semelhantes às do excelente apresentador Sílvio Santos no quadro: “Quem quer dinheiro”. Evidente que seu auditório composto pela grande imprensa o aplaude na espera dos “aviõezinhos”.

    A sua atitude pode parecer inocente, mas infelizmente não é. O bufão não sabe o que está fazendo, mas seus patrocinadores sabem. Eles querem conseguir audiência e apoio popular para atingir seus interesses nas águas turvas.

    O senador precisa saber que perdeu a última eleição para ele mesmo, foi derrotado no Estado que ditatorialmente governou.

    Quem conhece a política mineira sabe que a origem de Aécio está intimamente ligada à defesa e à representação do capital financeiro internacional.

    Isso desde os anos 30, quando seu avô Tancredo Neves era extremamente próximo ao  americano  Percival Farquhar, que ocupou a presidência da Itabira Iron Ore Company. Na época, era dono do que hoje é conhecido como Cia Vale do Rio Doce.

    Com a saída de cena de Farquhar — devido à nacionalização do setor de mineração para cumprir um acordo de fornecimento de minério aos EUA durante a Segunda Guerra e à fundação em junho de 1942 da Vale do Rio Doce — os interesses multinacionais até então representados no País por Percival foram transferidos para Moreira Salles, banqueiro igualmente próximo de Tancredo.

    Posteriormente, no Governo de Juscelino Kubitschek, de 1956 a 1958, Tancredo ocupou a Carteira de Redescontos do Banco do Brasil, implantando os alicerces do Banco Central. Uma antiga exigência do capital internacional, que lhe foi demandada quando era ministro da Justiça no governo de Getúlio Vargas (de 26 de junho de 1953 a 24 de agosto de 1954, quando o presidente se suicidou).

    A presidenta Dilma ocupa legitimamente a Presidência da República, pois foi eleita pelo voto popular para o mais alto cargo político do País.

    Só que, no meu entender, ela necessita identificar com quem e a serviço de quais interesses a classe política nacional articula.

    A presidenta precisa entender — e só ela, pois grande parte dos integrantes do seu governo oriundos de outras siglas partidárias já entende —  que lidar com o mundo político é o mesmo que participar de um baile de máscaras, onde a fisionomia não identifica quem a usa. Muito menos sua “alma”.

    Infelizmente, para a esquerda e felizmente para a direita, os primeiros sempre imaginam ser capazes de cooptar os segundos, enquanto os segundos só lidam com os primeiros já cooptados.

    Nesse contexto, gostaria de dar uma sugestão: Presidenta Dilma, solicite ao Itamaraty informações sobre a existência de uma autorização legislativa ou dispositivo constitucional para que o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, celebrasse uma “Carta de Intenções”, durante encontro com a elite financeira internacional na Spencer House, em Londres. A carta foi  assinada em 16 de maio de 2004.

    Na ocasião, portanto dez anos atrás, George Bush, ex-presidente do EUA, afirmou: “Este será o próximo presidente do Brasil”, referindo-se a Aécio.

    Seria igualmente importante que o Senado solicitasse cópia dessa mesma carta, pois um de seus membros, na condição de Governador do Estado, talvez tenha cometido um crime de lesa-pátria.

    Crime de lesa-pátria é qualquer aliança política, traiçoeira, que cause prejuízos ao País, acabando com a Democracia, Soberania e Liberdade de seu povo. Assim como, desviando fraudulentamente recursos dos cofres públicos, impondo regime autoritário fundamentado na esquerda ou direita, radical ou não, aparelhando o Estado e subjugando e enganando o povo em busca de poder.

    Nos anos 30, o ocorrido foi uma tragédia. Sua repetição agora será uma farsa.

    Marco Aurélio Carone é ex-presidente do Jornal de Minas e do Diário de Minas. É o responsável pelo site mineiro Novojornal, retirado duas vezes do ar por decisão judicial. Preso sem qualquer condenação por 10 meses em penitenciária de segurança máxima sob a alegação de garantia da ordem pública. Só que, verdade, a prisão foi para evitar que suas matérias interferissem nas eleições presidenciais de 2014.

    Leia também:

    Ignacio Delgado: A trajetória de Aécio é uma tremenda fraude

    Marco Aurélio Carone: Dilma, solicite ao Itamaraty informações sobre a Carta de Intenções que Aécio assinou em Londres em 2004 – Viomundo – O que você não vê na mídia

    03/03/2015

    Arlequim servidor de dois patrões ou ventríloquo vestido de capacho

    A insana destruição da Petrobrás atende a um apelo das concorrentes e de governos com interesse no Pré-Sal brasileiro. Se fazem guerra para obterem petróleo em países bem mais distantes, porque não o fariam no Brasil. Como a oposição se perfila, abertamente, ao lado dos interesses norte-americanos, os gastos da CIA para fomentar a destruição da Petrobrás é infinitamente menor do aquele usado para obter o gás na Ucrânia.

    No golpe de 1964 a CIA também financiou, com malas cheias de dólares, golpistas e instituições ditas promotoras da democracia. O combate à corrupção é uma bandeira que se ajusta perfeitamente para destruir uma empresa. No caso, para acabar com uma dor de barriga, mata-se o paciente. Só há dois  tipos de brasileiros que ainda não se deram conta que o maior interessado no enfraquecimento do governo e na destruição da Petrobrás é o Tio Sam: os mal informados e os mal intencionados.

    Os vazamentos da espionagem dos EUA no Brasil, que envolve Dilma e a Petrobrás, levados a cabo por Edward Snowden são auto explicativos.

     

    Serra tira a fantasia: o negócio é fatiar e vender a Petrobras.

    27 de fevereiro de 2015 | 12:57 Autor: Fernando Brito

    chevon

    A entrevista de José Serra ao “dono da lista do HSBC” no Brasil, Fernando Rodrigues, é um strip-tease.

    O vendedor da Vale – título que lhe foi concedido pelo próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – lista o que se tem de fazer com a maior empresa brasileira.

    Vai falando meias-verdades, como a de dizer que a Petrobras está “produzindo fio têxtil”, vai circulando a presa, como um velho leão.

    O “fio textil” é poliéster, derivado integral de petróleo, que é produzido em Suape, como parte da cadeia de valor gerada pela refinaria, junto com a resina PET, com a que se produz garrafas.

    São plásticos, enfim, um dos frutos de maior valor da cadeia de refino de petróleo.

    Depois, diz que a Petrobras “não tem que fabricar adubo”.

    Parece que está falando de esterco, mas é, simplesmente, de um dos insumos mais importantes da imensa produção agropecuária brasileira: amônia, que é produzida a partir do gás extraído junto com o petróleo.

    É o “N” da famosa fórmula NPK dos fertilizantes, que o Brasil, incrivelmente, importa às toneladas.

    Depois, fala em vender as usinas termelétricas de eletricidade, que já foram das multis e que a Petrobras teve de assumir porque elas só queriam o negócio com os subsídios que lhes deu FHC na época do apagão de 2001, subsídios que, além disso, eram suportados por nossa petroleira.

    A seguir, fala em vender a distribuição, os postos Petrobras.

    Aqueles onde o dim-dim entra, sonante, chova ou faça sol.

    E aí, finalmente, diz que a empresa deve se conservar na extração de petróleo, mas que este deve ser “aberto ao mercado”.

    Como já é, deve-se ler isso como a entrega da parcela exclusiva, de 30%, das imensas jazidas do pré-sal.

    Claro que, nos negócios da cadeia do refino de petróleo, a Petrobras pode comprar, vender, dividir, agir como age um empresa que busca concentrar recursos em suas prioridades.

    Isso inclui, senador Serra, o tal “fio têxtil”.

    É tão bom negócio que seus amigos da Chevron  o produzem em larga escala através da Chevron-Phillips, em oito países.

    Assim como a Chevron produz adubo e está cheia de passivos ambientais pela forma terrível que o faz, antes como Texaco e agora  usando  o “codinome” de Ortho.

    E, claro, a Chevron não vai abrir mão de seus mais de 8 mil postos de abastecimento só nos Estados Unidos…

    Quer dizer, as receitas de Serra para a Petrobras são exatamente o contrário do que fazem seus amigos da Chevron…

    Senador, mas o que é bom para os Estados Unidos não é bom para o Brasil?

    Serra tira a fantasia: o negócio é fatiar e vender a Petrobras. | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    07/12/2014

    Ódio à Dilma tem origem na guerra fraticida no seio do PSDB, diz Folha

    aecio sanguesssugaNão é de hoje, mas a guerra no seio do PSDB já fez mais mortos que vitórias. O que já foi a política do café com leite, hoje é de faca entre os dentes e presuntos jogados no lixão. Veio a tona com o já clássico artigo do Mauro Chaves no Estadão: Pó pará, governador! Neste artigo vinha a luz as vísceras de uma guerra intestina desencadeada pelo mais beligerante dos tucanos,  José Serra. Tudo o que não passava de boatos em relação a Aécio Neves ganhou contornos de verdade saída que foi das hostes do PSDB. O consumo de drogas, misturada com a vida de playboy bêbados dirigindo com carteira de motorista vencida, pego em blitz da lei seca, só ganha espaço na mídia paulista. Em nenhum outro veículo das cinco irmãs (Folha, Estadão, Veja, Globo & RBS) o Instituto Millenium permite a divulgação. Só a Folha, por ser uma espécie de press release do PSDB, tem autorização. Foi pela Folha também que saiu a informação dos aecioportos de Cláudio e Montezuma. Nenhum outro grupo mafiomidiático fez menção às construções dos aeroportos com dinheiro público para uso particular pelo então governador de Minas Gerais. Coincidentemente, a ADPF divulgou matéria afirmando que Minas Gerais virou centro de distribuição de droga para o Nordeste. Estatísticas da polícia dão conta de que para cada helicópteros com 450 kg apenas um é pego, outros dez voam sem serem molestados.

    Agora vem mais um petardo contra o punguista mineiro. Aquele senhor que, com os esbugalhados de quem está em síndrome de abstinência, passa os dias vociferando contra quem lhe impôs derrota dentro de casa, está sendo acusado de criador de factóides nada mais nada menos que por Geraldo Alckmin. E a Folha abraça da a posição do seu paulista da vez.

    A Folha reproduz uma frase emblemática do caráter nefasto do representante dos toxicômanos: "Nós vamos perder, mas vamos sangrar esses caras até de madrugada."  Esta frase é irmã siamesa desta outra, dita aos seus amigos que ocupavam cargos no Governo Federal, muitos deles na Petrobrás, conforme noticiou em 25/06/2014 o Estadão: Suguem mais um pouco e venham para o nosso lado”.

    Esse é o líder da oposição financiado pela AMBEV, Burger King, Multilaser, Banco Itaú para dar o golpe contra Dilma. E se o retrato se torna insuspeito na medida que foi feito pela empresa Folha que se especializou em atacar o PT para proteger o PSDB.

    Aécio ataca Dilma para se diferenciar de Alckmin

    Senador tucano pretende ‘sangrar’ governo petista e se manter líder na corrida para 2018

    Aliados do governador de São Paulo apostam que o senador mineiro não se segura ‘quatro anos com factóides’

    DANIELA LIMA, DE SÃO PAULO, para a FOLHA

    "Nós vamos perder, mas vamos sangrar esses caras até de madrugada." A frase foi dita pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) a seus aliados no Congresso na véspera da votação do projeto que desobriga o governo a economizar o que estava previsto no ano.

    Mais do que o tom motivacional que o mineiro tem usado com sua tropa, a frase revela um estilo: "Eu estabeleci um patamar de oposição e não vou descer um degrau", disse a um interlocutor.

    A estratégia tem como foco mantê-lo como "o rosto da insatisfação com o governo Dilma Rousseff", mas despertou críticas dos adversários e temor nos aliados.

    Na última quinta-feira (5) a presidente sintetizou, sem citar Aécio, as queixas do PT. Em evento ao lado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Dilma pediu "respeito ao resultado das urnas" e disse que era preciso reconhecer a vontade expressa pela população na eleição.

    O fato de a petista dizer o que disse e como disse evidenciou Aécio como o alvo da mensagem. Mas ao fazê-lo ao lado do governador tucano que desponta como principal rival interno do mineiro para a candidatura ao Planalto em 2018, ela gerou ao adversário um desconforto adicional.

    Aécio dá de ombros às análises de que promove um "terceiro turno" com suas declarações: "Nós não vamos nos inibir com esses discursos. Essa reação mostra o incômodo deles. Pela primeira vez o PT está conhecendo oposição e, além disso, uma coisa nova: a oposição conectada com a sociedade", afirmou o tucano a um aliado.

    A segurança do senador destoa da opinião de alguns de seus principais aliados. Na sexta (6), Aécio gravou um vídeo convocando pessoas a comparecerem a um ato anti-Dilma em São Paulo.

    Na fala, fez a ressalva de que o ato deveria acontecer "sempre nos limites da democracia" por saber que saudosos da ditadura participaram dos protestos anteriores.

    Foi a primeira vez que Aécio emprestou seu rosto aos mobilizadores do ato. Alguns tucanos viram um risco no gesto: para eles, ao estabelecer uma relação com esses movimentos, o mineiro se mistura a atos sobre os quais não tem controle absoluto.

    Para os mais prudentes, ao se aproximar de setores que pedem um golpe Aécio corre o risco de ser vinculado a eles: "Basta olhar para o PSDB. Quem são nossos quadros? São pessoas que lutaram pela democracia. Isso não cola", tem dito o senador a quem o questiona sobre o assunto.

    A postura incisiva não visa só desgastar Dilma: Aécio quer se diferenciar de Alckmin de olho em 2018. Mas aliados do paulista advertem: "Aécio não se segura quatro anos com factóides. Em algum momento a estrutura e a paciência de Alckmin farão a diferença", diz um interlocutor político do governador.

    02/06/2013

    Utilidade de Serra: mostrar sua inutilidade

    Filed under: Isto é PSDB!,José Serra,UDN — Gilmar Crestani @ 11:54 am
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    O discurso golpista de Serra

    Paulo Nogueira 2 de junho de 2013

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    Serra é hoje um Lacerda sem carisma e sem talento — graças a Deus.

    A cantilena golpista de Lacerda mais uma vez na convenção tucana

    O discurso de Serra na convenção do PSDB é uma mistura de obtusidade, má fé e cinismo.

    Serra se transformou num Lacerda: fala obsessivamente em “riscos à democracia”, como se não fossem atitudes como a sua o maior risco à democracia.

    Por ter carisma, por ser brilhante em sua maldade, e porque as circunstâncias eram outras, Lacerda levou o Brasil à ditadura militar.

    Porque não tem carisma, e nem brilho, e por serem outras as circunstâncias, Serra apenas conduzirá a si próprio ao desprezo amplo, geral e irrestrito de brasileiros de boa fé – petistas ou não.

    Lacerda, porque não conseguiu a presidência nas urnas, quis chegar a ela pelos tanques militares.

    Serra também fracassou nas urnas, mesmo sob apoio maciço da imprensa que o PT “quer calar” – uma afirmação que apenas dificulta, malandramente, uma discussão vital para a sociedade: a regulamentação da mídia.

    Temos uma situação de monopólio de três famílias, lideradas pelos Marinhos, e isso é uma calamidade para a democracia porque elas defendem seus próprios interesses disfarçados de interesses públicos.

    Não fosse a internet, que dá espaço a outras vozes menos comprometidas e menos viciadas, o quadro seria ainda pior.

    Importante notar que Serra vem sendo amplamente beneficiado pela mídia do jeito que é – e mesmo assim não conseguiu se eleger sequer prefeito de São Paulo.

    O que é bom para Serra é ruim para o Brasil, porque ele põe na frente apenas aquilo que favorece a ele, a ele e ainda a ele.

    Serra fala também em ‘aparelhamento’ do Estado, como se ele  próprio não aparelhasse tudo que caiu nas suas mãos.

    Ora, por causa de Serra, a família de Soninha tem excelentes posições em São Paulo, sem concurso público, e ela própria foi brindada com a sinecura do Conselho de Administração da Cetesb – e ele vem falar em ‘aparelhar’?

    Serra sempre usou sua posição pública para alavancar a carreira e os negócios de sua filha Verônica, e vem posar como se fosse Mujica?

    Era presumível que, depois de ser rechaçado fortemente pelos eleitores, Serra se retirasse com dignidade da política.

    Mas não.

    Seu apego doentio ao poder impediu renovação no PSDB, obrigado por causa disso a tratar o veterano Aécio como se fosse uma promessa, um fato novo.

    Seus gestos mesquinhos, sua fala hipócrita, sua megalomania napoleônica desprovida de fatos nos quais se sustentar sem cair no ridículo – lamentavelmente teremos que aguentar isso por mais tempo do que deveríamos e gostaríamos.

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    TAGS » Serra, Serra golpista, Serra Soninha

    Postado em » Política

    O discurso golpista de Serra | Diário do Centro do Mundo

    26/05/2013

    JB por um dos seus

    Filed under: Elio Gaspari,Joaquim Barbosa — Gilmar Crestani @ 9:31 am
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    ELIO GASPARI

    Barbosa e as ‘taras antropológicas’

    O ministro do STF diz o que tudo mundo quer ouvir, mas faz coisas que muita gente não consegue fazer

    No primeiro dia do julgamento do mensalão, vendo-se em minoria numa votação preliminar, o ministro Joaquim Barbosa disse lamentar que "nós brasileiros tenhamos que carregar certas taras antropológicas, como essa do bacharelismo". Seja lá o que for uma "tara antropológica", o bacharelismo nacional é certamente uma praga. Barbosa é hoje uma esperança nacional, pelo simples fato de dizer coisas que estão entaladas na garganta dos brasileiros.

    Na semana passada ele expôs mais uma verdade: "Nós temos partidos de mentirinha". Bingo. Mas onde estava o ministro no dia 7 de dezembro de 2006, quando o Supremo Tribunal Federal derrubou a cláusula de barreira para partidos que não tem votos? De licença.

    Estando de licença, por conhecidos motivos de saúde, Barbosa fez 19 viagens para o Rio, São Paulo, Salvador e Fortaleza, com passagens aéreas pagas pela Viúva. Os ministros do STF ganham R$ 28 mil mensais, mais carro, motorista e bolsa viagem. Seus similares da Corte Suprema americana ganham o equivalente a R$ 35,6 mil, sem mais nada. Passagens? Nem de ônibus. A Viúva paga até mesmo as viagens ao exterior (na primeira classe) das mulheres de ministros. Ricardo Lewandowski é homem de boa fortuna familiar. Gilmar Mendes é casado com uma advogada que trabalha num poderoso escritório de advocacia, onde ganha bem. Nada de ilegal. Tudo de acordo com as leis dos bacharéis que dão até R$ 15 mil mensais a sete garçons do Senado.

    Quando a repórter Luciana Verdolin perguntou a Barbosa, como presidente da Casa, sobre o que ele achava da questão, ouviu: "Eu não quero falar sobre esse assunto. Eu não li a matéria. Essa matéria é do seu conhecimento. Não é do meu".

    A reportagem podia não ser do seu conhecimento, mas a despesa era. O desempenho de Barbosa tratando dos temas que escolhe é um refrigério. Já sua atitude diante de perguntas estranhas à sua agenda é antropologicamente bacharelesca.

    A profetiza da UDN

    Filed under: Carlos Lacerda,Eliane Cantanhêde,Isto é PSDB!,UDN — Gilmar Crestani @ 9:04 am
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    ELIANE CANTANHÊDE se assume udenista e lacerdista. A seguir a chave para traduzir o artigo da inefável golpista do PSDB. Basta trocar  Getúlio Vargas por Dilma Rousseff. "O senhor Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à Presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar." Carlos Lacerda

    De volta para o futuro

    BRASÍLIA – A história rocambolesca do fim do Bolsa Família, a sofreguidão do Planalto em asfixiar a candidatura dissidente de Eduardo Campos, a oposição tirando vantagem da ameaça de CPI da Petrobras.

    Se o jogo sujo já está assim, imagine-se em 2014, com Dilma disputando a reeleição, um dissidente vindo do Nordeste, os votos de Minas se desgarrando para a oposição e Marina como Cristo na Santa Ceia.

    O cenário tem semelhanças perturbadoras com o relato formidável, viciante, de "Getúlio – Dos Anos de Formação à Conquista do Poder", do jornalista e escritor Lira Neto.

    Minucioso, muito bem documentado, o autor nos induz "de volta para o futuro". Afora as guerras, literais degolas, a retórica barroca e a precariedade dos transportes e da comunicação, estão lá os ingredientes políticos de ontem e de hoje.

    O peso do palácio (antes Catete, agora Planalto), a lei do mais forte, dinheiro jorrando, traições, compra de votos, chantagem, cooptação de governadores (ou presidentes estaduais) e mentira, espionagem e contrapropaganda, dos jingles de então à sofisticação da internet.

    Encaixam-se bem aí a boataria, o corre-corre e os saques desesperados do Bolsa Família, com os eleitores à mercê de insinuações. Para Dilma, "desumano". Para Lula, "gente do mal". Para Rui Falcão, "terrorismo eleitoral". O que vale é a versão, danem-se os fatos. E o pior é que há versões e há fatos de todos os lados.

    Em 2006, malas de dinheiro dos "aloprados" sacudiram a reeleição de Lula dias antes do primeiro turno, a versão de que os tucanos privatizariam a Petrobras nocauteou Alckmin no segundo. E o vale-tudo, desta vez, começou muito antes.

    As semelhanças com "Getúlio", ainda bem, terminam por aí. O Brasil não vive mais de um produto só (o café), não há previsão de novo crash na Bolsa de NY e, afinal, estamos mais civilizados. Nenhuma guerra à vista. Só a guerra eleitoral, que já é suficientemente sangrenta.

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