Ficha Corrida

25/07/2014

De pigmeus a PIG teus!

Filed under: Anão,Benjamin Netanyahu,Israel,Mauro Santayana,Yigal Palmor — Gilmar Crestani @ 10:34 pm
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israel obama onu

Santayana trata de cegos e anões

Depois de apoiar o apartheid, Bibi quer uma Soweto em Gaza ? – PHA

A caminho de Soweto

O Conversa Afiada reproduz excelente artigo de Mauro Santayana:

DE CEGOS E DE ANÕES

Se não me engano, creio que foi em uma aldeia da Galícia que escutei, na década de 70, de camponês de baixíssima estatura, a história do cego e do anão que foram lançados, por um rei, dentro de um labirinto escuro e pejado de monstros. Apavorado, o cego, que não podia avançar sem a ajuda do outro, prometia-lhe sorte e fortuna, caso ficasse com ele, e, desesperado, começou a cantar árias para distraí-lo.
O anão, ao ver que o barulho feito pelo cego iria atrair inevitavelmente as criaturas, e que o cego, ao cantar cada vez mais alto, se negava a ouvi-lo, escalou, com ajuda das mãos pequenas e das fortes pernas, uma parede, e, caminhando por cima dos muros, chegou, com a ajuda da luz da Lua, ao limite do labirinto, de onde saltou para  densa floresta, enquanto o cego, ao sentir que ele havia partido, o amaldiçoava em altos brados, sendo, por isso, rapidamente localizado e devorado pelos monstros que espreitavam do escuro.    
Ao final do relato, na taverna galega, meu interlocutor virou-se para mim, tomou um gole de vinho e, depois de limpar a boca com o braço do casaco, pontificou, sorrindo, referindo-se à sua altura: como ve usted, compañero… con el perdón de Dios y de los ciegos, aun prefiro, mil veces, ser enano…
Lembrei-me do episódio — e da história — ao ler sobre a convocação do embaixador brasileiro em Telaviv para consultas, devido ao massacre em Gaza, e da resposta do governo israelense, qualificando o Brasil como irrelevante, do ponto de vista geopolítico, e acusando o nosso país de ser um “anão diplomático”.  
Chamar o Brasil de anão diplomático, no momento em que nosso país acaba de receber a imensa maioria dos chefes de Estado da América Latina, e os líderes de três das maiores potências espaciais e atômicas do planeta, além do presidente do país mais avançado da África, país com o qual Israel cooperava intimamente na época do Apartheid, mostra o grau de cegueira e de ignorância a que chegou Telaviv.

O governo israelense não consegue mais enxergar além do próprio umbigo, que confunde com o microcosmo geopolítico que o cerca, impelido e dirigido pelo papel executado, como obediente cão de caça dos EUA no Oriente Médio.
O que o impede de reconhecer a importância geopolítica brasileira, como fizeram milhões de pessoas, em todo o mundo, nos últimos dias, no contexto da criação do Banco do Brics e do Fundo de reservas do grupo, como primeiras instituições a se colocarem como alternativa ao FMI e ao Banco Mundial, é a mesma cegueira que não lhe permite ver o labirinto de morte e destruição em que se meteu Israel, no Oriente Médio, nas últimas décadas.  
Se quisessem sair do labirinto, os sionistas aprenderiam com o Brasil, país que tem profundos laços com os países árabes e uma das maiores colônias hebraicas do mundo, como se constrói a paz na diversidade, e o valor da busca pacífica da prosperidade na superação dos desafios, e da adversidade.
O Brasil coordena, na América do Sul e na América Latina, numerosas instituições multilaterais. E coopera com os estados vizinhos — com os quais não tem conflitos políticos ou territoriais — em áreas como a infraestrutura, a saúde, o combate à pobreza.
No máximo, em nossa condição de “anões irrelevantes”, o que poderíamos aprender com o governo israelense, no campo da diplomacia, é como nos isolarmos de todos os povos da nossa região e engordar, cegos pela raiva e pelo preconceito, o ódio visceral de nossos vizinhos — destruindo e ocupando suas casas, bombardeando e ferindo seus pais e avós, matando e mutilando as suas mães e esposas, explodindo a cabeça de seus filhos.
Antes de criticar a diplomacia brasileira, o porta-voz da Chancelaria israelense, Yigal Palmor, deveria ler os livros de história para constatar que, se o Brasil fosse um país irrelevante, do ponto de vista diplomático, sua nação não existiria, já que o Brasil não apenas apoiou e coordenou como também presidiu, nas Nações Unidas, com Osvaldo Aranha, a criação do Estado de Israel.  
Talvez, assim, ele também descobrisse por quais razões o país que disse ser irrelevante foi o único da América Latina a enviar milhares de soldados à Europa para combater os genocidas   nazistas; comanda órgãos como a OMC e a FAO; bloqueou, com os BRICS, a intervenção da Europa e dos Estados Unidos na Síria, defendida por Israel, condenou, com eles, a destruição do Iraque e da Líbia; obteve o primeiro compromisso sério do Irã, na questão nuclear; abre, todos os anos, com o discurso de seu máximo representante, a Assembleia Geral da Nações Unidas; e porque — como lembrou o ministro Luiz Alberto Figueiredo, em sua réplica — somos uma das únicas 11 nações do mundo que possuem relações diplomáticas, sem exceção – e sem problemas – com todos os membros da ONU.

Santayana trata de cegos e anões | Conversa Afiada

27/06/2013

Para Cantanhêde, só existe se estiver na mídia(dela)

Filed under: Eliane Cantanhêde,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:34 am
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1044656_597957766902798_902699913_nELIANE CANTANHÊDE, porta-voz do PSDB na Folha d São Paulo, não vê nada que não esteja na mídia. O mundo é uma  porção de interesses visto a partir do aquário das redações. O que não sai na mídia não existiu, como já analisou certa feita Pedrinho Guareschi a respeito do RS. Sobre certos assuntos, não se fala. Se tiver que se falar, falam contra. Outros, nem precisam existir. Dão um jeito de fazer acontecer, na melhor linha Goebbels.

Quando ela cobra de Lula mais declarações à mídia me vem a lembrança uma passagem de Plutarco a respeito da vida de um dos sete sábios da antiguidade, Sólon, cobrado por às vezes ficar em silêncio na Ágora: “- quem sabe o que dizer também sabe quando dizer”.

Cadê o Lula?

BRASÍLIA – Acossados pela pressão popular, Executivo, Legislativo e Judiciário sacodem e despertam num estalar de dedos, ou em votações simbólicas, uma lista quilométrica de reivindicações adormecidas. Além do tomate, há um outro grande ausente: o ex-presidente Lula.

O Brasil está de pernas para o ar e os Poderes estão atônitos diante da maior manifestação em décadas, mas o personagem mais popular do país, famoso no mundo inteiro, praticamente não disse nada até ontem.

Confirma assim uma sábia ironia do senador e ex-petista Cristovam Buarque: "Tudo o que é bom foi Lula quem fez; o que dá errado a culpa é dos outros". Hoje, a "outra" é Dilma Rousseff, herdeira do que houve de bom e de ruim na era Lula.

Na estreia de Haddad, Lula roubou a cena e a foto, refestelado no centro da mesa, dando ordens e assumindo a vitória como sua. Nos melhores momentos de Dilma, lá está Lula exibindo a própria genialidade até na escolha da sucessora. E agora?

Haddad foi obrigado a engolir o recuo das passagens, Dilma se atrapalha, errática, sem rumo. Nessas horas, cadê o padrinho? O que ele tem a dizer ao mais de 1 milhão de pessoas que estão nas ruas e, especialmente, aos 80% que o veneram no país?

Goste-se ou não de FHC, concorde-se ou não com o que diz, ele se expõe, analisa, dá sua cota de responsabilidade para o debate. Dá a cara a tapa, digamos assim. Já Lula, como no mensalão, não sabe, não viu.

Desde o estouro das primeiras pipocas, afundou-se no sofá e dali não saiu mais, nem para ouvir a voz rouca das ruas. Recolheu-se, preservou-se, deixou o pau quebrar sem se envolver. As festas pelo aniversário do PT e pelos dez anos do partido no poder? Não se fala mais nisso.

Como marido e mulher, companheiros e partidários prometem lealdade "na alegria e na tristeza". Mas isso soa meio antiquado e Lula é pós-moderno. Deve estar se preparando para quando o Carnaval chegar.

elianec@uol.com.br

03/08/2011

A Goebbels o que é de Goebbels

Filed under: Direita — Gilmar Crestani @ 9:25 am
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La frasecita de Goebbels y la fábrica de mentiras

“La banalización del apelativo ‘nazi’ no es un privilegio de la incultura argentina”, señala el autor, que parte de las expresiones de tres conocidos periodistas –“Es Goebbels puro, repetir, repetir una mentira hasta que se torna verdad”– para contar el origen de la frase y tomarla como ejemplo de “una patología de la circulación de discursos”.

Por Iván Almeida *

Semanas atrás, tres periodistas argentinos de considerable trayectoria respondieron con términos de inusual gravedad a las repetidas acusaciones de un conocido panel de la TV pública. Uno se sirvió de expresiones como “basuras nazis” y “foro nazi-fascista”. Otro calificó el programa de “goebbeliano y perverso”. El tercero fue más explícito: “Es Goebbels puro. Repetir, repetir una mentira hasta que se torna verdad. Es el Manual Uno de Goebbels Uno”. Nombrar a los protagonistas o decidir si las acusaciones del panel eran o no falsas sale del propósito de esta nota, que intenta abordar el caso como una patología de la circulación de discursos.

La banalización del apelativo “nazi” no es un privilegio de la incultura argentina, ni tampoco de la derecha política. En EE.UU., los mismos términos fueron recientemente empleados tanto por demócratas (Steve Cohen) como republicanos (Sarah Palin), con el agravante de recurrir no sólo a Goebbels, sino también al Holocausto y hasta al “libelo de sangre”.

Las referencias a Goebbels apuntan siempre hacia una frasecita con múltiples variantes. La más vulgarizada tendría la forma de una consigna que se le atribuye: “Mientan, mientan (o calumnien, calumnien) que algo quedará”. En la fórmula “repetir una mentira” el acento no está puesto en “mentira” sino en “repetir”. Uno puede mentir sobre su adversario sin merecer el apelativo de “nazi”. En cambio, todo aquel que repite una supuesta mentira cae automáticamente en el nazismo. A esa conclusión se llega a través de un encadenamiento de, al menos, tres presuposiciones infundadas: 1) que Goebbels dijo la frase que se le atribuye; 2) que toda palabra de Goebbels, por anodina que sea, pertenece al nacionalsocialismo, 3) que todo aquel que, adrede o no, cumple algo que dijo Goebbels, es nazi y justifica el Holocausto. La falacia de las premisas b y c salta a la vista. Queda por demostrar la falsedad de la primera.

Negar la autenticidad de la frase no significa justificar a Goebbels, que, como ministro de la propaganda nazi, fue sin duda un mentiroso a repetición. Pero eso no constituye una característica específicamente nazi ni una prueba de que sea él el autor de la mencionada consigna. Así, George Orwell escribía, refiriéndose a la política del imperio británico: “El lenguaje político –y esto es verdadero, con variaciones, para todos los partidos políticos, desde los conservadores hasta los anarquistas– tiene como objetivo hacer que las mentiras suenen verdaderas…” (“Politics and the English Language”).

Una minuciosa compulsa de los documentos pertinentes muestra que: a) nunca la referencia a Goebbels va justificada bibliográficamente; b) si se excluyen los 29 tomos de los diarios, descubiertos cuando ya la frase circulaba por el mundo, en ninguno de sus escritos canónicos Goebbels aparece haciendo suya esa frase; c) no hay rastros de tal frase en los principales estudios y biografías sobre Goebbels.

Pero sigue siendo imposible “demostrar” en forma definitiva la no-existencia de un hecho histórico. Por eso, los párrafos que siguen abordarán otros argumentos, lógicos o empíricos, que sirven para descartar la plausibilidad misma de que Goebbels haya sido el autor de esa frase fuera de sus textos canónicos. Estos argumento son: 1) el contenido de la frase es contradictorio con el hecho de su enunciación; 2) Goebbels dijo lo contrario de lo que se le atribuye; 3) la frase fue acuñada muchos siglos antes de Goebbels, lo cual vuelve arbitrario el exclusivo recurso a su nombre; 4) Goebbels atribuye esa consigna a sus adversarios; 5) es posible rastrear el origen de la atribución apócrifa.

1 Si Goebbels hubiera dado la consigna que se le atribuye, habría caído en lo que los lógicos llaman la “paradoja del mentiroso”, que se resume en la frase “lo que estoy diciendo es falso”. Un ministro de propaganda que diera públicas instrucciones de mentir estaría saboteando el contenido mismo de la consigna. Si se acepta que la propaganda consiste en decir mentiras que parezcan verdades, la orden de mentir funciona sólo si nunca es enunciada, de otra forma la mentira aparece como mentira y se anula la consigna.

2 Lo plausible es que un mentiroso profesional necesite, al contrario, apoyarse en una clara reivindicación de la verdad. Así lo hizo Goebbels en el Congreso de Nuremberg de 1934: “La buena propaganda no necesita mentir, en realidad no puede mentir. No tiene razón para temer a la verdad. (…) Una propaganda que miente prueba que su causa es mala y a largo plazo no puede triunfar”.

3 La expresión “Calumniad, calumniad, que algo quedará”, circulaba todavía en los años ’50, atribuida alternativamente a Voltaire y a Beaumarchais. El imperativo verbal no era interpretado entonces como un dictamen, sino como la cristalización de una sabiduría refranera. Sin embargo, ambas atribuciones son apócrifas. Los primeros rastros de la frase remontan de hecho al siglo I d.C. En el capítulo 4º del libro I de sus Obras Morales, Plutarco la atribuye a Medion de Larisa, un ambiguo personaje que cinco siglos antes había sido consejero de Alejandro Magno: “Ordenaba a sus secuaces que sembraran confiadamente la calumnia, que mordieran con ella, diciéndoles que cuando la gente hubiera curado su llaga, siempre quedaría la cicatriz”. La frase reaparece en el siglo XVII, ya decantada como un conocido proverbio. Así lo atestigua Roger Bacon en su obra latina De la dignidad y el desarrollo de la ciencia. Hablando de la “jactancia”, dice que se le puede aplicar “lo que se suele decir” de la calumnia: “Como suele decirse de la calumnia: calumnien con audacia, siempre algo queda” (VIII: 2). Un siglo más tarde, Rousseau pone en boca de un “famoso delator” la consigna siguiente: “Por más grosera que sea una mentira, señores, no teman, no dejen de calumniar. Aun después de que el acusado la haya desmentido, ya se habrá hecho la llaga, y aunque sanase, siempre quedará la cicatriz” (Epístolas I:1). Finalmente, en el siglo XIX, Casimir Delavigne, en Les enfants d’Edouard, reformula como una simple constatación la frase que había atravesado toda nuestra era: “Mientras más increíble es una calumnia, más memoria tienen los tontos para recordarla” (acto I, v. 299-300).

4 Queda claro que Goebbels no fue el inventor de la frase. Al contrario, la recibe de la tradición y se sirve de ella para describir la “estúpida” maniobra del enemigo. En su artículo “De la fábrica de mentiras de Churchill” (12/1/1941) escribe: “… una vez proferida una mentira, (Churchill) sigue repitiéndola sin que nada ni nadie se lo pueda impedir, hasta que al final acaba él mismo creyéndola”. Y más adelante: “El esencial secreto del liderazgo inglés no debe buscarse tanto en una inteligencia particularmente afilada sino, mucho más, en una estúpida y bochornosa tozudez. Los ingleses se rigen por el siguiente principio: ‘cuando mientes, miente en grande y sobre todo persevera en la mentira’. Y así siguen mintiendo, aun a riesgo de volverse ridículos”. Conceptos similares había vertido Hitler, trece años antes, en los capítulos 6 y 10 de Mein Kampf.

5 La arbitrariedad, la ignorancia histórica y la insensatez lógica con la que se tiende hoy a recurrir al nazismo como modo de injuria evocan, por su irracional expansión, la imagen de una epidemia, de la que conviene rastrear los primeros brotes. En 1968, los Archivos Nacionales de Washington desclasifican un informe confidencial que el Office of Strategic Services había solicitado en 1943 al psicoanalista de Harvard Walter Ch. Langer. En la página 51 de su informe, Langer propone un resumen personal (no una cita) de los principios de la propaganda nazi: “Sus reglas principales eran: (…) concéntrense en un enemigo por vez y acúsenlo de cada cosa que anda mal: la gente va a creer más rápido una gran mentira que una pequeña; y si la repiten con suficiente frecuencia, tarde o temprano la gente la va a creer”. Esta última supuesta consigna retoma casi literalmente los conceptos esgrimidos por Goebbels para describir la propaganda enemiga. Sin duda los lectores del informe asumieron el resumen de Langer como un epítome feliz de lo que debía saberse sobre la propaganda nazi. De allí a la atribución literal de esas palabras a Goebbels el puente no es difícil de imaginar. Luego vino la desclasificación del documento y el consecuente reguero de deformaciones y rumores. Todo eso fue infinitamente amplificado con la llegada de Internet. El término inglés con el que se señala, en la jerga de la comunicación electrónica, la cadena de engaños, es hoax. Es lo que Goebbels llamaría “la fábrica de mentiras”. El hoax funciona precisamente gracias al doble principio que enuncia el informe de Langer: a) la gente cree más rápido una gran mentira que una pequeña, b) una mentira repetida insistentemente acaba siendo creída.

Es admirable la irónica performatividad con la que se ha difundido la apócrifa frasecita, que hace que quienes la repiten la están cumpliendo, y siguen repitiendo hasta el cansancio una mentira en la que ellos mismos, ingenuamente, acabaron creyendo.

* Doctor en Filosofía. Profesor jubilado de la Universidad de Aarhus, Dinamarca.

Página/12 :: El país :: La frasecita de Goebbels y la fábrica de mentiras

31/10/2010

Seguindo a lógica da Veja

Filed under: PIG — Gilmar Crestani @ 11:00 am
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A revista que não passa de um panfleto subsidiado pela CIA, na edição deste final de semana compara imagens de Lula com Fidel. Coisa de pré-escola. Corta e cola.

Pensa pode aplicar em Lula o que é aplicável à ela. Mudaram os tempos mas Veja continuou sendo ela mesma.

Uma revista feita por idiotas para retardados. Entre uma máquina fotográfica e um rifle, a escolha da Veja é evidente. De bandidos!

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collor serra

 

No Blog do Nassif apareceu uma imagem muito parecida com a do Civita. Será mera coincidência que seja a do Goebbels?

Separados ao nascer, a cadeira vazia ao lado de Goebbels caberia um Civita…

RCivita Goebbels

19/06/2010

Quem são os herdeiros ideológicos brasileiros de Goebbels?

Filed under: Isto é PSDB!,PIG — Gilmar Crestani @ 9:11 pm
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Na minha modesta opinião, Elio Gaspari busca imitar Mario Puzo. Tenta, em terras tupiniquins, a edulcoração do crime, como o fez Puzo no que diz respeito à máfia. Gaspari, como serviçal dos ditadores brasileiros, romanceou sua visão do período ditatorial, do qual participou ativamente. Com isso, granjeou espaço na velha mídia. Segue texto esclarecedor do modus operandi dos velhos serviçais da ditadura. Uma testemunha ocular, se não fosse estrábica ideologicamente, não pintaria em pastel o sangue derramados pelos que combateram os golpistas e torturadores.

Dulce Maia: do erro de Elio Gaspari à farsa contra Dilma Rousseff

Houve um tempo em que mentira tinha pernas curtas. Agora, a internet faz exercícios diários de alongamento da mendacidade. Nos últimos meses, uma torrencial campanha caluniosa circula pela rede mundial de computadores tomando por base artigo do jornalista Elio Gaspari, publicado originalmente nos jornais Folha de S.Paulo e O Globo em suas edições de 12 de março de 2008.

Por Dulce Maia, no Vermelho

Quem tiver curiosidade de buscar na internet o número de vezes em que aparecem variantes da infame sentença “Agora a surpresa: adivinhem quem é Dulce Maia? Sim, ela mesma: Dilminha paz e amor! Esse é só mais um codinome da terrorista Estela/Dilma” – colada ao final do artigo de Gaspari – verá que estão hospedadas em mais de 500 páginas da rede (marca muito próxima à moda nazista de cunhar a verdade repetindo-se mil vezes uma mentira para torná-la veraz).

Ao contrário do que afirmam, Dulce Maia existe e resiste. Quem é Dulce Maia? Sou eu. Antes de mais nada, quero deixar claro que não me arrependo de nenhuma das opções políticas que fiz na vida, inclusive de ter participado da luta armada e da resistência à ditadura militar implantada em 1964. Eu me orgulho de ter sido companheira de luta de brasileiros dignos como Carlos Lamarca, Onofre Pinto, Diógenes de Oliveira e Aloysio Nunes Ferreira.

Sinal de descaso

Não pretendo polemizar com meus detratores, que ousaram decretar minha morte civil. Estes irão responder em juízo por seus atos. Não admito que queiram impor novos sofrimentos a quem já foi presa, torturada e banida do Brasil durante a ditadura. Lutarei com todas as minhas forças para garantir respeito à minha honra e à minha dignidade.

Gostaria apenas de fazer algumas reflexões sobre essa insidiosa campanha, alicerçada nos erros cometidos pelo jornalista Elio Gaspari ao tratar da ação contra o consulado norte-americano de São Paulo, em 1968. O articulista teve 40 anos para apurar a história. Falsamente me colocou como participante do episódio, sem nunca ter me procurado para checar a veracidade das informações de que dispunha. Tomou pelo valor de face peças do inquérito policial relativo ao atentado, como declaração extraída sob tortura do arquiteto e artista plástico Sérgio Ferro.

Se o articulista tivesse compulsado os arquivos do próprio jornal Folha de S.Paulo, facilmente encontraria entrevista de Sérgio Ferro (de quem também me orgulho de ser amiga há quase meio século). Conforme se lê no texto do repórter Mario Cesar Carvalho, publicado a 18 de maio de 1992, “Ferro assumiu pela primeira vez, em entrevista à Folha que ele, o arquiteto Rodrigo Lefrèvre (1938-1984) e uma terceira pessoa que ele prefere não identificar colocaram a bomba que explodiu à 1h15 do dia 19 de março de 1968 no consulado de São Paulo. Um estudante ficou ferido”.

A matéria de 1992 trazia ilustração com um imenso dedo indicador em riste (o famoso “dedo-duro” apontado sobre a cabeça de um homem e acompanhado do texto “terror e cultura”).

Gaspari tinha o dever ético de me procurar para verificar se seria eu essa terceira pessoa. Além de não fazê-lo, publicou que o atentado fora cometido por cinco pessoas (entre as quais fui falsamente incluída). O mesmo cuidado deveriam ter tido os responsáveis pela matéria da Folha de S.Paulo de 14 de março de 2008, que repercutiu o artigo de Gaspari reafirmando as falsas acusações.

A esses erros elementares de apuração, deve se somar a relutância da Folha de S.Paulo em restabelecer a verdade. Em nenhum momento, o ombudsman do jornal veio a público para tratar do assunto. O pedido de desculpas de Gaspari foi mera formalidade, sem delicadeza alguma. Sinal mais evidente do descaso do jornal foi a demora na publicação de carta de Sérgio Ferro, onde refutava categoricamente que eu tivesse participado daquela ação armada. A carta só foi publicada dois dias depois de ser divulgada no blog do jornalista Luis Nassif.

Luz do sol

Processado, o jornal foi condenado em primeira instância à reparação por danos morais [ver sentença abaixo]. Imaginava que a ação judicial fosse um freio eficaz às aleivosias, particularmente depois da exemplar observação do juiz de Direito Fausto José Martins Seabra de que o jornal “não só extrapolou o direito de crítica, como olvidou o compromisso legal e ético com a verdade”.

No entanto, o artigo de Gaspari voltou a circular com o espantoso adendo de que Dulce Maia não existe e que este seria apenas um codinome de Dilma Rousseff. A utilização do artigo em plena campanha eleitoral mostra que setores da sociedade não têm qualquer apreço pela verdade como arma política. São pessoas que, muito provavelmente, apoiaram o golpe militar de 1964 e não apreciam o debate franco e aberto de ideias.

Chama atenção, também, o silêncio de Elio Gaspari sobre o uso indevido de seu texto. Nunca li qualquer manifestação do articulista refutando o uso de seu nome em páginas que emporcalham a internet com mentiras sobre minha pessoa.

O desrespeito é de duplo grau. Primeiro, pela reiterada circulação de informações falsas sobre o atentado ao consulado norte-americano (prática já condenada pela Justiça na sentença de primeira instância do juiz Martins Seabra). Em segundo lugar, e não menos importante, com a tentativa de me despersonalizar, como se Dulce Maia fosse apenas um codinome.

Depois dos desaparecimentos forçados praticados pela ditadura, que impôs a aniquilação física de adversários políticos, sequazes do regime militar querem impor a aniquilação moral em plena democracia. E o fazem da forma mais vil, espalhando mentiras pela internet.

Como estratégia política, não é novidade. Documentos do governo norte-americano revelam que a CIA apoiava o uso de boatos para desestabilizar o governo democrático de Salvador Allende. Vivi em Santiago e presenciei a onda de boatos que não atingiu seus objetivos eleitorais (Allende foi deposto pelo sangrento golpe militar de setembro de 1973).

Trazer à luz do sol aqueles que usam a mentira como ferramenta política é uma tarefa urgente. Farei a minha parte, acionando judicialmente todos aqueles que atacam minha honra ao tentar tirar proveito político de grotescas caricaturas para atingir a imagem de seus adversários.

A sentença de primeira instância

583.00.2008.245007-8/000000-000 – nº ordem 146/2009 – Indenização (Ordinária) – DULCE MAIA X EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A – Autos nº 583.00.2008.245007-8 21ª Vara Cível Central da Capital DULCE MAIA move AÇÃO INDENIZATÓRIA contra EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S.A. Em 12 de março de 2008 o jornal Folha de São Paulo, editado pela ré, publicou artigo de Elio Gaspari sobre as indenizações pagas às vítimas do regime instaurado em 31 de março de 1964. No decorrer do texto, mencionou de modo inverídico que a autora participara de atentado a bomba no consulado norte-americano nesta Capital. Dois dias depois, outro artigo foi escrito pelo mesmo jornalista com a mesma notícia falsa, a qual lhe causou danos morais. Entende que a ré abusou de seu direito de informar, atingindo a honra e a imagem da requerente ao lhe atribuir a prática de um crime. Requer, portanto, o ressarcimento dos danos morais sofridos. A ré apresentou contestação a fls. 327/343. Negou ter cometido ato ilícito, pois exercera o direito de informar e criticar, assegurado constitucionalmente. Refutou a ocorrência de danos morais, pois a informação inexata foi corrigida e teceu considerações sobre eventual fixação da indenização. Réplica a fls. 351/359. É o relatório. Fundamento e decido. O feito comporta julgamento no estado (art. 330, I, do Código de Processo Civil), registrando-se que as provas pleiteadas pelos litigantes são absolutamente desnecessárias ao deslinde dos pontos controvertidos. Incontroverso nos autos que a autora pertenceu à Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), grupo que tinha o objetivo de derrubar o regime instaurado em 31 de março de 1964 e implantar no Brasil, por meio da luta armada, uma democracia operária nos moldes marxistas e leninistas. É notório, ainda, que a ele e a outros grupos denominados terroristas foram atribuídas ações violentas consistentes em roubos a bancos, seqüestros de autoridades e explosões em imóveis públicos e privados. A autora negou ter participado do atentado de 19 de março de 1968 ao consulado norte-americano nesta Capital e a ré reconheceu na contestação, em consonância com o pedido de desculpas de seu articulista Elio Gaspari, publicado posteriormente, que de fato essa informação não era verdadeira. O equívoco aconteceu e foi expressamente admitido por quem o cometeu, de modo que inexiste pertinência em apurar neste feito como a informação errada foi obtida. O que importa é saber se a ré apenas exerceu o seu direito de crítica e se a correção do erro tem o condão de elidir a responsabilidade civil pelos danos morais causados à autora, que são evidentes e dispensam prova, pois ocorreram in re ipsa. Ter o nome associado à prática de um crime do qual não participou é suficiente para sofrer sensações negativas de reprovação social, angústia, aflição e tantas outras que consubstanciam danos morais relevantes sob o aspecto jurídico e, portanto, indenizáveis. A ré sustenta que exerceu o direito de crítica assegurado pelo art. 27, VIII, da Lei de Imprensa. De fato, assim agiu ao tecer considerações e até mesmo juízos de valor sobre a discrepância entre as diversas indenizações pagas às vítimas do regime militar. Sucede, contudo, que a partir do momento em que afirmou a participação da autora no episódio relatado nos autos, não só extrapolou o direito de crítica, como olvidou o compromisso legal e ético com a verdade. Pouco importa que a autora tenha de fato pertencido a grupo ao qual foram atribuídas ações violentas nas décadas de 60 e 70. A notícia de que participou do atentado ao consulado norte-americano não era verdadeira e, assim, não pode prevalecer diante do direito à honra. Lembra Antonio Jeová Santos que “existe um consenso de que a imprensa assume o compromisso de informar não só o fato veridicamente, como também de explicá-lo em seu contexto, em sua verdadeira significação – a verdade acerca do fato – como recomendava a Comissão sobre a Liberdade de Imprensa dos EUA” (Dano moral indenizável. 2ª ed. São Paulo: Lejus, 1999, p. 325). A ré ainda argumenta que corrigiu o erro e, assim, não tem o dever de indenizar os danos morais sofridos pela autora. Sem a necessidade de digressões acerca da forma e do lapso temporal consumido até que a retificação da informação inexata fosse veiculada, o fato é que a correção da notícia, ainda que se desse no modo, no tempo e no lugar adequados e com o mesmo destaque da informação falsa, não afastaria o ressarcimento almejado. Impossível supor que todos os leitores da notícia inexata tenham também lido as erratas e os pedidos de desculpas do articulista. Além disso, “a publicação equivocada, por si só, dá margem à indenização. Eventual retificação a posteriori não faz desaparecer o ato ilícito praticado” (Enéas Costa Garcia. Responsabilidade civil dos meios de comunicação. São Paulo: Juarez de Oliveira, 2002, p. 294). Resta, pois, fixar o valor da indenização. No arbitramento da indenização oriunda dos danos morais leva-se em consideração a natureza, a extensão e a repercussão da lesão, bem como a capacidade econômica dos envolvidos, de modo a compensar os prejuízos experimentados pela vítima sem que haja locupletamento e, de modo concomitante, punir o ofensor de modo adequado a fim de não transgrida novamente. No caso em foco não se pode esquecer que a notícia inexata foi produzida por jornalista bastante respeitado por substancial obra em quatro volumes sobre a história recente do país, o que lhe impunha maior responsabilidade na divulgação de informações sobre aquele período. Por outro lado, a ré não adotou a postura arrogante de ignorar ou de tentar mascarar o seu erro, de modo que o valor indenizatório mínimo proposto com a petição inicial se mostra razoável e compatível com as peculiaridades vistas nestes autos e com os parâmetros acima apontados. Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE a demanda para condenar a ré ao pagamento de R$ 18.000,00 à autora, com correção monetária desde esta data e juros de mora de 1% ao mês contados de maio de 2008, bem como a publicar no mesmo jornal em que a notícia inexata foi divulgada, o inteiro teor desta sentença. Pagará ainda a vencida as custas processuais e os honorários advocatícios da parte contrária, fixados em 10% sobre o valor da condenação. P.R.I. São Paulo, 17 de abril de 2009. Fausto José Martins Seabra Juiz de Direito FLS. 370: Custas atualizadas de preparo para eventual recurso no valor de R$ 364,16. ORD – RP – ADV MAURO ROSNER OAB/SP 107633 – ADV LUIS CARLOS MORO OAB/ SP 109315 – ADV TAIS BORJA GASPARIAN OAB/SP 74182 – ADV MONICA FILGUEIRAS DA SILVA GALVAO OAB/SP 165378

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