Ficha Corrida

06/02/2011

O jornalicídio da Folha

Filed under: Isto é PSDB!,PIG — Gilmar Crestani @ 6:22 am
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Ninguém que tenha um mínimo de informação desconhece as relações umbilicais entre a Folha e o PDSB. Vem de tempos. E continuou aberta e escancarada nas últimas eleições. Então, a Folha pode ser tudo (e é) mas jamais será petista. Então, a crítica que fazem agora aos programas e personagens do PSDB, vem atrasada. Muito atrasada, mas foi retardada conscientemente. Nós, que não dispomos de espaço em jornais, já sabíamos. Aqui no RS, as relações da Yeda Crusius com a RBS alertou a quem tem um mínimo de bom senso, que não poderia ser coisa boa. Deu no que deu. Um governo desastrado e eivado de corrupção. Aliás, como diz o ditado, quem sai aos seus não degenera… A fruta (podre) nunca cai longe do pé…

Concluindo, que Fernando Rodrigues nos desculpe, mas ele chegou atrasado. Só mal informados ou mal intencionados não sabiam disso.

O programocídio do PSDB

FERNANDO RODRIGUES – FOLHA SP

BRASÍLIA – O programa do PSDB na TV na quinta-feira não foi ruim. Foi péssimo. Sobretudo se a métrica usada for quantificar o número de novos militantes que a legenda obteve depois de aparecer dez minutos no horário nobre.
O comercial teve o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nos cinco minutos iniciais. Explicou para uma plateia colocada dentro de um estúdio que o PSDB foi criado para “renovar nossa política”. Em seguida, apareceu Siqueira Campos, governador tucano do Tocantins, que pode ser tudo, menos renovação naquele Estado.
Contradições são inerentes ao processo político. Eis aí Lula e Dilma Rousseff de braços dados com José Sarney e Fernando Collor. Mas no caso do PSDB o partido se presta a expô-las ao máximo, quase num processo de autoflagelação.
O programa está disponível para quem não assistiu no site da legenda (psdb.org.br). Vale o ingresso. O maior partido de oposição do país dá uma aula de falta de rumo e desconexões de discurso.
O presidente nacional tucano, Sérgio Guerra, promete que os congressistas da sigla “denunciarão o desperdício do dinheiro público”. Em seguida, aparece o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, o mesmo que requereu uma aposentadoria por ter sido governador do Paraná no passado remoto.
A propaganda tucana segue o modelo ortodoxo de mostrar e dar voz aos políticos da sigla -essa é uma praxe entre todas as agremiações. Tudo num horário no qual os brasileiros chegam em casa e estão acostumados a assistir a uma novela ou a um telejornal. É intragável.
O PSDB hoje se esvai numa luta interna entre serristas e aecistas, observados por alckmistas. Todos se arriscam a cometer o mesmo partidocídio já adotado pelo Democratas. Ao final do programa de quinta-feira, alguém fala: “As coisas só mudam de verdade quando a gente muda”. Esse é um bom conselho para o próprio PSDB.

fernando.rodrigues@grupofolha.com.br

23/12/2010

A máfia do osso

Filed under: Cosa Nostra,PIG — Gilmar Crestani @ 9:25 am
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PIGUm celetista da Folha de São Paulo pensa ter encontrado (+) uma forma de atacar Lula. Fernando Rodrigues escreveu no jornal do seu Frias: “Nunca é demais lembrar que (Lula) foi o mandatário que mais bem (sic) utilizou a comunicação de massas. (…) Quando assumiu, em 2003, havia 499 veículos recebendo dinheiro para veicular propagandas do governo. Em 2008, já eram 5.297 jornais, revistas, portais de internet, rádios e TVs desfrutando desse auxílio luxuoso”. A informação é incompleta. Um copo meio vazio. E sabe-se que meia verdade pode constituir-se numa mentira inteira.

O que está em jogo é a briga de cachorro pelo osso governamental. São exatamente aquelas pessoas que defendem a iniciativa privada mas que são sustentadas pela publicidade obrigatória e da cooptação pela  distribuição de publicidade oficial. E a briga pela reserva de mercado lembra as disputas mafiosas

Os 449 veículos que recebiam de forma exclusiva a propaganda do governo anterior pertenciam a quantas famílias?  No RS, 80% dos veículos pertencem a famiglia Sirotsky. E em Santa Catarina? Quantos veículos tem a Globo? E Record? E a Band? Então porque não simplificar: 05 (cinco) famiglias recebiam toda a publicidade do governo prof. Cardoso. Eram cinco (Frias, Mesquita, Marinho, Sirotsky, Civita). E Lula simplesmente estendeu a “bolsa família”,´ponde leite na mamadeira de outras crianças…

Quem não chora, não mama.

Eles, os beneficiários de sempre, têm razão em reclamar. Lembro de que esta tentativa de “espraiar” a distribuição de verbas da publicidade governamental começou com Olívio Dutra. A justificativa é tão singela tanto quanto sua verdade. Se uma estrada está sendo construída em Cacimbinhas, porque o edital tem de ser publicado na Zero Hora? O jornal semanal de Cacimbinhas não atende melhor a  seu público? A criação do Campus da UERGS nas Missões precisa ser divulgado somente através da  RBS? Por que as rádios e jornais das Missões não seriam também veículos apropriados para fazerem a divulgação. O modelo concentrador, que Fernando Rodrigues defende, tirou da miséria e transformou em donos do Brasil, durante a ditadura, não mais que cinco famiglias, hoje reunidas entrono da facção Instituto Millenium.

Quem melhor que o saite Praia de Xangri-Lá para falar da praia de Xangrilá? Ou O Informativo, para falar de Lajeado? E tem uma outra razão que a razão dos monopolistas desconhece. O dinheiro que é distribuído para os pequenos veículos do interior, será reinvestido no local onde habitam seus proprietários. É a comunidade que sai no lucro. É a isso que me refiro…

Eu fui assinante de revistas e jornais (Istoé Senhor, Visão, Veja, Folha de São Paulo, Zero Hora) mas me considerava não só desinformado mas ofendido pelas meias verdades que publicavam. Recebia informações com um único viés, a dos donos. Hoje não assino porra nenhuma e me considero melhor informado sobre o que está acontecendo. Aliás, hoje, os veículos que assinei no passado, só têm uma serventia; indicarem o caminho que devo evitar. Esse jornalismo ranheta que sobe encima das tamancas para pregar moral de cueca está com os dias contados. Ainda sobrevive porque uma ex-funcionária concedeu ao ex(?)-patrão as senhas do Sistema Guardião. Essa promiscuidade está com os dias contados. Agora imagine se a senha também fosse dada aos jornais do interior, às blogs?! Será que O Informativo, de Lajeado, não teria denunciado o uso do Sistema Guardião pelo conterrâneo Ricardo Lied, que perseguia Fernando Schimitt, político do Vale do Taquari?!

A única informação relevante trazida pelo funcionário da Folha é de que existe pelo menos 5.297 veículos espalhados pelo Brasil que merecem crédito. A democracia também se dá pela pluralidade de veículos. Ao bater contra a pluralidade, a Folha demonstra porque investe como pittbull contra um simples site, que tripudiava encima das diabruras da folha, o Falha de São Paulo.

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