Ficha Corrida

15/03/2014

Não há obra honesta obtida com arma na mão

Filed under: Golpe Militar,Gorilas — Gilmar Crestani @ 12:55 pm
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A única vitória do Exército Brasileiro foi contra o Paraguai, simplesmente porque os exércitos da Argentina e Inglaterra primeiro mataram os paraguaios… E a melhor obra que retrata a campanha do Paraguai é Avante, soldados: para trás, do Dionísio da Silva.

Que vantagem há em ser militar, tomar o poder pela arma, prender aqueles que discordam, amarra-los, aproveitar que estão presos e torturá-los, estuprá-los  para depois matá-los?!

E se dissolvêssemos o Exército?

Postado em 14 Mar 2014

por : Paulo Nogueira

Para que eles servem?

A petulância assombrosa do general Paulo Chagas me perturba.

Quem ele pensa que é para insinuar que o Brasil precisa dos militares no poder? Não bastou a tragédia política, econômica e social que os generais no poder impuseram ao país por mais de duas décadas?

Os militares favelizaram o Brasil ao servirem de babás para os ricos e de carrascos para os pobres.

Foi monstruosa a concentração de renda sob eles, e quando eles bateram em retirada a situação já era completamente insustentável para a ditadura.

Ou saíam pelas próprias pernas ou seriam enxotados, para simplificar.

Ao ler as provocações de Chagas a propósito dos 50 anos do golpe, me veio à cabeça um texto do escritor e jornalista Antônio Callado publicado em novembro de 1964 no finado Correio da Manhã, então um grande jornal.

Callado (1917-1997) enxergou o óbvio: o melhor para o Brasil seria, simplesmente, dissolver o Exército.

Não somos bélicos. Não temos pretensões imperialistas. Para que o custo de manter um Exército?

Quando Callado escreveu, a questão era ainda mais atual. Fazia muito tempo que o Exército se intrometia na vida política, e o golpe de 1964 ainda não completara um ano.

“Devemos procurar na América Latina os meios de nos livrarmos do Exército”, escreveu ele.

Havia dois modelos, segundo Callado. Um era Cuba. Ele cita um autor cubano que conta que foi liquidado em Cuba “o velho Exército mercenário, estruturado e recrutado na base da submissão ao imperialismo, do serviço dos exploradores e da exploração do povo”.

Seus integrantes foram “licenciados ou reformados e pensionados, de acordo com a idade”.

Que tal?

O segundo exemplo oferecido por Callado era a Costa Rica, uma das democracias mais vigorosas do continente.

Em 1948, a Costa Rica dissolveu o “caro Exército” e instalou como única força armada uma polícia de 1600 homens. Callado notava o alto gasto da Costa Rica com educação, em vez de armas.

“Nosso Exército só serve para complicar as coisas”, escreveu ele.

Callado terminou o artigo com uma história reveladora. O “truculento” general Góis Monteiro tivera uma explosão de cólera ao saber que o Brasil, na segunda guerra, decidira ceder bases aos americanos.

Uma pessoa próxima quis saber a razão da indignação do general. Patriotismo, nacionalismo, alguma coisa do gênero?

A resposta era bem mais prosaica.

O general estava positivamente incomodado com a possibilidade de que os soldados americanos comessem as brasileiras. A honra das vaginas nacionais devia ser protegida.

Pausa para rir.

Pronto.

Clap, clap, clap póstumos para Callado.

De pé.

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » E se dissolvêssemos o Exército?

18/08/2011

Um exército que sequer sabe cuidar de suas armas

Filed under: Direita,Ditadura — Gilmar Crestani @ 7:35 am
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Mais um legado do presidente da Ordem do Sino. Na era do Chip e do GPS, o guardião da honra nacional dorme no ponto e entrega arma a bandido. E eles foram considerados aptos para governarem o Brasil. Só imbecis ainda acham sentem saudades da ditadura. O PIG pelo menos tem razões de sobra, afinal foi com o apoio da ditadura que os Grupos RBS & Globo cresceram e se sustentam até hoje “defendendo valores democráticos”.

18/08/2011 01:12 – Atualizado em 18/08/2011 01:48

Polícia apreende metralhadora de uso exclusivo do Exército em Canoas

Foram encontrados três carregadores e 50 munições para a arma

Quatro pessoas foram presas com uma metralhadora de uso exclusivo das Forças Armadas na noite desta quarta-feira, em Canoas, na Região Metropolitana.
De acordo com a Brigada Militar do município, o quarteto estava em um veículo Renault Clio Sedan quando os policiais desconfiaram e abordaram o automóvel. Dentro do veículo, foi localizada uma metralhadora calibre 9mm, três carregadores e 50 munições para a arma.
Os quatro homens foram presos. A ocorrência foi registrada na 1º Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Canoas.

Correio do Povo | Notícias | Polícia apreende metralhadora de uso exclusivo do Exército em Canoas

31/07/2011

Se fazem isso hoje, na democracia, na ditadura, então…

Filed under: Cosa Nostra,Ditadura — Gilmar Crestani @ 8:07 am
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Cai por terra o último bastião da moral direitosa. Na ditadura, isto é, os militares, teriam sido honestos. Esta teria sido a razão pela qual não havia denúncia de corrupção nos tenebrosos 20 anos em que só o medo governou. Ninguém nunca pensou que não havia denúncia por compadrio, já que Globo & RBS só cresceram no período das trevas. Agora está aí o corpo da mentira estendido no chão. Onde estão os defensores da moral e dos bons costumes para afirmarem que naqueles tempos, sim, não havia corrupção. Pois é, havia corrupção, assassinato, prisão, tortura, ladroagem, bandidagem, censura, perseguição, molecagem, sacanagem e putaria então nem se fala.

Comandante do Exército vira alvo de investigação

Inquérito aponta fraudes em obras rodoviárias executadas pelos militares

General Enzo e outros sete oficiais chefiaram departamentos que fizeram convênios com Dnit entre 2004 e 2009

Marco Antônio Martins, Folha de S. Paulo

O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e sete generais são investigados pela Procuradoria-Geral de Justiça Militar sob suspeita de participar de fraudes em obras do Exército.

Os oficiais comandaram o DEC (Departamento de Engenharia e Construção) e o IME (Instituto Militar de Engenharia) entre 2004 e 2009, período em que o Exército fez convênios com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para obras em rodovias.

O general Enzo chefiou o DEC entre 2003 e 2007. Ele deixou o cargo para assumir o comando do Exército no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi mantido no posto pela presidente Dilma Rousseff.

O grupo investigado inclui cinco generais que comandaram o IME e dois que chefiaram o DEC depois do general Enzo: os generais Marius Teixeira Neto, na reserva desde março, e Ítalo Fortes Avena, hoje consultor militar da missão do Brasil na ONU.

A investigação foi aberta em maio pela procuradora Geral de Justiça Militar, Cláudia Luz, para apurar se o general Enzo e os outros que comandavam áreas envolvidas sabiam das irregularidades.

A apuração foi um desdobramento de inquérito anterior que identificou indícios de fraude em 88 licitações do Exército para fazer obras do Ministério dos Transportes e apontou desvios de recursos públicos de R$ 11 milhões.

Assinante do jornal leia mais em Comandante do Exército vira alvo de investigação

Blog de Ricardo Noblat: colunista do jornal O Globo com notícias sobre política direto de Brasília – Ricardo Noblat: O Globo

01/04/2011

Tá caindo a ficha

Filed under: Ditadura — Gilmar Crestani @ 8:09 am
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O Exército, um paquiderme de asas e lagartas, parece que está saindo da hibernação que voluntariamente entrou. Muito provavelmente envergonhado das besteiras que fez. E como todo hipócrita, tem dificuldades para admiti-las. Sou a favor de que Militares exerçam livremente o direito de comemorarem o que bem entenderem. Inclusive, melhor ainda se televisionado. Gostaria de ver a cara dessa gente que se acha valente quando prendem, torturam e assassinam pessoas só porque pensam diferente deles. Já imaginou um parada só de BOLSONAROS?!

A melhor notícia do que vem abaixo é o uso da expressão, depois de 47 anos, “golpe de 64”. Se até O Globo se recompõe, porque não os militares?

Regime militar

Exército abole comemoração do golpe de 64, mas clubes militares prestam homenagem à data

Publicada em 31/03/2011 às 15h23m

Bruno Góes

RIO – O aniversário do golpe militar de 31 de março de 1964, pela primeira vez, desde 1965, não fez parte do calendário de comemorações do Exército. Os clubes militares, no entanto, saudaram os 47 anos da tomada do poder em um comunicado conjunto, informando que as "Forças Armadas Brasileiras insurgiram-se contra um estado de coisas patrocinado e incentivado pelo governo, no qual se identificava o inequívoco propósito de estabelecer no país um regime ditatorial comunista".

Assinaram o documento o presidente do Clube Militar, general Tibau da Costa, o presidente do Clube Naval, almirante Veiga Cabral, e o presidente do Clube de Aeronáutica, tenente brigadeiro Carlos de Almeida Baptista.

Até novembro de 2010, a comemoração ainda constava do portal do Exército na internet. Mas as Forças Armadas decidiram aboli-la. Os clubes militares, porém, não seguiram na mesma direção e homenagearam, nesta quinta, os oficiais que realizaram o golpe.

Para o historiador da Universiadade Federal de São Carlos, Marco Antonio Villa, o fim da comemoração por parte do Exército é saudável, pois reforça o compromisso das Forças Armadas com a democracia.

– É importante acabar (com a comemoração) porque comemorar qualquer data que represente um golpe não é saudável. Todas essas comemorações eram e ainda são feitas com uma liguagem anticomunista, própria de um mundo que viveu a Guerra Fria. Hoje, temos que comemorar outras datas. Depois da Constituição de 1988, do regime democrático, não faz sentido. E demorou para essa mudança acontecer, o que nos diz muito sobre como andam as coisas no Brasil: muito lentamente – disse ele.

Referindo-se à "baderna"do governo de João Goulart, o documento dos oficiais da reserva dos clubes militares presta homenagem aos oficiais que combateram o comunismo.

"Os clubes militares, parte integrante da reação demandada pelo povo brasileiro em 1964, homenageiam, nesta data, os integrantes das Forças Armadas da época que, com sua pronta ação, impediram a tomada do poder e sua entrega a um regime ditatorial indesejado pela Nação Brasileira", diz o comunicado.

15/03/2011

Victoria Quae Sera Tamen

Filed under: Ditadura — Gilmar Crestani @ 9:39 pm
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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta terça-feira (15) que a criação da Comissão da Verdade é um "dever do Estado brasileiro" e rebateu as críticas do comando do Exército, que já se mostrou contrário ao projeto de lei para criar o grupo.

"A Comissão da Verdade, que se discute hoje no Congresso Nacional, é um dever do Estado brasileiro também [como a comissão de anistia]. O direito ao esclarecimento de fatos é um compromisso histórico, democrático, que tem que estar respaldado na lei. (…) Quem quiser resistir à busca da verdade, o fará nos termos da expressão democrática que hoje nós vivemos. O que eu posso dizer é que a sociedade brasileira hoje quer a verdade", disse Cardozo.

O Exército encaminhou documento ao Ministério da Defesa afirmando que a comissão "poderá provocar tensões e sérias desavenças ao trazer fatos superados à nova discussão". O texto teria sido escrito em setembro do ano passado.

O ministro da Justiça participou na manhã de hoje da homenagem a seis mulheres que foram perseguidas durante a ditadura militar (1964-1985). Entre elas, Maria Thereza Goulart, viúva do ex-presidente João Goulart (1961-1964), deposto pelos militares. Todas elas já foram anistiadas pelo governo brasileiro.

EX-COMPANHEIRAS

Entre as homenageadas estavam ex-companheiras de prisão da presidente Dilma Rousseff. Uma das dirigentes da VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares), Dilma ficou presa de fevereiro de 1970 até o final de 1972.

"Eu compartilhei [com a presidente Dilma] uma cela no presídio Tiradentes, e o mesmo beliche, ela embaixo e eu em cima", lembrou Sônia Hipólito, militante da UNE (União Nacional dos Estudantes) durante a ditadura.

"Quando ela chegou no presídio, a gente já viu que ela era discreta e competente. Eu confio inteiramente que ela vai ser uma grande presidente para nós", disse Rose Nogueira, ex-militante da ALN (Ação Libertadora Nacional) e também ex-companheira de prisão de Dilma.

Sérgio Lima/Folhapress

Denise Crispim e Sônia Hipólito, que ficou presa com Dilma na mesma cela, falam em cerimônia no Ministério da Justiça

Denise Crispim e Sônia Hipólito, que ficou presa com Dilma na mesma cela, falam em cerimônia no Ministério da Justiça

Folha.com – Poder – Ministro rebate Exército e diz que Comissão da Verdade é um ‘dever’ – 15/03/2011

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