Ficha Corrida

04/12/2014

Petrobras no Pasquim de 1987

Petroleo guerraO Pasquim/Sul de 30/7 a 5/8/1987 tinha na Capa denúncia do Presidente da ABI, Barbosa Lima Sobrinho:

Os contratos de risco, instituídos em outubro de 75, são, até aqui,  a grande arma de que dispõe o entreguismo para solapar, em favor do capital estrangeiro, o enorme patrimônio que a Petrobrás amealhou desde a sua criação”.

A locução “contrato de risco”, tão em voga no capitalismo brasileiro, acontece quando o Estado entra com recursos e com os riscos, a empresa fica apenas com os lucros.

Foi assim que cresceram as grandes empreiteiras hoje formam o cartel envolvido na Operação Lava Jato”. Apesar de o nome da operação sugerir rapidez, a verdade é que, pelo menos desde 1975, a dilapidação da Petrobrás é uma constante de quem prefere ajudar empresas petrolíferas alienígenas.

Há um contingente brasileiro que sonha com Miami e, como mente colonizada, compra lá quinquilharias “made in China” só porque a nota fiscal sai em inglês…

As ratazanas estavam no esgoto esperando uma oportunidade para saírem, protegidas, à rua. Encontraram no candidato derrotado e nos grupos mafiomidiáticos o apoio e queijo para aparecerem à luz do sol. O convescote, em Foz do Iguaçu, em que o FHC/José Serra prometiam a Petrobrás à Chevron é apenas mais um detalhe da forma como as empresas petrolíferas estrangeiras encontram aqui pessoas que as representem. Desde sua criação a Petrobrás foi combatida pelos amestrados da velha mídia.

Como bem disse Ricardo Semler, se nunca se roubou tão pouco, porque tanta denúncia? Para atacar o governo que não quer transformar a Petrobras em Petrobrax.

Petrobras Pasquim

Petrobras 1

Petrobras 2

25/05/2014

A Petrobrás, que é do povo brasileiro, perde se o povo ganha?

Petrobras LucrosDa série manchetes autoexplicativas: a torcida pela escalada de preços, que resulta em inflação, com mais alta de preços é bom… só para a oposição. As empresas estratégicas existem para isso, senão não seriam estratégicas. O Estado, como indutor da economia, deve ter em suas mãos o poder de induzir… a economia. Parece sim, e é. O único problema é que quem sabe usar empresas estratégicas em benefício da população é chamado de… populista. A torcida da Folha e de seus parceiros é a do “quanto piro, melhor”. A Folha e a oposição estão lamentando que nós não tenhamos de pagar mais caro ainda do já pagamos pelo gás que consumimos. Tivessem conseguido privatizar a Petrobrás e o preço do bujão de gás muito mais caro do que já está. É o que se se vê com a telefonia. As empresas cobrar caro por serviços falhos. E o lucro que têm, levam para as matrizes. Não investem nada no Brasil. Mas isso as empresas de comunicação não falam por motivo muito particular: imagine os velhos grupos da velha mídia sem as propagandas da Vivo, Claro, Oi, Tim…

Assim fica fácil de saber o que acontecerá se Aécio ganhar!

Petrobras ‘perde’ R$ 10 bi com subsídio a gás

Valor deixou de entrar no caixa da empresa só na gestão Dilma, mas estatal não reajusta gás de cozinha há 11 anos

Apesar de a companhia arcar com os custos de importação, preço final ao consumidor subiu 62% desde 2003

PEDRO SOARESSAMANTHA LIMADO RIO

Não é só o subsídio à gasolina que prejudica o caixa da Petrobras. Sob orientação do governo, a estatal não reajusta o preço do gás de cozinha às distribuidoras desde 2003, limitando o seu faturamento.

Só no governo Dilma –de janeiro de 2011 até o primeiro trimestre deste ano–, a estatal deixou de colocar no caixa R$ 10,5 bilhões ao não aumentar o preço do gás de cozinha, segundo cálculos do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura).

Segundo Adriano Pires, diretor da consultoria, a estatal, assim como no caso da gasolina, arca com o custo de importação do gás quando o preço lá fora está maior –só em 2009, com a crise, a estatal vendeu mais caro no Brasil do que o preço internacional. Cerca de 30% do consumo nacional é suprido por GLP (o nome técnico do produto) vindo do exterior.

Pires pondera que a cifra representa menos nas contas da estatal do que a gasolina e o diesel, cujos volumes vendidos e preços são maiores.

"No caso do gás, foi uma decisão muito mais para fazer populismo com as classes mais baixas, mas também para conter a inflação. Já no caso da gasolina, é para segurar a inflação na veia." A gasolina tem maior peso na inflação que o gás de cozinha.

BENEFÍCIO PARCIAL

Apesar da política, o preço final do gás de cozinha subiu 61,6% desde 2003 pelo INPC, índice que agrega os consumidores de menor renda.

Todo o aumento decorre, alegam distribuidoras e revendas, de custos maiores com mão de obra e transporte. O gás representa 30% do valor final, que inclui despesas com a compra e manutenção dos botijões.

Especialistas dizem que o setor aproveitou para recuperar margens de lucro, sem o ônus de pagar mais pelo gás.

"Somos empresas muito mais de logística. O diesel, por exemplo, subiu. O nosso negócio é levar o botijão até à casa do consumidor", diz Sérgio Bandeira de Melo, presidente do Sindigás (sindicato das distribuidoras).

O executivo diz que, se o preço da Petrobras não tivesse ficado estável, o valor do botijão teria subido na mesma proporção da inflação. O INPC avançou 92,17% desde 2003 até abril deste ano.

HISTÓRICO

Até o governo FHC, havia o vale-gás para famílias de menor renda comprarem botijões. Na gestão Lula, o programa social foi incorporado ao Bolsa-Família. Pires diz que esse "subsídio para a população de baixa renda" foi empurrado para a Petrobras.

"A decisão traz impacto direto na receita de vendas e no lucro. Não vejo como isso possa ser revertido neste ano eleitoral, uma vez que se trata de produto com forte peso nas despesas das famílias de mais baixa renda", diz José Kobori, coordenador do MBA em Finanças do IBMEC/DF e estrategista da JK Capital.

Tais decisões, diz, prejudicam a avaliação da empresa pelo mercado, "derrubando" o desempenho de suas ações.

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