Ficha Corrida

28/12/2015

De herói a santo esquecido da máfia midiática

Veja, edição de março de 2015O herói das cinco irmãs (Veja, Globo, Folha, Estadão & RBS), Eduardo CUnha ainda já escreveu seu epitáfio, mas a mídia já não o reconhece como filho dileto. Era presença diária nos a$$oCIAdos do Instituto Millenium como personagem que iria colocar o Brasil nos trilhos.

Nenhum político da atualidade tem sua identidade tão intrinsicamente ligada às velhas mídias como Eduardo CUnha. Incensado pelos midiotas golpistas de norte a sul, foi também sonho do Napoleão das Alterosas de se ver coroado como rei do Brasil.

Houvesse um MPF mais cumpridor das prerrogativas constitucionais do que máquina de fazer política, Eduardo CUnha & Famiglia Ltda já estariam gozando do mais que merecido descanso remunerado na prisão. Ainda já quem saia por aí, como a Marcha dos Zumbis, com a pregação apocalíptica, “Somos todos Cunha….”

Imprensa ainda não mostrou quem é Cunha

Veja, edição de março de 2015

Elmar Bones.

Uma pesquisa do Ibope, feita no inicio de dezembro, aponta que 86% dos brasileiros querem a cassação de Eduardo Cunha, o presidente da Câmara acusado de corrupção.

Os jornalões não deram importância ao fato e, em todos os casos, compararam esse resultado com os 67% que manifestaram-se pelo impeachment de Dilma Rousseff, em outra pesquisa do mesmo Ibope.

A diferença, além dos quase 20 pontos percentuais entre um e outro,  é que o impeachment de Dilma é o mote de uma campanha implacável que dura o ano inteiro e tem como pano de fundo uma crise política e econômica sem precedentes.

O caso de Cunha é outro. Ele foi apresentado pela mídia quase como um herói quando se elegeu presidente da Câmara, em fevereiro. Seu passado tenebroso foi escamoteado.

Nem mesmo quando apareceram as graves denúncias sobre suas contas na Suiça (obra de promotores suiços, diga-se) e, posteriormente,  seu envolvimento nas propinas da Operação Lava Jato,  nem quando mentiu na Comissão de Ética…nem quando a polícia federal com ordem judicial fez buscas em suas casas…

Em nenhum momento apareceu em qualquer dos veículos da grande imprensa uma reportagem que mostrasse de corpo inteiro esse triste personagem que alcançou o terceiro posto mais alto na hierarquia do poder nacional.

O único perfil de Eduardo Cunha publicado por um veículo de grande alcance foi uma reportagem de capa da revista Veja, em março de 2015, logo depois de sua eleição para a presidência da Câmara.

Esse perfil, na verdade, revela mais sobre a Veja do que sobre Cunha.

A revista apresenta-o como “o político mais poderoso do momento”, capaz de “resgatar a independência do parlamento frente ao executivo”.

Destaca “sua capacidade de trabalho, disciplina e o conhecimento das regras do jogo”.

Diz, claro, que ele começou como presidente da Telerj, em 1991, por indicação de Paulo Cesar Farias, o PC, chefe do esquema montado no governo Collor.

Mas essa ligação com PC aparece como um detalhe sem importância.

Assim como os recursos que arrecadava junto a “empresários amigos” para ajudar seus aliados, “agindo sempre em estrita obediência à Constituição”.

Depois de dois anos na Telerj, Cunha foi presidente da Companhia Estadual de Habitação, no governo de Anthony Garotinho. “Em seis meses teve que renunciar acusado de beneficiar a empresa de um ex-aliado”, mas “continuou com grande influência no governo, dando as cartas e trazendo para as obras do Estado a Delta Engenharia, então uma empresa pernambucana que tentava contratos com o governo do Rio”.

Diz o texto, assinado por cinco repórteres, que por sua eficiência e conhecimento, Cunha sempre foi lembrado por empresários para atender suas “demandas complexas” e “como só relógio trabalha de graça, Cunha, conta-se, cobra caro dos empresários por sua dedicação aos temas de interesse deles”.

“É pouco ético? É discutivel”, diz o texto que, em seguida, invoca uma fonte em off para justificar: “As vitórias atribuidas ao trabalho dele na Câmara com a tramitação de interesses legítimos de grupos econômicos são obtidas com toda a transparência. Foi assim conosco, diz um empresário do ramo da mineração”.

O fecho é primoroso: “Cunha pode não ser, como parece mostrar seu passado, um monumento a ética. Mas, desde que seus pecados pertençam ao passado e seu compromisso seja com a saúde institucional, a constituição e a democracia, há esperança…”

Imprensa ainda não mostrou quem é Cunha – Jornal Já | Porto Alegre

22/12/2015

Ministro da Suprema Corte, por decreto, na Argentina do Marcri tem

O que Maurício Macri vem fazendo na Argentina mostra o que teria acontecido no Brasil se o Napoleão das Alterosas tivesse vencido as últimas eleições. Ambos são bons em atacar o bolivarianismo dos governos Dilma e Kirchner. Basta ver o que fazem quando assumem para se ter certeza de que atacam para se defenderem. Acusam de algo que fazem.

Se o playboy dos hiPÓcritas tivesse ganho as eleições Rodrigo de Grandis seria nomeado procurador-geral e para o STF desencavaria muitos outros Gilmar Mendes.

Nas próximas eleições, em 2018, lembrem-se do famoso “efeito orloff”, eu sou você amanhã, quando se dizia que tudo o que aconteceria na Argentina depois também aconteceria no Brasil.

Para el juez Alejo Ramos Padilla, Carlos Rosenkrantz y Horacio Rosatti no podrían asumir a menos que sus pliegos pasen por el Senado.

Freno a los jueces por decreto y “en comisión”

Con una medida cautelar se suspendió la posible asunción de los abogados designados por Macri para la Corte

Por Irina Hauser

La designación de dos jueces de la Corte Suprema por decreto y en comisión tuvo ayer la primera medida cautelar en contra y quedó en suspenso. El juez federal de Dolores, Alejo Ramos Padilla, sostuvo que puede ser nula y ordenó que el alto tribunal se abstenga de tomarles juramento a los elegidos, Carlos Rosenkrantz y Horacio Rosatti. La suspensión solo cesa, dice la resolución, si los pliegos son aprobados con mayoría especial por el Senado, la instancia que el Gobierno decidió saltear al firmar el decreto 85/2015. El fallo considera “arbitrario y abusivo” el método que se utilizó para los nombramientos, en base a una interpretación forzada del inciso 19 del artículo 99 de la Constitución Nacional, cuando existen –apunta– procedimientos específicos para cubrir vacantes en forma definitiva o transitoria. Buena parte de su argumentación se sostiene en fallos no muy lejanos de la propia Corte, en especial el que dice que hasta para ser conjuez supremo hay que obtener los dos tercios de los votos en el Senado, cuyo acuerdo “constituye un excelente freno sobre el posible favoritismo presidencial”, en palabras del encumbrado tribunal. “No sé si tiene valor el fallo, porque lo que hacemos nosotros es constitucional, y la decisión la tiene la Corte cuando llegue el momento de la jura, creo que a ellos no les aplica este tipo de fallos”, dijo el presidente Mauricio Macri. Todo indica que el Poder Ejecutivo apelará, con lo cual no está todo dicho.

“Todas las partes y las autoridades públicas en particular tienen que respetar las decisiones de los jueces dictadas en marco de las causas sometidas a su jurisdicción, de lo contrario no habría forma de garantizar la división de poderes”, explicó el juez Ramos Padilla, consultado por Página/12. “Por lo tanto, la Corte se debe abstener de tomar el juramento, que es algo que corresponde a su función administrativa, que le otorga la Constitución, no a su función jurisdiccional”, añadió. Un tramo del fallo alude a la reunión que tuvieron Macri y el presidente de la Corte, Ricardo Lorenzetti, tras la cual anunciaron la postergación de la asunción de Rosenkrantz y Rosatti para febrero y con eso intentaron mostrar que la discusión estaba superada. Ramos Padilla dice que, aunque hasta la agencia de noticias de la Corte lo pintó así, el debate sobre la legalidad recién empieza. En eso radica, según justifica, la “urgencia” de una cautelar que frene la asunción: “si estamos frente a un proceso ilegítimo de designación, el mismo ya ha sido puesto en marcha, se encuentra en vías de ejecución” y sólo falta que la “Corte Suprema les reciba juramento a los designados”. Los supremos hablarían de esto hoy, en su acuerdo.

Ciudadanos, jueces, políticos

Hasta ahora se presentaron más de una docena de medidas cautelares contra el nombramiento de supremos por decreto en distintas provincias. Algunas provienen de organizaciones como el Centro de Estudios para la Promoción de la Igualdad y la Solidaridad (Cepis), Abogados por la Justicia Social (AJUS), Movimiento de Profesionales para los Pueblos e HIJOS, pero las hay de ciudadanos sueltos. Una de ellas fue rechazada por la jueza Rita Ailán, por no tener un supuesto interés legítimo. Ramos Padilla, en cambio, aceptó la de un “ciudadano común”, Mariano José Orbaiceta. Alega que la “Corte Suprema tiene jurisdicción en los asuntos de todo el país y todos los ciudadanos pueden verse afectados si dos de sus cinco miembros son designados de manera unilateral por el Poder Ejecutivo sin acuerdo del Senado y sin siquiera poder ejercitar el derecho” que les ha otorgado el decreto 222/03 que autolimitó a las autoridades. Ese decreto faculta a “los ciudadanos en general” además de organizaciones, a formular las apreciaciones que quieran sobre los candidatos, pero no sólo se aplica en una primera etapa de impugnaciones ante el Ministerio de Justicia (que es la que puso en marcha el Gobierno), sino en una segunda que “se está eludiendo”: la que se desarrolla en el Senado, que incluye una audiencia pública, dice Ramos Padilla.

En el Gobierno celebraban que el fallo hubiera sido firmado por un juez al que pueden identificar con la agrupación crítica Justicia Legítima. Es un recurso al que fuerzas antikirchneristas recurren cuando quieren descalificar una decisión judicial sin más y dar a entender que sólo encierra una intencionalidad política. En el macrismo evalúan que les resulta funcional la lógica “amigo-enemigo” en casos así. Justicia Legítima, fuente de inspiración de reformas judiciales promovidas por el gobierno pasado, está en la otra vereda. Macri, el más despiadado, directamente llegó a decir que duda de que el fallo tenga algún valor y que un juez le pueda dar una indicación a la Corte sobre un acto administrativo. Ayer asumió Carlos Balbín como procurador del Tesoro (jefe de los abogados del Estado) y será quien se ocupe de analizar una posible apelación.

La Corte en su trampa

El día que, en pleno brindis de fin de año y homenaje a Carlos Fayt, Lorenzetti anunció que la Corte les tomaría juramento a los dos designados por decreto y que eran “bienvenidos”, en el mismo salón, los propios funcionarios y empleados del tribunal recordaban los fallos supremos que en distintos temas señalaron que no se puede obviar el Senado en el nombramiento de jueces, incluso subrogantes (como dice el fallo que declaró la inconstitucionalidad del sistema de subrogancias), y que la aprobación requiere una mayoría calificada en la caso de los cortesanos. La prórroga de la jura dio cuenta de una advertencia de la Corte al Gobierno: una versión le atribuye el enojo y desacuerdo a Elena Highton de Nolasco; otra al propio Lorenzetti. El hecho es que Ramos Padilla asienta una buena parte de su fundamentación en un fallo reciente del alto tribunal y lo pone en un brete. Es el que declaró la nulidad de una lista de conjueces que había sido aprobada por el Ejecutivo (entonces Cristina Kirchner) con acuerdo del Senado para cubrir cargos en la Corte en casos de que fuera necesario. Lo que cuestionó la sentencia es que la aprobación no había sido con la mayoría agravada que se requiere para los jueces máximos. Decía que eso “ponía en peligro derechos, garantías y hasta el propio diseño constitucional y republicano”.

Ramos Padilla razona que si los conjueces de la Corte, que suelen ser sorteados para intervenir en un solo caso, deben cumplir con los mismos requisitos de designación que cualquier miembro estable, más aún se debería aplicar esa regla a Rosatti y Rosenkrantz, que “habrán de intervenir en todos los procesos”. Luego cita tramos del fallo sobre los conjueces (“Aparicio”). Uno dice que el sistema de designación de jueces “encierra la búsqueda de un imprescindible equilibrio político, pues (…) el acuerdo del Senado constituye un excelente freno sobre el posible favoritismo presidencial”. Eso lo firmaron Lorenzetti, Highton de Nolasco, Fayt y Juan Carlos Maqueda. “El nombramiento de los jueces de la Nación con arreglo al sistema constitucionalmente establecido se erige en uno de los pilares de la división de poderes”, señala también aquel fallo. A partir de eso, Ramos Padilla, advierte que si se continúa con un procedimiento irregular se afectará –según dice la Corte– “la división de poderes, el sistema republicano, los equilibrios”, la imparcialidad e independencia” y podrían primar “los favoritismos”.

¿Por qué no es válido recurrir al inciso 19 del artículo 99 de la Constitución para designar jueces por decreto? Según el juez, si bien esa disposición autoriza a “llenar vacantes de los empleos, que requieran el acuerdo del Senado, y que ocurran durante su receso”, el concepto de “empleo” “no puede ser equiparable a la función de juez” ya que la expresión lleva implícita la “relación de dependencia”, pero los jueces pertenecen a otro Poder del Estado, razona. Considerarlos a los jueces empleados pone “en crisis todo el sistema republicano”, alerta. Agrega que no es cierto que la Corte no pueda funcionar con tres hasta que haya nuevos nombramientos: hay mecanismos para cubrir eventuales faltas, primero con los presidentes de Cámara. Cuestiona la equiparación, en el decreto, con precedentes donde se nombró en comisión a jueces inferiores, pero antes de la reforma constitucional de 1994, cuando –por ejemplo– se estableció el Consejo de la Magistratura para desterrar la designación política, a dedo, de los jueces.

Todas las voces

Al final hace un racconto de juristas de todo el arco ideológico que estos días cuestionaron la iniciativa de Macri: Raúl Zaffaroni (quien habló de abuso de autoridad), Daniel Sabsay (dijo que se elude el decreto 222), Andrés Gil Domínguez (dijo que hay gravedad institucional y que no hay razones de excepcionalidad), Ricardo Gil Lavedra (“la decisión es grave y no sostenible”), Alejandro Carrió (dijo que la Corte puede funcionar igual), León Arslanian (“no hay justificación”).

“Si el mecanismo de designación de los jueces del máximo tribunal de la Nación no es válido –indica Ramos Padilla–, si ello no surge del texto ni del espíritu de la Constitución, si con ello se afecta la división de poderes, la independencia de los jueces, la garantía del juez natural, las facultades del Congreso, la participación y control ciudadano y en definitiva, a la cabeza de uno de los poderes del Estado y por ende, a todo el sistema de justicia, resulta necesario que los mecanismos constitucionales se pongan en funcionamiento cuanto antes para frenar esa ilegalidad que afecta principios básicos sobre los que se asienta la república.” Por todo esto es que el fallo anticipa que la designación podría ser nula en una resolución sobre el fondo y corresponde suspenderla. Este estado de situación podría cambiar con la apelación del Ejecutivo (de acuerdo con cómo sea concedida seguirá suspendida la jura o no) o con una eventual aprobación del Senado.

Página/12 :: El país :: Freno a los jueces por decreto y “en comisión”

25/06/2015

“Roubô”, um troll muito Gentili

A mentira tem perna curta e muitos seguidores. Mas o ódio que destilam já produziu muito estrume.

O que é relevante nestes casos, não são exatamente eles, os bandidos, mas quem as incubadoras. Não fossem os assoCIAdos do Instituto Millenium não haveria tanta serpente ocupando espaços nobres nos grupos mafiomidiáticos. Enquanto não houver uma lei de médios, que regulamente as concessões públicas, e esse tem sido o grande e talvez o maior erro do PT, teremos de continuar tomando soro antiofídico ministrados pelos blogs sujos…

A fraude dos milhões de seguidores de Danilo Gentili nas redes sociais. Por Kiko Nogueira

Postado em 24 jun 2015 – por : Kiko Nogueira

Ele

Ele, Danilo Danojo

A informação está no meio de um extensa e bem feita reportagem da Agência Pública sobre a invasão da direita nas redes sociais.

Durante a campanha presidencial, as equipes de Dilma e Aécio contaram com o auxílio de “robôs” para vitaminar os resultados — perfis fake criados para repercutir conteúdo (um destes bots, por exemplo, foi o “autor” do pedido para o Youtube tirar do ar o nosso documentário “Helicoca”).

De acordo com a Pública, um membro da equipe de Aécio contou que contratou pessoas com muitos seguidores no Twitter para trabalhar pela causa. As contas falsas foram utilizadas também para inflar as de gente com adequação, digamos, ideológica.

Fábio Malini, doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, aponta que essa movimentação faz com que haja um “engajamento maior”. “O efeito dos bots no Brasil foi aumentar a temperatura do debate eleitoral”, diz.

Essa guerra deixou vários destroços, mais ou menos como o lixo espacial. E o caso mais estranho é o do humorista Danilo Gentili.

Gentili, bastião da extrema direita, tem uma quantidade impressionante de followers no Twitter: 10,5 milhões.

Ocorre que 6 milhões deles (mais exatamente, 6.138.844) são fake, quase 60%. Esse levantamento é realizado por uma ferramenta denominada Twitter Audit. A metodologia está disponível no site.

Uma conta deste tamanho serve, entre outras coisas, como atrativo para propaganda de produtos — incluindo candidatos. Gentili, embora antipetista de coração, gosta de se declarar apartidário, afirma que políticos são todos iguais, deblatera contra o estado-babá e por aí afora.

Na disputa de 2014, no entanto, apoiou Aécio a ponto de imortalizar um tuíte de torcedor no dia da apuração: “Vazaram aqui pra mim que Aécio já ganhou. Fonte quente.”

Curiosamente, durante os protestos de 12 de abril, ele acusou uma manipulação nos “assuntos do momento”: “Twitter prefere não mostrar rejeição, mas hashtag #SaiDilmaVez ultrapassa hashtag governista #AceitaDilmaVez”.

Quando DG vai avisar seus fãs que seus números são inflados? Provavelmente, nunca. Fonte quente. A divisa da supracitada auditoria do Twitter é “expondo fraudes desde 2012”.

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Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Diário do Centro do Mundo » A fraude dos milhões de seguidores de Danilo Gentili nas redes sociais. Por Kiko Nogueira

11/04/2015

Terceirização, na prática

terceirizaçãoUm exemplo bem didático para se explicar a terceirização aconteceu esta semana.

Trabalhadores sindicalizados terceirizaram sua representatividade, mediante mensalidade, à Força Sindical. A Força Sindical terceirizou sua representação no Congresso ao Paulinho, do Solidariedade. O terceirizado sindical terceirizou a um funcionário seu, cujo salário é terceirizado aos cofres públicos, para apresentar sua primeira inciativa legislativa depois de muitos anos de parlamento: soltar ratos no Congresso. Conclusão, os trabalhadores filiados ao Força Sindical terceirizaram sua representação no Congresso Nacional a ratos. Faz todo sentido: quem se relaciona com ratos, ratos serão seus representantes.

Os inimigos dos trabalhadores estão nus. Os ratos roeram suas fantasias.

Para resumir o que significa a Força Sindical basta dizer que foi criada por Collor de Mello, para servir-lhe de base de sustentação em oposição à CUT. Seus finanCIAdores todos sabem quem são.

Roendo o pão que o Paulinho amassou, os filiados ao Força Sindical é que se chama de uma grande massa de manobra. Pior, dão mostras de sofrerem da Síndrome de Estocolmo. Como pode apoiarem um Sindicado que luta pela precarização das relações de trabalho, transferindo ao patrão direitos a duras penas conquistadas na democratização. Mesmo nos setores mais conservadores da classe média há um desconforto com a proposta levada a cabo por Eduardo Cunha. Fica ainda mais gritante o acinte quando se sabe que a mulher de Eduardo Cunha entrou contra a Rede Globo, de quem era funcionária, pelo fato de ter sido constrangida a se tornar pessoa jurídica para trabalhar como prestadora de serviço à Globo. Aliás, o que era uma prática dos grupos mafiomidiáticos tornou-se lei para a sociedade. Tomou-se um mau exemplo, uma prática ilegal, que a Justiça do Trabalho vinha reiteradamente condenando, em lei.

O que assunta, mais até do que a precarização das relações de trabalho, que devolve o Brasil ao período pré-república, é o fato de que isso só foi possível graças ao apoio, não do PSDB, DEM, SDD, mas do PTB e PDT. Estes dois últimos, se tivessem vergonha na cara tirariam o “T” da sigla. Trabalhador que ainda vota no PDT e no PTB bem que merece este pontapé na bunda. Quem não se valoriza, merece que seja tratado  com desprezo. Se tendo vencido Dilma, o Congresso ainda consegue impor uma derrota deste tamanho, imagine se Aécio tivesse ganho. Ao invés de Bolsa Família, o Congresso teria capacidade para aprovar até bolsa pó. O PSDB demonstrou, ao votar em peso pela terceirização, o quanto tem de respeito pelas relações de trabalho. Assim como terceiriza à imprensa a defesa de suas ideias, também terceiriza a responsabilidade social aos seus finanCIAdores ideológicos.

O que tudo isto prova é que a nossa sociedade, seja por ignorância seja por má fé, é muito conservadora.

Se está ruim com Dilma, imagine com Aécio Neves, onde o despudor seria a medida de todas as coisas. Construir aeroporto nas terras do Tio Quedo ou sumir com helipóptero com 450 kg de cocaína passaria a ser coisa de amador. Ele faria pó do Brasil, para consumo próprio.

09/10/2014

Qual a diferença entre Dilma e Aécio?

Filed under: Aécio Neves,Dilma,Economia,George Soros,Kenneth Maxwell — Gilmar Crestani @ 8:58 am
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Dilma Fome_nComo diz o brasilianista (especialistas de fora incumbidos de recrutar entreguistas de dentro), “quanto mais os mercados torcerem por Aécio, mais automática será a vitória de Dilma”. O que isto significa? Isto explica a diferença entre os dois projetos: Dilma tem seu programa centrado no ser humano, onde o emprego é parte importante, pois, com isso mantém a dignidade das famílias.

Aécio é o representante do “mercado”.

Mas o que são os mercados? São algumas pessoas que trabalham com especulação financeira, como o multimilionário George Soros, com quem Armínio Fraga trabalhou em Nova York. Na Argentina chamam de “fundos abutres”.

A concepção econômica que subjaz ao ideário da direita vê no empregador um benemérito, que atua como mecenas. Vê o mundo a partir da visão do capital. Resumindo, entendem que onde abunda dinheiro, migalhas sempre vão cair da mesa favorecendo cada um à medida dos seus “méritos”. Não é por outra razão que a primeira proposta de Aécio é o arrocho nas contas pública. Significa o seguinte, redução do papel do Estado, deixando o dinheiro público nas mãos dos empresários, que, nesta visão, são os que sabem usar dinheiro. Eike Batista é um exemplo do que pode acontecer com o dinheiro público nas mãos dos empresários. Quando dá lucro, fatura e goza. Quando dá prejuízo, o Estado cobre e os trabalhadores perdem emprego. Os fundos abutres correram o risco, ganharam muito dinheiro mas quebraram a Argentina. Quando a Argentina quebrou, os fundos não admitiram o prejuízo. Além do lucro auferido durante as gestões de Carlos Menem, querem que a Argentina também pague pelo prejuízo. São os tais de investimentos de risco… sem risco.

Resumindo, em palavras bem claras: um projeto (Dilma) centra suas ações na melhoria coletiva, de todos os cidadãos; no outro (Aécio), a melhoria dos cidadãos dependeria da boa saúde dos grandes grupos econômicos. Para a direita, priorizar o coletivo é coisa de comunista; para a esquerda, priorizar quem já dispõe de recursos, é elitismo. Para a esquerda a sociedade só melhora se houver condições de vida digna à grande maioria; para a direita, a sociedade melhora priorizando os melhores: os que já tem, merecem mais. É a tal da meritocracia… Neste sentido, a direita não vê mérito em auxiliar famílias em condições sub-humanas (para a direita, Bolsa Família é Bolsa Esmola). Se estas famílias se encontram nestas condições, a direita pensa que isso se deve exclusivamente a delas e por isso não merecem ajuda.

Há uma velha máxima do direito que a direita adora: dar a cada um o que é seu. Vem do Império Romano, “a César o que é de César”. Parece lógico, mas é uma lógica que diz exatamente isso: aos ricos, a riqueza; aos pobres, a pobreza!

KENNETH MAXWELL

Professor Garcia

Os mercados já se decidiram quanto ao segundo turno. A Bolsa de Valores de São Paulo sobe quando Dilma cai, e cai quando Dilma sobe. Há algum tempo "os mercados" querem "qualquer um que não Dilma". Queixam-se das políticas "intervencionistas". E o Brasil sob Dilma tem um relacionamento agitado com o mundo, envenenado pelas revelações de Edward Snowden de que a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA grampeava o celular da presidente –o que a levou a cancelar uma visita "de Estado".

A política externa de Dilma cabe em larga medida ao professor Marco Aurélio Garcia. Oponente radical do regime militar, foi um dos fundadores do PT, coordenou as campanhas de Lula (1994, 1998, 2006) e foi um dos organizadores do "Fórum de São Paulo", uma reunião de movimentos esquerdistas da América Latina e Caribe.

O governo Dilma não criticou a incursão russa na Ucrânia e a anexação da Crimeia. A busca de acordos com os países do grupo Brics também veio à custa do silêncio quanto a questões essenciais de política externa.

Aécio, por outro lado, é encarado como "favorável ao livre mercado". Seu assessor econômico é Armínio Fraga, que deve se tornar ministro da Fazenda caso Aécio seja eleito. Fraga tem doutorado pela Universidade de Princeton e trabalhou em Nova York como administrador de fundos para George Soros.

À frente do Banco Central, Fraga receberia crédito por adotar uma taxa de câmbio flutuante e o modelo de metas inflacionárias. Ele fundou a Gávea Investimentos, companhia de administração de ativos adquirida em 2010 pela Highbridge Capital Management, de Nova York, subsidiária do banco JP Morgan. Seu plano de política econômica ficou claro em entrevista ao "Wall Street Journal", em 2013, em que criticou a manipulação dos preços da energia e dos combustíveis, advogou retorno à ortodoxia econômica, liberalização do investimento em infraestrutura, reforma da Petrobras e a redução do papel dos bancos do governo.

O coordenador para assuntos internacionais é Rubens Barbosa, antigo embaixador brasileiro em Washington (1999-2004) e Londres (1994-1999). Caso Aécio seja eleito, ele deve virar ministro do Exterior. Suas opiniões refletem às de muita gente nos altos escalões da política externa, que se preocupam com a falta de críticas à Venezuela, Cuba e Argentina. Barbosa é diretor do Albright Stonebridge Group e do conselho de comércio externo da Fiesp.

A divisão entre Dilma (e Marco Aurélio Garcia) e Aécio (e Fraga e Barbosa) não poderia ser mais aguçada. Fica claro quem EUA e Europa gostariam de ver vitorioso –assim como quem Rússia, Venezuela, Argentina e Cuba prefeririam. Não se sabe se isso influenciará os eleitores. A considerar as lições da história, quanto mais os mercados torcerem por Aécio, mais automática será a vitória de Dilma.

KENNETH MAXWELL escreve às quintas-feiras nesta coluna.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

28/09/2014

Marina é de quem a finanCIA!

Filed under: Arapongagem made in USA,CIA,EUA,L'Humanité,Marina Silva,MariNeca — Gilmar Crestani @ 8:51 am
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Jornal francês define Marina como instrumento de Washington

publicado em 27 de setembro de 2014 às 18:14

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marina direita

Da redação

O jornal francês L’Humanité, em sua revista dominical, traz um perfil da candidata Marina Silva. Pergunta: Quem é ela de verdade?

Na capa, no entanto, já vem a definição: Eleições no Brasil — Marina Silva criada por Washington para derrubar Dilma Rousseff.

O jornal, fundado em 1904, teve ligações formais com o Partido Comunista Francês e oferece aos leitores uma visão crítica de esquerda.

Até agora, Marina Silva vinha sendo descrita na mídia internacional como a filha de seringueiros que emergiu da floresta para salvar a Amazônia e, portanto, o planeta.

Por isso, a importância da publicação, que claramente coloca Marina no campo para o qual ela se deslocou: a “nova direita brasileira”, na definição do título da reportagem.

Jornal francês define Marina como instrumento de Washington « Viomundo – O que você não vê na mídia

29/08/2014

O novo na política: Marina adota discurso mais elástico que borracha de seringal

Filed under: Agronegócio,Agrotóxicos,Ética,Coerência,Marina Silva — Gilmar Crestani @ 8:30 am
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Marina e PSDB

Alguém já viu a Marina atacar alguém da direita?

Marina adota discurso de usineiros e ataca política federal para o etanol

Candidata do PSB promete estímulo à fonte de energia alternativa, que perdeu lucratividade

Ex-senadora acenou ao agronegócio e disse que é possível falar em agropecuária sem ser contra o meio ambiente

DO ENVIADO A SERTÃOZINHO (SP)

Candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva adotou nesta quinta-feira (28) o discurso dos usineiros e atacou a política do governo Dilma Rousseff (PT) para o setor sucroenergético.

Em visita à Fenasucro, em Sertãozinho (a 333 km de São Paulo), Marina disse que, se eleita, corrigirá as políticas "equivocadas" adotadas pelo governo federal e prometeu ainda criar um marco regulatório para o setor.

Usineiros têm criticado medidas da União como a manutenção do preço artificial da gasolina para conter a inflação, o que impede melhor remuneração ao etanol.

"Vocês fizeram o dever de casa, se ajustaram, acreditaram na propaganda do governo, assumiram compromissos para fornecer uma fonte de energia que deveria ser estimulada, apoiada. Mas os erros que foram praticados devem ser corrigidos", disse Marina em discurso para 300 pessoas, entre lideranças e empresários do setor.

Vista ainda com ressalvas por representantes do agronegócio, Marina disse que se o atual governo tivesse feito "menos propaganda" e tivesse "mais governança", o setor não estaria na situação em que se encontra hoje.

A candidata afirmou que o setor procurou se ajustar para produzir com sustentabilidade e citou como exemplo a mecanização da colheita de cana de açúcar, "para evitar a mão de obra de penúria".

"Vocês fizeram tudo isso e olha o prêmio que recebem: o incentivo a uma matriz energética suja, que prejudica o setor [sucroalcooleiro]."

Marina prometeu ainda criar "um marco regulatório com regras claras" para que as empresas voltem a investir no setor e disse que a medida está em seu programa.

Marina, porém, negou que tenha visitado a feira para agradar aos representantes do agronegócio e disse que o compromisso havia sido firmado por Eduardo Campos, seu ex-companheiro de chapa morto em 13 de agosto.

A candidata falou ainda que deve manter a Embrapa "forte e vigorosa" e que é possível aliar a defesa do ambiente às atividades agrícolas. "Há uma visão equivocada de que quando se fala em agricultura e pecuária significa ser contra o meio ambiente. É possível juntar as coisas numa mesma equação."

Para Marina, o Brasil continuará sendo potência agrícola, elevando a produção com ganho de produtividade.

AMADOR

Durante o seu discurso, Marina respondeu ao candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, que afirmou que o Brasil não pode ser governado por "amadores".

"Dizem que o Brasil não pode ser governado por amadores dos sonhos, mas o Brasil terá que escolher e apostar no sonho de que possamos ter um Estado eficiente, escolhendo os melhores e não os indicados por interesses partidários", declarou.

(JOÃO ALBERTO PEDRINI)

16/06/2014

Aécio, representante dos fichas sujas

Filed under: Aécio Neves,Ficha Suja,Pó pará, Governador! — Gilmar Crestani @ 9:31 am
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Aecio_Bebado_presoRICARDO MELO

Os esqueletos de Aécio

Sombras permanecem na biografia do tucano; cabe ao eleitor medir a sinceridade de seus depoimentos

Ninguém é obrigado a ser candidato a presidente. Mas quem abraça a causa deve saber que sua vida está sujeita a ser esquadrinhada –Mirian Cordeiro que o diga. O tucano Aécio Neves, agora candidato oficial do PSDB, parece incomodado nesta missão.

Ainda pré-candidato, Aécio começou mal. Decidiu fugir de perguntas incômodas, atacar as críticas como obra de um submundo e acionar a Justiça para tentar limpar uma biografia no mínimo controvertida. Nada a favor dos facínoras que inventam mentiras em redes sociais para desqualificar adversários. Mas daí a ignorar questionamentos vai uma distância enorme.

A repórter Malu Delgado, da revista "piauí", prestou um belo serviço ao escrever um perfil do tucano. Lá estão prós e contras, alinhados com sobriedade e rigor jornalístico. Cada um que chegue às suas conclusões. Por enquanto, elas soam desfavoráveis ao candidato.

Deixe-se de lado qualquer falso moralismo. É direito do eleitor sabatinar quem se propõe a dirigir o país. A fronteira entre o público e o privado se esmaece, sem que isso signifique a condenação a priori de qualquer um.

Vídeos na internet mostram práticas nada republicanas, como gostam de falar, por parte do então governador de Minas Gerais. Entre outras façanhas em bares e blitze, montou uma tropa de choque midiática para sufocar críticas.

Tanto fez que a guilhotina tucana decapitou sem piedade inúmeros jornalistas em Minas Gerais. Os testemunhos estão à disposição, basta querer ver e ouvir.

Sombras permanecem. A questão das drogas é uma delas, e cabe ao candidato refutá-las ou não; ao eleitor, mensurar a sinceridade dos depoimentos e até que ponto o tema interfere na avaliação do postulante. Aécio tem se embaralhado frequentemente no assunto. Adotou como refúgio a acusação de que tudo não passa de calúnias. Ao vivo, acusou jornalistas reconhecidamente sérios de dar vazão a rumores eletrônicos. Convenceu? Algo a conferir.

Na reportagem citada, destaca-se um mistério. Uma verba de R$ 4,3 bilhões, supostamente destinada à saúde, sumiu dos registros oficiais do Estado. Apesar de contabilizada na propaganda, a quantia inexiste nos livros de quem teria investido o dinheiro.

O caso foi a arquivo sem ter o mérito da questão examinado. A promotora autora da denúncia insiste na ação de improbidade. Na falta de esclarecimentos dos acusados, aguarda-se o veredicto da Justiça.

Esqueletos à parte, na convenção de sábado (14) Aécio teve a chance de ao menos apresentar um programa que justificasse a candidatura. Perda de tempo. O evento faria corar a banda de música da finada UDN. Discursos mirabolantes se esforçaram para preencher o vazio de alternativas.

Ouviram-se insistentemente anátemas contra a corrupção. Ninguém se referiu, contudo, às peripécias do mensalão mineiro e às manobras, também nada republicanas, do correligionário Eduardo Azeredo para escapar de uma condenação.

O distinto público continua sem saber se o salário mínimo vai mudar, se a aposentadoria fica como está, se haverá um tarifaço e quais medidas um governo tucano propõe para melhorar o bem-estar do povo. Ministérios serão cortados, esbraveja o senador. Mas quais? A reeleição, comprada a peso de ouro pelo seu partido na gestão FHC, vai mesmo acabar? A respeito disso tudo, o que ressoa é o eco das tais "medidas impopulares".

Em lugar de propostas, metáforas mal construídas que começam com brisa, crescem para ventania e acabam em tsunami. Talvez porque Minas não tenha acesso ao mar.

Se quiser seguir em frente, Aécio Neves está muito a dever. Saiu da zona de conforto mineira, em que a imprensa é garroteada impiedosamente para abafar desmandos de gestão. O jogo mudou, e o neto de Tancredo deve providenciar urgentemente garrafas para vender.

Não adianta apostar apenas no erro do adversário. Amante de relógios caros, muitos deles capazes de quitar com seu valor dezenas e dezenas de prestações de aspirantes a uma casa própria, o tucano já deveria ter aprendido que quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

13/04/2014

Forza Italia, só com a máfia de Berlusconi & CIA na prisão

Filed under: Fascismo,Forza Itália,Máfia,Nazismo,Silvio Berlusconi — Gilmar Crestani @ 11:26 am
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O partido direitista italiano dos “polentoni”, Forza Itália, de Berlusconi e CIA, se apropriou do máfia dos “terroni”. É o norte contra o sul, mas o norte copiando o que existe de pior no bico do pé da bota. E pensar que Silvio Berlusconi foi muito festejado pela Globo e suas filiais. Bem pelo menos eles são coerentes…

Detenido en Beirut Marcello Dell’Utri, fundador de Forza Italia con Berlusconi

El político y colaborador de Berlusconi intentaba escapar a una condena por asociación mafiosa

Pablo Ordaz Roma 12 ABR 2014 – 22:03 CET9

El cofundador de Forza Italia Marcello Dell’Utri en una imagen de archivo. / DAMIEN MEYER (AFP)

Marcello Dell’Utri es el amigo siciliano de Silvio Berlusconi. Juntos empezaron hace ya medio siglo a ganar dinero, a construir un imperio empresarial, a fundar después Forza Italia, a ostentar un poder casi absoluto durante las dos últimas décadas y también a huir de la justicia. Dell’Utri fue además el gran mediador con la mafia. El hombre que colocó a un sicario de la Cosa Nostra como mozo de cuadras en la mansión de Berlusconi para garantizar la seguridad de la familia y el que, elección tras elección, se encargó de que las urnas en Sicilia contuvieran el debido tributo al jefe. Sus destinos han ido siempre tan parejos que ahora, mientras Berlusconi espera que los jueces decidan cómo debe cumplir su condena por fraude fiscal, Dell’Utri ha sido detenido en un lujoso hotel de Beirut (Líbano) tras ser condenado a siete años de cárcel por asociación mafiosa.

El exsenador Dell’Utri, de 74 años, fue arrestado a las 08.30 de la mañana del sábado en hotel Intercontinental Phoenicia en posesión, según los medios italianos, de una gran cantidad de dinero. Su teléfono celular y una tarjeta de crédito sirvieron a la Interpol para dar con el político solo un día después de que el Tribunal de Apelación de Palermo (Sicilia) emitiera una orden de detención. En las últimas horas se había difundido el rumor —sostenido al parecer por algunas interceptaciones telefónicas— de que el viejo colaborador de Berlusconi se había fugado de Italia antes de que, el próximo martes, el Tribunal Supremo confirmase la condena de siete años de cárcel por asociación mafiosa. Según las últimas noticias, Dell’Utri habría llegado a Beirut procedente de París el pasado 3 de abril.

Según los jueces, Dell’Utri participó en mayo de 1974 en una reunión con distintos representantes de la Cosa Nostra para garantizar la seguridad de Berlusconi y su familia, a resultas de la cual se determinó que el mafioso Vittorio Mangano entrara a trabajar, bajo el disfraz de mozo de cuadras, en la mansión de Arcore. Aquel encuentro, según la sentencia que condenó por primera vez al entonces senador en 2010, sentó las bases del pacto que “ligaría a Berlusconi, Dell’Utri y la Cosa Nostra hasta 1992”. Tras anunciar su detención en el hotel de Beirut, el ministro del Interior, Angelino Alfano, aseguró que ya se están haciendo las gestiones diplomáticas oportunas para que el fugitivo sea repatriado a Italia en las próximas horas.

Se trata de mucho más que la detención de un anciano fugitivo. Es, sobre todo, la caída de un régimen corrupto. Los viejos fundadores de Forza Italia, socios en la construcción de un poder empresarial y político que se retroalimentaba en un círculo vicioso, se encuentran ahora en manos de la justicia. Berlusconi, de 77 años, condenado en firme por fraude fiscal y pendiente de otros procesos por prostitución de menores y compra de parlamentarios y testigos. Dell’Utri, de 74, nada más y nada menos que por asociación mafiosa.

Una época que acaba entre rejas.

Detenido en Beirut Marcello Dell’Utri, fundador de Forza Italia con Berlusconi | Internacional | EL PAÍS

15/03/2014

Ficha Corrida de um (mau) elemento

Filed under: Eduardo Cunha,PC Farias — Gilmar Crestani @ 5:28 pm
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É com esta Ficha que a Direita pretende derrotar a Esquerda! Ao contrário do Lula, Eduardo Cunha deve estar cheio dos diplomas… O PC Farias, Eduardo Cunha faz!

Ficha corrida do deputado Eduardo Cunha

Trajetória exemplar

André Singer

Alguns dados biográficos do líder do PMDB, Eduardo Cunha, ajudam a entender a lavada, de 267 a 28, que o governo levou na votação da última terça-feira, quando a Câmara decidiu criar comissão para investigar a Petrobras.

Mais de um ano atrás, Janio de Freitas, referência do jornalismo político brasileiro, já advertia que, com a presença de Cunha junto a Renan Calheiros e Henrique Alves no comando do Congresso, Dilma iria ter dificuldades. Na época, o jornalista lembrava que Cunha "é cria de Paulo César Farias, que o pinçou do vácuo para a presidência da então Telerj, telefônica do Rio". Corria o ano de 1990. Não demoraria muito para que o mandato de Fernando Collor de Mello fosse tragado por denúncias. No epicentro da debacle collorida estava PC Farias.

Consta que Cunha aproximou-se do meio evangélico do Rio de Janeiro. Filiado ao PPB (hoje PP), de Paulo Maluf, e com apoio religioso, candidatou-se a deputado estadual em 1994, iniciando uma carreira política própria, o que o levou a ser eleito para a Assembleia Legislativa daquele Estado em 2000, galgando daí a passagem para a Câmara dos Deputados em 2002, sempre pela agremiação malufista.

No meio desse caminho, alinhado à direita, nem por isso deixou de participar do governo Garotinho (1999-2002), então no PDT, no Estado do Rio. No entanto, as relações entre ambos depois se deterioraram. Por ocasião da MP dos Portos, alguns meses atrás, os dois ex-colegas de administração travaram carinhoso diálogo no plenário da Câmara, segundo relato de Merval Pereira, de "O Globo". O ex-governador do Rio disse que a emenda patrocinada por Cunha cheirava mal e tinha motivações escusas. Em resposta, o ex-auxiliar teria se referido a Garotinho como batedor de carteira.

Em 2006, Cunha reelegeu-se deputado federal, agora pelo PMDB, sempre com apoio evangélico –em 2010, conseguiu 150 mil votos. A disputa entre Cunha e Dilma vem desde o início do mandato desta, quando, após denúncias em Furnas envolvendo, segundo o "Valor" (25/7/2011), um "grupo ligado" ao deputado, ela nomeou para dirigir a estatal nome fora do círculo de influência do parlamentar carioca.

Em 2007, Cunha havia segurado a Medida Provisória que prorrogava a CPMF até Lula nomear indicação sua para a presidência de Furnas. Maior empresa da Eletrobras, com orçamento bilionário e fundo de pensão importante, Furnas é joia muito cobiçada. A perda do controle sobre a estatal explicaria a posição belicosa do comandante do PMDB na Câmara em relação a Dilma.

Em resumo, é quase um quarto de século de experiência acumulada em controvertidas matérias republicanas. Convém não subestimar.

SQN

20/12/2013

As viúvas de Mário Amato

Filed under: Ódio de Classe,CPMF,IPTU,Mário Amato,Paulo Skaf — Gilmar Crestani @ 9:55 am
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Haddad diz que Fiesp prejudicou saúde no Brasil e agora quer lesar SP

A burguesia perversa e cínica

SEVERINO MOTTA

O prefeito Fernando Haddad (PT) disse nesta quinta-feira (19) que a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), após ter prejudicado a Saúde no Brasil lutando pela derrubada da CPMF, quer prejudicar São Paulo com as ações que impediram o aumento do IPTU na capital paulista.

A declaração foi dada após uma reunião com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa. Caberá a ele analisar um pedido da prefeitura que tenta derrubar a decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) que impediu o aumento do imposto. A expectativa é que Barbosa dê uma solução para o caso antes do Natal.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf (PMDB-SP), autor de uma das ações que levou o TJ-SP a vetar o aumento, havia se encontrado com Barbosa pouco antes de Haddad, também na tarde desta quinta. A outra ação foi movida pelo PSDB.

"A Fiesp lutou contra a CPMF. Isso tirou R$ 60 bilhões da saúde. Fez bem para a saúde? Acho que não. Nós economizamos muito pouco individualmente e prejudicamos muito a saúde pública em função do fim da CPMF. Acho que a Fiesp está tentando fazer agora a mesma coisa com a cidade de São Paulo", disse o prefeito.

Para Haddad, a suspensão do aumento –de até 20% para imóveis residenciais e até 35% para comerciais– trará problemas para a saúde e a educação do município, uma vez que 50% dos recursos do IPTU são direcionados a estas áreas.

O prefeito também destacou que o orçamento da cidade foi feito com a expectativa desta arrecadação e disse que o imposto não representará um peso muito grande no bolso dos paulistanos.

"Estamos diluindo isso em 4 anos para que fique leve para todo mundo. Trata-se de um aumento médio de R$ 15 por mês apenas. Todos esses argumentos foram trazidos para o presidente do STF que vai emitir o seu juízo", disse.

SQN

04/10/2013

A oposição já tem candidato aglutinador: US(tr)A

Filed under: Brilhante Ustra,Ditadura,Tortura — Gilmar Crestani @ 9:01 am
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Justiça Federal nega pedido de absolvição sumária de Ustra e dá continuidade à ação penal

Foto: Wilson Dias/ABr

Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra foi comandante do Doi-Codi em São Paulo durante a ditadura militar | Foto: Wilson Dias/ABr

Da Redação

A Justiça Federal negou nesta quarta-feira (2) o pedido de extinção do processo e de absolvição sumária de Carlos Alberto Brilhante Ustra, Carlos Alberto Augusto e Alcides Singillo, acusados de sequestro qualificado do corretor de valores Edgar de Aquino Duarte, desde junho de 1971. A Justiça afastou as alegações das defesas – inépcia da denúncia, inexistência de provas, ocorrência de prescrição e anistia, obediência hierárquica, entre outras – e determinou o prosseguimento da ação penal, designando para os dias 9, 10 e 11 de dezembro as audiências para a oitiva das testemunhas de acusação no caso do desaparecimento do corretor. As testemunhas serão ouvidas perante a 9ª Vara da Justiça Federal de São Paulo. As audiências são públicas.

Edgar Aquino Duarte ficou preso ilegalmente primeiramente nas dependências do Destacamento de Operações Internas do II Exército (Doi-Codi) e depois no Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops-SP), até meados de 1973. Nascido em 1941, no interior de Pernambuco, tornou-se fuzileiro naval e membro da Associação de Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil. Em 1964, logo após o golpe militar, foi expulso das Forças Armadas, acusado de oposição ao regime ditatorial. Exilou-se no México, depois em Cuba e só voltou ao Brasil em 1968, quando passou a viver em São Paulo com o falso nome de Ivan Marques Lemos.

Nessa época, Duarte montou uma imobiliária e depois passou a trabalhar como corretor da Bolsa de Valores, atividade que exerceu até ser sequestrado. No final da década de 70, encontrou-se com um antigo colega da Marinha, José Anselmo dos Santos, o “Cabo Anselmo”, que havia acabado de retornar de Cuba. Os antigos companheiros acabaram dividindo um apartamento no centro de São Paulo, até que Cabo Anselmo foi detido e cooptado pelo regime. Há suspeitas de que Duarte foi sequestrado apenas porque conhecia a verdadeira identidade do Cabo Anselmo, que passara a atuar como informante dos órgãos de repressão.

Durante as investigações, os procuradores encontraram documentos do II Exército que atestam que Edgar de Aquino Duarte foi preso, que ele não pertencia a nenhuma organização política e que de fato atuava como corretor de valores. Não tinha, portanto, como reconheceram os próprios órgãos de repressão, qualquer envolvimento com a resistência ao regime ditatorial.

A tese de que o crime cometido contra Edgar de Aquino Duarte não está prescrito é baseada em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizaram a extradição de agentes acusados pelo Estado argentino de participação em sequestros realizados há mais de 30 anos, sob o argumento de que, enquanto não se souber o paradeiro das vítimas, remanesce a privação ilegal da liberdade e perdura o crime. Além disso, a Lei da Anistia não se aplica ao caso, pois os fatos continuaram a ser praticados após a sua edição.

A denúncia do Ministério Público Federal em São Paulo foi recebida em 23 de outubro de 2012 e ajuizada no dia 17 de outubro de 2012. Seu número para acompanhamento processual no site da Justiça Federal é 00115806920124036181. O processo não está sob sigilo e pode ser acompanhado por qualquer cidadão.

Com informações da Procuradoria da República em São Paulo.

Justiça Federal nega pedido de absolvição sumária de Ustra e dá continuidade à ação penal « Sul 21

13/09/2013

Sabes qual é a punição para um PGR corrupto? Aposentadoria!

Filed under: PGR — Gilmar Crestani @ 8:54 am
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É engraçado este pessoal do MP. Nunca vi um membro do PM questionar a aposentadoria de Procurador ou Magistrado afastado por corrupção. A punição, saibam o que não querem saber, é aposentadoria com proventos integrais. O MP, como braço armado da direita hidrófoba, não só tem moral como é imoral. Se a Justiça é cega, o MP usa antolhos.

A PGR e a arte de executar moribundos no campo de batalha

sex, 13/09/2013 – 08:08

Da Folha

Aposentadoria de Genoino é questionada

A procuradora-geral interina da República, Helenita Acioli, disse que deverá pedir que José Genoino, condenado no mensalão, não tenha aposentadoria da Câmara. "Como ele vai pedir aposentadoria se ele foi condenado? É muito estranho", disse. O deputado pediu o benefício por invalidez.

14/03/2013

Neoliberalismo é isso aí!

Filed under: Neoliberalismo — Gilmar Crestani @ 8:24 am
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Neoliberalismo y subjetividad

Por Jorge Alemán *

I

El neoliberalismo no es sólo una ideología que defienda la retirada del Estado, su desmantelamiento a favor del mercado, o un dejar hacer a la “mano invisible” del capitalismo financiero. Tal como ya lo ha demostrado Michel Foucault, en “ el nacimiento de la biopolítica”, y actualmente Christian Laval y Pierre Dardot, el neoliberalismo, a diferencia del liberalismo clásico o el neoconservadurismo, es una construcción positiva, que se apropia no sólo del orden del Estado, sino que es un permanente productor de reglas institucionales, jurídicas y normativas, que dan forma a un nuevo tipo de “racionalidad” dominante. Esta racionalidad actualmente se ha adueñado de todo el tejido institucional de la llamada Unión Europea, en la consumación final de su estrategia de dominación. El neoliberalismo no es sólo una máquina destructora de reglas, si bien socava los lazos sociales, a su vez su racionalidad se propone organizar una nueva relación entre los gobernantes y los gobernados, una “gubernamentabilidad” según el principio universal de la competencia y la maximización del rendimiento extendida a todas la esferas públicas, reordenándolas y atravesándolas con nuevos dispositivos de control y evaluación: como insistió Foucault, explicando la génesis del neoliberalismo, es la propia población la que pasa a ser objeto del saber y el poder.

II

Remarcando entonces el carácter “constructivo” del neoliberalismo y no sólo su faz destructiva, o insistiendo en el orden que se pretende hacer surgir a partir de sus destrucciones, se puede mostrar que las técnicas de gobernación propias del neoliberalismo tienen como propósito, en consonancia con la racionalidad que lo configura, producir, fabricar, un nuevo tipo de subjetividad. A diferencia del sujeto moderno, diferenciado en sus fronteras jurídicas, religiosas, institucionales, etc., el sujeto neoliberal se homogeneiza, se unifica como sujeto “emprendedor”, entregado al máximo rendimiento y competencia, como un empresario de sí mismo. Un empresario de sí mismo que, a diferencia de los “cuidados de sí” clásicos o modernos que apuntaban, en el caso clásico, a protegerse de los excesos, en el caso moderno, a buscar la mejor adaptación o alienación soportable, el empresario de sí, el sujeto neoliberal, vive permanentemente en relación con lo que lo excede, el rendimiento y la competencia ilimitada.

III

Las técnicas de gestión, los dispositivos de evaluación, los coach, los entrenadores personales, los consejeros y estrategas de vida son el suplemento social del sujeto neoliberal producido por los dispositivos de la racionalidad neoliberal. El sujeto neoliberal, viviendo fuera de su límite, en el goce de la rentabilidad y la competencia y estableciendo consigo mismo la lógica del emprendedor está a punto de fracasar a cada paso. El stress, el ataque de pánico, la depresión, “la corrosión del carácter”, lo precario, lo líquido y fluido, etc., constituyen el medio en que el sujeto neoliberal ejerce su propio desconocimiento de sí, con respecto a los dispositivos que lo gobiernan. Esos dispositivos que le reclaman que sea “el actor de su propia vida”, el que racionaliza su deseo en la competencia y en la técnica de conducirse a sí mismo y a los demás Este es ahora el verdadero “management del alma” del que habló Lacan en los ’50 y ahora se consuma.

IV

El neoliberalismo se propone como la racionalidad actual del capitalismo. Podemos afirmar que su racionalidad cumple con lo analizado por Heidegger con respecto a las “estructuras de emplazamiento” del ser propias de la técnica, que provocan en el ser humano una presentación de su existencia en forma de cálculo de sí, o con lo planteado por Lacan en el Discurso Capitalista, donde el sujeto ya sólo está condicionado por la “plusvalía” de goce. El fin último del neoliberalismo es la producción de un sujeto nuevo, un sujeto íntegramente homogeneizado a una lógica empresarial, competitiva, comunicacional, excedida todo el tiempo por su performance. Sin la distancia simbólica que permita la elaboración política de su lugar en los dispositivos que amaestran su cuerpo y su subjetividad.

V

¿Pero se puede producir enteramente al sujeto? ¿Tienen los dispositivos el poder y la fuerza material para secuestrar al sujeto y volverlo un “neosujeto” emprendedor de sí? He aquí uno de los grandes debates contemporáneos: ¿el sujeto es meramente una producción histórica efectuada por los dispositivos del poder y el saber, como piensan los foucaultianos? O, como han pensado Freud, Heidegger y Lacan, hay ciertos elementos en la propia constitución estructural del sujeto, que ningún orden político-histórico puede integrar al menos en forma total y definitiva. La posible lucha contra el neoliberalismo depende de esta cuestión: ¿qué hay en el advenimiento del sujeto en su condición mortal, sexuada y mortal que no pueda ser atrapado por los dispositivos de producción de subjetividades específico del neoliberalismo?

VI

Latinoamérica es actualmente, en alguno de sus países, la primera contraexperiencia política con respecto al orden racional dominante en el siglo XXI. El neoliberalismo se extiende no sólo por los gobiernos, circula mundialmente a través de los dispositivos productores de subjetividad. Por ello a Latinoamérica le corresponde la responsabilidad universal de ser el lugar donde se pueda indagar todo aquello que en los seres hablantes mujeres y hombres no está dispuesto para alimentar la extensión ilimitada del sujeto neoliberal.

* Psicoanalista y escritor. Consejero cultural de la embajada argentina en España.

Página/12 :: Contratapa :: Neoliberalismo y subjetividad

13/08/2011

O ovo da serpente

Filed under: Bolsonaro,O Ovo da Serpente — Gilmar Crestani @ 7:01 am
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A mortandade em Tucson, a hecatombe na Noruega. Por traz de aparentes  loucuras, uma lógica política que a Direita sempre soube praticar. Agora com aval da velha mídia, de Murdoch aos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. A  velha mídia brasileira é aquela que haja o que houver, aconteça o que tenha de acontecer está sempre ao lado dos criminosos do colarinho branco, não por acaso identificados com a direita. Se estiverem de algum modo favoráveis à ditadura, então são amados e recebem espaços generosos, nunca perseguem um Bolsonaro!

Filho de Bolsonaro diz que juíza executada no Rio ‘humilhava réus’

No Twitter, deputado do Rio afirma que recebia queixas por ela chamar acusados de ‘vagabundos’

12 de agosto de 2011 | 18h 17

SÃO PAULO – O deputado estadual do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro (PP) disse nesta sexta-feira, 12, em seu perfil no Twitter (@flaviobolsonaro), que a juíza executada em Niterói na noite de ontem, Patrícia Acioli, "humilhava" os réus que interrogava e que isso teria contribuído para ela adquirir "desafetos" durante a carreira.

Veja também:
link Ministro da Justiça manda PF investigar morte de juíza
link País tem pelo menos 87 juízes ameaçados de morte
link GABEIRA: Juíza morreu porque cumpria a lei

Reprodução

Reprodução

Segundo Flávio, forma de agir de Patrícia era gratuita

"Que Deus tenha essa juíza, mas a forma absurda e gratuita com que ela humilhava policiais nas sessões contribuiu para ter muitos inimigos", escreveu o político, filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PP). Após receber possíveis críticas pelo comentário, ele esclarece: "Repudio a morte da juíza, apenas disse que ela teria muitos inimigos, não pelo exercício da profissão, mas por humilhar gratuitamente réus."

Flávio cita exemplos de reclamações que recebia sobre o suposto tratamento grosso de Patrícia para com os réus. "Cansei de receber em meu gabinete policiais e familiares, incentados (sic) por ela, acusando-a de chamá-los de ‘vagabundo’ e ‘marginal’ nas oitivas. (Eu) orientava sempre que deveriam formalizar denúncia no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) contra ela, por abuso de autoridade, nunca para tomar atitude violenta."

Por outro lado, colegas de profissão, como o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, ressaltam a coragem de Patrícia ao confrontar grupos criminosos, apesar de não falar de seus métodos. "Enfrentava grupos perigosos que atuavam na região: milícias, bicheiros e quadrilhas de transporte clandestino", disse.

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) também aponta o bom trabalho que a magistrada fazia na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, na Baixada Fluminense. "Realizava exemplarmente o seu trabalho no combate ao narcotráfico em defesa da sociedade", afirma em trecho da nota divulgada.

Patrícia Acioli foi morta dentro do carro com vários tiros quando se aproximava da entrada do condomínio onde morava, em Niterói. Ela foi surpreendida por homens utilizando toucas ninja ocupando duas motos e dois carros. A polícia acredita que o crime tenha sido encomendado.

Filho de Bolsonaro diz que juíza executada no Rio ‘humilhava réus’ – brasil – Estadao.com.br

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