Ficha Corrida

15/05/2015

Com Cel. Telhada & Robson Marinho, PSDB já tem chapa presidencial para 2018

pozzobomNada mais emblemático do momento em que vivemos do que as figuras de Robson Marinho, Cel. Telhada e Alberto Youssef. Os golpistas assoCIAdos aos Instituto Millenium, encabeçados pela Rede Globo, ao transformarem golpistas, chantagistas, boçais e toda sorte de corrupto em herói, inverteram a lógica do processo civilizatório. De repente, como nos tempos da ditadura, bandido vira herói e honestos presos sem um fiado de prova.

O Cel. Telhada comandar Comissão de Direitos Humanos é o mesmo que Fernandinho Beira-Mar assumir o Departamento de Combate ao Narcotráfico e Robson Marinho presidir o Tribunal de Contas.

A derrota eleitoral está trazendo à tona o déficit civilizatório da direita nacional. Adversários viram inimigos e por qualquer desculpa viram presidiários para satisfazer a sanha dos perdedores. Os baixos instintos que levavam empresários financiarem a Operação Bandeirantes – OBAN e, por serem financiadores obtinham o privilégio de presenciarem sessões de tortura, estupro e morte nos porões do DOI-CODI. E depois ainda podiam contar com as peruas da Folha de São Paulo pra transportar os corpos dilacerados para as valas clandestinas do Cemitério de Perus.

No andar da carruagem Fernandinho Beira-Mar pode vir a ser solto por delação premiada. Basta fazer como todo bandido escolhido a dedo pelos sem-voto e dizer que o helipóptero pertencia ao filho do Lula. Se declararem que os 450 kg de cocaína encontrados no helicóptero sem dono na verdade pertenciam a Lula e serviriam para financiar a campanha da Dilma, poderá aparecer no Jornal Nacional como um grande injustiça, quiçá mais que Tiradentes.

Como na música do Chico Buarque, chame o ladrão!

Afastado por corrupção, Marinho recebe R$ 45,7 mil

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Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), Robson Marinho, foi afastado de suas funções em agosto, sob suspeita de ter recebido na Suíça US$ 2,7 milhões em propinas da multinacional francesa Alstom, entre os anos de 1998 e 2005; o Ministério Público acusa Marinho de enriquecimento ilícito, sustenta que ele lavou dinheiro no exterior e afirma que ele participou de um “esquema de ladroagem de dinheiro público”

15 de Maio de 2015 às 06:21

247 – Afastado desde agosto por suspeita de corrupção, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), Robson Marinho, continua a receber remuneração de R$ 45,7 mil, mesmo sem trabalhar.

Marinho recebe seu salário como conselheiro– no valor de R$ 30,4 mil – e também um vencimento a título de pensão parlamentar via administração geral do Estado – estimada em R$ 15,3 mil.

Em agosto de 2014, Maria Gabriella decretou o afastamento de Marinho de suas funções no TCE. Ele está sob suspeita de ter recebido na Suíça US$ 2,7 milhões em propinas da multinacional francesa Alstom, entre os anos de 1998 e 2005.

O Ministério Público acusa Marinho de enriquecimento ilícito, sustenta que ele lavou dinheiro no exterior e afirma que o conselheiro de contas participou de um “esquema de ladroagem de dinheiro público”. A Promotoria afirma ainda que o conselheiro recebeu propina para favorecer a Alstom, contratada na década de 1990 no âmbito do aditivo X do Projeto Gisel, empreendimento da Eletropaulo, antiga estatal paulista.

Em fevereiro deste ano, a Justiça de São Paulo decretou o bloqueio de R$ 282 milhões da multinacional francesa Alstom e de Marinho.

Afastado por corrupção, Marinho recebe R$ 45,7 mil | Brasil 24/7

 

‘Indicação de Telhada desrespeita fundadores do PSDB’

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Um dos criadores do PSDB e Secretário Nacional dos Direitos Humanos (1997 e 2000) na gestão de Fernando Henrique Cardoso, sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro diz que a decisão de nomear o ex-comandante da Rota Coronel Telhada para a Comissão de Direitos Humanos “desrespeita” os fundadores do partido e especialmente a “memória” de dois deles: Franco Montoro e Mário Covas, ex-governadores de São Paulo; “O Telhada é suspeito de participar de mortes comandadas pela Rota […] Eu acho que esse currículo não é o mais adequado para participar de uma comissão de direitos humanos”

15 de Maio de 2015 às 07:09

247 – O sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro se juntou a outros tucanos históricos na assinatura de um manifesto da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, ligada à Arquidiocese de São Paulo, que pede ao líder do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Carlão Pignatari, que revogue a nomeação e do ex-comandante da Rota Coronel Telhada para a Comissão de Direitos Humanos da Casa.

Um dos criadores do PSDB e Secretário Nacional dos Direitos Humanos (1997 e 2000) na gestão de Fernando Henrique Cardoso, ele diz que a decisão “desrespeita” os fundadores do partido e especialmente a “memória” de dois deles: Franco Montoro e Mário Covas, ex-governadores de São Paulo.

“Nós consideramos que essa indicação é inadequada para o PSDB”, disse. “O Telhada é suspeito de participar de mortes comandadas pela Rota […] Eu acho que esse currículo não é o mais adequado para participar de uma comissão de direitos humanos”, disse em entrevista à Carta Capital (leia aqui).

‘Indicação de Telhada desrespeita fundadores do PSDB’ | Brasil 24/7

16/05/2014

Déficit civilizatório

Filed under: Direita,Violência — Gilmar Crestani @ 9:28 am
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Vira-bostasÉ bem simples de saber se os linchamentos são ideológicos ou civilizatório. Basta identificar em que espectro ideológico circulam os que defendem linchamentos. Rachel Sheherade é de esquerda ou de direita? Com que segmento político ela se refestela? Hoje, os maiores incentivadores do linchamento são os velhos grupos de mídia. Afinal, ninguém faz mais linchamento público do as cinco famílias: Civita, Frias, Mesquita, Marinho & Sirotsky. Quem é que defende a menoridade penal? Quem faz campanha pelo recrudescimento da legislação penal? Os Tribunais de Rua têm juízes ancorando jornalismo. Quem via Lasier Martins, no Jornal do Almoço da RBS, imprecando contra movimentos sociais entende do se trata linchamento e incitação à violência. Os principais âncoras dos maiores grupos de comunicação são linchadores: investigam, julgam e condenam sem direito à defesa. Fazem isso diuturnamente. São a prova viva do déficit civilizatório encastelado na velha mídia. E o resultado é esse aí, o linchamento de inocentes.

Deter-se no resultado ao invés de voltar às origens, de quem incita a violência, de quem fomenta a justiça pelas próprias mãos é prova de que mesmo as pessoas com maior nível de informação não estão interessadas em apontarem os verdadeiros culpados.

VIRGÍLIO AFONSO DA SILVA

TENDÊNCIAS/DEBATES

Tribunais de rua

Nos casos de linchamento, não há polarização entre direita e esquerda. A contraposição é entre civilização e barbárie

Há três meses, um homem foi amarrado nu a um poste no Rio de Janeiro. Era bandido, diziam. Há 13 dias, uma mulher foi linchada no Guarujá (SP). Era sequestradora de crianças, pensaram. O primeiro caso gerou polêmica, especialmente porque muitos defenderam o que ocorreu. Do segundo caso, todos quiseram se distanciar. Afinal, a mulher linchada até a morte era inocente.

Mas ambos os casos fazem parte do mesmo fenômeno: a justiça feita com as próprias mãos. Quem tenta se afastar do caso de linchamento argumenta que a mulher do Guarujá era inocente. Isto é: o que está em questão para muitos não é o linchamento em si, mas a culpa ou inocência de quem foi linchado.

Mas se a decisão sobre quem é culpado ou inocente é tomada pela própria população –e essa é a ideia que sustenta a prática da justiça com as próprias mãos–, então o erro de julgamento não justifica nada. Ele pode, quando muito, ser considerado um acidente de percurso. Além disso, essa justificativa é hipócrita na medida em que os justiceiros do Rio de Janeiro foram apoiados sem que se soubesse exatamente se o rapaz era culpado.

Em um Estado de Direito, nada justifica o desrespeito ao direito de defesa e de ser julgado por um juiz imparcial. Não há falha na segurança pública –e, no Brasil, as falhas são notórias– que autorize qualquer pessoa na rua a fazer o papel de juiz.

Essa constatação é compartilhada por pessoas de vários matizes ideológicos. Se há algo que os adeptos tanto de um Estado mínimo quanto de um Estado mais proativo têm em comum é a ideia de que quem pode julgar (e condenar) as pessoas é o Estado, e somente o Estado.

Assim, ao contrário do que muitos pretendem, não há aqui uma polarização entre direita e esquerda ou entre conservadores e progressistas. A contraposição é entre civilização e barbárie.

A conquista civilizatória de não ser julgado pelo seu vizinho, de não ser apedrejado na rua, de não ser amarrado a um tronco não pode ser destruída porque o Estado em alguma medida falha em sua tarefa de garantir a segurança pública.

Embora trivial, essa constatação tem sido colocada em xeque não apenas pelas declarações daqueles que participaram desses atos de justiça com as próprias mãos (boa parte deles não pensa ter feito algo em si errado), mas também por declarações de apoio –ou, como preferem alguns, de compreensão– por parte da mídia. Quando atos como esses são naturalizados em rede nacional, não se pode ficar calado.

Em primeiro lugar, porque está na hora de desmistificar a ideia de que quem é contra a justiça com as próprias mãos é a favor da impunidade. Ser contrário a que alguém seja amarrado nu a um poste e, ao mesmo tempo, ser a favor de que essa mesma pessoa seja responsabilizada por crimes que eventualmente tenha cometido são coisas incompatíveis somente na cabeça daqueles que pensam que nem todos têm direito a um julgamento imparcial.

Em segundo lugar, porque nunca é demais lembrar que liberdade de expressão implica responsabilidade. Quem apoia a barbárie em rede nacional merece ser criticado abertamente. Quem acusa os críticos de intolerantes, quem se acha patrulhado, quem pensa, enfim, que as críticas ferem sua liberdade de expressão parece não ter entendido muito bem o sentido dessa liberdade e a responsabilidade que seu uso implica.

Não fosse assim, teríamos que ser acusados de intolerantes ao repudiarmos aqueles que, no Guarujá, gritaram "é ela! é ela! é ela!". Afinal, eles estavam apenas exercendo a sua liberdade de expressão.

VIRGÍLIO AFONSO DA SILVA, 40, é professor titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

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