Ficha Corrida

22/09/2013

Para a Folha, trabalho escravo é custo Brasil

Filed under: Inditex,Trabalho Escravo,Zara — Gilmar Crestani @ 8:44 am
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A Zara, do grupo espanhol Inditex, está envolvido com trabalho escravo em todo mundo. Basta botar o nome no google e pesquisar. Às favas com os pudores e a verdade, a Folha quer a Zara, mesmo com trabalho escravo. É inacreditável, mas até parece um texto pago pela Zara para que a Folha publique. É evidente que depois que se fica sabendo do expediente que a Zara usa para obter lucro, só quem é a favor de trabalho escravo continua comprado suas roupas. É a tal lei de mercado, enquanto houver compradores, haverá trabalho escravo na Zara.

Custo Brasil derruba modelo global da Zara

Burocracia, tributação e mão de obra são fatores que fazem empresa considerar país o mais difícil do mundo

Em reunião com investidores, diretor diz que realidade brasileira frustrou a expansão prevista no início

RAQUEL LANDIMDE SÃO PAULO

Admirada e citada no mundo todo como um modelo de eficiência na gestão de estoques e na logística, nem a Zara escapou do "custo Brasil".

A empresa teve que adaptar aqui seus processos que, no resto do planeta, atropelam a concorrência, renovando as prateleiras de 1.770 lojas duas vezes por semana.

Dentre os 86 países em que o grupo espanhol Inditex –o maior varejista têxtil do mundo– atua com a bandeira Zara, o Brasil é considerado o mais difícil. Pior até que a Argentina, conhecida por barreiras aos importados.

O desabafo foi feito por Mauro Friedrich, diretor de logística da Zara no Brasil, em uma reunião com cerca de 30 investidores qualificados num banco, em São Paulo, no início de junho.

A Folha conversou com alguns participantes e obteve um relato detalhado do encontro escrito por um deles. A Zara disse que "não comenta rumores de mercado" e não permitiu que Friedrich desse entrevista.

Na reunião, o executivo apontou como dificuldades a burocracia, a logística, a tributação e a mão de obra pouco qualificada. Ele disse ainda que as concorrentes que estão chegando ao país, como H&M e GAP, vão "penar" para abrir dez lojas.

A Zara desembarcou no Brasil em 1999 e vem crescendo mais devagar do que esperava. Em 14 anos, somou 41 lojas. Friedrich contou aos investidores que o plano era "50 lojas em três anos".

Em reportagens publicadas na época da inauguração da primeira loja, o então presidente da Zara no Brasil, Pedro Janot, declarou um objetivo mais modesto: 40 lojas em seis anos. Ainda assim, demorou mais que o dobro do tempo previsto.

CLASSE A

No Brasil, a Zara se tornou uma marca voltada para a classe A, o que reduz o número de clientes e de lojas. É o contrário do que acontece na Europa, onde atinge até as classes mais baixas.

Os impostos e a infraestrutura ruim elevam os custos no Brasil, onde a renda média é menor. Uma comparação entre os preços praticados aqui e na Espanha em peças básicas encontrou diferenças de 11% a 76%.

"O saldo da Zara no Brasil é positivo. A empresa roubou mercado das marcas premium, mas não se transformou numa marca de massa", diz Alberto Serrentino, sócio da consultoria GS&MD.

A Zara não divulga números por país. Os especialistas acreditam que a empresa está entre as dez maiores varejistas, mas longe das líderes C&A, Renner e Riachuelo.

A C&A é a única estrangeira do trio, mas chegou na década de 70, quando o mercado era fechado, e foi se "nacionalizando". São empresas acostumadas com as agruras do "custo Brasil".

"A Zara trouxe um modelo internacional e avalia o quanto vale a pena se adaptar", disse o consultor Maurício Morgado.

31/05/2013

Impostores do Impostômetro

Filed under: Impostômetro,Impostores,Instituto Millenium,Roberto Civita — Gilmar Crestani @ 9:39 am
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Notícia do El País, neste 30/05/2013: La gasolina sin impuestos en España vuelve a ser la más cara de la eurozona “El litro de la 95 cuesta de media 72,3 céntimos, solo superada por Malta. La media está en 697 céntimos. En la última semana de mayo, el precio medio del litro de gasolina era de 1,437 euros, frente a los 1,412 de la semana anterior, mientras que el diésel ha aumentado de 1,329 a 1,348 euros. Frente a estos precios, la media de la gasolina y del diésel en la zona euro ha sido de 1,612 y 1,415 euros, respectivamente”.

Resumindo, o que os a$$oCIAdos do Instituto Millenium não sabem é que, sem impostos, a gasolina na Espanha custa 72,3 centavos de euro, mas com os impostos, são 1,437 euros. Um euro hoje custa 2,7558 reais. Se os impostores do impostômetro fossem bons de cabeça como são de apoio da mídia, ficariam quietos. Só fazem barulho porque seus seguidores têm cérebros de galinha.

Roberto Civita, Instituto Millenium e outras empulhações

Não exatamente sobre Roberto Civita (ou só sobre), dirigente (morto há pouco) de um império midiático que agrega publicações, mídia eletrônica, canais de rádio e televisão, mas sobre outra de suas “criações”.

Houve, no Rio, semana passada, um ato-manifesto patrocinado pelo Instituto Millenium.

Em um determinado imposto de gasolina, foram atendidos uma centena de consumidores, em fila, para que cada um recebesse 20 litros de gasolina, isentos de impostos.

A ação teve por objetivo comprovar o tal Custo Brasil, e a excessiva carga tributária sobre os contribuintes brasileiros.

Não sei qual é o preço normal da gasolina, pois não dirijo automóveis. Parece ser algo em torno de R$ 2,70. No dia, foi vendida por algo em torno de R$ 1,20.

Foi um desserviço à sociedade, certamente porque Civita e seus comparsas entendam, como Thatcher, que a sociedade não existe.

Afinal, impostos existem em toda sociedade civilizada e, destacadamente, naquelas de corte ocidental. Se a mesma demonstração fosse feita em qualquer país do mundo, descontados não apenas os impostos incidentes no combustível, mas a carga tributária geral, o resultado seria o mesmo.

O cidadão entende que, fazendo parte de uma comunidade, de uma nação, os impostos não são tungas em "seu dinheiro", mas o equivalente percentual ao trabalho que ele oferece à saúde social, a fim de que sejam providos os serviços que são fruídos coletivamente, como aqueles relativos à saúde, educação, saneamento, segurança, energia…

O Instituto apela para o individualismo primário, daquele que não sabe, não percebe, ou prefere dizer que não entende a função do Estado na costura das relações sociais. O que, por si só, provoca os conflitos sociais que a sociedade, enquanto nação e Estado, lutam por mitigar, tendo à testa suas instituições políticas, sociais, econômicas.

Negar essa consciência civil básica ao cidadão é a lição dada por Civita e seus comparsas, na altivez de seus princípios individualistas que não enxergam, de maneira alguma, as consequências de seus atos.

Se chamados às falas, e lembrados que mesmo no país mais "liberal" do mundo, os cidadãos pagam impostos em percentual próximo, equivalente ao brasileiro, eles desconversam. Sonham com um paraíso thatcheriano que não foi construído sequer na Inglaterra e, até onde foi, se apresentou como fonte de problemas sociais que o país não possuía, ao menos em grau tão elevado, devido às ações "liberalizantes" do governo da finada Margareth.

A morte de Civita implica na existência de menos um a propagar ilusões malignas. Mas equivale à morte de um criminoso comum, desses que assaltam, estupram, matam. Afinal, ambos são produtos sociais e, como tais, sempre nascem outros que se colocam nos lugares desocupados pelos mortos.

E os vivos que se fodam.

Marcos Nunes

Roberto Civita, Instituto Millenium e outras empulhações

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