Ficha Corrida

07/01/2014

Coveiro só se entusiasmo com caixões

O choro dos que têm voz e dinheiro. Não necessariamente nesta ordem. Para entender as lágrimas de crocodilo desta gente basta ler o artigo do Clóvis Rossi, um antipetista de carteirinha, na Folha de hoje, aqui. Um dos países festejados pelos antipetistas é o México, que privatizou a PEMEX, a Petrobras deles.  Acontece que a PEMEX já tem o X, que o PSDB queria por na Petrobrax… As notícias sobre o México variam de acordo com os interesses maiores ou menos via Washington. Hoje, no El País, há coisas que não saem nos nossos grupos mafiomidiáticos: “As autodefesas avançam no México: Grupos de civis armados que declararam guerra ao narcotráfico já controlam uma quinta parte do território do Estado de Michoacán”. São os mesmos que, ontem, também na Folha, trouxeram a Colômbia como exemplo a ser seguido. Coincidentemente, ambos participam da ALCA e são luluzinhos dos EUA.

O pessimismo dos empresários é compreensível. Deve ser difícil não ter um exército de desempregados para contratar com salários de fome. Mais otimismo causa a Espanha, onde o desemprego já beira aos 28%. Veja mais aqui, no El País: A desigualdade corrói o projeto europeu: “Seis longos anos após o início da Grande Recessão, o número de britânicos que se veem obrigados a procurar instituições beneficentes para se alimentar cresceu 20 vezes, segundo um relatório recente da ONG Trussell Trust. O governo da Itália reconheceu na semana passada que os níveis de pobreza têm batido recordes desde 1997. O total de espanhóis atendidos pelos serviços de assistência da Cáritas aumentou de 370.000 para 1,3 milhão durante a crise. Doenças como a malária e a peste estão de volta à Grécia.” Esta informação não vais encontrar nos grupos mafiomidiáticos brasilerios. Está no El País, de hoje… Não fosse a internet e estaríamos tendo de beber e comer pelas mãos da máfia travestida em grupos de informação.

Otimismo de empresa brasileira sofre a maior redução em 2013

Pesquisa global ouviu 12,5 mil empresas em 44 países; Brasil passou de 48%, em 2012, a 10%

Falta de confiança nos rumos da economia é principal fator citado para o pessimismo, desbancando burocracia

DAVID FRIEDLANDERDE SÃO PAULO

A falta de confiança no rumo da economia demoliu o otimismo das empresas brasileiras, que até outro dia estavam entre as mais entusiasmadas do mundo.

Ao longo de 2013, o índice de confiança no futuro do país, calculado pela consultoria Grant Thornton, despencou de 48% para apenas 10%. Foi a maior queda entre os 44 países da pesquisa.

A média global, feita com base na opinião de 12.500 empresas sobre os países em que atuam, é 27%. O Brasil ficou abaixo até da média de 22% de otimismo dos Brics, o bloco emergente do qual o país faz parte ao lado de Rússia, Índia, China e África do Sul.

Para pesquisar o índice de confiança na economia brasileira, a anglo-americana Grant Thornton acompanha anualmente o humor de donos e executivos de 300 empresas de médio porte.

O levantamento é feito a cada três meses.

Dos empresários ouvidos, apenas 22% disseram estar seguros o suficiente para fazer novos investimentos este ano –queda de seis pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.

Sobre novas contratações, 37% declararam que planejam aumentar seus quadros. Mas apenas 7% disseram que pretendem dar aos funcionários aumento real de salário (acima da inflação) em 2014.

"O Brasil é um país caro para produzir, a inflação está alta, os juros estão subindo e o governo não consegue entregar o que anuncia. É difícil investir num ambiente desses", afirma José Velloso, presidente-executivo da Abimaq, a associação dos fabricantes de máquinas e equipamentos.

De acordo com Velloso, hoje a maior parte dos novos investimentos sai da prancheta de setores que ele considera protegidos, como a indústria automobilística, ou de atividades em que o país é altamente competitivo, como os segmentos do agronegócio ou da mineração. "É pouco."

As dúvidas em relação ao rumo da economia passaram a ser apontadas como fator que mais incomoda os empresários pela primeira vez desde que o levantamento começou a ser feito no Brasil, em 2007. Até então, o custo de lidar com a burocracia era de longe o mais citado como o principal problema.

"O humor dos empresários não piorou apenas porque o país vem crescendo pouco. É porque a gente não tem a sensação de que há encaminhamento das questões relevantes. Isso mina a confiança", diz Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit, que reúne a indústria têxtil.

Preocupado com a indústria do petróleo, carro-chefe da economia de seu estado, o empresário Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan (federação das indústrias do Rio), reclama de ingerência da parte do governo, como na política de preços da Petrobras.

"Eu vejo empresas que já começam a desconfiar da capacidade da Petrobras de cumprir seu plano de investimento. Elas fizeram investimentos pensando nisso."

G7 x BRICS

A pesquisa da Grant Thornton mostra grandes mudanças de humor entre os empresários dos Brics e também os dos países ricos do G7 (Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Japão e Canadá). O índice de otimismo nesse bloco cresceu 44 pontos percentuais, de -16% no começo de 2012 para 28% no ano passado, impulsionado por perspectivas melhores no Japão, Reino Unido e EUA. No mesmo período, a confiança entre os Brics caiu 17 pontos percentuais e hoje está em 22%.

"O humor dos empresários não piorou apenas porque o país vem crescendo pouco. É porque a gente não tem a sensação de que há encaminhamento das questões relevantes. Isso mina a confiança"
Fernando Pimentel
Diretor-superintendente da Abit, associação que reúne a indústria têxtil

26/12/2013

Ainda?

Filed under: Ódio de Classe,Desemprego,Economia — Gilmar Crestani @ 8:19 am
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desempregosQuem lê, ouve ou vê jornalismo econômico no Brasil fica com a impressão que estamos à beira de um colapso, enquanto o mundo navega em águas cristalinas. Desde a crise de 2008 países como França, Itália, Grécia, Portugal e Espanha vêm deixando de pagar o 13º salário. Por aqui, além do baixo nível de desemprego, a renda melhorou e a desigualdade diminuiu. Mas o catastrofismo gerados nos ambientes com ar condicionado para continuar roubando dos mais pobres continua em alta. O ódio de classe é uma das principais características da direita brasileira. Quando a Folha usa o “ainda” com sentido de continuidade, mas pouco se fica sabendo das dificuldades do contexto mundial, que ainda mais valoriza a lenta mas contínua melhora do Brasil. Lembro perfeitamente bem quando um miado dos “tigres asiáticos” fez FHC rodar o pires no FMI. Todo e qualquer sopro em economias periféricas causava cataclismas no Brasil. Agora, dá-se exatamente o contrário. Mas tudo isso só faz aumentar o ódio à Lula  e Dilma.

ANÁLISE PERSPECTIVAS GLOBAIS

Economia mundial ainda patinará em 2014

Nova Grande Depressão foi evitada, mas nada indica que haverá aumento na renda e queda na desigualdade

Temos uma economia de mercado mundial que não está funcionando; e a perspectiva de melhora significativa para 2014 parece irrealista

JOSEPH E. STIGLITZESPECIAL PARA O PROJECT SYNDICATE, EM NOVA YORK

Há algo deprimente em escrever sumários anuais na meia década transcorrida desde que irrompeu a crise financeira mundial de 2008.

Evitamos uma segunda Grande Depressão, mas terminamos contagiados por um grande mal-estar, com rendas que mal bastam para pagar as contas, no caso de muitos cidadãos das economias avançadas. E podemos antecipar que as coisas continuarão as mesmas em 2014.

Nos EUA, a renda média manteve-se em declínio aparentemente inexorável. Para empregados do sexo masculino, ela caiu a níveis inferiores ao patamar que vinha mantendo há 40 anos.

A recessão na Europa acabou em 2013, mas ninguém pode alegar, responsavelmente, que ela foi seguida de uma recuperação. Mais de 50% dos jovens estão desempregados na Espanha e na Grécia. De acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional), a Espanha deve contar com desemprego superior a 25% por muitos anos.

O verdadeiro perigo para a Europa é que surja uma sensação de complacência.

Conforme passava o ano, era possível perceber a desaceleração no ritmo das reformas institucionais vitais para a zona do euro e um compromisso renovado com as políticas de austeridade que incitaram a recessão. Há um risco significativo de nova crise em outro país do bloco em um futuro não tão distante.

EUA

Nos EUA, a desigualdade social é crescente –e maior do que em qualquer outro país avançado. A contração provável da próxima rodada de austeridade –que já custou de 1% a 2% em crescimento do PIB em 2013– significaria que o crescimento continuará anêmico, mal conseguindo acomodar os recém-chegados ao mercado de trabalho.

O Vale do Silício e o próspero setor de hidrocarbonetos não bastam para compensar a austeridade econômica.

Assim, mesmo com a reduções na compra de ativos de longo prazo pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), iniciada na semana passada, taxas de juros acima de zero não são esperadas para antes de 2015 ou depois.

EMERGENTES

Da mesma forma que a política de compra de títulos para estimular a economia alimentou valorizações cambiais, anunciar o seu fim causou desvalorizações. A boa notícia é que a maioria dos países emergentes acumulou reservas cambiais e suas economias estão fortes o suficiente para resistir ao choque.

Ainda assim, a desaceleração no crescimento dos emergentes decepcionou e deve continuar em 2014.

Cada país tinha sua história. A desaceleração econômica da Índia foi atribuída a problemas políticos em Nova Déli e um banco central preocupado com a estabilidade de preços.

A inquietação social no Brasil deixou claro que, a despeito do progresso notável na redução da pobreza e da desigualdade ao longo dos últimos dez anos, o país ainda tem muito a realizar para que a prosperidade seja distribuída de maneira mais ampla.

Ao mesmo tempo, a onda de protestos no país demonstrou a influência política da classe média em ascensão.

A desaceleração da China teve impacto significativo nos preços das commodities. Mesmo reduzido, no entanto, seu ritmo de crescimento desperta inveja no resto do planeta, e seu avanço rumo ao crescimento sustentável, ainda que em patamar mais baixo, servirá bem ao país e ao mundo, no longo prazo.

Temos uma economia de mercado mundial que não está funcionando. Temos necessidades não atendidas e recursos subutilizados. O sistema não está produzindo benefícios para grandes segmentos de nossas sociedades.

E a perspectiva de melhora significativa em 2014 parece irrealista. Os sistemas políticos parecem incapazes de introduzir as reformas que poderiam criar a perspectiva de um futuro mais brilhante.

Talvez a economia mundial apresente em 2014 desempenho melhor que o deste ano que termina, talvez não. Em um contexto amplo, os dois anos serão encarados como um período de oportunidades desperdiçadas.

JOSEPH STIGLITZ, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, é professor catedrático na Universidade Columbia.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

02/06/2013

¿Qué libro de texto es ese?

Filed under: Economia,Paul Krugman — Gilmar Crestani @ 12:23 pm
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Por: Paul Krugman | 31 de mayo de 2013

A Ryan Avent en The Economist, al igual que a mí, le impresionó favorablemente el artículo de Crafts sobre la política británica en la década de 1930. Sin embargo, a mí me dejó ligeramente perplejo, como una manera de echarme flores, la referencia –que eché en falta en el artículo de Crafts, pero que Avent repitió y recalcó en un artículo que escribió el 13 de mayo– al “planteamiento de libro de texto” de aumentar las expectativas de inflación para escapar de una trampa de liquidez.
Libros de texto

Esto… ¿qué libro de texto es ese, exactamente? Que yo sepa, en los libros de texto básicos solo Krugman y Wells hablan siquiera de la trampa de liquidez; y no hay duda de que Robin Wells y yo éramos los únicos que hablaban de ella antes de 2008. Y toda la discusión sobre las expectativas de inflación y la política monetaria en una trampa de liquidez como una especie de versión invertida del problema de credibilidad habitual – de hecho, toda la recuperación de la trampa de liquidez como preocupación moderna – data de un artículo que publiqué en 1998: “Ha vuelto: la crisis japonesa y el regreso de la trampa de liquidez”.

Esto no es simplemente autobombo (aunque, obviamente, es una parte). Pienso que una de las razones por las que he seguido bastante bien la trayectoria de esta crisis actual es porque llevo reflexionando mucho tiempo, y muchos años antes que casi cualquier otra persona, sobre los problemas de la trampa de liquidez.

© 2013 The New York Times.
Traducción de News Clips.

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Sobre el autor

Paul Krugman

Cuando recibió el premio Nobel en 2008, Paul Krugman (Albany, Estados Unidos, 1957) ya llevaba casi una década escribiendo columnas en el New York Times. Da clases de Economía y Política Internacional en la Universidad de Princeton, antes lo ha hecho en la de Yale, donde se graduó, en la de Stanford y en el MIT.

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