Ficha Corrida

04/03/2015

PMDB é a cara do Pedro Simon

cp04032015Pedro Simon é o político mais inútil que já apareceu neste Estado. Ganhou sobrevida porque, nos bastidores, abastecia a RBS com suas fofocas de puteiro. A cara do Pedro Simon pode ser vista nas Presidências do Senado e do Congresso. Nada mais parecido que Pedro Simon que Sarney, Renan Calheiros e Eduardo Cunha. Esta é a cara do PMDB do José Ivo Sartori e do Padilha Rima Rica. É com esta cambada, estas chaves de xilindró que a Dilma terá de enfrentar os golpistas do Instituto Millenium.

Por que a Folha não diz que Renan Calheiros pensa que Dilma é FHC e Janot é o seu Engavetador-Geral. Renan, Cunha, PMDB e velha mídia esperava que Dilma buscasse suspender as denúncias. Dilma não é FHC, por isso Rodrigo Janot não é Geraldo Brindeiro.

Ontem falei do Severino Cavalcanti, que a mídia a oposição enfiou goela abaixo do Lula. Deu no que poderia dar, em corrupção de bagatela. Na segunda gestão da Dilma, a direita impôs um cara que é a cara da direita, corrupção no DNA. Uma direita turbinada pelos holofotes dos golpista incrustrados nas cinco irmãs (Veja, Estadão, Folha, Globo & RBS) só podia dar em Eduardo Cunha.

Mesmo com todos os escândalos com participação do PMDB a velha mídia resiste em condenar a agremiação. Ataca no varejo, na bananeira que já deu cacho. Por que não criminalizam o PMDB como fazem com o PT? Por que o PMDB é cara do velho coronelismo eletrônico. O coronelismo que vocifera contra a corrupção no jornal, rádio e tv, onde, nos bastidores, corrompe e é corrompido com o prazer e desenvoltura. O PMDB é mão avançada da corrupção midiática, da corrupção sacoleira, pé de chinelo. A corrupção profissional não é do PMDB. Esta pertence ao PSDB. A corrupção de quebrar banco, de paraíso fiscal, de entrega trilionária, como a Vale do Rio Doce e EMBRATEL, por por cachos de bananas é coisa de profissional. Tem cara de FHC, jamais de Renan Calheiros. Por que o PSDB não ataca o PMDB mas ataca o PT? Por que o PMDB é a mula do PSDB! Os peemedebistas são os aviõezinhos do tráficos PSDBista! É dos farelos desta gangue que os velhos grupos mafiomidiáticos sobrevivem.

É indisfarçável o prazer nos grupos mafiomidiáticos  com as denúncias que pegam os principais líderes do PMDB. Exatamente aqueles líderes que os mesmos grupos turbinaram para derrotarem os candidatos do PT. O PMDB é a cara da velha mídia: hiPÓcrita por fora, podre por dentro.

Até onde se pode ver da lista do Janot, os corruptos da Petrobrás estavam lá desde a época de José Sarney, quando a Globo escalou o porta-voz, Antonio Britto, e o Ministro das Comunicações, Antonio Carlos Magalhães, vulgo ACM. São eles que estão aparecendo nas denúncias. Toda vez que Lula e Dilma tentam fazer uma limpa, lá vem o PIG e seus amestrados falarem em aparelhamento do Estado. Falam em meritocracia, em choque de gestão. Esse é o choque de gestão do PMDB que o PSDB adota e apóia. E que a velha mídia abraça.

Alvo da Lava Jato, Renan retalia e derrota governo no ajuste fiscal

Senador nega medida que taxaria empresas; pedido de inquérito
inclui Cunha, presidente da Câmara, também do PMDB

Peemedebista devolve medida provisória de Dilma que aumentava tributos

Procurador pede ao STF investigação sobre 54 pessoas, incluindo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha

DE BRASÍLIA

Incluído na lista de políticos que os procuradores da Operação Lava Jato querem investigar, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), reagiu atacando o governo e barrando uma das principais medidas do ajuste fiscal proposto pela presidente Dilma Rousseff.

A retaliação amplia as dificuldades que a presidente tem encontrado para obter apoio no Congresso para as medidas de ajuste, que a sua equipe econômica considera essenciais para equilibrar as finanças do governo e recuperar a capacidade do país de crescer.

Nesta terça (3), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para investigar 54 pessoas suspeitas de envolvimento com o esquema de corrupção descoberto na Petrobras pela Operação Lava Jato.

Renan foi avisado com antecedência de que seu nome entrara na lista. Seus aliados acreditam que o governo exerceu influência sobre Janot com o objetivo de enfraquecer o PMDB, partido que comanda as duas casas do Congresso e é o principal aliado do PT.

O presidente do Senado reagiu à tarde, determinando a devolução de uma medida provisória que aumentava tributos pagos por empresas de vários setores, apresentada pelo governo ao Congresso no fim da semana passada.

Horas depois, Renan criou outro problema para o governo ao adiar para a semana que vem uma sessão conjunta do Congresso convocada para avaliar vetos da presidente e depois apreciar o Orçamento da União para 2015.

A decisão pode criar novo embaraço para a equipe econômica, que tem feito esforços para recuperar a confiança do mercado financeiro no governo e conta com uma rápida aprovação do Orçamento para alcançar o objetivo.

Além de Renan, a lista de políticos que a Procuradoria pretende investigar inclui o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se elegeu para o cargo contra a vontade de Dilma em fevereiro e desde então impôs várias derrotas a ela.

Caberá ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos no STF, analisar os pedidos e autorizar ou não os inquéritos sobre os políticos. Teori não tem prazo para decidir.

A reação de Renan foi a culminação de um processo de irritação que o Palácio do Planalto menosprezou, de acordo com a avaliação de interlocutores da presidente.

O presidente do Senado já havia boicotado um jantar com Dilma na segunda-feira (2) e dado antes declarações negativas sobre o relacionamento do PMDB com os petistas e o Palácio do Planalto.

Como os processos no Supremo estão sob sigilo, ainda não está claro por que a Procuradoria quer investigar Renan. Cunha foi citado por uma testemunha como destinatário de uma remessa de dinheiro do esquema, mas não se sabe se há outros indícios.

Renan é padrinho político do presidente da Transpetro, empresa de transporte de petróleo da Petrobras, Sergio Machado, que se licenciou do cargo por pressão dos auditores externos da estatal.

Questionado sobre o pedido de investigação da Procuradoria na tarde de terça, Renan desconversou: "Não tenho nenhuma informação".

Eduardo Cunha disse ter a consciência tranquila. "Ninguém está imune a absolutamente a nenhum tipo de investigação", disse o peemedebista. "Só não posso deixar que a mentira crie corpo."

O deputado lembrou de um episódio de sua campanha para a presidência da Câmara, quando sugeriu que integrantes da cúpula da Polícia Federal poderiam ter forjado uma gravação para associá-lo à corrupção na Petrobras.

"Eu já fui vítima de alopragem há dois meses e, se essa não foi suficientemente esclarecida, que o seja, e qualquer outra alopragem que possa aparecer estarei pronto para sempre esclarecer." (ANDRÉIA SADI, MARIANA HAUBERT, NATUZA NERY E VALDO CRUZ)

24/02/2015

Por onde andam Álvaro Dias & Fernando Francischini?

Filed under: Álvaro Dias,Choque de Gestão,Fernando Francischini,Paraná — Gilmar Crestani @ 11:06 pm
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O PSDB continua fazendo história. E só continua porque os grupos mafiomidiáticos deram proteção a FHC. Nos demais países, elementos como FHC estão presos, vide Carlos Menem e Alberto Fujimori. No Brasil, com o compadrio do Poder Judiciário e do coronelismo eletrônico, não só safou-se de todas as safadezas, como foi entronizado pelos que não tem voto como príncipe, esta excrescência da Idade Média.

Depois da Paraíba, que viu Cassio Cunha Lima ser preso, do Aécio Neves ser rejeitado pelo Estado que faliu, dos 30 anos do PSDB em São Paulo que resultaram em racionamento d’água e na criação do PCC, agora o Paraná brilha pelas mesmas razões. Na terra das araucárias erva daninha é inço. Todos os males mais recentes do Brasil têm raízes paranaenses. Por que será? Seria a proximidade com o Paraguai?!

Choque de gestão made in PSDB? O Paraná tem!

Universidades do Paraná em estado de alerta máximo

ter, 24/02/2015 – 09:23

Jornal GGN – O Paraná não está em seu melhor momento. As Universidades estão ameaçando cortar bolsas e até mesmo água para fazer frente aos cortes prometidos por Beto Richa, o governador reeleito. As instituições precisam de R$ 124 milhões para se manterem em 2015, o estado oferece R$ 9 milhões para que as sete universidades dividam entre si. Segundo os reitores, este valor não cobre nem o Pasep, que é uma contribuição obrigatória. Além disso, é bom lembrar que os professores e servidores continuam em greve. Leia a matéria da Folha.

da Folha

Universidades do PR ameaçam cortar bolsas e até água

As sete instituições calculam que precisam de R$ 124 milhões para o custeio; governo Richa quer repassar no máximo R$ 9 milhões

LUCAS REIS, DE SÃO PAULO

Atingidas pelo corte de gastos da gestão Beto Richa (PSDB), as sete universidades públicas do Paraná ameaçam cortar bolsas de estudo, compra de materiais e até o pagamento de contas de água.

Somadas, as instituições de ensino calculam que necessitam, em 2015, de R$ 124 milhões para custeio, que são utilizados também para incentivo à pesquisa, gastos com estagiários, entre outros.

O governo paranaense, porém, sinalizou que poderá disponibilizar menos de 10% deste montante e ofereceu R$ 9 milhões a serem repartidos entre as universidades.

Este valor, afirmam as instituições, não seria suficiente nem mesmo para o pagamento do Pasep, cuja contribuição é obrigatória. Nesta terça (24), os sete reitores vão se reunir com o governador Beto Richa, reeleito no ano passado, munidos de relatórios que apontam a impossibilidade de começar as aulas por falta de recursos.

Além disso, professores e servidores estão em greve, completando o cenário caótico no ensino superior.

"Se for mantida essa decisão do governo, não é exagero dizer que algumas universidades serão obrigadas a fechar. Não falo em extinguí-las, mas, sem recursos, é impossível trabalhar", disse Aldo Nelson Bona, reitor da Unicentro e presidente da Apiesp (Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público).

Sem o custeio, a UEL (Universidade Estadual de Londrina) teme o corte de pelo menos 500 bolsas científicas, 300 estagiários e auxílio-moradia. "Atualmente não fazemos a manutenção predial adequadamente e não tivemos reposição de estoque. Não temos uma fonte alternativa para substituir este custeio", disse a reitora Berenice Quinzani Jordão.

Em 2015, a UEL calcula um custeio de R$ 29,3 milhões, além de outros R$ 4,2 milhões para o hospital universitário. Na semana passada o governo liberou R$ 2,7 milhões para os quatro hospitais universitários. "Recebemos R$ 333 mil, o equivalente a apenas um mês de custeio do hospital", afirmou Berenice.

Na Unespar (Universidade do Estado do Paraná), a crise interrompeu até a reforma dos banheiros, inacabados. A Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste) ameaça suspender o pagamento de serviços prestados por estatais e de contratos firmados com terceirizadas, dispensar todos os estagiários e cortar bolsas científicas.

Em nota, a Secretaria da Fazenda informou que o imbróglio deverá ser resolvido na reunião desta terça-feira.

Universidades do Paraná em estado de alerta máximo | GGN

01/02/2015

Repsol & Petrobrás; Sixto Delgado de la Coba & Paulo Roberto Costa

FHC DepedenteA diferença de tratamento é gritante. Enquanto a Espanha ataca o corrupto e defende a REPSOL, a velha mídia brasileira ataca a Petrobrás e defende os Paulo Roberto Costa e todos seus amigos presos, incluindo Alberto Youssef. E a explicação é simples, os espanhóis, apesar das tentativas sérias de divisão, primeiro defendem interesses espanhóis. No Brasil, não se trata de divisão do país, mas pura entrega do Brasil aos interesses externos.

Não atacam especificamente a Petrobrás, mas qualquer coisa que simbolize interesse nacional. Nossos grupos mafiomidiáticos são contra o Brasil. Odeiam qualquer coisa que se possa comprar em lojinhas de quinquilharias de Miami. Mal sabem eles que os bijus que compram lá são fabricados na China…

O ódio, que se convencionou chamar de Complexo de Vira-lata, é algo doentio, posto que é aqui que eles vivem. É no Brasil e do Brasil que saem os recursos que os fizeram grandes. Talvez seja o medo que os estejam fazendo ir à falência por pura falta de convívio democrático. Foram muito bem durante a ditadura. Bastou vir a democracia, levada ao extremo com a internet, para que os velhos veículos de suporte aos facínoras começassem a degringolar. Só pode ser isso, não vejo outro motivo pelo qual tanto torcem contra o Brasil.

En el paro y con 6 millones en Suiza

Un evasor de la ‘lista Falciani’ percibió casi dos años la prestación por desempleo pese a que llegó a tener cinco cuentas opacas en el HSBC. El fiscal pide ocho años de cárcel

Manuel Altozano Madrid 1 FEB 2015 – 00:00 CET

A veces, un hecho insólito hace aflorar los cadáveres que determinadas personas guardan bajo la alfombra. Es eso, precisamente, lo que le ha ocurrido a Sixto Delgado de la Coba. Este ingeniero industrial de Las Palmas de Gran Canaria, nacido en 1944, presentaba una trayectoria laboral que no levantaba sospechas. Cobró el paro durante casi dos años tras dejar en 2000 su puesto en la petrolera Repsol, en la que había trabajado tres décadas y, en 2006, fue su hija la que lo contrató para su negocio de turismo rural, en el que se jubiló en marzo de 2009. Pero sólo tres meses antes de su retiro, sin que él lo conociera, se produjo un acontecimiento crucial. El informático francoitaliano Hervé Falciani huyó de Suiza llevándose los nombres de más de 130.000 presuntos evasores fiscales del HSBC de Ginebra. Y el de Sixto Delgado de la Coba estaba entre ellos. El ingeniero en paro tenía cinco cuentas en esa entidad cuyo saldo alcanzaba los 6,2 millones de euros.

Sixto Delgado de la Coba, ingeniero en Repsol, no levantaba sospechas

Francia envió a España los 659 titulares españoles de la lista Falciani. La Agencia Tributaria se dirigió a todos ellos para informarles de su descubrimiento y darles un plazo para que regularizaran su situación y pagaran lo que habían evadido, lo que permitió a la mayoría de ellos evitar una condena por delito fiscal. Pero De la Coba no hizo caso de la oportunidad que se le otorgaba y decidió no presentar ninguna declaración complementaria por el dinero que, desde 1997, ocultaba en Suiza. Ante la falta de cooperación del ingeniero, Hacienda le abrió una inspección, llevó su caso al fiscal y este al juez.

Cuando la Agencia Tributaria le ofreció regularizar lo evadido, no hizo caso

De la Coba, en realidad, no era lo que parecía. La investigación judicial ha destapado una doble situación económica —la declarada por él y la real— que, hasta ahora, Hacienda no había advertido. En 2005 y 2006, los años en los que se centran las pesquisas abiertas contra él, el ingeniero reflejó unos ingresos totales de 15.054 y 37.897 euros, respectivamente, en sus declaraciones del IRPF, unas cantidades que podrían corresponderse con las de cualquier ciudadano de clase media. Pero gracias a la información suministrada por Falciani, la inspección concluyó que la cantidad que De la Coba dejó de pagar en esos dos años superaba de largo los 2,8 millones de euros. Los 6,2 millones que ocultaba en Suiza estaban a nombre de una sociedad llamada Polaris Star Limited, de la que él era el administrador, con el fin de ocultar su identidad.

Hasta el momento, Hacienda desconoce el origen de su fortuna oculta ya que el investigado se ha negado reiteradamente a aclararlo. En sus indagaciones, los inspectores descubrieron que De la Coba efectuaba periódicamente ingresos en efectivo en sus cuentas abiertas en bancos españoles para poder hacer frente a sus recibos. Ese dinero no salía del resto de sus cuentas, ya que no consta ninguna retirada de fondos, lo que les llevó a confirmar lo denunciado por los datos de Falciani: que tenía cantidades no declaradas fuera de España.

Objetivo: tumbar la lista

La estrategia seguida por De la Coba para tratar de esquivar la petición de ocho años de cárcel que sostienen la Fiscalía y la Abogacía del Estado ha sido la de tratar de invalidar la principal prueba de cargo contra él: la lista Falciani. De la Coba, que no ha tenido éxito hasta el momento, sostiene que el informático francoitaliano no obtuvo lícitamente su repertorio de defraudadores, sino que lo robó y por eso está siendo perseguido por la justicia suiza.

Ese argumento ha sido ya tumbado por los tribunales en otros casos de evasores de la lista. La primera sentencia de una audiencia provincial sobre uno de ellos, dictada el 28 de noviembre por la de Barcelona, considera que su conducta fue perfectamente legal: los de la lista eran datos secretos, sí, pero Falciani los entregó a las autoridades francesas competentes para investigar los delitos que revelaban. Son los mismos argumentos a los que recurrió la Audiencia Nacional para denegar la extradición de Falciani a Suiza en 2013.

La defensa de De la Coba la lleva uno de los penalistas más reputados, el exmagistrado José Antonio Choclán, conocido por su labor en múltiples casos de corrupción, como Malaya, Gürtel (en la que defendió al presunto cabecilla, Francisco Correa) o la trama Púnica. De la Coba ya fue condenado anteriormente, en 2006, por un delito urbanístico. En esa ocasión también lo asesoró un primer espada de la abogacía, Cristóbal Martell, el letrado de Messi, el expresidente del Barça Josep Lluís Núñez o el mayor de los Pujol.

La instrucción del caso, que ha correspondido al Juzgado de Instrucción número 4 de Alcobendas, ha destapado, además, las inmensas propiedades inmobiliarias de De la Coba, muchas de las cuales no constaban a su nombre. Su residencia madrileña, que pertenece a su esposa, se encuentra en el exclusivo barrio de La Moraleja. Se trata de un piso de 237 metros cuadrados en una urbanización con un jardín privado de 10.000 metros, piscina y pista de tenis. También posee otro inmueble de protección oficial de 200 metros en la plaza Perón de Las Palmas, este sí inscrito a su nombre y valorado en 147.874 euros. Entre sus propiedades declaradas también se encuentra la bodega Hoyos de Bandama, en el municipio de Santa Brígida, así como otras dos viviendas en esa misma localidad grancanaria.

Pero, además, la investigación patrimonial ha permitido destapar la existencia otras 29 fincas urbanas y rústicas de su propiedad en ese municipio con un valor total de 910.000 euros. Los investigadores llegaron a ellas gracias a las actas notariales por las que De la Coba se convirtió en su dueño. Veintiuna de ellas las heredó de su madre, aunque nunca las inscribió a su nombre. El resto procedían de una compra realizada por él mismo en 2007. Ahora, todas ellas se encuentran embargadas por el juzgado.

Hoy, a sus casi 71 años, Delgado de la Coba se enfrenta a un futuro incierto. La Fiscalía y la Abogacía del Estado piden ocho años de cárcel para él y que se le imponga una multa de 17 millones de euros (el séxtuplo del total defraudado). El Ministerio Público lo considera autor de dos delitos fiscales por no recoger en su declaración de la renta el dinero de sus cinco cuentas en Suiza.

Localizado este viernes en Canarias, De la Coba asegura que no tiene tiempo para hablar y no admite preguntas. Evita así explicar por qué no se acogió a la oportunidad que le dio Hacienda para regularizar y que le hubiera librado de la cárcel. O el origen de su fortuna, aún desconocido. O si considera ético cobrar el paro con cuentas millonarias en Suiza, algo que hoy por hoy es perfectamente legal.

investigacion@elpais.es

En el paro y con 6 millones en Suiza | España | EL PAÍS

30/12/2014

Ódio à concorrência

Filed under: Ódio de Classe,Concorrência desleal,Fascismo,Hélio Schwartman,PSDB,PT — Gilmar Crestani @ 8:57 am
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Folha -Sep.-10-12.40O diagnóstico do passado é mais fácil do que prospectar o futuro. Nesta ciência  o colunista se sai bem. De fato, o PT detinha o monopólio moral. E era simples que assim fosse. Era pequeno, não ocupava o poder, não precisava negociar com outros partidos. O que acontece quando um partido quer ascender ao poder e tem de negociar com outras forças pode ser visto inclusive no Vaticano. O Banco Ambrosiano era uma ambrosia para deuses, semideuses e representantes divinos na Terra. O filme O Poderoso Chefão III mostra isso muito bem.

Voltando ao PT. Não sou nem nunca fui filiado. Com raríssimas exceções, tenho votado na legenda. E não tenho arrependimento.

Os problemas que vem ocorrendo no interior da legenda continuam sendo infinitamente inferiores ao que vinha e vem acontecendo no interior de outras legendas. Basta que se olhe para os resultados da aplicação da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 135/2010). Apesar de ter menos de 5 anos, já que o STF autorizou sua aplicação somente a partir de 2012, produziu resultados estrondosos. E o próprio TSE mostra quem são os campeões das fichas sujas, como bem registrou a Revista Exame: “PSDB tem o maior número de barrados pelo Ficha Limpa”. O assunto, por ser indigesto, foi praticamente abandonado pela velha mídia. Não é pauta, não há grandes reportagens para explicar o fenômeno. Os colunistas não se debruçam para escarafunchar o diagnóstico severo do TSE. D. Judith Brito e a ANJ têm boas razões para isso…

Se o PSDB continua campeão depois que foi apeado do poder, imagina nos tempos da compra da reeleição e das privatidoações…. Contudo, isso não é notícia, porque notícia não é a regra, é a exceção. No ranking do TSE o PT perde feio a concorrência para os partidos tradicionais (PSDB, PMDB, DEM, PP, PSB) e ninguém faz a fatídica pergunta: por quê?

Há um fator que explica a tentativa da velha mídia de fazer grudar no PT a pecha de corrupto: a colaboração das instâncias superiores do Poder Judiciário. Os casos mais emblemáticos da corrupção da direita ou não são julgados ou os responsáveis são inocentados. Collor foi inocentado; Maluf foi inocentado; Robson Marinho está em vias de ser inocentado; o mensalão mineiro sequer foi julgado. E isso que alguns destes casos já foram julgados no exterior e os elementos, condenados. Mas no Brasil a alta cúpula do Poder Judiciário tem se mostrado célere com o PT e lerdo com a direita, criando este caldo fascista do ódio de classe defendido abertamente por Jorge Bornhausen, em artigo para a Folha, de querer exterminar com a “raça dos petistas”… A pureza étnica que a direita quer no PT não encontra mais sequer no seu o parceiro, o PSOL. O caso do cabo Benevuto Daciolo é elucidativo…

Então, porque toda esta preocupação com a pureza do PT? Simples. Os campões da Ficha Suja não querem concorrência. Imagine-se a honestidade, a pureza de propósitos, a ética de um Bornhausen, com sua longa trajetória nos vários partidos descendentes da ditadura (Arena, PFL, DEM)…

Quando alguém do PT é barrado, ganha capas de jornais e revistas e preciosos minutos nos telejornais. Aproveitam e criminalizam toda a agremiação. Afinal, como diz o colunista, “o descenso moral do PT não é um espetáculo bonito”, como se o descendo moral do demais partidos fosse um espetáculo bonito. Não, claro que não, mas os assoCIAdos do Instituto Millenium têm uma lógica muito própria: os nossos corruptos são melhores que os corruptos dos outros…

O que aconteceu, se pergunta Hélio Schwartsman? Simples, aumentou a concorrência, e isso não é visto com bons olhos para aqueles que detinham o monopólio, ou o cartel, palavra da moda em São Paulo…  A preocupação do colunista me faz lembrar um filme italiano, Concorrenza Sleale. Sua afinidade com Bornhausen no tratamento das questões petistas faz lembrar a leis raciais fascistas do tempo de Benito Mussolini.

Não é a pureza ou impureza do PT que incomoda, é  a Concorrenza Sleale

 

HÉLIO SCHWARTSMAN

O que aconteceu?

SÃO PAULO – Flashback para os anos 80. O então recém-surgido Partido dos Trabalhadores prometia um jeito diferente de fazer política. Era tão intransigente em relação a seus princípios que nem sequer negociava com outros partidos, mesmo aqueles que poderíamos classificar como de centro-esquerda.

No que diz respeito à moralidade pública, a legenda a cultuava com fervor religioso. Naqueles primeiros anos, o PT era o partido de onde surgiam quase todas as denúncias de corrupção e aquele cujos membros jamais apareciam nos escândalos.

Mesmo quem não gostava das ideias que o PT defendia, concordava que a legenda desempenhava papel relevante ao apresentar e exigir uma nova atitude dos políticos.

De volta ao presente. Dilma Rousseff, recém-eleita presidente pelo PT, propõe ao procurador-geral da República passar-lhe os nomes das pessoas que pretende nomear ministros para que ele diga se estão ou não envolvidas em alguma das delações premiadas relacionadas ao caso Petrobras. Ou seja, ela não apenas está negociando com legendas tão à direita quanto PP (o sucedâneo da Arena) como nem sequer está segura de que seus futuros auxiliares não sejam corruptos. Isso tudo, vale frisar, depois da experiência do mensalão, que atingiu em cheio a cúpula do PT.

O que aconteceu nos últimos 30 anos? Tenho algumas hipóteses, mas não uma resposta acabada. Assim, prefiro destacar o que, pelo menos para mim, foi um aprendizado. Ninguém exerce o monopólio da virtude. Embora um homem possa individualmente ser mais honesto do que outro, basta que reunamos um número razoavelmente grande de pessoas e lhes ofereçamos oportunidades um pouco mais tentadoras de tirar vantagens indevidas, para que as diferenças entre grupos maiores tendam a anular-se, retratando aquilo que chamamos de natureza humana.

O descenso moral do PT não é um espetáculo bonito, mas é didático.

helio@uol.com.br

18/12/2014

Ninguém sabe, ninguém viu, ninguém vai ver na velha mídia

Filed under: Choque de Gestão,Geraldo Alckmin,Isto é PSDB!,Meritocracia — Gilmar Crestani @ 9:16 am
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Mas o povo vê, sabe e por isso Dilma, apesar de todo bombardeio dos grupos mafiomidiáticos, ou até por isso, só vê sua popularidade crescer.  Imagine se cada vez que alguém do PSDB fosse preso as cinco irmãs pusessem o partido do meliante na manchete, só se elegeriam para síndico. De presídio… Já que FHC está sempre de prontidão para dar suas opiniões assertivas, por que a velha mídia não o consulta nestas horas?

14/12/2014 – Copyleft

Tucano é cassado. Cadê a mídia?

Por que a chamada grande imprensa, sempre tão ‘neutra e imparcial’, prefere encobrir escândalos envolvendo vários caciques tucanos?


Altamiro Borges

Luciano Pereira / Aloysio Nunes - Flickr

No domingo passado (7), o empresário Omar Najar (PMDB) venceu as eleições para a prefeitura de Americana, município com 226 mil habitantes no interior de São Paulo. A mídia chapa-branca, servil ao governador Geraldo Alckmin, deu pouca atenção para o pleito fora de época. O motivo é simples: o prefeito Diego De Nadai, do PSDB, foi cassado por graves denúncias de corrupção. Na sua seletividade, a chamada grande imprensa, sempre tão “neutra e imparcial”, prefere encobrir escândalos envolvendo caciques tucanos. As manchetes são garrafais apenas para os políticos de esquerda. Desta forma, a mídia hegemônica estimula na sociedade o ódio doentio, quase fascista, ao PT e ao chamado “lulopetismo”.

Durante várias semanas, a cidade de Americana ficou acéfala. Na ausência do prefeito, sacos de lixos se acumularam nas ruas, prontos-socorros ficaram fechados e a merenda não foi entregue nas escolas. A população sofreu e os protestos viraram rotina no município, a 127 quilômetros da capital paulista. Os jornalões e as emissoras de rádio e televisão, porém, não deram maior atenção a este sofrimento. O prefeito cassado sempre foi ligado ao governador Geraldo Alckmin. Sua cassação foi uma verdadeira novela, apesar das provas de irregularidades na prestação de contas da eleição de outubro de 2012. Desgastado, o PSDB preferiu não lançar candidato e, oportunista, apoiou o industrial eleito. Pobre Americana!
São inúmeros os casos de políticos tucanos cassados ou envolvidos em corrupção que não merecem as manchetes da mídia “imparcial”. Em abril passado, o governador Siqueira Campos, do Tocantins, renunciou ao cargo para escapar da cassação. Pesavam sobre o histórico chefão do PSDB várias denúncias de desvio de recursos do Estado. A renúncia foi uma manobra para garantir a candidatura de Eduardo Siqueira Campos, filho do tucano, ao governo estadual. Ele justificou a manobra alegando que a medida foi tomada “com o propósito de continuar servindo ao bravo povo tocantinense, respeitando as normas sobre inelegibilidade definidas pela Constituição Federal”. A mídia nunca fez alarde com este caso bizarro!

A seletividade é a regra. O deputado Carlos Alberto Lereia, do PSDB de Goiás, foi flagrado em negociações com o mafioso Carlinhos Cachoeira. A Câmara Federal até cogitou sua cassação. Em abril passado, ele até foi suspenso e o caso sumiu do noticiário. Já o ex-governador e ex-senador Eduardo Azeredo, que inaugurou o esquema do “mensalão” com o publicitário Marcos Valério, renunciou ao mandato de deputado federal para evitar seu julgamento no STF. Na sequência, ele também desapareceu da mídia – que sempre tratou o escândalo de “mensalão mineiro” – e não tucano. Cadê o tal “jornalismo investigativo” da grande imprensa? Cadê as suas famosas campanhas moralistas de linchamento público?

E tem gente que acredita que Globo, Folha, Estadão e Veja ainda farão uma investigação isenta sobre o “trensalão tucano” em São Paulo ou sobre o “aecioporto” em Minas Gerais. A mídia hegemônica nunca investigou a fundo as denúncias de corrupção no processo da privataria – até porque ela sempre defendeu a privatização das estatais. Ela também evitou dar continuidade às apurações sobre a compra de votos na reeleição de FHC – que sempre foi seu protegido. A escandalização da política, com suas manchetes garrafais e diárias, servem apenas para atacar os que não rezam da sua cartilha. Não há qualquer imparcialidade ou isenção no jornalismo. A mídia tem dono e defende sua classe!

Tucano é cassado. Cadê a mídia? – Carta Maior

03/12/2014

Mora na Filosofia do Moulin Rouge

Filed under: FHC — Gilmar Crestani @ 9:54 am
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O apartamento de FHC em Paris

Recordar é viver…

Do tuiteiro Política Santos sobre esse Guardião da Moral (dos outros).

O endereço. “Pois é, mas nós sabemos do apartamento que Sergio Motta e você compraram na Avenida Foch”

(O Janio sabe de cada coisa …)

Paulo Henrique Amorim

O apartamento de FHC em Paris | Conversa Afiada

Tremsalão começou antes, com apoio da Suíça, mas não anda: não tem petista…

AlstomPSDBDas coisas que justificam um Gilmar Mendes no STF e um Rodrigo de Grandis no Ministério Público: PSDB! O mensalão começou em Minas, no tempo de FHC, mas só recebeu atenção e empenho quando passou a envolver também petistas. No caso do propinoduto tucano, as justiças alemã e suíça já se manifestaram condenando, respectivamente, Siemens e Alstom. No Brasil, como se trata de corrupção no seio do tucanato, some mais rápido que um helicóptero com 450 kg de cocaína. Ninguém viu nem verá uma capa da Veja com as corrupções do PSDB. Claro, há 20 anos o PSDB governa São Paulo e a principal obra foi e continua sendo a distribuição de assinaturas da Veja, Estadão, Folha nas escolas públicas do Estado.

A lei Rubens Ricúpero, revelada no Escândalo da Parabólica, continua vigendo e é a mais aplicada pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium quando se trata do PSDB. Nem a Suíça lava mais banco que Grupos MafioMidiáticos.

Dizer que a Polícia Federal faz buscas é um eufemismo, até porque já estava tudo há muito tempo na gaveta do Rodrigo de Grandis. A Suíça mandou informações, mas em São Paulo, o PSDB sempre joga em casa.

Polícia Federal faz buscas na casa de ex-diretor da CPTM

REDAÇÃO

02 Dezembro 2014 | 23:41

Medida atende pedido de colaboração da Suíça, que reativou investigação sobre conta secreta de João Roberto Zaniboni em banco de Zurique

Fausto Macedo

A Polícia Federal fez buscas nesta terça feira, 2, na residência e no escritório do engenheiro João Roberto Zaniboni, ex-diretor da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A missão foi executada a pedido do Ministério Público da Suíça, que reativou investigação sobre a origem do dinheiro (US$ 826 mil) que Zaniboni manteve depositado na conta Milmar, de sua titularidade, em Zurique.

Ele está sob suspeita de ter participado do cartel metroferroviário em São Paulo entre 1998 e 2008 – governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.

Um delegado da PF, dois agentes, um escrivão e um perito, além de um procurador de Brasília, cumpriram as buscas em Campinas, onde mora Zaniboni. A equipe apreendeu documentos, inclusive da época em que ele trabalhou na antiga Ferrovia Paulista S/A (Fepasa), nos anos 1970, e na CPTM.

O ex-diretor já foi indiciado pela PF, no inquérito que investiga o cartel, por corrupção passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O cartel metroferroviário foi denunciado pela multinacional alemã Siemens em acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), firmado em maio de 2013.

A batida desta terça feira da PF não tem relação com esse inquérito do cartel. Ela foi cumprida exclusivamente em colaboração com a Suíça, em procedimento que tramitou no Ministério da Justiça.

Os procuradores suíços querem saber as fontes das remessas para a conta de Zaniboni. Algumas transferências foram realizadas a partir de offshores sediadas em Montevidéu, no Uruguai.

Zaniboni chegou a ter um saldo de US$ 826 mil na conta secreta Milmar – iniciais de suas duas filhas –, alojada no Credit Suisse de Zurique. Os aportes em favor do ex-diretor da CPTM ocorreram entre 1998 e 2003. Ele alega que recebeu por consultorias e que já repatriou o dinheiro.

Parte do valor, US$ 250 mil, foi enviada pelo consultor Arthur Teixeira, que a PF aponta como lobista e pagador de propinas do cartel de trens. Zaniboni disse ter recebido por consultoria que prestou a Teixeira, ainda quando ocupava cargo na Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), antes mesmo de assumir a diretoria de operações da CPTM, o que ocorreu em 1999.

O pagamento, contudo, ocorreu no ano 2000, quando Zaniboni já estava na diretoria da CPTM – posto que ocupou entre 1999 e 2003.

O criminalista Eduardo Carnelós, que defende Teixeira, rechaça a acusação. Ele afirma que seu cliente “é um profissional sério, que jamais repassou dinheiro de corrupção”.

A operação da PF na casa de Zaniboni foi acompanhada pelo advogado Antonio João Nunes Costa, do núcleo de defesa do ex-diretor da CPTM.

O criminalista Luiz Fernando Pacheco, que também representa o ex-diretor da CPTM, é taxativo. “Nenhum documento apreendido compromete a honra do sr. Zaniboni, um homem com mais de 50 anos de serviço público e dedicação ao governo de São Paulo. Ele tem a consciência absolutamente tranquila.”

24/10/2014

José Serra e a máfia dos sanguessugas

Por que a Justiça excluiu José Serra? Alguém ainda lembra da Máfia das Ambulâncias?

1) http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1273685-5601,00-DARCI+E+LUIZ+VEDOIN+ENVOLVEM+SERRA+COM+SANGUESSUGAS.html 

2) http://www.istoe.com.br/reportagens/4776_OS+VEDOIN+ACUSAM+SERRA

Justiça condena 6 da ‘máfia dos sanguessugas’ em SP

Dois ex-deputados e um vereador de Ribeirão Preto estão entre os punidos

Sentença aponta desvio de R$ 2,5 milhões do Ministério da Saúde e determina penas de até 13 anos; cabe recurso

FLÁVIO FERREIRADE SÃO PAULO

A Justiça Federal condenou seis acusados de participar do ramo paulista da "máfia dos sanguessugas" a penas de até 13 anos de prisão por considerar que eles desviaram R$ 2,5 milhões do Ministério da Saúde. Cabe recurso da decisão.

Entre os sentenciados estão dois ex-deputados federais e um vereador na cidade de Ribeirão Preto (SP). Dois deles são pastores da Igreja Universal do Reino de Deus.

A ação judicial da Procuradoria da República em São Paulo utilizou as confissões dos operadores do esquema, Darci José Vedoin, Luiz Antônio Vedoin e Ronildo Pereira Medeiros, que também são réus em outros Estados.

A partir de 2000, o grupo criminoso subornou congressistas e conseguiu recursos públicos por meio de emendas parlamentares ao orçamento federal. A outra ponta do esquema envolveu o repasse das verbas para empresas e entidades fantasmas que assinaram convênios com o Ministério da Saúde.

Em São Paulo, a parceira dos Vedoin foi com a entidade ABC (Associação Beneficente Cristã), ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, segundo a decisão da 7ª Vara Criminal Federal.

A sentença aponta que "a ABC prestava, apenas, serviços comunitários, mensalmente, com a participação de membros da Igreja Universal do Reino de Deus. Ela não tinha capacidade para realizar serviços de saúde, com ambulâncias, médicos ou qualquer outro profissional da área de saúde".

A Universal nega ter relações com a ABC.

A ABC assinou convênios com o Ministério da Saúde entre 2001 e 2004 para a compra de sete ambulâncias e equipamentos médicos.

Segundo a sentença, os ex-deputados federais Marcos Roberto Abramo, pastor da Universal, e Wagner Amaral Salustiano aprovaram emendas para liberar as verbas para os convênios com a ABC.

Depois do recebimento dos recursos públicos, a entidade deveria realizar licitações para a compra dos veículos.

Porém, o então dirigente da ABC Saulo Rodrigues da Silva, pastor da Universal e atual vereador em Ribeirão Preto, fraudou as concorrências, e a ABC contratou as empresas controladas pelo esquema, segundo a sentença.

Os Vedoin e Ronildo Medeiros foram condenados por corrupção ativa e estelionato e tiveram penas de 13 anos e cinco meses de prisão.

A Justiça considerou que os ex-congressistas Marcos Abramo e Wagner Salustiano cometeram o crime de corrupção passiva. As punições deles foram de oito anos e de seis anos e oito meses de reclusão, respectivamente. A pena de Saulo Rodrigues foi de quatro anos e dois meses de prisão, por estelionato.

Cada um dos condenados ainda deverá pagar R$ 500 mil para indenizar os cofres públicos. Cléia, mulher de Darci, foi absolvida.

    27/09/2014

    Estadão descobre que a Polícia Federal agora trabalha

    Filed under: FHC,Geraldo Brindeiro,Joaquim Barbosa,Polícia Federal,Roberto Gurgel — Gilmar Crestani @ 4:49 pm
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    Polcia FederalHoje o Estadão se superou e botou o bloco na rua para aplaudir a Polícia Federal.

    Bons tempos, deve pensar a Veja, quando a Polícia Federal trabalhava arrancando pés de maconha no chamado “polígono da seca”. Quando o IBOPE do JN descia, a Polícia Federal era mandada, sempre acompanha de repórteres da Rede Globo, ao interior de Pernambuco para arrancar pés de maconha. Por isso a estranheza do Estadão em ver a Polícia Federal tão ativa depois que Lula tomou posse. Não teve essa de engavetador-geral da República, Geraldo Brindeiro, arquivando denúncias contra políticos ou comparsas de FHC, independentemente de coloração. Por falar nisso, por onde andam se escondendo Geraldo Brindeiro, Joaquim Barbosa e Roberto Gurgel? Cuidado, Polícia Federal está vendo tudo o que vocês fazem …

    O mundo dá voltas e a lusitana, roda. O Estadão que botou na rua campanha contra blogs, hoje usa exatamente um blogueiro, Stanley Burburinho, para atualizar a estatística das operações da Polícia Federal: “Segundo levantamento do blogueiro Stanley Burburinho, foram 48 durante os oito anos de FHC – média de apenas seis por ano. De 2003 para cá, os números explodiram: de 58 no biênio 2003-4, chegaram a 296 em 2013, tendo já sido deflagradas 198 até o último dia 19 – média de quase 200 operações/ano. As prisões também aumentam substancialmente: de 926 no biênio 2003-4, chegaram a picos de 2.876 em 2007 e 2.734 em 2010. Os picos caíram durante o governo Dilma, mas a média calculada até setembro segue elevada, um pouco superior à dos oito anos de Lula (1.982 prisões/ano contra 1.969).”

    Polícia e política

    Cláudio Couto

    O leitor do Estado de ontem foi brindado com três notícias que relacionavam a atuação da Polícia Federal à disputa eleitoral deste ano. Na principal, o PMDB, por meio de seu lugar-tenente na Presidência da República, Michel Temer, protestou contra o que considerou uma "instrumentalização" da PF por adversários políticos da família Sarney no Maranhão. Em nota menor, relacionada à notícia principal, o jornal recordou que, em abril, o candidato tucano ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, foi indiciado pela PF e queixou-se de uma ação "político-eleitoral". Duas páginas adiante, o candidato petista ao governo paulista, Alexandre Padilha, atribuiu a motivações eleitorais o envolvimento de seu nome em operação recém-aberta pela mesma PF. Diante da celeuma, o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, observou que a polícia sob sua jurisdição é "republicana", investigando quem quer que seja – adversário ou aliado, humilde ou poderoso.

    Os queixumes dos investigados não são novos e alguns deles já figuraram anteriormente em imbróglios similares aos de agora. Em março de 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, a PF deflagrou uma operação que descobriu um cofre repleto de dinheiro vivo na construtora Lunus, empresa de Roseana Sarney e seu marido. As fotografias dos montes de notas tiveram o condão de dinamitar a na época promissora candidatura da então pefelista Roseana à Presidência. A família Sarney e o PFL reagiram fortemente a essa alegada "instrumentalização", responsabilizando José Serra pela operação e rompendo a aliança com o PSDB. Tanto foi assim que Serra disputou a presidência em 2002 coligado com o PMDB e sem o PFL, enquanto Sarney – cujo filho fora ministro de FHC – bandeou-se para a aliança petista, não seguindo a opção de seu partido.

    À época, a atribuição da operação da PF a Serra se baseava em seus vínculos com um delegado da Polícia Federal, seu subordinado no Ministério da Saúde, Marcelo Itagiba, bem como em seu proverbial interesse na disputa presidencial – para o quê seria útil tirar Roseana do jogo. Outro argumento invocado por sarneyzistas e pefelistas era o fato de que operações da PF não eram um evento comum (como depois passaram a ser).

    Segundo levantamento do blogueiro Stanley Burburinho, foram 48 durante os oito anos de FHC – média de apenas seis por ano. De 2003 para cá, os números explodiram: de 58 no biênio 2003-4, chegaram a 296 em 2013, tendo já sido deflagradas 198 até o último dia 19 – média de quase 200 operações/ano. As prisões também aumentam substancialmente: de 926 no biênio 2003-4, chegaram a picos de 2.876 em 2007 e 2.734 em 2010. Os picos caíram durante o governo Dilma, mas a média calculada até setembro segue elevada, um pouco superior à dos oito anos de Lula (1.982 prisões/ano contra 1.969).

    Tais números – e o fato de que as ações da PF têm desagradado igualmente a peemedebistas, tucanos e petistas – parecem dar razão ao ministro da Justiça. A Polícia Federal converteu-se num instrumento importante de combate à criminalidade e, em particular, à corrupção. Estudo do cientista político Rogério Arantes, da Universidade de São Paulo, mostra que ela tem atuado como uma força nacional, sobrepondo-se às Polícias Civis estaduais em lugares onde as forças de segurança tem-se mostrado dóceis – se não propriamente aliadas – das elites políticas. Aliás, vem do Maranhão mais uma demonstração desse perigoso contubérnio: a revelação de que se tratou de uma fabricação de aliados do clã Sarney o depoimento filmado de um chefe do crime organizado no Complexo de Pedrinhas. Nele, o criminoso imputava ao candidato oposicionista, Flávio Dino, o envolvimento com um assalto. Diante de tal vexame, como podem ainda reclamar da Polícia Federal?

    29/08/2014

    E depois o Genoíno é que é corrupto!

    Filed under: Avião,Beto Albuquerque,Eduardo Campos,Marina Silva,PS(d)B — Gilmar Crestani @ 9:18 am
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    Vamos relembrar. Genoíno foi condenado porque pessoas do partido teriam cometido crime. Simplesmente porque era o Presidente, que teria obrigação de saber o que se passava abaixo. Nem Marina, nem Eduardo Campos, nem Beto Albuquerque precisam saber o que se passava com eles mesmos, passageiros do avião que caiu do céu na vida deles?!

    O Globo diz que versões “não batem”. Não, porque o jato não foi “empréstimo”, foi crime eleitoral

    28 de agosto de 2014 | 22:48 Autor: Fernando Brito

    novojato

    O jornal O Globo publica que as “explicações” de Marina Silva sobre a situação do jato que caiu com Eduardo Campos se contradizem com as dadas pelo PSB, em nota oficial.

    Não há nenhuma contradição: tudo, inclusive a escolha das palavras, é tortuosamente construído para não dizer a verdade: o avião foi comprado, através de depósitos fraudulentos, feitos através de empresas fantasmas, por um grupo de empresários encabeçado pelo senhor Apolo Santana Vieira, um homem acusado de contrabando.

    Nua e crua é esta a verdade e as tais “explicações” ão ser aqui desmontadas de forma muito clara.

    1. O “empréstimo”.

    Em primeiro lugar, você empresta o que é seu. Se não é seu, não pode emprestar. O avião não era dos empresários, para que pudesse ser emprestado. Estava sendo adquirido não para o uso daqueles empresários ou de suas empresas, mas específicamente para Eduardo Campos fazer sua campanha presidencial. Tanto é que foi levado à sua aprovação, num voo de teste, em 8 de maio, de Congonhas a Uberaba.

    2- O “empréstimo” ia ser “ressarcido”

    Empréstimo não é “ressarcido” nem pago. Se é pago, é aluguel, não empréstimos. O seu senhorio não “empresta” o apartamento onde você mora nem você o “ressarce” todo mês. Ele o aluga e você paga o aluguel.

    3-Mas poderia haver “aluguel” do avião a Campos e ao PSB?

    Poderia, se a AF Andrade ou a Bandeirantes Companhia de Pneus fossem empresas de táxi aéreo, o que não são, Neste caso estariam exercendo uma atividade ilegal, para a qual não habilitadas. Empresas de táxi aéreo poderiam até doar horas de vôo ao candidato, desde que as declarassem assim, contabilizando pelo valor que têm. Mas uma empresa só pode doar serviço se este for um serviço que presta nas suas própria funções. Se for serviço de outra empresa, estará pagando e, então, não pode fazer, tem de doar o dinheiro ao candidato e ele que pague.

    4- Quem pagou três meses de despesas do avião?

    Um jato não voa centenas de horas sem custos significativos. São milhares de litros de querosene de aviação, salários, alimentação e diárias de hotel de dois pilotos, hangar, taxas aeroportuárias. Fazer cada uma estas despesas significa assumir o controle operacional do avião e, até agora, ninguem seque dignou-se a perguntar quem os pagou.

    Vejam que sequer entrei na questão das irregularidades da compra do avião, feita de maneira ardilosa e ilegal. Essa é a questão de legislação fiscal e penal.

    Trato apenas da questão sob o ponto de vista da lei eleitoral, que está sendo esbofeteada publicamente pelo PSB e por sua candidata.
    Se o Ministério Público e a Justiça Eleitoral permitirem que isso siga sem uma responsabilização, por medo “do que a mídia dirá”, porque boa parte “marinista”, será melhor revogar toda a legislação que trata de doações e de uso do poder econômico a candidatos. Qualquer um pode dar-lhes o que quiser, como quiser e deixar para passar recibo ou assinar contratos lá no final, muito depois de dados os votos do povo.

    Eu não estou sugerindo que a candidatura Marina seja cassada, que isso fique claro. Ela – e já se disse isso aqui – não tinha a obrigação de saber dos detalhes do avião conseguido por Campos e seria natural que aceitasse a sua versão. Marina é, e só depois que encampou esta farsa,cumplice na ocultação de um crime eleitoral.

    É isso o que precisa ficar claro: que há um crime eleitoral. E quem o encobre, acoberta e deixa de agir diante dele torna-se cúmplice deste embrulho que a fatalidade expôs ao Brasil

    O Globo diz que versões “não batem”. Não, porque o jato não foi “empréstimo”, foi crime eleitoral | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    26/08/2014

    Para o PSDB de Serra, cartel que o finanCIA é bênção

    SerrALSTOM

    Serra diz que nem sempre cartel configura um crime

    Ao falar sobre setor de jornais, tucano afirma ser comum empresas combinarem preços

    DE SÃO PAULO

    O ex-governador de São Paulo e candidato ao Senado José Serra (PSDB) disse nesta segunda-feira (25) em evento de empresários do setor de comunicação que nem sempre a existência de cartel significa que algum tipo de delito foi cometido. "Você não pode olhar do ponto de vista moral. Os grupos econômicos se articulam", afirmou.

    O tucano fez a afirmação ao ser questionado por pessoa da plateia sobre práticas de veículos de comunicação.

    "Você não perguntou, mas posso dizer aqui para a mídia: cartel virou sinônimo de delito, mas não é nada mais nada menos que monopólio. São empresas que combinam preço, não que tomam preço. Esse é um fenômeno super comum no mundo inteiro."

    Serra acrescentou: "Quando jornais do interior combinam de aumentar e diminuir preço do jornal, há cartel aí […] Isso não significa que cartel é delito. De repente, em estação de metrô, em obra pública, diz que se formou cartel e parece que é opa’, tem cartel aí, mas é o mesmo que se dizer que se formou um monopólio, oligopólio".

    Serra foi intimado pela Polícia Federal para depor em outubro sobre contratos que seu governo (2007-2010) manteve com empresas do cartel de trens que atuou em São Paulo entre 1998 e 2008.

    O Ministério Público Estadual arquivou em junho uma investigação sobre Serra, após concluir que não existem provas de que ele tenha cometido irregularidades.

    A prática de cartel é considerada crime pela legislação, que prevê pena de dois a cinco anos de prisão.

    20/08/2014

    DR JEKYLL AND MR HYDE, o reencontro

    Filed under: Dr Jekyll an Mr Hyde,Gilmar Mendes,Roger Abdelmassih — Gilmar Crestani @ 7:29 am
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    O reencontro da obra com sua criatura. Qualquer pixote medianamente informado sabe que Gilmar Mendes é o representante vivo da ERA FHC no STF. Tudo o que faz ou deixa de fazer atende exclusivamente interesses do PSDB. Foi posto lá para isso e cumpre à risca. O que chama a atenção é outra coincidência que nasce desta relação. Todo mundo sabe dos amores do PSDB pela golpe paraguaio que derrubou Fernando Lugo. Álvaro Dias, inclusive, foi nomeado cônsul honorário em defesa dos interesses dos golpistas paraguaios. A dúvida que surge diante do fato de que a criatura do Gilmar Mendes estava hospedado no país que os tucanos têm por bastião da resistência ao bolivarianismo que assola a América Latina, é se toda vez que o delegados do PSDB que adentraram o Paraguai foram ou não hospedados pelo médico dos mil e um estupros.

    O médico encontraram, agora falta reencontrarem o banqueiro que recebeu do mesmo fabricador dois habeas corpus…

    Abdelmassih está para a medicina da forma que o PSDB está para a política! Por isso essa relação quase incestuosa entre criador e criatura.

    medico e o monstro_nAbdelmassih, foragido desde 2011, é preso no Paraguai

    Ex-médico foi condenado a 278 anos de prisão por estupro de 37 mulheres

    Ação conjunta da PF e da polícia paraguaia o deteve em Assunção; chegada a SP está prevista para esta quarta

    ROGÉRIO PAGNANDE SÃO PAULONANCY ESPINOLACOLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE ASSUNÇÃOFERNANDA REGINA DA CUNHACOLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM FOZ DO IGUAÇU (PR)

    O ex-médico Roger Abdelmassih, 70, condenado em primeira instância a 278 anos de prisão pelo estupro de 37 mulheres, foi preso na tarde desta terça (19) em Assunção, capital do Paraguai. As suspeitas de crimes sexuais contra ele foram reveladas pela Folha em janeiro de 2009.

    Antes conhecido como "médico das estrelas", por ser um dos principais especialistas em reprodução assistida do país, ele estava foragido desde 6 janeiro de 2011, quando a Justiça decretou sua prisão pela segunda vez.

    Abdelmassih foi preso numa operação conjunta da polícia do Paraguai e da Polícia Federal brasileira, após permanecer 1.321 dias (ou 3 anos e 7 meses) como principal foragido da Justiça paulista –havia uma recompensa de R$ 10 mil por informações que levassem à sua captura.

    Ele não ofereceu resistência, segundo o delegado federal Marco Paulo Pimentel, mas ficou muito nervoso ao receber a voz de prisão, quando saía da escola dos filhos pequenos, acompanhado da mulher, a ex-procuradora Larissa Maria Sacco.

    O ex-médico não usava disfarce. As únicas diferenças da imagem conhecida eram um boné e a falta do bigode.

    Extraditado, Abdelmassih foi levado à tarde para Foz do Iguaçu (PR) –ele passaria a noite na delegacia da PF. Sua chegada a São Paulo, onde ficará preso à disposição da Justiça, está prevista para as 13h desta quarta-feira (20).

    Os advogados dele, Márcio Thomaz Bastos e José Luis Oliveira Lima, divulgaram nota à noite informando que o processo judicial não foi encerrado.

    Em janeiro de 2009, após a Folha revelar as acusações contra Abdelmassih, uma série de outras vítimas procurou o Ministério Público.

    Após investigação da Promotoria, ele foi denunciado por 56 ataques a 39 mulheres. Chegou a ficar preso de agosto a dezembro de 2009, mas obteve do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, o direito de responder o processo em liberdade.

    A condenação foi em novembro de 2010 –em julho, seu registro de médico já havia sido cassado. Para parte dos ataques, a Justiça considerou não haver provas. A sentença apontou 48 ataques contra 37 mulheres, consumados ou não, de 1995 a 2008.

    Abdelmassih fugiu em janeiro de 2011 ao ser decretada sua prisão após ter solicitado a renovação do passaporte –para a polícia, era um indício de que pretendia fugir.

    26/07/2014

    São Paulo sem água, sem saúde e sem educação

    Filed under: Geraldo Alckmin,PSDB,Saúde,Santa Casa,São Paulo — Gilmar Crestani @ 12:20 pm
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    Santa Casa acusa governo Alckmin de não repassar verbas federais

    "O governo federal me passa 10 e o estadual paga 5; falo porque tenho certeza", diz provedor

    Acusação também foi feita pelo Ministério da Saúde; Estado nega e diz que repassou todos os recursos recebidos

    THAIS BILENKYNATÁLIA CANCIANDE SÃO PAULO

    O provedor da Santa Casa de São Paulo, Kalil Rocha Abdalla, 72, acusou nesta sexta-feira (25) o governo do Estado de São Paulo de deixar de repassar parte da verba federal destinada à entidade, a exemplo do que fizera na véspera o Ministério da Saúde.

    A afirmação, feita em entrevista à Folha, ocorre após a suspensão dos atendimentos de emergência do maior hospital filantrópico do país, que gerou um embate sobre as responsabilidades pela penúria financeira da Santa Casa.

    O Estado nega a acusação e diz que o dinheiro chegou integralmente à Santa Casa, incorporado a outros repasses (leia texto ao lado).

    "O governo federal manda 10 e o estadual me paga 5. Estou dando um número hipotético, mas um tanto não chega. Tem peneira e eu sei onde, mas não vou falar mais nada. Quero que façam uma auditoria. O problema não é meu, é deles. Estou falando porque tenho certeza", afirmou nesta sexta-feira (25).

    Na véspera, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, dissera que R$ 74,7 milhões não foram repassados à Santa Casa entre 2013 e 2014.

    O provedor afirmou ainda que cobrou há duas semanas pessoalmente do governador Geraldo Alckmin (PSDB) outros recursos que teriam sido prometidos por ele.

    "Fui ao Palácio dos Bandeirantes, entreguei um papelzinho com a letra do [deputado estadual Antonio Salim] Curiati com a lista de coisas atrasadas e o meu telefone. Ele nunca me ligou."

    O governo diz que tais promessas não existem.

    Na terça-feira, a Santa Casa fechou os portões e suspendeu, sem aviso prévio, o atendimento no pronto-socorro, que atende em média 1.500 pessoas por dia.

    FORNECEDORES

    Segundo Abdalla, a medida ocorreu devido a uma dívida de R$ 50 milhões com fornecedores, o que levou à falta de materiais e remédios.

    O impasse durou 30 horas. O atendimento foi retomado após a Santa Casa fazer um acordo para receber uma ajuda emergencial do governo do Estado de R$ 3 milhões.

    O governo condicionou novos repasses à realização de uma auditoria nas contas da instituição.

    Bolsa AeroPÓrto começou com FHC

    Filed under: Aécio Neves,AeroPÓ,Camargo Correa,FHC — Gilmar Crestani @ 9:30 am
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    Tucanos tem bico maior que o cérebro, mas voam…

    O aecioporto de FHC

    26 de julho de 2014 | 04:44 Autor: Miguel do Rosário

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    Nessa história de aeroporto, acabei redescobrindo mais um escândalo tucano que a mídia varreu para baixo do tapete, enquanto tocava o bumbo “mensalão, mensalão, mensalão”.

    Trata-se de um aeroporto feito pela Camargo Correia, de presente para o então presidente Fernando Henrique Cardoso.

    A Istoé publicou, em 18 de agosto de 1999, uma reportagem sobre a construção de um aeroporto na propriedade da Camargo Correia, uma das principais doadoras (senão a principal)  no Brasil para campanhas eleitorais.

    A fazenda da empreiteira, e logo também o aeroporto, por “concidência”, ficavam (e continuam lá) exatamente ao lado da fazenda Corrego da Ponte, de Fernando Henrique.

    Eu separei um trecho delicioso da reportagem:

    A atração na Pontezinha é uma ampla pista de pouso que costuma receber mais aviões tripulados pela corte do presidente do que jatinhos de uma das maiores empresas do País. “Nunca vi avião nenhum da Camargo Corrêa pousando ali. Mas da família de Fernando Henrique não pára de descer gente”, conta o fazendeiro Celito Kock, vizinho de ambos e atento observador do trânsito aéreo na região. A pista particular tem 1.300 metros de comprimento e 20 metros de largura, asfaltados numa grande área descampada. Um estacionamento com capacidade para 20 pequenas aeronaves completa o aeródromo.

    A pista, avaliada em R$ 600 mil, começou a ser construída no dia 1º de julho de 1995 e foi concluída em 30 de setembro daquele ano. Apesar de ter os equipamentos necessários para a obra, a Camargo Corrêa encomendou o serviço à Tercon – Terraplanagem e Construções, numa autêntica troca de gentilezas. Meses antes, a Tercon havia conseguido um bom negócio ao ser contratada pela Camargo Corrêa para fazer a ampliação do Aeroporto Internacional de Brasília – empreitada que só terminou anos depois. Com isso, não se furtaria a retribuir o favor. O registro oficial da pista no Departamento de Aviação Civil (DAC) foi feito no dia 23 de outubro de 1995, com a publicação da portaria 175/EM3. Está autorizada a receber aviões do tipo Bandeirantes e Lear-Jets.

    *

    Observe que, quando há interesse, o proprietário da pista consegue rapidamente registro na Anac.

    Pois bem, alguns anos depois, um blog mineiro retoma a história e nos dá uma contextualização mais precisa sobre o que acontecia ali.

    A filha de FHC, Luciana Cardoso, funcionária na fazenda do pai, chegou a usar avião da FAB para pousar no aeroporto. O caso foi investigado pelo procurador federal Luiz Francisco de Souza, do MP do Distrito Federal.

    O aecioporto de FHC | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

    23/07/2014

    Um vez desenterrado o “de cujus”, o cheiro de podre se espalha

    Filed under: Aécio Neves,Elio Gaspari,ProAero — Gilmar Crestani @ 8:54 am
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    AETICO NEVERELIO GASPARI

    A explicação de Aécio não decola

    Torraram R$ 13,9 milhões em Cláudio, mas há um aeroporto equipado a 36 km dali, em Divinópolis

    Desde domingo, quando o repórter Lucas Ferraz contou que a Viúva construiu uma pista de pouso asfaltada no município de Cláudio (MG), a 6 km da fazenda centenária do ramo materno da família de Aécio Neves, o candidato tucano à Presidência da República ofereceu explicações insuficientes para satisfazer a curiosidade de uma pessoa que pretenda votar nele em nome do seu compromisso com a gestão e a transparência. Situações desse tipo afloram em campanhas eleitorais, e a maneira como os candidatos lidam com elas instrui o julgamento que se faz deles.

    O campo de aviação de Cláudio fica a 120 km do aeroporto de Confins e a 36 km da pista bem equipada de Divinópolis. Lá estão as terras da família Tolentino, na qual nasceu Risoleta, avó de Aécio e mulher de Tancredo Neves. Ela morreu em 2003, deixando no espólio a fazenda da Mata, recanto onde seu neto às vezes se refugia. A obra custou R$ 13,9 milhões ao governo do Estado e foi concluída em 2010, quando ele o governava. No ano anterior, segundo o IBGE, a receita orçamentária realizada do município foi de R$ 26,3 milhões.

    Aécio respondeu com uma generalidade: "Tudo foi feito com a mais absoluta transparência e correção". Juntou uma redundância: "O aeroporto foi construído em área pertencente ao Estado, não havendo, portanto, investimento público em área privada". Finalizou com uma precipitação: "Já foi tudo explicado".

    Por enquanto, há em Cláudio uma pista de 1 km, capaz de receber jatinhos de até 50 lugares, sem equipamento ou homologação da Anac. Falta explicar é a necessidade de a Viúva ter construído essa nova pista naquelas terras. A área foi desapropriada em 2008. Sem isso, a obra não poderia ter sido custeada pelo governo do Estado. Os Tolentino disputam o valor oferecido pelas terras (R$ 1 milhão). Uma peritagem, ainda que tardia, poderá resolver a questão. O próprio candidato argumenta que "aeroportos locais, que não possuem voos comerciais, ou pistas de pouso fechadas são prática comum em aeroportos públicos no interior do país, como forma de evitar invasões (…) que possam oferecer riscos à segurança dos usuários". Tem toda razão e leva ainda o mérito de expor uma questão relacionada com os investimentos públicos em pistas que só recebem aviões privados. Talvez Cláudio precisasse de uma. Do jeito que está, recebe irregularmente uns dois aviões por semana. O ex-governador informa também que não se tratou de construir uma nova pista, mas apenas de modernizar outra, de terra, feita em 1983, quando seu avô era governador e um Tolentino, prefeito da cidade. A Viúva não deve ter ficado com essa conta, pois a terra era privada.

    A comodidade de uma pista de pouso paga e mantida pela Boa Senhora é o objeto do desejo de todo fazendeiro. Tome-se, porém, o exemplo de Paul Mellon, um finíssimo bilionário que vivia entre seu haras da Virgínia e o mundo. Comprou um avião e, para seu conforto, construiu um aeroporto dentro de suas terras, em Upperville. Lá, avisa-se: "Uso privado. É necessária autorização para pousar".

    Mellon fez o aeroporto com o dinheiro dele. A pista de Cláudio, como diria Armínio Fraga, foi construída com o "meu, o seu, o nosso".

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