Ficha Corrida

17/06/2014

PSDB, Partido dos Sociopatas e Demofóbidos Brasileiros

Serra_Beto_paranavai_maoAécio não inova em absolutamente nada. E não é pelo fato de ressuscitar múmias. Também não inova em culpar o submundo da internet pela associação com o pó. Um dos seus humoristas de aluguel, Danilo Gentili, quando Aécio ainda era desafeto de José Serra, a quem os jornalistas dos grupos mafiomidiáticos paulistas servem como cães de aluguel, já falavam (e muito) sobre os costumes do candidato dos demofóbicos (veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=ILM7EurqvOk). Adoram um camarote VIP que seus financiadores ideológicos alugam para que possam mostrar ao público brasileiro e ao mundo o quanto são educados. Os reis dos camarotes do PSDB são sempre muito bem abrigados pelo Itaú, Natura, Vivo, Sony… E cheirosos, claro. Tem diplomas e curso no exterior, mas dizem palavrões à Presidente que os derrotou no voto e democraticamente.

Então, a bem da verdade, não é só Aécio Neves que sofre de demofobia. Lembram quando FHC chamou os aposentados de vagabundos?

José Serra é também um caso clássico. A ilustração ao lado prova o suficiente.

Também os funcionários dos grupos mafiomidiáticos, que são verdadeiras penas de aluguel do PSDB, têm verdadeiro pavor de povo. Alguém ainda lembra da “massa cheirosa do PSDB” da colonista da Folha, Eliane Cantanhêde?

O trabalhador que sua a camisa no trabalho, o trabalhador braçal não faz parte da massa cheirosa. Imagine Aécio Neves saindo pelo interior e abraçando trabalhadores rurais… Vem daí a importância de bonecos de papéis para que o povo possa fazer um selfie com o pancadão dos camarotes VIP. Como diria José Serra, pó pará, governador!

“O PSDB é um partido de massas, mas de MASSAS CHEIROSAS”….

O que os bonecos de papelão de Aécio Neves dizem sobre o PSDB

Postado em 17 jun 2014

por : Kiko Nogueira

boneco aecio

“Vamos conversar?”

A convenção do PSDB que sagrou o nome de Aécio Neves candidato à presidência teve o de sempre: discursos exaltados, abraços e juras de amor eterno, Fernando Henrique Cardoso, críticas ao PT, José Serra falando em união, Geraldo Alckmin sorrindo etc etc.

Mas houve pelo menos uma inovação que ficará para a crônica política como um dos símbolos do PSDB: bonecos em tamanho natural de Aécio, feitos de papelão, armados para os militantes tirarem fotos.

Foram colocados num saguão do Expo Center Norte, de acordo com assessores de Aécio que falaram ao jornal Extra, “como recurso para uma brincadeira”. A ideia era “fingir uma foto” e não “tapear as pessoas”.

Havia ao menos 5 mil correligionários. Algumas pessoas receberam 25 reais para comparecer, segundo o Estadão. Líderes políticos de São Paulo e de Minas fretaram ônibus.

Aécio, como Serra e FHC, não é chegado a esse tipo de contato pessoal. Um veterano de convenções do PSDB lembra que quem vai a um encontro desses quer cumprimentar a estrela do show, falar com ela, mostrar algum tipo de comprometimento. Ficaram na mão.

Há alguns precedentes. No mais famoso, em 2006, em pré-convenção numa churrascaria do Morumbi em que se decidia entre Alckmin e Serra para disputar a candidatura a presidente,  Serra, FHC, Aécio e Tasso Jereissati, então presidente do partido, abandonaram a festa e foram jantar no restaurante Massimo, no Jardins. Se existissem os bonecões na época, certamente estariam no lugar dos quatro. (Alckmin, aliás, acabaria saindo candidato).

O truque de mágica criado pela equipe de Aécio é sintomático. Nem com a torcida a favor, como era o caso do Center Norte, ele se dispõe a ter um contato mais próximo com algo parecido com povo. Alguém poderia chamar isso de demofobia.

Na véspera, estava num jantar com Andrea Matarazzo, coordenador de sua campanha. Na noite de sua entronização no Center Norte, não se sabe de seu paradeiro, apenas que era um lugar bem longe dali. Antes de ir para o lixo, os bonecos de cartolina viraram, compreensivelmente, uma piada na internet. O próximo passo é colocar um deles para governar.

Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

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