Ficha Corrida

16/07/2013

Os filhos de Jabor e Merval

Filed under: Hitlernautas,Mauro Santayana — Gilmar Crestani @ 9:18 pm
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Os hitlernautas brasileiros

Mauro Santayana 15 de julho de 2013

Os ultradireitistas mostraram a cara nos protestos de junho e podem ser mais perigosos do que imaginamos.

Carecas brasileiros e a saudação nazista: convém não facilitar

Carecas brasileiros e a saudação nazista: convém não facilitar

Para quem acha que Dani Shwery, Thismir Maia e Carla Dauden são o máximo que a direita “espontânea” conseguiu preparar para mobilizar seus simpatizantes – no contexto do quadro reivindicatório das manifestações de junho – podemos dizer que entre os servidores do Google e da Microsoft e os mouses dos internautas comuns há muito mais coisas que a nossa vã filosofia possa imaginar.

Uma delas, ficou comprovado, é a espionagem norte-americana na rede, denunciada pelo agora foragido Edward Snowden.

O súbito aparecimento do fenômeno dos hitlernautas é outra – e esse é um fato que merece ser analisado.

O hitlernauta, não é, na verdade, uma nova espécie no ciberespaço brasileiro. Ele sempre existiu, embora não fosse conhecido por esse nome.

A questão é que, antes, os hitlernautas só podiam ser encontrados no seu habitat natural, em reservas quase sempre protegidas, e normalmente produzidas e consultadas apenas por eles mesmos.

Encontravam-se, assim, ao abrigo do navegante comum, como nos sites neonazistas, integralistas, da extrema-direita católica, ou que correspondem, no Brasil, a “espelhos” de certas “organizações” fascistas internacionais.

Nesses espaços, eles ficaram, por anos, alimentando suas frustrações, preparando-se para sair à luz do dia tão logo houvesse uma ocasião mais segura para se apresentarem ao mundo.

A oportunidade surgiu no âmbito das passeatas de junho.

Afinal, nessas manifestações, cada um podia carregar a mensagem que desejasse – desde que não fosse símbolo de partidos políticos.

Os hitlernautas, além de aparentemente apartidários, são, principalmente, antipartidários. Assim, resolveram engrossar, a seu modo, a procissão, mesmo sem conseguir indicar, com clareza, rumo ou andor que lhes valesse.

É fácil reconhecer o hitlernauta. Nas ruas, é o “careca”; o de cara coberta por um lenço; pela máscara de um movimento “anarquista”; o que leva coquetel molotov de casa; joga pedra na polícia; agride violentamente o militante do PSDB ou do PSTU que estiver carregando uma bandeira; quebra prédios públicos; arranca semáforos; saqueia lojas; põe fogo em carros da imprensa ou invade o Itamaraty.

Na internet, o hitlernauta é ainda mais fácil de ser identificado.

É aquele sujeito que acredita (piamente?) que estamos vivendo a penúltima etapa da execução de um Golpe Comunista no Brasil. E que o Fórum de São Paulo é uma espécie de conclave secreto, destinado a dominar o mundo via implantação, no continente, de uma União das Repúblicas Socialistas da América do Sul.

O hitlernauta é o “anônimo” que nos comentários, na internet, tenta convencer os interlocutores, de que as urnas eletrônicas são manipuladas; de que não existe oposição no Brasil, porque o PSDB é uma linha auxiliar do PT na implantação do stalinismo por aqui; que FHC é fabianista, logo, uma espécie de socialista a serviço da entrega do Brasil aos vermelhos; que a ONU é parte de uma conspiração mundial, e o único jeito de consertar o país é acabar com o voto universal, fechar o Congresso, dissolver os partidos, prender, matar, arrebentar e torturar, por meio de um novo golpe militar.

No dia 10 de julho, os hitlernautas saíram às ruas, sozinhos, pela primeira vez. Segundo o portal Terra, fecharam a rua Pamplona, até a esquina com a Consolação, com a Marcha das Famílias contra o Comunismo, convocada nas últimas duas semanas pela internet.

O portal IG calculou, em cerca de 100 pessoas, o grupo que se reuniu no vão do MASP e marchou, com bandeiras, pedindo intervenção militar, até as imediações do Comando Militar do Sudeste.

No Rio, a convocação conseguiu juntar, frente à Candelária, trinta e poucos manifestantes, em cena em que se viam mais bandeiras e cartazes sobre as escadas do que pessoas para empunhá-los.

Ao ver a foto da “manifestação”, muita gente os ridicularizou na internet.

Os primeiros desfiles das SA na República de Weimar também não reuniam mais que 30 pessoas, que carregavam as mesmas suásticas hoje tatuadas na pele dos skinheads presentes à Marcha das famílias contra o Comunismo, em São Paulo, no dia 10.

As pessoas normais, ao vê-los desfilando nos parques com os seus ridículos uniformes, acharam, na década de 30, que os nazistas eram um bando de palhaços.

Eles eram palhaços, mas palhaços que provocaram a maior carnificina da História.

Sob seus olhos frios, seus gritos carregados de ódio, milhões de inocentes foram torturados, levados às câmaras de gás, e incinerados, em Auschwitz, Maidanek, Birkenau, Dachau, Sachsenhausen – e em dezenas de outros campos de extermínio montados por ordem de Hitler.

Os hitlernautas não devem ser subestimados.

É melhor que a sociedade os conheça. A apologia da quebra do estado de direito é crime e deve ser combatida com os rigores da lei. Cabe ao Ministério Público, com a ajuda da Polícia Federal, identificá-los e denunciá-los à Justiça, para que sejam julgados e punidos, em defesa da democracia.

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O jornalista e escritor Mauro Santayana, 80 anos, ocupou cargos de destaque em jornais como Folha de S. Paulo e Última Hora. Amigo e conselheiro de Tancredo Neves, foi o responsável pela articulação política da campanha presidencial do então governador de Minas. Seus artigos podem ser encontrados no blog http://www.maurosantayana.com

Os hitlernautas brasileiros | Diário do Centro do Mundo

14/07/2013

Nada mudou ou só mudaram os veículos

Filed under: Facebook,Manipulação,Microsoft,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:49 am
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Se antes os governos tinham os velho coronelismo eletrônico, como provam o editorial d’O Globo dando as boas vindas à ditadura e as matérias da velha imprensa ianque compradas pelo governo dos EUA para justificar a invasão do Iraque ou mesmo os auxílio da CIA para os a$$oCIAdos do Instituto Millenium, agora é o facebook e a microsoft a grande parceira. E tem gente que acha que não foi manipulada quando saiu à rua com nariz de palhaço se dizendo contra “isso TUDO”…

SÉRGIO DÁVILA

Facebobos

SÃO PAULO – A "grande mídia" mundial é hoje dominada por empresas como Facebook, Google e Twitter e subprodutos como Instagram, Skype e YouTube. Juntas, elas faturaram pelo menos R$ 120 bilhões só nos EUA em 2012 –ou cerca de três vezes o que movimentou no mesmo período o mercado publicitário brasileiro inteiro.

Sim, volto ao tema da coluna passada. É que, no mesmo dia em que eu escrevia que o Facebook é pouco transparente, o jornal "O Globo" publicava reportagem mostrando que o Brasil é um dos alvos da espionagem dos EUA, aquela que, segundo o "Guardian", usa o programa Prism para acessar contas do… Facebook.

Essas empresas são cada vez mais poderosas e tentaculares, com lobistas nos Legislativos e Judiciários do mundo inteiro –inclusive no Brasil. Ainda assim, pela novidade tecnológica e por contarem com um marketing muito bem feito, são vistas por seus usuários como operações amadoras tocadas por idealistas.

Sorte delas. O problema é que são empresas de práticas duvidosas e espinha dorsal gelatinosa. Quando instadas pelos governos, como ocorreu recentemente nos EUA, abrem acesso a dados de seus usuários do mundo inteiro –inclusive do Brasil.

A Microsoft, hoje dona do Skype, chegou a ajudar os arapongas a quebrar seu próprio bloqueio para um acesso mais rápido. Esse tipo de solicitude não é novidade. Na China, por exemplo, o Google censurou das buscas termos considerados indesejáveis pelo governo local. Em troca, pode continuar no país.

Imagine o escândalo se o "New York Times" fizesse acordo semelhante: seus correspondentes poderiam ficar em Pequim, desde que as reportagens que escrevessem não fossem críticas ao governo chinês. Ou se o jornal passasse dados de seus assinantes para a CIA.

Pois é o que aconteceu e acontece na nova "grande mídia". Enquanto isso, atualizamos nossos status, curtimos e compartilhamos.

21/06/2013

A conversão dos ventríloquos

 

Por que Jabor e os blogueiros da Veja mudaram de opinião sobre os protestos?

Paulo Nogueira 20 de junho de 2013

Os insultos dos primeiros dias sumiram.

Os três blogueiros da Veja e mais o professor Vila formam um Quarteto Fantástico

Os três blogueiros da Veja e mais o professor Vila (segundo da esquerda para a direita)

A revista Veja parece estar sob nova administração, poucas semanas depois da morte do proprietário e editor Roberto Civita.

A capa de José Dirceu parece ter sido a última de uma era em que a revista foi, quase sempre, detestável.

O sinal de mudança está na cobertura dos protestos, primeiro no papel e depois na internet.

Na internet, nos primeiros dias, a revista pareceu seguir inercialmente a orientação anterior de reacionarismo inflamado e desconectado da realidade.

O blogueiro Reinaldo Azevedo comandou a cobertura inicialmente, e logo foi seguido por seus colegas Augusto Nunes e Ricardo Setti, como o Diário notou anteriormente.

Azevedo chamou os manifestantes de vagabundos, celerados, remelentos, terroristas e vândalos.

Ele parecia ecoar o promotor Rogério Zagallo, que pedira à Tropa de Choque que atirasse nos “bugios” porque eles estavam provocando um congestionamento no local em que ele estava com seu carro.

Nunes seguiu na mesma linha. Setti também. Ele chegou a republicar um artigo do publicitário aposentado Neil Ferreira no qual este, como Zagallo, sugerir passar fogo nos manifestantes, parte de uma “guerra suja”.

Parece claro que Azevedo e companheiros, como Zagallo, cometeram um erro de avaliação monumental: associaram o MPL ao PT.

A mudança veio na edição impressa.

A Veja, para surpresa de muita gente, não rosnou como seus blogueiros. Os jovens nas ruas já não eram vagabundos.

O que ocorreu?

Provavelmente, uma conversa. Não mais que isso.

Os herdeiros de Roberto Civita, Gianca (área administrativa) e Titi (conselho editorial) devem ter dito que não estavam de acordo com aquela visão que vinha se propagando no site. A reputação da revista já tinha problemas antigos. Mas a deles ainda não.

Quem conhece as cúpulas das empresas jornalísticas sabe bem que quinze minutos de conversas são suficientes para conversões profundas em editores que pareciam fanáticos.

O que se viu, depois que a Veja da semana passada chegou às bancas, foi uma mudança de tom veloz nos blogueiros.

O momento mais icônico – e divertido – foi um texto em que Setti dizia, do nada, que sabia que tinha “exagerado” ao chamar os manifestantes de baderneiros.

Augusto Nunes mudou de assunto por algum tempo, e ao voltar estava bem diferente. Pelo que entendi, parecia interessado em entender o significado dos protestos.

Não quer dizer, é claro, que a revista se tornará libertária. Mas é previsível que ela vá buscar um tom de conservadorismo civilizado, como a The Economist, para ficar num bom caso.

Na Globo, uma conversão súbita parecida ocorreu com Arnaldo Jabor.

Dias depois de fazer um pronunciamento histérico contra os protestos, tomado como se fosse Feliciano, ele se desculpou abjetamente.

Quem acredita que ele não recebeu uma instrução para se desdizer acredita em tudo, para usar a máxima de Wellington.

As palavras odiosas de Jabor circularam amplamente na internet e cobraram seu preço. Sempre que os manifestantes encontravam um repórter da Globo, a hostilidade era imediata.

Caco Barcellos, tido como uma voz destoante no ultraconservadorismo da Globo, levou um sopapo e foi expulso vergonhosamente de uma manifestação.

Num gesto de desespero e de automutilação, a Globo tirou a marca dos microfones de seus jornalistas, para preservar sua integridade física.

Caco apanhou por Jabor, pode-se dizer.

Nos últimos dias, o tom bem mais baixo, Reinaldo Azevedo tem repetido que seu blog bate incessantemente recordes de audiência. (Pode-se imaginar a qualidade do público atraída pela pregação de ódio obtuso de Azevedo.)

Os anúncios autocongratulatórios de recorde podem ser um sinal de que ele está sentindo que os ares mudaram na Veja, sob a nova geração de Civitas.

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Sobre o autor: Paulo Nogueira Veja todos os posts do autor Paulo Nogueira

O jornalista Paulo Nogueira, baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Por que Jabor e os blogueiros da Veja mudaram de opinião sobre os protestos? | Diário do Centro do Mundo

Com uma corrupição deeeeste tamanho…

Filed under: Manifestações Políticas — Gilmar Crestani @ 11:07 pm
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O cara está na manifestação errada. Para começar, possivelmente nem foi ele que desenhou o cartaz do protesto. E se foi, deveria empunhar outra bandeira, a da educação. Sem foco, dá nisso, pode levantar um pição!

Vida desequilibrada

Se não entendeu, me fale que eu desenho

Filed under: Golpismo,Manipulação,Rede Globo de Corrupção — Gilmar Crestani @ 10:56 pm
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As manifestações de rua e uso oportunista da Copa

Enviado por luisnassif, sex, 21/06/2013 – 08:48

Autor: Luis Nassif

Um balanço das manifestações de ontem por todo o Brasil revela o seguinte quadro desconexo:

1. Nas cidades do interior, o movimento foi contra as câmaras municipais. Em muitas cidades, os manifestantes se dirigiram ou à prefeitura ou às Câmaras com listas de reivindicações.

2. Nas capitais, contra prefeitura, governo do estado e assembleias.

3. Na multidão, toda sorte de manifestos, a favor dos direitos dos gays e contra Feliciano, mas também a favor da familia tradicional, contra a PEC 37, contra os estádios na Copa do Mundo etc.

Momentos de catarse, no entanto, favorecem as manifestações oportunistas, de grupos radicais ou de criminosos mesmo. Com 100 mil pessoas em uma passeata. 99.500 podem ter propósitos pacíficos. Mas meia dúzia pode provocar conflitos, eventos e ganhar mais visibilidade que a maioria. Especialmente se souber manobrar alguns sentimentos, informações ou desinformações comuns à multidão.

É por aí que agem os provocadores.

Por exemplo, havia um sentimento difuso contra o uso das manifestações por partidos políticos. Ontem, na Paulista, grupos organizados aproveitaram para potencializar esse sentimento e partir para a agressão. O sentimento era real. A agressão foi ação articulada de grupos neofascistas.

Em outros casos – Prefeitura de São Paulo, Teatro Municipal, Palácio do Itamaraty -, ação nítida de vândalos e criminosos.

Foi visível a montagem do rapaz que saiu belo e lampeiro, amparado pelos amigos, com uma inundação de sangue na cabeça. Uma armação totalmente inverossímil mas que ganhou espaço nas TVs.

O jogo oportunista

No caldeirão geral de insatisfação, existem os oportunistas querendo tirar sua lasquinha. E se posicionam de acordo com interesses específicos.

Nesses tempos de informação e desinformação difusa, há duas bandeiras genéricas que estão sendo empunhadas contra o governo: a corrupção e as obras da Copa.

Os estádios tornaram-se o novo alvo da oposição, pelo fato de ser fácil passar para o cidadão a (falsa) ideia de que os recursos para a construção dos estádios foram subtraídos  da saúde e da educação. Cada vez que alguém tiver problemas de atendimento no posto de saúde, imediatamente atribuirá aos gastos com a Copa e, automaticamente, aos governos Lula e Dilma.

É a nova palavra de ordem. Aliás, tão eficiente que há setores no governo atribuindo essa movimentação à Siemens Internacional – por ter bancado integralmente o projeto Jogos Limpos, que o respeitado Instituto Ethos montou para acompanhamento da Copa.

Cada problema mínimo nos estádios passou a ser supervalorizado pela mídia. Cada obra entregue no prazo, minimizada.

Por exemplo, dia desses um comentarista esportivo dizia que não haverá povo nos novos estádios devido ao preço dos ingressos mais caros nas chamadas áreas nobres. Dizia isso comentando um jogo no Pacaembu, no qual havia ingressos mais caros sendo vendidos na faixa de 400 reais.

Os manifestantes nem se dão conta que todas as obras estão sendo acompanhadas por um Grupo de Trabalho do Ministério Público Federal, o próprio MPF que está sendo defendido em várias manifestações, Tribunais de Contas, CGUs etc.

E não se dão contas porque não foram informados. Não há informações disponíveis, para serem usadas pelos que quiserem defender a Copa.

Em nenhum momento o governo montou uma estratégia de comunicação para explicar todos esses aspectos – a razão dos reajustes na construção dos estádios, a existência de sistemas de acompanhamento das obras, as obras que estão sendo entregues no prazo, os ganhos do país com os jogos.

Deixou o tema de bandeja para a oposição.

Os interesses objetivos na mídia

Na mídia, quem está empunhando esta bandeira?

A Globo vive a esquizofrenia entre turbinar qualquer bandeira anti-governo e, ao mesmo tempo, ser a principal beneficiaria dos jogos da Copa – na condição de emissora que adquiriu os direitos de transmissão e de aliada eterna de João Havelange, Riacrdo Teixeira e da FIFA.

No jogo da Seleção, a Globo fixou-se em vários momentos em UMA família com cartazes contra a "roubalheira" da Copa. Depois, mancou-se.

Hoje de manhã, assisti os jornais da Globo e da Record. Na Globo, nenhuma manifestação contra as obras da Copa, contra partidos políticos, nenhum espaço maior para as manipulações políticas das passeatas nem para os cartazes anti-corrupção. Os apresentadores estavam empenhados em classificar as manifestações como pacíficas e os quebra-quebras como restritos a grupos pequenos de vândalos.

Ontem, de fato, o Jornal Nacional foi especial, acompanhando os problemas em Brasília. Pode-se defender alegando interesse jornalístico.

Na Record – adversaria da Globo – há ênfase permanente na denúncia dos estádios da Copa, na corrupção, no tamanho dos impostos, nas concessões à FIFA.

Para rebater a defesa da Copa, pelo jogador Ronaldo, a Record passou um vídeo de um pai com a filha tetraplégica, devido a um erro médico, acusando as obras da Copa como responsáveis pela tragédia. A cada momento, a crítica (justa) aos privilégios da FIFA, aos estádios, à carga de impostos, à situação da saúde, da educação.

Quem é a conspiradora?

Provavelmente, nenhuma. Apenas cada qual aproveitando o caldeirão de insatisfação para seus interesses comerciais imediatos. A Globo é beneficiária da Copa; a Record, não.

Próximos passos

As ruas já deram seu recado, já expuseram a insatisfação geral do país com tudo.

Agora, é hora de parar para não abrir espaço para oportunistas e marginais.

O próximo passo dos grupos e governantes de boa vontade será abrir canais de diálogo e participação.

À medida que os novos tempos forem sendo construídos, aparecerão os efeitos positivos das manifestações e serão diluídas as manobras oportunistas e golpistas.

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