Ficha Corrida

01/06/2013

FHC visita Folha, Estadão, Veja & Globo, já Lula…

Filed under: FHC,Lula Seja Louvado — Gilmar Crestani @ 9:48 am
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Enquanto Lula viaja como chefe de Estado e é recebido por todos os presidentes em atividade, da esquerda à direita, FHC só teria Menem & Fujimori para visitar… na prisão…

AMÉRICA LATINA

Ex-presidente Lula viaja a Equador, Peru e Colômbia na próxima semana

DE SÃO PAULO – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue, na próxima semana, com seu giro pela América Latina. Ele será recebido pelos presidentes Juan Manuel Santos, na Colômbia, Ollanta Humala, no Peru, e Rafael Correa, no Equador.

Há duas semanas, Lula esteve em Buenos Aires, onde se encontrou com a presidente Cristina Kirchner e falou a empresários. Desde janeiro, ele já passou por Cuba, Uruguai e México. Em Brasília, se reuniu com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por quase duas horas no início de maio.

Agora, a passagem mais rápida será pela Colômbia, onde Lula chega na terça-feira para um encontro com Santos e faz uma palestra a empresários e autoridades sobre integração na América Latina –tema que é um dos motes de sua peregrinação pela região.

Colômbia e Peru fazem parte da Aliança do Pacífico, bloco visto como a opção pró-mercado da região, em contraponto ao Mercosul.

No Equador, a visita ganha um tom mais político e Lula participa de um evento com Correa e integrantes do movimento de esquerda "Alianza País". Na quinta, o anfitrião oferece um jantar ao ex-presidente.

18/08/2011

CFK y Santos celebraron el relanzamiento de las relaciones entre la Argentina y Colombia

Filed under: CFK,Cristina Kirchner,Juan Manuel Santos — Gilmar Crestani @ 7:19 pm
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Os EUA em decadência, foi-se Álvaro Uribe, o queridinho do Tio Sam e dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Em boa hora Colômbia faz faxina no seu passado recente, volta-se para os países sul americanos e dá nó na mídia golpista. A SIP está em polvorosa, e o PIG não consegue fazer um editorial para safar-se desta. Enquanto os cães da velha mídia latem, CFK e Santos se unem.

CFK y Santos celebraron el relanzamiento de las relaciones entre la Argentina y Colombia

Los presidentes Cristina Kirchner y Juan Manuel Santos destacaron el descongelamiento de los vínculos "entre ambas naciones" luego de diez años conflictivos. "Agradezco a usted y toda su comitiva las muestras de afecto", reconoció la jefa de Estado, tras firmar acuerdos de intercambio bilateral entre ambos países.

En el marco de "la nueva etapa entre la Argentina y Colombia", la Presidenta destacó que "la región debía discutir instrumentos y medidas para seguir con el crecimiento y que la incertidumbre global no influyera en los logros de la región".

Los mandatarios firmaron una declaración bilateral y documentos de cooperación referidos a las áreas de transporte urbano y por carretera, hidrovías y puertos, y convenios de transferencia tecnológica para la promoción comercial. "Hemos certificado ocho acuerdos en diferentes frentes, basándonos en todos los aspectos en lo que creemos que debemos trabajar juntos", explicó Santos.

Luego, antes del almuerzo en el antiguo edificio de Aduanas, detrás de Casa de Gobierno, Cristina Kirchner consideró que la visita de su par colombiano confirma “la imperiosa y urgente necesidad” de desarrollar “instrumentos y medidas comunes” en la región para “evitar una competencia inútil y suicida” entre países latinoamericanos. En este sentido insistió en la posibilidad de generar valor agregado a la producción agropecuaria para que el desarrollo del sector no dependa solamente de la generación de materias primas.

Además destacó que “existen las condiciones para generar un mercado regional muy grande que aproveche el momento especial” devenido de una crisis internacional “que puede servir como gran oportunidad” de crecimiento. Y subrayó que “es la primera vez que los gobiernos de la región, aún sin comulgar en todas las ideas, tenemos una común visión de cómo se ha desarrollado y cómo preservar el crecimiento”.

Por consiguiente, manifestó que “el objetivo tiene que ser generar (no sólo crecimiento económico, sino) mayor calidad de vida para nuestros habitantes, para nuestros trabajadores y generar puestos de trabajo”, así como también “para nuestro empresariado”, a fin de que “podamos crear un poderoso mercado regional”.

Página/12 :: Ultimas Noticias :: CFK y Santos celebraron el relanzamiento de las relaciones entre la Argentina y Colombia

01/08/2011

Aos poucos, a descoberta da Colômbia

Filed under: Direita,Ditadura — Gilmar Crestani @ 9:30 am
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28/07/2011 – 15:38 | João Paulo Charleaux | Santiago

Colômbia reescreve a história para apagar um crime de guerra

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Uma parte importante da sociedade colombiana celebrou no dia 2 de julho o aniversário de uma das mais engenhosas, corajosas, espetaculares e ilegais operações militares dos últimos tempos.
A Operação Xeque-Mate (‘Operación Jaque’, em espanhol) passou para a história como um êxito incontestável e imaculado. Por meio dela, um grupo de militares enganou um comando guerrilheiro das FARC (Forcas Armadas Revolucionárias da Colômbia) em plena selva de Guaviare, salvando um grupo de valiosos reféns.
Na ação, gigantescos helicópteros Mil Mi-17 pintados de branco – disfarçados de helicópteros de resgate da Cruz Vermelha – aterrissaram num ponto da selva para uma suposta operação humanitária. Os guerrilheiros acreditaram na história e, não apenas entregaram os 15 sequestrados para a equipe, como dois deles acabaram capturados depois de também subir nas aeronaves.
Leia mais:
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Entre os reféns libertados estava a senadora colombiana Ingrid Beatencourt e três cidadãos americanos.
Em termos estritamente militares, foi admirável. Mas tal façanha só foi possível porque a força de resgate violou uma das normas mais elementares do Direito Internacional Humanitário, ou Direito da Guerra. Em outras palavras, a Colômbia pode ter cometido um crime de guerra conhecido como “perfídia”, sem pagar por isso.
Pouco se fala sobre esse crime. Na verdade, a Wikipedia, por exemplo, nem o menciona. Para as gerações futuras, a Operación Jaque será, portanto, um êxito. Ponto.
Um exemplo de como a história foi reescrita, está na entrevista dada em julho à rede britânica BBC pelo general da reserva do Exército colombiano Mario Montoya. (A entrevista foi reproduzida em todo o mundo. Aqui, por exemplo, há a publicação do jornal chileno La Tercera).
Na entrevista, Montoya – que era comandante do Exército Nacional da Colômbia no momento do resgate e hoje é embaixador na República Dominicana – referiu-se à Operação Xeque como “a mais importante operação militar e de inteligência realizada na história recente dos Exércitos modernos do mundo. Uma obra-prima”.
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Pôr em evidência o crime cometido pelo Exército não depõe contra o valor humano de ter retirado 15 pessoas do que era um verdadeiro inferno na selva. Mas é chocante constatar como a punição às violações internacionais são sempre mais brandas quando mais perto dos EUA está um determinado país. Neste caso, os americanos forneceram informações produzidas por satélites que possibilitaram o sucesso da operação.
O crime de perfídia – reconhecido publicamente pelo então presidente colombiano Álvaro Uribe – é grave. Fazer com que militares se disfarcem de grupos humanitários traz graves problemas, especialmente para as vítimas dos conflitos, porque:
1. Mina a confiança dos beligerantes nos atores neutros, alimenta um clima permanente de paranóia e desconfiança que trava qualquer operação humanitária que pretenda ser segura
2. Põe em risco centenas, às vezes, milhares de trabalhadores humanitários, que podem ser confundidos em futuras operações com militares novamente disfarçados
3. Impede que milhares de civis recebam assistência humanitária, já que grupos guerrilheiros, desconfiados pela experiência negativa, podem passar a impedir o trânsito de equipes de resgate, sob a suspeita de que estas são, na verdade, equipes militares disfarçadas
Não faltará quem diga que a Operação Xeque não foi tão ruim assim, já que, como Montoya mesmo diz, terminou sem nenhum disparo e nenhum morto ou ferido.
Esta não é, entretanto, uma verdade completa. Como os três pontos anteriores mostraram, os riscos à vida dos trabalhadores humanitários aumentam indefinidamente depois de golpes à credibilidade como este.
Ao assinar as Convenções de Genebra, os países signatários assumem uma dupla responsabilidade: a de respeitar as regras da guerra e a de fazer respeitar. Isso significa que não basta zelar pela aplicação das normas dentro de suas Forças Armadas, mas também pressionar outros atores estatais – principalmente, embora não exclusivamente – para que também o façam.
No caso da Operação Xeque, não há notícia de que muitos países tenham levantado a voz para criticar o crime de “perfídia” cometido pela Colômbia. Não é de surpreender. As normas da guerra sempre recaem com maior peso sobre os Estados menos expressivos politicamente. Esta é uma distorção recorrente que o Direito não conseguiu corrigir.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/COLOMBIA+REESCREVE+A+HISTORIA+PARA+APAGAR+UM+CRIME+DE+GUERRA_1574.shtml

O amiguinho dos EUA

Filed under: Direita — Gilmar Crestani @ 8:05 am
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Todos os homens do Presidente… eram corruptos. Só ele que não… Enquanto os a$$oCIAdos do Instituto Millenium eram pagos para se ocuparem com Chávez, Álvaro Uribe e os seus tinham liberdade de exercitarem livremente o exercício do crime.

Uribe y leales en aprietos

En la última semana, dos hombres de confianza del ex mandatario colombiano fueron enviados a la cárcel. Supuesta compra de votos para la reelección y escuchas ilegales a políticos y jueces forman parte de las causas contra el uribismo.

Por Katalina Vásquez Guzmán

Desde Medellín

En la última semana, dos hombres de confianza de Alvaro Uribe, ex presidente colombiano, fueron enviados a la cárcel. Ambos, así como el mandatario mismo, están siendo investigados por su supuesta responsabilidad en grosos actos de corrupción. Se trata de su secretario presidencial, el abogado Bernardo Moreno; y de quien fuera su candidato para reemplazarlo en la presidencia, Andrés Felipe Arias, también conocido como Uribito. Los últimos días, a punto de encarar los procesos judiciales en su contra, éstos la pasaron entre clubes, tribunales, cárceles y pasillos, intentando convencer de su inocencia. “Obstruyendo la Justicia”, concluyeron un par de jueces que decidieron detener a los dos altos ejecutivos incluso antes de que se los juzgue, lo que ha sido motivo de controversia nacional los últimos días.

Se aclaró pues, según acusó la fiscalía y aceptaron los jueces, que, en libertad, los dos uribitos estarían acomodando, quizá comprando y manipulando testimonios que los desfavorecen, como el de Jorge Lagos –ex director del DAS (servicio secreto) e importante testigo en el caso de escuchas ilegales–, quien denunció que Moreno le pidió a su abogado considerar versiones que lo salpican. Quizás hoy, si otro juez está de buen humor y autoriza su traslado, Bernardo y Andrés compartan cuarto en la guarnición militar donde ya está el segundo, que se negó a ser huésped de La Picota. Sus abogados alegan que allí, como preso, no estaría seguro. Sin embargo, en los últimos dos meses, Arias visitó el penal en diez ocasiones, incluso días no autorizados, por lo que pudo “influir para inducir a los otros coimputados” a que se oculte la verdad, según argumentó el magistrado Orlando Fierro Perdomo. “Clientelismo judicial”, dicen cerca de Uribe para esquivar ese halo criminal que los envuelve ahora que la Fiscalía comenzó a acusar por cuanto escándalo se descubrió durante los ocho años de gobierno de Uribe: corrupción para conseguir la reelección, para entregar subsidios a campesinos, para perseguir a la oposición, la prensa y la Justicia misma.

Ahora, “una injusticia”, dice el mismo ex mandatario cuya popularidad, aunque sigue siendo alta (60 por ciento), va en picada desde que llegó al cargo de fiscal general de la nación la abogada liberal y protestante Viviane Morales Hoyos. Desde hace unas semanas, cuando la experimentada ex congresista comenzó a acusar a los muchachos de Uribe y a pedir su detención, el país está que arde. No, por favor no; se niega a aceptarlo el ex mandatario, acusando a Colombia de tierra desagradecida y lanzando otro quejido molestón. “Profundamente adolorido por la medida de aseguramiento contra Bernardo Moreno, expreso que es inaceptable que se prive de la libertad a un ciudadano al acusarlo de obstruir la Justicia por el hecho de defender su honra”, explicó en un comunicado Alvaro Uribe Vélez la tarde de este 30 de julio, cuando el encarcelamiento de su mano derecha le partió el corazón, ya herido desde el martes 27, al ser también apresado su ex ministro Andrés Felipe. “Algunos aplauden la cárcel de Arias y tapan, tapan y tapan el clientelismo judicial que politiza la Justicia”, afirmó en su cuenta de Twitter. Arias está acusado de celebración de contratos sin el lleno de requisitos legales y peculado por apropiación a favor de terceros por haber entregado subsidios del programa Agro Ingreso Seguro –creado para que campesinos pobres reactivaran la agricultura– a grandes terratenientes, políticos, modelos y empresarios que financiaron la campaña presidencial de Uribe.

Moreno está siendo judicializado por las escuchas ilegales a magistrados, opositores, periodistas, jueces y otros que andaban revelando o investigando los nexos de parlamentarios, también uribistas, con paras y mafiosos. A Moreno se lo acusa de concierto para delinquir, interceptación ilícita de comunicaciones, abuso de autoridad y falsedad en documento privado. Sabas Pretel, también ministro de Uribe y actual embajador en Italia, también es investigado por supuesta compra de votos de congresistas a favor de la reelección presidencial. “Frutos prodridos o huevitos podridos de ocho años de uribismo”, diría el columnista Antonio Caballero, quien asegura que la huella de Uribe en Colombia es la admiración y el orgullo por la inmoralidad.

Página/12 :: El mundo :: Uribe y leales en aprietos

26/07/2011

A Folha e o Ovo da Colômbia

Filed under: FSP — Gilmar Crestani @ 8:00 am
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26/07/2011-03h00

Brasil sabe que não pode ser potência sozinho, diz secretária-geral da Unasul

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CLAUDIA ANTUNES
DO RIO

Num mundo que caminha para a regionalização, o Brasil sabe que não poderá ser uma potência forte sem integração com os vizinhos, afirmou a colombiana María Emma Mejía, que assumiu em maio a secretaria-geral da Unasul (União de Nações Sul-Americanas).

"Prevê-se que o Brasil será a quarta economia do mundo em 2014, é claro que o país tem um peso. Mas temos que trabalhar juntos se queremos ser potência. O Brasil sozinho não é a mesma coisa que o Brasil com 12 juntos", disse ela em entrevista à Folha, relembrando conversa recente sobre o tema com o chanceler brasileiro, Antonio Patriota.

Paula Giolito/Folhapress

Secretária-geral da Unasul, a colombiana Mara Emma Mejia, em entrevista à *Folha* no Rio de Janeiro

Secretária-geral da Unasul, a colombiana Mara Emma Mejia, em entrevista à Folha no Rio de Janeiro

Mejía dividirá o mandato de dois anos com o atual ministro de Energia da Venezuela, Ali Rodríguez Araque. É uma prova, segundo ela, do "enorme êxito político" do bloco em desmontar crises regionais, como a que opôs seu país à Venezuela do presidente Hugo Chávez, acusada pelo ex-presidente colombiano Álvaro Uribe de apoiar as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Ministra da Educação e das Relações Exteriores nos anos 1990, Mejía dirigiu nos últimos oito anos a Pés Descalços, fundação educativa financiada pela cantora Shakira. Foi indicada pelo presidente colombiano Juan Manuel Santos para a Unasul apesar de ser ligada — mas não "militante", diz — a um partido de oposição, o Polo Democrático (esquerda).

A secretária-geral da Unasul veio ao Rio para inaugurar o Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde, criado pelo bloco para promover o intercâmbio de programas e estudos na área.

Ela destacou a tarefa de institucionalizar e dar "carne" à Unasul, criada em 2008 e cujo tratado acaba de entrar em vigor, depois de ratificado por dez dos 12 integrantes. Citou a organização de um secretariado "flexível, não burocrático e econômico", em Quito, e a abertura há duas semanas do Centro de Estudos Estratégicos da Defesa, em Buenos Aires.

"É um tanque de pensamento [do inglês think-tank] para mostrar que podemos gerar nossa própria doutrina", disse, prevendo que a proteção dos recursos naturais será a principal tarefa dos militares da região daqui a "algumas décadas".

A Unasul também acaba de incorporar a estrutura técnica da IIRSA (Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana), antes coordenada pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Segundo Mejía, será proposto aos presidentes um "plano decenal" com 73 obras prioritárias — uma meta ambiciosa, já que, nos dez anos de existência da IIRSA, 29 obras de grande parte foram concluídas.

A Unasul fará uma reunião de cúpula na próxima quinta-feira, em Lima, em paralelo à posse do presidente Ollanta Humala. Leia abaixo a íntegra da entrevista.

*

FOLHA – A Unasul vem atuando mais como mediadora de crises na região e carece de uma institucionalização mais forte. Quais são os desafios?

MARÍA EMMA MEJÍA – A Unasul teve enormes êxitos políticos em desmontar crises, como foi o caso do rompimento de Colômbia e Venezuela, há menos de um ano, da tentativa de golpe de Estado de novembro de 2010 no Equador, da secessão prática de Santa Cruz [na Bolívia] em 2008. Todos foram problemas resolvidos, talvez de forma mais ágil do que por qualquer outro organismo multilateral que eu conheça.

A institucionalidade não existia porque somos muito jovens. O tratado foi firmado em 2008, é ratificado e entra em vigor em março de 2011. Agora, temos que gerar essa institucionalidade. O primeiro secretário-geral foi o presidente Néstor Kirchner [morto em outubro do ano passado], que teve que apagar incêndios nessas crises. Foi excelente mediador, mas não teve tempo de criar a secretaria, só ficou no cargo cinco meses. Agora nos cabe estabelecer a secretaria em Quito, trazer equipes, elaborar um orçamento, desenhar uma estrutura como os presidentes e presidentas querem: flexível, fácil, não burocrática, econômica.

O segundo desafio é a carne: os temas sociais; o Conselho de Defesa Sul-Americano, que é um grande modelo de soberania própria e não ditada por fórmulas; a área de saúde, criando esse instituto que é o segundo órgão ligado à Unasul, depois do Centro de Estudos Estratégicos de Defesa, com sede em Buenos Aires.

Há muito mais na Unasul do que se vê no plano político. Atrás da cena há toda uma bagagem de trabalhos que nascem em 2000, quando se cria a IIRSA (Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana), que hoje está elaborando um plano decenal para 2022. Se os presidentes estiverem de acordo, queremos um plano decenal para todas as áreas, um pouco como fez a Europa quando se desenhou há mais de 40 anos.

Nas obras inicialmente escolhidas pela IIRSA, muita coisa ficou por fazer.

A herança técnica que recebemos da IIRSA foi o Cosiplan, Conselho Sul-Americano de Planejamento de Infraestrutura, presidido pela ministra brasileira, Miriam Belchior. Anteontem terminou em Montevidéu uma reunião em que analisamos 73 obras de um banco grande de projetos. Na última década foram realizadas 29, como a ligação entre o Atlântico e o Pacífico entre Brasil e Peru.

Iniciativas como essas eram impensáveis antes, incluindo as que reúnem dois, três, quatro, cinco países. Acaba de acontecer a cúpula de ministros de Relações Exteriores e especialistas em energia dos países andinos mais o Chile. Os cinco decidiram fazer um plano de desenvolvimento energético, chamaram também a Venezuela [que deixou a Comunidade Andina de Nações].

Não necessariamente têm que ser projetos de todos. Podem ser bilaterais, com apoio privado. Mas, se conseguirmos fazer em todas as áreas — infraestrutura, luta contra as drogas, proteção das reservas naturais, segurança e defesa, saúde, educação — um plano decenal como esse, teremos uma visão de como será a região ema 2022, quando terminam nossos bicentenários com o da Independência do Brasil. Não ditamos políticas de desenvolvimento, mas podemos ajudar a coordenar.

No dia em que a sra. foi nomeada para o cargo, o presidente colombiano Juan Manuel Santos disse que a América do Sul, a América Latina, era a região do futuro. É também a sua visão?

O presidente Santos disse uma coisa muito interessante: somos países muito fortes, mas unidos somos uma potência. Há alguns dias, quando o chanceler Antonio Patriota me visitou na sede da Unasul em Quito, eu lhe disse: vocês por si só são uma potência. Ele respondeu: uma potência só não pode fazer nada, faz mais ligada a outras.

Então creio que há entre os mandatários e também entre os especialistas uma sensação de que esta é a década da América Latina. Nós viemos de toda sorte de dificuldades políticas, econômicas e sociais, da década perdida dos 1980, da década frustrada dos 1990, de golpes militares, de carências de democracia, de hiperinflação. Agora arrumamos a casa, o crescimento [médio] foi de 6% no ano passado e neste ano está projetado em 4% a 5%, a inflação está controlada em quase todos os casos, e avançamos em temas sociais, alguns países mais do que outros.

Nesse tema creio que está nossa tarefa pendente e uma das grandes responsabilidades da Unasul. No dia 28, quando teremos a cúpula em Lima, os presidentes farão sua declaração sobre a igualdade, como podemos inclusive compartilhar modelos, o que o Brasil fez, o que continua fazendo para tirar gente da pobreza.

É uma realidade, não é uma fantasia, que a América Latina junta tem uma grande oportunidade. Os presidentes estão conscientes disso, que têm que atuar juntos, independentemente de outros mecanismos de integração, do Mercosul, da Comunidade Andina de Nações. A Unasul é uma experiência inédita, não há outro organismo igual.

O papel da Unasul é sobretudo de coordenação?

Depois de falar com quase todos os presidentes e presidentas da Unasul, creio que o papel político é o primeiro. Todos foram muito categóricos nesse objetivo. Hoje somos uma zona de paz, e isso nos permite trabalhar no objetivo político de nos unirmos em tudo que for possível, inclusive com as diferenças ideológicas e nos modelos de desenvolvimento que existem. Os presidentes querem dar uma enorme prioridade a essa unidade política. Como desenvolvê-la? Vamos trabalhar em como potencializamos áreas específicas para que sejam um elemento de integração.

Uma das coisas que mais me impressionou foi a receptividade dada à Unasul pelos europeus, os chineses. O mundo vai se dividir em blocos, é muito difícil negociar país a país. Uma entidade como a Unasul se torna muito mais poderosa do que apenas um conjunto de países muito assimétricos.

Antes do presidente Santos, a impressão é que a Colômbia resistia à Unasul. Mudou o líder ou também as circunstâncias? Fala-se que a aproximação do presidente Santos com os vizinhos ocorreu muito em função do atraso na ratificação do acordo de livre comércio com os EUA.

Houve uma mudança muito profunda na política externa colombiana, não apenas no tema dos Estados Unidos. Acho que em poucos dias vão aprovar o tratado de livre comércio [nos EUA], mas há uma visão em relação aos vizinhos muito forte do presidente Santos e de sua chanceler, María Ángela Holguín, que foi embaixadora na Venezuela, na ONU. Há muito peso nessa decisão, que privilegiou a paz com a Venezuela. Não é à toa que o presidente veio ao Brasil em sua primeira viagem ao exterior depois da posse, para mostrar a prioridade à região.

Devo dizer, no entanto, que foi o presidente Álvaro Uribe quem assinou o tratado de criação da Unasul e também, decisão mais difícil, assinou o acordo para o Conselho de Defesa Sul-Americano. Era uma coisa difícil para ele, uma pessoa que estava a ponto de assinar um acordo adicional de cooperação com os EUA. Acho então que há uma mudança, um olhar mais para o sul. Quem poderia pensar que na secretaria geral da Unasul poderia estar primeiro uma colombiana e depois um venezuelano?

O peso do Brasil na região também gera reações nos vizinhos, fala-se em alguns círculos de imperialismo brasileiro. Como o Brasil é visto nos outros países da região e na Colômbia?

Prevê-se que o Brasil será a quarta economia do mundo em 2014, é claro que é um país que tem um peso. Mas temos que trabalhar juntos se queremos ser potência. O Brasil sozinho não é a mesma coisa que o Brasil com 12 juntos. Creio que o Brasil é um país admirável, não apenas por ter conseguido transformar-se em potência emergente e estar no mapa mundial, mas também por seus avanços sociais. Não é minha sensação nem tem sido neste tempo que haja algo como o peso do império, como tivemos quase um século com os EUA.

É muito diferente. Creio que estamos nos aproximando mais, como nunca. O Brasil pesa na Unasul, é evidente, mas como podem pesar Venezuela, Peru, Uruguai, Argentina. Podemos trabalhar de forma complementar.

O próprio presidente Santos quando esteve no Brasil mencionou o superavit comercial brasileiro com a Colômbia. Não há uma cobrança para que o Brasil trabalhe por mais equilíbrio entre os países da região?

Na medida em que aprofundemos a institucionalidade da Unasul, não apenas como órgão de reflexão e reação política, mas como instância de integração real, o Brasil terá um peso específico grande porque há assimetrias internas profundas. Como lidar com isso os presidentes terão que dizer. Por enquanto é um organismo jovem, mas entramos em uma nova etapa. Temos que discutir como região, e eles como líderes, para onde queremos ir, que tipo de integração haverá, se vão criar um fundo de solidariedade, um fundo de complementaridade, se vão estudar modelos e exemplos de cada país, como estamos fazendo aqui hoje com o instituto de saúde.

A revista "Economist" qualificou a Área de Integração Profunda recém-lançada por Colômbia, Peru, Chile e México como um contraponto ao Brasil desses países banhados pelo Pacífico.

Não é um contraponto. Nascemos com o espírito integracionista de Simón Bolívar, San Martín, e agora que estamos celebrando o bicentenário estamos voltando a essas origens. Essa aliança do Pacífico, temos que ver como Ollanta Humala a vê, mas hoje há declarações interessantes do Rafael Roncagliolo, seu novo ministro de Relações Exteriores [ele disse que as prioridades externas do novo governo serão a Comunidade Andina de Nações e a Unasul].

Há diferentes instâncias de integração, todas podem coexistir e creio que são necessárias. Não acredito que tenhamos que fazer uma política excludente. A aliança do Pacífico não é um obstáculo nem concorre com o Brasil. São países que buscam alternativas de integração e acredito que todas elas são positivas.

Os países da região podem chegar ao ponto de tratar juntos do problema do narcotráfico, de prescindir da colaboração dos Estados Unidos?

O grupo de trabalho sobre drogas da Unasul já se converteu em um Conselho de Luta contra as Drogas, hoje coordenado por Bolívia, com plano de ação e estatutos. É um tema mais difícil, há divergências mais profundas, temos aqui três dos principais produtores de coca do mundo [Colômbia, Peru e Bolívia].

Avançamos muito, mas não vejo por enquanto a possibilidade de buscar uma política unitária de luta contra as drogas. Foi importante colocar o tema na agenda da Unasul, mas ainda há muito o que fazer. Há posições diferentes, é preciso ser francos.

O governo da Colômbia desistiu de levar ao Congresso o último acordo com os EUA [para uso de sete bases colombianas], não?

A Corte Suprema disse que seria preciso submetê-lo ao Congresso, e o presidente Santos não viu necessidade.

A presença de tropas americanas ainda suscita desconfianças nesta parte do continente. Há perspectiva do fim dessa presença e para o fim do conflito com as Farc?

Estou convencida de que o presidente Santos e seu governo estão buscando que esse signo trágico que a Colômbia teve, com uma presença insurgente de tantos anos, em algum momento se encerre. Mas podemos cooperar na região e ter boas relações com os EUA. Não se trata de amigos e inimigos, mas de somar todas as possibilidades que existem.

Só o fato de que pudemos recuperar a confiança em nosso país e em seu processo de integração, como demonstrado pela nomeação de um secretário-geral colombiano… Acho que é uma fórmula que nasceu aqui no Brasil, que caiu muito bem, que permite superar as preocupações que possam ter existido. Se armou uma institucionalidade que permitiu a superação das desconfianças.

Na relação entre Colômbia e Venezuela, também houve uma mudança de atitude no caso da Venezuela, não? Essa mudança na relação bilateral é duradoura?

As relações entre a Colômbia e Venezuela tiveram altos e baixos ao longo da história. Mas, quando alguém tem um irmão siamês, no final se entende. E isso é o bonito que sempre nos aconteceu. Hoje se reafirma uma relação que é muito realista, que tenta recuperar seus níveis comerciais, há cooperação na fronteira, entendem-se as diferenças. Creio que será duradoura pelo estilo em que estão levando, pela confiança. É possível ver isso no Conselho de Defesa Sul-Americano, agora que estamos trabalhando no tema da transparência dos gastos militares. Quando existe confiança, não há tantas suspeitas.

A esperança é que a Unasul parta para uma etapa de construção?

É a alternativa de criar nosso próprio modelo. A América do Sul sempre foi muito herdeira de modelos externos, e hoje temos uma possibilidade real, num momento de crescimento e de certa estabilidade econômica e política, de construir esse modelo de integração.

O último relatório da Cepal, além de destacar o crescimento da região, também advertiu para riscos de desindustrialização devido à China, que demanda as matérias-primas da região e exporta seus manufaturados. A integração pode ajudar a região a não voltar a a ser apenas exportadora de seus bens naturais?

Em primeiro lugar, somos um reservatório de biodiversidade, de água potável, de florestas.

A reflexão da Cepal é válida. Temos que ver onde estão nossos ativos e detectar com antecedência os riscos que enfrentamos. Não lidamos diretamente com o tema comercial, mas os presidentes discutem como teremos que ir ajustando nosso caminho num mundo global que mudou totalmente. Um grande desafio é como construirmos capital humano, porque aí é onde haverá uma diferença que nos permitirá uma inserção verdadeira entre os emergentes.

Como está funcionando o Conselho de Defesa?

Não só conseguimos criar o conselho como apresentá-lo à Junta Americana de Defesa [da Organização dos Estados Americanos] e a todos os presidentes e presidentas da região. Busca um protocolo de paz para dar transparência ao gasto militar. Há um aprofundamento do que pode ser a área de defesa e segurança numa zona que pode ser exemplo para o mundo, e que amanhã pode passar a converter-se em temas de defesa de nossos recursos naturais.

A defesa dos recursos naturais é hoje o papel dos militares na região?

Acho que será no futuro, em algumas décadas. O Centro de Estudos Estratégicos de Defesa que inauguramos em Buenos Aires é um tanque de pensamento [do inglês think-tank] próprio, da nossa própria doutrina, de apresentar quais são as nossas teses e mostrar também que em uma área tão complexa podemos ser inovadores e gerar nossos próprios pensamentos.

Não há desconfiança sobre os planos de modernização militar do Brasil?

Não vejo isso. Não sei porque você fala tanto de desconfiança, porque é o contrário. Há confiança, confiança, confiança. Em todos os setores, da política à defesa. Há a intenção de ser transparente, o que para mim é altamente positivo, pois é dessa forma que podemos crescer como região.

Folha.com – Mundo – Brasil sabe que não pode ser potência sozinho, diz secretária-geral da Unasul – 26/07/2011

15/07/2011

Fosse na Venezuela…

Filed under: A$$oCIAdos,Direita,Ditadura,Instituto Millenium,PIG — Gilmar Crestani @ 8:50 am
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Militar da Colômbia confessa ter ordenado assassinato de 57 civis para identificá-los como guerrilheiros

Publicada em 14/07/2011 às 17h26m

O Globo

RIO – Um coronel do Exército colombiano confessou que sua unidade matou, premeditadamente, 57 civis para identificá-los falsamente como guerrilheiros mortos em combate, diz reportagem do site do jornal espanhol "El País". Luis Fernando Borja Giraldo, ex-comandante da Força Tarefa Conjunta de Sucre, admitiu que o objetivo da falsa baixa era obter benefícios e permissões especiais relacionados ao combate a rebeldes. A confissão valeu ao militar uma redução da pena pelos crimes de 42 para 21 anos.

Um dos casos aconteceu em novembro de 2007, quando tropas do destacamento ao qual Giraldo pertencia deram parte da morte de dois supostos rebeldes durante um confronto na pequena localidade de El Pantano. Durante a investigação judicial, as famílias dos jovens informaram que eles tinham sido procurados para trabalhar na lavoura. O coronel admitiu, porém, que eles caíram numa emboscada e foram mortos.

Segundo o relato de Giraldo, depois de matar os civis, os militares vestiam os corpos com uniformes de guerrilheiros. O coronel forneceu ainda as identidades de cerca de 50 oficiais, suboficiais e soldados que participaram de ações parecidas.

Desde 2008, cerca de duas mil denúncias de desaparecidos, ou de falsas baixas em combate foram feitas na Colômbia. Estima-se que 1.487 militares se envolveram nas mortes, dos quais cem já foram julgados e presos.

Militar da Colômbia confessa ter ordenado assassinato de 57 civis para identificá-los como guerrilheiros – O Globo

30/06/2011

Lisístratas à colombiana

Filed under: Cultura — Gilmar Crestani @ 6:52 am
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Colombia: no habrá sexo en un pueblo si no terminan una ruta

30/06/11 Las mujeres se niegan a tener relaciones con sus esposos. Los acusan de no reclamar con dureza al gobierno.

PorAugusto Rojas
Bogota. Esp. Para Clarin

NO. LA “HUELGA DE PIERNAS CRUZADAS” PARECE ESTAR DANDO RESULTADO.

NO. LA “HUELGA DE PIERNAS CRUZADAS” PARECE ESTAR DANDO RESULTADO.

La vida no será fácil en el pueblo. Mujeres del municipio colombiano de Barbacoas, al sur del país, declararon una huelga de “piernas cruzadas” a sus esposos y se niegan a mantener relaciones sexuales hasta tanto éstos no adopten una “posición dura” para exigir la construcción de una carretera en su pueblo, lo que hasta el momento ha sido imposible por desidia y despilfarro del presupuesto municipal.

“Estamos cansados del nerviosismo, incompetencia y actitud sumisa de nuestros esposos que no son capaces de exigir del alcalde y del gobernador la construcción de una carretera digna para el pueblo. Ellos son muy varones para exigirnos en la casa, pero muy débiles para reclamar los derechos como sociedad”, aseguró a Clarín Maribel Silva, juez municipal y una de las 350 mujeres que participan de la particular protesta.

“Hemos pedido a nuestros esposos de mil maneras que adopten posiciones radicales para que el dinero que pagamos de impuestos no se lo roben y vaya a parar a la construcción de esta vía que es fundamental. Pero no pasa nada. Estamos viendo cómo nuestra decisión de no dejarles disfrutar de las mieles del placer ya los está llevando a ser más audaces”, enfatizó la mujer.

La llamada “huelga de las piernas cruzadas” ya cumple siete días. Durante este tiempo, las mujeres de Barbacoas –un poblado enclavado en la región montañosa de la provincia de Nariño, en la frontera con Ecuador, que cuenta con 35.000 habitantes – se reúnen a diario a gritar arengas, intercambiar experiencias frente a la reacción de sus esposos por su radical decisión y exhibir pancartas y carteles que rezan frases como: “Por un nuevo amanecer, nos abstenemos del placer”.

Silva aseguró que pese a que su protesta “puede resultar curiosa y hasta risible para algunos, hasta el momento arroja buenos resultados ” para forzar la pavimentación de los 57 kilómetros de vía que comunica a Barbacoas con el contiguo municipio de Junín.

Por el mal estado de la carretera, el traslado de los habitantes entre estos dos poblados puede llegar a tardar hasta ocho horas. Y a veces más.

“Después de cinco días de protesta, los hombres del municipio decidieron iniciar su propia huelga: una de hambre, para exigir la terminación de la carretera. Nos alegra estar contribuyendo a la solución pacífica de un problema local”, bromeó Silva.

A su turno, el comandante de la Brigada local del Ejército, el general Eliécer Pinto, destacó la originalidad de la protesta y la justificó: “La carretera es una necesidad muy sentida para la población y todos los habitantes tienen dificultades grandes ante el mal estado, por ejemplo, a la hora de evacuar a los enfermos, ir a hacer trámites e incluso ir a comprar vestidos de última moda”, enfatizó.

Barbacoas, como muchos pueblos apartados de esta nación andina, viven entre el desgreño administrativo y frecuentes escándalos de corrupción.

Aquí, campea la presencia de grupos armados ilegales y narcotraficantes que buscan controlar las arcas –y a veces lo logran– municipales.

Colombia: no habrá sexo en un pueblo si no terminan una ruta

11/06/2011

O legado da aliança entre Álvaro Uribe & Tio Sam

Filed under: Democracia made in USA,SIP — Gilmar Crestani @ 10:40 am
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A tática da velha mídia brasileira de tecer loas ao capacho dos EUA na Colômbia e desancar Hugo Chávez, na Venezuela, apenas servia de cortina de fumaça para esconder crimes de Estado. Os a$$oCIAdos do Instituto Millenium, o bastardo mais novo da SIP, recebem as informações já redigidas e as publicam sem mudar uma vírgula. Diuturnamente encontramos no PIG em canto uníssono matérias que parecem ter saído de uma fonte tão abundante quanto inesgotável, a CIA.

El presidente Santos ratifica la Ley de Víctimas en Colombia

El asesinato de una líder campesina subraya los retos de la histórica medida

PILAR LOZANO | Bogotá 10/06/2011

El asesinato, el pasado martes, de Ana Fabricia Córdoba, líder campesina que luchaba desde hace años por la restitución de tierras, puso el dedo en la llaga sobre el gran reto que significa para Colombia la aplicación de una ley que pretende saldar la inmensa deuda con las víctimas de un conflicto de más de 50 años.

La Ley de Víctimas y Restitución de Tierras será sancionada hoy por el presidente, Juan Manuel Santos, ante un invitado especial: el secretario de Naciones Unidas, Ban Ki-moon. Un mensaje de Santos de que su compromiso con los cuatro millones de personas que serán cobijadas por la reparación integral en los próximos 10 años -término de la aplicación de la ley- va en serio.

La ley ha sido calificada como "histórica" en un país que durante años fue ciego y sordo ante el dolor de miles y miles de huérfanos, madres, esposas y hermanos, pero es vista también como un desafío difícil de cumplir.

El conflicto sigue vivo, los armados y sus testaferros manejan la tierra como un trofeo de guerra y siguen controlando territorios como parte de su plan mafioso, con la complicidad de abogados, notarios, funcionarios judiciales y miembros de la fuerza pública.

El punto central de la ley es devolver a sus verdaderos dueños más de seis millones de hectáreas de tierra usurpada. Solo este año han sido asesinados nueve campesinos que se atrevieron a exigir lo que era suyo. El asesinato de Córdoba, de 55 años -su marido y un hijo también fueron asesinados y los tres hijos que sobreviven están amenazados-, abre serios interrogantes sobre el cumplimiento de las promesas del presidente, los ministros y los militares, que han reiterado su compromiso con la protección de las víctimas.

A Ana Fabricia la asesinaron a las 10 y media de la mañana en un autobús en Medellín, la segunda ciudad del país. El sicario usó una pistola con silenciador. Los demás pasajeros se dieron cuenta del horror cuando estalló en pedazos el vidrio de una ventana: huyeron despavoridos. El asesino se fue como si nada.

"La ley de víctimas es un importante paso para la construcción de la paz desde la institucionalidad. Pero para que se haga realidad se necesita una gran voluntad política. Debemos saber la verdad, los intereses que se esconden detrás de los 16 crímenes ligados a la lucha por la tierra durante este Gobierno", dice María Victoria Duque, de la fundación Razón Pública. Y recalca: "El primer derecho de las víctimas es a la vida".

Córdoba había denunciado a la policía como la culpable de la muerte de su hijo. No quiso aceptar protección oficial porque, como recuerda Duque, "sufrió en carne propia [en una detención ilegal] las arbitrariedades de las entidades de seguridad y justicia en Colombia".

El senador Juan Fernando Cristo, del partido liberal y uno de los promotores de la ley, agrupa los desafíos en tres grupos. El primero, que en la reglamentación no cambie el espíritu de la ley, que no se recorten los derechos reconocidos a las víctimas. El segundo, que durante su implementación y ejecución se dé una gran movilización y organización de los beneficiarios para que "se apropien de la ley". Y el tercero, replantear desde ya la cuestión de la seguridad. "El asesinato de Ana Fabricia muestra que se están moviendo sectores ilegales enemigos de la Ley [de Víctimas]", afirma el senador, que asegura que pretenden volverla inaplicable en algunas zonas del país. Y alerta contra los testaferros de paramilitares y narcotraficantes.

La ley no discrimina entre víctimas de los grupos ilegales y de agentes estatales, pero deja fuera a miembros de grupos armados cuyos derechos se han violado. Incluye también a los menores de edad reclutados o usados por los grupos armados si estos se han desvinculado antes de los 18 años. Se calcula que costará unos 20.000 millones de dólares.

A pesar de los retos y los peros, las expectativas generadas son altas. "Así haya dificultades, como se está viendo con la cantidad de líderes asesinadas, la ley de Víctimas y Restitución de Tierras tiene una carga simbólica y política inconmensurable. Es un timonazo de 180 grados en este país", afirma en declaraciones a EL PAÍS la investigadora social María Cristina de La Torre.

El presidente Santos ratifica la Ley de Víctimas en Colombia · ELPAÍS.com

23/02/2011

Quem são mesmo os radicais?

Filed under: Tio Sam,WikiLeaks — Gilmar Crestani @ 8:23 pm
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Los papeles del Departamento de Estado

Colombia y las FARC

EE UU veía al actual jefe de las FARC como el hombre más dispuesto a firmar la paz

Consideraba a Alfonso Cano "un consumado diplomático, que nunca pierde el control de sí mismo", según uno de los cables del Departamento de Estado

FRANCISCO PEREGIL – Madrid – 23/02/2011

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Alfonso Cano, el jefe de las guerrillas de las FARC, el hombre más buscado de Colombia, anda estos días con el Ejército pisándole los talones. El presidente de Colombia, Juan Manuel Santos, declaró el jueves 17 de febrero que los militares andan "respirándole en la nuca". Poco tiene que ver ahora este Alfonso Cano con el que ingresó en la guerrilla a finales de los setenta y se hizo un hueco entre sus dirigentes cuando Manuel Marulanda, alias Tirofijo, ejercía de jefe indiscutible en la montaña. En aquella época Alfonso Cano era la persona en la que Estados Unidos depositaba sus esperanzas de paz, según confirman los documentos del Departamento de Estado filtrados por Wikileaks. "Algunas fuentes nos han informado de que Cano es un consumado diplomático, que nunca pierde el control de sí mismo, siempre elige sus palabras cuidadosamente", explicaba un cable emitido en julio de 1992. "Todo el mundo está de acuerdo en que Cano es el catalizador más activo para lograr un fin negociado de la insurgencia. Cano comprende que la insurgencia está derrotada políticamente, aunque aún no lo esté militarmente. Él sabe que la lucha armada no tiene futuro, ni él tampoco lo tiene en la lucha armada", indicaba el documento.

    La noticia en otros webs

    Aquel telegrama de hace 19 años se atrevía a leer en el interior de la mente del guerrillero: "Cano puede estar sufriendo la crisis de los cuarenta y tal vez teme que se pueda pasar el resto de su vida como un guerrillero. A él le gustaría hacer algo más antes de que sea demasiado tarde. (…) Le gustaría probar su suerte en política, pero está atrapado en la insurgencia. Sabe que la única forma de salir vivo de ahí es arrastrar consigo al resto de las FARC con él. El Gobierno preferiría negociar con Cano antes que con cualquier otro miembro de la guerrilla".

    Guillermo León Sánchez Vargas, alias Alfonso Cano, nacido el 22 de julio de 1948 en la capital del país, era retratado en el telegrama como un líder ideológico proveniente de la Universidad de Antropología de Bogotá, "de donde salieron los mejores cerebros de la izquierda colombiana". "Cano nunca había comandado un frente guerrillero. De hecho, no tiene experiencia militar. Desde el primer día, su trabajo consistió en aportar liderazgo político a los campesinos armados. Era el mejor y más brillante de las juventudes del Partido Comunista que el partido envió a las FARC en los ochentas para proporcionar a la guerrilla asesoramiento político. (…) Sin embargo, su intelecto superior, combinado con su falta de capacitación militar y con el hecho de que es un educado chico de ciudad en una guerrilla campesina, lo ha llevado a convertirse en un portavoz/negociador/diplomático de la insurgencia, antes que en un líder".

    El telegrama se titulaba Blanca Nieves y los cuatro enanitos. Blanca Nieves era Manuel Marulanda y los cuatro restantes eran sus lugartenientes: Alfonso Cano, Raúl Reyes ("el hombre del Partido Comunista"), Timoleón Jiménez ("el más apegado a Tirofijo"), Iván Márquez ("más ambición que cerebro"). A Marulanda se le describía como un guerrillero que ya a la edad de 64 años en 1992 llevaba 43 combatiendo. "Marulanda tiene muchas caras. Es un campesino, un guerrillero, un comunista, soldado, político, todo envuelto en uno. Sin embargo, en primer lugar es un líder campesino y después, un comunista. Es más un Zapata o Pacho Villa que Leni o Stalin. (…) Es un campesino sin formación, respetado fuera y dentro de la insurgencia por sus habilidades militares, pero nunca ha demostrado grandes conocimientos políticos. No tiene ambiciones políticas ni ninguna ambición política para después de la insurgencia. No tiene ni una gran visión de Colombia ni una agenda específica. El no sabría precisar para qué está luchando. Su motivación es el bienestar de ‘su gente’, o sea, de los campesinos. Cuando el Gobierno habla de terminar con la insurgencia, el interés de Marulanda es saber qué pasará con los campesinos si su ejército de defensa, las FARC, desapareciera".

    Al actual líder de las FARC, por el contrario, se le describía con una visión más completa del mundo. Sin embargo, la embajada de Estados Unidos creía que ninguno de los cuatro comandantes podría reemplazar a medio plazo a Marulanda. En eso no se equivocaron. Pero los diplomáticos estadounidenses erraron en la conclusión de su informe: "En una guerrilla con un general y varios coroneles, probablemente los coroneles vayan por diferentes caminos una vez que el general desaparezca de la escena". Alfonso Cano ha sabido mantener unido el legado que recibió de Marulanda.

    Ocho años después de aquel informe, la embajada emitió otro donde se seguía viendo a Cano como una figura de marcado perfil ideológico en la guerrilla, frente a otros comandantes. "Mientras Cano habla de política, Jorge Briceño, alias el Mono Jojoy, habla de guerra", comentaba el cable. Sin embargo, en junio de 2008, un mes después de la muerte de Marulanda, en otro despacho enviado desde Bogotá se aportaban comentarios sobre Alfonso Cano mucho más próximos a la realidad actual: "El encargado del Alto Comisionado para la Paz, Luis Carlos Restrepo, nos dijo el 30 de mayo que la muerte de Marulanda no llevaría a ningún proceso de paz en el futuro cercano. Cano es un ‘ideólogo lenilista’ que fundó el Partido Comunista Colombiano Clandestino y el Movimiento Bolivariano. A corto plazo, necesitará consolidar su posición y no le será posible mostrar ningún signo de debilidad. De hecho, Restrepo dijo que Cano puede provocar una ofensiva militar para mostrar que él está al mando".

    EE UU veía al actual jefe de las FARC como el hombre más dispuesto a firmar la paz · ELPAÍS.com

    22/02/2011

    Álvaro Uribe, o queridinho do PIG

    Filed under: PIG,RBS,WikiLeaks — Gilmar Crestani @ 8:15 pm
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     Dia sim, outro também, o PIG tupiniquim se ocupa do pum de Hugo Chávez. A RBS faz enquente, matéria especial, entrevista especialistas no açoite, faz debates a respeito de Hugo Chávez. De Álvaro Uribe, necas pitiriba. E na internet sempre bombando a questão dos paramilitares colombianos. Todo mundo sabia, inclusive a RBS, mas é da natureza dela esconder seus malfeitores nas costas dos que não se lhe ajoelham. Agora tá lá o corpo estendido no chão, e nem assim Zero Hora compõe as exéquias.

    Estados Unidos presionó a Uribe para hacer una limpia en sus servicios de espionaje

    El Gobierno de Colombia se comprometió a desmantelar su principal organismo de inteligencia

    FRANCISCO PEREGIL – Madrid – 22/02/2011

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    Estados Unidos presionó en 2009 al entonces presidente de Colombia, Álvaro Uribe, para que hiciera una limpieza a fondo en el Departamento Administrativo de Seguridad (DAS), la agencia de espionaje que depende directamente del presidente del país. Los cables del departamento de Estado filtrados por Wikileaks revelan cómo el embajador de Estados Unidos en Bogotá, William R. Brownfield, amenazó al entonces vicepresidente Francisco Santos con endurecer las relaciones de su país con los servicios secretos colombianos. Santos reconoció que Uribe no comprendía a fondo la gravedad de la crisis y pidió al embajador que hablara directamente con Uribe para convencerle de la necesidad de tomar medidas efectivas respecto al DAS.

      Álvaro Uribe Vélez

      Álvaro Uribe Vélez
      A FONDO
      Nacimiento:
      04-07-1952
      Lugar:
      Medellín

      Colombia

      Colombia
      A FONDO
      Capital:
      Santa Fe de Bogotá.
      Gobierno:
      República.
      Población:
      45,013,672 (est. 2008)
      La noticia en otros webs

      Tras el escándalo de las escuchas se encontraba otro de igual o mayor gravedad, como era el de la parapolítica: los supuestos vínculos entre el dinero de los paramilitares y los políticos en el poder. Los magistrados de la Corte Suprema de Justicia en Colombia que investigaban la relación entre los paramilitares y el Gobierno habían sido objeto en 2008 y 2009 de escuchas ilegales (chuzadas en el argot colombiano) por parte del DAS. El escándalo saltó en febrero de 2009 cuando el contenido de algunos de esos pinchazos de teléfono fueron filtrados a un semanario. Álvaro Uribe, negó en un comunicado cualquier vínculo con el caso: "Jamás he dado ni una sola orden para que se vigile la vida privada de las personas. Soy un hombre leal, que juega limpio con sus opositores y no les hace trampa".

      Una de las víctimas más evidentes de aquellas maniobras del DAS fue el magistrado de la Corte Suprema Iván Velázquez. Aquel mismo febrero, El PAÍS publicó una entrevista donde Velázquez confesaba que temía por su vida. Había unas 2000 horas grabadas con sus conversaciones telefónicas, se habían registrado todos sus movimientos, desde las visitas que efectuó a jefes paramilitares internados en cárceles hasta sus propios almuerzos familiares. Los diplomáticos estadounidenses enviaron a Washington un cable en el que mencionaban la entrevista de El PAÍS y recordaban que Velázquez había sido criticado de forma frecuente por Uribe.

      La actitud de la embajada estadounidense, en principio, parecía limitarse a observar, anotar y comunicar a Washington el devenir de los hechos. Pero después se supo que entre las grabaciones ilegales se encontraba la de un funcionario de la embajada de Estados Unidos que conversó por teléfono con uno de los jueces. Y el 15 de septiembre de 2009 el embajador estadounidense William R. Brownfield optó por reunirse con el entonces vicepresidente colombiano, Francisco Santos, y tomar cartas en el asunto. Le advirtió que Estados Unidos estaba a punto de endurecer sus relaciones con el servicio secreto colombiano y le conminó a emprender una investigación "exhaustiva, transparente y pública". Santos le dijo que estaba completamente de acuerdo y que incluso contemplaba la opción de disolver la agencia de espionaje, según un cable despachado desde Bogotá al día siguiente del encuentro.

      "El embajador dijo que más le valía al Gobierno de Colombia tener un plan B en caso de que surgiera otro escándalo del servicio de espionaje", indicaba el despacho. Y si no, se aplicaría el plan B de Estados Unidos: "terminar nuestra asociación con el DAS. Inmediatamente".

      Respecto a la escucha ilegal sobre el funcionario de la embajada, Santos informó de que esa llamada probablemente no había sido efectuada por el DAS. El embajador indicó que las investigaciones hechas por su propia embajada también llegaban a esa conclusión. Pero eso no le restaba gravedad al asunto. Estados Unidos quería un interlocutor fiable con el que intercambiar información. Y el DAS no parecía el socio idóneo.

      Santos se mostró plenamente de acuerdo con el embajador, pero hizo notar que su presidente, Álvaro Uribe, "no comprendía de lleno la profundidad de la crisis". Y recomendó al embajador que hablase directamente con Uribe. Seis días después, Uribe se reunió con el embajador, le dijo que había empezado a desmantelar el DAS y a reasignar sus funciones a otros organismos. Durante el encuentro, "un extraordinariamente animado y agitado Uribe telefoneó al fiscal general Guillermo Mendoza" para preguntarle cómo iba la investigación del escándalo de las escuchas y activó el manos libres en el teléfono para que el embajador escuchase la conversación.

      Uribe le confesó después al embajador que los últimos seis meses habían sido un suplicio para él, con tanta gente cuestionando su honestidad. Hasta el presidente de Estados Unidos, Barak Obama, le había expresado su preocupación por los servicios secretos colombianos. Uribe dijo que había decidido desmantelar el DAS. Tres días antes de su reunión con el embajador Uribe había ordenado al director del organismo, Felipe Muñoz, que informara de todos los detalles del desmantelamiento a Brownfield. Y este le informó de que de sus 6.500 empleados, 2.000 serían retirados y 4.500 enviados a otras agencias. Pero "la mayoría de los empleados de la nueva agencia de espionaje serían nuevos profesionales sin conexión con el DAS", dijo Muñoz. El embajador le hizo ver a Muñoz, que además de todo eso, había que efectuar una investigación completa sobre lo que había pasado y castigar a los responsables.

      En su telegrama del 16 de septiembre de 2009 el embajador terminaba diciendo que para restaurar la credibilidad pública de los servicios secretos el Gobierno colombiano tendría que afrontar "un precio más alto del que tal vez esté preparado para pagar". Un año y medio después, Felipe Muñoz continúa como director del DAS, el organismo no ha sido desmantelado y la fiscalía continúa investigando el caso de las escuchas ilegales.

      Estados Unidos presionó a Uribe para hacer una limpia en sus servicios de espionaje · ELPAÍS.com

      17/02/2011

      Imperialismo made in Brasil

      Filed under: Tio Sam,WikiLeaks — Gilmar Crestani @ 10:49 am
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      A Colômbia reclama do imperialismo brasileiro mas convive muito bem com o Ianque. Mais revelador são as entrelinhas; o papel de ponta de lança da Colômbia. Disso ela não se envergonha, tendo Álvaro Uribe exercendo o papel de Quinta Coluna da América Latina. Não é mero acaso a guinada do novo Presidente Colombiano. Uribe não passava de um títere, típico de uma república bananera. Deve estar vivendo muito bem com o que ganhou…

      17/02/2011 – 08:30 | Natalia Viana | São Paulo

      Wikileaks: Colômbia reclamou com EUA do ‘espírito imperialista brasileiro’

      Em 15 de dezembro de 2004, entre as 17h30 e 18h (15h30 e 16h em Brasília), o  então presidente colombiano Álvaro Uribe participou de uma reunião de alto nível no palácio presidencial com o então subsecretário-adjunto do Departamento de Estado dos Estados Unidos para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Charles Shapiro, o subsecretário-adjunto para o combate às drogas Jonathan Farrar e o embaixador norte-americano em Bogotá, William B. Wood, além do diretor de temas andinos, David Henifin.
      O fato é relatado em um dos documentos obtidos pelo Wikileaks aos quais esta repórter teve acesso. São despachos da diplomacia norte-americana que tratam das relações entre o Brasil e outros países sul-americanos. Em vários deles, a resistência de algumas nações em relação à influência brasileira é evidente, embora também haja quem a veja com bons olhos e como contraponto aos EUA.

      Leia o documento do Wikileaks na íntegra, em português
      Veja o despacho original, em inglês
      Na época da reunião, Uribe estava há dois anos no cargo e empreendia a política que chamou de “segurança democrática”, para combater os grupos armados que atuam no país. A política, abertamente apoiada pelos EUA, fortaleceu o Exército do país e liberou estradas colombianas antes controladas pelas guerrilhas, empurrando os combatentes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional) para as montanhas.
      O principal tema da reunião foi a ajuda norte-americana na luta contra as FARC. Uribe afirmou, na reunião, que os grupos armados não poderiam resistir mais que cinco anos à pressão militar. O presidente colombiano também se queixou de Hugo Chávez, presidente da Venezuela. A certa altura a conversa chegou ao Brasil.
      “Uribe disse que a sua relação com [o então presidente] Lula é complicada pelos esforços de Lula em construir uma aliança anti-EUA na América Latina”, relata o documento. Em seguida, Uribe afirma que o Brasil teria pretensões imperialistas: “Lula é mais prático e inteligente que Chávez, mas é levado pelo seu passado de esquerda e o ‘espírito imperial’ brasileiro a se opor aos EUA”.
      O ex-presidente colombiano disse ter pouca influência sobre Lula ou Chávez porque eles o veriam como um amigo dos EUA. Mesmo assim, afirmou que continuaria a pressionar Chávez a tomar ações contra narcotraficantes. Afirmou ainda que Lula não cumpriu suas promessas de lutar contra o narcotráfico.
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      Leia o documento sobre programa nuclear na íntegra, em português
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      Conselho de Defesa Sul-Americano
      Essa não foi a única vez que o alto escalão do governo colombiano reclamou do Brasil com diplomatas norte-americanos. Outro despacho, datado de 9 de maio de 2008, revela a desconfiança do ex-ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos (presidente da Colômbia desde junho de 2010) em relação à proposta de criação do Conselho de Defesa Sulamericano (CDS), defendida pelo Brasil.

      Leia o documento traduzido na íntegra
      Veja o despacho original, em inglês

      Durante a conversa, que aconteceu em 30 de abril do mesmo ano, o embaixador norte-americano chegou a sugerir formas de flexibilizar o mandato do Conselho. Dois dias antes da reunião na embaixada, Santos havia mantido um encontro com o ministro da Ddefesa brasileiro, Nelson Jobim, em que discutiu a proposta encabeçada pelo Brasil sobre a criação do Conselho.
      Jobim havia viajado a diversos países sul-americanos para apresentar a proposta. No caso da Colômbia, a reunião aconteceu em Bogotá. Ao embaixador, Santos disse que rejeitou a proposta, expressando preocupação de que a iniciativa poderia duplicar as funções da OEA (Organização dos Estados Americanos) e da ONU (Organização das Nações Unidas).
      “Santos explicou para Jobim que o governo colombiano temia que a iniciativa soasse como uma ideia da Venezuela”, diz o documento. “O governo colombiano não quer suas forças armadas subjugadas a uma instituição que não compreende totalmente. Do mesmo modo, está relutante a ingressar em uma instituição que poderia ser percebida por muitos como um esforço para distanciar a América do Sul do governo norte-americano”.
      A resposta de Jobim, segundo o documento, foi dura: a Colômbia ficaria completamente isolada se não entrasse na iniciativa, pois o Brasil prosseguiria com ou sem ela.
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      No dia 1º de maio, foi a vez do ex-comandante do exército General Mario Montoya conversar com a representação norte-americana. Ele disse que os militares colombianos não queriam “ser isolados” do resto da América do Sul, embora o “timing” da proposta fosse particularmente “infeliz” por causa do atraso na aprovação do tratado de livre comércio com os EUA.
      O embaixador avisou que repassaria informações sobre a iniciativa a Washington. “Ele concordou que o governo colombiano deveria explorar se outros governos regionais tinham receios e, se fosse o caso, ver se eles se aliariam ao governo colombiano”.
      O embaixador propôs que o governo explorasse se poderia sugerir opções que iriam ajustar o momento e o nível de participação. “Por exemplo, quem sabe um governo poderia se unir sem ter que aceitar todos os níveis de participação?”. O despacho é assinado pelo embaixador William R. Brownfield.
      O Conselho de Defesa Sul-Americano acabou sendo aprovado, por fim, na cúpula extraordinária da União de Nações Sul-Americanas em 15 de dezembro de 2008.
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      13/02/2011

      El País entrevista Juan Manuel Santos, Presidente da Colômbia

      Filed under: Autobiografia — Gilmar Crestani @ 10:14 pm
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      "Colombia necesita avanzar mucho en justicia social"

      JAVIER MORENO 13/02/2011

      1.-TRAIDOR A SU CLASE. De resultar cierto que Juan Manuel Santos lleva preparándose para ser presidente de la República desde que era pequeño, como no cesa de repetir cualquiera en Bogotá a quien se le requiera su opinión, resulta entonces obligado reconocer aquí, en este preciso momento en el que Colombia aspira a conjurar de forma definitiva los espantos de su historia, que los primeros seis meses de su mandato constituyen bajo casi cualquier baremo un magnífico premio a su temprana vocación.

        No sólo ganó la elección con casi el 70% del voto popular , el porcentaje más elevado de la historia reciente, sino que, por el momento, resulta difícil encontrar una sola voz, incluso entre aquellos que recelaban de su ascenso o de su mal disimulada voluntad de poder, que se manifieste abiertamente en su contra. Su índice de popularidad tras los primeros cien días de presidencia superó el 90%.

        Y así da comienzo la entrevista. Ha logrado usted una rara unanimidad en sus primeros meses de mandato, le digo, sentados en su despacho. Ha sorprendido usted a sus partidarios, ha confundido a sus críticos, algunos de los cuales, según he podido comprobar estos días, aprecian ahora sus primeras decisiones, sus primeros anuncios, y parece encandilar con su encanto -que, por cierto, no resulta evidente a primera vista- a casi todo el mundo, dentro y fuera de Colombia, empezando por Caracas, plaza de reconocida dificultad para el toreo en la política latinoamericana. Quizá tenía todo planeado, incluso esto, ya que parece trazar estrategias con tanta antelación.

        – No, no. Esto ha salido de forma espontánea. Pero también creo que lo que está saliendo es una forma de pensar que no era un secreto. Llevaba escribiendo desde hace mucho tiempo sobre todo lo que estoy haciendo. Nací en una familia muy liberal, liberal en el sentido político de la palabra. Creo que este país necesita avanzar mucho en materia de justicia social. Avanzar muchísimo en materia de cicatrizar las heridas que la violencia le ha dejado y que nos han obligado a pensar y a discutir siempre sobre el pasado y no sobre el futuro. Si logramos cicatrizar esas heridas y distribuir mejor la riqueza que estamos creando, este país es imparable.

        A finales del año pasado, Santos leyó una biografía de Franklin Delano Roosevelt, un político que, junto con Winston Churchill, suscitó a partes iguales admiración y una decidida voluntad de emulación en el joven colombiano que con 30 años se estableció en Londres durante nueve años para representar a su país en la Organización Internacional del Café. De forma consciente o no, medio de broma medio en serio, el presidente dejó entrever la envergadura de su ambición para Colombia cuando, mostrando el libro a la periodista Patricia Lara, afirmó en una entrevista a bordo del avión presidencial el 31 de diciembre que al final de su mandato se le conocería, al igual que a Roosevelt durante el suyo, como un traidor a su clase. El título del libro de H.W. Brand, A traitor to his class. The privileged life and radical presidency of F. D. Roosevelt [Un traidor a su clase. La vida privilegiada y la presidencia radical de F.D. Roosevelt] contiene otra alusión a sus circunstancias personales cuya pertinencia seguramente Santos no pudo pasar por alto: al igual que Roosevelt, el hoy presidente, de 59 años, pertenece por nacimiento a la oligarquía nacional desde que Colombia es Colombia y su vida ha estado marcada por los correspondientes privilegios: riqueza, influencia y, ciertamente, clase, signifique esto último lo que signifique en las sociedades modernas.

        Santos no lo esconde. Tampoco existe manera humana de hacerlo: su tío abuelo, Eduardo Santos Montejo, fue presidente de Colombia entre 1938 y 1942, y propietario durante décadas del diario El Tiempo, el más influyente del país, al frente del cual siempre había habido un Santos u otro, y donde el hoy presidente de la República llegó a ser subdirector. Durante décadas, El Tiempo ha sostenido presidentes, ha tumbado ministros y ha determinado políticas de gobierno de una manera u otra, por las buenas o por las bravas. Juan Manuel Santos hubiese podido acabar de director del periódico, según consenso generalizado, de no haber decidido en 1991 desatar una crisis en la familia por romper el tabú que desde el tío abuelo prohibía de forma tácita a los Santos dar el salto a la política. [El Tiempo fue adquirido por Planeta en 2007, una operación a la que también aspiraba el Grupo Prisa, editor de EL PAÍS].

        Los detalles del pequeño drama los ha explicado él mismo en un libro reciente (Casi toda la verdad. Periodismo y poder, de María Isabel Rueda). Tentado por una oferta del entonces presidente, César Gaviria, para incorporarse como ministro a su gobierno, y como hizo ver que dudara, Juan Manuel Santos buscó el consejo de un viejo periodista y amigo que ocasionalmente le ayudaba a escribir editoriales en el diario: "En la vida hay que saber diferenciar entre la influencia y el poder", le dijo éste. "Influencia es la que usted ha tenido en El Tiempo todos estos años. Poder solo tendrá cuando pueda decir: ‘comuníquese y cúmplase’. Yo de usted, no lo dudaría un instante".

        Santos no lo dudó un instante, si acaso había albergado dudas en algún momento. El 10 de noviembre de 1991, El Tiempo, dirigido por su tío Hernando Santos, publicó el siguiente editorial: "En su oportunidad se notificó al Gobierno que nombramientos de esta clase, lejos de satisfacer la vanidad o las necesidades informativas del periódico, constituían un acto que no podía considerarse amistoso. El doctor Juan Manuel Santos constituye desde hoy un personaje que abandona el periodismo y se desvincula de El Tiempo para dedicarse a actividades que seguramente se acomodan más con su personalidad. A Juan Manuel Santos le deseamos éxitos. Pero El Tiempo reitera su oposición a que cualquiera de sus directivos ocupe cargos oficiales. Que quede esto bien claro para hoy, para mañana, para el actual gobierno y para los que sucedan al del presidente Gaviria".

        Ninguno de ellos prestó atención alguna a aquella admonición. Y la cuestión hoy, más allá de aquel desgarro familiar que las partes dan ya por superado, con Juan Manuel Santos en la presidencia de la República tras desempeñarse en varios ministerios, consiste en averiguar cuánto hay de verdad en la historia que sostiene que el recién elegido mandatario corre el riesgo de sufrir un rechazo del conjunto de una clase que, indudablemente, le reconoce como uno de los suyos, pero que comienza a recelar tanto de sus proyectos políticos como de su evidente determinación de llevarlos adelante.

        -Hay gente que está diciendo que yo estoy traicionando a una clase a la cual pertenezco. Yo no niego ni mi pasado ni mi origen. Yo vengo de una familia que ha sido muy prominente en el país, dueña de un periódico que está cumpliendo precisamente cien años, y entonces mucha gente dice: "Mire, si usted pone en marcha una agenda con mucho énfasis en lo social, eso es incongruente con su origen". Yo me muero de la risa. Es una estupidez que digan eso.

        -¿Es una estupidez porque no cree usted que vaya a pasar eso, que le acaben considerando un traidor a su clase, o porque de suceder, no le preocupa en absoluto?

        -Porque la gente que ha trabajado honestamente y ha adquirido sus tierras dentro de la ley no tiene por qué temer. Los que van a temer, y sí tienen por qué temer, son los que han desplazado a millones de campesinos y se han apropiado de millones de hectáreas de forma ilícita. Esos sí van a ser víctimas de esta política, porque se las vamos a quitar.

        Se refiere el presidente a la ley de tierras, todavía en trámites, que prevé devolver dos millones de hectáreas de las más de cinco millones que se calcula que tanto los terratenientes, con el apoyo de grupos paramilitares, como la guerrilla arrebataron en las últimas décadas a millones de campesinos, que en consecuencia se han visto desplazados de sus lugares de origen bajo la amenaza de asesinato. La buena intención de la ley contrasta, no obstante, con la dificultad crónica del Estado para ejercer el monopolio legítimo de la violencia en todo el territorio, lo que amenaza con dejar en papel mojado la norma en cuanto se trate de aplicar de veras en las zonas del interior del país, demasiado alejadas del centro político y económico, pero demasiado cerca de los violentos.

        -Ese es, efectivamente, un gran desafío y ahí vamos a necesitar ayuda de todo tipo, ayuda internacional también. Hay muchos enemigos, comenzando por los propietarios que se adueñaron de esas tierras ilegalmente, muchos de ellos vinculados a grupos paramilitares anteriores y hoy día con influencia en las bandas criminales, en la propia guerrilla que tiene tierras y puede estar también interesada en boicotear este trabajo. Entonces, ahí vamos a poner a prueba la capacidad del Estado para ejecutar una política tan ambiciosa como esa.

        2.- ¿UN INESPERADO GIRO A LA IZQUIERDA? La entrevista se celebra el miércoles pasado, a mediodía, en la Casa de Nariño, la residencia oficial del presidente de la República en Bogotá. Santos llega con retraso al almuerzo previo, al que asiste también la canciller, María Ángela Holguín. Viene de dirigir una reunión en el Ministerio de Tecnologías de la Información, sobre la que el ministro, Diego Molano, un joven procedente de la iniciativa privada, comentará luego: "En toda mi vida en la empresa privada no había tenido una reunión tan dura y tan exigente como esta. Más parecía un consejero delegado con sus ejecutivos que una reunión de gobierno".

        Ya en su despacho, le pregunto al presidente si la ley de tierras y la de víctimas, que busca resarcir y paliar a tantos damnificados por la violencia, los cambios tributarios previstos o su nueva retórica, alejada del discurso de fuerza que le caracterizó como ministro de Defensa del anterior presidente, Álvaro Uribe, claramente posicionado en la derecha, señalan un cierto desplazamiento hacia el centro izquierda.

        Desde la ventana del despacho, en la fachada norte del palacio, se divisa el patio de armas, en el que una banda militar ataca sin piedad una y otra vez los compases de Funiculí, Funiculà, la popular cancioncilla napolitana que tiene previsto interpretar, junto con los himnos de Colombia y de los países respectivos, en la presentación de credenciales de un grupo de embajadores programada para esa tarde, entre ellos el español, Nicolás Martín Cinto. Entre una cita y otra, Santos tiene en la agenda recibir a César Alierta, presidente de Telefónica.

        -¿Me equivoco si le digo que me ha parecido detectar un ligero corrimiento hacia el centro o el centro izquierda en su paso de ministro a presidente, dentro siempre de la fluidez y la vaguedad ideológica que caracterizan a los partidos políticos en Colombia?

        -Esas definiciones de dónde se encuentra uno en el espectro político para mí han sido siempre muy difíciles de aceptar. Yo he sido siempre lo que llaman "tercera vía". Inclusive escribí un libro contando eso de la tercera vía [en colaboración con Tony Blair]. Me encanta el pragmatismo de Felipe González, que además es un gran amigo mío. Yo fui muy duro con la guerrilla cuando fui ministro de Defensa, pero es que cuando se trata de la guerrilla no es que uno sea de izquierdas o de derechas. Se trata de la autoridad y hay que luchar por la supervivencia de un pueblo. Esa es la obligación de cualquiera, esté donde esté en el espectro político. Pero si me obliga a definirme, yo me definiría del extremo centro.

        -¿De dónde piensa sacar los recursos fiscales que necesita para construir un Estado viable? ¿Cree que podrá conseguirlo sin enfrentarse a los ricos y a los poderosos?

        -Colombia ha tenido una tradición de responsabilidad y prudencia macroeconómica. La economía está creciendo a tasas altas. Nuestras tarifas impositivas son bastante altas, lo que pasa es que hay mucha evasión. Ahí hay un campo grande para aumentar los recursos y lo estamos haciendo. El plan de desarrollo tiene una previsión de ingresos fiscales que es consecuente con los gastos que tenemos. Y estamos en una bonanza minera y petrolera que nos dará recursos suficientes, espero, para poder hacer lo que está en el plan en los próximos cuatro años.

        -Usted está diseñando o teniendo una visión del futuro para Colombia que parece bastante difícil de culminar en solo cuatro años….

        -Yo quisiera poderlo hacer en solo cuatro años. Estoy trabajando con toda la dedicación, intensidad y rapidez para poder hacerlo en cuatro años, porque también tengo una gran convicción, y es que para un país lo más importante son sus instituciones. Pero si me pregunta si estoy pensando en la reelección…

        -Efectivamente, le estoy preguntando por la reelección.

        -Entonces la respuesta es no. Espero no tener que reelegirme, haber terminado en cuatro años y terminar mi vida mirando hacia el pasado con la suficiente satisfacción.

        3.- CHÁVEZ Y EE UU, A LA VEZ. El 10 de agosto del año pasado, apenas tres días después de tomar posesión, Santos protagonizó el giro más sensacional de su presidencia: voló a una finca de Santa Marta, en Colombia, donde se abrazó con Hugo Chávez. El presidente venezolano había descalificado en términos muy duros a Santos como ministro de Defensa, había augurado una guerra si este ganaba las elecciones y, en general, había sostenido un enfrentamiento constante con Álvaro Uribe que derivó en una ruptura de relaciones diplomáticas y un temor real a que un conflicto entre ambos países arrastrase al conjunto de la región a una profunda desestabilización. Ante los ojos atónitos de sus conciudadanos y de media América Latina, amén de Washington, Santos pareció arreglar en cuatro horas una pelea de años. Imposible, pues, extraer mayor rendimiento de un abrazo, le digo.

        -Muchísimo rendimiento, en efecto. Mire, es que cuando llegamos, con Venezuela no había diálogo, no había relaciones diplomáticas, no había comercio, no había posibilidades de que nos pudieran dar un solo centavo de las deudas que teníamos. Chávez está ahora azuzando a nuestros enemigos desde su territorio. Antes, ya se hablaba de algo que a mí me parecía inconcebible: de guerra. Entonces teníamos el peor de todos los mundos. Lo que hoy tenemos es realmente diferente. Tenemos un diálogo, tenemos relaciones diplomáticas, tenemos comercio, nos han pagado parte de las deudas e inclusive tenemos una cooperación en materia de seguridad.

        -¿Y todo se consiguió con un simple gesto, sin más?

        -Es que los gestos en la política y en la vida son fundamentales. El presidente Chávez y yo tradicionalmente hemos tenido una relación muy complicada porque nos habíamos dicho mutuamente cosas muy agresivas. Pero a mí me preguntó que si yo había cambiado de parecer y yo le contesté: "Es que ahora soy presidente de la República y tengo una responsabilidad con el pueblo colombiano". Siempre he mantenido que uno puede tener unas buenas relaciones con personas, ya sea con el vecino o con el presidente, aunque se piense diametralmente opuesto, si se respetan las diferencias y eso fue lo que establecimos con el presidente Chávez. Yo no voy a pretender que piense como yo, que se vuelva un demócrata liberal, ni yo me voy a volver un revolucionario bolivariano, pero si nos respetamos las diferencias y él no se mete en mis asuntos colombianos, ni yo me meto en asuntos venezolanos, podemos tener unas relaciones como las que estamos teniendo. Yo creo que así ganan los dos pueblos, el venezolano y el colombiano.

        -De todas formas, me reconocerá que resulta inquietante que la región haya estado al borde de una guerra solo por el carácter de dos líderes…

        -Pero es que la historia está plagada de ejemplos donde el carácter de los líderes, la enemistad de los líderes, determinan el futuro de pueblos enteros. Así es la historia, desafortunadamente.

        -Chávez se comprometió a no permitir la presencia de grupos armados al margen de la ley. ¿Les consta que se hayan cerrado campamentos de las FARC?

        -No nos consta y eso no se puede hacer de un día para otro. Él se ha comprometido con la no presencia de los grupos y ya estamos viendo más presencia de la guerrilla del lado nuestro. Y nos está entregando por primera vez gente capturada allá. Yo espero que eso continúe porque para nosotros es muy importante.

        -De todas maneras, eso de que Chávez es su "nuevo mejor amigo", no se lo cree nadie, empezando por él…

        -Es una ironía. Lo dije de forma irónica, pero sí tengo muy claro que quiero tener una relación cordial y constructiva con él. Eso es muy bueno para Venezuela y muy bueno para Colombia.

        -Algunos creen o temen, o afirman creer o temer, que Colombia se está alejando de Estados Unidos. ¿Qué fundamento tiene esto?

        -Ninguno. Yo soy muy proamericano. Y seguiré siendo muy proamericano, pero eso no excluye que sea amigo de otros países. Tal vez lo que estamos haciendo es diversificando nuestras relaciones internacionales y dejando de depender tanto de Estados Unidos. Pero de ninguna forma el acercamiento mío a otros países quiere decir que me estoy alejando de Estados Unidos.

        -La nueva cercanía con Chávez puede haber influido en esa sensación.

        -Pero no son excluyentes, es más, los americanos están muy contentos de la cercanía con Chávez porque eso significa que la región deja de tener un foco de conflicto y de dificultad. Y con Chávez no quiere decir que yo me vaya a volver antiamericano porque tengo relaciones cordiales con él, de manera que ahí no aplica el principio de exclusión mutua, todo lo contrario, se puede complementar también.

        -El otro asunto es la congelación de la autorización para el uso por parte de tropas estadounidenses de bases colombianas.

        -No creo que les preocupe. Ellos entendieron perfectamente que aquí no hay ningún cambio frente a lo que queríamos antes. Lo que sucedió es que hubo muy mal manejo por parte del Gobierno americano y del Gobierno colombiano en la explicación de lo que significaba ese acuerdo y permitieron que realmente se armara una tormenta en un vaso de agua.

        -De todas formas, parece darse un sentimiento en Colombia de no entender por qué si se consideran aliados estratégicos con Estados Unidos todavía no disponen de un tratado de libre comercio (TLC).

        -Es un sentimiento que está creciendo. El colombiano común y corriente no entiende muchas veces la política interna norteamericana, las dificultades entre los partidos. Ya llevamos demasiado tiempo, más de cuatro años. Lo importante del tratado, más que el acceso al mercado, es la seguridad en las reglas del juego para la inversión. Esto sí nos puede haber perjudicado un poco. Pero en este momento, mire la ironía, a quien más le conviene el tratado es a Estados Unidos porque ellos sí que pagan aranceles para los productos que exportan a Colombia y están perdiendo mercado. Han perdido mercado en todos sus productos agrícolas frente a Canadá, Argentina y Brasil. O sea, que mientras nos sigan aprobando las preferencias [exenciones arancelarias], los que pierden son ellos.

        -No está usted jugando al póker con ellos por el TLC [a Santos, igual que a Roosevelt, le gusta la baraja y es un gran jugador].

        -No, no, mucha gente me dice que yo me acerqué a Chávez, o que hice mi primera visita a Francia para producir celos a los Estados Unidos. No, no hay nada de eso, yo tengo una magnífica relación con el presidente Obama y con los dos partidos, tanto el republicano como el demócrata.

        -¿Y cuándo se va a aprobar?

        -Yo creo que este año se aprueba.

        -¿Tiene garantías de algún tipo?

        -Tengo información. O se aprueba el tratado este año o no habrá tratado. Yo creo que más allá de este año es difícil que pase.

        4.- LA MORAL Y LA DEMOCRACIA: UNA LECCIÓN. ¿Cuánto tiempo pueden resistir las instituciones de un país, sin derrumbarse, los ataques combinados de una guerrilla que dura ya 40 años y que ha llegado a asediar ciudades y ocupar pueblos; de decenas de miles de paramilitares que las combatían pero que eran tan asesinos como ella; o de los carteles de narcotraficantes en tiempos más poderosos del continente, que derribaban aviones civiles, secuestraban y asesinaban a políticos y ciudadanos? ¿Cómo mantener la cordura y la fe en la democracia cuando los servicios secretos espían a la Corte Suprema, docenas de legisladores del partido en el gobierno resultan imputados por sus relaciones con los paramilitares, y una treintena de ellos acaban en la cárcel? ¿Cómo asimilar que militares asesinen a dos millares de campesinos, estudiantes, sindicalistas, marginados de todo tipo, los llamados falsos positivos, para hacerlos pasar por guerrilleros abatidos y cobrar las correspondientes recompensas y ascensos?

        Todo ello sucede o ha sucedido en Colombia. Y sin embargo, las instituciones del sistema democrático no solo se sostienen en pie sino que, en conjunto, probablemente funcionen mejor que en cualquier otro país de la región, característica esta que se ha mantenido inmutable a lo largo de la mayor parte del siglo pasado, en un momento en el que casi todo el subcontinente sucumbió de una forma u otra al autoritarismo en sus distintas formas.

        La justicia investiga, los fiscales actúan y la prensa denuncia pese a los estrechos vínculos que caracterizan al establishment colombiano y que en tantos otros países sirven solo para secuestrar a las instituciones. Fue precisamente Semana, un respetado semanario político, propiedad de Felipe López, hijo y nieto de presidentes de la República, y dirigido por Alejandro Santos, sobrino del actual presidente, el que jugó un papel clave en el escándalo de los falsos positivos.

        Juan Manuel Santos, entonces ministro de Defensa y superior jerárquico de los militares acusados, es hoy el presidente de la República. ¿Supone ello una traba más al correcto funcionamiento de las instituciones, de los jueces, de la investigación?

        -En esas falsas ejecuciones extrajudiciales, los llamados falsos positivos, fui precisamente yo con el respaldo del presidente Uribe el que tomó las medidas para los que desaparecieron y lo hicimos de una manera contundente, transparente. Tomamos todas las medidas que había que tomar con la Alta Comisaria de Naciones Unidas, que casualmente estaba por aquí. Por eso digo que eso es un ejemplo para el resto del mundo y el resultado final es que los falsos positivos desaparecieron. Ya no hay denuncias de falsos positivos. El caso ahora es que la gente que fue responsable, pague. Hay más de 200 condenas en el sistema judicial y lo que estamos haciendo es darle todo el apoyo a las autoridades y al poder judicial para que pueda juzgar, porque al propio Ejército también le conviene que los culpables paguen, pero que los inocentes también sean declarados inocentes, porque aquí también ha habido mucha falsa denuncia.

        De fondo, siempre, como un angustioso basso osstinato, retumba el inacabable conflicto con la guerrilla. Precisamente el miércoles de la entrevista, a las 6.30 de la mañana, las FARC liberaron al primero de cinco prisioneros cuya puesta en libertad se esperaba para los siguientes días. ¿Podía suponer eso un cambio de cara a un posible diálogo?

        -De parte mía, no. No es suficiente, lo he dicho. Lo he repetido muchas veces. Colombia ha sufrido mucho los engaños de la guerrilla. Yo he dicho que necesito mucho más que la liberación de cinco secuestrados para que me muestren que realmente hay una voluntad de paz y que vale la pena iniciar algún tipo de diálogo. Muchas veces han utilizado estos diálogos y estas negociaciones para volverse a fortalecer, para ganar espacio militar o político y, como dicen vulgarmente en mi país y creo que en España también, al perro no lo capan dos veces.

        La banda militar ataca furiosamente Funiculí, Funiculà por enésima vez en un contrapunto involuntariamente alegre a la solemnidad que destilan las últimas palabras del presidente. Entonces Santos se levanta, se despide con mucha cortesía y se marcha para recibir a César Alierta.

        "Colombia necesita avanzar mucho en justicia social" · ELPAÍS.com

        18/02/2010

        Cortina de Fumaça

        Filed under: Cosa Nostra,Cultura — Gilmar Crestani @ 8:18 pm
        Tags: , ,

        O ódio destilado a Hugo Chávez pelo PIG constitui-se numa cortina de fumaça para esconder o regime do terror instalado na Colômbia. Não é mera coincidência que sabemos no mesmo instante quando Chávez dá um pum, mas não somos informados quando Alvaro Uribe abre mais uma vala comum.

        Na Colômbia, a descoberta de uma vala comum com centenas ou milhares de mortos acontece simultaneamente com a abertura de nova vala para enterrar novas vítimas dos paramilitares treinados pela CIA. O silêncio do PIG  (Folha, Estadão, Globo & RBS) apenas confirma o viés ideológico. São grupos que financiaram e sustentaram a ditadura brasileira, através da qual fizeram crescer o patrimônio. São os mesmos coronéis eletrônicos  que cobram democracia da Venezuela mas esquecem da vizinha Colômbia. Este estrabismo ideológico é um verdadeiro crime contra a humanidade. Mas como falar de humanidade quando se trata das famiglias Frias, Mesquita, Marinho & Sirotiski realmente é um contra-senso?

        Métodos Nazistas na Colômbia conta com a cumplicidade dos nazistas brasileiros

        Métodos nazistas na Colômbia conta com a cumplicidade dos neonazistas brasileiros

        A

        A seguir  informações divulgadas pelo site Vermelho.Org, com as agências internacionais.

        Paramilitares admitem 30 mil assassinatos na Colômbia

        A Promotoria colombiana divulgou nesta terça (16) dados impressionantes sobre a atividade de paramilitares no país. De acordo com relatório publicado pela Unidade de Justiça e Paz da Promotoria, 4.112 ex-combatentes do grupo paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) confessaram ter cometido 30.470 assassinatos em um período de 20 anos – entre meados dos anos 80 até 2003, quando teria se iniciado seu processo de desmobilização.
        O número de mortes coloca os grupos paramilitares da Colômbia – um país cuja democracia é uma das mais antigas da América Latina – no mesmo nível de ditaduras da região, como a da Argentina (1976-1983), que deixou cerca de 30 mil mortos e desaparecidos.

        Entre os dados obtidos pela Promotoria estão os registros de 1.085 massacres; 1.437 menores de idade recrutados; 2.520 desaparecimentos forçados; 2.326 deslocamentos forçados; 1.642 extorsões; e 1.033 sequestros. As autoridades colombianas estão verificando as informações, que foram obtidas por meio de confissões previstas em um plano que dá aos ex-combatentes benefícios judiciais.

        A Lei de Justiça de Paz, promovida pelo governo do presidente Álvaro Uribe, fixa uma pena máxima de 8 anos para os paramilitares que se submeterem à Justiça confessando seus crimes. Pelo menos 32 mil paramilitares teriam deixado as armas neste processo.

        “O país deve ficar horrorizado com a revelação de um número tão alto de assassinatos sistemáticos”, afirmou o analista Álvaro Villarraga, ex-membro da guerrilha Exército Popular de Libertação (EPL) e hoje diretor da Fundação Cultura Democrática. “Mas o triste é que esta estimativa pode estar bem abaixo da realidade.” Segundo Villarraga, os números são um exemplo da crise humanitária “generalizada” pela qual a Colômbia ainda passa.

        Violações

        30.470 assassinatos foram cometidos por membros da Autodefesas Unidas da Colômbia em um período de 20 anos – entre meados dos anos 80 até 2003

        1.085 massacres foram cometidos por integrantes do grupo paramilitar

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