Ficha Corrida

20/08/2014

Coisas da China, que a Globo podia copiar

Enquanto a China enfrenta o problema das drogas focando na visibilidade dos usuários, a Globo prefere empregar como comentarista esportivo um confesso cocainômano. Enquanto a China busca cortar o cerne pela raiz, a Globo prefere proteger os seus usuários e culpar os abastecedores. No Brasil a Globo aplaude prisão de avisãozinho, aquele que entrega o papelote, mas silencia quando um helicóptero é pego com 450 kg de cocaína. Quando o tráfico envolve pessoas próximas, a Rede Globo põe sua cortina de ferro para funcionar. Nada passa, tudo está protegido.

China põe celebridades na mira de campanha contra as drogas

Filho de Jackie Chan foi preso em operação policial em Pequim

MARCELO NINIODE PEQUIM

Parecia uma noite de verão como qualquer outra em Pequim, quando clientes de um bar foram surpreendidos por uma batida policial.

Com as saídas bloqueadas, todos os presentes foram forçados a fornecer urina para constatar se havia usuários de drogas. Nove dos testados deram positivo e foram presos, cinco deles estrangeiros.

A operação policial, ocorrida há poucos dias, é uma nova ação da chamativa campanha antidrogas das autoridades chinesas, que parecem ter como alvo preferencial estrangeiros e celebridades.

Na noite de segunda (18), a polícia prendeu o ator Jaycee Chan, 32, por porte de maconha. Filho do astro Jackie Chan, ele é mais um da série de pessoas do meio artístico presas nas últimas semanas pelo mesmo delito.

O que surpreendeu quem estava no bar 2 Kolegas, muito popular entre estrangeiros em Pequim, é que as prisões não se limitaram aos que consumiam ou portavam drogas no momento da batida.

"Essas pessoas não foram flagradas comprando ou vendendo drogas", contou o correspondente da TV australiana ABC em Pequim, Stephen McDonell, que estava no local e também foi forçado a fazer o teste de urina.

"Elas foram julgadas por ter consumido maconha em algum momento no passado".

Segundo McDonell, os estrangeiros não tiveram direito a advogado nem a um telefonema. Batidas semelhantes se repetiram nos últimos meses em outros bares.

Ao mesmo tempo, as autoridades apertaram o cerco aos famosos. Antes de Jaycee Chan, o porte de drogas levou a prisões de um cantor, dois cineastas e três atores.

A caça às celebridades está sendo vista no meio artístico como um recado à indústria do entretenimento chinesa, em forma de intimidação. No último ano e meio, desde a chegada ao poder do presidente Xi Jinping, as autoridades intensificaram a censura à produção local.

20/05/2014

Como se escreve Edward Snowden em mandarim?

Filed under: Arapongagem made in USA,Arapongas,Edward Snowden — Gilmar Crestani @ 8:13 am
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espiaEUA acusam China de espionagem industrial

Cinco pessoas trabalhariam numa unidade especial do Exército e teriam hackeado empresas americanas

Denúncia é ‘absurda’, diz Pequim; chineses lembram revelações de Snowden: ‘é ladrão gritando pega-ladrão’

RAUL JUSTE LORESDE WASHINGTON

O governo dos EUA anunciou nesta segunda-feira (19) a abertura de uma ação criminal contra cinco militares chineses, acusados de espionagem industrial e invasão de computadores de grandes empresas americanas.

O secretário de Justiça, Eric Holder, anunciou o processo dizendo que o indiciamento é a "primeira acusação contra membros do Estado chinês por infiltrar alvos comerciais americanos por meios tecnológicos".

"Temos que dar um basta. O governo não vai tolerar atos de nenhum país que procure sabotar empresas americanas e minar a integridade da livre concorrência", disse Holder em entrevista coletiva.

As acusações se referem a seis casos envolvendo grandes empresas americanas, como Westinghouse, Alcoa e US Steel –indústrias dos setores de energia nuclear, solar e de mineração.

Se julgados, os chineses podem sofrer sentenças de dois a 15 anos de prisão –algo hipotético, porém, dado que dependeria de extradição pelo governo chinês aos EUA, o que é bastante improvável.

Os cinco militares chineses, segundo a investigação do governo americano, são membros de uma unidade especial 61938 do Exército Popular de Libertação.

Sediada em Xangai, a instalação foi descoberta no ano passado como especial por empresas privadas de segurança cibernética como uma das centrais de espionagem industrial da China.

EFEITO SNOWDEN

No ano passado, o presidente Barack Obama falou publicamente sobre a espionagem industrial chinesa, tema que dominou seu primeiro encontro com o colega chinês, Xi Jinping, em junho.

Dias antes, entretanto, estourou o escândalo da espionagem da NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), revelada pelo ex-técnico Edward Snowden, o que fez com que as autoridades americanas deixassem a controvérsia com a China de lado, ao menos publicamente.

Durante o período das denúncias de Snowden, o governo americano repetiu algumas vezes que seu foco era "segurança", não "espionagem industrial".

RESPOSTA CHINESA

Em resposta postada no site do Ministério das Relações Exteriores da China, o porta-voz Qin Gang disse que as acusações são "absurdas" e "sem fundamento".

Qin pediu ao governo americano que retire o processo imediatamente e acrescentou que o governo chinês estava suspendendo a participação chinesa em uma comissão bilateral sobre internet.

"Estão fabricando fatos e usando desculpas para nos acusar de roubar segredos".

Nas redes sociais chinesas, internautas chamaram os hackers de "heróis" e disseram que se tratava de "um ladrão gritando pega-ladrão".

Muitos também lembraram que, nas acusações feitas por Snowden, a NSA teria espionado a gigante empresa de telecomunicações Huawei.

21/09/2013

Depois de fazer o jogo das petrolíferas do Tio Sam, Folha dá marcha ré

Filed under: Brasil,Petróleo,Pré-Sal — Gilmar Crestani @ 9:42 am
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E a Folha conta também porque o Pré-Sal só existiu graças a visão de um brasileiro que resolveu investir no que o Brasil tem de melhor, os brasileiros.

ESPECIAL ENERGIA

China faz investida para garantir energia com o pré-sal brasileiro

Maior importador de petróleo do mundo, país inscreveu 3 estatais no leilão do campo de Libra

Mercado prevê que chineses jogarão pesado para assegurar fornecimento de combustível no futuro

DENISE LUNADO RIO

No ano passado a China superou os Estados Unidos como maior importadora de petróleo do mundo. Por dia, os chineses consomem cerca de 10 milhões de barris, cinco vezes mais do que o Brasil.

Não é à toa que três chinesas estão entre as 11 empresas que vão participar do leilão do campo de Libra, na bacia de Santos, a maior descoberta já feita no país.

A área pode chegar a produzir 1 milhão de barris por dia em 2020, metade do que a Petrobras levou 60 anos para conseguir.

A investida chinesa é um recado de que a disputa será acirrada. "São as compradoras de reservas", define o diretor do Centro de Estratégia de Recursos Naturais e Energia, Jean Paul Prates. "É tudo o que a China deseja, um operador competente [a Petrobras] e garantia de reservas com menos risco do que em outros países", avalia.

Estarão na disputa a CNOOC (China National Offshore Oil Corporation), a CNPC (China National Petroleum Corporation) e a Sinopec, inscrita em parceria com a espanhola Repsol, de quem já é sócia no Brasil.

Elas se desenvolveram nos últimos 20 anos na busca de substitutos do carvão, depois que a China deixou de ser predominantemente rural.

A maior, a CNOOC, é especializada em exploração marítima; a CNPC atua em 27 países (incluindo Chile, Peru, Equador e Venezuela); e a Sinopec tem, desde 2009, um acordo de cooperação com a Petrobras, incluindo refino.

Prates aposta que, assim como o Japão –que precisa de uma alternativa à agora rejeitada energia nuclear, por causa do acidente de Fukushima–, a China vai jogar pesado no leilão e depois "sentar e assinar os cheques".

Era tudo o que a Petrobras precisava. Com o caixa apertado pela demora do ajuste dos combustíveis e 770 projetos em curso, além de 177 em avaliação, a estatal tem o pré-sal como seu maior potencial de ganhos.

A companhia tem reservas provadas de 3,4 bilhões no pré-sal da bacia de Santos e produção em torno dos 300 mil barris diários, em pouco mais de cinco anos.

O campo de Libra tem reservas recuperáveis (que ainda não estão provadas) da ordem de 8 a 12 bilhões de barris, e vai estrear o sistema de partilha no país, no qual o pagamento ao governo será em petróleo. O que sobrar, depois de retirado o custo para produção, será dividido entre os sócios do consórcio vencedor.

O mercado aposta que a Petrobras vai aumentar a fatia de 30% que tem compulsoriamente para algo em torno dos 50%, dividindo o campo com uma parceira chinesa.

    08/06/2011

    Cuba faz negócio da China

    Filed under: El País — Gilmar Crestani @ 8:21 pm
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    Enquanto o vizinho se envolve em guerras por toda parte, Cuba vai descascando a banana para Tio Sam pisar.

    Cuba y China consolidan su alianza estratégica

    La visita del vicepresidente Xi Jinping a la isla deja 13 nuevos convenios, varios de ellos en el sector petrolero, en el que China está muy interesado

    MAURICIO VICENT – La Habana – 08/06/2011

    La alianza entre Cuba y China sigue consolidándose. Para La Habana, Beijing es ya mucho más que el segundo socio económico y comercial, detrás de Venezuela; por muchos motivos, desde hace tiempo sus relaciones con el gigante chino son una cuestión prioritaria y estratégica. Quedó demostrado esta semana durante la visita del vicepresidente Xi Jinping, quien se reunió con el presidente Raúl Castro y también con el convaleciente Fidel Castro antes de abandonar la isla el martes pasado. Con el apadrinamiento de Xi Jinping –uno de los candidatos más firmes para suceder al presidente Hu Jintao- ambos gobiernos firmaron 13 nuevos convenios, varios de ellos en el sector petrolero, en el que China está muy interesado y en el cual financia proyectos por miles de millones de dólares.

      En pocos años China ha desbancado a España y a otros tradicionales socios comerciales de Cuba, además de convertirse en una de las principales fuentes de créditos y financiación de la isla. Según fuentes oficiales, el intercambio comercial entre ambos países llegó a los 1.800 millones de dólares el año pasado, 300 millones más que en 2009. Por delante solo está Venezuela y detrás – por orden – vienen Canadá y España, que en los años noventa llegó a ser el primer proveedor de la isla.

      Las exportaciones chinas son solo un punto de las cada vez más extensas e importantes relaciones bilaterales. Durante su estancia en la isla, Xi Jinping visitó varios pozos de petróleo situados en la costa norte que son explotados por la compañía Gran Muralla, una filial de la Corporación Nacional de Petróleo de China, a quien la petrolera estatal cubana CUPET le confió la perforación de varios pozos. También China tiene contratados varios bloques en la Zona Económica Exclusiva (ZEE) que la isla posee en las aguas del Golfo de México, donde ya realizan labores de exploración Repsol y Petrobrás, si bien las compañías chinas van retrasadas en el trabajo de búsqueda de crudo en aguas profundas.

      La colaboración china en el sector petrolero cubano es estratégica no solo por lo que tiene que ver con las labores de prospección y extracción de crudo. En estos momentos China financia -con garantías de petróleo venezolano- una de las inversiones más ambiciosas de la isla, la de la rehabilitación y modernización de la refinería de Cienfuegos, un proyecto que en sus diversas fases de desarrollo costará unos 6.000 millones de dólares y elevará la capacidad de refinanciación de 65.000 a 150.000 barriles diarios.

      También hay planes para acometer la remodelación y ampliación de las capacidades de la refinería de Matanzas, otro macroproyecto que se financiaría con créditos chinos y garantías venezolanas, y en el que podrían participar importantes empresas españolas. Se habla de 5.000 millones de inversión cuando la obra se ejecute en todas sus etapas. Entre ambos proyectos, la inversión extranjera en la isla cuando menos se triplicaría en pocos años, y eso en momentos de grave crisis económica.

      El vicepresidente chino ofreció asesoría y apoyo a Cuba en el proceso de reformas que lleva adelante el Gobierno de Raúl Castro y que debe propiciar una apertura económica y mayores espacios para la iniciativa privada. Durante su estancia, además de los acuerdos en el sector petrolero, China concedió varios créditos cuyo monto y destino no han sido revelados.

      Cuba y China consolidan su alianza estratégica · ELPAÍS.com

      23/04/2011

      A China que nos fode

      Filed under: PIG — Gilmar Crestani @ 10:07 am
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      Eduardo Guimarães: A China está ferrando o mundo! por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

      No tengo plata para comprar a Brasil. Vuestros productos son solamente para los muy ricos”, disse-me, com ironia cortante, o cliente peruano, logo após examinar a lista de preços que lhe enviei na tentativa de retomar os negócios interrompidos desde o começo do ano passado, quando passou a importar de meu concorrente argentino.

      Antes, com variações de estilo, ouvi a mesma piadinha comercial sem graça (para mim, pois quem conta parece estar se divertindo) de argentinos, bolivianos, chilenos, equatorianos, paraguaios, venezuelanos, angolanos, sul-africanos e até de um sírio.

      Economicamente, o Brasil vai muito bem, obrigado. Pelo menos é o que pensa a maioria. Parece que todos estão ganhando dinheiro. Os salários não param de se valorizar. Valorizam-se tanto que as pessoas não dão muita bola para a alta de preços. Mas nem todos vão tão bem assim. Eu, por exemplo, que vivo de exportação, estou tendo cada vez mais dificuldades.

      Mas o Brasil segue tendo superávit comercial, não é? Sim, é, mas ainda conseguimos exportar mais do que importar porque há uma grande demanda internacional – e, sobretudo, chinesa – por produtos básicos que o Brasil tem em abundância, as tais commodities.

      No meu segmento de atividade, a indústria de autopeças, fica clara a situação brasileira. Venho recomendando às empresas que represento que importem aço da China para baratearem seus custos de produção de forma a terem como competir com os importados não só na exportação, mas internamente.

      Minhas representadas recebem chapas e barras de aço feitas com o minério de ferro que este país exporta para a China e que depois recompra com valor que as usinas chinesas lhe agregaram ao transformá-lo em aço. Mesmo com a matéria-prima mais barata que a produzida no Brasil, nossos produtos metalúrgicos ainda não têm preço para competir lá fora.

      Exportar minério de ferro em vez de aço se deve a um sujeito chamado Roger Agnelli, que, apesar da falta de empreendedorismo e da ganância ao fazer a maior mineradora do mundo, a Vale, ganhar menos dinheiro – ainda que mais rápido – vendendo o minério bruto, foi defendido com unhas e dentes pelo PIG. Mas ele não é o único culpado.

      O custo de transformar minério de ferro em aço, com frete e demais custos, é muito menor na China. E não se trata daquela conversa fiada sobre os salários serem muito mais baixos por lá. O segredo chinês é o Yuan (moeda chinesa), congelado há pelo menos uma década. Nem se o brasileiro trabalhasse de graça a nossa indústria conseguiria competir.

      Outro fenômeno do comércio internacional (que é do que sobrevive este blogueiro, hoje no prejuízo) nos põe outra bomba de efeito retardado no colo: tal qual minério de ferro, arroz, feijão, carne, entre outros gêneros alimentícios, também são commodities e, como o ferro, não param de subir de preço no mercado internacional.

      Agora o mais interessante: a mão que bate é também a que afaga, pois a China, além de nos matar no comércio internacional de produtos industrializados, enche-nos os bolsos de dólares ao nos comprar tudo o que produzimos das tais commodities. E, ao nos encher os bolsos de dólares, torna o Brasil menos competitivo no comércio internacional.

      A entrada crescente de dólares aumenta a oferta de moeda americana. Esses dólares são despejados aqui dentro tanto por investimentos benéficos – porque de médio e longo prazo, em projetos – como para nos gerar efeitos maléficos como a valorização crescente do real – porque vêm explorar juros que têm que subir para conter a inflação e, assim, atraem mais dólares.

      É uma situação curiosa. Apesar de termos tudo para mergulhar em crise econômica – dificuldade para exportar e inflação ascendente –, exportamos muito e a inflação não é tão percebida, apesar de que vai se estabelecendo em nosso cotidiano. Exportamos muito por que temos muita commoditie e os salários sobem acima da inflação devido ao aquecimento da economia.

      A situação é sustentável porque temos mais de 330 bilhões de dólares em caixa. O sistema chinês de ferrar o mundo em benefício próprio, como já disse, é do tipo bate e assopra. Ao mesmo tempo em que vai destruindo (mui lentamente) as indústrias de toda parte, vai enchendo de dólares os bolsos dos atingidos por seu câmbio criminoso.

      Os EUA – mais atingidos do que o Brasil porque vivem da exportação de industrializados enquanto que, mesmo sem o problema cambial, este país ainda seria, precipuamente, um exportador de commodities – acharam um jeito de minimizar o problema: compram a produção de industrializados de países asiáticos e exportam como se fosse made in USA.

      Ainda assim, os EUA estão sendo dizimados pelos chineses, o que explica a aproximação de Barack Obama com o Brasil, pois veio nos dizer que, hoje, o Tio Sam não é quem está mais fungando em nossos cangotes tupiniquins e que, por isso, temos que nos unir. E tem boa dose de razão, ainda que não seja bem assim…

      Por enquanto, pelas razões supracitadas, o brasileiro não sente nada. Mas a situação é insustentável. Se houver uma reviravolta no preço internacional das commodities, estamos ferrados – nossas reservas viram pó rapidinho. Sem falar que o que alimenta a inflação não é atenuado. Pelo contrário, ficará cada vez mais difícil controlá-la.

      Se aumentamos os juros para controlar a inflação atrairemos dólares de pior qualidade, destinados a nos explorarem a maior taxa de juros do mundo em uma economia montada em dólares para pagar a fatura do capital externo caso a bomba estoure.

      A oposição brasileira se vale de uma situação que afeta o mundo para criticar o governo como se fosse responsável por um problema que, sem união do Ocidente, é insanável. Isso, porém, em nada muda um fato: a China está f… o mundo com aquele sorrisinho amarelo – sem conotação racista, por favor – de quem, a cada pancada, dá um beijinho.

      Eduardo Guimarães: A China está ferrando o mundo!

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