Ficha Corrida

18/09/2014

O Janot(a)!

Filed under: Censura,Janota,Marina Silva,Rodrigo Janot — Gilmar Crestani @ 8:29 am
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Os moderninhos chamam de metroman; os antigos, janota! É o sujeito que se submete à aparência, a superficialidade. Janot deveria aplicar para si a lição do pintor Apeles, não ir além das sandálias. Aos interditar o debate político imiscui-se, por puro janotismo, em seara alheia.

Desde Roberto Gurgel  a PGR virou, pra mim, vergonha alheira. Eles até podem ficar de bem com quem eles apoiam, mas abusam do tipo de comportamento que envergonha quem tem vergonha. Os sem-vergonha, não!

Janot, se pensasse um pouco, poderia ver quantas vezes Lula e Dilma processaram sites, tvs, jornais e revistas por toda calúnia que estes veicularam? Ninguém foi mais atacados pelos velhos grupos de mídia do que estes dois e no entanto não há nenhum processo deles contra o comportamento mafioso. Por que Janot censura o debate? Por janotismo!

Janot tomou partido de Marina

janot marina13

17 de setembro de 2014

por Paulo Moreira Leite

Ao apoiar censura à propaganda do PT, PGR diz que ela cria, "artificialmente", reações " emocionais" contra independência do BC. Como ele sabe?


Mais cedo do que se poderia imaginar, mas inevitável como reflexo de suas concepções políticas, agora Marina Silva tenta censurar a propaganda política de Dilma Rousseff. Ela entrou com ação na Justiça Eleitoral para impedir a divulgação de anúncios que criticam sua proposta de independência do Banco Central.

Para Marina, a censura não chega a ser um novidade curricular. Para quem se julga sob proteção divina, é difícil resistir a tentação de negar aos outros aquilo que se quer para si mesmo. Marina acaba de conseguir a retirada do ar do site Muda Mais.
Eu acho — e creio que não é uma opinião pessoal — que é preciso ter um pensamento muito autoritário para, em pleno século XXI, discriminar direitos de homens e mulheres por causa da maneira como fazem sexo.

Mais preocupante, contudo, é o fato de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tenha acolhido o pedido de Marina. Teria sido coerente com leis de um país que realiza eleições livres e proíbe a censura esclarecer que a Justiça não tem por que envolver-se numa questão que é a matéria prima de uma campanha — o confronto de ideias e concepções. Não há calúnia nem difamação no caso.
Não estamos falando da boazuda que vende cerveja.
Em política, você pode achar que as reações de determinadas pessoas são “emocionais ou passionais.” Mas também pode achar que são racionais, em função das consequências conhecidas de uma determinada proposta. No caso da independência do Banco Central, ela permitiu políticas nefastas várias partes do mundo. É natural que provoque indignação e até mais do que isso.
A obra recente de Paul Krugman e Joseph Stiglitz, economistas laureados com o Nobel, insuspeitos de qualquer desvio emotivo em seus estudos, demonstra que a Europa transformou-se num cemitério, depois de 2008, porque o Banco Central Europeu estava no comando de uma equipe de fanáticos do Estado Mínimo. Eles usaram o regime de autonomia para cortar benefícios sociais, aprofundar o desemprego. Derrubaram governos de países mais frágeis, comprometeram a recuperação daqueles que pareciam mais fortes.
Tudo para proteger um sistema financeiro que Stiglitz define, precisamente, como o único cassino do mundo onde o dono nunca perde. Taí, João Santana: faltou pensar na jogatina. Stiglitz autorizava, embora pudesse parecer menos respeitoso ainda do que os gravatões em volta de um computador.
Emocional? Passional?
Indo à raiz da desregulamentação financeira e dos investimentos em derivativos que estão na origem do colapso de Wall Street, é possível encontrar as maquinações de Alan Greenspan, presidente do Federal Reserve, o BC norte-americano, também autônomo. Janot escreve que “a cena criada na propaganda é forte e controvertida, ao promover, de forma dramática, elo entre a proposta de autonomia do Banco Central e o quadro aparente de grande recessão, com graves perdas econômicas para as famílias.”
A ligação entre autonomia do Banco Central e recessão não é invenção de marqueteiros. É sustentada por análises e argumentos, números e pesquisas. É possível discordar — mas aí cabe contrapor uma opinião, outra visão. Não cabe interditar o debate porque Marina não gosta e o PGR não concorda.
Estamos falando de uma questão essencial da eleição. Marina queria que a mensagem chegasse aos banqueiros, na esperança de receber seus votos e suas contribuiçõe$. Mas não quer que seja discutida pelo povão, que pode transformar essa alegria no patamar de cima em festa inútil.
No Brasil, o BC tem liberdade para definir juros, cambio e outras variáveis fundamentais da economia. Mas, antes e depois de cada decisão, seu presidente reúne-se com o presidente da República para explicar as razões e motivos. O presidente da República pode concordar ou não com os argumentos do interlocutor. Caso se verifique uma divergência instransponível, ele pode demitir o presidente do BC. Faz parte de suas atribuições, como autoridade eleita, que representa a vontade da população.
É para isso que se fazem campanhas, não é mesmo?

Paulo Moreira Leite

Paulo Moreira Leite é diretor do 247 em Brasília. É também autor do livro "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA, IstoÉ e Época. Também escreveu "A Mulher que Era o General da Casa".

Janot tomou partido de Marina | Paulo Moreira Leite

10/04/2013

FMI depende de subserviência

Filed under: Bancos,FMI — Gilmar Crestani @ 8:43 am
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O organismo que defende a financeirização e o poder dos bancos quer independência para defender seus interesses.

El FMI reclama la independencia de los bancos centrales

El organismo recuerda a los países emergentes que es clave para contener la inflación

Sandro Pozzi Nueva York 9 ABR 2013 – 17:42 CET8

Claro mensaje del Fondo Monetario Internacional a los Gobiernos de las economía emergentes que tratan de influir políticamente en sus bancos centrales. Pueden ser independientes en los papeles, señalan los expertos, pero no tanto en la práctica a la hora de adoptar sus decisiones. En este sentido, el organismo con sede en Washington destaca que la credibilidad en estas instituciones tiene como beneficio un mejor control del alza de precio.

El FMI acaba de publicar un estudio dedicado a las tensiones inflacionistas, centrado en este caso en las economías avanzadas por la situación atípica creada tras la masiva intervención monetaria que adoptaron para escapar de la crisis financiera. Pero es en los países en desarrollo donde la espiral alcista es más problemática, por el ritmo con el que avanzan sus economías. Este informe, dice John Simon, puede ser también de ejemplo para ellos.

El documento forma parte del paquete de análisis que va a la próxima la cumbre primavera. El título es revelador: “el perro que no ladra”. Se pregunta si la inflación en los países del norte está amordazada o simplemente es que el animal está dormido. Y está también latente el miedo de algunos economistas de que la máquina de hacer dinero esté funcionando a toda máquina a costa de recalentar la economía y de crear burbujas.

El FMI, en su análisis, señala que la estabilidad lograda en la inflación durante la Gran Recesión refleja el éxito a la hora de fijar objetivos en cuanto a la evolución de los precios. Y asegura incluso que se mantendrá “firme” cerca de esos objetivos conforme la recuperación económica vaya ganando vigor en las economías avanzadas. Es más, Simon cree que “el miedo a que se acelere el alza de precios no debe ser un impedimento a los estímulos”.

Y en su mensaje indirecto a los socios de los países emergentes, el estudio señala que la relación entre inflación y paro se fue mutando a lo largo de las últimas cuatro décadas gracias a la independencia de los bancos centrales a la hora de definir y ejecutar sus políticas. “Preservar esa independencia es clave para mantener controlada la inflación”, apostilla el documento. El FMI presenta en una semana la revisión de sus perspectivas de crecimiento.

El FMI reclama la independencia de los bancos centrales | Economía | EL PAÍS

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