Ficha Corrida

30/10/2013

A caixa preta do MP é branca USA óculos

Bando de PECoras! Ovelhas dos grupos mafiomidiáticos.

Quando a Operação Mãos Limpas higienizou a Itália, foi descoberto que a Máfia estava infiltrada nos segmentos empresariais, grupos políticos e principalmente, nos meios de comunicação, que no caso se chama Mediaset, do Sílvio Berlusconi. Na Itália, o assassinato de juízes como Paolo Borselino e Giovane Facone foram reais. No Brasil os grupos mafiomidiáticos preferiram ou o compadrio, como no caso de Joaquim Barbosa com a Globo, ou o assassinato de reputação, contra Lewandowski e Celso de Mello. Quanto ao Ministério Público, ora, desde os tempos do Engavetador Geral, Geraldo Brindeiro, virou um partido político com métodos da pedra lascada. Se tirarem a mídia do MP, vira uma facção. Secreta!

Roberto Gurgel foi um arremedo de qualquer coisa, e os que sobram, ou estão silenciosos, ou operando em silêncio, como Rodrigo de Grandis, de memória de diarista, que esquece onde guardou a vassoura, mas a com lealdade de um cão tucano. Será que a Polícia Federal não poderia abrir um inquérito para ver se não se trata da reencarnação do engavetador-geral?! Mistério Púbico!

Por que a Globo derrubou a PEC-37 ? O De Grandis sabe

PML consola os que ficaram tristes com o fim da PEC-37. Mas, o artigo 319 do Código Penal está lá …

Para De Grandis, uma Globo não basta ! São duas !

O Conversa Afiada reproduz artigo do Paulo Moreira Leite sobre o Procurador (?) De Grandis, depois de recuperar importante contribuição de um economista da Bláblárina, que pretende majorar o preço da carne e do leite e arrolhar os bovinos :

De Grandis e a PEC 37

Se você acha que fez papel de bobo porque acreditou no slogan “PEC 37= impunidade”, não precisa ficar muito deprimido. Só um pouco.

A descoberta de que o inquérito sobre a Alston foi parcialmente interrompido, na Suíça, porque o procurador Rodrigo de Grandis não atendeu a uma solicitação das autoridades daquele país é um fato que merece um minuto de reflexão.
A explicação de Grandis é bisonha. Ele  não teria dado sequencia ao pedido das autoridades suíças, feito em fevereiro de 2011, porque a solicitação ficou guardada na gaveta errada – e nunca mais pensou no assunto.
Há, é claro, uma suspeita de prevaricação no caso.
Código Penal – Prevaricação (art. 319): Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:
Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.
Lei 8429/92 – Art. 11: Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente:
(…) II – retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício;

Há três meses, em 25 de junho, o Congresso rejeitou, sob uma pressão que seria mais conveniente definir como chantagem, a PEC 37, que pretendia  garantir aos delegados de polícia a exclusividade sobre a condução de um inquérito policial. A votação foi um massacre: 430 a 9.
O monopólio dos delegados sobre uma investigação tampouco  era uma boa ideia, quando se recorda o histórico de nossas corporações policiais. Mas a PEC 37 ajudava a fazer um debate necessário e poderia permitir correções úteis.
Nos bastidores de Brasília, policiais, procuradores e representantes do ministério da Justiça tentavam chegar a um acordo, a partir da PEC, para assegurar os direitos da polícia sobre a investigação sem deixar de atender os principais pleitos do Ministério Público. Pensava-se em criar uma nova divisão do trabalho de apuração, mais inteligente e produtiva.
Mas, com o apoio dos meios de comunicação, que passaram a tratar a rejeição à PEC 37 como se fosse como se fosse uma reivindicação tão popular como a redução da passagem de ônibus, o Ministério Público  garantiu a votação em bloco, sem qualquer concessão à outra parte. Confusos, e mesmo acovardados, vários parlamentares preferiam omitir-se e votar errado para não ser criticados pelos jornais nos dias seguintes.
Naquele momento, o procurador geral da República, Roberto Gurgel, travava uma luta de morte para fazer o sucessor. Seu prestígio atingia o ponto máximo em função do julgamento da ação penal 470.
A denúncia ainda não havia sofrido a primeira (e até agora única) derrota, representada pela aceitação dos embargos infringentes para 12 condenados.
Acreditava-se em junho que qualquer arranhão na imagem do Ministério Público poderia chamar a atenção para incongruências e falhas do julgamento. Foi essa a motivação que impediu uma discussão civilizada, com argumentos ponderados.
Três meses depois, comprova-se uma verdade fácil de reconhecer, mas que não era conveniente admitir.
Enquanto os manifestantes acreditavam estar berrando contra a impunidade em Brasília, o pedido das autoridades suíças era esquecido na gaveta de De Grandis em São Paulo.
Ergueu-se, ao longo de vários anos, um muro de aço contra a apuração de um dos mais prolongados escândalos de corrupção da história política brasileira, formado por 45 inquéritos arquivados sem o devido esclarecimento (sim, 45!).
Ninguém ficaria sabendo o que estava acontecendo se não fosse o trabalho competente corajoso de meus colegas da IstoÉ Alan Rodrigues, Pedro Marcondes e Sérgio Pardellas sobre o propinoduto, capazes de produzir reportagens à altura dos fatos descobertos.
Não há instituição a salvo de pressões políticas nem de iniciativas estranhas a sua missão legal. Erros ocorrem. Desvios, também. E coisas piores, você sabe.
Se você acha que fez papel de bobo porque acreditou no slogan “PEC 37= impunidade”, não precisa ficar muito deprimido. Só um pouco.
Muita gente está se sentindo da mesma maneira.


Clique aqui para ver
“Procurador ‘esquecido’ se lembra de prender o Dirceu”

E aqui para ler “MP é o DOI-CODI da Democracia”

Por que a Globo derrubou a PEC-37 ? O De Grandis sabe | Conversa Afiada

26/10/2013

O novo na política, com Campos, é assim

Filed under: Eduardo Campos,PS(d)B — Gilmar Crestani @ 9:46 am
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Governo Campos paga jatinhos fretados para deputados do Estado

Presidenciável bancou voos a políticos de Pernambuco em 2011; presidente da Assembleia viajou em 2012

Lei estadual diz que o governo deve ‘apoiar’ autoridades nos seus deslocamentos, mas não regulamenta casos

DANIEL CARVALHODO RECIFE

Jatinhos fretados pelo governo de Pernambuco foram usados em ao menos duas ocasiões para o transporte exclusivo de deputados do Estado e seus familiares.

Essas duas viagens ocorreram em 2011 e 2012 e aparecem em notas fiscais e relatórios do governo de PE aos quais a Folha teve acesso.

O primeiro caso foi em abril de 2011. Com a morte do ex-deputado José Mendonça, o governo do presidenciável Eduardo Campos (PSB) ofereceu duas aeronaves aos deputados federais Mendonça Filho (DEM) e Augusto Coutinho (SDD) –filho e genro do ex-congressista.

Os jatinhos bancados pelo Estado levaram o corpo de Mendonça e seus familiares de São Paulo para o Recife.

O aluguel de uma das aeronaves custou R$ 68 mil, segundo nota fiscal. O comprovante da locação do outro jatinho estava ilegível na nota.

Campos foi adversário de Mendonça em 2006, quando derrotou o candidato do então PFL. Apesar disso, sempre tiveram relação cordial.

Outro a fazer uso de avião fretado pelo Estado foi o presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchoa (PDT). Por R$ 80 mil, Uchoa foi levado de São Paulo a Pernambuco em 25 de dezembro de 2012, após fazer cirurgia cardíaca na capital paulista.

Uchoa é o principal responsável pela defesa dos interesses de Eduardo Campos na Assembleia Legislativa.

Uma lei estadual sancionada por Campos em 2011 diz que o governo do Estado, quando solicitado, deve "apoiar" autoridades de diferentes Poderes, inclusive em transporte aéreo e terrestre.

Não há na lei, porém, uma regulamentação sobre quais os cargos e em quais ocasiões o transporte pode ser usado.

Reportagem da Folha publicada há duas semanas mostrou que o governo de PE gastou ao menos R$ 4 milhões no aluguel de jatinhos para que Campos rodasse o Brasil e outros países de janeiro de 2012 a julho deste ano. Alguns deslocamentos misturavam eventos oficiais com agendas do partido.

O governo Campos aluga aeronaves desde 2007. De 13 destinos visitados pelo governador desde 2012, só três não têm voos comerciais diretos partindo do Recife: Comandatuba (BA), São José do Rio Preto (SP) e Vitória (ES).

De janeiro de 2012 a julho de 2013, o governo gastou R$ 2,4 milhões com voos de Campos em jatinhos para reuniões de governo e encontros com a presidente. Voos para reuniões com empresários custaram R$ 899 mil e palestras e outros eventos, R$ 843,6 mil.

OUTRO LADO

Procurado há duas semanas, o governo de PE não se manifestou sobre os empréstimos de aeronaves. A assessoria da Assembleia afirmou que o presidente da Casa, Guilherme Uchoa (PDT), tem direito a usar aeronave custeada pelo governo por ser "chefe do Poder Legislativo".

Procurados, os deputados Mendonça Filho e Augusto Coutinho confirmaram o uso das aeronaves: "Os familiares encontravam-se em São Paulo e foram trazidos à noite para o início do velório na Assembleia Legislativa de Pernambuco", disse Coutinho.

Sobre o uso de jatinhos por Campos, o governo alega que algumas agendas exigem a presença em prazos curtos.

Rede Ky: Marina quer enfiar no seu Itaú in Natura

Filed under: Banco Itaú,Empreendedorismo,Marina Silva,Natura — Gilmar Crestani @ 9:36 am
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Projeto de Marina, afinal, é político ou empresarial?

Edição 247/Fotos: Divulgação/Reprodução:

Cada vez mais difícil distinguir a diferença entre sonho presidencial da ex-ministra Marina Silva e os interesses de grandes grupos econômicos ligados a ela; Banco Itaú, da amiga, apoiadora e financiadora Neca Setubal muda nome de seus cartões de crédito para que passem a se chamar, exatamente, Rede, jogando o Card fora; ex-vice de Marina em 2010, Guilherme Leal alinha a sua Natura, maior fabricante nacional de cosméticos, na mesma toada: agora existe o Rede Natura a atar vendedoras e compradoras de seus produtos; essa estratégia de vulgarização da marca e associação do Rede a produtos e arranjos comerciais é mesmo boa para a política e os negócios? Ou finda por dar, como indica o grafismo do Rede (nesse caso, o cartão de crédito), um nó na cabeça do eleitor?

25 de Outubro de 2013 às 12:09

247 – Enredada entre dois grandes pesos pesados do capitalismo brasileiro, a presidenciável Marina Silva está permitindo, na prática, que a marca que ela criou e empolgou a sua militância se vulgarize.

Não se sabe, porém, até que ponto isso pode funcionar a favor dela – ou, ao contrário, acarretar um desgaste para a sua imagem pessoal e, também, para o partido que ela ainda quer criar.

Rede, neste momento, além de ser o nome da organização embrionária, também virou marca de cartão de crédito e de uma estratégia de vendas de cosméticos e produtos de higiene pessoal.

O Banco Itaú, do qual a amiga, apoiadora e financiadora de Marina, Neca Setúbal, é uma as principais herdeiras, mudou uma bandeira histórica dos cartões de crédito que administra para que passasse a ser, exatamente, tal qual a marca criada em torno da presidenciável. Os marqueteiros do Itaú jogaram fora o ‘Card’ e adotaram apenas o ‘Rede’ para, doravante, venderem seus cartões a mais e mais clientes.

A novidade foi anunciada em publicidades de páginas inteiras nos jornais de papel da mídia tradicional: Redecard agora é Rede.

E não é só. O que poderia, com boa vontade, ser chamado de coincidência singular, dobrou de tamanho.

Ex-candidato a vice de Marina em 2010, quando dedicou de sua fortuna pessoal mais de R$ 3 milhões para a campanha da parceira política, o empresário Guilherme Leal resolveu criar o Rede Natura. Trata-se de uma estratégia comercial para vender os produtos de sua linha de produção por meio de vendedoras em todo o País, que passam a estar conectadas por essa Rede de comunicação comercial.

É bonito isso?

Pode ser, de acordo com o ponto de vista. Certamente os marqueteiros do Itaú não desconsideraram o fato de que trocar a conhecida marca Redecard pela nova Rede associaria o cartão de crédito da instituição à figura política que, dia sim, dia sim, frequenta e estará presente nas páginas do noticiário político até, pelos menos, as eleições de 2014.

O bilionário Leal, igualmente, com certeza considerou vantajoso para seus negócios ter um board de coordenação de vendedoras com a marca que todas, é claro, sabem que têm tudo a ver, mercadologicamente falando, com a singela Marina.

Mas e para a presidenciável? Ter a marca de seu embrião de partido associada diretamente a tantos interesses econômicos é mesmo positivo? Não desponta, de imediato, um conflito entre seu projeto político e estratégias empresariais que, sem qualquer sutileza, se aproveitam diretamente da nuvem de milhões de pessoas que acreditam no discurso da própria Marina? Aquele discurso de um mundo melhor, mais sustentável, mais humano? A construção do paraíso na terra prometido por Marina passa, então, pelo uso de cartões de crédito Rede e cosméticos Rede, é isso?

Se, amanhã, alguma companhia quiser lançar uma cerveja PT, o Partido dos Trabalhadores vai aceitar ver sua marca de 30 anos virar cevada e espuma?

Uma alfaiataria Tucanos, por exemplo, remetendo diretamente as roupas bem cortadas dos próceres do partido faria mais bem ou mal à vintenária marca do PSDB?

Pode ser uma boa ideia para o deputado Paulinho da Força licenciar a marca Solidariedade – do partido que ele acaba de criar -  para um fabricante de bonés e camisetas ao gosto de sindicalistas?

São perguntas que se colocam a partir da associação entre o Rede, embrião de partido político, e o Rede cartão de crédito e o Rede articulação de vendedoras e simpatizantes da Natura.

Pode, é claro, dar certo. Mas dar certo para quem mesmo?

Abaixo, a respeito do mesmo assunto, comentário do jornalista Luís Nassif, do site Dinheiro Vivo:

Itaú, Natura e Marina, com a mesma imagem

sex, 25/10/2013 – 07:15 – Atualizado em 25/10/2013 – 08:05

Luis Nassif

Recentemente, a Natura lançou campanha enaltecendo suas consultoras. No anúncio, realçava a palavra “rede” e a consultora apresentada tinha semelhança física com Marina Silva.

Esta semana, o Itaú mudou o nome da Redecard – sua operadora de cartão de crédito – para apenas Rede. “Rede remete à tecnologia, agilidade e modernidade ao mesmo tempo que cria para a marca uma personalidade jovem e conectada. Uma Rede que conecta pessoas e empresas, mudando a experiência de consumo”, explicou o release do banco.

O site da Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, apregoa: “Rede é participação e acesso, é conexão entre pessoas. Com o registro da #Rede, começam processos inovadores de participação cidadã. Conecte-se”.

***

Não por coincidência, Itaú e Natura estão entre os principais apoiadores da candidatura Marina Silva.

Trata-se de uma das mais ousadas e arriscadas experiências de marketing: o investimento pesado no sentido de rede, provocando um imbricamento entre a imagem das empresas e de uma candidatura política.

***

Historicamente, poucos banqueiros ousaram participar diretamente do jogo político. E nenhum arriscou a misturar imagens de forma tão ostensiva.

Projeto de Marina, afinal, é político ou empresarial? | Brasil 24/7

13/10/2013

In natura: Marina caiu d(n)a Rede Itaú!

Filed under: Alfredo Sirkis,Banco Itaú,Marina Silva — Gilmar Crestani @ 10:32 am
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Li toda a entrevista mas me chamou atenção algo que passou desapercebido a quem a entrevistou. Marina diz, textualmente, que “descartamos por conta própria 220 mil assinaturas”. Explique-me, quem puder, por que alguém descartaria, “por conta própria”, “220 mil assinaturas”? Se pelo critério da parte mais interessada, 220 mil eram fraudes, porque o órgão especialista não poderia ter encontrado mais 95 mil falsificações? O Itaú pode atropelar o Unibanco, mas o TSE é um pouco maior do que uma banco, e os cartórios não são agências bancárias.

A patética entrevista de Marina à CartaCapital

Uma vergonha que uma pessoa com essa cara de pau e despreparo seja a segunda colocada nas pesquisas. Isso é só um aperitivo, tem muito mais na CartaCapital, mas não recomendo para ninguém.

CartaCapital: A decisão de se filiar ao PSB foi exclusiva da senhora, como afirmou o deputado Alfredo Sirkis, seu aliado?

Marina Silva: Depois da negativa do Tribunal Superior Eleitoral, motivada pela inércia dos cartórios, nós da Rede Sustentabilidade tínhamos de buscar um novo caminho. Havia tanta convicção da obtenção do registro do partido que a gente não tinha um plano B. Coletamos 910 mil assinaturas. Fizemos um trabalho criterioso, descartamos por conta própria 220 mil assinaturas. Encaminhamos 668 mil para os cartórios. Mas em função de uma série de razões que eu espero, um dia, possam ser esclarecidas, foram anuladas 140 mil assinaturas. Destas, 95 mil foram invalidadas sem nenhuma justificação.

SQN

Marina Alice Setúbal da Silva, estafeta

Filed under: Banco Itaú,Marina Silva,Marionetes — Gilmar Crestani @ 9:55 am
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aroeira3

Os furos e as revelações da carta aberta da Rede

13 de outubro de 2013 | 07:24

A Rede Sustentabilidade, essa legenda que se tornou meio fantasma, espécie de facção dentro do PSB, voltou a emitir sinais de vida nos últimos dias. Mas tão discretamente que ninguém repercutiu. A cúpula da Rede soltou, na sexta-feira à noite, uma carta aberta para “repor a verdade” sobre as declarações de Marina Silva feitas à imprensa logo após o anúncio de sua adesão ao projeto presidencial de Eduardo Campos.

Novamente, é curioso que os conteúdos da Rede, legenda que é vista como o novo “fenômeno” das redes sociais, sejam um fiasco tão grande em termos de repercussão na internet. Quase ninguém comenta ou curte. Não juntariam meia dúzia na Praça Tahir…

Entretanto, o remendo ficou pior que o soneto. Em primeiro lugar, não dá para entender nada. Nunca vi uma coisa tão melancolicamente confusa na minha vida. E olha que demoraram uma semana inteira para escrever a carta!

Mas é interessante analisar o texto, porque se pode ler várias coisas em suas entrelinhas. Meus comentários vão intercalados entre colchetes, em negrito. Vamos lá.

*

Sentimos a obrigação de nos manifestar para repor a verdade

By Rede Sustentabilidade, 11 de outubro de 2013

Carta Aberta sobre a matéria “Marina diz que quer acabar com a hegemonia e o chavismo do PT na presidência da República”

Nós, abaixo-assinados, que participamos da reunião relatada nesta matéria, publicada pelo Globo On Line no dia 05 de outubro vimos a público para repor a verdade. O relato que fizeram para os jornalistas é totalmente fantasioso. Os diálogos publicados nunca existiram e os fatos estão completamente distorcidos.

As distorções começam pelo relato da comunicação inicial da Marina de que seria candidata a vice na chapa presidencial de Eduardo Campos. Marina comunicou uma coligação programática da Rede com o PSB, onde este partido reconheceria a Rede como um partido de fato e ofereceria a possibilidade de filiações democráticas e transitórias a integrantes da Rede que quisessem se candidatar. Comunicou que ela se filiaria nessas condições e que reconhecia a candidatura de Eduardo Campos, mas seu papel seria discutido posteriormente podendo até ser vice na chapa.

[O primeiro parágrafo fala em "distorções", para em seguida confirmar o teor das matérias publicadas na imprensa. Observe o final do parágrafo:

Comunicou que ela se filiaria nessas condições e que reconhecia a candidatura de Eduardo Campos, mas seu papel seria discutido posteriormente podendo até ser vice na chapa.

"Podendo até ser vice".

Os membros da Rede deveriam ler mais os blogs "sujos" para saber o que é distorção de verdade. Perdoem-me a expressão, mas essa carta é uma frescura sem limite, e desnecessária, porque antes confirma tudo que foi dito pela imprensa. A distorção, se houve, foi pequena e no sentido de ajudar Marina.]

A reunião durou mais de 4 horas, Marina falou nos primeiros 30 a 40 minutos e ouviu o resto do tempo. Ela não poderia ter relatado sua conversa com Eduardo Campos por telefone, pois ambos conversaram pessoalmente em encontro marcado por outros interlocutores. Não precisaria desta carta, assinada pelas pessoas que participaram da reunião, para que as pessoas minimamente informadas duvidassem de um diálogo por telefone em que Marina diz abruptamente ao governador de Estado e candidato a presidente da República que vai ser sua vice e vai se filiar ao partido que preside, sem qualquer introdução, discussão do momento político ou contextualização. Na reunião de que todos nós participamos, não houve relato de conversa nos termos publicados na matéria.

[Este parágrafo é inteligível. Melhor deixarem o redator dormir um pouco e tentar de novo pela manhã.]

As distorções continuam com a afirmação de que Pedro Ivo estava por fora do acordo. A reunião aconteceu logo após o encontro de Marina com Eduardo Campos, em que tiveram presentes Walter Feldman, Bazileu Margarido, Sergio Xavier e … Pedro Ivo. Era impossível ele estar por fora. Ele conhecia e se manifestou na reunião favoravelmente ao acordo, ao contrário do questionamento que foi descrito na matéria. Outro fato descrito aos jornalistas que inexistiu.

[Este parágrafo é um cafuné no Pedro Ivo. Como se alguém desse bola para Pedro Ivo, ou soubesse quem ele é.]

Marina não disse que estava sem alternativa, mas que estava segura de que essa era a melhor alternativa. Argumentou sobre os prós e contras das demais alternativas, que são de conhecimento público, como não ser candidata ou ser candidata a presidente por um dos 7 ou 8 partidos que ofereceram legenda. Houve reação diversa. Muitos ficaram contra, como diz a matéria, mas muitos foram a favor. Houve um debate político profundo e não uma imposição primária que não condiz com a riqueza de posicionamentos que todos nós participamos.

[Só confirma o dito pela imprensa. A expressão "Debate político profundo…" é novo sinônimo de "conversa pra boi dormir"…]

Por fim, o relato feito aos jornalistas tira do contexto e distorce as palavras de Marina em relação ao PT e ao chavismo. Marina disse realmente que seu projeto não era ser presidente da República, mas discutir uma agenda para o Brasil. Ela se referiu, sim, ao chavismo, mas num contexto de uma candidatura que havia sido cassada (a dela) e outra que sofre pressões públicas para desistir (do Eduardo Campos). Não é segredo a tentativa do governo de reduzir as alternativas de escolha da sociedade pela manipulação de falsas polarizações, uma das características marcantes do chavismo. Não houve comparação ao chavismo em relação a questões econômicas, de relações internacionais ou de supressão das liberdades individuais, por exemplo, mas apenas de estratégia de polarização política.

[Confirma que ela se referiu ao chavismo. Quanto ao "contexto", aí é para morrer de rir. Marina Silva agora, toda vez que falar à imprensa, terá que distribuir um livretinho com notas explicativas sobre o "contexto" de cada expressão usada. Alguém deveria sugerir aos membros da Rede assistirem à série House of Cards, da Netflix. Lá, aprenderia com o personagem de Kevin Spacey que, em política, se você precisa se explicar, já perdeu a batalha de opinião. No caso em questão, nem se trata de batalha. Ela tinha a mídia toda a favor, e ainda assim vem reclamar de distorção? E por causa de firulas totalmente insignificantes? Marina está me saindo muito pior que Chávez, porque este reclamava da imprensa com motivos reais: tentaram lhe dar golpe, e lhe xingavam dia e noite. Marina reclama da imprensa que lhe bajula.

A Rede confirma que Marina falou em chavismo. E num "contexto" ainda mais ofensivo do que o ventilado pela imprensa. Era melhor nem vir com essa explicação ridícula. Ninguém na imprensa ou na rede, interpretou o "chavismo" de Marina como isso ou aquilo, mas simplesmente como uma grosseria política, um cacoete semântico de uma pessoa de direita.]

Sentimos a obrigação de nos manifestar para repor a verdade e afastar completamente uma versão contada de forma enviesada, distorcida, por que não dizer, cheia de mágoas e de má fé.

[Mágoas, má fé? Por parte da Globo ou da fonte da matéria? Nunca vi uma explicação tão obscura, que confunde muito mais que explica.]

André Lima
Bazileu Margarido
Eduardo Rombauer
Fabio Vaz de Lima
Joyce
Iara Vicente
Marcela Moraes
Maria Alice Setubal
Martiniano Cavalcante
Miro Teixeira
Pedro Ivo Batista
Pedro Piccolo
Reguffe
Ricardo Young
Roberto Leandro
Walter Feldman

Por Rede Sustentabilidade

[Hum… A presença da herdeira do Itaú, Maria Alice Setúbal, nesta reunião, comprova que, com certeza, foi mesmo um "debate político profundo". A Rede de fato inaugura um novo "fazer político". Acabou a hipocrisia. Agora os patrocinadores de campanha participam diretamente das reuniões de cúpula. Seria interessante ver essa moda pegar. A reunião de cúpula do PSDB, por exemplo, poderia chamar um representante de alguma petroleira americana (Chevron?) interessada na privatização da Petrobrás para participar dos debates políticos "profundos" do partido.]

Por: Miguel do Rosário

Os furos e as revelações da carta aberta da Rede | TIJOLAÇO

11/10/2013

Bio grafite da verde oliva

Filed under: Camicia Nera,Integralistas,Marina Silva,Plínio Salgado,PS(d)B — Gilmar Crestani @ 9:04 am
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A Itália de Mussolini vestiu os balilla de “camicia nera”. Marina quer vestir os “coxinas” com as camisas-verdes da Ação Integralista de Plínio Salgado. Ela mesma já veste “nero” su bianco… Se Wanerley estiver certo, Marina fará do PSB uma Guernica política…

Wanderley: Blablá empurra Dudu para a Direita de Cerra

“Marina pintou-se com as cores da reação (…). Abandonando a retórica melíflua a ex-senadora revela afinal a coerência entre suas posições políticas e as sociais”


O professor Wanderley Guilherme dos Santos retorna, com brilho intenso, ao Cafezinho, o blog que não se cansa de perguntar à Globo Overseas: cadê o DARF ?

Marina, você se pintou

Por Wanderley Guilherme dos Santos
Em 48 horas de fulminante trajetória a ex-senadora Marina Silva provocou inesperados solavancos no panorama das eleições em 2014. Renegando o que há meses dizia professar aderiu ao sistema partidário que está aí, mencionou haver abrigado o PSB como Plano C, sem mencioná-lo a desapontados seguidores, e declarou guerra a um suposto chavismo petista. De quebra, prometeu enterrar a aniversariante república criada pela Constituição de 88, desprezando-a por ser “velha”. Haja água benta para tanta presunção.
Marina e seguidores não consideravam incoerente denunciar o excessivo número de legendas partidárias e ao mesmo tempo propor a criação de mais uma. Ademais, personalizada. O “Rede” sempre foi, e é, uma espécie de grife monopolizada pela ex-senadora. Faltando o registro legal, cada um tratou de si, segundo o depoimento de Alfredo Sirkis. Inclusive a própria Marina. Disse que informou por telefone ao governador Eduardo Campos que ingressaria no Partido Socialista Brasileiro para ser sua candidata a vice- presidente. Ainda segundo declaração de Marina, o governador ficou, inicialmente, mudo. Não era para menos. Em sua estratégia pública, Eduardo Campos nunca admitiu ser um potencial candidato à Presidência, deixando caminhos abertos a composições. Eis que, não mais que de repente, o governador é declarado candidato por sua auto-indicada companheira de chapa. Sorrindo embora, custa acreditar que Eduardo Campos esteja feliz com o papel subordinado que lhe coube no espetáculo precipitado pela ex-senadora.
Há mais. Não obstante a crítica às infidelidades de que padecem os partidos
que aí estão, Marina confessou sem meias palavras que ingressava no PSB, mas não era PSB, era “Rede”, e seria “Rede” dentro do PSB. Plagiando o estranho humor da ex-senadora, o “Rede” passava a ser, dali em diante, não o primeira partido clandestino da democracia, mas o primeiro clandestino confesso do Partido Socialista Brasileiro. Não deixa de ser compatível com a sutil ordem de preferência de Marina Silva. Em primeiro lugar vinha a criação da Rede, depois a pressão para que a legenda fosse isenta de exigências fundamentais para a constituição de um partido conforme manda a lei e, por fim, aceitar uma das legendas declaradamente à disposição.
Decidiu-se por uma quarta opção e impor-se a uma legenda que não é de conhecimento público lhe tenha sido oferecida. Enquanto políticos trocam de legenda para não se comprometerem com facções, a ex-senadora fez aberta propaganda de como se desmoraliza um partido: ingressar nele para criar uma facção. Deslealdade com companheiros de percurso, ultimatos e sabotagem de instituições estabelecidas (no caso, o PSB), não parecem comportamentos recomendáveis a quem se apresenta como regeneradora dos hábitos políticos.
O campo das oposições vai enfrentar momentosas batalhas. Adotando o reconhecido mote da direita de que o Partido dos Trabalhadores constitui uma ameaça “chavista”, Marina pintou-se com as cores da reação, as mesmas que usa em suas preferências sociais: contra o aborto legal, contra o reconhecimento das relações homoafetivas, contra as pesquisas com células tronco, enfim, contra todos os movimentos de progresso ou de remoção de preconceitos. Abandonando a retórica melíflua a ex-senadora revela afinal a coerência entre suas posições políticas e as sociais. Empurrou o PSB para a direita de Aécio Neves, a um passo de José Serra. É onde Eduardo Campos vai estar, queira ou não, liderado por Marina Silva. As oposições marcham para explosivo confronto interno pelo privilégio de representar o conservadorismo obscurantista.

Wanderley: Blablá empurra Dudu para a Direita de Cerra | Conversa Afiada

PS(d)B

Filed under: PS(d)B — Gilmar Crestani @ 7:54 am
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A diferença entre o PSB e o PSDB é que a democracia ficou em letras ainda menores, quase imperceptível. Na calada da noite, Eduardo e Marina, sem qualquer contato com seus pares, selam acordo. A complacência só comprova o efeito manada dos ratos que fogem do barco do PSDB para embarcar na ratoeira armada por Eduardo e Marina. Qualquer semelhança com Os Ratos, do Dyonélio Machado, não é mera coincidência. Seria interessante saber a opinião de Marina e Eduardo sobre os roedores do propinoduto da Alstom e da Siemens…

PSB pode romper com Alckmin, diz Feldman

Principal aliado de Marina em São Paulo, ex-tucano afirma que aliança pode lançar chapa ao governo de SP em 2014

Antes da filiação da ex-senadora, seção paulista do partido caminhava para apoiar a reeleição do tucano

RANIER BRAGONDE BRASÍLIA

Principal aliado de Marina Silva na costura do acordo com Eduardo Campos, o deputado federal Walter Feldman diz que inicia hoje a negociação com o PSB para o possível lançamento de uma chapa ao governo de São Paulo contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o ministro Alexandre Padilha (PT).

"Do ponto de vista teórico, hoje Rede e PSB, leia-se Eduardo e Marina, constituem uma terceira via para Brasil, consistente, competitiva. Sendo São Paulo o Estado que é, é evidente que tem que haver uma avaliação dessa dimensão no Estado", diz.

Fundador do PSDB, partido que abandonou na semana passada para, ao lado de Marina, ingressar no PSB após o fracasso da criação da Rede Sustentabilidade, ele fala até em renunciar ao mandato de deputado federal que conseguiu pelo PSDB caso assuma posição de antagonismo eleitoral ao partido.

Hoje ele se reúne com o deputado Márcio França, presidente da seção paulista do PSB, que antes do acordo com Marina Svila caminhava para apoiar a reeleição de Geraldo Alckmin.

Folha – O sr. pretende se candidatar ao governo de São Paulo contra o Alckmin?
Walter Feldman – Eu sei que o Eduardo e a Marina têm conversado um pouco sobre as candidaturas regionais. E, quando falam em candidatura em São Paulo, é natural o meu nome aparecer. Eu estou ali, sou político, e participamos de todo o processo. Agora, não conversei ainda nada sobre isso com o Márcio França. Não poderia dizer uma coisa qualquer que não passasse pelo Márcio.

A própria Marina disse que o sr. é um possível candidato ao governo.
Não nego que já conversamos, ela me perguntou o que eu achava e eu aí disse a ela que achava bom que a gente começasse a conversar sobre isso depois da criação da Rede.

O sr. sente algum constrangimento em eventualmente disputar contra seu ex-partido e seu governador?
A minha relação com o Alckmin é muito tranquila porque ela é muita sincera. Eu já fui presidente da Assembleia na gestão do Alckmin, assumi o governo no Estado na licença dele, mas nós também já divergimos. Em 2008 discordei intensamente da decisão dele de sair candidato [a prefeito de São Paulo, contra vontade de boa parte da sigla, que apoiava a reeleição de Gilberto Kassab]. A única coisa que sinceramente me incomoda é que, em uma posição antagônica, eu tenha que manter o meu mandato. Isso me constrange. Eu reconheço que o mandato que hoje eu tenho no PSB é um mandato do PSDB.

A tendência da Rede e do PSB é ter uma candidatura própria?
Eu prefiro falar do ponto de vista teórico. Hoje Rede e PSB, leia-se Eduardo e Marina, constituem uma terceira via para Brasil, consistente, competitiva. Sendo São Paulo o Estado que é, é evidente que tem que haver uma avaliação dessa dimensão no Estado. Evidente que o caminho que estava sendo trilhado antes dessa aliança [apoio a Alckmin] tem que ser aprofundado, refletido.

10/10/2013

Marina Silva vai limpar o PSB

Filed under: Eduardo Campos,Marina Silva — Gilmar Crestani @ 9:36 am
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Tudo indica que Marina Silva está predestinada a oxigenar o PSB. Abrirá portas com dois objetivos: permitir a entrada de ar limpo, e jogar porta afora socialistas históricos, como Ronaldo Caiado e a famiglia Bornhausen. A aliança serviu pelo menos para sabermos que Marina continua verde e o PSB apodreceu antes de ficar maduro.  Veja esta frase da Marina: "Para nós, não interessa agora ficar discutindo as posições.” Nada de papai-mamãe, a dis puta entre cavalgados e cavalgaduras. Como escreveu o hilário José Simão, “a Marina teve ataque alérgico em plena lua de mel. Por isso que o Eduardo Campos tem aquele olho esbugalhado!” Eduardo Campos não conhece o ditado gaúcho, que se deve saber o lado de montar e o lado de laçar, aí deu a lógica. Foi montado. Seus olhos esbugalhados dizem tudo…

JANIO DE FREITAS

O não dito pelo dito

A frase ‘nós dois somos possibilidades’, emitida por Marina, atinge Eduardo Campos pelas costas

A frase "nós dois somos possibilidades e sabemos disso", emitida por Marina Silva, é a precipitação talvez involuntária, mas certamente sincera e sem dúvida verdadeira, de um desmentido que atinge Eduardo Campos e sua candidatura pelas costas.

É clara e objetiva a admissão de candidatura própria na frase de Marina Silva, recolhida por Ranier Bragon e Matheus Leitão (Folha de ontem). Frase que não ficou contida por mais do que umas 24 horas após a revelação, pelo intermediário da entrada de Marina Silva no PSB, de que Eduardo Campos recebeu com resistência a proposta de adesão, preocupado em salvaguardar sua candidatura. Argumentou que não poderia retirá-la, e perguntou: "Vou ser constrangido?" [a retirá-la].

Resposta contada aos mesmos repórteres pelo próprio interlocutor de Eduardo Campos, deputado Walter Feldman: "Eu disse: A Marina pretende te apoiar, você não será constrangido a retirar sua candidatura, queremos uma aliança programática. Estamos no seu projeto".

Em texto dos dois entrevistadores: "Segundo relato do deputado, ele disse ao governador que Marina não tinha essa intenção [JF: de ser a candidata à Presidência] e que pretendia (mesmo com 26% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha) apoiar o pessebista, com apenas 8%".

Ainda na relato de Feldman, Eduardo Campos relutou ante a sugestão de um encontro com Marina Silva, temeroso de desgaste se a conversa fracassasse. Por fim concordou, foi encontrá-la em Brasília, e nenhuma candidatura esteve sob condição.

Mas está. Desde já. Ou, quem sabe, desde antes. Eis o trecho todo nas palavras de Marina Silva:

"Para nós, não interessa agora ficar discutindo as posições. Nós dois somos possibilidades e sabemos disso. Que possibilidade seremos, o processo irá dizer e estamos abertos a esse processo".

Bem nítido: "Não interessa [discutir] AGORA", o mesmo que dizer da expectativa já existente de discutir a questão adiante. Quando? Não será Eduardo Campos a ter a palavra a respeito. Nem será o PSB que a decidir. "O processo irá dizer." E, mais do que falar por si, Marina se permite falar pelo próprio Campos: "ESTAMOS abertos a esse processo".

O oposto do assegurado a Eduardo Campos, como relatado por seu interlocutor, intermediário de Marina Silva e testemunha do encontro, Walter Feldman, que deixou o PSDB para acompanhar sua líder no projeto via PSB.

A situação de Eduardo Campos não deixa de ter graça. Ele começa a mostrar-se a verdadeira Dilma Rousseff imaginada nas tantas loas à jogada "brilhante e inovadora" de Marina Silva ao incorporar-se à candidatura do PSB, contra a da presidente à reeleição. Ao menos desde ontem pela manhã, quando publicada a entrevista de sua nova associada, Eduardo Campos só pode ser um exemplo de apreensão. Mas sorridente, muito sorridente. Obrigado a sorrir, a repetir-se feliz com o acordo e, claro, absolutamente confiante no apoio de Marina. E, quanto mais se mostre assim, mais será o contrário.

Até por uma possível dor nas costas.

08/10/2013

Com Bornhausen e Caiado, Campos quer “resgatar a esperança”

Filed under: Eduardo Campos,Jorge Bornhausen,Marina Silva,Ronaldo Caiado — Gilmar Crestani @ 7:37 am
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Herr BornhausenCom o resgate de socialistas históricos que num gueto no DEMo, o Partido Socialista Brasileiro pretende resgar a esperança, seja lá o que isso seja. Só não se sabe se será a esperança de alguém fugindo de Auschwitz ou de alguém entrando num Kibutz. Um Kibutz verde da Marina, com nabo e banana pra todo mundo, ou algo caro às memórias de Herr Bornhausen. De qualquer modo, o feitor será sempre Ronaldo Caiado por fora, capitão-de-mato por dentro. Marina será sempre alguém atrás do dízimo, que ninguém é de ferro e um vestido longo sempre é mais caro que uma minissaia.

Então ficamos assim: esperança de resgatar a reforma agrária com Ronaldo Caiado, a esperança de mais liberdade religiosa e de uniões civis com a evangélica Marina Silva, e seu religioso e constante ódio ao PT, o socialismo selvagem da famiglia Bornhausen e as escolas públicas da privada do égua madrinha.

É preciso resgatar a esperança, diz presidente do PSB

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, NO RECIFE

Dois dias depois de ter filiado Marina Silva ao seu partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), afirmou que o país merece ter uma opção que "resgate a esperança".

"No fundamental, nós [eu e Marina] estamos de acordo que o Brasil merece ter uma opção que resgate a esperança, a leveza na política, os valores, a ética e o compromisso com o povo e a sustentabilidade", disse Campos ontem no Recife.

O governador reconheceu a existência de divergências entre as duas legendas.

"Nós fizemos uma aliança programática, e nós reconhecemos as diferenças que temos. Tanto é que somos dois partidos. Um com 60 anos e um com um ano, recém-criado. Vamos aprender um com o outro. Para o PSB, é muito importante essa convivência com a Rede."

Questionado sobre como o PSB receberá a ex-senadora –que evita tratar de temas como o casamento gay ou o aborto–, Campos minimizou as discordâncias: "Queremos reforçar a nossa identidade, que é construir a nova política", declarou.

06/10/2013

Balaio de gatos é o “novo na política”

Filed under: Eduardo Campos,Heráclito Fortes,Marina Silva,PSB — Gilmar Crestani @ 9:16 am
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Os nomes que vão combater o “chavismo” já começaram a aparecer. Walter Feldmann(ex-PSDB), notório capacho de Serra e FHC, Bornhausen(ex-DEM) que dispensa apresentações, Heráclito Fortes (ex-DEM), o homem de Dantas na política. Aliás, são “Fortes” os argumentos desta união da Marina com Heráclitores no combate ao chavismo: “Telegrama obtido pelo WikiLeaks aponta que o senador Heráclito Fortes sugeriu que o governo norte-americano estimulasse a produção de armas no Brasil para conter supostas ameaças de Venezuela, Irã e Rússia. Em correspondência assinada pelo então embaixador americano Clifford Sobel”. Assim, Marina Silva e suas ONGs que defendem interesses norte-americanos na Amazônia se soma a outro capacho dos interesses do Tio Sam. Com Marina Silva e Heráclitoris juntos, ficam dispensados os espiões da CIA. Terão tudo em primeira mão e em papel timbrado e assinado, “com subserviência, mister Sam”. Marina se soma ao balaio dos ressentidos movida pelo mesmo ódio das velhas senhoras da Globo.

"Podemos fazer alianças pontuais. Não precisamos eliminar sonhos. Mas é preciso que fique claro que somos diferentes", afirmou Marina sobre a nova sigla REDE. E depois esta outra: “Não tenho plano B. Meu partido é a Rede ou a Rede”. E há quem afirme que Marina é o novo na política…

Marina diz que foi vítima de ‘chavismo’

Em reunião antes de se filiar ao PSB, ex-senadora acusou PT de táticas semelhantes à do líder venezuelano

Chamada de "plano C", aliança com Campos foi articulada pelo deputado paulista Márcio França (PSB)

DE BRASÍLIA

Na longa reunião em que comunicou a seus aliados a disposição de ingressar no PSB, Marina Silva centrou críticas no PT e no governo, dizendo haver risco de instalação no país do estilo político do presidente venezuelano Hugo Chávez, morto em março, acusado por seus críticos de perseguição contra a oposição e a imprensa.

No encontro ocorrido em sua casa, e que só terminou por volta das 5h de ontem, Marina disse que sua Rede Sustentabilidade foi vítima de "chavismo", pela tentativa de aprovação no Congresso de projeto que sufocava as novas legendas e pelo alto índice de rejeição de assinaturas de apoio ao partido em cartórios como o do ABC Paulista, reduto do PT.

"O aparelhamento do Estado e das instituições pelo PT é insuportável. O caso da Venezuela é um populismo autoritário com inspiração militarista, aqui esse fenômeno é mais sofisticado", disse o vereador paulistano Ricardo Young (PPS), um dos presentes à reunião.

Questionada em coletiva de imprensa sobre o uso da expressão, Marina afirmou que "houve um esforço para inviabilizar" o seu partido.

"Há, no país, uma tentativa, de forma casuística, de eliminar uma força política que legitimamente tem o direito de se constituir como um partido político. Vejo um risco de aviltamento da nossa democracia".

No encontro com os aliados, Marina disse ainda que o PT comemorava ter "abatido ainda na pista" o "avião" da Rede. Essa reunião foi realizada logo após o encontro em que ela selou o acordo com o governador Eduardo Campos (PSB-PE).

PLANO C

"Você inventou isso. Agora, venha para cá urgentemente cuidar disso", avisou, entre tenso e feliz, Campos ao deputado federal Márcio França (PSB-SP) na madrugada da última sexta-feira.

O paulista foi o idealizador da articulação que culminou na filiação de Marina.

França travou as negociações com o deputado Walter Feldman, que deixou o PSDB e ontem também se filiou ao PSB, e que é um dos principais operadores de Marina.

"Acreditávamos que a candidatura do Eduardo só aconteceria mais para frente, e seria necessário sangue frio para esperar. Com a filiação, vai se antecipar muito e ele só ganha com isso", disse França.

Marina apresentou outra versão para a gênese do acordo, dizendo que ela teve a ideia de procurar Campos na reunião com os aliados logo após a sessão do Tribunal Superior Eleitoral que rejeitou a criação da Rede, na quinta.

Segundo ela, como todos falavam em plano A (a criação da Rede) e em plano B (sair candidata a presidente por outro partido), ela começou a bolar o "plano C" –"plano Eduardo Campos".

"Ninguém teria coragem de propor a uma candidata com 26% das intenções de voto que ela desistisse de sua candidatura à Presidência para apoiar um outro candidato. Essa é uma iniciativa que só ela teria a capacidade de colocar na mesa", afirmou o deputado Alfredo Sirkis (RJ), que também ingressou no PSB.

(RANIER BRAGON, NATUZA NERY e DIMMI AMORA)

24/09/2013

“Balaio de gatos” agora se chama “flexibilização”

Filed under: Marina Silva,REDE — Gilmar Crestani @ 8:11 am
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Rede flexibiliza as adesões, mas quer barrar ruralistas

DE BRASÍLIADE SÃO PAULO

Com dificuldades para conseguir a tempo sua aprovação na Justiça Eleitoral, o partido da ex-senadora Marina Silva decidiu flexibilizar as regras de filiação como forma de facilitar o ingresso de candidatos às eleições de 2014.

Antes a Rede Sustentabilidade prometia submeter todos os pedidos a um processo de triagem para barrar filiações polêmicas e que não fossem consideradas "programáticas".

Resolução aprovada no fim de semana, entretanto, libera as adesões até o dia 5, prazo limite para ingresso no partido daqueles que pretendem concorrer nas eleições de 2014.

A análise dessas filiações será feita depois, segundo a Rede. O partido nega recuo, dizendo que a medida se justifica pelo pouco tempo hábil para viabilizar os registros de pré-candidatos para 2014.

Ao todo, o partido diz ter reunido cerca de 2.000 pré-filiações. Apesar de não ter obtido as 492 mil assinaturas de apoio necessárias para sua criação, a Rede pedirá ao TSE a aprovação de seu registro sob o argumento de que os cartórios eleitorais recusaram 95 mil assinaturas sem apresentar justificativas para isso.

Na noite de ontem, a relatora do processo na Rede no tribunal, Laurita Vaz, determinou que a Secretaria Judiciária do tribunal faça em cinco dias a contagem das assinaturas de apoio apresentadas. A decisão atende a pedido do Ministério Público.

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