Ficha Corrida

16/08/2015

A ração que alimenta nossos vira-latas

Filed under: Arapongagem made in USA,EUA,ONU,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 10:30 am
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eua vergonhaNinguém tem o direito de recusar esta obviedade, os EUA estão por trás de todos os movimentos anti-democráticos brasileiros. Nestes dias, Equador, Venezuela e Brasil estão, como publicou hoje o jornal argentino Pagina12, na mira dos interesses imperialistas norte-americanos. Não é só a Petrobrás, que o José Serra, para se viabilizar junto aos ianques, já ofereceu à Chevron.

Um governo ventríloquo, como foi FHC, seria uma bênção. Não é mera coincidência, por isso, que um dos principais agentes de desestabilização política na América Latina, Arturo Valenzuela, tenha recebido espaço hoje na Folha. E veja, só o título com que ele começa a peroração: Venezuela precisa ter observadores para as eleições. Logo os EUA que fraudaram as eleições para George W. Bush, na Flórida, no ano 2000.

EUA espionaram ONU com apoio de tele

Gigante de telecomunicações AT&T ajudou agência de segurança a interceptar todos os e-mails das Nações Unidas

Por meio de diferentes métodos, companhia deu a órgão dos EUA acesso a trilhões de e-mails de sua rede

JULIA ANGWINJEFF LARSONDO "THE NEW YORK TIMES"

A habilidade da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) em espionar vastas quantidades de tráfico de internet no país teve como apoio a extraordinária parceria de décadas com uma única companhia: a gigante de telecomunicação AT&T.

Entre outras ações, a companhia deu assistência técnica para que fosse aplicada ordem de uma corte secreta que permitiu que fossem interceptadas todas as comunicações de internet na sede da ONU, um cliente da AT&T.

Embora se saiba há bastante tempo que as companhias de telecomunicações dos EUA trabalharam de forma próxima com a agência de espionagem, documentos da NSA recentemente divulgados mostram que a relação com a AT&T tem sido considerada única e especialmente produtiva.

Um documento a descreve como "altamente colaborativa", enquanto outro elogia a "extrema disposição [da companhia] para ajudar".

AMPLA GAMA

A cooperação da AT&T envolveu uma ampla gama de atividades confidenciais, de acordo com os documentos, datados de 2003 a 2013.

Por meio de diferentes métodos, cobertos por decisões judiciais, a companhia deu à NSA acesso a trilhões de e-mails que trafegavam em suas redes domésticas.

O orçamento ultrassecreto da NSA em 2013 para a parceria com a AT&T correspondeu a mais de duas vezes o valor gasto com o segundo maior programa desse tipo, de acordo com os documentos.

A companhia instalou equipamentos de monitoramento em ao menos 17 de suas centrais de internet em solo norte-americano, muito mais do que a Verizon, competidor que lhe é similar em tamanho.

E seus engenheiros foram os primeiros a testar novas tecnologias de monitoramento inventados pela agência de espionagem.

Um documento recomenda aos funcionários da NSA que sejam educados durante visitas às instalações da AT&T, afirmando: "Isso é uma parceria, e não uma relação contratual".

Os documentos, revelados pelo ex-funcionário da NSA Edward J. Snowden, foram revisados em conjunto pelo "The New York Times" e pela "ProPublica".

A NSA, a AT&T e a Verizon não quiseram se pronunciar sobre as revelações. "Não fazemos comentários sobre questões de segurança nacional", disse o porta-voz da AT&T.

Não está claro se os programas continuam operando da mesma forma atualmente.

Desde que as revelações de Snowden desataram um debate global sobre monitoramento, há dois anos, algumas companhias de tecnologia no Vale do Silício expressaram irritação com o que caracterizaram como intrusões da NSA e estabeleceram novas criptografias para coibi-las.

08/11/2013

AT&T paga para a CIA; PSDB paga assinaturas da Folha, Estadão, Veja…

Mutatis mutandis, é assim que funciona a democracia made in USA: pagou, recebeu! Tudo de forma (deforma) republicana…

CIA paga US$ 10 mi por dados de operadora

Com repasse anual, empresa de telefonia AT&T dá acesso a registros de chamadas, inclusive feitas por americanos

Segundo funcionários do governo, cooperação da AT&T ocorre sem mandado judicial; CIA e empresa não comentam

CHARLIE SAVAGEDO "NEW YORK TIMES", EM WASHINGTON

A Agência Central de Inteligência (CIA) americana paga mais de US$ 10 milhões (R$ 23 milhões) por ano à operadora de telefonia AT&T por assistência em investigações sobre terrorismo no exterior, oferecendo acesso ao vasto banco de dados de registros telefônicos mantido pela companhia.

O pacote inclui telefonemas internacionais de cidadãos americanos, segundo funcionários do governo.

A cooperação é conduzida sob um contrato voluntário, e não como resultado de intimações ou mandados judiciais que forcem a companhia a participar.

A CIA fornece números de suspeitos de terrorismo no exterior e a AT&T responde com registros de chamadas para esses telefones, que podem ajudar a identificar comparsas estrangeiros.

O programa traz uma nova dimensão ao debate sobre espionagem governamental, até então focado nos programas da Agência de Segurança Nacional (NSA).

O caso mostra como outras agências usam metadados –registros de datas, duração e números de telefone em uma chamada, mas não sobre seu conteúdo– a fim de analisar conexões entre pessoas

Como a CIA é proibida de espionar as atividades de americanos no país, a agência impõe salvaguardas de privacidade ao seu programa, disseram os funcionários.

A maioria dos registros de chamadas fornecidos pela AT&T envolvem telefonemas de estrangeiros a estrangeiros. No entanto, quando a companhia passa dados de telefonemas nos quais um dos interlocutores está nos EUA, ela não revela a identidade e "mascara" dígitos de seus números de telefone.

Ainda assim, a CIA pode encaminhar esses números ao FBI, que, por sua vez, pode intimar a AT&T a fornecer os dados sem censura.

A história do programa da CIA é obscura. Ele começou em algum momento anterior a 2010, foi suspenso em algum ponto e depois retomado, de acordo com os funcionários. Eles disseram que os comitês de inteligência da Câmara e do Senado estavam informados de sua existência.

Dean Boyd, porta-voz da CIA, se recusou a confirmar o programa. Mas declarou que as atividades de coleta de informações da agência são legais e "sujeitas a extensa fiscalização".

Porta-voz da AT&T, Mark Siegel disse que não comentaria "questões relacionadas à segurança nacional".

Enquanto Washington discute se deve ou não restringir atividades da NSA em solo americano, governos da Europa exigem mais transparência da parte das companhias e ameaçam impor restrições.

A AT&T estuda adquirir a operadora europeia de telefonia móvel Vodafone, e autoridades regulatórias prometeram examinar cada detalhe de um possível acordo.

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