Ficha Corrida

13/10/2014

O RS alterna a cultura da pantalha com a da polenta

Filed under: Cultura,RS — Gilmar Crestani @ 8:37 am
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A paulista funcionária da RBS, Yeda Cruisus, confundiu, no programa do Jô Soares, bombacha com pantalha. Um Estado que tem em Mônica Leal um exemplo de cultura, que cultiva colunista da RBS como se fosse um Proust, que se esconde dos debates para não perder o voto dos ingênuos, explica por que nossa cultura se resume na fantasia da semana farroupilha. Uma carnaval com fantasias para comemorar a derrota na guerra dos farrapos. A mediocridade da cultura gaúcha paga seu preço por se deixar dominar pela “cultura da RBS”, da mediocridade. Nos domingos a tarde nossa tv mostra jogos de grandes clubes do Rio e São Paulo. E assim fica mais fácil eleger governadora uma paulista que não tem nenhuma identificação com o Estado. Só assim se explica a consagração de uma Mônica Leal.

Mídia: Ariano bom é Ariano morto

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Morreu Ariano Suassuna e foi uma justa comoção nacional.

Menino órfão que venceu as cruezas do sertão, grande escritor, pensador, agitador, um gênio.

Faltou dizer que enquanto vivo, o gênio e o espírito de Suassuna foram incômodos.

Ele pregava contra a massificação, contra o lixo cultural que nos impingem os grandes esquemas midiáticos, questionava a globalização que avassala as identidades.

Os meios massivos queriam sua obra de artista embebida na cultura popular, mas não queriam seu discurso de ativista defensor da diversidade e da identidade nacional.

Tratado como passadista, tinha pouco espaço na grande mídia.

Um caso exemplar:

Em 2008, a Camara Riograndense do Livro escolheu Pernambuco como o Estado a ser homenageado na tradicional Feira do Livro de Porto Alegre. Suassuna era secretário de cultura do governo pernambucano, compareceu à Feira, acompanhado de 22 editores e escritores pernambucanos.

Não mereceram a mínima atenção da mídia local.

Na noite do dia 1 de  novembro, ele deu uma  magistral aula-espetáculo  no cais do Porto. Confessou sua admiração pelo Rio Grande do Sul,  sua dívida para com Simões Lopes Neto, contou causos, apresentou grupos de dança e música. Foi aplaudido entusiasticamente  por mais de mil pessoas.

Cobertura mínima, para registrar o fato.

Como retribuição, Suassuna escolheu o Rio Grande do Sul como  Estado homenageado na feira do livro do Recife, no ano seguinte.

O governo do Estado embromou até a última hora, quando disse que não mandaria ninguém por falta de verbas. Foram três representantes da Câmara do Livro livrar a cara dos gaúchos…

Viva Suassuna!

(E.B.)

Mídia: Ariano bom é Ariano morto | Jornal Já | Porto Alegre | Rio Grande do Sul

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