Ficha Corrida

22/05/2014

O amor, estranho amor, da Xuxa pelo Pastor

Filed under: Xuxa — Gilmar Crestani @ 10:32 pm
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Xuxa esta, Meneghel!

Xuxa

Deputado é destituído de comissão por criticar a apresentadora Xuxa

Declaração de Pastor Eurico (PSB-PE) ocorreu durante votação da Lei da Palmada na Câmara

Projeto contra castigo físico agora segue para o Senado; partido classificou comentário como ‘desrespeitoso’

MARIANA HAUBERTDE BRASÍLIA

Em discussão na Câmara dos Deputados ontem (21/5) sobre a chamada Lei da Palmada, que prevê punições a pais que batem em seus filhos, o deputado Pastor Eurico (PSB-PE) acusou a apresentadora Xuxa Meneghel de ter cometido violência contra crianças ao participar de "um filme pornô" nos anos 1980.

A apresentadora, que defende a aprovação da lei, estava sentada à mesa da comissão e, no momento da declaração, fez um gesto de coração com as mãos.

O deputado fazia referência ao filme erótico "Amor Estranho Amor", de 1982, em que Xuxa contracena com um garoto de 12 anos.

"A conhecida rainha dos baixinhos protagonizou em 1982 a maior violência contra as crianças quando fez um filme pornô", disse o deputado.

Após a declaração, o PSB na Câmara destituiu Pastor Eurico da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Em nota, o líder do partido na Câmara, Beto Albuquerque (RS), disse que o deputado se pronunciou de forma "intolerante, desrespeitosa e desnecessariamente agressiva" em relação à Xuxa.

"Não me arrependo do que eu disse. Tenho imunidade parlamentar para falar o que eu quiser", afirmou Pastor Eurico à Folha. "O Estado é laico, mas nosso Brasil é um país cristão e as famílias ainda defendem a moral", disse.

A apresentadora não quis comentar o episódio. Há anos, Xuxa trava batalha judicial para impedir a circulação do filme erótico e de imagens na internet nas quais ela aparece nua.

APROVAÇÃO

Após três horas de discussão, o projeto foi aprovado pela comissão e agora segue para votação no Senado.

A proposta foi enviada ao Congresso pelo Executivo em 2010. Aguardava a análise da comissão havia dois anos, por pressão da bancada evangélica –que reclamava de interferência no direito de os pais educarem seus filhos.

O texto aprovado prevê o direito à educação sem "o uso do castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto".

30/05/2013

Amor estranho amor

Filed under: Xuxa — Gilmar Crestani @ 9:48 pm
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Papa esta, Xuxa!

Xuxa e a recusa patológica de aceitar o passado

Kiko Nogueira 29 de maio de 2013 14

Aos 50 anos, ela alimenta uma indústria milionária de processos contra quem mostre o que ela fez (que, aliás, não tem nada de mais).

Com Pelé

Com Pelé

Xuxa é a rainha dos processos: processou o Google (perdeu), a Record (ganhou as duas vezes), a Folha Universal (ganhou), o produtor do filme Amor, Estranho Amor (levou), e a TV Bandeirantes (idem). Cada um à sua maneira, todos faziam referência a seu passado.

Ela acaba de dar uma festa para 600 pessoas para comemorar seus 50 anos. Os mestres de cerimônias eram Roberto Justus e Deborah Secco. O show previsível de bajulação chegou ao auge quando Deborah disse o seguinte: “Hoje estou aqui e posso dizer que levei para minha vida uma lição que você deixou quando disse: ‘O cara lá de cima vai me dar’”.

Imagino que o cara lá de cima seja Deus (Deborah Secco é evangélica, acredite), e você pode pensar nos indicadores dela apontando para o alto, mas eu não queria me apegar à interpretação da declaração. Xuxa deveria ouvir a máxima do poeta grego Agatão: “Só uma coisa é negada aos deuses: o poder de desfazer o passado”.

Xuxa fez uma bela carreira, mas sofre com o que considera – ou finge considerar – erros da juventude. Como Roberto Carlos, quer controlar tudo o que lhe diz respeito. A constituição favorece esse tipo de coisa – criando, em contrapartida, uma indústria milionária de ações judiciais.

É uma forma de censura. Assim como é “proibido” falar do acidente em que Roberto teve de amputar a perna direita na altura da canela, não é permitido mostrar fotos de Xuxa pelada – ou sequer escrever sobre elas (a apresentadora posava de topless até para revistas generalistas cabeça oca como Manchete). A cada vez que três pessoas falam Amor, Estranho Amor, uma sirene toca em sua mansão: “Opa, lá vem a cena em que eu faço sexo com um menino”. Esse zelo excessivo levou à retirada de um post do jornalista André Forastieri do portal R7 (ele está aqui).

xuxa manchete

Sua filha Sasha, de 14 anos, virou agora um pretexto para os vetos. “Foi uma grande decepção para ela (saber que Xuxa fez fotos nua). Além de ser mãe, eu sou o ídolo dela; ela tem orgulho do meu trabalho”, disse em depoimento à Justiça. “Tenho que provar quase diariamente que o que eu faço hoje não tem nada ver com o meu passado”.

Como assim, nada a ver? O fato de ter sido capa de revistas masculinas certamente a ajudou a ser reconhecida e, afinal, trabalhar na Globo. O programa infantil que apresentou (não que o de hoje não seja infantil, mas o de ontem tinha crianças) foi acusado de “sexualizado”, entre outras coisas. Ela costumava se apresentar de minissaia para seus baixinhos. A acusação era moralista – mas é de se pensar se Xuxa não concordaria, atualmente, com a patrulha. Do que Sasha se envergonharia? Das músicas retardadas que a mãe cantava? Nesse caso, seria compreensível.

A dureza é que se trata de uma luta inglória. As imagens estão na internet, bem como o filme (não vou dar o link). Onanistas do Brasil guardam as edições (se não as venderam por uma boa grana) e escaneiam as páginas.

Há alguns anos, o escritor americano Hart Williams cunhou uma expressão: Síndrome de Linda. Era uma alusão às atrizes pornôs que se arrependiam e passavam a se autoflagelar ou atacar seus supostos exploradores. Linda era Linda Lovelace, a estrela do clássico Garganta Profunda, de 1972. Ela se tornou, na maturidade, uma ativista antipornografia. Deu palestras, escreveu livros, o diabo. O diretor, seu marido à época, um homem violento, a teria forçado a fazer as cenas. “Quando você assiste o filme, você está me vendo ser estuprada. Havia uma arma apontada para minha cabeça o tempo todo”.

Com tudo isso, Linda nunca tentou tirar Garganta Profunda de circulação (aliás, está disponível em DVD). Não se ouviu falar de que Pelé, a ex-empresária Marlene Mattos ou algum outro cara lá de cima a tenha obrigado a tirar a roupa. A vitimização de Xuxa é uma mistificação. Ao contrário de Linda Lovelace, Xuxa só tem a si mesma para “culpar” pelo que fez nos anos 80.

Sobre o autor: Kiko Nogueira Veja todos os posts do autor Kiko Nogueira

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Xuxa e a recusa patológica de aceitar o passado | Diário do Centro do Mundo

21/04/2013

“Chucha essa, Fucs”: Amor estranho amor

Filed under: Luiz Fux,Xuxa — Gilmar Crestani @ 8:43 am
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Caso que envolve Xuxa causa novo embaraço a Fux

Na coluna "Xou de Fux", o jornalista Janio de Freitas, da Folha, resgata ação patrocinada pelo advogado Sergio Bermudes, em que o juiz Luiz Fux não se deu ganho de causa ao escritório e à apresentadora; era a ação em que Xuxa pedia para recolher as fitas do filme "Amor, estranho amor", em que ela seduzia um menor; sentença teve direito a indenização de R$ 2 milhões

21 de Abril de 2013 às 06:15

247 – O juiz carioca Luiz Fux vem tendo seu passado esquadrinhado nos mínimos detalhes. Neste domingo, na coluna "Xou de Fux", o colunista Janio de Freitas, da Folha, resgata mais uma ação patrocinada pelo amigo Sergio Bermudes, em que ele não se declarou impedido de participar. O caso envolvia a apresentadora Xuxa, cliente de Bermudes, que teve ganho de causa com direito a indenização de R$ 2 milhões. Leia abaixo:

Xou de Fux

O ministro do STF e Sergio Bermudes têm participação na mesma causa há pelo menos duas décadas e meia

Graças ao pudor tardio de Xuxa, comprovam-se em definitivo, e de uma só vez, duas esclarecedoras faltas de fundamento. Uma, a do advogado Sergio Bermudes, ao asseverar que seu "amigo de 40 anos" Luiz Fux "sempre se julga impedido" de atuar em causas suas. Outra, a do hoje ministro, ao alegar que só por erro burocrático no Supremo Tribunal Federal deu voto em causa do amigo.

Há pelo menos 26 anos, no entanto, quando Luiz Fux era um jovem juiz de primeira instância e Sergio Bermudes arremetia na sua ascensão como advogado, os dois têm participação na mesma causa. Documentada. Tinham, conforme a contagem referida por Bermudes, 14 anos de amizade, iniciada "quando foi orientador" [de trabalho acadêmico] de Fux.

O caso em questão deu entrada na 9ª Vara Cível do Rio em 24 de fevereiro de 1987. Levava as assinaturas de Sergio Bermudes e Ivan Ferreira, como advogados de uma certa Maria da Graça Meneghel, de profissão "atriz-manequim". Já era a Xuxa "rainha dos baixinhos". E por isso mesmo é que queria impedir judicialmente a comercialização, pela empresa CIC Vídeo Ltda., do videocassete de "Amor, Estranho Amor", filme de 1983 dirigido por Walter Hugo Khoury.

A justificativa para o pedido de apreensão era que o vídeo "abala a imagem da atriz [imagem "de meiguice e graciosidade"] perante as crianças", o público infantil do Xou da Xuxa, "recordista de audiência em todo o Brasil". Não seria para menos. No filme, Xuxa não apenas aparecia nua, personagem de transações de prostituição e de cenas adequadas a tal papel. Mas a "rainha dos baixinhos" partia até para a sedução sexual de um menino.

Em 24 horas, ou menos, ou seja, em 25 de fevereiro, o juiz da 9ª Vara Cível, Luiz Fux, deferia a liminar de busca e apreensão. Com o duvidoso verniz de 11 palavras do latim e dispensa de perícia, para cumprimento imediato da decisão.

Ninguém imaginaria os pais comprando o vídeo de "Amor, Estranho Amor" para mostrar aos filhos o que eles não conheciam da Xuxa. E nem risco de engano, na compra ou no aluguel, poderia haver. Xuxa estava já na caixa do vídeo, à mostra com os seus verdadeiros atributos.

A vitória fácil na primeira iniciativa judicial levou à segunda: indenização por danos. Outra vez o advogado Sergio Bermudes assina vários atos. E Luiz Fux faz o mesmo, ainda como juiz da 9ª Vara Cível. No dia 18 de maio de 1991, os jornais noticiam: "O juiz Luiz Fux, 38, condenou as empresas Cinearte e CIC Vídeos a indenizar a apresentadora Xuxa por danos consistentes a que faria jus se tivesse consentido na reprodução de sua imagem em vídeo’". Mas o que aumentou o destaque da notícia foi a consequência daquele "se" do juiz, assim exposta nos títulos idênticos da Folha e do "Jornal do Brasil": "Xuxa vence na Justiça e poderá receber U$ 2 mi de indenização". Mi de milhões.

Ao que "O Globo" fez este acréscimo: "Durante as duas horas em que permaneceu na sala do juiz, Xuxa prestou um longo depoimento e deu detalhes de sua vida íntima [por certo, os menos íntimos], na presença da imprensa [e de sua parceira à época, e por longo tempo, Marlene Matos]. Sua declaração admitindo que até hoje pratica topless quando vai à praia, por exemplo, foi uma das considerações que o juiz Luiz Fux levou em conta para julgar improcedente o seu requerimento de perdas morais. Todas as penas aplicadas se referem a danos materiais".

Na última quarta-feira, "O Estado de S. Paulo", com o repórter Eduardo Bresciani, publicou que Luiz Fux, "ignorando documento de sua própria autoria em que afirma estar impedido de julgar processos do escritório do advogado Sergio Bermudes", relatou no STF "três casos" e participou de outros "três de interesse do grupo" [escritório Sergio Bermudes] em 2011. Luiz Fux disse, a respeito, que caberia à Secretaria Judiciária alertá-lo sobre o impedimento e que a relação dos processos com o escritório de Bermudes lhe passara "despercebida". Depois foi mencionada falha de informática.

Sergio Bermudes argumenta que a legislação, exceto se envolvida a filha Marianna Fux, não obrigava o ministro a se afastar dos processos de seu escritório. E a ética, e a moralidade judiciária?

Caso que envolve Xuxa causa novo embaraço a Fux | Brasil 24/7

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