Ficha Corrida

14/08/2016

Rede Globo, desde 1954 dando golpes

Ninguém que não seja um fascista ou analfabeto político, desculpe a redundância, sabe perfeitamente que todos os golpes, desde 1954, têm a participação da Rede Globo. Frustrou-se em 54, com Getúlio, mas teve êxito em 1964. Além das rupturas, a Rede Globo sempre conseguiu impor não só sua agenda, como também seus ventríloquos. Para quem ainda não viu, o documentário Muito Além do Cidadão Kane é um bom começo. O livro do Daniel Herz, a História Secreta da Rede Globo documenta e mostra cada um dos episódios em que a Rede Globo fraudou a democracia e promoveu seus negócios.

Em 1964 a Rede Globo fez editorial saudando a chegada da ditadura. Recentemente reconheceu que foi um erro mas jamais pediu desculpas nem devolveu o que recebeu em troca do golpe. Seu dia a dia é recheado de pequenos e grandes golpes. Pequeno golpe foi distorcer o debate entre Lula e Collor. Grande golpe foi fazer publicar um livro com o título “Não Somos Racistas” para criminalizar as políticas de inclusão sociais e raciais do Governo Lula. Diariamente aparecem manifestações racistas de todo tipo, mas, para a Rede Globo, não há racismo. Para a Rede Globo, se os fatos não estão de acordo com suas más intenções, pior para os fatos. A obsessão em criminalizar o grande molusco não passa de cortina de fumaça para esconder suas relações, via Miriam Dutra & Brasif, com FHC. Com suas baterias voltadas contra a família Silva, as famiglias criminosas ganham imunidade para continuar atuando. Não por acaso silencia a respeito do primeiro a ser comido, de Eduardo CUnha, mesmo sabendo que Cláudia Cruz está com ele desde que era sua funcionária. Assim como Miriam Dutra, Cláudia Cruz saiu para continuar sendo…

As práticas da Rede Globo se submetem à Lei Rubens Ricúpero, revelada no Escândalo da Parabólica. Na ocasião os representantes de FHC & Rede Globo fizeram publicar uma cláusula pétrea do modus operandi da Rede Globo: “O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”…  Se lavar dinheiro no Panama Papers ou sonegar as Copas de 2002 e 2006 já é muito, mas não é tudo. Temos de lembrar da PROCONSULT, quando a Rede Globo tentou roubar a eleição de Leonel Brizola. A perseguição a Lula e sua família é uma verdadeira cortina de fumaça para proteger Eduardo Cunha, Romero Jucá, Michel Temer, Eliseu Rima Rica, Renan Calheiros e qualquer bandido que esteja, a seu serviço, na política.

Infelizmente, seu poder de recrutar midiotas que a seguem bovinamente parece interminável. A Plutocracia brasileira chegou ao ápice ao apoiar a Cleptocracia que tomou o Planalto Central na mão leve.

De nada adianta apenas culpa em Temer, Serra, Aécio, CUnha, Ana Amélia Lemos. Eles são apenas os marionetes atuais dos interesses da Rede Globo. Estes passam, mas desde 1954 a Rede Globo permanece dando as cartas em todos os ramos da nossa sociedade. Recruta, mediante a farta distribuição de estatuetas, quem lhe possa ser útil.

Ou o Brasil acaba com a Rede Globo ou a Rede Globo ainda transformará o Brasil num seu puteiro.

 

FORA TEMER VOLTA COM FORÇA TOTAL NO MINEIRÃO

Publicado em agosto 13, 2016 por Luiz Müller

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No jogo de futebol feminino entre Brasil e Austrália nesta sexta no Mineirão, em Belo Horizonte, os torcedores voltaram a protestar pela saída do presidente interino, Michel Temer, com todas as forças; em um vídeo, um segurança dá as instruções a um grupo: “Temer vocês podem erguer à vontade! Mas tem símbolo da Globo, aí não pode!”; a Justiça Federal rejeitou ontem recurso do Comitê Rio 2016 e manteve liminar que permite a realização de protestos políticos nas arenas da Olimpíada do Rio; confira alguns vídeos

Do Brasil 247 – O jogo de futebol feminino entre Brasil e Austrália pela Olimpíada do Rio de Janeiro, que terminou em vitória para o Brasil nos pênaltis, nesta sexta-feira 12 no Mineirão, em Belo Horizonte, foi dominado por protestos contra o presidente interino, Michel Temer, nas arquibancadas.

Os registros foram feitos no mesmo dia em que a Justiça manteve liminar que permite a realização de protestos políticos nas arenas dos Jogos. Com a decisão, a Justiça Federal (TRF 2) rejeitou recurso do Comitê Rio 2016 que pretendia derrubar a liminar que permite os protestos.

Em um vídeo publicado pelo Mídia Ninja, uma orientação nova aos torcedores manifestantes: “Temer vocês podem erguer à vontade! Mas tem símbolo da Globo, aí não pode!”. Assista alguns dos protestos:

https://www.facebook.com/midiaNINJA/videos/698694720288676/

https://www.facebook.com/midiaNINJA/videos/698661706958644/

https://www.facebook.com/midiaNINJA/videos/698632640294884/

 

FORA TEMER VOLTA COM FORÇA TOTAL NO MINEIRÃO | Luíz Müller Blog

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26/07/2016

Teoria da DependênCIA, de FHC & CIA

FHC & ClintonCom nojo dos nossos grupos mafiomidiáticos, vejo  todos os dias a RAI, Rede Internacional de Televisão Italiana. É uma espécie de fuga, confesso, e de saúde mental, gostaria de crer. Não perco os episódios “Un giorno nella Storia”. Hoje, por exemplo, falava de Vitaliano Brancati, um escritor siciliano que flertou com o início do fascismo mas que cedo renegou-o. Não é a todos que é dado a capacidade de identificar o ovo da serpente. Alguns só se dão conta depois de serem picados.

Poucos descobriram em FHC um agente dos interesses norte-americanos. Menos ainda foram os que denunCIAram seu trabalho de quinta coluna. Eleito e tendo feito das tripas  coração para destruir, com o PDV e a privataria, pouco se associou seus antecedentes teóricos com a prática no executivo.

Afinal, será que é tão difícil assim entender que a Teoria da Dependência é seu tributo aos seus finanCIAdores ideológicos. Se eu disser que só serei independente se depender de meu pai, dirão que sou louco, mas essa tem sido o projto de vida de FHC: o Brasil só se tornará um país independente se submeter aos EUA. FHC acredita que é melhor viver de migalhas, embaixo da mesa, do que tentar participar do banquete. Nunca uma personagem da história do Brasil encarnou tão bem o Complexo de Vira-Lata. Quando teve a oportunidade, FHC pôs em prática sua teoria, de subserviente. O modelo fracassou de público e crítica.

A eleição de Lula foi um giro de 180º. Pegou um time desacreditado em si e transformou em campeão da transformação social. Não só em termos econômicos, mas na esperança de chegar à universidade, de ter acesso aos serviços públicos, como saúde, mas, sua primeira iniciativa foi atuar para que os miseráveis pudessem fazer pelo menos 3 refeições por dia. Nem precisa dizer que sofreu todo tipo de boicote e ódio. Basta citar apenas dois episódios emblemáticos: Danusa Leão, musa da plutocracia, manifestando sua inconformidade com o fato de ter de dividir aeroportos internacionais com filhos de empregadas domésticas. O segundo exemplo foi dado por um funcionário da RBS, Luis Carlos Prates, representante máximo da cleptocracia midiática, que se mostrou inconformado com o fato de que, nos governos petistas, “qualquer miserável agora pode ter um carro”. 

As cinco famílias que dominam os tradicionais meios de comunicação (Civita, Frias, Mesquita, Marinho & Sirotsky) atuam como caranguejos no balde: quando um pobre caranguejo está buscando sair do balde, os outros o puxam pelas pernas. Bastou o Brasil respirar um pouco de democracia para que a plutocracia se insurgisse e construísse esse golpe paraguaio. Um golpe que coloca no comando da nação um exemplo clássico de quadrilha a serviço. Minam as esperanças e entregam o patrimônio, arduamente construído por todos os brasileiros,aos moldes dos antigos sátrapas persas.

E tudo isso se tornou possível, inclusive o golpe em curso, graças ao amestramento da manada de midiota que tem na Rede Globo sua égua madrinha. Tanto é assim que hoje a justiça já não é mais aquela ditada pelo STF, mas pelo Merval Pereira, o porta-boss da elite cleptocrata.

A vocação suicida da elite. Por Eleonora de Lucena

Por Fernando Brito · 26/07/2016

A natureza colonial de nossa elite, antes de significar a adesão à metrópole, implica a renúncia à ideia de ter um destino próprio. Ela  não se vê e não se quer como parte – privilegiada que seja – de uma nação, para o que é necessário compreender pertencer a um povo.

Num rabisco sociológico, não tem sentimentos de pertença – de ligação natural, de mesmo heterogênea, fazer parte de uma coletividade nacional. O prior, ainda seguindo este esboço, é que esta elite serve como referência para um grupo imensamente – e ponha imensamente num país com o grau de urbanização e o tamanho do Brasil – que a elas imita, porque a ele quer e crê pertencer.

Duro, mas preciso, o artigo da jornalista Eleonora de Lucena, na Folha de hoje, é um retrato agudo do comportamento desta elite, que não é apenas suicida, porque mata, ou tenta matar ao longo da história, a vocação do Brasil para ser uma das grandes – e certamente a de mais “biodiversidade” humana – nações deste planeta.

Escracho

Eleonora de Lucena*, na Folha

A elite brasileira está dando um tiro no pé. Embarca na canoa do retrocesso social, dá as mãos a grupos fossilizados de oligarquias regionais, submete-se a interesses externos, abandona qualquer esboço de projeto para o país.

Não é a primeira vez. No século 19, ficou atolada na escravidão, adiando avanços. No século 20, tentou uma contrarrevolução, em 1932, para deter Getúlio Vargas. Derrotada, percebeu mais tarde que havia ganho com as políticas nacionais que impulsionaram a industrialização.

Mesmo assim, articulou golpes. Embalada pela Guerra Fria, aliou-se a estrangeiros, parcelas de militares e a uma classe média mergulhada no obscurantismo. Curtiu o desenvolvimentismo dos militares. Depois, quando o modelo ruiu, entendeu que democracia e inclusão social geram lucros.

Em vários momentos, conseguiu vislumbrar as vantagens de atuar num país com dinamismo e mercado interno vigoroso. Roberto Simonsen foi o expoente de uma era em que a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) não se apequenava.

Os últimos anos de crescimento e ascensão social mostraram ser possível ganhar quando os pobres entram em cena e o país flerta com o desenvolvimento. Foram tempos de grande rentabilidade. A política de juros altos, excrescência mundial, manteve as benesses do rentismo.

Quando, em 2012, foi feito um ensaio tímido para mexer nisso, houve gritaria. O grupo dos beneficiários da bolsa juros partiu para o ataque. O Planalto recuou e se rendeu à lógica do mercado financeiro.

Foi a senha para os defensores do neoliberalismo, aqui e lá fora, reorganizarem forças para preparar a reocupação do território. Encontraram a esquerda dividida, acomodada e na defensiva por causa dos escândalos. Apesar disso, a direita perdeu de novo no voto.

Conseguiu, todavia, atrair o centro, catalisando o medo que a recessão espalhou pela sociedade. Quando a maré virou, pelos erros do governo e pela persistência de oito anos da crise capitalista, os empresários pularam do barco governista, que os acolhera com subsídios, incentivos, desonerações. Os que poderiam ficar foram alvos da sanha curitibana. Acuada, nenhuma voz burguesa defendeu o governo.

O impeachment trouxe a galope e sem filtro a velha pauta ultraconservadora e entreguista, perseguida nos anos FHC e derrotada nas últimas quatro eleições. Privatizações, cortes profundos em educação e saúde, desmanche de conquistas trabalhistas, ataque a direitos.

O objetivo é elevar a extração de mais valia, esmagar os pobres, derrubar empresas nacionais, extinguir ideias de independência. Em suma, transferir riqueza da sociedade para poucos, numa regressão fulminante. Previdência, Petrobras, SUS, tudo é implodido com a conversa de que não há dinheiro. Para os juros, contudo, sempre há.

Com instituições esfarrapadas, o Brasil está à beira do abismo. O empresariado parece não perceber que a destruição do país é prejudicial a ele mesmo. Sem líderes, deixa-se levar pela miragem da lógica mundial financista e imediatista, que detesta a democracia.

Amargando uma derrota histórica, a esquerda precisa se reinventar, superar divisões, construir um projeto nacional e encontrar liderança à altura do momento.

A novidade vem da energia das ruas, das ocupações, dos gritos de “Fora, Temer!”. Não vai ser um passeio a retirada de direitos e de perspectiva de futuro. Milhões saborearam um naco de vida melhor. Nem a “teologia da prosperidade” talvez segure o rojão. A velha luta de classes está escrachada nas esquinas.

*Eleonora de Lucena é repórter especial da Folha e foi Editora-executiva do jornal de 2000 a 2010

A vocação suicida da elite. Por Eleonora de Lucena – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

06/04/2015

Modus operandi da direita golpista

Golpe Nunca MaisMais uma vez a Folha sai a campo para livrar a cara do PSDB. Qualquer jacu sabe que o governador de Minas Gerais era Antônio Anastásia do PSDB. Contudo, a Folha pretende nos fazer crer que foi Alberto Pinto Coelho, do PP, quem criou o descalabro em Minas Gerais. É muito diversionismo para pouco jornalismo. De que adianta a Folha falar da proteção do Poder Judiciário ao PSDB se a Folha usa do mesmo expediente.

Para um leitor de inteligência mediana a análise é simplória. A devastadora derrota de Aécio Neves na própria terra é explicação suficiente para quem quiser entender. O resto é tergiversação de sempre. Todos os problemas enfrentados pelo Governo Federal são debitados ao PT, todos os problemas encontrados nas administrações do PSDB são considerados eventos da natureza, sem culpa nem culpados. Este maniqueismo doentio resultou na marcha dos zumbis. O nazi-fascismo em marcha no Brasil não é recente. Estava adormecido e, graças ao apoio dos golpistas de sempre, os grupos mafiomidiáticos, está saindo das sombras.

Grupo de aliados ganhou contratos no fim de 2014

DE BELO HORIZONTEDO ENVIADO A BELO HORIZONTE

Um pequeno grupo de municípios administrados na maioria por prefeitos aliados do ex-governador Alberto Pinto Coelho (PP) escapou dos cortes do fim de governo e obteve não só a assinatura de novos convênios, mas a liberação imediata do dinheiro para suas obras locais.

Coelho assinou 35 acordos com 25 prefeituras no apagar das luzes de 2014. Em nove dias, foram aprovados, empenhados (R$ 32 milhões) e pagos (R$ 29 milhões).

O caso que mais chama a atenção é o da prefeitura de Ibirité, onde o jovem Antônio Pinheiro Neto (PP) –eleito prefeito em 2012, aos 21 anos– é sobrinho de Diniz Pinheiro, que foi candidato a vice-governador na chapa de Pimenta da Veiga (PSDB) e era o presidente da Assembleia Legislativa.

Do total pago, Ibirité levou 78% (R$ 22,7 milhões). Foram dez convênios para a cidade da Grande Belo Horizonte.

Um desses processos, no valor de R$ 1,97 milhão, ao qual a Folha teve acesso, tem o ofício do prefeito de Ibirité fazendo o pedido em 22 de dezembro, véspera do Natal. No dia 29 ele foi aprovado pelo setor técnico e assinado. No dia 30 foi pago.

Ocorre que apenas no dia 30 foi aprovado o parecer jurídico. Também desse dia data a declaração de Orçamento atestando estar o dinheiro disponível para liberação do recurso empenhado.

A Controladoria-Geral investigará esses contratos, pois considera anormal tudo ter sido feito em poucos dias e em meio ao feriado de Natal, uma vez que toda solicitação precisa ser analisada tecnicamente pelas áreas envolvidas.

Ibirité é a base eleitoral de toda a família Pinheiro. Diniz Pinheiro era filiado ao PSDB até outubro do ano passado, quando se mudou para o PP para compor a chapa derrotada com Pimenta da Veiga.

Era na verdade uma chapa "puro-sangue" tucana, articulada pelo senador Aécio Neves, principal líder do PSDB no Estado.

Na lista de beneficiados há dois municípios que não foram aliados eleitorais do antigo governo. São Lassance, comandada pelo PC do B, e Uberaba, gerida pelo PMDB, cujos prefeitos apoiaram o petista Fernando Pimentel.

06/12/2014

Quem finanCIA a baixaria também é responsável!

Primeiro foram a Multilaser e o Banco Itaú que finanCIAram os reis dos camarotes vips a xingarem Dilma, na abertura da Copa do Mundo, na Arena Itaquera. Agora estão reunidos entorno da Fundação Estudar para finanCIArem Lobão, Feliciano & Aécio para derrubarem Dilma. Eles viram que financiar os veículos dos grupos mafiomidiáticos, como a Veja, via Instituto Millenium, já não adianta mais. O povo descobriu quem finanCIA, quem manipula e quem paga a manipulação.

Será que são os mesmos que estão envolvidos no sumiço dos 450 kg de pó? Será que a perda de uma carga de cocaína altera tão profundamente o caráter das pessoas? Até onde vai o ódio provocado pela síndrome de abstinência? Será que eles querem transformar o Brasil num Cartel de Medellin?! Sei não, mas tem muito nariz cumprido metido nessa cumbuca.

Não sei porque mas estou me lembrando de um Santo Padroeiro para esta turma: Pablo Escobar!

06/12/2014 – Saiba quem são os bilionários que bancam o golpismo de Aécio

ambev202

No final da tarde desta sexta-feira [05/12], o candidato derrotado nas eleições publicou um vídeo convocando seus eleitores para uma “manifestação” contra o governo neste sábado [06/12]

A tentativa desesperada de prolongar a guerra eleitoral depois do fechamento das urnas não é novidade.

Aécio tenta desesperadamente se firmar como líder da oposição antes que seu arquirrival José Serra tome posse como senador e deixe-o em segundo plano.

Mas um detalhe chama a atenção de quem vê a mensagem gravada, a indicação de um site com mais informações sobre o movimento.

Uma pesquisa ao Registro.BR revela que o site é registrado em nome de uma tal FUNDAÇÃO ESTUDAR com o cnpj: 040.287.005/0001-61 e tendo como responsável um tal Fabio Tran.

Estranho uma Fundação ser a dona do site de mobilização contra o Governo.

Pois bem, uma pesquisa no Google mostra que os fundadores desta tal Estudar são Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles.

Alguns dos empresários mais ricos do país.

Impressionante que o neto de Tancredo se preste à cumprir a função de marionete de luxo dos donos da Ambev, do Burguer King e outras franquias.

Será que os revoltados manipulados por Aécio e sua trupe sabem que a cada queda da Bolsa ou das ações da Petrobras, eles enriquecem ainda mais esses três alegres senhores?

Clique no link: https://registro.br/cgi-bin/whois e procure o vemprarua.org.br

Saiba quem são os bilionários que bancam o golpismo de Aécio « Poços10 – Poder e Política

31/05/2014

Cantareira de uma nota só

RogerEnquanto a SABESP está abastecendo com água morta, os vivos vão às teves, jornais, rádios e internet acusar o PT… Para quem achava que o desastre do choque de gestão implantado por FHC, repetido por Cássio Cunha Lima na Paraíba, Yeda Crusius no RS, Aécio Neves em Minas, e Geraldo Alckmin em São Paulo, não teria continuidade, a cada dia que passa vamos levando mais choques. Ao mesmo tempo, parece que nos acostumamos a eles. Pior do que estes desastres anunciados, é a manada que vai repetir como papagaio mal treinado tudo o que pedem. Ultrapassado o Rubicão da mentira, qualquer imbecilidade pode ser dita impunemente. Muita gente muito próxima a nós, que em tese seriam bem informados, reproduzem tudo, mesmo as coisas mais irracionais e embebidas de puro ódio.

Outro dia uma pessoa com diploma de curso superior defendeu Joaquim Barbosa, dizendo que o capitão-de-mato do STF havia criado um marco na impunidade. Quando mostrei que Collor, cujo julgamento começou antes e terminou depois da Ação 470, foi inocentado, ficou com cara de burro cagando na chuva. Curso superior não é significado de inteligência muito menos de que seja pessoa bem informada. Por vezes é apenas um atestado de arrogância e prepotência.

A Folha diz que caiu 1,7 ponto, já o Estadão diz que o Sistema Cantareira perdeu 10%. De qualquer sorte, é o tal de volume morto, que faz com que os paulistas se transformassem em necrófilos da água…

A SEGUIR TEXTO DA FOLHA, ABAIXO, DO ESTADÃO

Cantareira cai 1,7 ponto após 15 dias de uso de reservas

Em evento, Alckmin disse que 2,1 milhões de consumidores da Grande SP serão transferidos do sistema até setembro

Governador inaugurou bombas para captação das águas profundas dos reservatórios no dia 15 deste mês

DE SÃO PAULO

Os reservatórios do sistema Cantareira tiveram uma queda de 1,7 ponto percentual nos 15 dias após o início do bombeamento do volume morto –reserva de água abaixo dos pontos de captação.

O sistema registrava 25% de sua capacidade ontem (30/5), segundo a Sabesp. No dia 16, o volume armazenado alcançava 26,7%.

O índice de chuvas acumuladas no nordeste do Estado, onde estão os reservatórios do Cantareira, era de 37,3 mm. A média para o mês, segundo a companhia, é de 83,2 mm.

O sistema Cantareira é responsável pelo abastecimento diário de água a 8,8 milhões de pessoas na capital e na Grande São Paulo. Seus reservatórios também atendem municípios da região de Campinas, no interior do Estado.

ABASTECIMENTO

Ontem (30/5), durante a reabertura do Museu Casa de Portinari, em Brodowski (a 338 km de São Paulo), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que, até setembro, 2,1 milhões de pessoas na Grande SP não serão mais abastecidas pelas águas do sistema Cantareira.

"Até setembro, teremos 2,1 milhões de pessoas fora do Cantareira, porque a seca foi muito grande na região Bragantina e em Minas Gerais, foi muito localizada", disse.

De acordo com o tucano, essa população passará a ser atendida por outras sistemas, como os já utilizados Guarapiranga e Alto Tietê. Atualmente, de acordo com o governador, 1,6 milhão de pessoas já recebem água dos dois.

Alckmin também comentou a decisão da Justiça Federal do Rio, que nesta quinta-feira (29) deu 72 horas para que o governo paulista se posicionasse sobre a proposta de levar água da bacia do rio Paraíba do Sul ao Cantareira.

Segundo Alckmin, todas as informações serão prestadas e a viabilidade da medida será mostrada. A decisão da Justiça foi dada após pedido da Procuradoria Federal, que quer evitar a transposição de águas do Paraíba do Sul, principal manancial de abastecimento da capital fluminense.

Durante o evento, o governador afirmou que o sistema Cantareira "é pequeno" se comparado ao Jaguari, do Paraíba do Sul. A capacidade de reservação de água do Cantareira, de acordo com a Sabesp, é de 1 trilhão de litros.

"Interligando [os reservatórios], dobra a capacidade de reservação. Quando chove demais, guarda [água]. Isso é o que vamos explicar" afirmou.

Texto do Estadão

Em 15 dias, Cantareira perde quase 10% do ‘volume morto’

Desde o início do bombeamento de água da reserva profunda feito pela Sabesp, manancial que abastece a Grande São Paulo e a região de Campinas perdeu 17,5 bilhões de litros

30 de maio de 2014 | 15h 34

Fabio Leite – O Estado de S. Paulo

Atualizada às 19h49

  SÃO PAULO – Quinze dias após o início do bombeamento inédito do volume morto dos reservatórios, o Sistema Cantareira já perdeu 17,5 bilhões de litros de água. A quantidade equivale a 9,6% dos 182,5 bilhões de litros que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) pretende retirar da reserva profunda do manancial para manter o abastecimento da Grande São Paulo.

O déficit representa uma queda de 1,7 ponto porcentual no nível do Cantareira em duas semanas. Nesta sexta-feira, 30, o manancial estava com 25% da capacidade, de acordo com a Sabesp, já considerando o volume morto. A medição aponta que os cinco reservatórios que compõem o manancial têm, juntos, uma reserva de 245,2 bilhões de litros de água.

Segundo a Sabesp, esse volume será suficiente para manter o abastecimento de água na Grande São Paulo até o "início das próximas chuvas", em outubro. Hoje, o Cantareira ainda fornece água para cerca de 7,2 milhões de pessoas na Região Metropolitana, além de mais de 5 milhões de pessoas na região de Campinas.

Abastecimento. Em visita a Brodowski, no interior paulista, na manhã de sexta, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que o Sistema Cantareira já deixou de abastecer 1,6 milhão de pessoas, com a reversão de água de outros sistemas, como Alto Tietê, Guarapiranga, Rio Claro e Rio Grande. Segundo Alckmin, esse número vai chegar a 2,1 milhões até setembro.

De acordo com o governador, a intenção é poupar o sistema. "A seca foi muito intensa na região de Bragantina e em Minas Gerais, que é de onde vêm as águas do Cantareira. Foi muito localizada a seca e muito intensa", disse Alckmin.

Ele afirmou que 87% da população da Região Metropolitana de São Paulo economizou água até agora, o que ele atribui à campanha de economia e ao desconto oferecido na conta. "Fomos o único governo que falou: ‘olha, faça economia, ajude com o uso racional da água, que você ganha um prêmio de 30% a menos na conta’."

O governo do Estado também quer criar uma multa para quem aumentar o consumo de água na Região Metropolitana de São Paulo. A medida, de acordo com a presidente da Sabesp, Dilma Pena, ainda não tem data para entrar em vigor. / COLABOROU RENE MOREIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO

25/05/2014

A Petrobrás, que é do povo brasileiro, perde se o povo ganha?

Petrobras LucrosDa série manchetes autoexplicativas: a torcida pela escalada de preços, que resulta em inflação, com mais alta de preços é bom… só para a oposição. As empresas estratégicas existem para isso, senão não seriam estratégicas. O Estado, como indutor da economia, deve ter em suas mãos o poder de induzir… a economia. Parece sim, e é. O único problema é que quem sabe usar empresas estratégicas em benefício da população é chamado de… populista. A torcida da Folha e de seus parceiros é a do “quanto piro, melhor”. A Folha e a oposição estão lamentando que nós não tenhamos de pagar mais caro ainda do já pagamos pelo gás que consumimos. Tivessem conseguido privatizar a Petrobrás e o preço do bujão de gás muito mais caro do que já está. É o que se se vê com a telefonia. As empresas cobrar caro por serviços falhos. E o lucro que têm, levam para as matrizes. Não investem nada no Brasil. Mas isso as empresas de comunicação não falam por motivo muito particular: imagine os velhos grupos da velha mídia sem as propagandas da Vivo, Claro, Oi, Tim…

Assim fica fácil de saber o que acontecerá se Aécio ganhar!

Petrobras ‘perde’ R$ 10 bi com subsídio a gás

Valor deixou de entrar no caixa da empresa só na gestão Dilma, mas estatal não reajusta gás de cozinha há 11 anos

Apesar de a companhia arcar com os custos de importação, preço final ao consumidor subiu 62% desde 2003

PEDRO SOARESSAMANTHA LIMADO RIO

Não é só o subsídio à gasolina que prejudica o caixa da Petrobras. Sob orientação do governo, a estatal não reajusta o preço do gás de cozinha às distribuidoras desde 2003, limitando o seu faturamento.

Só no governo Dilma –de janeiro de 2011 até o primeiro trimestre deste ano–, a estatal deixou de colocar no caixa R$ 10,5 bilhões ao não aumentar o preço do gás de cozinha, segundo cálculos do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura).

Segundo Adriano Pires, diretor da consultoria, a estatal, assim como no caso da gasolina, arca com o custo de importação do gás quando o preço lá fora está maior –só em 2009, com a crise, a estatal vendeu mais caro no Brasil do que o preço internacional. Cerca de 30% do consumo nacional é suprido por GLP (o nome técnico do produto) vindo do exterior.

Pires pondera que a cifra representa menos nas contas da estatal do que a gasolina e o diesel, cujos volumes vendidos e preços são maiores.

"No caso do gás, foi uma decisão muito mais para fazer populismo com as classes mais baixas, mas também para conter a inflação. Já no caso da gasolina, é para segurar a inflação na veia." A gasolina tem maior peso na inflação que o gás de cozinha.

BENEFÍCIO PARCIAL

Apesar da política, o preço final do gás de cozinha subiu 61,6% desde 2003 pelo INPC, índice que agrega os consumidores de menor renda.

Todo o aumento decorre, alegam distribuidoras e revendas, de custos maiores com mão de obra e transporte. O gás representa 30% do valor final, que inclui despesas com a compra e manutenção dos botijões.

Especialistas dizem que o setor aproveitou para recuperar margens de lucro, sem o ônus de pagar mais pelo gás.

"Somos empresas muito mais de logística. O diesel, por exemplo, subiu. O nosso negócio é levar o botijão até à casa do consumidor", diz Sérgio Bandeira de Melo, presidente do Sindigás (sindicato das distribuidoras).

O executivo diz que, se o preço da Petrobras não tivesse ficado estável, o valor do botijão teria subido na mesma proporção da inflação. O INPC avançou 92,17% desde 2003 até abril deste ano.

HISTÓRICO

Até o governo FHC, havia o vale-gás para famílias de menor renda comprarem botijões. Na gestão Lula, o programa social foi incorporado ao Bolsa-Família. Pires diz que esse "subsídio para a população de baixa renda" foi empurrado para a Petrobras.

"A decisão traz impacto direto na receita de vendas e no lucro. Não vejo como isso possa ser revertido neste ano eleitoral, uma vez que se trata de produto com forte peso nas despesas das famílias de mais baixa renda", diz José Kobori, coordenador do MBA em Finanças do IBMEC/DF e estrategista da JK Capital.

Tais decisões, diz, prejudicam a avaliação da empresa pelo mercado, "derrubando" o desempenho de suas ações.

    24/05/2014

    No cesto do Instituto Millenium, o incesto jornalístico entre Veja, Folha & PSDB

    instituto-millenium-preliminarioEstão dando outro nome ao partido dos tucanos. Virou Partido da Suruba Das Boas… A orgia tem sido organizada pelos alcoviteiros do Instituto Millenium. Depois que as assinaturas de Veja e Folha foram distribuídas nas Escolas Públicas do Estado de São Paulo, por seu governantes, nunca foi tão fácil acusar adversários ao mesmo tempo que defendem com unhas e dentes os parceiros. D. Judith Brito vive!

    Relações midiáticas incestuosas no ninho tucano

    Postado por Juremir em 20 de maio de 2014

    Que a grande mídia brasileira é tucana toda a fauna sabe.

    Que Veja e Folha de S. Paulo são tucanas até as minhocas sabem.

    Mas certas confirmações mostram as entranhas dessa intimidade.

    O editor da Veja, Otávio Cabral, casado com a colunista da Folha Vera Magalhães, trabalhará na campanha de Aécio Neves.

    Na última eleição, o marido (Gilnei Rampazzo) de Eliane Cantanhêde, colunista da Folha, foi marqueteiro de José Serra.

    Certamente essas relações explicam o olhar enviesado de Veja e Folha de S. Paulo.

    Eis o jornalismo completo: cama, mesa e banho.

    Banho de objetividade, isenção, imparcialidade e jogo de cena.

    O amor é lindo.

    Instituto Milleniumj

    20/04/2014

    SABESP ou SABESTA?

    O plano emergencial do PSDB para resolver a “crise d’água” é apropriada para a semana da Páscoa. Enfim, voltamos ao tempo de Jesus e a cerimônia do Lava-pés. Com bacias… E pensar que a mídia e sua manada quer reconduzir estes “jênios” ao Governo Federal. Parabéns a você, paulista, que vive criticando Lula e Dilma. Você merece uma bacia destas!

    Choque de questão, fala o Aético Never. Realmente, quem não fica chocado com um gestão destas!

    Bacias hidrográficas de SP não têm plano de emergência contra falta d’água

    SABESTAAntes da crise do Cantareira, Plano Diretor da Macrometrópole, que abriga 78% da população paulista, apontou para ausência de planejamento em caso seca ou cheia

    19 de abril de 2014 | 22h 55

    Fabio Leite, de O Estado de S.Paulo

    Mesmo com a previsão de possíveis cenários de escassez, nenhuma das principais bacias hidrográficas paulistas tem plano de contingência para eventos críticos como o vivido hoje pelo Sistema Cantareira. A constatação é do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Macrometrópole, concluído em outubro do ano passado pelo governo estadual. Segundo o documento, a necessidade de planejamento prévio para situações de emergência – secas ou cheias – está prevista na lei federal da Política Nacional de Saneamento, de 2007.

    O estudo traçou um diagnóstico da oferta de água na região formada por 180 cidades ao redor da capital, apresentou propostas para suprir o aumento da demanda até 2035 e avaliou os planos das oito bacias que compreendem as Regiões Metropolitanas de São Paulo e Campinas, Baixada Santista, Vale do Paraíba, Vale do Ribeira, Sorocaba e litoral norte, onde reside 74% da população do Estado. Entre elas, estão a do Alto Tietê, e a dos Rios Piracicaba, Capivari, Jundiaí (PCJ), que dividem a água do Cantareira.

    "Em função do crescimento das demandas, todos os planos preveem o agravamento das condições da oferta hídrica e alertam para a possibilidade de ocorrência de situações de escassez de água. No entanto, não estabelecem medidas específicas para serem administradas na ocorrência de eventos críticos", afirma o documento. "As únicas ações constantes nos planos referem-se a medidas preventivas, como o uso racional da água, gestão de demanda e o reúso", diz o estudo.

    Os planos de bacias são feitos pelos comitês formados por gestores públicos da área de recursos hídricos e das cidades da região, além de entidades da sociedade civil. De acordo com o especialista em Hidrologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Antônio Carlos Zuffo, a ausência de um repertório com ações de emergência previamente definido e integrado entre os municípios e as concessionárias de saneamento dá margem para que decisões políticas se sobreponham às medidas técnicas.

    "Ao contrário de outros países, especialmente do Hemisfério Norte, onde a própria população se prepara para os cenários críticos, aqui no Brasil nos acostumamos a acreditar que esses eventos nunca vão acontecer. Hoje, estamos enfrentando uma grave crise de abastecimento de água e de energia e não temos planos capazes de gerenciar esses riscos. No caso do Cantareira, a população tinha de estar envolvida há muito mais tempo, e o racionamento deveria ter sido adotado há pelo menos três meses. Mas ao contrário. Nós continuamos a retirar mais água do que se pode", afirmou Zuffo.

    Segundo o Plano Diretor, a Bacia do PCJ, que compreende a região de Campinas, até tem um programa de Prevenção e Defesa Contra Eventos Hidrológicos Extremos, mas "nenhuma das ações propostas corresponde ao detalhamento especificamente voltado a um plano de contingência".

    No caso do Alto Tietê, onde fica a Grande São Paulo, o plano aponta o problema da escassez hídrica, mas não indica medidas de emergência em caso de colapso. Os gestores das Bacias do PCJ, Alto Tietê e Paraíba do Sul foram procurados, mas não foram localizados para comentar a ausência de planos de contingência.

    Urgência. No mês passado, o comitê anticrise que monitora o Cantareira recomendou à Agência Nacional de Águas (ANA) e ao Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) que apoiem as cidades abastecidas pelo manancial na Bacia do PCJ na elaboração de um plano de contingência.

    O mesmo pedido foi feito à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que deve informar o volume de água que vai captar até o fim do ano. Desde janeiro, a empresa já adotou o remanejamento de água de outros sistemas, lançou bônus para quem reduzir o consumo e diminuiu a pressão da água nas madrugadas. No próximo mês, deve começar a captar água do chamado "volume morto" do Cantareira e cobrar multa por aumento do consumo.

    19/04/2013

    Na terra de Aécio Neves é assim

    Ontem a Folha publicou dois parágrafos. Não conseguiu esconder e o assunto ganhou repercussão nas redes sociais. Hoje voltam à cena do crime mas escondem o mordomo. Fosse em outras terras, a Secretaria de Segurança pública e o governador do Estado estaria sob fogo. Mas dona Judith Brito não deixa que bulem com os seus…

    Morte de jornalistas inibe trabalho da imprensa em Minas

    Dois repórteres da editoria de polícia do jornal ‘Vale do Aço’, de Ipatinga, foram assassinados em pouco mais de um mês

    Profissionais são orientados a não saírem sozinhos da Redação; suspeita é de atuação de grupo de extermínio

    PAULO PEIXOTODE BELO HORIZONTE

    As mortes de dois jornalistas de Ipatinga, na região do Vale do Aço, em Minas, vêm alterando a rotina e inibindo o trabalho da imprensa local.

    Primeiro foi a morte do repórter Rodrigo Neto de Faria, 38, em março. No último domingo foi assassinado o repórter fotográfico Walgney Carvalho, 43. Os dois trabalhavam na editoria de polícia do jornal "Vale do Aço".

    Existe a suspeita de envolvimento de policiais que fariam parte de um grupo de extermínio que atuaria na região. Por isso o temor dos jornalistas, especialmente entre os da cobertura policial.

    Desde a morte de Faria, o "Vale do Aço" não consegue preencher duas vagas abertas no jornal por falta de candidatos, disse o editor da publicação, Breno Brandão.

    No "Diário Popular", também de Ipatinga, uma repórter policial pediu demissão na última segunda-feira e saiu do Estado, afirmou o editor-chefe Fernando Benedito Jr.

    O temor se reflete na rotina das duas pequenas redações, que têm de cinco a oito jornalistas cada uma. E ainda na apuração das reportagens.

    "O pessoal que está em campo, até de outras editorias, está receoso e preocupado", disse Brandão, que tem incentivado a saída de repórteres para coberturas externas sempre com um colega, ainda que de outra empresa.

    Segundo Benedito Jr., as reportagens que exigem apuração mais aprofundada foram deixadas de lado. A cobertura está limitada a ocorrências da Polícia Militar e demais informações oficiais.

    Para acompanhar as investigações e cobrar apuração e segurança, jornalistas da cidade formaram um comitê batizado Rodrigo Neto.

    O jornalista produzia reportagens investigativas e tentava elucidar uma série de 14 homicídios ocorridos nos últimos anos na região, que não foram solucionados.

    Um dos casos ocorreu em 2008. Um adolescente infrator foi morto, teve a cabeça decepada e embrulhada em folhas com reportagens escritas pelo jornalista. O embrulho foi jogado na casa de um capitão da PM que apurava o crime.

    Já Carvalho havia prestado informações à polícia sobre a morte do colega de trabalho, segundo o deputado estadual Durval Ângelo (PT), da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de Minas.

    O governador Antonio Anastasia (PSDB-MG) reconheceu haver uma "organização criminosa" na região, mas evitou citar a possível participação de policiais para não atrapalhar as investigações, a cargo da polícia mineira.

    Entidades de classe e grupos ligados aos direitos humanos têm cobrado apuração e segurança. A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência acompanha o caso.

    09/04/2013

    Briga de bugio

    Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:05 am
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    Acredite em tudo o que um disser do outro…

    Opinião econômica de Aécio é criticada por aliado de Serra

    Ex-governador Alberto Goldman comentou entrevista do senador à Folha

    Serrista afirma que o presidenciável tucano discorda da política do governo petista pelos motivos errados

    DE SÃO PAULO

    O ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, tido no PSDB como serrista, criticou ontem declarações do senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato do partido à Presidência, expostas em entrevista à Folha publicada no domingo.

    "Tenho ressalvas a certas afirmações e entendo que é justo e necessário que elas sejam colocadas", afirma o ex-governador, em texto publicado em seu blog.

    O aliado do ex-governador José Serra contesta três pontos das opiniões emitidas pelo senador tucano.

    Goldman discorda da crítica de Aécio a uma "política nacional-desenvolvimentista, que acha que o Estado tem de ser o indutor do crescimento econômico".

    Para o tucano, o erro do governo não é este, mas é a falta de bom senso e de critérios para usar seus instrumentos para o crescimento.

    Na entrevista, Aécio criticou ainda a falta de autonomia do Banco Central.

    De acordo com Goldman, o problema do país é, no entanto, a baixa produção da economia, "principal razão da elevação da inflação e empecilho para indústria brasileira exportar".

    Outra opinião de Aécio chamada de equivocada pelo ex-governador é a que critica as concessões ao setor privado com base na menor tarifa.

    "Obter a menor tarifa é um imperativo mais ou menos como fizemos nas concessões", afirma Goldman, citando os exemplos das concessões da rodovia Presidente Dutra e da ponte Rio-Niterói, feitas quando era ministro dos Transportes (1992-1993).

    Ele, porém, diz concordar com a opinião do mineiro sobre a "leniência" do governo Dilma com a inflação. "Esta é uma doença que vivemos no Brasil durante décadas."

    No final de semana, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reclamou da desunião no partido.

    01/03/2013

    Parceria de FHC com Aécio Neves?

    Filed under: Aécio Neves,FHC — Gilmar Crestani @ 8:31 am
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    Brasileiro conecta cérebros de roedores

    Estudo captou atividade cerebral de animal realizando uma tarefa e a transmitiu para outro fazer a mesma coisa

    Um dos testes fez uma "transmissão de pensamento" entre um rato no Brasil e outro nos EUA, pela internet

    DÉBORA MISMETTIEDITORA INTERINA DE “CIÊNCIA+SAÚDE”

    Em um laboratório da Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA), duas mentes trabalharam juntas -literalmente- para resolver o mesmo problema e obter uma recompensa.

    É o que anunciaram cientistas ontem em publicação na revista "Scientific Reports". A equipe, integrada pelo neurobiólogo brasileiro Miguel Nicolelis, afirma ter captado impulsos elétricos do córtex motor e tátil de roedores e transferido essas informações para outro animal, estabelecendo uma ligação entre os dois em tempo real.

    Foram usados pares de roedores, nos quais um era o codificador e o outro, o decodificador. Em uma das etapas, o codificador deveria pressionar a alavanca certa para obter água.

    Havia duas alavancas: quando uma luz se acendia acima de uma delas, a da esquerda ou a da direita, ele deveria pressioná-la.

    Durante a tarefa, os cientistas registraram a atividade elétrica das células do córtex motor do animal por meio de microeletrodos implantados no cérebro do codificador.

    Essa informação foi transmitida ao córtex motor do decodificador por meio de pulsos elétrico inseridos no cérebro do animal.

    Segundo Nicolelis e colegas escrevem na publicação, o animal decodificador conseguiu acertar qual era a alavanca certa em até 70% das tentativas, lembrando que ele não teve a dica da luz dada ao primeiro roedor.

    Quando o decodificador acertou, ele recebeu a recompensa e, ao mesmo tempo, foi enviado um feedback ao codificador, que recebeu de novo a gratificação.

    Com isso, foi estabelecida uma colaboração entre os animais. "Essa foi a grande surpresa. Não sabíamos o que ia acontecer, já que isso nunca foi feito antes", afirmou Nicolelis à Folha, por telefone.

    Uma segunda etapa do estudo usou informações táteis, transmitidas pelo codificador ao receber estímulos em seus bigodes. Com o treinamento do uso da interface cérebro-cérebro, afirmou Nicolelis, o decodificador conseguiu criar uma representação dos bigodes do primeiro animal.

    "Estamos começando a realizar esse trabalho em macacos, e os resultados se amplificam, dada a maior complexidade." O trabalho com primatas deve ser apresentado neste ano em um congresso científico, segundo ele.

    REDE ORGÂNICA

    Uma terceira parte do estudo com roedores demonstrou que é possível enviar essa informação a uma grande distância: um animal no Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra, no Rio Grande do Norte, foi conectado a outro, nos EUA, pela internet.

    Para o neurocientista, o trabalho -que não tem ligação direta com seu mais famoso projeto, o "Andar de Novo", cujo objetivo é a construção de um exoesqueleto controlado pelo cérebro para dar movimentos a pessoas com paraplegia- é uma demonstração de que é possível criar um novo tipo de computação, no qual cérebros de diferentes animais podem colaborar em um só pensamento para resolver uma tarefa.

    "Queremos estudar a possibilidade de um sistema de computação orgânico, usando as características únicas dos cérebros de mamíferos que não podem ser reproduzidas por um computador."

    Outros pesquisadores, no entanto, são céticos quanto à possibilidade de um processador orgânico.

    Em entrevista ao "New York Times", o neurocientista Andrew Schwartz, da Universidade de Pittsburgh, destacou que a taxa de sucesso do rato ao realizar as tarefas "teleguiado", de 70%, não é muito maior do que a de uma escolha aleatória, de 50%.

    28/06/2011

    Putaria mafiomidiática

    Filed under: A$$oCIAdos,Instituto Millenium,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 8:37 am
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    bafometro

    Imprensa blinda relações de Aécio Neves com dono da empreiteira Delta

    Domingo 26, junho 2011

    O que Aécio Neves (PDSB/MG) tem, que Sérgio Cabral (PMDB/RJ) não tem?

    Um trágico acidente de helicóptero em Trancoso, na Bahia, revelou que o governador Sérgio Cabral (PMDB/RJ) ia a uma festa de aniversário de Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta. A empreiteira tem obras junto ao governo do Rio. Não há no noticiário nenhuma acusação de fato contra Sérgio Cabral, apenas as suspeitas de sempre, com base no teste de hipótese de que “se não é culpado, é bem possível que poderia ser”.

    Realmente, seria o ideal e mais prudente a um governador, manter uma distância pessoal maior de empreiteiros que tem contratos com o estado. Mas é estranho essa súbita cobrança da imprensa, quando o costume vem pelo menos desde D. Pedro II que convivia muito bem com o Barão de Mauá, e quando os próprios donos da imprensa sempre cultivaram “amizades” com governantes, sejam da ditadura, seja na era demo-tucana.

    Mas o mais irônico, é que se Cabral é suspeito, então por que Aécio Neves (PSDB/SP) é louvado quando, em novembro de 2007, em pleno exercício do governo de Minas, frequentou a casa de Fernando Cavendish, em badalada festa, na Avenida Vieira Souto, no Rio?

    Por Zé Augusto

    Imprensa blinda relações de Aécio Neves com dono da empreiteira Delta | Os Amigos do Brasil

    22/06/2011

    Tucano cai do cavalo

    Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 8:06 am
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    José Incitatus Serra

    O senador Aécio Neves (PSDB) fraturou a clavícula e cinco costelas após sofrer queda de um cavalo nas proximidades da fazenda da família no município de Cláudio, na região centro-oeste de Minas a 139 quilômetros de Belo Horizonte. O acidente ocorreu na tarde de sexta-feira e foi confirmado neste sábado pela assessoria do senador. O cavalo passa bem!

    O que o senador estava fazendo em sua fazenda em pleno horário de expediente em Brasília?

    Aécio dirigi carro (no meio da madrugada) e é pego pela blitz da lei seca bêbado.

    Monta a cavalo (em horário de expediente), toma um tombaço e se quebra inteiro.

    E ainda o PSDB quer que  ele dirija o país? Se nem carro ou cavalo ele soube controlar direito…

    Com informações d’Os Amigos do Presidente Lula e CloacaNews.

    02/06/2011

    Bloco Minas Sem Censura representa contra Aécio no MPF

    Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 10:02 am
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    1 de junho de 2011 às 21:47

    Bloco Minas Sem Censura representa contra Aécio no MPF

    por Conceição Lemes

    Nessa terça-feira,31 de maio, o Bloco Parlamentar “Minas Sem Censura” entregou ao Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, representação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG),  sua irmã Andrea Neves da Cunha e a Rádio Arco-Íris.

    Para o bloco,  formado pelo PT, PMDB, PCdoB e PRB,  “há fortes  indícios de sonegação fiscal, ocultação de patrimônio e crime eleitoral”. É exatamente a apuração desses indícios  que o “Minas Sem Censura” requereu ao Ministério Público Federal (MPF).

    “Como em dezembro de 2010 o Aécio se tornou dono da rádio Arco-Íris, cujo valor de mercado é de R$ 15 milhões, se o patrimônio total declarado dele é R$ 617.938,42?”, quer saber o deputado Sávio Souza Cruz (PMDB),  vice-líder do bloco. “Também por que Aécio indicou para presidir a Codemig justamente o dono da empresa do jatinho que ele viaja para cima e para baixo?”

    “Não há como confundir com o [Antonio] Palocci”, diz Cruz ao ser questionado se a representação não seria retaliação ou recurso para desviar a atenção do caso envolvendo ministro Chefe da Casa Civil. “Nós começamos a denunciar os desmandos do Aécio no dia em que ele se recusou a fazer o teste do bafômetro. O caso Palocci só surgiu há cerca de 15 dias. Outra coisa. O Palocci declarou o patrimônio e pode até ter dificuldade para esclarecê-lo. Já o Aécio oculta o patrimônio e não quer esclarecer. O importante é que se investigue tudo e puna, doa a quem doer.”

    O inferno astral de Aécio Neves começou na madrugada de 17 de abril, quando, parado numa blitz de polícia, rejeitou o teste do bafômetro e teve a carteira de motorista apreendida, pois estava vencida.  A partir daí, o Bloco Parlamentar “Minas Sem Censura” foi revelando fatos até então desconhecidos, como a estranha frota de carros de luxo da rádio do senador, a história do jatinho e a denúncia à Justiça sobre a Rádio Arco-Íris.

    A seguir, a íntegra da representação ao MPF:

    Excelentíssimo Senhor Procurador-Geral da República

    ROGÉRIO CORREIA DE MOURA BAPTISTA, brasileiro, casado, Deputado Estadual à Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, CPF 471.025.006-53, Líder do Bloco Parlamentar “Minas Sem Censura”, formado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Republicano Brasileiro (PRB), ANTÔNIO JÚLIO DE FARIA, brasileiro, casado, Deputado Estadual à Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, CPF: 164.171.516-20, Líder da Minoria, e LUIZ SÁVIO DE SOUZA CRUZ, brasileiro, casado, Deputado Estadual à Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, CPF 359.815.396-15, todos com endereço na  Rua Rodrigues Caldas, nº 30, Bairro Santo Agostinho, Belo Horizonte, Minas Gerais, comparecem perante V. Exa. , para oferecer REPRESENTAÇÃO, requerendo seja instaurado o competente procedimento para apurar SONEGAÇÃO FISCAL E OCULTAÇÃO DE PATRIMÔNIO por AÉCIO NEVES DA CUNHA, brasileiro, separado judicialmente, SENADOR DA REPÚBLICA, com endereço declarado na Rua Samuel Pereira, nº237, apto 1101, Bairro Anchieta, Belo Horizonte, Minas Gerais, inscrito no CPF sob o n.º 667.289.837-91, por ANDREA NEVES DA CUNHA, brasileira, solteira, empresária, com endereço na Avenida Bandeirantes,  nº1975, apto 1601, Bairro Serra, CEP 30210-420, inscrita no CPF sob o n.º 551.224.007-25 e por RÁDIO ARCO IRIS LTDA, CNPJ  22731210/0001-92, com sede na Avenida Raja Gabaglia, n.º 1001, 1º andar, Luxemburgo, Belo Horizonte, pelos seguintes fatos e argumentos, para ao final requerer:

    Do Primeiro Representado – Ocultação de Patrimônio ou Rendas

    Conforme se demonstrará a seguir, o primeiro representado omite a realidade sobre o seu patrimônio e as suas rendas: A versão entregue à Justiça Eleitoral e à Receita Federal difere, em muito, daquela que suporta os seus elevados gastos e estilo de vida. Enquanto a primeira aponta um cidadão de pouco patrimônio, com rendas de servidor público, a real é a que lhe proporciona viagens constantes ao exterior, utilização de veículos de luxo, refeições e hospedagens em points do jet set nacional e internacional e a utilização de jatinhos particulares para o seu deslocamento.

    Certamente, tais condutas e procedimentos não são próprios de um mero agente político, que ocupa cargos públicos desde os 18 anos de idade, quando então foi secretário particular do Governador de Minas Gerais.

    O primeiro representado apresentou à Justiça Eleitoral, para seu registro de candidatura ao Senado da República no ano de 2010, a seguinte relação de bens, com os seguintes valores:

    a)   Apartamento no Rio de Janeiro, no valor de R$ 109.500,00;

    b)   Lote, no valor de R$ 6.639,73;

    c)   Lote, no valor de R$ 9.715,62;

    d)  Ações, no valor de R$ 0,09

    e)   Ações, no valor de R$ 217,26

    f)    Quotas de capital da IM Participações , no valor de R$ 95.179,12;

    g)   Empréstimo a NC Participações Ltda., no valor de R$ 8.544,12;

    h)  Objeto de Arte no valor de R$ 13.650,00;

    i)  50% de imóvel rural, no valor de R$ 87.000,00;

    j)    Saldo em conta corrente no valor de R$ 331,07;

    k)   Aplicação financeira no valor de R$ 40.142,20;

    l)     Saldo em conta corrente no valor de R$ 10,00;

    m)   Aplicação financeira no valor de R$ 14.393,28;

    n)     Saldo em conta bancária no valor de R$ 496,93

    o)    Apartamento em Belo Horizonte no valor de R$ 222.000,00.

    Total do patrimônio declarado : R$617.938,42

    A declaração de bens apresentada pelo primeiro representado à Justiça Eleitoral possui os mesmos valores históricos, quanto ao patrimônio imobilizado, da declaração apresentada em 2006, quando de sua segunda candidatura a Governador de Minas Gerais, com pequenas variações.

    Quanto ao patrimônio total, houve uma redução nominal em quatro anos da ordem de cerca de 20% (vinte por cento).Em quatro anos, o primeiro representado teve decrescido o seu patrimônio.

    A remuneração do Governador do Estado de Minas Gerais, ocupação principal do primeiro representado no período de janeiro de 2003 a abril de 2010, era de R$ 10.500,00 (dez mil e quinhentos reais) brutos, nos termos da Lei Estadual 16.658.

    Durante esse período, o primeiro representado realizou 11 (onze) viagens ao exterior às suas expensas, segundo dados colhidos junto à Assembleia Legislativa, muitas vezes em companhia da família e segundo notas de imprensa, freqüentemente a destinos de alto luxo como Aspen, estação de esqui nos Estados Unidos.

    De abril de 2010 a Fevereiro de 2011, quando voltou a assumir mandato eletivo, o primeiro representado esteve desempregado. Entretanto, continuou realizando viagens ao exterior,  com seus hábitos caros e pouco comuns à maioria esmagadora da população.

    O primeiro representado tem uma de suas residências fixas na cidade do Rio de Janeiro, próximo à Lagoa Rodrigo de Freitas, no Bairro de Ipanema, considerado de classe alta. Outra, em Belo Horizonte, também em um bairro considerado zona residencial nobre.

    O imóvel situado em Ipanema, certamente tem valor muito superior ao declarado no imposto de renda do primeiro representado.  Pela planta de valores da Prefeitura do Rio de Janeiro, para fins de IPTU, o valor venal de imóveis no endereço apontado na declaração do representado, é calculado tendo por base o valor de R$ 3.243,74 por metro quadrado de área construída. Entretanto, declara-se que seu valor é de módicos R$ 109.500,00 (cento e nove mil e quinhentos reais).

    As despesas com manutenção de suas residências e de seu nababesco estilo de vida, compreendendo restaurantes de primeira linha, festas com celebridades, boates e viagens a bordo de jatos particulares são incompatíveis com os seus rendimentos declarados.

    É bem verdade que o primeiro representado teve declarado em seu patrimônio a participação societária nas empresas NC Participações Ltda. (CNPJ 23205958/0001-14), no valor de R$ 9.819,00 (nove mil e oitocentos e dezenove reais) e da IM Participações e Administração Ltda. (CNPJ 28264463/0001-80) no valor de R$ 95.179,12 (noventa e cinco mil e cento e setenta e nove reais e doze centavos), esta com sede na residência de sua mãe, a Sra. Inês Maria Neves de Faria, com endereço na  Rua Pium-i, n.º 1601, apto 901, em Belo Horizonte e agora, incorporada ao seu patrimônio a Rádio Arco-Iris Ltda.,  cujas operações serão detalhadas a seguir.

    Com relação à empresa IM Participações e Administração Ltda., observe-se que em 2010 ela teve alterado o seu contrato social, reduzindo o valor geral das cotas e a participação do primeiro representado para R$ 14.153,00 (quatorze mil e cento e cinquenta e três reais).

    Mas seria o rendimento auferido pelo primeiro representado por sua participação acionária  nestas empresas que suportariam todas as elevadas despesas de seu estilo de  vida ostentoso ou, a exemplo do que acontece comprovadamente com a empresa Rádio Arco-Iris, o primeiro representado utiliza-se diretamente de recursos ou de patrimônio destas e de outras pessoas jurídicas para fazer frente aos seus gastos faraônicos?

    Mesmo que fosse fruto de sucessão familiar, tais rendimentos deveriam constar de seu imposto de renda, mesmo considerando que originalmente a família do primeiro e do segundo representado não possuem volume de patrimônio considerável . Pelo que se observa do site do TJMG, o patrimônio declarado do espólio do genitor do primeiro e da segunda representada, que ainda não foi partilhado, não monta R$1500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais), também insuficientes para fazer face ao estilo de vida do representado.

    Ao que se demonstra, o primeiro representado, face os seus rendimentos oficiais, apresenta sinais exteriores de riqueza incompatíveis com seus rendimentos, nos exatos termos do art. 6º da Lei Federal 8021/90, fruto de ocultação de patrimônio, de fraude fiscal ou de ambos.

    Das Conexões Com Outras Empresas

    Participação de Oswaldo Borges da Costa Júnior e Grupo Bandeirantes

    O primeiro representado faz uso frequente de aviões particulares para seu deslocamento no Brasil e no exterior.

    Constata-se por declarações dadas pelo representado à  imprensa, o uso frequente de um jato particular, cujo valor de avaliação é de 24 milhões de reais, de propriedade da Banjet Taxi Aéreo Ltda., é feito graciosamente, por cortesia da empresa.

    Ocorre que tal empresa, pertencente ao grupo econômico do extinto Banco Bandeirantes, liquidado em ruidosa nuvem de má gestão, tem como sócio administrador o Sr. Oswaldo Borges da Costa Filho, presidente da Companhia de Desenvolvimento  Econômico de Minas Gerais, nomeado para aquele cargo pelo primeiro representado.

    No que toca ao Sr. Oswaldo Borges da Costa Filho, figura das mais influentes na área de mineração em Minas Gerais, tendo em vista sua posição privilegiada como presidente de uma grande estatal, o mesmo participa da diretoria ou é sócio proprietário de outras pessoas jurídicas. Tal influência passou a ser exercida a partir da posse do primeiro representado no governo de Minas. Antes disso, o Sr. Oswaldo Borges da Costa Filho nada mais era do que um nome nas colunas sociais.

    São elas :  Minasmáquinas S/A, BAMAQ S/A Bandeirantes Máquinas e Equipamentos, Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá COMIPA,  Comercial de Veículos Delta Ltda., CGO Administradora e Corretora de Seguros Ltda. e OEC Memória do Automóvel Ltda.

    Foi também proprietário de outras empresas, juntamente com o ex banqueiro Clemente de Faria, como a  Star Diamantes Ltda., de sua propriedade quando já era presidente de empresa estatal.. A primeira e a segunda empresas citadas mantém relações comerciais com o Estado de Minas Gerais, da qual o primeiro representado foi Governador nos últimos dois mandatos e o Sr. Oswaldo foi e continua sendo presidente de estatal e membro de conselhos de administração de outras empresas.

    Ainda sobre a Banjet Taxi Aéreo Ltda., CNPJ 23.348.345/0001-36, frise-se, pertencente ao mesmo grupo econômico do extinto Banco Bandeirantes, e que cede graciosamente suas aeronaves ao primeiro representado, aponte-se que suas aeronaves foram utilizadas na campanha de 2010 ao Governo de Minas e ao Senado da República pelos candidatos Antônio Anastasia, Aécio Neves e Itamar Franco. Estas informações estão no sítio eletrônico do TSE e o custo de tais locações superou o valor de R$ 900.000,00 (novecentos mil reais). A Banjet ainda locou suas aeronaves ao PSDB nacional, pelo que consta da prestação de contas daquele partido, também registrada no TSE.

    Estas informações apenas ilustram o perfil das empresas dirigidas pelo Sr. Oswaldo Borges da Costa Filho,  figura das mais influentes no cenário empresarial mineiro.

    Mas o que levanta suspeitas é o fato de que pertenceram ao grupo econômico do extinto Banco Bandeirantes, que tinha um de seus endereços na Avenida Rio de Janeiro, 600,  Belo Horizonte, coincidentemente o mesmo endereço da empresa IM Participações  e Administração Ltda., à época em que a genitora do primeiro representado, Inês Maria Neves Faria, era uma das gestoras do malfadado Banco, juntamente com o seu marido já falecido, o ex banqueiro Gilberto Faria.

    Observe-se que a empresa IM Participações e Administração Ltda. é de propriedade do primeiro representado, da segunda representada e de sua mãe, viúva do ex banqueiro, conforme documento anexo.

    Como é de praxe, são essas empresas de participação quem administram inteiras fortunas, para acobertar patrimônio de particulares, que não tem como justificar contabilmente a aquisição de ativos.

    Haveria aí uma triangulação de patrimônio, de forma que não só a Banjet Taxi Aéreo Ltda., como outras empresas ligadas ao grupo econômico do extinto Banco Bandeirantes ou não fossem de co-propriedade do primeiro e da segunda representada ? Certamente.   Tal triangulação seria possível uma vez que a genitora de ambos  representados era gestora de empresas ligadas ao banco e sócia daqueles.

    Da Representada – Rádio Arco-Iris Ltda.

    Um dos instrumentos utilizados pelo primeiro representado para ocultação de patrimônio é a Rádio Arco-Iris Ltda.

    A empresa Rádio Arco-Iris Ltda. (terceira representada) é de propriedade do primeiro e da segunda representados, segundo consta de registro extraído da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais.

    A aquisição de cotas da empresa foi realizada pelo primeiro representado no ano de 2010, quando ainda se encontrava desempregado e, portanto, sem nenhuma renda formal.

    Segundo o mesmo registro, a sociedade tem por objeto “a execução de serviços de radiodifusão sonora de quaisquer modalidades, em quaisquer localidades do país, desde que para tanto o Governo Federal lhe outorgue permissão e/ou concessões, podendo paralelamente explorar a propaganda comercial e a música funcional.”

    Para a consecução de seu objeto social, a sociedade poderá ter os gastos de custeio exclusivamente vinculados aos seus fins.

    Pressupõe-se pois que as despesas legítimas que podem ser utilizadas contabilmente para dedução na receita e via de consequência abatimento no lucro são aquelas afetas aos serviços de radiodifusão sonora e, paralelamente, exploração de propaganda comercial e a música funcional.

    Assim, ter-se-ão como despesas ordinárias e possíveis de constar no passivo da terceira representada as referentes a aluguel de imóvel, compra e manutenção de equipamentos, salários e encargos trabalhistas, manutenção geral das suas dependências, bem como locação, manutenção e despesas referentes a veículos colocados à disposição das finalidades da empresa, dentre outros gastos, desde que não configurado o desvio das finalidades empresariais.

    O recente episódio envolvendo o primeiro representado, Sr. Aécio Neves da Cunha, parado em operação policial na cidade do Rio de Janeiro, que ganhou repercussão nacional, face às infrações de trânsito cometidas por um Senador da República e ex-governador de Estado, não passariam de noticiário e de impressões de natureza política, não fosse o primeiro representado o condutor de um veículo de propriedade de uma empresa concessionária de serviço de radiodifusão, in casu, a terceira representada.

    Constatou-se, à ocasião, que o primeiro representado conduzia o veículo Land Rover “TDV8 Vogue”, ano 2010, placa HMA 1003, de valor aproximado de mercado de R$255.000,00, adquirido após as últimas eleições pela “Rádio Arco-Iris”, de propriedade do segundo e da terceira representada.

    Segundo informações fornecidas pela Assessoria de Imprensa do primeiro representado, o veículo ficava à disposição da família do primeiro e da segunda representada, que são irmãos, e era utilizado por eles durante seus deslocamentos de caráter particular e privado,  no Estado do Rio de Janeiro.

    Constatou-se também ser a empresa Rádio Arco-Iris, terceira representada,  é proprietária de 12 veículos registrados no DETRAN-MG, sendo eles:

    Observe-se que dos 12 veículos registrados em nome da Rádio Arco-Iris, seis deles, pelo menos, não guardam qualquer nexo com os veículos de utilização normal da empresa e para os fins do objeto empresarial. Indubitavelmente são automóveis de passeio, não utilitários, e de categoria de luxo.

    Além disso, tratando-se de emissora com sede e transmissão na região metropolitana de Belo Horizonte, a frequente autuação de seus veículos, no Estado do Rio de Janeiro, também atesta que os veículos não são utilizados em serviços da empresa.

    As multas aplicadas aos veículos de n.º 1 e de n.º 2 da lista acima, conforme site do DETRAN/MG, esclarecem que foram flagrados em excesso de velocidade em Búzios (RJ), Rio Bonito (RJ) em rodovias no Estado do Rio de Janeiro e também na cidade do Rio de Janeiro.

    Não é crível que tais automóveis estivessem a serviço da Rádio Arco-Iris naquele Estado, tanto mais considerando que a mesma é uma Rádio que não possui departamento de jornalismo, atendo-se tão somente ao entretenimento do público jovem e adolescente através de programação musical e, vale lembrar, transmite sua programação na região metropolitana de Belo Horizonte.

    Ad argumentandum , apesar de a Rádio Arco-Iris ser a retransmissora da Rádio Jovem Pan, e conforme declarado pela Assessoria de Imprensa do primeiro representado, possuir alto faturamento anual(sic), recebendo fatia considerável dos recursos públicos destinados a publicidade oficial (documento juntado) é inegável estar havendo desvio de finalidade patrimonial da empresa.

    Mesmo sem entrar no mérito da destinação pelo primeiro e segundo representados de verbas públicas de publicidade ao terceiro representado, não se justifica a imobilização de patrimônio através de aquisição de veículos de luxo, imprestáveis à finalidade empresarial.

    Obtempere-se que, a propriedade de tais veículos, por parte da terceira representada , poderão se prestar a:

    a)  contabilização de seu custeio como despesas da empresa. Assim, o pagamento dos altíssimos valores de seguro, IPVA, multas e taxas, são lançados como despesa e portanto dedutíveis para a apuração do lucro, o mesmo ocorrendo com as despesas de combustível, revisão e peças;

    b)  contabilização da depreciação patrimonial dos veículos, também dedutível para apuração do lucro;

    c) contabilização dos possíveis contratos de arrendamento mercantil, se houver, como despesa corrente, também passível de dedução no lucro.

    Tais operações contábeis, se ocorreram, configuram burla ao fisco e evidenciam o lançamento de despesas estranhas à atividade empresarial na contabilidade da empresa, reduzindo a base de cálculo para a apuração do quantum devido à Receita Federal, em todos os tributos e contribuições fiscais e parafiscais em que o lucro for a base de cálculo. Constitui, portanto, sonegação fiscal, devendo ser apurada para a responsabilização dos envolvidos.

    Da aquisição da empresa pelo primeiro representado.

    As cotas da Rádio Arco-Iris foram adquiridas pelo primeiro representado em 28/12/2010, com o valor declarado à Junta Comercial do Estado de Minas Gerais de R$88.000,00 (oitenta e oito mil reais) de um total de cotas da sociedade de 200.000 cotas, no valor total de R$200.000,00 (duzentos mil reais).

    Sobre este item, deve-se considerar o seguinte:

    a) O valor declarado à JUCEMG não representa necessariamente o valor real da empresa;

    b) Somente os veículos registrados no DETRAN-MG em nome da empresa têm valor de mercado de aproximadamente R$715.000,00 (setecentos e quinze mil reais). – conforme Tabela FIPE

    c) O valor comercial da concessão da Rádio Arco-Iris Ltda., retransmissora da Rádio Jovem Pan e ocupante do 6º lugar no ranking de audiência é de aproximadamente R$15.000.000,00 (quinze milhões de reais), segundo informações de mercado;

    d)  o primeiro representado não possuía patrimônio declarado para a aquisição de tal empresa, conforme já demonstrado.

    Como dito, a empresa Rádio Arco-Iris é apenas um dos mecanismos utilizados pelo primeiro representado para ocultação de seu patrimônio e a prática de sonegação fiscal.  Só foi detectada em função de mais um excesso público cometido pelo primeiro representado,  o qual é useiro e vezeiro. Apenas a investigação criteriosa poderá detectar outros métodos de sonegação utilizados pelo primeiro representado, bem como a extensão dos danos ao erário.

    Relatados os fatos, com os documentos que instruem a presente representação,  REQUEREM:

    A instauração do competente procedimento pelo Ministério Público Federal, objetivando a apuração dos fatos apontados, e em especial:

    a)  Com relação à terceira representada, apurar se as despesas relativas aos veículos de uso particular do primeiro e segunda representados estão sendo contabilizados para fins de dedução no lucro , bem como a depreciação dos mesmos;

    b) Com relação ao primeiro representado, a apuração de omissão de receitas e de patrimônio, tendo em vista os evidentes sinais exteriores de riqueza incompatíveis com  sua renda disponível;

    c) Com relação à segunda representada, a responsabilização pela gestão fiscal da terceira representada;

    d)  Com relação às empresas IM Participações e Administração Ltda. e NC Participações Ltda., das quais o primeiro representado é co-proprietário, a verificação da utilização de suas rendas e patrimônio.

    e)  Com relação às empresas empresas IM Participações e Administração Ltda. e NC Participações Ltda., a verificação de qual é o seu patrimônio e quais empresas tem as mesmas em seu quadro acionário .

    f) Demais providências necessárias por parte do Ministério Público Federal e da Receita Federal.

    Colocam-se  à disposição os representantes para as informações ou esclarecimentos ulteriores que se fizerem necessários.

    Brasília, 30 de Maio de 2011

    Deputado Rogério Correia

    Líder do Bloco Minas Sem Censura

    PT-PMDB – PCdoB – PRB

    Deputado Antônio Júlio de Faria

    Líder da Minoria

    Deputado Luiz Sávio de Souza Cruz

    Vice-Líder

    Bloco Minas Sem Censura representa contra Aécio no MPF | Viomundo – O que você não vê na mídia

    Aécio pode

    Filed under: Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:49 am
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    Como já escrevi alhures, a direita não suporta concorrência da esquerda no roubo. Patentearam!

    Denúncias de ocultação do patrimônio de Aécio

    Enviado por luisnassif, qui, 02/06/2011 – 07:45

    Por Adamastor

    Do blog do Miro

    Aécio é denunciado por ocultar patrimônio

    Por André Barrocal, no sítio Carta Maior:

    A Procuradoria Geral da República (PGR) vai anunciar em breve se abrirá inquérito para investigar o enriquecimento do chefe da Casa Civil, ministro Antonio Palocci. Os adversários do governo petista acionaram-na depois da notícia de que Palocci comprou apartamento de mais de R$ 6 milhões em São Paulo, no que seria um sinal de “ostentação”. Pois a PGR também examina se é necessário apurar melhor a vida patrimonial de um outro figurão da República, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), líder máximo da oposição atualmente. O tucano entrou na mira do Ministério Público pelo motivo oposto ao de Palocci, a ocultação de bens, o que revelaria sonegação fiscal.

    A denúncia de que o senador esconde patrimônio e, com isso, deixa de pagar impostos foi feita ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no dia 30 de maio, pela bancada inimiga do PSDB na Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

    O fundamento da representação é o “estilo de vida” do senador. Com o salário de R$ 10,5 mil mensais que recebeu por sete anos e quatro meses como governador mineiro, diz a representação, Aécio não teria condições de viajar onze vezes para o exterior com a família, andar de jatinho, dar festas com celebridades, frequentar restaurantes caros e comprar os carrões com que desfila em Minas e no Rio, cidades onde tem apartamentos.

    Na declaração de renda apresentada à Justiça eleitoral no ano passado, quando disputou e ganhou um cadeira no Senado, Aécio Neves informou ter patrimônio de R$ 617 mil, que os acusadores dele consideram uma ficção.

    “Há claramente um abismo entre o Aécio oficial e o Aécio do jet set internacional. Ele está ocultando patrimônio, e isso leva ao cometimento de sonegação fiscal”, afirma o deputado Luiz Sávio de Souza Cruz (PMDB), líder da oposição ao PSDB na Assembléia mineira e um dos signatários da representação.

    Linhas de investigação

    O documento sugere duas linhas de investigação à PGR na tentativa de provar que o senador estaria escondendo patrimônio para sonegar impostos, num desfiar de novelo que levaria – e isso a representação não diz – à descoberta de desvio de recursos públicos mineiros para a família Neves.

    A primeira linha defende botar uma lupa na Radio Arco Íris, da qual o senador virou sócio em dezembro. Até então, a emissora era controlada apenas pela irmã de Aécio, Andrea Neves. Os denunciantes do senador estranham que a emissora tenha uma frota de doze veículos, sendo sete de luxo, e mantenha parte no Rio de Janeiro. Se a radio não produz conteúdo noticioso nem tem uma equipe de jornalistas, para que precisaria de doze veículos, ainda mais num estado em que não atua?

    A hipótese levantada pela denúncia é de que se trata de um artifício para fugir de tributos – a despesa com a frota e a própria existência dela permitem pagar menos imposto de renda. Além, é claro, de garantir boa vida ao senador.

    Mas há uma desconfiança maior por parte dos adversários de Aécio, não mencionada na representação. “Queremos saber se tem recurso público nessa rádio. Quanto foi que ela recebeu do governo desde 2003?”, diz o líder do PT na Assembléia, Rogério Correia, também autor da representação. “Há muito tempo que a Presidência da Assembléia impede que se vote essa proposta de abrir os repasses oficiais para a radio Arcio Iris.”

    Sócia da rádio, Andrea Neves coordenou, durante todo o mandato do irmão, a área do governo de Minas responsável pela verba publicitária.

    A outra linha de investigação aponta o dedo para uma das empresas da qual Aécio declarou ao fisco ser sócio, a IM Participações. A sede da empresa em Belo Horizente fica no mesmo endereço do falido banco que os pais do senador administraram no passado, o Bandeirantes. Do grupo Bandeirantes, fazia parte a Banjet Taxi Aéreo. Que vem a ser a proprietária de um jatinho avaliado em R$ 24 milhões que o senador usa com frequencia, e de graça, para viajar.

    O problema, dizem os acusadores do senador, é que a Banjet tem como sócio gestor Oswaldo Borges da Costa Filho, cunhado de Aécio e presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais durante o governo do tucano.

    A hipótese levantada na representação é de que teria havido uma “triangulação de patrimônio”. Aécio controlaria a Banjet por meio da IM Participação de Administração. “São essas empresas de participação quem administram inteiras fortunas, para acobertar patrimônio de particulares, que não tem como justificar contabilmente a aquisição de ativos”, afirma o texto.

    Neste caso, a representação de novo não diz, mas é outra desconfiança dos denunciantes do senador, também teria havido desvio de recursos públicos mineiros, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico, para a família Neves.

    Minas: ‘estado de exceção’

    Os adversários do senador tentam emplacar uma investigação federal contra Aécio – e por isso se apegam a questões fiscais – para contornar supostos silêncio e omissão de instituições mineiras, que estariam sob controle total do ex-governador.

    “Aqui no estado nós vivemos num regime de exceção. A imprensa, o tribunal de contas, a Assembléia Legislativa são todos controlados pelo Aécio”, diz Rogério Correia. “Esse Aécio que aparece sorrindo em Brasília é o ‘Aécio ternura’. Mas aqui em Minas tem um ‘Aécio malvadeza’”, afirma Savio Cruz, usando expressões que no passado referiam-se ao falecido senador Antonio Carlos Magalhães.

    Aécio Neves foi procurado, por meio da assessoria de imprensa, para comentar a denúncia, mas não havia respondido até o fechamento da reportagem. A Procuradoria informou, também por meio da assessoria, que não há prazo para o procurador Roberto Gurgel decidir se abre ou não a investigação contra o senador.

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