Ficha Corrida

01/03/2015

Tem mais bandidos na Veja que no Presídio Central

A quadrilha Abril usa o braço Veja para achacar. Foi assim com Policarpo Jr em parceria com Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira. Desta feita o ataque coube ao trombadinha Ulisses Campbell. Por vezes a Veja conta com o braço do jagunço de Diamantino, em outras terceira aos demais a$$oCIAdos do Instituto Millenium. Hoje a maior quadrilha do Brasil, que tem ódio aos brasileiros e tudo de bom que por aqui se constrói, está alcovitada no coronelismo eletrônico. Agem como verdadeiros grupos mafiomidiáticos.

Nem a máfia siciliana, nem Al Capone foi tão longe no assassinato de reputações. Pior do que o comportamento de quadrilha do Grupo Abril é a passividade das autoridades. Segundo o código penal, tanto o executor como o mandante devem ser punidos. Mas, como o ódio de classe, ao PT, Lula e Dilma está liberado, as autoridades que deveriam dar um basta ao comportamento criminoso são capturados pelas penas de aluguel destes veículos.

O covil da Veja já deveria ter sido desbaratado. No mínimo, dedetizado!

Repórter da Veja se comporta como assaltante no prédio do irmão de Lula e é detido pela polícia.

Na última quarta-feira (25), por volta das 10hs da manhã, a babá dos netos de Frei Chico (irmão do presidente Lula) atendeu um sujeito que se identificou pelo interfone como entregador de livro.
Ao abrir a porta, o elemento anotou o nome, RG e CPF dela, e passou a ter um comportamento suspeito. Em vez de entregar livro como havia dito, começou a perguntar sobre os horários de chegada dos moradores.
Percebendo o comportamento típico de assaltante, a babá trancou a porta e avisou a portaria. A Polícia Militar foi chamada.
O elemento fugiu das dependências do condomínio, sendo detido nas redondezas pela PM, quando se identificou como Ulisses Campbell, jornalista da Veja.
A família de Frei Chico registrou boletim de ocorrência na delegacia de polícia.
Esse é o final da história de assédio pelo elemento da Veja, que começou dias antes com telefonemas e ameaças.
Ulisses Campbell é o elemento que publicou uma mentira absurda revista Veja de Brasília, dizendo que "Thiago, que seria sobrinho do ex-presidente Lula, terá uma festa de aniversário de três anos com custo de 220 mil reais e Ipads de presente para os convidados".
Lula desmentiu em seu instituto. Sequer tem sobrinho com este nome residindo em Brasília.

O elemento da Veja, pego na mentira, tentou fabricar outra matéria. Viajou de Brasília para o estado de São Paulo, e passou a usar nomes falsos e assediar a família de Frei Chico.
No boletim de ocorrência, o filho de Frei Chico relatou:

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Os Amigos do Presidente Lula

16/01/2015

Retrato inacabado da máfia midiática

Hoje o perigo à democracia mora nos blocos monolíticos que filtram o que eles acham que podemos ou devemos saber.  Aquilo que Nassif chama de “cartel midiático” eu chamo de Lei Rubens Ricúpero, revelada no já clássico da manipulação jornalística, perpetrada na Rede Globo, conhecido como o Escândalo da Parabólica. Envolvia relações familiares, Carlos Monforte e Rubens Ricúpero, e políticas, a captura de FHC, via Miriam Dutra, pela Rede Globo.

O dia em que a mídia brasileira descobriu Murdoch

sex, 16/01/2015 – 06:00

Atualizado em 16/01/2015 – 06:00

Luis Nassif

Em meados dos anos 2.000, subitamente o Olimpo da mídia passou a ser invadido por corpos estranhos, dinossauros de direita, que se supunha extintos desde o final da Guerra Fria, com uma linguagem vociferante, bélica, atacando outros jornalistas, pessoas públicas, partidos políticos, com um grau de agressividade inédito.

Até então, veículos criticavam veículos, mas não havia ataques pessoais a jornalistas.

O grande movimento começou por volta de 2005, coincidindo com a montagem do cartel midiático liderado por Roberto Civita, o cappo da Editora Abril.

***

Inspirada no australiano-americano Rupert Murdoch, a estratégia adotada consistia em juntar todos os grandes grupos de mídia em uma guerra visando ganhar influência para enfrentar os novos grupos que surgiam no bojo das novas tecnologias.

Montado o pacto, o primeiro passo foi homogeneizar o universo midiático, acabando com o contraditório.

Personalidades construídas pela mídia são agentes poderosos de influência em todos os campos. Ao contrário, as vítimas de ataques sofrem consequências terríveis em sua vida pessoal, profissional.

Trata-se de um poder tão ilimitado que uma das “punições” mais graves impostas a recalcitrantes é a “lista negra”, a proibição da citação de seu nome em qualquer veículo.

Em um modelo competitivo de mídia, essas idiossincrasias eram superáveis, permitindo a diversificação de pensamento.

O fim da guerra fria – no caso brasileiro, o fim da ditadura e o pacto das diretas – produziu um universo relativamente diversificado de personalidades, entre jornalistas, intelectuais, empresários, artistas e celebridades em geral, bom para o jornalismo, ruim para as estratégias políticas da mídia.

***

Nos Estados Unidos, a estratégia de Rupert Murdoch foi criar um inimigo externo, que substituísse os antigos personagens da Guerra Fria. E calar eventuais vozes independentes, de jornalistas, com ataques desqualificadores, para impedir o exercício do contraponto.

A estratégia brasileira baseou-se em um modelo retratado no filme “The Crusader” que, no Brasil, recebeu o nome de “O Poder da Mídia” – dirigido por Bryan Goeres, tendo no elenco, entre outros, Andrew McCarthy e Michael York.

Narra a história de uma disputa no mercado de telecomunicações, no qual o dono da rede de televisão é cooptado por um dos lados. A estratégia consistiu em pegar um repórter medíocre e turbiná-lo com vários dossiês, até transformá-lo em uma celebridade. Tornando-se celebridade, o novo poder era utilizado nas manobras do grupo.

Por aqui o modelo foi testado com um colunista de temas culturais, Diogo Mainardi. Sem conhecimentos maiores do mundo político e empresarial, foi alimentado com dossiês, liberdade para ofender, agredir e, adicionalmente, tornar-se protagonista nas disputas do banqueiro Daniel Dantas em torno das teles brasileiras.

Lançado seu livro, os jornais seguiram o script de alça-lo à condição de celebridade. O ápice foi uma resenha de O Estado, comparando-o a Carlos Lacerda e um perfil na Veja tratando-o como “o guru do Leblon.

Foi usado e jogado fora,quando não mais necessário.

***

A segunda parte do jogo foi a reconstrução do Olimpo midiático com uma nova fauna, que se dispusesse a preencher os requisitos exigidos, de total adesão à estratégia do cartel. Não bastava apenas a crítica contra o governo e o partido adversário. Tinha que se alinhar com o preconceito, a intolerância, expelir ódio por todos os poros, tratar cada pessoa que ousasse pensar diferente como inimigo a ser destruído.

Vários candidatos se apresentaram para atender à nova demanda. De repente, doces produtores musicais, esquecidos no mundo midiático, transformaram-se em colunistas políticos vociferantes e voltaram a ganhar os holofotes da mídia; intelectuais sem peso no seu meio tornaram-se fontes em permanente disponibilidade repetindo os mesmos mantras; humoristas ganharam programas especiais e roqueiros espaço em troca das catilinárias.

***

Mas a parte que interessa agora – até para entender a ação que me move o diretor da Globo Ali Kamel – foi o papel desempenhado por diretores de redação com ambições intelectuais.

Com autorização para matar e para criar a nova elite de celebridades midiáticas, ambicionaram não apenas o poder midiático, mas julgaram que eles próprios poderiam cavalgar a onda e se tornarem as estrelas da nova intelectualidade que a mídia pretendia forjar a golpes de machado.

Montou-se um acordo com a editora Record e, de repente, todos se tornaram pensadores e escritores. Cada lançamento recebia cobertura intensiva de todos os veículos do cartel, resenhas na Folha, Globo e Estadão, entrevistas na Globonews e no programa do Jô.

Durante algum tempo, o público testemunhou um dos capítulos mais vexaminosos de auto-louvação, uma troca de elogios e de favores indecente, sem limite, que empurrou a grande mídia brasileira para o provincianismo mais rotundo.

Diretor da Veja, Mário Sabino lançou um romance que mereceu uma crítica louvaminhas na própria Veja, escrita por um seu subordinado e a informação da Record de que o livro estaria sendo recebido de forma consagradora em vários países. O livro de Kamel foi saudado pela revista Época, do mesmo grupo Globo, como um dos dez mais importantes da década.

Coube à blogosfera desmascarar aquele ridículo atroz, denunciando a manipulação da lista dos livros mais vendidos de Veja, por Sabino, para que sua obra prima pudesse entrar (http://migre.me/o8OmT). E revelando total ausência das supostas edições estrangeiras de Sabino na mais afamada livraria virtual, a Amazon.

Na ação que me move, um dos pontos realçados por Kamel foi o fato de ter colocado em meu blog um vídeo com a música “O cordão dos puxa sacos”, para mostrar o que pensava da lista dos livros mais relevantes da década da revista Época.

***

Graças à democratização trazida pelas redes sociais, os neo-intelectuais não resistiram à exposição de suas fraquezas.

Kamel conformou-se com seu papel de todo-poderoso da Globo, mas de atuação restrita aos bastidores; Sabino desistiu da carreira de candidato ao Nobel de literatura.

Derrotados no campo jornalístico, no mano-a-mano das disputas intelectuais, recorreram ao poder das suas empresas para tentar vencer no tapetão das ações judiciais, tanto Kamel quanto Sabino, Mainardi, Eurípides.

Ao esconder-se nas barras da saia das suas corporações, passaram a ideia clara sobre a dimensão de um homem público, quando despido das armaduras corporativas.

O dia em que a mídia brasileira descobriu Murdoch | GGN

10/01/2015

Aprenda como funciona o planejamento mafiomidiático

PIGOu de como morrem, na democracia, os filhotes da ditadura!

Ué, não são eles que têm receita para todos os males do Brasil? A Rede Globo não está sempre disposta a oferecer receitas para o sucesso de todo mundo?!

Na verdade, o que está acontecendo tem diagnóstico simples e solução inalcançável. É pura e simplesmente síndrome de abstinência. Fora das mamatas do Governo Federal deste que o amante da funcionária foi apeado do poder, a Globo definha a olhos vistos.

A gordura acumulada no tempo da ditadura começa a cobrar seu preços. As pernas tortas e os pés inchados denunciam a força extra usada para carregar a pança disforme. Pelo menos já tomaram vermífugos e as primeiras lombrigas já foram defecadas. Os vermes maiores, as taenias solium, popularizadas com nomes como Merval Pereira, Arnaldo Jabor continuam penduradas nos intestino da Globo.

Já não há mais os ditadores para mamarem, nem sabujos com quem se locupletarem. O que se verifica é que, quando têm de trabalharem, os grupos mafiomidiáticos se dão mal. Muito mal.

Já foi descoberto remédio para o câncer, só não foi descoberto um remédio para os a$$oCIAdos do Instituto Millenium enriquecerem na democracia.

Tirem os finanCIAmentos ideológicos e eles não sobreviveriam um único inverno na livre concorrência. Para quem dizia que o Brasil tinha seleção mas não tinha planejamento nem organização para a Copa, agora vê-se que eles julgavam os outros tendo por parâmetro as próprias limitações.

De tanto rogarem praga nos governos Lula e Dilma o feitiço virou contra os feiticeiros. Até porque não pega praga de urubu em cavalo gordo.

Venderam o caos e quem paga são os jornalistas

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No Rio, o jornal O Globo, dos irmãos Marinho, demite 100 profissionais; em São Paulo, a Abril, da família Civita, fecha revistas e entrega metade dos andares que ocupa; em Minas, o Estado de Minas, onde o diretor Zeca Teixeira da Costa fez campanha explícita por Aécio Neves, corta cabeças e coloca a própria sede à venda; meios de comunicação tanto fizeram para contaminar as expectativas empresariais, com o discurso de que o Brasil rumava para o abismo, que foram os primeiros a cortar na carne; venderam o fim do Brasil e estão morrendo antes dele

9 de Janeiro de 2015 às 09:12

247 – A semana que termina nesta sexta-feira escancarou a crise dos meios de comunicação brasileiros. Primeiro, foi a Abril, em São Paulo, quem entregou metade dos andares que ocupa e viu o busto do fundador Victor Civita ser removido (leia aqui). Em seguida, o Estado de Minas demitiu 11 profissionais experientes e foi repreendido pelo sindicato dos jornalistas por ter misturado jornalismo e política, de forma tão explícita (leia aqui). Agora, é o Globo que corta 100 profissionais, dos quais 30 na redação (leia aqui).

Há um ponto em comum entre esses três grupos editoriais. Todos, no último ano, adotaram o discurso de que o Brasil rumava para o caos. Engajados na campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à presidência da República, o que foi feito de forma explícita por Zeca Teixeira da Costa, diretor do Estado de Minas, esses veículos venderam a ideia de que a economia brasileira, mesmo com pleno emprego e inflação na meta (ainda que no topo), mais cedo ou mais tarde afundaria.

Tal discurso contaminou as expectativas empresariais, reduzindo investimentos. E os primeiros a sofrer foram os grupos de comunicação. Os patrões venderam o caos, mas os jornalistas e profissionais de outras áreas é que pagam o pato.

Leia, abaixo, notícia do Comunique-se sobre o Globo:

O jornal O Globo realizou mais de uma centena de demissões nesta quinta-feira, 8. Conforme informações extraoficiais repassadas à reportagem do Comunique-se, ao todo, o veículo de comunicação dispensou cerca de 160 profissionais, atingindo vários departamentos da empresa, como administrativo e comercial. Na redação, os cortes alcançaram aproximadamente 30 pessoas, entre repórteres e diagramadores.
Na lista de jornalistas que se despediram do dia a dia do impresso mantido pela Infoglobo estão profissionais premiados e com longo tempo de casa, caso da editora-assistente de ‘Rio’, Angelina Nunes, que estava na empresa de comunicação desde 1991. Ela usou o perfil que mantém no Facebook para confirmar a sua saída. “A partir de hoje não estou mais no Globo. Vou concluir o mestrado e me preparar para quando o Carnaval chegar”, publicou. Durante os 23 anos de trabalhos dedicados ao Globo, somou conquistas como Prêmio Esso, Prêmio Embratel e Prêmio Vladimir Herzog.
Integrante da galeria ‘Mestres do Jornalismo’ do Prêmio Comunique-se desde 2013, o colunista de cultura Artur Xexéo também foi dispensado pela direção do jornal. No Globo desde 2000, o articulista parece ter pressentido que iria deixar de colaborar com a publicação. No blog que leva o nome do jornalista, o último texto (publicado no domingo, 4) recebeu o título de “Despedidas”. No artigo, ressalta-se que a despedida era de 2014, mas o autor chega a citar a sua situação profissional em determinado trecho. “Se o assunto não for minha aposentadoria, o leitor sempre pode imaginar que fui demitido. Que demoraram 22 anos, mas, enfim, descobriram que sou uma farsa”, escreveu Xexéo. 

Leia, abaixo, notícia do Portal Imprensa sobre a Abril:

Lucas Carvalho*

Após cortes de gastos e reestruturações em seus produtos editoriais, a editora Abril tem esvaziado andares de sua sede em São Paulo (SP). Uma parte do prédio teria sido entregue a um fundo investidor do Banco do Brasil, dono do imóvel.

O principal motivo para as mudanças teria sido a diminuição de operações na editora desde 2013 – envolvendo desde a transferência de dez publicações para a Editora Caras até o fim da versão impressa da revista Info. Em 2014, a editoria já havia divido parte de suas atividades com o prédio localizado na Marginal Tietê, que pertence à Abril e não é alugado.

IMPRENSA teve acesso ao comunicado interno divulgado pela empresa, que explica aos funcionários os detalhes das mudanças. Nele, a editora diz que decidiu não renovar o contrato de locação do primeiros andares da chamada Torre Alta. Assim, as atividades da Abril ficarão concentradas do 13º ao 26º andar do prédio, além do 8º piso.

Com a reorganização do espaço comum do condomínio, o busto de Victor Civita, fundador da Abril, que ficava na recepção, foi transferido para o mezanino do prédio. O terraço e o auditório seguem sendo de uso exclusivo da editora. O corte de custos seria uma estratégia natural do grupo e não indicaria uma suposta "crise financeira". Com redações cada vez menores, a empresa decidiu "compactar" suas instalações.

Procurada, a Abril ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto.

Leia, abaixo, notícia do Portal Imprensa sobre o Estado de Minas:

Vanessa Gonçalves, Jéssica Oliveira e Lucas Carvalho*

O jornal O Estado de Minas, um dos principais veículos de comunicação de Minas Gerais, promoveu nesta quarta-feira (7/1) um corte em seu quadro de funcionários. De acordo com o sindicato dos jornalistas do Estado, 11 jornalistas foram demitidos.

Segundo a entidade, os profissionais desligados tinham grande experiência profissional, sendo que alguns trabalhavam no jornal há décadas. Os cortes atingiram cinco editoriais, que perderam repórteres, editores, fotógrafos e um ilustrador. Uma secretária também foi demitida.

Em nota, o sindicato solidarizou-se com os demitidos e suas famílias e manifestou grande preocupação com os cortes, que "enfraquecem" o jornalismo mineiro."A preocupação do Sindicato não se limita à perda do emprego desses jornalistas e fechamento de postos de trabalho, mas também pelas circunstâncias recentes que cercam a decisão da empresa. No final de 2014, num ato que teve grande repercussão, o mesmo jornal dispensou o então editor de Cultura João Paulo Cunha, que se recusou a ter seus artigos censurados".

A entidade diz entender que o fortalecimento da profissão e da liberdade de imprensa passa pela produção de um jornalismo vigoroso, informativo e democrático, masa, ainda de acordo com ela, o jornal tem realizado "exatamente o oposto". "A renovação urgente do jornalismo mineiro não pode prescindir de profissionais experientes como estes que acabam de ser dispensados. O Sindicato informa ainda aos dispensados que transmitirá orientações jurídicas a serem tomadas e em relação ao plano de saúde, que também foi motivo de litígio recente dos jornalistas com a empresa".

À IMPRENSA, Kerison Lopes, presidente do sindicato, afirma que as demissões ocorrem em decorrência da crise financeira enfrentada pela publicação, que vai além dos problemas enfrentados pelos veículos impressos em todo o mundo.

"O jornal passa por uma crise financeira, e uma crise de gestão e credibilidade. Nos últimos tempos, O Estado de Minas adotou uma linha editorial atrelada a um grupo político e acabou perdendo assinantes e, consequenemente, diminuindo sua venda em bancas", disse ele.

Procurado por IMPRENSA, o jornal não retornou as ligações para comentar os cortes.

28/12/2014

Veja reduz Aécio Neves a pó

Aecio com o ovo no cu da galinhaPara tentar salvar os dedos e a direita, Veja transforma Aécio Neves em boi de piranha. Depois de ter sido, mesmo sem votos,  eleito presidente seus apoiadores jogam fora o bagaço. Para quem, com apenas 17 anos, tinha emprego em Brasília mas estudava no Rio, não há nada de anormal em ser Senador em Brasília e bêbado no Rio. Roberto Requião resumiu muito bem o comportamento da Veja: “a mão que afaga é a mesma que apedreja”: "Aécio veja, a mão que afaga é a mesma que apedreja, afasta esta mão que te afaga, escarra na revista que te abandonou!"

A tresloucada cavalgada do Aécio Neves rumo à derrubada da Presidenta recém eleita tem um explicação tão singela quanto verdadeira: ele tem ódio de quem trabalha.

Assim também começa a fazer sentido a sua comemoração antecipada, antes da contabilização final dos votos.

Aliás, é uma tradição no PSDB. FHC também sentou na cadeira de prefeito antes de sua eleição ser consumada. Jânio Quadros viu-se na contingência de desinfetar a cadeira ocupada por FHC para servir de capa, que coincidência, à Veja.

Aécio tinha sua eleição por direito divino. Se sendo o que sempre foi, conseguiu tudo o que queria, sem mesmo trabalhar, porque teria que fazer por merecer a eleição?

Toda sua vida foi negação de qualquer coisa que simbolize a retribuição por trabalho.

Matéria da Folha de São Paulo, publicada na véspera de Natal, veja que outra coincidência, mostra toda evolução dos gastos com publicidade nos 12 anos de  governo tucano de Minas Geral.

O gráfico apresentado pela Folha fala por si só: de 2003 para 2014, subiu de 7,01 para 70,90 milhões. Eis aí onde mora o segredo de sua popularidade. Meritocracia nestas condições até o ET de Varginha teria… O jornal O Estado de Minas teria de reescrever seu mais famoso artigo Minas a reboque, não para “O Estado de Minas a reboque, sim”! E a prova de que O Estado de Minas estava à reboque do dinheiro público foi, com a dupla derrota (de Aécio Neves e de seu candidato a governador), a demissão do editor do caderno de Cultura, João Paulo Cunha, proibido de escrever sobre política. Aliás, Paulo Moreira Leite trata, no 247, deste fenômeno chamado “inimigos da liberdade de imprensa”.

Aecio Minas Publicidade.

Nota zero de Veja em Aécio já o exclui de 2018?

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É quase surreal que a revista Veja, que sempre foi tucana e rompeu qualquer barreira ética na disputa presidencial de 2014, tenha classificado o senador Aécio Neves (PSDB-MG), em seu ranking dos parlamentares mais atuantes do País, como o pior senador brasileiro, com nota zero; qual será o significado disso?; será que as elites paulistas já começam a definir que ele não será candidato em 2018?; com Aécio fora do jogo, restam dois favoritos: o governador Geraldo Alckmin e o senador José Serra

27 de Dezembro de 2014 às 18:01

247 – A notícia é quase surreal. Depois de romper todas as barreiras da ética jornalística e se engajar como nunca numa campanha presidencial, a revista Veja, carro-chefe da Editora Abril, publicou um ranking que classifica deputados e senadores. Aécio Neves, candidato de Veja em 2014, foi apontado pela revista como o pior entre os 81 senadores brasileiros. E se isso não fosse o bastante, Veja ainda deu nota zero para seu desempenho – aquela que nem os professores mais rigorosos cravam nos piores alunos.

De tão surpreendente, a notícia publicada no 247 neste sábado bombou nas redes sociais. Às 17h50, já havia gerado mais de 20 mil compartilhamentos no Facebook (leia mais aqui). Para uma revista que, neste ano, permitiu que sua última capa da campanha presidencial – a do ‘eles sabiam de tudo’ – fosse rodada à parte, como um panfleto político, a guinada equivale a um cavalo de pau num transatlântico.

Ao que tudo, indica Veja decidiu desembarcar de Aécio Neves, a partir de alguma ordem vinda da cabine de comando. Quem terá sido o comandante? O governador Geraldo Alckmin? O senador eleito José Serra? Os banqueiros Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles, do Itaú Unibanco?

O fato é que, depois dessa, Aécio dificilmente conseguirá se recolocar como candidato presidencial. Aos adversários, bastará reproduzir, no horário político, o zero de Veja ao político mineiro.

Talvez por isso mesmo Aécio tenha se mostrado distante de uma nova candidatura, quando foi questionado sobre a possibilidade pelos jornalistas Valdo Cruz e Daniela Lima, que o entrevistaram na semana passada.

– "Mas o sr. pensa em ser candidato novamente?", questionaram os repórteres.

– "Não mesmo. Talvez já tenha cumprido o meu papel. O candidato vai ser aquele que tiver as melhores condições de enfrentar o governo. Meu papel é manter a oposição forte. O governador de São Paulo [Geraldo Alckmin] é um nome colocado e tem todas as condições. Outros nomes serão lembrados", respondeu o tucano.

Nota zero de Veja em Aécio já o exclui de 2018? | Brasil 24/7

 

Aécio é o pior senador de 2014 em ranking da Veja

George Gianni/PSDB:

Depois de fazer campanha aberta pela eleição do tucano Aécio Neves (PSDB-MG) à presidência, Veja publica ranking que o aponta como o pior senador do Brasil em 2014, com nota zero; para a criação da lista, segundo a revista, "são levadas em conta propostas de ajuste na legislação capazes de contribuir para um país mais moderno e competitivo, segundo a perspectiva de VEJA e da Editora Abril"; dos 20 mais bem colocados no ‘Ranking do Progresso’, divulgado pela quarta vez consecutiva, sete parlamentares pertencem aos quadros da dupla PSDB/DEM, mesmo número dos governistas PT/PMDB

27 de Dezembro de 2014 às 10:33

Minas 247 – Depois de fazer campanha aberta à eleição de Aécio Neves à Presidência da República, a revista Veja publicou na edição deste fim de semana um ranking que coloca o tucano como o pior senador do Brasil em 2014. Ele foi o único senador a receber pontuação zero no chamado ‘Ranking do Progresso’, divulgado pela revista pelo quarto ano consecutivo.

Para a formação da lista, de acordo com a publicação, "são levadas em conta propostas de ajuste na legislação capazes de contribuir para um país mais moderno e competitivo, segundo a perspectiva de VEJA e da Editora Abril". A Veja publica um quadro com os "nove eixos considerados fundamentais para isso". Confira abaixo:

A lista de senadores é liderada por Eduardo Amorim, do PSC-CE. Já na de deputados, quem está no topo são dois tucanos: o líder do PSDB na Casa, Antonio Imbassahy (BA), e Marcus Pestana, presidente do PSDB de Minas Gerais. A revista aponta que, no ranking deste ano, há "maior equilíbrio entre parlamentares do governo e da oposição na Câmara Federal". Dos 20 mais bem colocados, sete pertencem aos quadros da dupla PSDB/DEM, mesmo número dos filiados aos partidos aliados ao governo PT/PMDB.

"O que explicaria tal mudança?", pergunta a reportagem de Veja. "É impossível não considerar como determinante do ranking de 2014 o fator ‘calendário eleitoral’. Tivemos um longo e árduo ano de campanhas para os pleitos presidencial e legislativo — contaminadas, mais uma vez, por uma sucessão de escândalos que envolveram a classe política e alguns candidatos-protagonistas. Senadores e deputados passaram boa parte de 2014 empenhados em levar aos seus eleitores o resultado do trabalho desenvolvido a partir de 2011. Além disso, muitos congressistas se lançaram na disputa para os executivos federal e estaduais. Isso trouxe pelo menos duas consequências: a) um número pequeno de deliberações no Congresso, se considerarmos como base o período 2011-2013; b) pouco trabalho feito por parlamentares que, em outro momento, teriam maior atuação nos processos decisórios do Legislativo", explica a revista.

Leia aqui a íntegra.

Aécio é o pior senador de 2014 em ranking da Veja | Brasil 24/7

27/11/2014

FRIBOI, “do Lulinha”, doou R$ 40 milhões ao Aécio

veja-lulinhaDaniel Graziano, filho do Xico Graziano, foi o autor e o espalhador dos boatos entorno do filho do Lula, o Lulinha. Entre castelos, aviões e tantas outras fanfarronices, também espalhou, com apoio da Veja, que Lulinha era o verdadeiro dono da FRIBOI

Hoje a Folha de São Paulo traz dados a respeito das doações milionárias ao Aécio Neves, colocando a Friboi como o principal doador, com R$ 40 milhões. Embora não seja o escopo do texto da Folha, por ele pode-se entender porque o PSB é contra o financiamento público. E aí, nas entrelinhas, também aparece as digitais de Gilmar Mendes. É mais do que sabido que o STF votou pelo financiamento público, mas quando o escore já estava em 6 x 1, Gilmar Mendes simplesmente, mesmo não podendo mais mudar o resultado, pediu vistas e sentou encima do processo. Enquanto não extirparem este câncer do STF, inoculado pelo FHC, o Poder Judiciário (tapetão voador do PSDB) está para o PSDB como o ponto de apoio para alavanca de Arquimedes.

A tática do PSDB e seus aliados do Instituto Millenium é por de demais conhecida: tudo o que eles fazem eles acusam os demais. E, com a ajuda das cinco irmãs (Veja, Estadão, Folha, Globo & RBS), dá certo.

Consulte dos dois links abaixo para ver como funciona a máquina de difamação do PSDB assoCIAda aos grupos mafiomidiáticos.

https://www.google.com.br/search?q=friboi+lulinha&client=firefox-a&hs=rmc&rls=org.mozilla:pt-BR:official&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=3fF2VIDvEoGlgwT7jYPYAg&ved=0CAoQ_AUoAw&biw=1920&bih=912

http://www.viomundo.com.br/denuncias/dono-da-friboi-lulinha-nao-decidiu-se-processa-filho-de-graziano.html

Campanha de tucano arrecadou R$ 201 mi, 83% a mais que 2010

JBS, Andrade Gutierrez, Cutrale e Odebrecht doaram R$ 77 mi

DE SÃO PAULO

A campanha presidencial do senador Aécio Neves (PSDB-MG), segundo colocado na disputa pelo Palácio do Planalto, arrecadou cerca de R$ 201 milhões, 83% a mais do que em 2010, quando o candidato tucano era o ex-governador de São Paulo José Serra, eleito senador.

Os dados fazem parte da prestação final de contas eleitorais entregue pela campanha tucana ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Por um problema técnico, os dados foram divulgados apenas nesta quarta-feira (26).

Na sucessão presidencial de 2010, a campanha de Serra arrecadou R$ 110 milhões, em valores atualizados pela inflação oficial do período.

A empresa que mais doou recursos para a candidatura de Aécio Neves foi a JBS, dona do frigorífico Friboi, com R$ 40 milhões.

Na sequência, figuram com destaque a Andrade Gutierrez (R$ 19 milhões), a Cutrale (R$ 9,8 milhões) e a Odebrecht (R$ 8 milhões).

As contribuições de pessoas jurídicas somaram R$ 193,1 milhões (96% do total arrecadado neste ano).

A análise da Folha levou em conta os recursos arrecadados pelo comitê financeiro da campanha presidencial.

As receitas e despesas estimadas ""serviços prestados e calculados como doações"" não foram considerados.

A candidatura do tucano teve uma despesa total de cerca de R$ 216 milhões, deixando, assim, uma dívida em torno de R$ 15 milhões.

Os gastos foram inferiores ao teto previsto no início da corrida presidencial pelo tucano, de R$ 290 milhões.

Os maiores gastos foram os referentes a despesas com marketing e comunicação da campanha eleitoral.

O tesoureiro da candidatura tucana, José Gregori, acredita que novos recursos sejam doados nas próximas semanas. Ele espera quitar tudo "até meados do ano que vem".

07/11/2014

Eles sabiam de tudo

Abril/VEJA: as parcerias da Veja com a Naspers, Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres, José Roberto Arruda & Luiz Estêvão

1) http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2014/10/25/veja-desmacarada-tse-da-direito-de-resposta-ao-pt-e-veja-tera-de-publicar-hoje/

2) http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2014/10/25/veja-desmacarada-tse-da-direito-de-resposta-ao-pt-e-veja-tera-de-publicar-hoje/

3) http://www.conjur.com.br/2013-jun-07/veja-indenizar-gushiken-nota-jantar-35-mil

4) http://oglobo.globo.com/brasil/tse-da-ao-pt-uma-pagina-na-veja-em-direito-de-resposta-14050782

5) http://www.bancariosrio.org.br/2013/ultimas-noticias/item/26232-justica-condena-revista-veja-a-indenizar-familia-do-ex-ministro-gushiken

6) http://espaco-vital.jusbrasil.com.br/noticias/2549555/revista-veja-condenada-a-indenizar-vice-presidente-do-tjrs

7) http://www.vermelho.org.br/noticia/251306-331

8) http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/06/justica-condena-revista-veja-por-ofender-professor-de-historia.html

9) http://pt.wikipedia.org/wiki/Boimate

10) http://cartaolaranja.blogspot.com.br/2012/05/revista-veja-condenada-dar-direito-de.html

11) http://bahiadefato.blogspot.com.br/2007/06/revista-veja-condenada-por-danos-morais.html

12) http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/inquerito-da-pf-aponta-ligacao-entre-cachoeira-e-revista-39veja39,514b0a43aa1da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

13) http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/como-funcionava-a-parceria-veja-cachoeira

FHC – todo mundo sabia que o filho de Miriam Dutra era de qualquer um menos de seu amante, Fernando Henrique Cardoso. Contra o pai que acredita em tudo, os filhos de D. Ruth tiveram de provar com exame de DNA

1) http://www.brasil247.com/pt/247/poder/5883/O-filho-de-FHC-a-verdade-escondida-era-mentira.htm

2) http://noblat.oglobo.globo.com/noticias/noticia/2011/06/memorias-do-caso-fhc-miriam-dutra-387403.html

3) http://www1.folha.uol.com.br/poder/934897-filho-de-reporter-da-globo-nao-e-de-fhc-revela-dna.shtml

4) http://www.blogdacidadania.com.br/2014/07/ex-amante-de-fhc-atua-como-propagandista-anti-dilma-na-espanha/

5) http://www.jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/ao-contar-a-historia-do-filho-de-fhc-palmerio-doria-atribui-furo-do-jornal-opcao-a-revista-caros-amigos

6) http://espaco-vital.jusbrasil.com.br/noticias/2750537/fhc-nao-e-o-pai-de-filho-de-ex-reporter-da-tv-globodois-testes-de-dna-feitos-em-sao-paulo-e-em-nova-york-revelaram-que-o-ex-presidente-do-brasil-nao-e-o-pai-de-tomas-dutra-schmidt-filho-d

7) https://lfigueiredo.wordpress.com/2011/06/28/os-bastidores-da-incrivel-historia-do-filho-de-fhc-que-nao-e-filho-de-fhc-ou-quando-todos-erramos-juntos/

8) http://www.viomundo.com.br/falatorio/caros-amigos-um-outro-caso-que-a-midia-desconheceu.html

9) http://noticias.r7.com/blogs/nirlando-beirao/tag/miriam-dutra/

– Bradesco/Itaú:

1) http://www.maoslimpasbrasil.com.br/biblioteca/1745-arquivos-secretos-revelam-a-mutreta-legal-do-itau-e-do-bradesco

2) http://www.granadeiro.adv.br/template/template_clipping.php?Id=7843

3) http://coad.jusbrasil.com.br/noticias/100540829/bradesco-e-condenado-em-r-3-milhoes-por-contratacao-irregular-de-vendedores-de-seguro

4) http://www.trt6.jus.br/portal/noticias/2014/07/29/bradesco-condenado-pagar-r-100-mil-de-indenizacao

5) http://www.advocaciacarrillo.com.br/bradesco_fraude_trabalhista_corretor_de_seguros_vendedor_acao_civil_publica.asp

6) http://www.tjmg.jus.br/portal/imprensa/noticias/banco-e-condenado-por-negar-abertura-de-conta.htm

7) http://www.conjur.com.br/2014-ago-15/itau-condenado-encaminhar-investidora-fundo-madoff

8) http://infoener.iee.usp.br/infoener/hemeroteca/imagens/69681.htm

9) http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=5541

10) http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2014/02/receita-intima-itau-sobre-autuacao-de-r-187-bi-sobre-fusao-com-unibanco.html

– Frias/Folha de São Paulo:

1) http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/grupo_folha_condenado_no_caso_escola_base

2) http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/05/1448429-ex-dono-da-escola-base-morre-apos-sofrer-infarto-em-sao-paulo.shtml

3) http://expresso-noticia.jusbrasil.com.br/noticias/5893/folha-pagara-indenizacao-a-escola-base

4) http://www.bancax.org.br/noticias/ultimas_noticias/justica-condena-grafica-da-folha-de-s.html

5) http://portal.comunique-se.com.br/index.php/entrevistas-e-especiais/74814-folha-de-s-paulo-e-condenada-por-ofensas-racistas

6) http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/radar-da-midia/justica-condena-folha-por-erro-de-elio-gaspari/

7) http://machadoadvogados.com.br/biblioteca/folha-de-sao-paulo-e-condenada-a-pagar-horas-extras-para-jornalista/

8) http://www.dietrich.adv.br/verNoticia.php?nid=2122

– Rede Globo: os três homens mais ricos, segundo a revista Forbes, os três filhos do Roberto Marinho, também são os detentores do maior volume de sonegação já registrado. Os valores relativos à Copa de 2002 foram lavados no exterior. As denúncias nunca ganhara um segundo no Jornal Nacional ou no Fantástico. O maior grupo que explora o negócio da informação nunca tratou desta informação para o público brasileiro. É que eles não sabem de nada….

1) http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2013-07-09/funcionaria-da-receita-e-condenada-por-sumico-de-processo-contra-globo.html 

2) http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/106821/Blog-O-Cafezinho-denuncia-sonega%C3%A7%C3%A3o-da-Globo-Blog-Cafezinho-denuncia-sonega%C3%A7%C3%A3o-Globo.htm

3) http://www.carosamigos.com.br/index.php/cotidiano-2/4309-sonegacao-milionaria-da-globo-comeca-a-ser-divulgada

4) http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2013/06/sonegacao-padrao-fifa-globo-deve-r-615.html

5) http://www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/por-que-a-divida-da-globo-nao-e-manchete-de-jornal-670.html

6) https://www.youtube.com/watch?v=tiFF0wKLoso

7) http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=4664

8) http://www.viomundo.com.br/denuncias/feltrin-globo-nao-admite-crime-diz-que-pagou-multa-e-que-operacao-nas-ilhas-virgens-foi-legal.html

9) http://celebridades.uol.com.br/ooops/ultimas-noticias/2013/06/29/globo-pagou-multa-de-r-274-mi-a-receita-por-causa-da-copa-2002.htm

10) http://www.diariodocentrodomundo.com.br/onde-foi-parar-o-processo-de-sonegacao-da-globo/

 

Grupo RBS/Sirotsky – um rebento da famiglia Sirotsky, de Florianópolis, teria estuprado uma menina em Florianópolis. O blogueiro que denunciou as qualidades do herdeiro está morto. O resto corre em segredo de justiça, e os muitos veículos que a RBS tem não demonstraram nenhum interesse em faturar, como em outros casos, com as aventuras de um filho seu que não foge ao estupro:

1) http://www.paulopes.com.br/2010/08/filho-de-dono-da-rbs-e-condenado.html

2) http://tvcamboriu.blogspot.com.br/2010/06/estupro-em-florianopolis-filho-de.html

3) http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/07/12/policia-tucana-de-s-catarina-tem-um-estupro-para-esclarecer/

4) http://tijoladas.blogs.sapo.pt/2849.html

5) https://www.youtube.com/watch?v=_Za7rluxc-I

6) http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/12/blogueiro-que-denunciou-estupro.html

7) http://espaco-vital.jusbrasil.com.br/noticias/2133136/rbs-condenada-por-ridicularizar-cidadao-em-programa-humoristico

8) http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/iq0105200291p.htm

9) http://espaco-vital.jusbrasil.com.br/noticias/2133136/rbs-condenada-por-ridicularizar-cidadao-em-programa-humoristico

10) http://www.cut-sc.org.br/destaque-central/935/rbs-e-condenada-em-r-1-5-milhao-por-irregularidades-na-jornada-de-trabalho

11) http://profjorgeluiz.no.comunidades.net/index.php?pagina=1350454918

12) http://www.coletiva.net/site/noticia_detalhe.php?idNoticia=35017

13) http://www.claudemirpereira.com.br/2010/03/midia-rbs-%E2%80%98carregada%E2%80%99-em-sc-e-condenada-a-nova-indenizacao-por-dano-de-imagem/

14) http://observatoriodaimprensa.com.br/news/showNews/iq3005200194p.htm

15) http://zerofora.blogspot.com.br/2009/01/cla-sirotsky-condenado-pagar.html

 

– Mesquita/Estadão – o Diretor de Redação do Estadão, Pimenta Neves, sob as barbas da famiglia Mesquita, assediava moral e sexualmente Sandra Gomide, chegando ao extremo de vir assassina-la;

1) http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Marcos_Pimenta_Neves

2) http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2013/10/pimenta-neves-deixa-prisao-pela-primeira-vez-em-saida-temporaria.html

3) http://noticias.r7.com/domingo-espetacular/pimenta-neves-revela-amizade-com-irmaos-cravinhos-e-diz-que-poderia-estar-no-exterior-04112013

4) http://www.terra.com.br/istoegente/56/reportagem/rep_sandra.htm

5) http://www.compromissoeatitude.org.br/o-assassinato-de-sandra-gomide-por-pimenta-neves/

6) http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/09/04/justica-de-sp-concede-regime-semiaberto-ao-jornalista-pimenta-neves.htm

7) http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/crimes/caso-pimenta-neves/n1597115711380.html

8) http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed755_injustica_flagrante

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02/11/2014

Coisas que só a democracia propicia

intervençaoUma, dentre muitas vantagens da democracia, é oportunizar que os ratos saiam do esgoto. E, à luz do sol, parecem ainda mais nojentos. E se isso já é muito, não é tudo diante da quantidade de doenças que transmitem. Tanto fez que a Veja conseguiu despertar seus seguidores. Se há hoje um golpe em marcha é porque há uma conjunção de síndrome de abstinência com déficit civilizatório na nossa sociedade. Abstinência de poder, pelos 16 anos de PT; e déficit civilizatório demonstrado na pretensão de ascender ao poder meio de golpe. Como Fernandinho Beira-Mar, com uma arma na mão se acham donos do mundo. Reis da COCAda preta!

Não são só maus perdedores. São tumores malignos cultivados pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium.

Quando duas instituições notadamente paulistas, a Multilaser e Banco Itaú, alugam pessoas para xingarem a Presidenta do Brasil na abertura da Copa do Mundo no Itaquerão é porque o caldo de incivilidade está grosso e muito bem finanCIAdo. A retaguarda golpista finanCIA a Veja com os mesmos métodos recentemente implantados na Líbia, Egito, Ucrânia e Venezuela. Em todos os lugares há participação da CIA simplesmente por que estes são lugares produtores de petróleo. As revelações da WikiLeaks e do Edward Snowden desnudam qualquer tentativa de tirar os EUA do foco golpista. Eles grampearam a Presidência, mas, principalmente, a Petrobrás. A CIA sabe como desencadear processos de desconfianças, gerar e estimular movimentos golpistas. É da natureza da CIA se aproximar de grupos com síndrome de abstinência de poder e com eles fazer parceria. Ela não existiria se não conseguisse fazer isso. E ela faz e consegue. Consegue porque encontra nos países em que deseja fomentar a derrubada de governos democráticos grupos empresarias que comungam dos mesmos interesses golpistas. Aliás, como aconteceu em 1964. Há exatos cinquenta anos a CIA ajudou a derrubar um governo eleito no Brasil e a implantar uma ditadura cuja chegada foi saudade em editorial pelo O Globo.

O Grupo Abril nasceu pelas mãos do ítalo-americano Roberto Civita. Não por acaso, a senha golpista tenha partido de dentro do Grupo Abril. Quem viu o documentário “Inimigo do meu inimigo” sabe do que estou falando. Está lá, com todas as letras: “A Sra. Dilma Rousseff não deve ser eleita. Eleita não deve tomar posse. Empossada, devemos recorrer à revolução para impedi-la de governar.”  Se alguém pensava que a Veja tinha apenas flertado com o fascismo agora fica provado que estava redondamente enganado. Veja não só flerta com o fascismo, como o insufla, apoia e serve combustível para abrir as comportas dos esgotos de onde saíram as ratazanas que pedem intervenção militar. Se quiser cortar o mal pela raiz terá de dedetizar as incubadoras de ratazanas. Depois do Mais Médicos, Dilma terá de importar Mais Psiquiatras!

Como a história só se repete como farsa, não por acaso as palavras da Veja são as mesmas palavras de Carlos Lacerda em relação a Getúlio Vargas: O senhor Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à Presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar." Carlos Lacerda, em 1º. De junho de 1950, no jornal Tribuna da Imprensa.

 

Seis dias após 2º turno, protesto em São Paulo pede saída de Dilma

Cerca de 2.500 pessoas foram às ruas para contestar resultado das eleições e criticar governo do PT

Cartazes sugeriam nova intervenção militar no país; também houve atos em Curitiba, Brasília e Manaus

GUSTAVO URIBEDE SÃO PAULO

Menos de uma semana depois de a presidente Dilma Rousseff (PT) ser reeleita, cerca de 2.500 pessoas foram às ruas de São Paulo para protestar contra o governo petista e o resultado das urnas.

O ato convocado por meio das redes sociais começou na avenida Paulista, em frente ao MASP (Museu de Arte de São Paulo), no início da tarde, e seguiu em caminhada escoltada pela Polícia Militar até o parque Ibirapuera.

Do alto de um carro de som e com a bandeira do Brasil nos ombros, o cantor Lobão defendeu recontagem dos votos do pleito presidencial. O resultado foi o mais apertado da história, com 51,6% dos votos para Dilma e 48,4% para Aécio Neves (PSDB).

O protesto não teve episódios violentos, mas foi marcado por provocações entre os manifestantes e apoiadores da presidente. No percurso da caminhada, camisetas vermelhas e bandeiras da campanha petista foram estendidas nas janelas.

"Vai para Cuba!", gritavam de volta os integrantes da marcha, que contou com vendedores ambulantes oferecendo camisetas dizendo "Impeachment já!".

Os manifestantes carregavam faixas que acusavam Dilma de saber do esquema de corrupção na Petrobras, delatado pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, e pediam a saída da petista por meio de intervenção militar.

"É necessária a volta do militarismo. O que vocês chamam de democracia é esse governo que está aí?", questionou o investigador de polícia Sérgio Salgi, 46, que carregava cartaz pedindo "SOS Forças Armadas".

Sob aplausos, o deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), foi apresentado ao microfone como "alguém de uma família que vem lutando muito pelo Brasil".

Em discurso, o parlamentar disse que, se seu pai fosse candidato a presidente, ele teria "fuzilado" Dilma.

O perito Ricardo Molina também subiu no carro de som e disse que as urnas são "fraudáveis". "Qualquer não analfabeto sabe", disse.

Ao fim do protesto, houve ameaça de fragmentação do movimento, entre favoráveis e contrários à intervenção militar. Cada bloco usou um carro de som e, após breve discussão, chegaram a acordo.

"Todos aqui se respeitam, só queremos o bem do Brasil. Não podemos aceitar discórdia", disse Paulo Martins, candidato a deputado pelo PSC no Paraná. Mais cedo, ele havia saudado o grupo com um "boa tarde, reaças".

PELO PAÍS

Também houve pequenos protestos contra Dilma, com centenas de pessoas, em Curitiba, Brasília e Manaus, todos convocados pela internet.

Colaboraram DANIELA LIMA, de SP, e GALENO LIMA, da Editoria de Treinamento

É, JA NO Temos mais Gurgel…

demostenes e veja

A dobradinha nascida nas entranhas de um mundo subterrâneo, que incluía de Carlinhos Cachoeira a Demóstenes Torres, sob as batutas de Roberto Gurgel e Gilmar Mendes. O mensageiro do subterrâneo foi o sempre lembrado Policarpo Jr.. Para as patacoadas de Gilmar Mendes o valentão Joaquim Barbosa simplesmente botou o rabo entre as pernas. Ou, como diria a brilhante Ministra Rosa Weber, a “literatura jurídica me permite”.

Janot resiste a informar Congresso sobre delação

Procurador disse a parlamentares que primeiro decidirá rumo da Lava Jato

Presidente da CPI da Petrobras afirma que a Constituição garante o acesso a depoimentos de ex-diretor e Youssef

RUBENS VALENTE, DE BRASÍLIA, para a FOLHA

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse a três parlamentares que só entregará ao Congresso Nacional cópias das delações premiadas do escândalo da Petrobras depois que formalizar uma denúncia sobre o assunto, o que não tem prazo determinado para ocorrer e pode nem mesmo ser feito.

A informação foi dada por Janot ao presidente da CPI da Petrobras, o senador Vital do Rêgo (PMDB-RN), e dois membros da comissão, o deputado Rubens Bueno (PPS-PR) e o senador José Agripino (DEM-RN), em reuniões diferentes no final de setembro.

"Janot colocou que o sigilo só poderia ser quebrado após a denúncia. Mas o acesso é um direito que nós temos", disse Vital do Rêgo.

O presidente da CPI deu entrada a um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para tentar acesso aos papéis.

"Janot disse que só depois da denúncia. Não estimou quando isso vai ocorrer", confirmou Bueno. "O ponto fundamental para a CPI desse caso todo são as delações", disse Agripino.

Do atual estágio da investigação até a denúncia, há um longo caminho, que inclui a tomada de depoimentos, checagem de dados e diligências. Na melhor das hipóteses, esses procedimentos devem demorar muitos meses. Na pior, alguns anos.

Com a remessa das delações da Justiça Federal do Paraná para o STF, Rodrigo Janot –nomeado para o cargo em setembro do ano passado pela presidente Dilma Rousseff– se tornou o principal responsável pelo destino da investigação sobre as autoridades com foro privilegiado.

Citando jurisprudência, os ministros do tribunal têm escrito seguidamente em decisões que não cabe a eles recusar um pedido de arquivamento feito pelo procurador-geral. Significa dizer que, na prática, Janot tem o poder de "absolver" os citados em investigações com foro privilegiado, incluindo Dilma.

Quando o arquivamento é indicado por Janot no curso do inquérito, a recomendação tem sido seguida sempre por um único ministro, relator do inquérito, sem precisar passar pelas turmas ou pelo plenário do Supremo.

Levantamento feito pela Folha revela o arquivamento de pelo menos 82 inquéritos e ações penais relativas a parlamentares, ministros e ex-ministros do governo por decisão de Janot desde sua posse, há 13 meses.

Em 62 casos, o procurador-geral não viu provas suficientes para continuar as investigações. Em 16 casos, ele afirmou que houve a prescrição da possível e futura pena relativa ao caso. Nos casos restantes, o inquérito tramitou em segredo de Justiça do começo ao fim, de modo que nunca, com exceção das partes, será possível ao cidadão comum saber por que o inquérito foi instaurado e por que foi arquivado.

As 82 "absolvições" excluem arquivamentos motivados por perda do foro (quando a autoridade deixa o cargo) e três casos em que Janot não arquivou os autos, mas pediu que eles saíssem do STF para retornar à primeira instância, pois considerou fracos os indícios sobre os parlamentares.

A Procuradoria não comentou os números, sob o argumento de que, a pedido da reportagem, ainda trabalhava em levantamento que ficará pronto só na terça-feira (4).

01/11/2014

PSDB só faz chover nos cofres da Veja

ttp://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2013/08/sem-alarde-da-midia-alckmin-renova-5-2-mil-assinaturas-daveja-2556.html

Veja tira do ar matéria de médium convocado para fazer chover em SP

publicado em 31 de outubro de 2014 às 13:22

Da Redação

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) talvez esteja apelando aos espíritos para fazer  chover no Estado.

Na semana passada,  a Veja São Paulo publicou matéria com o porta-voz da Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC), o médium Osmar Santos.

Ele disse à  revista ter sido convocado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para fazer chover no Estado de São Paulo.

A Fundação  Cacique Cobra Coral (FCCC), para quem não sabe, alega ter o poder de interferir nos fenômenos climáticos.

Hoje, 31 de outubro, a matéria não mais no portal da Veja São Paulo.  Você só a encontra no caché.

Detalhe: Alckmin negou. Só que não é a primeira vez que o governador recorre aos serviços da Cobra Coral. Lá atrás, ele pediu para que parasse de chover.

Veja Cobra Coral

Veja Cobra Coral. 2JPG

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Veja não é material pedagógico, reclama Pablo Villaça

sex, 31/10/2014 – 13:10

Por Pablo Villaça, via Facebook

Email que enviei há pouco para o colégio de Luca:
"Prezado Sr. [diretor da instituição],
meu filho Luca é aluno de seu colégio desde o início do ano. Um bom aluno, como poderá facilmente verificar por suas notas (e esta informação é irrelevante para o tema deste email; queria apenas, como pai coruja, me gabar um pouquinho). 
Escrevo para reclamar enfaticamente acerca da utilização da revista VEJA como instrumento pedagógico pelo colégio. Frequentemente, Luca tem que fazer estudos de notícias publicadas neste semanário, com o objetivo de compor redações acerca das matérias lidas. Para isso, os senhores selecionaram o Jornal Nacional e a revista VEJA. 
Ora, como deve certamente saber, a VEJA há MUITO deixou de ser uma revista jornalística e se tornou panfleto político. E quem diz isso não sou eu, mas o próprio TSE, que a condenou a retratar-se há alguns dias por publicar matéria que foi considerada pelo maior órgão de justiça eleitoral do país como sendo "propaganda partidária". Eu poderia até me deter no fato de que o próprio JN repercutiu a matéria de maneira irresponsável – e também foi amplamente criticado por isso -, mas prefiro me deter na VEJA por julgar que uma batalha deve ser empreendida por vez.
Observe que não entro, aqui, nos méritos ideológicos da revista (da qual discordo, obviamente), mas apenas em seus aspectos jornalísticos, que inexistem. Para piorar, trata-se de uma publicação comprovadamente ligada a um bandido, Carlinhos Cachoeira, que a alimentava com pautas pré-determinadas. Assim sendo, sinto-me pessoalmente ofendido ao ver o colégio que educa meu filho não só financiando esta revista como ratificando-a como órgão de imprensa.
Como pai, não posso permitir que Luca continue a usá-la como referência para trabalhos escolares. E gostaria de um posicionamento da escola acerca da questão.
Grato desde já."

http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2013/08/sem-alarde-da-midia-alckmin-renova-5-2-mil-assinaturas-daveja-2556.html

Como em 1998 Veja noticiou a saída de Ricardo Sérgio do BB

sex, 09/12/2011 – 14:31

Atualizado em 27/01/2013 – 00:17

Veja 02/12/98

Privatização Bode expiatório berra

Com a saída de Ricardo Sérgio, Jair Bilachi, ohomem da Previ, é o novo olho do furacão

Felipe Patury Ricardo Sérgio:foi embora.Tempestade à vistaFoto: Cleo Velleda/Folha Imagem

Ele resistiu, esperneou, insistiu — mas acabou caindo. Na quinta-feira passada, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira, 52 anos, tornou-se a quinta vítima do grampo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, e encerrou seu reinado no Banco do Brasil como diretor da área externa, responsável pelos negócios internacionais do banco e pelos grandes clientes no Brasil. Também deixou de ser o maestro de coxia da Previ, o poderoso fundo de pensão do Banco do Brasil, dono de um patrimônio colossal, de 22 bilhões de reais. Nas conversas grampeadas, Ricardo Sérgio comparece com o trecho mais sugestivo de irregularidade. Num telefonema com o então ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, o diretor do banco afirma que acabara de conceder uma fiança altíssima, de 874 milhões de reais, e reconhece: "Estamos no limite da nossa irresponsabilidade". Mesmo assim, o diretor só deixou o cargo depois de receber recados de que o Palácio do Planalto gostaria muito de ouvir seu pedido de demissão. Na quarta-feira à noite, Ricardo Sérgio chegou a telefonar para seu amigo no Planalto, o ministro Clovis Carvalho, da Casa Civil. Na conversa, explicou por que não pediria demissão, dizendo que havia cumprido seu dever e nada fizera de errado. Clovis Carvalho, com sutileza, explicou-lhe que mesmo assim havia um problema político, um desgaste que precisava ser contornado. No dia seguinte, caiu a ficha. Ao meio-dia, Ricardo Sérgio ligou de São Paulo para o presidente do banco, Paulo César Ximenes, e avisou que estava indo embora.

"Não vou falar mal deum amigo, mas foi umagrande decepção."Do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, sobre Ricardo Sérgio

Esquivo, avesso a fotografias e a qualquer tipo de exposição, Ricardo Sérgio de Oliveira já vinha saindo do anonimato em função do desembaraço com que atuava no Banco do Brasil e na Previ. Com sua influência na Previ, articulou a formação de consórcios que participaram dos leilões de privatização da Vale do Rio Doce e da Telebrás. No caso da Telebrás, chegou a ajudar o consórcio vencedor, o Telemar, chamado de "telegangue" pelo ex-ministro Mendonça de Barros, a pagar a entrada da compra da Tele Norte Leste, que reúne dezesseis teles. Acionou a Previ para que adquirisse 120 milhões de reais em ações de duas empresas do Telemar — o grupo La Fonte, do empresário Carlos Jereissati, e o grupo Inepar, de Atilano Sobrinho. Ricardo Sérgio também já levou a Previ a comprar prédios de um sócio e amigo seu, José Stefanes Gringo. O ex-diretor do BB e José Gringo são sócios numa corretora paulista, a RMC. Até já veio a público uma carta em que Ricardo Sérgio mostrava seu empenho em que o banco fechasse um negócio com uma empresa de TV por assinatura, a KTV, e censurava, em tom ríspido, os técnicos do banco que, em comunicado à diretoria, diziam que a transação era uma fria. Ele queria porque queria fazer o negócio.Foto: Roberto Jaime Foto: Orlando Brito Ximenes e Pedro Paulo: carta-bombae empréstimos favorecidos

Vontade e missão — Essas práticas hetedoroxas antecederam a história do grampo. E Ricardo Sérgio ficou na corda bamba. Seu amigo de três décadas, o ex-ministro Mendonça de Barros, era um que esperava ansioso pela demissão do diretor. "Não vou falar mal de um amigo, mas foi uma grande decepção", diz o ex-ministro. A decepção veio quatro dias depois da venda da Tele Norte Leste, quando o BNDES, pego de surpresa pela vitória acidental do Telemar, interveio no consórcio e ficou com 25% das ações. Ricardo Sérgio não queria saber do BNDES na jogada. Chegou até a reclamar da intervenção com o ex-presidente do banco, André Lara Resende. Nessa conversa de desavenças com o BNDES, Ricardo Sérgio levou consigo o presidente do Banco do Brasil, Paulo César Ximenes. É uma indicação de como Ricardo Sérgio e Ximenes tocavam de ouvido na direção do Banco do Brasil — ainda que Ricardo Sérgio fosse o único diretor do BB não indicado por Ximenes. Seu nome apareceu por sugestão do ministro José Serra, da Saúde, em cuja campanha eleitoral Ricardo Sérgio atuou como arrecadador, trabalhando com a mesma discrição com que marcou sua passagem pelo governo.

No plano formal, Ricardo Sérgio não tinha relação alguma com a Previ, mas logo que chegou ao Banco do Brasil recebeu orientação do governo para controlar os negócios do fundo e colocou um braço direito lá dentro. É João Bosco Madeiro, diretor da área mais sensível da Previ, a de investimentos. O fundo do BB é poderosíssimo, tem negócios em 159 empresas e, com seu caixa monumental, é hoje a maior fonte de financiamento do país, centro da romaria de todo empresário que ande atrás de investimento. A disputa para ocupar o espaço de Ricardo Sérgio começou antes mesmo de sua demissão ser formalizada. Na terça-feira passada, numa reunião da Previ no Rio de Janeiro, houve o primeiro quebra-pau. João Bosco Madeiro propôs que a Previ investisse 20 milhões de reais na construção de um shopping center em São Luís, no Maranhão. O presidente da Previ, o economista Jair Antônio Bilachi, bombardeou a proposta no ato.

O shopping em São Luís é um empreendimento de José Braffman, um homem muito ligado a Ricardo Sérgio e, também, sócio de Miguel Ethel, vice-presidente do grupo La Fonte — o mesmo do empresário Carlos Jereissati, do consórcio Telemar. As coisas, então, encaixam-se assim: João Bosco Madeiro, o braço direito de Ricardo Sérgio, leva para a Previ uma proposta que interessa aos amigos de Ricardo Sérgio, e Jair Bilachi se opõe. Até a semana passada, o homem escalado pelo governo para vigiar a Previ de perto era Ricardo Sérgio, o que fazia de Jair Bilachi uma versão masculina da rainha da Inglaterra, com a diferença que, ao contrário da rainha, Bilachi sempre quis mandar. Pois, agora, Bilachi luta para manter-se no trono, só que com o poder que nunca teve. O xadrez pode parecer estapafúrdio, mas é assim mesmo que se movem as peças no tabuleiro da Previ. No plano formal, as decisões são tomadas em colegiado por seis diretores — três indicados pelo governo e três eleitos pelos funcionários. Na prática, todos bicam, ou tentam bicar, na montanha de dinheiro do fundo. Mas o governo, na verdade, é que tem sido o grande regente por trás do espetáculo.

Irregularidades — Na semana passada, soube-se que Jair Bilachi, candidato a mandar de fato na Previ, é um homem muito enrolado. Ele é presidente da Previ desde novembro de 1996 e chegou lá por indicação de Manoel Pinto. Na época, Manoel Pinto era secretário executivo do BB, mas acabou mais tarde sendo rebaixado para a diretoria da Brasil Seguridade, uma das empresas do banco, porque onde Manoel Pinto andava sentia-se um cheiro de enxofre no ar. Bilachi foi gerente de agência do BB em Brasília, depois se tornou o superintendente do banco no Distrito Federal. Saiu dessa função para assumir a presidência da Previ, no entanto deixou para trás um colar de irregularidades. Desde 1995, Jair Bilachi está sendo investigado pelo Banco Central. Nessa época, informada de que poderia haver irregularidades no banco em Brasília, a fiscalização do Banco Central escolheu, aleatoriamente, 118 operações feitas em cinco agências do BB em Brasília. Os técnicos tomaram um susto: 90% das operações examinadas tinham problemas. E problemas cabeludos.

Numa dessas operações, Bilachi atuou como goleiro e atacante. Em 1994, como gerente de uma agência do BB em Brasília, concedeu três empréstimos no valor total de 99 milhões de reais à Encol, a construtora que faliu no ano passado, deixando 42000 famílias com seus apartamentos pagos e não entregues. A Encol já estava mal das pernas, mas mesmo assim Bilachi não apenas deu os empréstimos como aceitou que o avalista fosse o próprio dono da Encol, Pedro Paulo de Souza. Além disso, jogando como atacante, aceitou que a Encol apresentasse como garantia de pagamento debêntures da própria empresa — o que fere uma norma do Banco Central. Essa norma, aliás, proíbe que uma empresa apresente como garantia debêntures até de uma empresa coligada sua — imagine só se forem debêntures dela mesma. No ano seguinte, em 1995, já como superintendente do BB, Jair Bilachi assumiu a posição de goleiro. Passou a rolar os empréstimos da Encol sem que a empresa tivesse desembolsado um único tostão. Naturalmente, até hoje o Banco do Brasil não viu a cor desse dinheiro.

Como resultado das investigações, o Banco Central preparou um relatório de quarenta páginas narrando as 118 operações. Elas somam 140 milhões de reais e envolvem 72 empresas e pessoas físicas. Acionada, a auditoria do Banco do Brasil entrou em ação no final de 1997, dois anos depois de iniciada a investigação do Banco Central. Na auditoria, descobriu-se que Bilachi, como gerente e depois como superintendente, cometeu 31 irregularidades. Coisas como empréstimos sem garantia, rolagem indevida de débitos, fornecimento de créditos num valor acima de sua alçada e sem nenhum estudo técnico. Além disso, diz a auditoria, Bilachi deu empréstimos a empresas sabidamente quebradas, chegou a realizar operações contrariando recomendações técnicas, o que fere normas do próprio BB, e aceitou garantias sólidas como vento. Somando as operações auditadas pelo Banco do Brasil, Bilachi emprestou mais de 110 milhões de reais, sendo que a estrela desses empréstimos era a própria Encol. Se todas as suspeitas se confirmarem, Bilachi poderá ser punido. A pena para essas irregularidades vai desde simples advertência até a demissão do Banco do Brasil, do qual é funcionário de carreira e perderia, portanto, seu trono na Previ.

Carta-bomba — O estágio das investigações sugere que o presidente da Previ terá mesmo problemas em breve. Pelas normas do Banco do Brasil, quando se encontra uma irregularidade cometida por um funcionário, ele primeiro recebe uma carta com pedido de explicações. Se as respostas não forem convincentes, o banco manda uma segunda carta, soliticando novas explicações. Bilachi já está no terceiro estágio — há duas semanas encerrou-se o prazo para que ele envie suas explicações pela terceira vez. "Quando o Banco do Brasil chega a esse estágio é porque as desconfianças já são quase certezas", diz um alto funcionário do banco. Uma das perguntas insistentes que a auditoria tem feito para Bilachi é a seguinte: por que ele respondeu sozinho a uma carta do Banco Central, que lhe indagava sobre irregularidades em sua gestão, quando o próprio Banco Central pedia que sua resposta fosse também assinada ao menos por dois diretores do Banco do Brasil? Na prática, a auditoria suspeita que Bilachi agiu como o menino que, ao tirar notas baixas na escola, esconde o boletim do pai. Diante de tantos problemas, surge uma pergunta central: se estava com a vida tão complicada e soterrado por essa montanha de suspeitas, por que Bilachi foi premiado com o comando da Previ?

É aí que está o olho do furacão. Nas explicações que mandou para o Banco do Brasil em junho passado, Jair Bilachi insinua que fez tudo com o conhecimento da diretoria do Banco do Brasil. Diz, a certa altura, que os empréstimos à Encol, notoriamente um negócio de quinta categoria, só foram dados porque "as orientações emanadas dos escalões superiores da Casa eram no sentido de emprestar". Até as moedas do cofre do Banco do Brasil sabem que quem tinha ligações estreitas com a Encol era o diretor de crédito geral, Edson Ferreira, que chegou a comandar, ele próprio, as negociações da construtora com seus credores. Bilachi não fala das insinuações de envolvimento da diretoria do banco, mas elas estão todas impressas em sua carta, de 31 páginas, enviada para a auditoria do Banco do Brasil. E mais: avisa que assinou sozinho aquela carta ao Banco Central por sugestão — olha só — da própria auditoria do BB. E por quê? Para que os diretores do banco não aparecessem na história. É uma acusação grave. Na terça-feira passada, Bilachi escreveu uma carta-bomba ao presidente do banco, Paulo César Ximenes. Nela, pede a ele que encerre as investigações sobre seu passado recente no banco e, veladamente, diz que se está sentindo injustiçado. Até sexta-feira passada, Bilachi não havia tomado coragem para remeter a carta. Na hora em que a enviar estará dado o sinal. É mais ou menos assim: bom cabrito não berra, mas bode expiatório berra — e alto. Tormentas à vista.

Com reportagem de Consuelo Dieguez, do Rio de Janeiro

Copyright © 1998, Abril S.A.

Abril On-Line

A cada eleição a velha mídia aperfeiçoa o golpe

 

O Brasil quer alternância de poder: na mídia

1 de novembro de 2014 | 08:56 Autor: Miguel do Rosário

democratizar-midia

Na campanha eleitoral deste ano muito se falou em desejo de mudança, em alternância de poder, em atender os anseios das ruas.

Pois bem, não houve assunto mais abordado nas ruas do que a democratização da mídia. Não há poder que esteja há mais tempo sem alternância do que a mídia.

E não haverá mudança de fato no país se não mudarmos a mídia brasileira, que não faz justiça à nossa complexidade.

Que se tornou um obstáculo ao nosso desenvolvimento político, cultural e até mesmo econômico.

A mídia, claro, tenta sufocar o simples debate.

Os movimentos pela democratização da mídia não querem censurar ninguém.

E são muito mais críticos ao governo do que a nossa mídia tradicional.

A mídia tradicional quer o monopólio da crítica ao governo, porque sabe que o governo apenas se mobiliza quando criticado, então quem tem o poder de criticá-lo tem o poder de orientá-lo e, portanto, tem o poder de fato.

Os movimentos sociais também querem o poder para criticar o governo, para forçá-lo a fazer a reforma agrária, a reforma urbana e a reforma política.

Querem mais poder de crítica para forçarem o governo a investir em metrôs ao invés de elevar os juros.

E por aí vai.

*

O Brasil é maior que a Globo

O povo derrotou o golpe midiático e deu a vitória a Dilma. Agora o povo quer a democratização dos meios de comunicação, tarefa prioritária para o próximo governo. Até porque duvido muito que as forças progressistas vençam em 2018 se continuarem perdendo a batalha da comunicação.

31/10/2014

Por Marcelo Salles, no Brasil de Fato

Essas eleições entram para a História do Brasil como o momento mais nítido em que as corporações de mídia tentaram impor sua vontade ao povo. Mais do que em 1989, com a famosa edição do debate entre Lula e Collor. Mais do que em 2006, quando o foco do debate foi deslocado para pilhas de dinheiro expostas ad nauseam.

Em 2014 apostaram todas as fichas e, a contrário de outras vezes, não o fizeram veladamente. Assumiram seu papel de partido político de oposição, conforme conclamou Judith Brito, diretora-superintendente do Grupo Folha, vice-presidente da ANJ e colaboradora do Instituto Millenium.

Faltando 11 dias para o segundo turno do pleito, os institutos de pesquisa davam empate técnico entre os dois candidatos – Aécio Neves à frente 2 pontos, dentro da margem de erro.

Como resposta, a militância de esquerda foi às ruas, os movimentos sociais organizados reforçaram sua participação na campanha e a candidata à reeleição partiu para o enfrentamento nos debates. O mote era um só: comparar os governos tucanos e petistas, o que garantiu vantagem a Lula e Dilma em praticamente todos os setores. Se o oponente baixava o nível, a resposta vinha à altura.

Nos oito dias seguintes, Datafolha e Ibope registraram crescimento de Dilma. No primeiro, de 49% para 53%; no Ibope, de 49% para 54%. Enquanto isso, Aécio caiu de 51% para 46% (Ibope) e 51% a 47% (Datafolha). Dilma encerrou a campanha com vantagem de 6 a 8 pontos de vantagem, cenário praticamente impossível de ser invertido em 48 horas.

Aí surgiu a capa da revista Veja na sexta-feira, antevéspera do pleito, acusando, sem provas, Lula e Dilma de terem conhecimento de desvios na Petrobrás. De sexta até domingo a Veja atingiria algo entre 500 mil e 1 milhão de pessoas. A maioria das quais, no entanto, já tinham o voto decidido para Aécio. A capa da veja, por si só, merecia o repúdio na medida em que foi dado pela campanha do PT. A própria presidenta Dilma usou parte do tempo de propaganda eleitoral para denunciar a manobra da revista.

No entanto, foi o Jornal Nacional do sábado, véspera da eleição, o grande responsável pela interferência na vontade popular. No primeiro bloco, Dilma recebeu 5 minutos, com destaque no suposto medo de avião e nos problemas com a voz. Enquanto Aécio teve direito a 5’55’’ a apresentá-lo como alguém incansável, que trabalha durante o voo e aparece com a esposa e os filhos no colo (“um cara família”). Em outro trecho, as imagens saltadas em repetição durante comícios, com a bandeira do Brasil nas costas, revelam, como num filme de ação, um homem destemido que estaria preparado para conduzir o destino da Nação.

Logo no início do segundo bloco, o JN exibiu extensa reportagem sobre a capa da Veja. Aí, o que era de conhecimento de até 1 milhão de pessoas que já votariam Aécio, alcançou 30-40 milhões de pessoas, entre os quais um sem número de indecisos. Isto na véspera do pleito, sem que houvesse tempo para se organizar a estratégia de enfrentamento desse verdadeiro crime midiático. Como resultado, a vantagem de 6-8 pontos de Dilma caiu drasticamente, e quando terminou a apuração as urnas sacramentaram 51,5% x 48,5%.

O povo derrotou o golpe midiático e deu a vitória a Dilma. Agora o povo quer a democratização dos meios de comunicação, tarefa prioritária para o próximo governo. Até porque duvido muito que as forças progressistas vençam em 2018 se continuarem perdendo a batalha da comunicação.

Marcelo Salles é jornalista.

O Brasil quer alternância de poder: na mídia | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

30/10/2014

Janio desenha o beabá do golpismo mafiomidiático

Golpe Nunca MaisJANIO DE FREITAS

Um fato sem retificação

PF suspeita que Youssef foi induzido a acusar Dilma e Lula, numa operação para influir na eleição deste ano

Antes mesmo de alguma informação do inquérito, em início na Polícia Federal, sobre o "vazamento" da acusação a Lula e Dilma Rousseff pelo doleiro Alberto Youssef, não é mais necessário suspeitar de procedimentos, digamos, exóticos nesse fato anexado à eleição para o posto culminante deste país. Pode-se ter certeza.

Na quarta 22, "um dos advogados" de Youssef "pediu para fazer uma retificação" em depoimento prestado na véspera por seu cliente. "No interrogatório, perguntou quem mais sabia (…) das fraudes na Petrobras. Youssef disse, então, que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem. A partir daí, concluiu-se a retificação." Ou seja, foi só a acusação.

As aspas em "vazamento", lá em cima, são porque a palavra, nesse caso, sem aspas será falsa. As outras aspas indicam a origem alheia de frases encontradas a meio de uma pequena notícia, com a magreza incomum de uma só coluna no estilo em tudo grandiloquente de certos jornais, e no mais discreto canto interno inferior da pág. 6 de "O Globo", de 29/10. Para precisar melhor: abaixo de um sucinto editorial com o título "Transparência", cobrando-a da Petrobras.

Já no dia seguinte à "retificação", "Veja" divulgou-a, abrindo o material ao uso que muitos esperaram por parte da TV Globo na mesma noite e logo por Folha, "O Estado de S. Paulo" e "Globo". Nenhum dos três valeu-se do material. Se o fizessem, aliás, Dilma, Lula e o PT disporiam de tempo e de funcionamento judicial para para uma reação em grande escala, inclusive com direito de resposta em horário nobre de TV. O PT apenas entrou com uma ação comum contra "Veja".

O que foi evitado a dois dias da eleição, foi feito na véspera. A explicação publicada, e idêntica em quase todos os que se associaram ao material da revista, foi de que aguardaram confirmar o depoimento de Youssef. Àquela altura, Lula, Dilma e o PT não tinham mais tempo senão para um desmentido convencional, embora indignado, já estando relaxados pelo fim de semana os possíveis dispositivos para buscarem mais.

"O Globo" não dá o nome de "um dos advogados". Até agora constava haver um só, que, sem pedir anonimato, foi quem divulgou acusações feitas em audiências judiciais, autorizado a acompanhá-las, que nem incluíam o seu cliente. Seja quem for o requerente, pediu e obteve o que não houve. Retificação é mudança para corrigir. Não houve mudança nem correção. E o pedido do advogado teve propósito explícito: os nomes de quem mais sabia da prática de corrupção na Petrobras. Uma indagação, com o acusado preso e prestando seguidos depoimentos, sem urgência. E sem urgência no processo, insuficiente para justificar uma inquirição especial.

O complemento dessa sequência veio também na véspera da eleição, já para a tarde. Youssef foi levado da cadeia para um hospital em Curitiba. O médico, que se restringiu a essa condição, não escondeu nem enfeitou que encontrara um paciente "consciente, lúcido e orientado", cujos exames laboratoriais "estão dentro da normalidade". Mas alguém "vazou" de imediato que Youssef, mesmo socorrido, morrera por assassinato.

O boato da queima de arquivo pela campanha de Dilma ia muito bem, entrando pela noite, quando alguém teve a ideia de telefonar para a enlutada filha da vítima, que disse, no entanto, estar o papai muito bem. O jornalista Sandro Moreyra já tinha inventado, para o seu ficcionado Garrincha, a necessidade de combinação prévia com os russos.

A Polícia Federal suspeita que Youssef foi induzido a fazer as acusações a Dilma e Lula, entre o depoimento dado na terça, 21, e a alegada "retificação" na quinta, 23. Suspeita um pouco mais: que se tratasse de uma operação para influir na eleição presidencial.

A Polícia Federal tem comprovado muita e crescente competência. Mas, nem chega a ser estranho, jamais mostrou resultado consequente, quando chegou a algum, nos vários casos de interferência em eleições. Não se espere por exceção.

28/10/2014

Para onde vão os recursos da SABESP?

Geraldo Alckmin investe mais em assinaturas da Veja, Folha, Estadão do que no armazenamento de água para abastecer paulistas. Se informando pela Folha, Veja & Estadão, os paulistas não ficam sabendo porque ao abrir a torneira sai ar ao invés de água.

Com a parceria da velha mídia, a síndrome Rubens Ricúpero contagia e provoca analfabetismo funcional.

Sem alarde da mídia, Alckmin renova 5,2 mil assinaturas da Veja

por helena publicado 23/08/2013 16:37, última modificação 23/08/2013 16:45

No último dia 14 de junho, enquanto as atenções estavam voltadas para os protestos nas ruas de São Paulo, o Diário Oficial do Estado publicou a compra – sem licitação – de 5.200 assinaturas semestrais da revista Veja para serem distribuídas nas escolas da rede pública. O valor contratado foi de R$ 669.240,00, a ser desembolsado em nome da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, órgão do governo estadual.

Há anos os governos tucanos paulistas recebem duras críticas pela compra em grande volume destas revistas e jornais. As críticas começam pela dispensa de licitação, afinal há pelo menos outras três revistas semanais no Brasil que concorrem com a Veja.

A linha editorial da publicação é, digamos assim, a mais simpática ao governo paulista e hostil à oposição dentro do estado. E isso atrai questionamentos aos governadores tucanos da vez, sobre haver mais interesse político próprio do que público nesta compra.

Outro ponto polêmico é se a revista é realmente adequada para ser direcionada ao ambiente escolar, tantas são as polêmicas em torno de suas reportagens. E não me refiro apenas aos diversos casos que ensejaram processos e condenações, seja de indenização por danos morais, seja de direitos de resposta.

Há também casos de reportagens contestadas e repelidas pelo meio acadêmico e científico, inclusive um caso de apologia ao consumo de remédios para emagrecer que haviam sido proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). E lembremos que, no ano passado, a revista esteve envolvida com o escândalo do bicheiro Carlinhos Cachoeira, cujas interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça captaram diálogos que sugerem estreita proximidade entre o alto escalão da Veja, bem acima do recomendável e até hoje mal explicada.

Com esse perfil editorial, que não podemos chamar de educativo, seria melhor o governador Geraldo Alckmin deixar que quem a queira ler que a compre, em vez de fazer distribuição compulsória para escolas com dinheiro público.

Além disso, a revista sequer está direcionada para a faixa etária dos estudantes. A própria editora Abril publica, em seu perfil dos leitores que apenas 11% têm mais de dez e menos de 19 anos. A maior fatia de leitores tem mais de 50 anos.

Mesmo que não existisse nenhum dos argumentos anteriores, recente pesquisa da Fundação Perseu Abramo registrou que 37% dos entrevistados se informam pela internet, contra 24% por revistas impressas. A pesquisa ouviu 2,4 mil pessoas de todas as idades acima de 16 anos. Se fosse refeita só com a faixa etária de estudantes até o ensino médio, a diferença a favor da internet seria muito maior, pois as novas gerações usam intensamente as redes. Por isso, o mais provável é que grande parte dos exemplares comprados para as escolas fiquem encostados em vez de serem lidos pelos alunos, o que revela um mau gasto de dinheiro público.

Enfim, a decisão de continuar comprando estas assinaturas é muito boa para os interesses empresariais dos donos da revista, inclusive sustentando a tiragem artificialmente, o que segura o preço dos anúncios. Pode ser boa também para os interesses políticos do governador, mas é péssima para os cofres públicos paulistas e para os estudantes das escolas públicas.

Sem alarde da mídia, Alckmin renova 5,2 mil assinaturas daVeja — Rede Brasil Atual

27/10/2014

Perdeu, playboy!

Filed under: Bandidagem,Eurídice,Golpismo,Orfeu,Veja — Gilmar Crestani @ 9:18 am
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Orfeu desceu aos infernos mas não logrou salvar Eurídice, simplesmente porque nem sempre o crime compensa.

Orfeu e EuridiceAbandonei o feicebuque, nos últimos dias da campanha, por vergonha alheia. Foi como se, ao estender a mão para cumprimentar um amigo, levasse um soco no estômato. Ao defenderem o método de que os fins justificam os meios, fizeram-se carrascos voluntários da bandidagem.

Não tenho mais tempo de vida para ter comiseração de lacaio de bandidos. A filhadaputice da Veja, feita para ser usada pelo Aécio Neves, teve boa recepção a quem não conseguiu, durante toda a campanha eleitoral, produzir um único parágrafo próprio com sujeito, verbo e predicado. Aos que, por dislexia, só reproduziram as idiotices espalhadas pelo Álvaro Dias e pelo delegado paranaense, Fernando Francischini (Partido Só De Bandidos-PSDB, que agora atende por SDD, Só De Doidos!), só tenho a dizer: perderam, idiotas!

Quem tem dois notórios facínoras da política brasileira por ídolos não merece meu respeito. Por que dos dois não há um registro sequer de qualquer contribuição à “res publica”. Nenhuma proposta, projeto ou seja lá o que for para melhorar o nível da política brasileira. Até poderia comemorar, porque a vitória de Dilma se deve mais ao baixo nível destes do que aos méritos dela.

Vale para a direita hidrófoba do feicebuque o mesmo conceito que tenho usado em relação à literatura: meu tempo é muito precioso para me aventurar na descoberta de novos autores. Prefiro reler clássicos.

A Revista Veja está para Orfeu como Aécio está para Eurídice. A Veja já foi música para os ouvidos da classe média descolada, aquela classe média anterior à presença incômoda dos novos ricos. A classe média que é contra políticas sociais para os que necessitam, mas são apaixonados pela Eurídice dos favores públicos a própria família, como Aécio Neves. A partir do momento em que uma nova classe média ascendeu, a revista da NASPERS começou a padecer os pecados de Orfeu. O que antes era música para ouvidos excludentes do paraíso, virou flauta para cima dos penetras que ousaram compartilhar aeroportos, Cancun e Miami. Como diria aquele legítimo representante da descida da Veja aos infernos, Luis Carlos Prates, agora todo mundo pode ter carro… É neste momento que Orfeu, apaixonado,  perde a mimada Eurídice.

Eurídice Neves foi picada pela serpente do ódio, desceu ao mais baixo degrau do Hades. Recrutou seus muitos Carontes (Arnaldo Jabor, Reinaldo Azevedo, Eliane Cantanhêde, Merval Pereira, Rodrigo Constantino, Lobão) para jogar os beneficiários do Bolsa Família do outro lado Aqueronte, onde Cérbero, o cão de muitas cabeças da Rede Globo, os devorasse pelo preconceito espraiado por FHC: “os nordestinos são burros e desqualificados”.

Haverá maior ignorância do que alterar a geografia para botar Minas Gerais e Rio de Janeiro no Nordeste?! Coincidentemente, os dois Estados considerados a primeira e a segunda casa de Eurídice Neves? Caberia à Revista Veja explicar por que, exatamente nos dois Estados que melhor o conhecem, Aécio Neves perdeu. Se à Veja sobrar qualquer resquício do que um dia se chamou jornalismo, mostrará porque a vantagem de Dilma em Minas Gerais foi suficientes para derrotar Aécio.

Para tentar moldar, a partir do pó, uma candidatura com os pés atolados no ódio e na mentira, a Veja desceu ao último degrau. E só poderá voltar se a deusa Têmis não for mais uma vez conspurcada por Gilmar Mendes, uma das muitas cabeças do cão Cérbero. Ou a tentativa de golpe será punida ou servirá de jurisprudência para novas e mais diretas tentativas.

Uma coisa é atravessar o Aqueronte ciceroneado pela sabedoria de Virgílio, como faz Dante na Divina Comédia. Outra, muito diferente, é trazer Eurídice Neves de volta do inferno, que lá desceu ao se deixar picar pela serpente do ódio e da mentira, sem poder contar com a ajuda do moribundo Orfeu, cuja música já não passa de uma marcha fúnebre.

24/10/2014

Desespero da Veja

Filed under: Desespero da Veja,Despeito,Veja — Gilmar Crestani @ 9:01 am
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Veja como funciona o modus operandi dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium

 

Testemunha ocular: Como funciona a “venda casada” entre a revista Veja e o Jornal Nacional

publicado em 24 de outubro de 2014 às 0:44

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Eleições presidenciais de 2002: Primeiro turno em 06/10 e segundo turno em 27/10; Lula vs. Serra

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Eleições presidenciais de 2006: Primeiro turno em 01/10 e segundo turno em 29/10; Lula vs. Geraldo Alckmin*

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Eleições presidenciais de 2010: Primeiro turno em 03/10 e segundo turno em 31/10; Dilma vs. Serra

por Luiz Carlos Azenha*

Em 2006 eu era repórter da TV Globo de São Paulo. Foi a primeira cobertura de eleição presidencial de minha carreira. Minha tarefa nas semanas finais da campanha foi a de acompanhar o candidato tucano Geraldo Alckmin. De volta à redação paulista da emissora, ouvia reclamações de colegas sobre a cobertura desigual. As reclamações partiam de uma dúzia de colegas, alguns dos quais continuam na Globo.

Explico: a Globo havia destinado todos os recursos e os melhores repórteres e produtores investigativos para levantar tudo que se relacionasse ao mensalão petista ao longo de 2005.

Numa ocasião, num plantão de fim de semana, fui deslocado para São Bernardo do Campo para fazer a repercussão de uma denúncia de Veja:

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Não consegui encontrar Vavá, o irmão de Lula, na casa dele.

Quando voltei à redação, disse ao chefe do plantão que achava estranho repercutir acriticamente uma reportagem de outra empresa sem que nós, da Globo, fizéssemos uma checagem independente do conteúdo. E se as denúncias se provassem falsas?

A resposta: era pedido do Rio e deveríamos simplesmente reproduzir trechos do texto da revista no Jornal Nacional.

Percebi pessoalmente, então, como funcionava o esquema: a Veja apresentava as denúncias, o Jornal Nacional repercutia e os jornalões entravam no caso no fim-de-semana. Era uma forma de colocar a bola para rolar. Depois, se ficasse demonstrado que as denúncias não tinham cabimento, o estrago estava feito. Quando muito, saia uma notinha aqui ou ali. Nunca, obviamente, no Jornal Nacional ou com o mesmo alcance.

Em 2006, portanto, o desconforto de colegas tinha antecedentes. O primeiro deles a se manifestar na redação foi Marco Aurélio Mello, editor de economia do JN. São Paulo sempre foi a principal praça para a cobertura econômica, por motivos óbvios. Naquele período, os índices econômicos batiam recordes, especialmente na construção civil. O consumo bombava. Era comum fazer reportagens a respeito. Segundo Aurélio, repentinamente ele recebeu orientação para “tirar o pé” desse tipo de reportagem, que poderia beneficiar a reeleição de Lula.

Quando o repórter Carlos Dornelles, em uma palestra no Sul, disse que não apenas o mensalão, mas também os barões da mídia deveriam ser investigados, foi imediatamente colocado na geladeira, de onde saiu para o Globo Rural.

Num comentário para o Jornal da Globo, Arnaldo Jabor comparou o presidente e candidato Lula ao então ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-il.

De repente, o comentarista de política Alexandre Garcia passou a fazer aparições no programa de Ana Maria Braga.

Na cobertura do dia dos candidatos, com 90 segundos para cada, em geral eram três contra um. As denúncias do noticiário eram repercutidas com Alckmin, Heloisa Helena e Cristovam Buarque: 270 segundos. Lula tinha 90 segundos para se defender.

A situação chegou a tal ponto que os colegas decidiram protestar formalmente, numa reunião com o diretor regional da Globo.

Para colocar panos quentes ficou decidido que, sim, a Globo também investigaria os tucanos. A base era a capa de uma revista IstoÉ que trazia detalhes que poderiam ser comprometedores para o então candidato a governador de São Paulo, o ex-ministro da Saúde José Serra. Era sobre o envolvimento dele com a Máfia das Ambulâncias superfaturadas, que até então era atribuída completamente ao PT.

Porém, no caso da IstoÉ, a Globo não fez a repercussão acrítica que fazia da Veja.

Como eu não estava presente na reunião, acabei escalado para tratar do assunto, de forma independente. Porém, não nos foram dados recursos para investigar. A produtora Cecília Negrão, hoje no Sindicato dos Bancários, teve de se virar por telefone. Nem uma viagem até Piracicaba foi autorizada. Era a cidade de Barjas Negri, ex-prefeito, homem que havia substituído Serra no Ministério da Saúde quando ele se licenciou para sair candidato ao Planalto em 2002.

Ainda assim, conseguimos algumas informações importantes: de fato, a máfia das ambulâncias que havia atuado no Ministério da Saúde de Lula era herança do que a Globo chamava, quando era de seu interesse, de “governo anterior”. Governo de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Confirmamos também que das 891 ambulâncias superfaturadas negociadas pela máfia, 70% tinham sido entregues antes de Lula assumir! Esse era o dado crucial. A reportagem nunca foi ao ar, mas por sorte eu escrevi o texto em um bloquinho de anotações e pude rememorar o caso aqui.

Naquela temporada eleitoral também aconteceu o caso dos aloprados, os petistas que supostamente tentaram comprar um dossiê contra o candidato Serra. As fotos do dinheiro apreendido com eles, coincidentemente, vazaram para a mídia na antevéspera do primeiro turno. Contei este caso mais recentemente aqui. Nunca vou me esquecer de um colega, diante do prédio da Polícia Federal em São Paulo, ligando para o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para alertá-lo que a Globo estava disposta a levar a eleição para o segundo turno a qualquer custo.

De tudo o que vivi naquele 2006, no entanto, o mais marcante foi a descoberta in loco, não como observador externo, mas como testemunha ocular, da “venda casada” entre a revista Veja e o Jornal Nacional. Ela se repetiu em 2010 e já aconteceu em 2014. Hoje, dia do debate entre Dilma Rousseff e Aécio Neves na emissora, teremos ocasião de ver se a parceria está em pleno vigor. Vamos ver quantos minutos o JN dedicará à capa da Veja horas antes do debate final que antecede o segundo turno. Façam suas apostas.

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