Ficha Corrida

14/07/2013

Deste tamanho, ó!

Filed under: Isto é PSDB!,Roberto Gurgel,Valerioduto — Gilmar Crestani @ 10:23 am
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O tamanho da indignação e da sinceridade do Roberto Gurgel mereceu o mesmo tamanho de divulgação. Em dois parágrados a Folha deu por encerrado o assunto. E assim, dá-se por resolvido mas não explicado porque o PT foi julgado antes por fatos ocorridos após aos do PSDB. Será que ainda há alguém indignado com isso TUDO?! Nenhuma linha sobre a lista em que constam Gilmar Mendes, FHC e tantos outros varões da república golpista dos indignados seletivos.

Procurador critica demora para julgar mensalão mineiro

DE BELO HORIZONTE – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse anteontem que o julgamento do mensalão mineiro (o valerioduto tucano) está demorando para entrar na pauta do Supremo Tribunal Federal. Gurgel disse crer que esse julgamento poderá ocorrer no início de 2014, após o fim do julgamento do mensalão.

"Já se passou muito tempo e é fundamental que esse julgamento ocorra com a maior brevidade possível", disse Gurgel.

O mensalão mineiro é considerado o embrião do esquema usado pelo PT. Ele ocorreu em 1998, na tentativa de reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas Gerais.

10/07/2013

JB não sabia de nada…

 

O Cafezinho: Barbosa escondeu laudo por filho

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Blog que denunciou sonegação da Globo aponta agora que presidente do STF manteve em sigilo absoluto inquérito 2424, derivado do chamado mensalão, que investiga empresa Tom Brasil por receber R$ 2,5 milhões de Marcos Valério. Os documentos envolveriam Felipe Barbosa que, antes de ir trabalhar na TV Globo com Luciano Huck, era assessor de imprensa da casa de shows Vivo Rio. “Quem autorizou este pagamento foi Cláudio de Castro Vasconcelos, gerente-executivo de Propaganda e Marketing do Banco do Brasil, desde o governo FHC. Estranhamente não foi denunciado na AP-470 junto com Henrique Pizzolato”, afirma o site

10 de Julho de 2013 às 05:25

247 – O presidente do Supremo Tribunal Federal provou que não mede esforços para conduzir a carreira do filho Felipe Barbosa. No início de junho, ele voou com verbas da Corte para o Rio de Janeiro para assistir a uma partida de futebol no Maracanã como convidado do camarote do apresentador da Globo Luciano Huck e de sua esposa Angélica. Dias depois foi revelado que Huck seria o novo patrão de Felipe Barbosa no programa Caldeirão do Huck.

As gentilezas e troca de favores com a família Huck não pararam por ai. Barbosa participou da gravação de um vídeo em homenagem ao aniversário do pai do apresentador, o advogado Hermes Huck. O problema: Hermes advoga junto ao STF e já teve um caso relatado por Barbosa (Leia aqui).

Mas segundo o blog O Cafezinho, o presidente do STF pode ter ido muito além para proteger seu filho, inclusive esconder um laudo de um inquérito que corria na Justiça. Leia a informação do site:

Joaquim Barbosa escondeu laudo que envolvia seu filho

Enviado por Miguel do Rosário

Empresa investigada por receber R$ 2,5 milhões de Marcos Valério contratou filho de Joaquim Barbosa

por Helena Sthephanowitz, Na Rede Brasil Atual.

Se Barbosa é relator da ação que envolve Valério, não deveria ter mais atenção a este tema?

O grupo Tom Brasil contratou Felipe Barbosa, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para assessor de Imprensa na casa de shows Vivo Rio, em 2010. Até poucos dias atrás, antes de ele ir trabalhar na TV Globo com Luciano Huck, Felipe ainda era funcionário da Tom Brasil.

Nada demais, não fosse um forte inconveniente: a Tom Brasil é investigada no inquérito 2474/STF, derivado do chamado “mensalão”, e o relator é seu pai Joaquim Barbosa. Este inquérito, aberto para investigar fontes de financiamento do chamado “mensalão”, identificou pagamento da DNA propaganda, de Marcos Valério, para a Casa Tom Brasil, com recursos da Visanet, no valor de R$ 2,5 milhões. E quem autorizou este pagamento foi Cláudio de Castro Vasconcelos, gerente-executivo de Propaganda e Marketing do Banco do Brasil, desde o governo FHC. Estranhamente não foi denunciado na AP-470 (chamado “mensalão”) junto com Henrique Pizzolato.

Outra curiosidade é que um dos sócios do grupo Tom Brasil, Gladston Tedesco, foi indiciado na Operação Satiagraha, sob a acusação de evasão de divisas como cotista do Opportunity Fund no exterior, situação vedada a residentes no Brasil. Ele negou ao jornal Folha de S. Paulo que tenha feito aplicações no referido fundo.

Tedesco foi diretor da Eletropaulo quando era estatal em governos tucanos, e respondeu (ou responde) a processo por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público.

Pode ser só que o mundo seja pequeno, e tudo não passe de coincidência, ou seja lobismo de empresários que cortejam o poder, embora o ministro Joaquim Barbosa deveria ter se atentado para essa coincidência inconveniente, dada a sua dedicação ao inquérito.

Entretanto, não custa lembrar que se o ministro, em vez de juiz, fosse um quadro de partido político, o quanto essa relação poderia lhe causar complicações para provar sua inocência, caso enfrentasse um juiz como ele, que tratou fatos dúbios como se fossem certezas absolutas na Ação Penal 470. Também é bom lembrar que o ministro Joaquim Barbosa já declarou que não tem pressa para julgar o mensalão tucano, no qual Marcos Valério é acusado de repassar grandes somas em dinheiro para a campanha eleitoral dos tucanos Eduardo Azeredo e Aécio Neves.

PS O Cafezinho: Barbosa manteve-se o inquérito 2424 em sigilo absoluto. Neste inquérito, constavam documentos que podiam inocentar vários réus da Ação Penal 470. Os documentos também envolviam, conforme denúncia da Rede Brasil Atual, o seu próprio filho, que trabalhou numa empresa investigada por receber R$ 2,5 milhões de Marcos Valério. Tudo muito estranho. Ainda iremos escrever um bocado sobre isto. Aguardem.

O Cafezinho: Barbosa escondeu laudo por filho | Brasil 24/7

Na elite só tem bolha e pulha

Filed under: Joaquim Barbosa,Ministério Público,Valerioduto — Gilmar Crestani @ 9:09 am
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E o valente MP de Gurgel e catrefada estava de férias?!

Blog diz que patrão de filho de Barbosa recebeu da DNA de Marcos Valério

8 de Jul de 2013 | 15:15

O Blog de Helena Stepanovitz, na Rede Brasil Atual, acaba de publicar a seguinte matéria. Logo acrescentaria mais informações.

RELAÇÕES ESTRANHAS

Empresa investigada por receber R$ 2,5 milhões de

Marcos Valério contratou filho de Joaquim Barbosa

O grupo Tom Brasil contratou Felipe Barbosa, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para assessor de Imprensa na casa de shows Vivo Rio, em 2010. Até  poucos dias atrás, antes de ele ir trabalhar na TV Globo com Luciano Huck, Felipe ainda era funcionário da Tom Brasil.
Nada demais, não fosse um forte inconveniente: a Tom Brasil é investigada no inquérito 2474/STF, derivado do chamado “mensalão”, e o relator é seu pai Joaquim Barbosa. Este inquérito, aberto para investigar fontes de financiamento do chamado “mensalão”, identificou pagamento da DNA propaganda, de Marcos Valério, para a Casa Tom Brasil, com recursos da Visanet, no valor de R$ 2,5 milhões. E quem autorizou este pagamento foi Cláudio de Castro Vasconcelos, gerente-executivo de Propaganda e Marketing do Banco do Brasil, desde o governo FHC. Estranhamente não foi denunciado na AP-470 (chamado “mensalão”) junto com Henrique Pizzolato.

Outra curiosidade é que um dos sócios do grupo Tom Brasil, Gladston Tedesco, foi indiciado na Operação Satiagraha, sob a acusação de evasão de divisas como cotista do Opportunity Fund no exterior, situação vedada a residentes no Brasil. Ele negou ao jornal Folha de S. Paulo que tenha feito aplicações no referido fundo.

Tedesco foi diretor da Eletropaulo quando era estatal em governos tucanos, e respondeu (ou responde) a processo por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público.

Pode ser só que o mundo seja pequeno, e tudo não passe de coincidência, ou seja lobismo de empresários que cortejam o poder, embora o ministro Joaquim Barbosa deveria ter se atentado para essa coincidência inconveniente, dada a sua dedicação ao inquérito. Entretanto, não custa lembrar que se o ministro, em vez de juiz, fosse um quadro de partido político, o quanto essa relação poderia lhe causar complicações para provar sua inocência, caso enfrentasse um juiz como ele, que tratou fatos dúbios como se fossem certezas absolutas na Ação Penal 470. Também é bom lembrar que o ministro Joaquim Barbosa já declarou que não tem pressa para julgar o mensalão tucano, no qual Marcos Valério é acusado de repassar grande somas em dinheiro para a campanha eleitoral dos tucanos Eduardo Azeredo e Aécio Neves.

PS do Tijolaço: Fez bem Helena Stepanovitz em escrever com todas as ressalvas. Ela não faz qualquer acusação ao Ministro Barbosa, apenas devolve a ele a lição de não acusar sem provas, com base no tal “ele não podia deixar de saber”. Não há qualquer sinal de que esse fato – o pagamento de algo pelo sr. Marcos Valério – guarde relação com a conduta funcional do Ministro. Pode-se discordar de suas posições ou até de algumas de suas atitudes pouco condizentes com a austeridade exigida pelo cargo. Ou, até mesmo, questionar a percepção daquilo que ele próprio chamou de “penduricalhos” remuneratórios, Nada disso, porém,  se confunde com atitudes dolosas.

O que vale para o Dr. Joaquim Barbosa é o que vale para qualquer pessoa: juiz, ministro ou particular.

Mas eu, pessoalmente, não vi jamais a desconstrução tão rápida de um mito público. O que se ergue com mídia, com mídia pode ser demolido. Que dos escombros da vaidade possa o Dr. Joaquim refletir sobre o que é vão e que a máquina de triturar reputações, da qual ele se beneficiou, sem a menor cerimônia volta-se contra ele, usando os métodos que ele próprio validou.

Por: Fernando Brito

Blog diz que patrão de filho deBarbosa recebeu da DNA de Marcos Valério | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

07/01/2013

PSDB tem pressa em se livrar do caso Azeredo

Filed under: Eduardo Azeredo,Isto é PSDB!,Valerioduto — Gilmar Crestani @ 8:02 am

Quando é do PSDB, não é mensalão nem envolve o nome do partido, mas apenas um dos partidários. Tudo muito conveniente…

PSDB tem pressa em se livrar do caso Azeredo

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Agora com FHC como guru, Aécio Neves, candidato do partido à presidência, também defende o julgamento imediato do mensalão mineiro para se desvincular do ex-governador que se envolveu com Marcos Valério na tentativa frustrada de reeleição em 1998; a intenção é evitar que o julgamento ocorra justamente no calor da disputa presidencial de 2014

7 de Janeiro de 2013 às 05:52

247 – No dia 19 de dezembro de 2012, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu publicamente o início imediato do julgamento do chamado mensalão mineiro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O mensalão tucano foi um suposto esquema de lavagem de dinheiro que ocorreu na campanha frustrada para a reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) – um dos fundadores e ex-presidente do PSDB nacional – ao governo de Minas Gerais em 1998.

Com Aécio Neves candidato à eleição presidencial, o ex-presidente sabe que surfar no sucesso das condenações do mensalão petista sem enfrentar o fardo do episódio mineiro afeta a credibilidade do partido em plena modernização de discurso. Além disso, em 1998, Aécio foi eleito deputado federal apoiando a campanha de Azeredo, alvo da denúncia.

Juntos, FHC e Aécio querem evitar constrangimentos como o causado por Eduardo Graeff, ex-secretário-geral da Presidência, que tratou mensalão como uma criação petista, como se não houvesse outro processo aguardando para ser julgado pelo STF. "Falcão é modesto quando diz que o PT imitou outros partidos. O mensalão foi caso legítimo de ‘pela primeira vez na história deste país’", disse Graeff.

Azeredo insiste em dizer que não houve mensalão em Minas Gerais. "Mensalão é uma expressão para pagamento a parlamentares por votos e isso não aconteceu”, disse ao Estado. Mas a tese de “caixa dois” ficou enfraquecida depois que o STF ressaltou que o destino do dinheiro não é capaz de anular crimes cometidos anteriormente.

Por isso, o PSDB tem pressa em se desvincular do caso. O próprio Aécio tem defendido o julgamento e já tenta diferenciar o escândalo de Minas do que ocorreu no governo Lula. O processo está sem relator desde que Joaquim Barbosa assumiu a presidência da Corte e aguarda a nomeação de um novo ministro para substituir Carlos Ayres Britto, aposentado em novembro de 2012.

Enquanto isso, tucanos tentam usar a tese de que Azeredo foi ingênuo e que não cabia a ele cuidar das contas da própria campanha.

PSDB tem pressa em se livrar do caso Azeredo | Brasil 24/7

01/01/2013

A sinceridade comovente da Folha

E se a Folha diz isso, mesmo que um ano depois que todo mundo vinha dizendo, que sou eu para desmentir. Pena que um bando de amestrados leitores da Veja não tenham interesse em saber. Quando dissemos que Joaquim Barbosa é um golpista, referimos a coincidência do julgamento da Ação 470 com as eleições, deixando para traz processos mais antigos e sobre a mesma questão: financiamento das campanhas! Por isso que a Ação 470 foi um golpe paraguaio à JB, com apoio dos grupos mafiomidiáticos.

Mensalão mineiro, 5 anos mais antigo, não será julgado em 2013

DE SÃO PAULO

O caso do chamado mensalão mineiro, que envolve políticos do PSDB, não deverá ser julgado pelo STF em 2013. A acusação aponta desvio de recursos públicos e financiamento ilegal na fracassada campanha pela reeleição do então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998.

As operações contaram com a participação das empresas de Marcos Valério Fernandes de Souza, apontado como o operador do mensalão petista, que ocorreu entre 2003 e 2004, segundo o Ministério Público Federal.

A denúncia do caso mineiro foi apresentada ao STF pela Procuradoria-Geral da República em 2007. O tribunal abriu ação penal em 2009.

A causa não está pronta para ir a julgamento porque ainda há etapas processuais a serem concluídas. Atualmente o caso está na fase de depoimento de testemunhas.

Além disso, o relator do processo, o ministro Joaquim Barbosa, não poderá continuar na condução da causa, já que assumiu a presidência do tribunal em novembro.

A tarefa de relator será entregue ao novo ministro do Supremo a ser escolhido pela presidente Dilma Rousseff. Não há prazo para a indicação, que preencherá a vaga aberta após a aposentadoria de Carlos Ayres Britto.

10/11/2012

Tá na bíblia do STF, os primeiros serão os últimos…

Filed under: Golpismo,Lista de Furnas,Lista Suja,STF,Valerioduto — Gilmar Crestani @ 7:33 pm

Com justiça cega e procurador estrábico, o ditado bíblico se cumpre.

Para se livrar de penas, Valério entrega tucanos

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Publicitário já condenado pelo STF na Ação Penal 470 tenta agora se beneficiar delatando líderes do PSDB envolvidos no chamado ‘mensalão tucano’, iniciado por ele durante a campanha de Eduardo Azeredo pela reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998

10 de Novembro de 2012 às 15:58

Minas 247 – Sem chances de obter benefícios com a delação premiada na Ação Penal 470, que ocorre no Supremo Tribunal Federal (STF), o publicitário Marcos Valério, apontado como operador do esquema chamado de "mensalão", apela agora para a entrega de líderes do PSDB envolvidos no apelidado de "mensalão tucano", suposto esquema ocorrido durante a campanha do hoje deputado federal Eduardo Azeredo pela reeleição ao governo de Minas Gerais.

Tanto para o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, autor da denúncia do "mensalão" petista, quanto para o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, a sugestão de diminuir a pena de Valério em troca da colaboração do empresário tumultuaria o julgamento, que já está no final. Para Gurgel, porém, Valério poderia se valer da delação premiada nos processos que ainda não foram concluídos, como no caso da AP 536, que também tem Barbosa como relator.

De acordo com o advogado Dino Miraglia, de Belo Horizonte, "Marcos Valério está entregando todo mundo do PSDB", informou o jornal Correio do Brasil. "O esquema todo, para se livrar das penas que deverá receber quando esta ação for julgada (…). Na ação contra os tucanos, ele está contando tudo o que sabe", completou. Segundo Miraglia, "Minas está em polvorosa". Ele é responsável por uma petição para que o STF estabeleça a conexão entre o caso conhecido como "lista de Furnas" e o "mensalão tucano".

Numa carta publicada no blog do jornalista Luis Nassif, o advogado de Valério, Marcelo Leonardo, confirma a delação de informações, inclusive de nomes. "Quanto ao chamado ‘mensalão mineiro’, o andamento do caso está em fase bem mais adiantada do que se imagina. A etapa das investigações já foi concluída, e nela Marcos Valério forneceu todas as informações, inclusive os nomes dos políticos ligados ao PSDB (deputados e ex-deputados) que receberam, em contas bancárias pessoais, recursos financeiros para custear as despesas do segundo turno da tentativa de reeleição do então governador Eduardo Azeredo, em 1998, tendo entregue as cópias dos depósitos bancários realizados".

Os casos do ‘mensalão tucano’ e da lista de Furnas possuem entre os envolvidos do partido, além de Azeredo, o hoje senador Clesio Andrade e Walfrido dos Mares Guia, acusados de crimes como assassinato, explosões, incêndios, perseguições e até suborno de magistrados da corte suprema, atos que vão muito além da compra de votos de parlamentares.

Para se livrar de penas, Valério entrega tucanos | Brasil 24/7

06/11/2012

Depois de Carlinhos Cachoeira, Veja fecha parceria com Marcos Valério

Filed under: Janio de Freitas,Valerioduto,Veja — Gilmar Crestani @ 7:53 am

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A antiga nova de Valério

JANIO DE FREITAS

Marcos Valério está hoje em situação única no Brasil: pode dizer o que quiser, a favor ou contra quem quiser

SÃO DIAS ainda de tardes insípidas. Não que os ministros do Supremo deixassem de tentar salvá-las. Só o tema da tentativa já o comprova. Nada menos sombrio do que o amianto, proíbe ou não proíbe, se envenena ou se civilizou. Como sempre dá para puxar uma divergência, e nisso o ministro Marco Aurélio Mello não falharia. Não faltaram mesmo sinais de irritação. Se ao menos o ministro Gilmar Mendes estivesse em dia de Gilmar Mendes, algo ainda iria adiante. Não, as discussões ficaram foscas como o próprio amianto.

Boas-vindas, pois, ao ministro Joaquim Barbosa. Amanhã as tardes voltam a desprezar limites -verbais, penais, convivenciais, o que importa é o rumo dado pelo relator. Agora com uma expectativa a mais. Espera-se que o ministro relator diga alguma coisa sobre o pedido de Marcos Valério que, é o único dado seguro neste assunto até agora, lhe foi repassado pelo presidente Ayres Britto em setembro. Antes, porém, que o faça, se o fizer, pode-se dizer também alguma coisa a respeito.

Por exemplo, que Marcos Valério está hoje em situação única no Brasil: pode dizer o que quiser, a favor ou contra quem quiser. Encontrará quem o apoie e propague de imediato e quem o negue e acuse. Nas últimas semanas, nem precisou dizer. Bastou-lhe o que o jargão do jornalismo chama de plantar. No caso, até um pouco menos: apenas insinuou ou sugeriu de leve, e como anônimo. A vontade alheia fez o complemento, por ele desejado.

O advogado de Marcos Valério é um dos notáveis da advocacia criminal. Condição que inclui, a par do saber jurídico e da competência técnica, a seriedade pessoal. E o que diz o advogado Marcelo Leonardo sobre o depoimento a que Marcos Valério se propõe, segundo as notícias, em troca da redução ou eliminação de suas condenações? Diz o suficiente para ficar claro que o pedido de delação premiada baseia-se no dito por Marcos Valério nas inquirições, anos atrás, do processo já sob julgamento. Ou seja, matéria já utilizada nas acusações feitas por Joaquim Barbosa.

Com a proposta de prêmio por colaboração, apresentada em setembro, Marcos Valério fez declarações ao Ministério Público, sim. O noticiário diz que aí estão acusações a Lula, dado como chefe do esquema chamado de mensalão, e a denúncia de uma chantagem a propósito do assassinato de Celso Daniel, então prefeito de Santo André. Que veracidade tem isso ou, ao menos, foi isso mesmo que Marcos Valério ofereceu ao Ministério Público? Marcelo Leonardo não se compromete fora do silêncio. Não é difícil admitir que haja dito mais do que se falasse.

A conclusão não se altera, porém. Até agora, não é em novidade alguma, é mesmo nos depoimentos dados lá por 2005, e conhecidos e já integrados ao processo em julgamento, que se baseia a reivindicação de tratamento especial de Marcos Valério.

O ALVO

A descoberta, conforme informação policial, de uma lista de PMs a serem atacados nega a repetida tese do secretário paulista de segurança, Antonio Ferreira Pinto, de aumento da criminalidade em São Paulo por enfrentamento entre bandidos rivais. O ataque é mesmo e só à polícia. Por que, eis a questão.

De como manter um assunto em pauta

Filed under: Golpismo,Grupos Mafiomidiáticos,Roberto Gurgel,Valerioduto — Gilmar Crestani @ 6:56 am

Alguém, do nada, aventa a possibilidade de proteção. Outro vem e diz que não precisa. E no meio da informação é de que o casal Gurgel age, pelo menos fora de casa, em sintonia. Agora sou eu quem levanta a hipótese da necessidade de proteção. Para Cláudia Sampaio… Sabe-se lá que tipo da chantagem o marido anda aprontando pra cima dela.

Para procurador, Valério não precisa de proteção imediata

Gurgel afirma não haver ‘risco iminente’ contra o operador do mensalão

Empresário prestou depoimento a duas procuradoras e tenta ingresso em programa de proteção a testemunhas

DO ENVIADO ESPECIAL A ARACAJU

DE BRASÍLIA

DE RECIFE

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou ontem que não há motivo para conceder, no momento, proteção especial ao empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. Segundo ele, não há "risco iminente" de atentado contra sua integridade física.

Gurgel disse ainda, em encontro nacional de magistrados em Aracaju, que eventuais revelações dele sobre o mensalão poderão levar a delações premiadas somente em novas investigações.

Valério foi condenado a mais de 40 anos no julgamento do mensalão, que ainda não terminou. Sua defesa enviou, em setembro, um fax ao Supremo dizendo que ele estaria disposto a trazer novos fatos. Em troca, pedia proteção alegando risco de morte.

"A notícia que me chegou dele foi no sentido de que não havia ainda nada que justificasse uma providência imediata", disse Gurgel. "Agora, se ele viesse a fazer novas revelações, aí sim, esse risco poderia se consubstanciar."

Em setembro, Marcos Valério procurou Gurgel dizendo ter novas informações.

Um depoimento foi prestado, segundo a Folha apurou, às procuradoras Cláudia Sampaio -mulher de Gurgel- e Raquel Branquinho. Gurgel não comenta publicamente o depoimento.

A estratégia da defesa de Valério, na avaliação de ministros do STF, é tentar incluí-lo no programa de proteção à testemunha, que o enviaria a lugar não identificado, sob proteção do Estado. A ação não anularia sua condenação, mas abriria brecha para evitar a cadeia.

Indagado sobre declarações de Valério neste depoimento que envolveriam o ex-presidente Lula, Gurgel pediu "cautela" e, falando em tese, disse que esse tipo de manifestação teria que ter ocorrido na fase de inquérito, com apresentação de provas.

A procuradora Raquel Branquinho disse, via assessoria da PGR, que não se manifestaria sobre o depoimento. Cláudia Sampaio não foi localizada pela assessoria.

Também ontem o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, afirmou que eventuais revelações de Valério não terão influência sobre possível redução de sua pena.

O ministro, que participou à tarde de uma solenidade em Recife, disse que uma redução só é "viável" por critérios técnicos. "No plano das possibilidades, é viável." Segundo ele, "tudo é possível" no ajuste final das penas.

Mais tarde, no encontro de Aracaju, ele falou sobre corrupção -principal tema do evento- a magistrados dos 91 tribunais do país.

"Vivemos novos tempos. Um tempo de transparência, um tempo mais republicano, um tempo de compromisso mais forte, mais vivo, do Poder Judiciário com a ética, com o civismo e com a democracia", afirmou o ministro em seu discurso.

(FLÁVIO FERREIRA, LEANDRO COLON E FÁBIO GUIBU)

04/11/2012

A porta-voz em seu labirinto

Filed under: Eliane Cantanhêde,Isto é PSDB!,Marcos Valério,Valerioduto — Gilmar Crestani @ 8:59 am

A frase mais importante da porta-voz do PSDB, quase um ato folha, ficou para o final do texto: “Depois, vem o julgamento do mensalão mineiro, que pega o PSDB. Apesar de ter sido antes do petista, só chegou ao STF dois anos após.”. E a pergunta que a inefável Eliane Cantanhêde não se faz: porque o primeiro mensalão, o pai, a gênesis, só chegou no STF dois anosdepois? Por que a inversão? Não terá sido uma busca de coincidências com as eleições, a composição do STF, o Gurgel em parceria com a VEJA que deixou o primeiro para o fim da fila?

ELIANE CANTANHÊDE

Homem-bomba enjaulado

BRASÍLIA – Mesmo depois de condenado e preso, Marcos Valério continuará sendo um homem-bomba, sem compromissos partidários com o PT e pronto a explodir as bases do governo Lula e a aura do próprio Lula. Será, aliás, ainda mais perigoso: um homem-bomba enjaulado. Resta apenas distinguir o quanto ele, de fato, sabe e o quanto ele só chuta.

Um dado fundamental de todo o processo do mensalão é que acaba o julgamento no STF, mas a possibilidade de delação premiada continua valendo. Pela lei, um dos réus, ressentido, infeliz da vida -e Valério é o exemplo mais estridente-, pode muito bem abrir a boca antes, depois e durante a execução da pena. Ou seja, diretamente da prisão.

Novembro chegou e nada de conclusão do julgamento. A dosimetria será retomada nesta semana e, até o fim do mês, Britto sai da presidência do STF, Joaquim Barbosa assume, Teori Zavascki chega e discute-se intensamente quem será o novo ministro na vaga de Britto.

As entradas em cena de Teori e do futuro ministro ganham enorme relevância, possivelmente coincidindo com a fase dos embargos declaratórios (basicamente de forma) e infringentes (que pedem revisão de votos).

O caso do deputado João Paulo Cunha é um bom exemplo. Há controvérsias internas quanto a uma de suas condenações -por lavagem de dinheiro- e os ministros se dividiram. Quase um empate. Vem aí votação de embargo infringente.

Com a viagem do relator e futuro presidente Joaquim, para tratamento de saúde, e dois feriados em novembro, o mês fica bem curto. Depois, vem o recesso do Judiciário e para tudo. O que empurra o processo para 2013 e as prisões para o segundo semestre do ano, sabe-se lá quando.

Depois, vem o julgamento do mensalão mineiro, que pega o PSDB. Apesar de ter sido antes do petista, só chegou ao STF dois anos após. Mas não perde por esperar. O principal ponto em comum entre os dois mensalões, aliás, é o explosivo Valério.

02/11/2012

A nova parceria paraguaia da Veja

Filed under: Andressa Mendonça,Carlinhos Cachoeira,Policarpo Júnior,Valerioduto,Veja — Gilmar Crestani @ 3:39 pm

 

Quem não tem voto caça com Valério

08:39, 2/11/2012 Paulo Moreira Leite

contra Lula, Antônio Palocci e até sobre o caso Celso Daniel chega a ser vergonhoso.

Desde a denuncia de Roberto Jefferson que Valério tem demonstrado grande disposição para colaborar com a polícia.

Foi ele quem entregou a relação de 32 beneficiários das verbas do mensalão, inclusive Duda Mendonça.

Conforme os advogados de um dos réus principais, ao longo do processo Valério fez quatro tentativas de oferecer novas delações em troca de uma redução de sua pena.  As quatro foram rejeitadas.

O estranho,  agora, não é a iniciativa de Valério, mais do que compreensível para quem se encontra numa situação como a sua. Não estou falando apenas dos 40 anos de prisão.

As condenações de José Dirceu  e José Genoíno se baseiam em “não é possível que não soubessem”, “não é plausível”, “um desvio na caminhada” e assim por diante.

Eu acho legítimo pensar que deveriam ser questionadas em novo julgamento,  o que certamente poderia ser feito se tivessem direito a uma segunda instância, como vai ocorrer com os réus do mensalão PSDB-MG que foram desmembrados nestes “dois pesos, dois mensalões,” na antológica definição de Jânio de Freitas.

Parece muito difícil questionar o mérito das acusações contra Valério.  Ele participava de um esquema para levantar recursos de campanha. Mas seu interesse era comercial, digamos assim. Pretendia levantar R$ 1 bilhão até o fim do governo, disse Silvio Pereira, secretário geral do PT, em entrevista a Soraya Agege, do Globo, em 2006.

Era o titular do esquema, o dono das agências de publicidade, aquele que recolhia e despachava o dinheiro, inclusive com carros forte e conta em paraíso fiscal.

O estranho, agora, não é o comportamento de Valério. São os outros.

É a torcida, o ambiente de vale-tudo.

Ele teve sete anos para apresentar qualquer informação relevante. A menos que tenha adquirido o costume de criar dificuldades para comprar facilidades até com a própria liberdade, o que não é bem o costume dos operadores financeiros, seu silêncio sugere a falta de fatos importantes para revelar. Ele enfrentou em silêncio a denúncia  do primeiro procurador, Antônio Carlos Fernando de Souza, em 2006.  Assistiu do mesmo modo à aceitação da denúncia pelo Supremo, em 2007. Deu não se sabe quantos depoimentos a Justiça e a Polícia.  Seu advogado, Marcelo Leonardo, um dos mais competentes do julgamento, escreveu não sei quantas alegações finais no STF.

Nem mesmo quando , preso por outras razões, tomava porrada de colegas de presídio numa cadeia,  lembrou que podia contar algo para se proteger?

A verdade é que os adversários de Lula não conseguem esconder a vontade de que Valério  tenha grandes revelações a fazer.  Deveriam estar acima de tudo desconfiados e cautelosos, já que as circunstâncias não garantem a menor credibilidade a qualquer denuncia feita DEPOIS que  um réu enfrenta uma condenação de 40 anos e não se vislumbra nenhum atenuante para amenizar a situação.

É preocupante porque  nós sabemos que é possível transformar versões falsas  em fatos verdadeiros.

Basta que os melhores escrúpulos sejam deixados de lado, as versões anunciadas sejam convenientes e atendam aos interesses de várias partes envolvidas.  O país tem uma longa experiência com essa turma. Ela denunciou um grampo telefônico que não houve. Falou de uma conta em paraíso fiscal – do próprio Lula e outros ministros – que eles próprios sabiam que era falsa. Também denunciou uma  caixa de dólares enviados do exterior para a campanha de 2002 que ninguém foi capaz de abrir para dizer o que tinha lá dentro.

Na prática, os adversários de Lula querem que Valério entregue aquilo que o eleitor não entregou.

O próprio Valério sabe disso. De seu ponto de vista, qualquer coisa será melhor do que enfrentar uma pena de 40 anos, concorda? Qualquer coisa.

Do ponto de vista dos adversários de Lula, também. Qualquer coisa é melhor do que uma longa perspectiva de derrotas, não é mesmo?  Talvez não por 40 anos mas quem sabe mais quatro?

É por isso que os interesses das partes, agora, coincidem.  O mocinho da oposição tornou-se Valério.

No mundo do “não é possível”, do “é plausível”, do “não pode ser provado mas não poderia ser de outra forma ” as coisas ficam fáceis para quem acusa.  A moda ideológica, agora, é acusar de bonzinho quem acha que a obrigação da prova cabe a quem acusa.

E eu, que pensei que a presunção da inocência era um direito constitucional e fazia parte das garantias fundamentais. Mas não. Isso é ser bonzinho, é se fazer de ingênuo.

No novo figurino, as  coisas parecem verdadeiras porque não podem ser provadas. É a inversão da inversão da inversão.  O movimento estudantil tem uma corrente que se chama negação da negação.  Estamos dando uma radicalizada…

A experiência ensina que há um  meio infalível de levantar uma credibilidade em  baixa. É a ameaça de morte, o que explica a lembrança do caso Celso Daniel.

Os advogados dizem que Valério sofreu ameaças de morte. Já se fala nos cuidados  com a segurança pessoal e da família. Também li que a Polícia Federal “ainda “ não decidiu protegê-lo.

Algumas palavras tem importância especial em determinados momentos.  A morte de Celso Daniel foi acompanhada por várias suspeitas de crime político mas, no fim de três meses de investigação, a Polícia Civil de São Paulo concluiu que fora crime comum.

Um delegado da Polícia Federal, que seguiu o caso e até participou das investigações a pedido de Fernando Henrique Cardoso, chegou a mesma conclusão. O caso parecia encerrado. Os suspeitos estavam presos, confessaram tudo e aguardavam julgamento. Quem fala em aparelho petista deve lembrar que a investigação tinha o respaldo do comando da polícia do governo Alckmin e da PF no tempo de FHC.

O caso saiu dos arquivos quando um irmão de Celso Daniel alegou que sofria ameaça de morte. Fiz várias entrevistas com familiares e policiais e posso afirmar que nunca ouvi um fato consistente. Nem um grito ameaçador ao telefone. Nem um palavrão no trânsito. Nem um empurrão no bandejão da faculdade.

Nunca. Respeito aquelas pessoas, fomos colegas de luta no movimento estudantil mas aquilo me pareceu uma história sem consistência. Eu ia fazer uma matéria sobre essa denuncia mas aquilo não dava uma linha. Não havia sequer um fato para ser narrado. Nem um boato para  ser desmentido. Nada. Fiquei impressionado porque eu havia entrado na história achando que havia alguma coisa, seja lá o que fosse.  Nada. Mas a família conseguiu o direito até de viver exilada na França. O caso foi reaberto e, embora uma segunda investigação policial tenha chegado a mesma conclusão, o suspeito de ser o mandante aguarda o momento de ir a julgamento.

Nos últimos meses, com o julgamento no mensalão, os adversários de Lula pensavam  que seria possível reverter o ambiente político favorável a Lula, no país inteiro. É este ambiente que coloca a reeleição de Dilma no horizonte de 2014, embora muita enxurrada possa passar por debaixo da ponte. Mas, no momento, essa perspectiva, para a oposição, é insuportável e dolorosa – até porque ela não foi capaz de reavaliar suas sucessivas  derrotas do ponto de vista político, não fez um balanço honesto dos acertos do governo Lula, o que dificulta aceitar que o país tem um presidente popular como nenhum outro antes dele, a tal ponto que até postes derrotam  medalhões vistos como imbatíveis. No seu apogeu, a ideia de renovação sugerida por FHC foi descartada como proposta petista por José Serra. Assim fica difícil, né.

(Vamos homenagear os postes. Essa expressão foi cunhada por uma das principais vozes da luta pela democratização, Ulysses Guimarães, para quem “poste” era o candidato capaz de representar os interesses do povo  e da democracia, mesmo que fosse um ilustre desconhecido. Certa vez, falando sobre a vitória estrondosa do MDB em 1974, quando elegeu 17 de 26 senadores, Ulysses falou que naquela eleição o partido elegeria “até um poste.” Postes, assim, são candidatos que entendem o vento da sua época.)

Semanas antes da eleição do poste Fernando Haddad,  o procurador geral Roberto Gurgel chegou a dizer que ficaria muito feliz se o julgamento influenciasse a decisão do eleitor. Muita gente achou natural um procurador falar assim.

Eu não fiquei surpreso porque sempre achei a denuncia politizada demais, cheia de pressupostos e convicções anteriores aos fatos. Eu acho que a denuncia confunde aliança política com compra de votos e verba de campanha com suborno, o que a leva a querer criminalizar todo mundo que vê pela frente – embora, claro, tenha sido  seletiva ao separar o mensalão PSDB-MG, como nós sabemos e nunca será demais lembrar. Mas não achei o pronunciamento do procurador natural. Em todo caso, considerando a liberdade de expressão…

Mas a fantasia oposicionista era tanta que teve gente até que se despediu de Lula, lembra?

Embora o julgamento tenha caminhado na base do “não é plausível”, “não poderia ter sido de outro jeito ”e outras considerações pouco conclusivas e nada robustas, faltou combinar com o eleitor.

Em campanha própria, com chapa pura, os  adversários de Lula tiveram uma grande vitória em Manaus. Viraram a eleição em Belém onde o PSOL não quis apoio de Lula.  Ganharam em Belo Horizonte em parceria com Eduardo Campos, que até segundo aviso é da base de Lula e Dilma.

O  PT cresceu no número de prefeituras, no número de votos em escala nacional, e também levou o troféu principal da campanha, a prefeitura de São Paulo.  Mesmo com a vitória em Salvador, os partidos conservadores, à direita do PSDB, tiveram a metade do eleitorado reunido em 2008. Isso aí: perderam 50% dos votos.

É neste ambiente que Valério passa ter importância. Quem não tem voto caça com Valério.

ÉPOCA – Paulo Moreira Leite

Quem vem antes? Lula ou a lei de médios?

Filed under: Golpismo,Grupos Mafiomidiáticos,Valerioduto — Gilmar Crestani @ 10:11 am

 

Valério tem medo de virar Abel Pereira. Segredos de 1999 a 2002 ainda são caixa-preta.

Jornalão especula, mas segredos de Valério que sobraram
são sobre tucanos, sobretudo entre 1999 e 2002

Deu no Estadão:

Empresário condenado como o operador do mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza prestou depoimento ao Ministério Público Federal no fim de setembro. Espontaneamente, marcou uma audiência com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Fez relatos novos e afirmou que, se for incluído no programa de proteção à testemunha – o que o livraria da cadeia -, poderá dar mais detalhes das acusações.
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Dias depois do novo depoimento, Valério formalizou o pedido para sua inclusão no programa de testemunhas enviando um fax ao Supremo Tribunal Federal. O depoimento é mantido sob sigilo. Segundo investigadores, há menção ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao ex-ministro Antonio Palocci e a outras remessas de recursos para o exterior além da julgada pelo Supremo no mensalão – o tribunal analisou o caso do dinheiro enviado a Duda Mendonça em Miami e acabou absolvendo o publicitário.
.
Ainda no recente depoimento à Procuradoria, Valério disse já ter sido ameaçado de morte e falou sobre um assunto com o qual parecia não ter intimidade: o assassinato em 2002 do então prefeito de Santo André, Celso Daniel.

Mais abaixo falo da real necessidade de proteção à Valério. Mas antes não há como deixar de falar sobre o jornalão. Ninguém merece esse tipo de jornalismo!
O que o jornalão quis dizer com "segundo INVESTIGADORES", se está noticiando um depoimento sigiloso ao Procurador-Geral? Por acaso o jornalão está dizendo que o gabinete do Procurador-Geral está grampeado por investigadores?
É claro que a "fonte" do jornal vem da parte da defesa do próprio Marcos Valério, querendo usar o jornalão como garoto de recados para criar confusão e pressionar menos os petistas (que já foram devassados e até condenados sem provas) do que o alto tucanato (que sequer foi denunciado).
Logo abaixo, o jornalão se trai e entrega o jogo, sob o subtítulo "RESSALVAS". Depois de dizer que desde o início da investigação Valério vem blefando como um jogador, oferecendo informações que não levam a lugar nenhum, o Estadão dá o recado que o advogado quer para beneficiar Valério no Programa de Proteção a Testemunhas:

O advogado de Valério não quis comentar o assunto num primeiro momento. Depois, disse: "Se essa matéria for publicada e o meu cliente for assassinado terei que dizer que ele foi assassinado por causa dessa matéria. Não tenho outra opção".

Hoje no Brasil, todo mundo sabe que se quiser plantar nota em jornal, basta mencionar o nome do presidente Lula associado a qualquer coisa negativa, ou nome de Palocci (antes era Dirceu), ou o assassinato de Celso Daniel (que virou de 1001 utilidades aos propósitos oposicionistas). Funciona tão bem para plantar notas em jornais como jogar açúcar para atrair formigas.
Se a defesa de Valério citasse o nome de FHC, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Marconi Perillo, José Serra ou a morte do empresário Abel Pereira (ligado aos tucanos de Piracicaba no caso sanguessuga) nada seria publicado, sem uma "rigorosa apuração jornalística" (que jamais seria feita), conforme comprova a forma como como o livro "A Privataria Tucana" foi abafado na velha imprensa.
Mas o bom jornalismo não é o que publica apenas o que a fonte diz em interesse próprio. É o que sabe extrair as pistas do contexto em que são ditas e corre atrás delas.
Segundo o jornalão os "investigadores" falam que Valério disse saber de outras remessas para o exterior, por exemplo. Não chega a ser novidade. Só o Estadão que ainda não leu o relatório do delegado Zampronha, da PF divulgado pela revista Carta Capital. Nele consta movimentações financeiras de empresa de Valério, supostamente com doleiro, rastreadas como recursos da Visanet no ano de 2001, no governo FHC.
É uma constatação de que o mensalão tucano não se resume à campanha de Eduardo Azeredo (PSDB/MG) em 1998. Ele continuou rolando até 2002.
Há uma caixa-preta a ser aberta entre 1999 e 2002, que ainda não há notícia de que foi investigada.
Houve investigação e devassa em 1998 e de 2003 em diante, mas o período de 1999 a 2002 é um segredo ainda não revelado, e é esse período que poderia haver interesse em uma delação premiada. Outro interesse pode ser nos contratos com o governo de Minas durante a gestão de Aécio Neves (PSDB), a partir de 2003.
A princípio, Marcos Valério cumpriria pena em um presídio de Minas Gerais, administrado pelo governo tucano. E aí ele pode de fato correr risco de ser queimado como arquivo, para enterrar os segredos que ele guarda sobre o tucanato. Daí a necessidade de Valério necessitar de proteção.

Os Amigos do Presidente Lula

14/10/2012

Azeredo pagou parte da campanha de FHC em 1998

Filed under: Eduardo Azeredo,FHC,STF,Valerioduto — Gilmar Crestani @ 6:43 am

Está em jogo a Inação 171 do STF em comparaçaõ com a Ação 470!

:

Réu no STF como protagonista do mensalão mineiro, ex-governador Eduardo Azeredo já declarou, em entrevista à Folha, que ajudou a arcar com despesas da campanha presidencial de Fernando Henrique Cardoso no mesmo ano; relembre

13 de Outubro de 2012 às 18:29

Minas 247 – Réu no Supremo Tribunal Federal (STF) como personagem principal do chamado "mensalão mineiro", o ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, já declarou que o dinheiro arrecadado para sua campanha (foram gastos R$ 8,5 milhões no total) para o governo do Estado, em 1998, foi usado para campanhas de Fernando Henrique Cardoso à presidência, além de deputados e senadores de sua coligação. A revelação foi publicada pelo jornal em setembro de 2007. "Ele não foi a Minas, mas tinha comitês bancados pela minha campanha", disse Azeredo, sobre FHC.

Leia abaixo trechos da entrevista, concedida à repórter Andreza Matais:

Folha – 26/09/2007

FOLHA – A Polícia Federal diz que houve caixa dois na sua campanha…
EDUARDO AZEREDO – Tivemos problemas na prestação de contas da campanha, que não era minha só, mas de partidos coligados, que envolvia outros cargos, até mesmo de presidente da República.

FOLHA – Que "problemas"?
AZEREDO – Essas prestações de contas no passado eram mais uma formalidade, é hipocrisia negar isso, não existia rigor. O que se conclui é que no caso de Minas, a minha [prestação] foi a mais alta naquele ano, foi ela que se aproximou mais da realidade. E se concluiu que houve recursos a mais que não chegaram a ser formalizados.

FOLHA – O dinheiro da sua campanha financiou a de FHC em Minas?
AZEREDO – Sim, parte dos custos foram bancados pela minha campanha. Fernando Henrique não foi a Minas na campanha por causa do Itamar Franco, que era meu adversário, mas tinha comitês bancados pela minha campanha.

FOLHA – Por que o senhor acha que esse assunto voltou à tona agora?
AZEREDO – O PT colocou esse assunto no seu congresso porque não está satisfeito com a presença de um ministro [Walfrido] que não seja do seu partido e como compensação para o desgaste que o partido sofreu pela aceitação do STF de abertura do processo do mensalão.

Azeredo pagou parte da campanha de FHC em 1998 | Brasil 24/7

12/10/2012

Barbosa viu assalto ao Estado em Minas pelo PSDB

Filed under: Ação 470,Eduardo Azeredo,Joaquim Barbosa,Valerioduto — Gilmar Crestani @ 7:19 pm

Por aqui se entende a repentina conversão da Barbara Gancia na Folha de São Paulo

Barbosa viu assalto ao Estado em Minas pelo PSDB

Edição/247: joaquim barbosa e eduardo azeredo

Ao falar sobre Eduardo Azeredo, ex-governador mineiro, eleito pelo PSDB, o atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, acolheu a denúncia por peculato e lavagem de dinheiro, em função do desvio de recursos das estatais Copasa, Comig e Bemge; no voto, determinou ainda o início imediato da instrução para evitar o risco de prescrição; assista (mesmo sabendo que depois disso o processo se perdeu em alguma gaveta do STF)

12 de Outubro de 2012 às 12:05

247 – O vídeo é de 2009 e mostra um Joaquim Barbosa indignado, recebendo a denúncia do mensalão mineiro, e tucano, contra o ex-governador Eduardo Azeredo, eleito em 1994 e derrotado em 1998. Ao falar, ele cita desvios de recursos das estatais mineiras Copasa, Comig e Bemge e determina o início do processo de instrução criminal, para evitar o risco de prescrição, uma vez que se referia a fatos ocorridos onze anos antes – em 1998, a despeito do valerioduto montado para sua reeleição, Azeredo foi derrotado por Itamar Franco.

Embora tenha determinado o imediato começo da instrução penal, o processo não andou. Joaquim Barbosa, saudado pela revista Veja como “O menino pobre que mudou o Brasil” e aplaudido nas ruas, bares e restaurantes, chegou a se queixar de que o mensalão mineiro não despertava o mesmo apelo midiático. Em resumo, não dava o mesmo Ibope – ou a mesma quantidade de elogios em Veja – que o mensalão petista. Em razão disso, alguns réus, como Walfrido dos Mares Guia, já se beneficiaram da prescrição. Depois de completar 70 anos, ele não poderá mais ser preso.

Na sessão de ontem, com sua tese vitoriosa no plenário do STF, Joaquim Barbosa interrompeu o ministro Dias Toffoli para definir o mensalão como um “verdadeiro assalto aos cofres públicos”. No caso da Ação Penal 470, a definição de recursos públicos veio de forma indireta, por se tratar da Visanet, uma empresa privada, que conta com participação acionária do Banco do Brasil. Em Minas, Barbosa citou três estatais diretamente controladas pelo governo àquela época: Comig, Copasa e Bemge. Portanto, pode-se presumir que ele considere o mensalão tucano, ainda mais do que o petista, um “verdadeiro assalto aos cofres públicos”.

Assista, abaixo, ao vídeo:

E leia ainda o noticiário da Reuters sobre a fala de Barbosa na sessão de ontem:

RIO DE JANEIRO, 11 Out (Reuters) – Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) interromperam a sessão nesta quinta-feira antes da finalização do capítulo da ação penal do chamado mensalão que trata de ex-parlamentares e assessores acusados de lavagem de dinheiro.

O placar até o momento garante pelo menos o empate –5 votos pela absolvição de todos os seis réus e dois pela condenação de três deles.

Irritado com um voto de absolvição do ministro Dias Toffoli, o relator do caso, Joaquim Barbosa, afirmou que o esquema se tratou de "um assalto aos cofres públicos".

Dias Toffoli afirmava que não estava comprovado o dolo –isto é, que os ex-parlamentares, ao receberem os recursos, não necessariamente sabiam do esquema de compra de votos em troca de apoio no Congresso. E usou como exemplo o dinheiro vindo de um assalto a banco.

"Não é assalto a banco, mas é assalto aos cofres públicos", disse o relator.

Os ministros voltaram a travar uma discussão acalorada sobre o crime de lavagem de dinheiro e a necessidade de o réu conhecer o crime antecedente para ser considerado culpado.

O ministro Marco Aurélio, que iniciou o debate, chegou a afirmar que a regra decidida por alguns colegas colocava em risco até mesmo o trabalho de advogados criminalistas, que poderiam ser considerados culpados caso tivessem seus honorários pagos com recursos provenientes de atividades ilícitas de seus clientes.

Sem que os ministros mudem seus votos, o que em tese pode ocorrer até o final do julgamento, estão absolvidos por maioria –e unanimidade de votos até agora– o ex-líder do governo Professor Luizinho, a ex-assessora Anita Leocádia e o ex-assessor do Ministério dos Transportes José Luís Alves.

Têm cinco votos pela absolvição e dois pela condenação, também por lavagem de dinheiro, o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto e os ex-deputados petistas Paulo Rocha e João Magno.

Com a ausência do ministro Gilmar Mendes, que está em compromisso no exterior, os ministros Celso de Mello e Ayres Britto preferiram votar na próxima segunda-feira, por solidariedade ao colega.

Os réus ligados aos ex-parlamentares do PT foram separados em um capítulo à parte porque, ao contrário de outros partidos, não era ilegal que eles recebessem dinheiro do partido ao qual pertenciam. A dúvida é se eles conheciam o esquema ou não.

Há a possibilidade de, com o voto dos três ministros restantes, a Corte chegue a um novo empate. Neste caso, terá que decidir se o ele vale a favor do réu ou se o voto do presidente vale por dois, o chamado "voto de qualidade".

Votaram pela absolvição de todos os réus os ministros Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Dias Toffoli, Carmen Lúcia e Marco Aurélio Mello.

(Reportagem de Ana Flor e Hugo Bachega)

Barbosa viu assalto ao Estado em Minas pelo PSDB | Brasil 24/7

Aos desmiolados de plantão

Filed under: Eduardo Azeredo,FHC,Isto é PSDB!,Valerioduto — Gilmar Crestani @ 11:43 am

 

Azeredo afirma, em 2007, que Valerioduto financiou FHC em 98

Enviado por luisnassif, sex, 12/10/2012 – 11:05

Por Stanley Burburinho

Matéria da Folha de São Paulo, publicada em 2007, onde Azeredo diz que dinheiro do Valerioduto financiou a campanha de FHC em 1998.

Da Folha – em 26/09/2007

Azeredo afirma que ajudou na campanha de FHC em 98

Segundo senador, dinheiro arrecadado foi usado por comitês do ex-presidente

Sobre Walfrido, o tucano diz que o ministro não tinha o papel de coordenador, mas que "participou da campanha ativamente"

ANDREZA MATAIS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA 
Pivô do escândalo que colocou o PSDB sob suspeita de ter se beneficiado do valerioduto, o senador Eduardo Azeredo (MG) afirmou que prestações de contas de campanhas políticas, no passado, eram mera "formalidade", que não "existia rigor". Azeredo disse que teve "problemas" ao prestar contas, mas que a campanha envolvia outros cargos e partidos. 
Disse que contou na eleição para o governo de Minas, em 1998, com o apoio do ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais), inclusive na captação de recursos. Segundo o senador, Walfrido não tinha o papel de coordenador, mas participava de tudo. 
Azeredo afirmou ainda que o dinheiro arrecadado para sua campanha -oficialmente foram gastos R$ 8,5 milhões- foi usado para campanhas de deputados e senadores da sua coligação e, até mesmo, do então candidato à Presidência Fernando Henrique. "Ele não foi a Minas, mas tinha comitês bancados pela minha campanha."


FOLHA –
A Polícia Federal diz que houve caixa dois na sua campanha…
EDUARDO AZEREDO –
Tivemos problemas na prestação de contas da campanha, que não era minha só, mas de partidos coligados, que envolvia outros cargos, até mesmo de presidente da República.

FOLHA – Que "problemas"? 
AZEREDO –
Essas prestações de contas no passado eram mais uma formalidade, é hipocrisia negar isso, não existia rigor. O que se conclui é que no caso de Minas, a minha [prestação] foi a mais alta naquele ano, foi ela que se aproximou mais da realidade. E se concluiu que houve recursos a mais que não chegaram a ser formalizados.

FOLHA – O sr. acha que sua campanha custou quanto na verdade? 
AZEREDO –
Os R$ 8,5 milhões que informamos e alguma coisa a mais que teve do empréstimo que eu não autorizei. Mas nunca perto dos R$ 100 milhões que estão falando.

FOLHA – Qual foi a participação do Walfrido na campanha do sr.? 
AZEREDO –
Ele não foi coordenador [da campanha], o coordenador foi o ex-deputado Carlos Eloy, mas é evidente que o Walfrido participou da campanha ao meu lado ativamente.

FOLHA – De que forma? Na parte política ou na captação de recursos? 
AZEREDO –
Participou da campanha como um todo.

FOLHA – A PF achou papéis em que o ministro fez anotações de valores arrecadados. Ele tem conhecimento dos valores não contabilizados? 
AZEREDO –
Acho que ele é quem deve explicar. Cabe a mim dizer que ele participou da campanha, mas não era coordenador.

FOLHA – Mas o senhor disse que ele participou de toda a campanha, o que me faz concluir que também da parte de arrecadação de dinheiro. 
AZEREDO –
É evidente que ele tinha relações com pessoas que podiam apoiar a campanha.

FOLHA – Com relação ao empréstimo que o ministro Walfrido disse que pagou em seu nome por dívidas de campanha. O sr. pediu para ele? 
AZEREDO –
Como não tinha e não tenho até hoje posses que me garantam tirar empréstimo bancário maior, o Walfrido é que tirou o empréstimo, com meu aval para quitar a dívida.

FOLHA – O sr. vai pagar o ministro? 
AZEREDO –
Não. É uma dívida que foi quitada porque ele é meu amigo, continua sendo e tem condições de poder arcar com uma dívida dessas.

FOLHA – Com relação ao PSDB, o governador José Serra não quis comentar sobre o senhor. 
AZEREDO –
Sempre tive apoio do partido e tenho total confiança de que terei o apoio necessário no momento necessário. Serra me deu não só solidariedade, mas apoio também.

FOLHA – O dinheiro da sua campanha financiou a de FHC em Minas? 
AZEREDO –
Sim, parte dos custos foram bancados pela minha campanha. Fernando Henrique não foi a Minas na campanha por causa do Itamar Franco, que era meu adversário, mas tinha comitês bancados pela minha campanha.

FOLHA – Por que o senhor acha que esse assunto voltou à tona agora? 
AZEREDO –
O PT colocou esse assunto no seu congresso porque não está satisfeito com a presença de um ministro [Walfrido] que não seja do seu partido e como compensação para o desgaste que o partido sofreu pela aceitação do STF de abertura do processo do mensalão.

Azeredo afirma, em 2007, que Valerioduto financiou FHC em 98 | Brasilianas.Org

18/09/2012

De como adequar os fatos à decisão

Filed under: Ação 470,Valerioduto — Gilmar Crestani @ 7:29 am

Joaquim Barbosa, como acusador, já tomou a decisão. Agora só está adequando os fatos à decisão. Se os fatos não se encaixarem à decisão tomada, pior para os fatos.

Deduções de fato

JANIO DE FREITAS

Não há dúvida de que a quitação de dívidas foi motivo comum na entrega de dinheiro a parlamentares

A NOVA fase do julgamento do chamado mensalão, dedicada ao "núcleo político", introduz o próprio Supremo Tribunal Federal em zona de perigo. Há muito menos provas documentais e indícios factuais no novo capítulo do que nas operações financeiras, já julgadas, entre o Banco Rural, as agências de Marcos Valério e o PT.

Carência que está substituída, em quesitos importantes, por deduções problemáticas a serem enfrentadas pelos ministros.

Não há dúvida quanto à entrega de dinheiro a dirigentes partidários e a parlamentares, indicados pelo PT. Daí vem um salto grande e impróprio: a acusação elaborada pelo procurador-geral, Roberto Gurgel, e a parte já conhecida da acusação feita por Joaquim Barbosa, como ministro-relator, deduzem que o dinheiro se destinou à compra de votos, na Câmara, a favor do governo.

A finalidade de um pagamento é importante, no caso, não mais para comprovar ou negar a ocorrência das transações ilegais, mas por influir na dimensão da pena de um réu condenado. Ou seja, por influir naquilo mesmo que se tem por justiça.

É possível que houvesse compra de voto. Mas não pode ser desconsiderado que o PT fez acordos eleitorais com o compromisso de financiar campanhas dos novos aliados.

Disso ficaram registros nos meios de comunicação e há confissões e testemunhos no processo. Nenhum acusado se inocenta por isso. Mas se altera a dedução que o procurador-geral e o relator tiram da cronologia de pagamentos e votações.

Joaquim Barbosa expôs, ontem, a quase coincidência dessas datas, com R$ 100 mil, R$ 200 mil ou R$ 250 mil entregues a alguns dos acusados e, adiante, a obediência dos seus votos ao desejado pelo governo. Mas, a propósito, há mais do que apenas a hipótese de compra dos votos para aquela votação.

O PT saiu da campanha de Lula devendo muito do financiamento a que se comprometeu com os partidos aliados. A combinada cessão de cargos preservou, por certo tempo, a convivência no governismo.

Esgotado esse festival, começaram as cobranças dos dirigentes em nome dos partidos e, com a chegada das votações importantes para o governo, o "paga ou não voto" de deputados que esperavam por sua parte do financiamento descumprido. Alguns deles falando por diretórios regionais, como demonstra o movimento apurado das verbas.

Essa sucessão desde o acordo até a cobrança ficou descrita por envolvidos já na CPI dos Correios. Inclusive em minucioso depoimento de Roberto Jefferson. Nem por isso fica negada a possibilidade de compra de tal ou qual deputado, para esta ou aquela votação.

Mas não há dúvida de que a quitação de dívidas foi motivo comum na entrega de dinheiro a parlamentares. E há diferença importante entre uma e outra causas.

O relatório de Joaquim Barbosa argumenta que, em seguida ao recebimento por um deputado, ele e sua bancada votaram com o governo, como atesta levantamento da Câmara.

Poderia ser por recebimento de dinheiro. Ou, simplesmente, porque votar com o governo é o esperado de uma bancada da "base aliada". Os deputados que receberam eram dos partidos "da base" -PMDB, PTB, PP, PL, além do PT.

O problema do tribunal, no novo capítulo do julgamento, será o que deduzir das deduções.

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