Ficha Corrida

15/11/2016

Quem é mais escroto: o hiPÓcrita ou o capacho?!

A manipulação dos grupos mafiomidiáticos só existe porque há uma pequena parcela da sociedade, aquela com poder e beneficiária da manipulação, vive em total simbiose com a manipulação. Nunca é demais lembrar do Escândalo da Parabólica, quando Rubens Ricúpero e Carlos Monforte, revelaram o verdadeiro caráter das relações da Rede Globo para a eleição de FHC. O silêncio ensurdecedor da velha mídia a respeito dos 450 kg de cocaína no heliPÓptero, sobre a sonegação na Lista Falciani do HSBC, dos lavadores do Panama Papers ou dos sonegadores da Operação Zelotes, para não dizer do silêncio sobre os 23 milhões que o Tarja Preta recebeu em conta na Suíça, diz muito a respeito do lado a que se perfilam.

13 SalarioCada dia fica mais claro os reais motivos por traz do sucateamento da educação via PEC 241. Só pessoas com baixo nível de instrução se deixa conduzir bovinamente por tudo o que os grupos mafiomidiáticos dizem. Baixo nível de instrução principalmente daqueles que, tendo diploma de curso superior, não tem a menor capacidade de discernimento. A meritocracia, cantada em prosa e verso pelas cinco irmãs (Veja, Folha, Estadão, Globo & RBS) foi recentemente revelada por um pais que pagou 190 mil para ver se a filha passava no vestibular pra Medicina.

Ora, sempre foi assim. Quantos diplomas podem ter sido ser comprados por quem ostenta curso superior mas não conseguem distinguir alhos de bugalhos? Há muitas universidades que é mais fácil entrar do que sair. Quem não conhece uma? Por isso, a questão não é apenas de acesso ao curso superior, mas de qualidade de ensino. A baixa remuneração dos professores é um entrave para uma boa qualidade de ensino. Como se isso não bastasse, a moda agora é evitar o debate, a discussão política. Claro, quem detém o monopólio da informação se acha ameaçado diante de pessoas que pensam, questionam.

Recentemente o Colégio João XXIII de Porto Alegre sofreu ataques por parte de alguns pais de alunos porque os professores resolveram seguir o sindicato da categoria e se posicionaram contra a PEC 241. Aí eu me pergunto: o que estes pais queriam que os professores fizessem? Ficassem calados, claro.

Se não existissem os que quebram paradigmas, a escravidão teria continuado até hoje. Era lei, quem desobedecia era punido. Quando foi criado, o jornal o Globo disse que o 13º seria uma tragédia. Não porque fosse, mas porque ser contra qualquer tipo de benefício é um dogma do qual quem detém o poder não quer abrir mão.

Se as pessoas não perceberem o quanto são manipulados pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium de nada adianta diploma de curso superior. Até porque inteligência não se compra, se adquire com o uso dos próprios neurônios.

Ao admitir que “Roda Viva” faz “propaganda” dele, Temer deu mais um motivo para não assistir. Por Kiko Nogueira

Postado em 14 Nov 2016 – por : Kiko Nogueira

Michel Temer prestou um favor aos brasileiros que estavam em dúvida se deveriam assistir ao Roda Viva com ele.

Ele cometeu um ato falho diante do jornalista Willian Corrêa, que entrou ao vivo no Facebook, inexplicavelmente animadíssimo, após a gravação da entrevista.

— Presidente, eu sei que deveria pedir permissão para sua assessoria, mas é pra registrar que o senhor é gente como a gente. O que o senhor achou? Nós fomos muito virolentos (sic) ou não?

— A virolência (sic) nessas coisas é importante. Eu pude em uma hora e meia dizer o que o governo está fazendo. Cumprimento vocês por mais esta propaganda.

Corrêa seguiu adiante, numa boa.

O âncora do Jornal da Cultura passeava pelo Palácio do Planalto, serelepe. Cometeu um dos vídeos de bastidores mais constrangedoramente reveladores das última décadas.

Parou em Eliane Cantanhêde, num determinado momento.

— Ele foi muito bem. Muito equilibrado e muito afirmativo. Não recusou nenhuma pergunta. Ele está escrevendo um romance. E olha, cá pra nós, aqui baixinho, que ninguém nos ouça: de romance o presidente entende, hem?

Eliane fica devendo uma explicação sobre a pegadinha Didi Mocó. Ele podia ter recusado alguma questão? O romance é com Marcela? Ela quer dizer que Temer é romântico? É com você, Lombardi.

O DCM entrevistou Dilma Rousseff três vezes, uma delas exclusiva, e Lula uma vez. Em nenhuma dessas ocasiões houve qualquer sugestão de assuntos que deveriam ser evitados ou algo do gênero.

Se houvesse, não teríamos participado.

Lula e Dilma falaram do que estava na ordem do dia — dos escândalos de corrupção do PT à escolha de Temer para vice, por exemplo. Fomos acusados de ser chapa branca por grande parte da mídia chapa branca, que enxerga tudo como ela.

O Michel pós golpe é um desastre, mas pelo menos foi honesto ao alertar as pessoas sobre a natureza desse tipo de programa. É propaganda, mané.

De quebra, deu mais uma razão para ver “Homeland” na Netflix.

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Sobre o Autor

Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Diário do Centro do Mundo Ao admitir que "Roda Viva" faz "propaganda" dele, Temer deu mais um motivo para não assistir. Por Kiko Nogueira

17/03/2012

A TV Cultura não é pública. Ela é tucana

Filed under: Isto é PSDB!,Privataria Tucana,TV Cultura — Gilmar Crestani @ 9:17 am

 

Mino Carta – 16.03.2012 11:04

A TV Cultura não é pública. Ela é tucana

Escolha certa. A Folha celebra a traição de uma função democrática

Uma tevê pública é uma tevê pública, é uma tevê pública e é uma tevê pública, diria a senhora Stein. Pública. Um bem de todos, sustentado pelo dinheiro dos contribuintes. Uma instituição permanente, acima das contingências políticas, dos interesses de grupos, facções, partidos. A Cultura de São Paulo já cumpriu honrosamente a tarefa. Nas atuais mãos tucanas descumpre-a com rara desfaçatez.

A perfeita afinação entre a mídia nativa e o tucanato está à vista, escancarada, a ponto de sugerir uma conexão ideológica entre nossos peculiares social-democratas e os barões midiáticos e seus sabujos. A sugestão justifica-se, mas, a seu modo, é generosa demais. Indicaria a existência de ideias e ideais curtidos em uníssono, ao sabor de escolhas de vida orientadas no sentido do bem-comum. De fato, estamos é assistindo ao natural conluio entre herdeiros da casa-grande. -Nada de muito elaborado, entenda-se. Trata-se apenas de agir com a soberana prepotência do dono da terra e da senzala.

E no domingo 11 sou informado a respeito do nascimento de uma TV Folha. Triunfa nas páginas 2 e 3 da Folha de S.Paulo a certidão do evento, a prometer uma nova opção para as noites de domingo na tevê, com a jactanciosa certeza de que no momento não há opções. E qual seria o canal do novo programa? Ora, ora, o da Cultura. Ocorre que a tevê pública paulista acaba de oferecer espaço não somente à Folha, mas também a Estadão, Valor e Veja. Por enquanto, que eu saiba, só o jornal da família Frias aproveitou a oportunidade, com pífios resultados, aliás, em termos de audiência na noite de estreia.

Até o mundo mineral está em condições de perceber o alcance da jogada. Trata-se de agradar aos mais conspícuos barões da mídia, lance valioso às vésperas das eleições municipais no estado e no País. E com senhorial arrogância, decide-se enterrar de vez o sentido da missão de uma tevê pública. Tucanagens similares já foram cometidas em diversas oportunidades nos últimos anos, uma delas em 2010, o ano eleitoral que viu José Serra candidato à Presidência da República. Ainda governador, antes da desincompatibilização, Serra fechou ricos contratos de assinatura dos jornalões destinados a iluminar o professorado paulista.

Do volumoso pacote não constava obviamente CartaCapital, assim como somos excluídos do recente convite da Cultura. O que nos honra sobremaneira. Diga-se que, caso convidados (permito-me a hipótese absurda), recusaríamos para não participar de uma ação antidemocrática ao comprometer o perfil de uma tevê pública, amparada na indispensável contribuição de todos os cidadãos, independentemente dos seus credos políticos ou da ausência deles.

Volta e meia, CartaCapital é apontada como revista chapa-branca, simplesmente porque apoiou a candidatura de Lula e Dilma Rousseff à Presidência da República. Em democracias bem melhor definidas do que a nossa, este de apoiar candidatos é direito da mídia e valioso serviço para o público. Aqui, engole-se, sem o mais pálido arrepio de indignação, a hipocrisia de quem se pretende isento enquanto exprime as vontades da casa-grande. Há quem se abale até a contar os anúncios governistas nas páginas de CartaCapital, e esqueça de computar aqueles saídos nas demais publicações, para provar que estamos aos préstimos do poder petista.

Fomos boicotados durante os dois mandatos de Fernando Henrique e nem sempre contamos com o trato isonômico dos adversários que tomaram seu lugar. Fizemos honestas e nítidas escolhas na hora eleitoral e nem por isso arrefecemos no alerta perene do espírito crítico. Vimos em Lula o primeiro presidente pós-ditadura empenhado no combate ao desequilíbrio social, embora opinássemos que ficou amiúde aquém das chances à sua disposição. E fomos críticos em inúmeras situações.

Exemplos: juros altos, transgênicos, excesso de poder de Palocci e Zé Dirceu, Caso Battisti, dúbio comportamento diante de prepotências fardadas. E nem se fale do comportamento do executivo diante da Operação Satiagraha. Etc. etc. Quanto ao Partido dos Trabalhadores, jamais fugimos da constatação de que no poder portou-se como os demais.

Hoje confiamos em Dilma Rousseff, de quem prevemos um desempenho digno e eficaz. O risco que ela corre, volto a repetir na esteira de agudas observações de Marcos Coimbra, está no fruto herdado de uma decisão apressada e populista, a da Copa de 2014. Se o Brasil não se mostrar preparado para a empreitada, Dilma sofrerá as consequências do descrédito global.

No mais, desta vez dirijo minha pergunta aos leitores em lugar dos meus botões: qual é a mídia chapa-branca?

A TV Cultura não é pública. Ela é tucana | Carta Capital

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