Ficha Corrida

16/01/2015

Obama agora libera turismo em Cuba, até ontem ilha terrorista…

Cuba01Como o conceito de democracia, ditadura e terrorista flutua ao sabor da conveniência.

Até ontem os EUA vendiam ao mundo a ideia de Cuba era uma Ilha que abrigava e praticava o terrorismo. E ele não estava se referindo a Guantánamo…  A direita Miami, se já estava obcecada com as cores vermelhas espalhadas pelo Brasil, deve estar atônita com o afundamento do último ponto de apoio de suas teorias subservientes aos EUA.

De repente, não mais que de repente, tudo vira de cabeça para baixo. E assim o principal plano de governo de uma direita desmiolada é jogado no lixo.

Será que o Obama consultou nossos vira-latas, como aquela mula da Veja que tinha fetiche na cor vermelha, Rodrigo Constantino, que disse que o vermelho no logo da FIFA na copa de 2014 era uma forma de infiltração comunista no Brasil.

Pois vamos comemorar estas duas boas notícias: o término do bloqueio econômico de Cuba e a falência da estrebaria Abril, que abriga a Veja…

Governo americano relaxa restrições para turismo e comércio com Cuba

Necessidade de autorização prévia para viagem acaba; uso de cartões por turistas é liberado

Medidas são primeiros passos concretos após o histórico anúncio de reaproximação entre os dois antigos inimigos

RAUL JUSTE LORESDE WASHINGTON

As restrições para viagens de americanos a Cuba, além de outras relacionadas a comércio e transações financeiras, serão relaxadas a partir desta sexta (16).

Os Departamentos [ministérios] do Tesouro e do Comércio americano publicaram as mudanças das regras que, na prática, driblam parte do embargo a Cuba em vigor desde 1962 e que só poderia ser terminado com aprovação do Congresso.

A partir de agora, os americanos poderão viajar a Cuba sem pedir uma licença prévia especial ao governo.

Embora estejam sendo mantidas as 12 categorias em que viagens são permitidas –como intercâmbio cultural, "apoio ao povo cubano", "razões humanitárias" ou atividades esportivas–, a falta de necessidade de pedido prévio significa que o turismo será praticamente liberado.

Turistas poderão usar cartões de crédito americanos na ilha e trazer até US$ 400 em produtos, incluídos US$ 100 em álcool e charutos.

Além disso, limites de gastos por dia deixam de vigorar. Companhias aéreas e agentes de viagens não precisarão de licença especial para operar na ilha.

Até agora, turistas americanos tinham que levar maços de dólares na bagagem para todos os seus gastos.

As remessas em dinheiro que americanos podem enviar a Cuba tiveram seu valor elevado, dos atuais US$ 500 por trimestre para US$ 2.000.

Como o embargo oficialmente continua, investimentos diretos e comércio entre os dois países ainda são proibidos, com exceções para equipamentos agrícolas, alguns alimentos e agora operações bancárias e telecomunicações (com o objetivo de melhorar a estrutura de internet no país).

"Essas mudanças terão um impacto direto e positivo na vida do povo cubano", declarou o secretário do Tesouro americano, Jacob Lew.

Em dezembro, o presidente americano Barack Obama e o ditador cubano Raúl Castro anunciaram que reabririam suas embaixadas em Havana e em Washington, na maior mudança da política bilateral em mais de 50 anos.

Na quarta-feira (21), a subsecretária do Departamento de Estado para o Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson, irá a Havana para discussões com o governo cubano.

APOIO NOS EUA

O embargo americano foi decretado pouco depois da Revolução Cubana (1959), quando mais de US$ 1 bilhão em propriedades americanas foram expropriados pelo regime castrista.

As relações diplomáticas entre os dois vizinhos foram reatadas depois de uma troca de prisioneiros e da libertação cubana de 53 presos políticos.

Em 2012, 98 mil americanos sem laços familiares com Cuba visitaram a ilha, depois de um relaxamento das restrições feito por Obama.

Esse número não conta os cerca de 500 mil cubanos-americanos que visitam a ilha anualmente, com permissão do governo americano.

Pesquisas divulgadas no ano passado indicavam que mais de 60% dos americanos defendiam relações diplomáticas com Cuba. Poucos políticos americanos, quase todos cubanos-americanos da Flórida e de Nova York, criticaram Obama por "fazer o jogo dos irmãos Castro".

22/02/2014

Enfim, uma crítica consistente

Filed under: Brasil,Turismo — Gilmar Crestani @ 10:18 am
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ALEXANDRE VIDAL PORTO

Propaganda enganosa

O Brasil é um país lindo. Mas não é o único, e tem muito a melhorar em serviços turísticos

Detesto quando estrangeiros criticam o Brasil. Sobretudo quando são meus amigos, e, mais ainda, quando as críticas que fazem têm fundamento. Recentemente passei por isso em um jantar em Tóquio.

O que fazer? Minha primeira reação foi rebater as críticas em tom conciliatório. Em seguida, tentei mudar de assunto. Quando nada disso funcionou, avisei que não estava gostando do papo. Acrescentei que, se continuassem, teria coisas desagradáveis a falar do país de cada um deles. Passamos a outros assuntos, e o jantar seguiu seu curso.

Dos quatro amigos com quem jantava, três moraram no Brasil. Falam português e se dizem fãs do país. Tão fãs que resolveram passar as últimas férias por lá. Fazia anos que não voltavam. Estranharam o que viram. Talvez a distância geográfica e temporal os tivesse feito esquecer mazelas. Talvez a memória tivesse embelezado a realidade.

Eu tinha voltado do Brasil na semana anterior e sabia que meus amigos tinham razão. Mas lamentei que o dissessem na minha frente, porque, afinal, é para evitar constrangimentos que hipocrisia existe.

As críticas de meus amigos se referiam basicamente à falta de preparo do país para receber turistas. Falaram de amadorismo. Sentiram-se explorados com os preços das coisas. A amiga que teve os sapatos roubados na praia e pagou R$ 200 por uma corrida de táxi que devia custar R$ 20, me falou: "o Brasil é um ótimo país, mas não quero voltar mais lá."

Ao ouvir isso, você lamenta, mas não há muito o que contra-argumentar. Todos têm direito a não querer voltar a um determinado lugar. Ninguém gosta de se sentir explorado. Eu mesmo tenho uma lista de lugares aos quais só voltaria por obrigação profissional.

A relação custo-benefício para um turista no Brasil obviamente deixa a desejar. É desagradável pagar por serviços que, internacionalmente, não têm categoria para custar nem a metade do que custam. Os próprios brasileiros descobriram isso e cada vez mais fazem turismo no exterior.

Por essa razão, pior do que ouvir as críticas de meus amigos foi tomar conhecimento de uma campanha governamental para fomentar o turismo cujo slogan é "o Brasil é o melhor país do mundo para viajar".

Campanhas como essa, que vendem o Brasil como "o melhor país do mundo" não contribuem em nada. Traduzem um ufanismo irresponsável, desperdiçam dinheiro público e prejudicam o progresso do Brasil. São deseducativas. Ao ouvi-las, o hoteleiro explorador e o garçom incompetente sentem-se justificados. Não precisam fazer nada para melhorar. Afinal, já são os melhores do mundo.

O Brasil é um país lindo. Mas não é o único, e tem muito a melhorar em termos de serviços turísticos. Repetir uma mentira ("o Brasil é o melhor país do mundo para viajar") em campanha promocional não a tornará realidade.

O que pode transformar Brasil no melhor país do mundo para viajar é investimento em infraestrutura e capacitação. É nisso que deveria ter sido gasto o dinheiro do contribuinte –não em propaganda enganosa.

ALEXANDRE VIDAL PORTO é escritor e diplomata. Este artigo reflete apenas as opiniões do autor

23/03/2013

UP – Altas Aventuras

Filed under: Turismo — Gilmar Crestani @ 10:00 am
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Monte Roraima: caminhada inesquecível na fronteira entre Venezuela e Brasil

Apesar do desafio, a aventura não exige nenhum tipo de profissionalismo, basta disposição e um pouco de preparo físico

O turismo na Venezuela não se restringe somente às belas praias das ilhas de Margarita e Los Roques. O país também oferece uma ampla variedade de cenários e atrações, que vão de picos nevados a extensas planícies. Há muito que visitar, como o Parque Nacional Canaima, onde fica o Salto Angel, a maior queda d’água do mundo, os Tepuis Kukenán e parte do Monte Roraima, localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana.

Início do percurso até o topo do Monte Roraima, na fronteira entre Venezuela e Brasil

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Apesar do desafio, a aventura não exige nenhum tipo de profissionalismo, basta disposição e um pouco de preparo físico. Isso porque, dependendo do trajeto escolhido, são percorridos de 40 a 100 quilômetros entre subidas e descidas. “Pouco a pouco”, repetem os experientes guias.
Da entrada do parque até o primeiro acampamento, a caminhada é suave. Os visitantes montam barracas para dois, e água e comida são providenciados pelos guias. O descanso é providencial, porque na manhã seguinte, subidas mais íngremes e travessia por belíssimos rios levam o grupo aos pés do Roraima. À tarde, almoço e mais descanso.
Aos pés do Roraima, após desfrutar de lindas paisagens, todos se perguntam como irão subir o percurso até o topo. É preciso reunir muita energia para o esforço final de 900 metros, vencido em cerca de quatro horas e com o valioso apoio dos guias. Já em cima da grande “mesa” de pedra, os turistas podem contemplar mais preciosos vistas.
O parque de cristais é um dos locais mais requisitados pelos visitantes, devido à profusão de quartzos brancos espalhados pelo chão, formando um cenário mágico. A clássica foto de recordação é tirada na ventana, local onde o aventureiro é fotografado “à beira do precipício”, com uma “mãozinha” dos guias. Se der sorte, o turista pode ver a água saindo das nuvens no exato momento da chuva.
Outro roteiro mais tranquilo é conhecer as “jacuzzis” naturais formadas nos buracos das pedras que acumulam água da chuva. Como os buracos têm diversos níveis de profundidades, experimenta-se de uma banheira natural com água morna à outra (vizinha) com água extremamente gelada.

Leia mais

Até Hollywood já se deu conta do incrível cenário do Roraima. O último filme rodado na região foi a animação Up – Altas Aventuras (2009), do diretor Pete Docter (Monstros S.A.), que apresenta o cenário do Roraima como o Paraíso das Cachoeiras, na Venezuela, onde um explorador vai em busca de uma ave gigante.
Para voltar
Os dois últimos e mais duros dias do trekking são dedicados à descida, com caminhadas de até oito horas. Após o esforço, o grupo de turistas é recebido com um almoço em um restaurante com comidas típicas e, de quebra, podem conhecer e banhar-se em uma pequena cachoeira sobre pedras coloridas de jaspen.
A companhia dos guias enriquece a caminhada. Das 42 diferentes etnias indígenas que ocupam o Parque Nacional Canaima, os que têm permissão para viver e explorar o turismo no Roraima são os de origem Pemón. Além de preservarem pela segurança do grupo, têm na ponta da língua as explicações sobre a vegetação, pedras, águas e, claro, as lendas locais, cujos temas quase sempre giram em torno dos tepuis.
“São os guias perfeitos, porque além do espanhol, muitos falam inglês, pois vêm da Guiana”, explica Eric Buschbell, proprietário da Back Packer Tour, agência sedeada em Santa Elena de Uairén (Venezuela) e que organiza excursões por todos os destinos do Parque Canaima.
Ao final da aventura, todos se despedem dos guias com um “wakupe’ kuruman”, “obrigado” na língua Pemón. A caminha segue. Ainda há muito o que descobrir na terra de Simón Bolívar.

Opera Mundi – Monte Roraima: caminhada inesquecível na fronteira entre Venezuela e Brasil

10/12/2012

O Brasil na rota dos lugares impossíveis de se visitar

Filed under: Turismo,Turismo da Morte,Viagens — Gilmar Crestani @ 8:52 am

 

Destinos prohibidos: 100 lugares que nunca visitarás

Por: Isidoro Merino

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Hay lugares que visitan cada día miles de turistas y otros que jamás verán una cámara de fotos. Como el rancho Freeman, una granja de Tejas (Estados Unidos) donde no hay vaquitas ni gallinas, sino cadáveres humanos pudriéndose al sol. De sitios así se ocupa 100 lugares que nunca visitarás. Las localizaciones más secretas del mundo, de Daniel Smith, una guía que acaba de publicar El País-Aguilar donde no hay información sobre alojamiento, ni recomendaciones gastronómicas ni horarios de visita. No hace falta, ya que difícilmente podrás poner un pie en ellos.

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01 Área 51. Desierto de Nevada (EE UU)
La base militar secreta menos secreta del mundo mundial. Ha salido en infinidad de películas y series de televisión, desde Independence Day hasta Expediente X. Aunque el Gobierno de Estados Unidos se empeñe en negarlo, allí se guardan artefactos extraterrestres. Fijo.

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02 Centro de Investigación de Antropología Forense (FACTS). Rancho Freeman. Tejas (EE UU)
Un laboratorio de investigación al aire libre que se ocupa de “reconstruir el intervalo desde el momento de la muerte y los estudios relacionados con la descomposición del cuerpo humano”, es decir, hasta que solo quedan los huesos mondos y lirondos. Gil Grissom (CSI) y la doctora Temperance "Bones" Brennan, pasan allí sus vacaciones. Admiten donaciones. De cuerpos.

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03 Bohemian Grove. Sonoma, California (EE UU).
Cada verano, desde 1872, se reúnen en los bosques de secuoyas de Sonoma (California), junto a una enorme roca con forma de búho (Owls Nest, el nido de los búhos), algunos de los hombres más poderosos del planeta:  los miembros del exclusivo y opaco Bohemian Club, una especie de sociedad secreta formada exclusivamente por hombres. Entre ellos hay presidentes y ex-presidentes, artistas, periodistas, hombres de negocios…  El que está de pie en la foto de abajo (verano de 1964) es Harvey Hancock, alto ejecutivo de la aerolínea Pan Am, periodista e impulsor de la carrera presidencial de Richard Nixon, sentado a su izquierda. A su derecha se puede ver a un conocido actor de cine. ¿Os suena su cara?
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04 La caja fuerte con la fórmula de la Coca-Cola Atlanta, Georgia (EE UU).

El secreto industrial mejor guardado de la historia. Cuando yo era pequeño (hace mucho, mucho tiempo, antes de que naciese el vampiro protagonista de la saga Crepúsculo) se llamaba refresco de zarzaparrilla. Os dejo la receta:
REFRESCO DE ZARZAPARRILLA
Dificultad
Para inútiles como yo.
Ingredientes
– 1 taza y media de extracto de raíz de zarzaparrilla (Smilax medica).
– 4 tazas y media de agua.
– 7 tazas de miel  o azúcar al gusto.
– Agua con gas, gaseosa,  soda o sifón.
Preparación
Se cuecen a fuego lento los tres primeros ingredientes hasta formar un jarabe espeso (también lo venden ya preparado). Se deja enfriar y se añade el agua carbonatada muy fría. Se bebe.

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05 Granite Mountain. Little Cottonwood. Utah (EE UU)
En los túneles excavados en la roca de esta montaña se guardan los archivos de la Iglesia de Jesucristo de los Santos de los Últimos Días, también conocidos como mormones: millones de registros genealógicos de habitantes de todo el planeta. También los tuyos.¿Para qué los quieren? A mí también me gustaría saberlo.
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06 La sede del Mosad Algún lugar cerca de Tel Aviv. Israel
La localización exacta de la sede el Instituto de Inteligencia y Operaciones Especiales de Israel, el eficaz y temible Mosad, es un secreto muy bien guardado, aunque algunos apuntan a la ciudad costera de Herzliya, cerca de Tel Aviv. Si averiguo la dirección, la apuntaré en un papelito con tinta invisible y después me lo comeré.

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07 La isla de las Serpientes. Sao Paulo (Brasil)
Nadie te impedirá viajar hasta Queimada Grande, pero salvo que te llames Frank de la Jungla, es probable que no salgas vivo de esta isla de la costa oriental de Brasil, frente a Sao Paulo. Se trata de uno de los lugares con mayor concentración de serpientes venenosas del mundo: entre una y cinco bichas por metro cuadrado. Todas son de la misma especie: yarará dorada (Bothrops insularis), endémica de Queimada, muy agresiva y, al parecer, con un veneno cinco veces más potente que su prima continental, la serpiente terciopelo (Bothrops asper), causante de la mayoría de las muertes por picadura de serpiente en Sudamérica.

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08 Metro-2 Moscú (Rusia)
Su existencia nunca ha sido oficialmente reconocida, es probable que se trate de una leyenda urbana nacida al calor de la Guerra Fría, pero ¿quién sabe? Muchos piensan que Metro 2 (o línea D-6) existe: una red secreta de transporte subterráneo construida en la época de Stalin para el transporte de la alta jerarquía soviética y de vehículos militares.
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Y tú, ¿conoces otros lugares secretos o prohibidos?

Destinos prohibidos: 100 lugares que nunca visitarás >> El Viajero Astuto >> Blogs EL PAÍS

22/11/2012

As mais belas paisagens do planeta

Filed under: Turismo — Gilmar Crestani @ 8:22 am

 

Los paisajes más surrealistas del planeta

Bosques petrificados, un desierto pintado y un lago rodeado de cráteres donde los astronautas del Apolo XI prepararon sus históricos paseos lunares

Lonely Planet22 NOV 2012 – 00:00 CET2

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El salar de Uyuni, en Bolivia, ligeramente inundado durante la época de lluvias. / Kazuyoshi Nomachi

Hay lugares que parecen no estar en este mundo. Podríamos viajar a Marte o a un planeta fantástico de esos que aparecen en las películas y no encontraríamos paisajes tan extraños. Están por todo el mundo, incluso en España. ¿O alguien que haya visto las minas de Río Tinto puede pensar que seguimos en nuestro Planeta Tierra?

01 Salar de Uyuni
BOLIVIA

Podría ser un cuadro de Dalí: un paisaje amplio de un blanco cegador, bajo un cielo azul intenso, salpicado por lagunas rojas y verdes, con flamencos rosas, volcanes extintos, fuentes termales, cáctus gigantes y géiseres activos. Es el Salar de Uyuni, sin duda uno de los paisajes más extraños e inquietantes del planeta. Está situado a 3.656 metros sobre el nivel del mar en el altiplano del suroeste de Bolivia, muy cerca de las cumbres andinas. El paisaje es tan insólito que llega a ser desagradable: desolado, y azotado por fuertes vientos. El Salar de Uyuni está considerado la zona cubierta de sal más extensa del mundo: de sus 10.000 millones de toneladas de cloruro sódico, se extraen unas 20.000 cada año.

Se puede llegar en autobús o tren desde Oruro; en autobús desde Potosí o en bus o tren desde Villazón (Argentina). Si se quiere completar la experiencia, hay varios hoteles construidos con bloques de sal a orillas del salar, que figuran siempre entre los hoteles más extravagantes de la tierra, como el Luna Salada, en Colchany.

02 Parque nacional de Purnululu
AUSTRALIA

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Zona montañosa de Bungle Bungle Range, en el Outback australiano. / Theo Allofs

La fotografía aérea ha desvelado muchos rincones que permanecían en secreto, ocultos a la mirada del mundo. Uno de estos lugares era Australia Occidental, y concretamente la zona montañosa de Bungle Bungle Range (que es el nombre en aborigen de la roca arenisca), una especie de laberinto natural en el corazón del Outback. Es la patria de los Kija, quienes durante siglos se movieron libremente por estos parajes durante la estación lluviosa, entre barrancos, precipicios, gargantas y colinas redondeadas, que ocultan, como se sabe ahora, obras de arte y tumbas de los aborígenes. Las primeras imágenes aéreas de esta zona, hoy conocida como Parque Nacional de Purnululu, son de principios de la década de 1890. Durante 20 millones de años, los montículos de la zona montañosa de Bungle Bungle Range se erosionaron hasta adquirir la forma de una colmena. Hoy en día, sus conos surrealistas de llamativas vetas naranjas y grises motean este inmenso laberinto natural en el Outback.

La mejor época para visitar la zona es la más fresca, de junio a agosto. El centro de información funciona de 8 a 12 y de 13 a 16 h. No es fácil llegar: el Parque está a más de 2000 kilómetros al noreste de Perth y las poblaciones más cercanas son Kununurra, al norte, y Halls Creek, al sur. El acceso al parque se realiza por la pista Spring Creek Track, de unos 53 kilómetros, solo transitable durante la estación seca (del 1 de abril al 31 de diciembre) y con todo terrenos.

03 Bosques petrificados
ARGENTINA

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Bosque petrificado en la provincia de Santa Cruz, Argentina. / Hubert Stadler

La provincia patagónica de Santa Cruz, en Argentina, es una tierra llana y árida, repleta de reliquias fósiles de antiguos bosques húmedos de araucarias gigantes que cubrían la zona hace 130 millones de años. Son los famosos bosques petrificados, árboles duros como rocas que salpican casi 35 kilómetros cuadrados de estepas castigadas por el viento. Son el resultado de la actividad volcánica que se produjo cuando se formaron los Andes y que sepultó la Patagonia bajo las cenizas, transformando en piedra toda la vegetación. Hoy la flora y la fauna escasean –salvo unos pocos guanacos y zorros patagónicos- y el paisaje resulta de lo más extraño. Hay que tener mucha imaginación para imaginarse cómo era cuando estaba cubierta por bosques.

Conduciendo por la Ruta 3, la casa del guarda forestal está a medio camino entre Caleta Olivia y San Julián; hay que girar a la izquierda por la Ruta 49 y recorrer 50 kilómetros. Se debe llevar todo lo necesario para el trayecto. En el Monumento Natural Bosques Petrificados no se permite acampar, se puede pernoctar en el camping privado a 20 kilómetros del lugar, sobre el camino de acceso. El sendero peatonal recorre 2 kilómetros, donde se pueden apreciar grandes ejemplares de araucarias petrificadas. Además, el circuito ofrece la posibilidad de realizar un recorrido corto fácil, para todos los públicos.

04 Wadi Rum
JORDANIA

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Arena roja entre formaciones de arenisca en el desierto de Wadi Rum, en Jordania. / David Santiago Garcia

En 1962, el desierto de Jordania fue el escenario escogido para el rodaje de Lawrence de Arabia, de David Lean. Ver la película puede ser una invitación para viajar a este lugar de belleza imponente, casi cinematográfica. Leer la descripcion del lugar en Los siete pilares de la sabiduría, del auténtico T.E. Lawrence, es definitivo.

El Wadi Rum es un desierto hecho de valles de arena y dunas salpicadas por un laberinto de rocas monolíticas, arcos naturales, estrechos cañones y fisuras; preciosos colores que cambian al amanecer y al atardecer, y cielos nocturnos tachonados de estrellas. Unas colosales montañas de suave arenisca y granito cubren estos 720 kilómetros cuadrados donde se grabaron inscripciones en las rocas hace milenios. Hoy en día, aún acogen a las tribus beduinas que viven en sus tiendas de pelo de cabra.

El Wadi Rum es hoy un importante centro turístico y no hay viajero que pase por Jordania sin visitarlo. Se recomienda hacerlo a principios de primavera (marzo y abril) o a finales de otoño (octubre y noviembre).

05 Painted Desert
ARIZONA (EEUU)

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‘Hoodoo’ en el Desierto Pintado, Arizona (EE UU). / Kate Thompson

La del desierto pintado de Arizona es una de esas fotografías que siempre sorprende y ante la que siempre alguien pregunta: ¿pero es de verdad o es photoshop? Pues sí, es de verdad. A simple vista es una ondulada superficie, una tierra árida cubierta, como un lienzo de colores, por tonalidades que van desde intensos rojos a naranjas, amarillos, azules, grises y rosas. Este extraño lugar abrasado hoy por el sol en el centro-norte del Estado de Arizona, conserva troncos de árboles fosilizados anteriores a los dinosaurios. Painted Desert abarca 19.400 kilómetros cuadrados y cuenta con areniscas de colores, llamativas colinas, precipicios bermellones y dunas bajas. Es el hogar de los Hopi y los Navajo; estos últimos son conocidos por sus pinturas ceremoniales de arena realizadas con sedimentos del lugar. Los Hopi son los descendientes de los antiguos indios Pueblo, y una de las tribus más inalteradas de Estados Unidos. En Second Mesa se puede visitar el Hopi Museum, lleno de antiguas fotografías y exposiciones culturales.

Holbrook, en Arizona, está 40 kilómetros al oeste del Painted Desert National Park por la I-40, y es una buena base para explorarlo. El parque tiene un magnífico recorrido panorámico. No hay zona de acampada pero sí numerosos senderos cortos que pasan por los mejores puntos. Una advertencia: hay elevadas multas para quien robe madera.

06 Capadocia
TURQUÍA

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En bici por el valle de Devrent, cerca de Göremem, en la Capadocia (Turquía). / N Eisele-Hein

La región de Capadocia es una de las más turísticas de Turquía y de las más fotografiadas, pero siempre produce asombro, por mucho que uno haya visto previamente las imágenes de sus chimeneas de hadas, sus columnatas rosadas o las curiosas iglesias cavadas en la roca. En esta región de la península de Anatolia, la erosión y las erupciones volcánicas han dado lugar a inusuales formaciones rocosas, a espectaculares gargantas, enormes piedras en forma de panal o grandes pilares. Bajo tierra continúa el exótico paisaje rocoso, ya que los antiguos habitantes de Capadocia construyeron casas, iglesias y monasterios en las rocas, creando así ciudades subterráneas que escondieron a los cristianos de la persecución romana. Son un poco claustrofóbicas pero realmente curiosas. Merecen la pena. Lo imprescindible (aunque también lo más turístico) son las iglesias excavadas en las rocas y los frescos bizantinos de Göreme, el antiguo monasterio.

Göreme es el centro de esta región, rodeado por un magnífico parque natural formado por una serie de valles que se pueden visitar sin dificultad: el Valle Blanco, el Valle de la Rosa, el de las Palomas, el del Amor, el de las Españas, el Vale Largo… todos son fáciles de recorrer y esconden formas asombrosas y espectaculares. La zona es también una de las mejores del mundo para hacer un circuito en globo.

07 Valle de la Desolación
DOMINICA

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Ruta senderista en el valle de la Desolación, parque natural Trois Pitons, Dominica. / Tom Bean

Situado en la isla caribeña de Dominica, el hoy llamado Valle de la Desolación era una exuberante selva hasta que en 1880 un volcán entró en erupción. Desde entonces su fauna se limita a algunas hormigas, cucarachas o lagartijas, el suelo es de color púrpura y verde, y aparece cubierto de musgo y liquen. Más sorpresas: lodos hirviendo, geíseres, fumarolas y fuentes termales, todo en grises, azules, verdes, amarillos y marrones. Es uno de los paisajes más desoladores de la tierra pero merece la pena visitarlo. Un paseo de varias horas a pie nos permitirá acceder al Boiling Lake (Lago Hirviente), una grieta de la corteza terrestre inundada.

Para llegar a Boiling Lake se recomienda contratar un guía. Dominica está 30 kilómetros al sur de Guadalupe y es la mayor de las islas de Barlovento de las Pequeñas Antillas. No es lugar de playas (aunque las hay, como las de Douglas Bay y Cabrits) pero sí un lugar perfecto para los amantes de la naturaleza y los paisajes extraños.

08 Lago Bogoria
KENIA

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Flamencos junto a un géiser del lago Bogoria, en Kenia. / M & C DENIS-HUOT

La corteza terrestre es tan poco profunda en este siniestro paisaje que su superficie parece la enorme caldera de una bruja, con fuentes que hierven, imponentes fumarolas y géiseres activos. El Lago Bogoria ocupa uno de los muchos valles del Rift, esa falla que corta la zona más oriental de África y prosigue hacia el norte por el Mar Rojo y el Mar Muerto. El área del Bogoria, que incluye también las tierras adyacentes, alcanza los 107 kilómetros cuadrados de extensión y está protegida como reserva nacional. El lago es rico en sales de sodio y minerales, y en él solo consiguen vivir unas algas entre azules y verdes, las águilas que lo sobrevuelan y dos millones de flamencos rosas que se reúnen ocasionalmente sobre el agua para alimentarse, ofreciendo unas vistas alucinantes y convirtiendo el Bogoria en uno de los mayores escenarios africanos para el avistamiento de estas especies.

La mejor base para visitarlo es el lago Baringo, a 25 kilómetros; también se puede acampar en la reserva. Los campings no ofrecen servicios, aunque el Fig Tree dispone de un ‘jacuzzi’ natural.

09 Bahía de Halong
VIETNAM

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Una embarcación pesquera tradicional en la bahía de Halong, Vietnam. / Martin Puddy

En lengua vietnamita, halong significa “donde el dragón baja al mar”. Según la tradición, un dragón gigante que vivía en la bahía pisó tan fuerte sobre el suelo que las montañas se hundieron y se formaron valles colmados de agua, por encima de los cuales solo sobresalían las cumbres: así nació esta maravilla natural. La realidad es más prosaica: se trata de un paisaje kárstico en el que el agua ha ido modelando las calizas hasta hundir unos bloques y dejar otros en resalte. Pero da igual: es bellísimo, envuelto casi siempre en brumas, y con forma de laberinto de islas y canales que van cambiando de color a cada momento.

El asombroso paisaje posee 3.000 columnas de caliza que emergen de las aguas esmeraldas en la costa noroeste del golfo de Tonkín. Estos islotes verticales y sus grutas salpican un área de 1500 kilómetros cuadrados al noreste de Haiphong, en Vietnam, con una delicada belleza que recuerda a una pintura china. Durante el día, los barcos cargados de turistas quitan mucha de la magia que se puede disfrutar al atardecer, bajo un cielo teñido de púrpura en el que se dibujan las siluetas de las islas.

Un crucero privado de un día por la bahía de Halong en un junco bien equipado cuesta alrededor de 210 dólares.

10 Lago Myvatn
ISLANDIA

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Cráteres que rodean el lago Myvatn, en Islandia. / Sandro Santioli

La tripulación del Apolo XI escogió los inhóspitos campos de lava del norte de Islandia para entrenarse de cara a sus paseos por la luna. Aquí está el lago Myvatn, con aguas muy superficiales y lleno de islotes volcánicos. Está rodeado por prominentes cráteres, volcanes, imponentes columnas de lava, hoyos de lodo hirviendo y fuentes termales: el conjunto parece de ciencia ficción. Si no fuera por los patos que deambulan por la arena, podríamos estar en otro planeta.

La mejor experiencia es probar los baños naturales de Myvatn, una réplica de la famosa Laguna Azul de Reykjavik pero más pequeña. De sus aguas turquesa emergen nubes de vapor y es perfecta para relajar los músculos doloridos en agua rica en minerales. Tras disfrutar de una buena dosis de geología en estado puro, no hay como dar un paseo en bicicleta, observar aves y darse un baño en esta versión norteña de la Laguna Azul.

El Lago Myvatn es un lugar insólito pero muy accesible para el viajero, que puede ir fácilmente en el día desde Reykjahio o desde Skútustaöir. La carretera que lo rodea tiene 36 kilómetros y se puede hacer un circuito de 10 horas en torno al lago, comenzando en Akureyri, para ver en profundidad las principales atracciones de la zona.

11 Río Tinto
HUELVA

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Un pequeño islote del río Tinto, en Huelva. / Thomas Dressler

No hace falta viajar muy lejos para ver uno de los parajes más insólitos de la tierra. Está en Huelva, aunque la sensación que uno tiene es la de estar en el mismísimo corazón de Marte. De hecho, el lugar es objeto de estudio de la agencia espacial norteamericana NASA para conocer las insólitas formas de vida que aquí se desarrollan, debido a la probable similitud entre sus condiciones ambientales y las que podrían darse en el planeta rojo.

Los tramos del alto y medio río Tinto son únicos en el mundo, tanto por su colorido como por sus condiciones ambientales y la historia que hay detrás. En el curso alto se encuentra el mayor yacimiento minero a cielo abierto de Europa, explotado desde los tartesios y sobre todo, por los romanos. Fruto de esta larga actividad, se ha creado un peculiar paisaje que parece de otro mundo. El nombre del río onubense proviene del color rojizo de sus aguas (que pasa a ser ocre en las orillas) y que explica el alto contenido de sales ferruginosas y sulfato férrico que, junto a la escasez de oxígeno, otorgan un pH muy ácido. Parece mentira, pero en estas aguas rojas hay vida: microrganismos (muchos todavía sin catalogar) que se alimentan solo de minerales y que tienen emocionados a los científicos de la NASA.

Los paisajes más surrealistas del planeta | El Viajero en EL PAÍS

28/09/2012

El tesoro de los taínos

Filed under: Cuba,Turismo — Gilmar Crestani @ 8:45 am

Los indígenas guardaban el secreto del tabaco. Una ruta cubana por los campos de Pinar del Río y las fábricas de La Habana para ver el proceso de elaboración de los Cohibas

Miguel Ángel Noceda28 SEP 2012 – 04:47 CET

Una plantación de tabaco en la zona de Pinar del Río (Cuba). / Peter M. Wilson

El autobús se adentra en la Autopista Nacional tras atravesar el barrio de Siboney/Cubanacán, antigua residencia de la burguesía de La Habana. Tras superar la provincia de Artemisa, entra en la zona tabaquera de Pinar del Río, conocida como el jardín de Cuba. La carretera discurre entre palmas reales (el árbol nacional) y junto a la cordillera de Guanacahalibes, donde se encuentra la sierra del Rosario, reserva de la biosfera para cuya visita hay que solicitar permiso. En La Moka, un escondite privilegiado, se encuentra un bohío junto a un cafetal en ruinas donde se puede comer a la cubana entre gallinas y pavos semisalvajes.

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Torcedora elaborando un puro en la fábrica habanera El Laguito. / Antonio Lago

Tiene mucho encanto transitar por Pinar del Río, una población con aires coloniales. El bullicio entre los soportales y los puestos callejeros es constante. En la entrada y la salida se repiten los carteles revolucionarios y el trasiego de gente. Algunos en bicicleta, otros en motocicletas y muchos en camiones que van cargados de transeúntes camino de Vuelta Abajo, casi en el extremo oriental de la larga isla de 1.250 kilómetros. En La Habana denominaron así esta comarca en contraposición con Vuelta Arriba, al suroeste, donde también se cultiva tabaco.

Vuelta Abajo tiene fama de cultivar el mejor tabaco del mundo. En Cuba fue donde los españoles lo descubrieron hace 520 años. Alguno de ellos, como Rodrigo de Jerez, fue incluso encarcelado en España por la creencia de que estaba endemoniado, ya que al fumar, como hacían los indios taínos, echaba humo por la boca. La mezcla de terreno arenoso y arcilloso hace el terreno especial para esta planta. Pero de nada serviría sin el trabajo de los vegueros, que cuidan las plantaciones con mimo durante largas jornadas y, a veces, con temperaturas extremas. “Al tabaco hay que amarlo”, dice con el típico deje cubano Yosvani Concepción, responsable de la finca Los Leones.

De sol o tapado

En la plantación se aprende a distinguir los secretos del tabaco, las diferencias de las hojas, que luego van a ser tripa, capote o capa. Para ello el tabaco se cultiva de dos formas diferentes, en función del destino que va a tener: “de sol” si es para tripa y capote, y “tapado” si es para capa. Las hojas de estas plantaciones son más grandes, finas y suaves al no recibir directamente los rayos del sol. El capote envuelve las hojas de la tripa y a su vez es envuelto por la capa, que es la que da la apariencia final al habano.

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Fábrica El Laguito, en La Habana, donde se elaboran los Cohibas. / Antonio Lago

El cultivo empieza en los meses de julio y agosto. Se trasplanta en octubre y unos tres meses después la recolección está lista. Las hojas son recogidas manualmente y se llevan a las casas de tabaco, típicas edificaciones de madera de palma de una sola planta, donde se curan las hojas colgadas en unas varas que se llaman cujes. Estos almacenes guardan entre el 75% y el 80% de humedad, con ventanucos estratégicamente colocados que se cierran o abren dependiendo de los vientos. La orientación es de norte a sur: los vientos del Norte son secos; los del Sur, húmedos. En las 65.000 hectáreas de la comarca (aunque se mide en caballerías, 13,5 hectáreas) hay 10.000 casas de tabaco, y aunque el Katrina devastó 3.500, se han vuelto a levantar. También se han vencido, gracias sobre todo al trabajo del Instituto de Investigación del Tabaco, las plagas del moho azul (una espora que se desplaza con facilidad) y la “pata prieta” (una planta parásita de efectos devastadores).

Mapa del oeste de Cuba / JAVIER BELLOSO

Vuelta Abajo es distinto. Los niños, que al salir de la escuela van a esperar a sus madres a los ingenios tabaqueros donde despalillan las hojas (quitan las venas centrales), no conocen a Messi ni a Cristiano Ronaldo y reaccionan con extrañeza, quizá afortunadamente para ellos, ante su mención. Aquí se seleccionan las hojas antes de llevarlas en pacas a las fábricas de la capital, donde se elaboran los puros (los llaman tabacos) a mano. Hay un total de 27 marcas, integradas en Cubatabaco y comercializadas por Corporación Habanos.

La visita a las fábricas, ya en La Habana, completa el periplo tras recorrer Vuelta Abajo. Algunas son antiguas mansiones. En El Laguito está la de Cohiba, en estos momentos la marca de más prestigio y de más venta. Se creó en 1986 y tiene al behike como producto estrella. En El Laguito, antigua residencia de la familia Foule entre 1920 y la revolución, y posteriormente sede de la Marina de Guerra, hay 240 trabajadores, el 55% mujeres (antes de la revolución solo eran hombres). Se hacen 1,7 millones de puros al año.

Humedad y tono claro

Una vez que el tabaco ha llegado del campo, se somete a un proceso casi sagrado. Arnaldo Ovalle, director de El Laguito, lo explica con un cigarro en la mano (es como una liturgia). Primero pasa por la “moja” en una cámara de humectación que puede ser manual o mecánica. No se mojan, se humedecen, porque si se mojan se oscurece la hoja, y el Cohiba cuida mucho su característica de tono claro. Luego se hace un nuevo despalille y se clasifica; el siguiente paso es la “liga”, donde destaca la figura del maestro ligador, encargado de preparar la ligada y la mezcla de los distintos tipos de hoja que le dan el aroma, el sabor y la fortaleza. Las sobras no se tiran, se destinan a cigarrillos.

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Yosvani Concepción, responsable de la finca Los Leones, en el área de Pinar del Río, muestra la casa de tabaco donde se curan las hojas. / Antonio Lago

Los siguientes pasos ya consisten en la elaboración del puro, que corre a cargo de los torcedores. Donde se tuerce se llama galera, el corazón de la factoría. Se hacen 10.000 diarios, 75 por torcedor. Luego pasan por el control de calidad o escogida, donde se mide el cepo (grosor) y largura. Ya elaborados, unos operarios agrupan los puros por la mayor o menor intensidad del color, que es de 8 básicos y tiene 68 matices y van de doble claro (amarillo pajizo) a oscuro (negro). Lo único que queda es el anillado, que se hace con goma vegetal inodora, y por último, el fileteado o terminado para meterlos en las cajas perfectamente alineados.

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Viva el ‘bumba-meu-boi’

Filed under: Maranhão,Turismo — Gilmar Crestani @ 8:19 am

‘Levántate, mi buey’, un ritual mestizo que hace vibrar al puerto brasileño durante las fiestas juninas. La leyenda de Anna Jansen y 3.500 edificios monumentales. São Luís de Maranhão, pura energía

Antonio Puente28 SEP 2012 – 04:40 CET1

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Desfile de ‘bumba/meu/boi’, en São Luís de Maranhão (Brasil). / RICARDO ROLLO

Fundada por los franceses en 1612 (hizo 400 años el pasado 8 de septiembre), São Luís de Maranhão (www.visitesaoluis.com) es la más importante capital marítima en la proximidad del Amazonas. Alongada sobre el mar abierto, la ciudad brasileña —un archipiélago, en realidad, surcado por las aguas del caudaloso río Anil— se halla justo en el regazo del nordeste de Brasil, y constituye la puerta de entrada al itinerario costero que los responsables de turismo de Brasil (www.visitbrasil.com) denominan la ruta das emoçoes: una amplia y hermosísima alineación de villas y pueblos marineros, de más de mil kilómetros de longitud, hasta Fortaleza (1), que ahora se acicalan con vistas al Mundial de Fútbol de 2014. Dos de los grandes reclamos de esa ruta, en el propio estado de Maranhão —que concentra la mayor diversidad de ecosistemas del país—, son el delta del Río Parnaíba (2), un preámbulo amazónico junto a la Isla de Santa Isabel, y, sobre todo —más próximo a São Luís, a 260 kilómetros—, el parque nacional dos Lençóis (o Sábanas) Maranhenses (3), un extraordinario arenal, con dunas de hasta 40 metros, surtido de caudalosas lagunas cristalinas, como si fuese un desierto a la inversa, en el que prevalecen los oasis.

8.00 La plaza del poeta que mira al mar

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Una de las lagunas del parque nacional dos Lençóis Maranheses. / PEIXES

Tras el café da manahá —un grácil eufemismo del revés, ya que, especialmente en el noreste de Brasil, se trata de una de las comidas más copiosas del día, coronada por apetitosas frutas tropicales— es recomendable iniciar el recorrido por el centro desde la altiva plaza de Gonçalves Dias. Su imponente mirador (4), sobre la bahía, da una idea del movedizo atractivo de São Luís, una ciudad a la vez tendida y vertical, jalonada por estratos tan diversos como su ajetreada historia. La marea ahora está alta, pero ese privilegiado mirador —que debe su nombre al vate mulato Antonio Gonçalves Días (1823-1864), un emblema del romanticismo brasilero—, permite observar una extraña peculiaridad: la marea desciende y vuelve a subir cada día hasta siete metros. No sería ocioso, pues, regresar con la puesta de sol y patear, incluso, por algunos tramos ya desecados de las mismas aguas antes contempladas. La esbelta iglesia de Nuestra Señora de los Remedios (5), allí enclavada, la única de factura gótica, es un buen pórtico al enjambre de igrejias, palacetes y conventos —en su mayoría de corte neoclásico— que salpican el diseminado centro histórico, antes de alcanzar su cogollo, de espectaculares azulejos, al fondo de una escalinata, en el barrio de Praia Grande.

10.00 El casco histórico

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La Rua do Trapiche, en São Luís de Maranhão (Brasil).

Más de 3.500 edificios monumentales, en 280 hectáreas, alberga el centro histórico, declarado por la Unesco patrimonio mundial en 1997, y sede, en 2012, de la capitalidad cultural de las Américas. Domina un eclecticismo tan vertiginoso como su historia. Pues São Luís de Maranhão —que debe su nombre al entonces rey niño Luis XIII— fue fundada por los franceses (Daniel de la Touche, en 1612), aunque tomada por los portugueses tan solo tres años después, y recobrada luego, en 1644, tras tres años de dominio holandés. La Casa do Maranhão (6) ofrece un completo audiovisual sobre la formación, por aluvión, del centro histórico. Da cuenta de la profusión de relevantes escritores del siglo XIX nacidos en São Luís que, a la estela de Gonçalves Días, son rememorados en calles y plazuelas. Si Jorge Amado —de cuyo nacimiento se cumplieron 100 años este agosto— se ha erigido en la voz de “los olvidados nordestinhos”, desde su grada sur de Salvador de Bahía, de este flanco norte de la región son oriundos, por ejemplo, el narrador Aluisio Azevedo (1857-1913), uno de los pioneros de la novela naturalista en el país; el pensador Maximiano Coelho (1864-1934) —“el príncipe de los prosistas brasileros”—, o el académico y vanguardista José de Graça Aranha (1868-1931).

Junto a la Casa das Tulhas (7), el Mercado y la Posada Colonial (8) (una sinfonía de azulejos de procedencia igual de variopinta), hay que apuntarse algunos enclaves especialmente interesantes: el Palacio dos Leòes (9), fortificación fundacional y hoy sede del Gobierno estatal; el teatro Arthur Azevedo (10) (de 1815, de construcción pionera en el país; www.cultura.ma.gov.br; rua do Sol, s/n); la Fonte das Pedras (11) o las iglesias del Destierro (12) —la más antigua, de 1614—, de Nuestra Señora del Rosario de los Negros (13) y de Carmo (14) (ambas en la rua de Egito), y la catedral (15) de la plaza de Sé (en la avenida de Pedro II).

14.00 La Laguna de Jansen

El parque de la Laguna de Jansen (16) es uno de los lugares de ocio más frecuentados por los propios marañenses. Se trata de un entramado de 6.000 metros cuadrados, repleto de restaurantes, bares, canchas, polideportivos, carriles bici… Es un lugar para el ocio que incluso es recomendable visitar de noche, con vistas a la neurálgica laguna y a buena parte de la ciudad. Debe su nombre a uno de los personajes más célebres de São Luís: la controvertida Anna Jansen (1793-1869), una de las grandes abanderadas del feminismo americano, que defendió con sus uñas su condición de madre soltera, pero que, a causa, tal vez, de eso mismo y de su longevidad atípica para la época, carga con una considerable leyenda negra. Promotora de la primera red hidráulica de la ciudad, cuentan que se abrió camino en su proyecto anegando con gatos muertos los manantiales de sus opositores, y que se enriqueció como tratadista de esclavos negros, a los que, según la leyenda, mandaba matar tras retozar con ellos. O los colocaba en hilera como una alfombra humana para pasear por sus lomos victoriosa, y exhibir, así, su inmunidad a cualquier doblegación.

19.00 El ‘reggae’ y ‘farofa’

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JAVIER BELLOSO

Por su afición al reggae, São Luís de Maranhão es conocida como la Jamaica de Brasil. De ritmos más dulcificados y hermanados con típicas modalidades brasileras, cada noche suena en múltiples garitos de la ciudad, desde el propio centro histórico o a la vera de la Laguna de Jansen, junto a la arena de Pontal d’Areia (17) o, sobre todo, en la larga avenida playera de Litoranea (18), donde se concentran la zona hotelera y vistosos restaurantes con cristaleras al mar. Destaca, con vistas a la bahía, el hotel Pestana (avenida Avicênia, 1; www. pestana.com), y entre los variados restaurantes recomendables de sabor y ambientación local, se encuentran Cabana do Sol (www.cabanodosol.com.br; rua Joao Damascano, 24), Maracangalha (www.restaurantemaracangalha.com.br; Ponta do farol) o Feijão de Corda (rua Maracacume, 8). Sobre la mesa aguarda la ubicua farofa —la harina de yuca con textura de pan rallado—. Y uno de los bocados típicos de este litoral es la amarela, un exquisito pescado autóctono (sin despreciar la moqueca de especiados y jugosos camarones con dulzor a la vez marino y fluvial).

Eso si el viajero no acude a São Luís durante las fiestas juninas, a lo largo del mes de junio, cuando la ciudad rebosa de recintos feriales (los arraiais) donde cada noche se celebra el bumba meu boi (levántate, mi buey), un ritual mestizo, de origen indígena, africano y europeo, que congrega a cientos de grupos folclóricos, con sus tambores y danzas en trance y espectacularmente ataviados.

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07/08/2012

Dólares transformados en reales

Filed under: Argentina,Turismo — Gilmar Crestani @ 9:23 am

Aquellos que elijan Río de Janeiro sólo podrán comprar reales y ya no más dólares.

Imagen: AFP

SUBNOTAS

Desde el próximo lunes, la validación de la compra de divisas para viajes al exterior requerirá que los datos del solicitante sean confirmados por el operador turístico. Y los turistas sólo accederán a la moneda del país de destino.

Por Cristian Carrillo

La AFIP reforzó el control de la compra de moneda extranjera, luego de que detectara que algunos contribuyentes que compraron divisas bajo el concepto de turismo no realizaron ningún viaje fuera del país. Por tal motivo, a partir del próximo lunes, la validación de la compra de divisas para viajes al exterior requerirá que los datos declarados por el solicitante sean confirmados por la empresa de transporte o el operador turístico interviniente. El cruce de datos se realizará online al momento de hacer la consulta. Otro cambio trascendente que dispuso la AFIP es que los turistas sólo accederán a la moneda del país de destino, salvo que se trate de un signo monetario de difícil obtención. En tal caso, se permitirá la entrega de dólares por parte del banco o agencia de cambios, según explicaron fuentes del organismo. Esto último busca desalentar que se utilicen como atesoramiento los dólares, que comúnmente son solicitados para viaje sin importar el destino.

El contribuyente cuenta con cinco días hábiles para devolver las divisas adquiridas en caso de cancelación del viaje y hasta diez días para informar sobre una suspensión del mismo. Si la suspensión supera los diez días, debe devolver las divisas y volver a solicitarlas en el momento en que se efectivice el viaje. La entrega de los billetes sólo se canaliza 48 horas antes del viaje. La devolución se realiza en cualquier banco o agencia de cambios oficial, que extenderá un recibo que sirva de comprobante ante la AFIP. Según un cruce de datos realizado por el organismo sobre las operaciones realizadas en junio –cuando acotó la compra de divisas sólo a viajes y turismo–, se detectó que unas 6800 personas que adquirieron divisas para viajar no salieron del país. Estas operaciones equivalieron a 37,8 millones de pesos.

Para evitar este tipo de maniobras, la AFIP realizará ese cruce de datos de forma online previo a la validación de la solicitud. “En lo que respecta a la validación de las operaciones, la compra de moneda extranjera en concepto de turismo y viajes al exterior requerirá que los datos declarados por el potencial adquirente sean confirmados por la empresa de transporte aéreo, marítimo, fluvial o terrestre o por el operador turístico interviniente”, afirma la resolución del ente recaudador publicada en el Boletín Oficial, que comenzará a regir desde el próximo 13 de agosto.

La confirmación deberá efectivizarse mediante transferencia electrónica de datos a través del sitio web de la AFIP, ingresando al servicio denominado “Viajes al Exterior – Operadores”, mediante el uso de la “Clave Fiscal”. Si bien el contribuyente no deberá hacer ninguna presentación, fuentes de la AFIP aconsejaron llevar al banco o casa de cambio el recibo de los pasajes como documentación respaldatoria. “En caso de disconformidad con la respuesta obtenida, el adquirente podrá presentar ante la dependencia (AFIP) una nota exponiendo los motivos y acompañando la documentación que respalde su presentación”, agrega el comunicado.

Dentro del paquete de medidas se estableció también la moneda que se entregará, dependiendo el destino. Esto responde a que se detectaron casos en que se solicitaron dólares para un viaje, generalmente a Uruguay (por una cuestión de distancia y costos), y el contribuyente, a pesar de haber obtenido la divisa, utilizó otros medios de pago, con el objetivo de volver con el billete verde al país para ahorro. El organismo “considerará, a los efectos de la validación, el destino informado y la moneda que se pretenda adquirir y, de esta forma, posibilitar que la persona que pretenda viajar pueda acceder a compra de la moneda de curso legal o de uso corriente en el país de destino”. Según explicó un colaborador de Echegaray, “se autorizará la entrega de la moneda de los países de la región, de dólares en caso de Estados Unidos y euros para los destinos en Europa”. “En caso de otros destinos más exóticos, como países del Sudeste asiático, se utilizará la razonabilidad y se entregarán dólares”, agregó la fuente. En la resolución, la AFIP advierte que “cuando se constate el incumplimiento de las obligaciones establecidas por esta resolución general, el sujeto responsable será pasible de la aplicación de las sanciones”, que van desde la multa hasta la suspensión de la clave fiscal para operar con cambios.

Página/12 :: Economía :: Dólares transformados en reales

02/08/2012

Coisas para se fazer na Polônia

Filed under: Polônia,Turismo — Gilmar Crestani @ 9:07 am

 

Los últimos bisontes

Reducto del mítico ‘Bison bonasus’ europeo, el bosque de Białowieża es una de las visitas imprescindibles en territorio polaco. Y hay muchas más

Lonely Planet31 JUL 2012 – 12:37 CET3

Pasada la euforia de la Eurocopa, Polonia vuelve a ser un país tranquilo, una Europa alejada de las grandes masas y donde todavía nos podemos sentir como viajeros que descubren algo nuevo. Ciudades medievales, castillos de cuento de hadas, miles de senderos para recorrer a pie o en bicicleta, iglesias y cabañas de madera ocultas entre los Cárpatos, buena comida casera acompañadas del inevitable vodka, bosques, montañas, lagos… Hemos seleccionado 15 buenos motivos para animarse a recorrer Polonia.

01 Cracovia, la elegancia

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Tour ciclista por Cracovia.

La antigua capital de Polonia es la atracción nº1 del país, la ciudad más bella, la más valorada. Es una buena mezcla de historia y arquitectura dosificada en calles y plazas, desde la inmensa Rynek Główny, la mayor plaza medieval de Europa, hasta el imponente castillo de Wawel que preside una colina sobre el casco antiguo. Si a esto se añaden el antiguo barrio judío de Kazimierz y su vida nocturna (sobre todo en el barrio de Kazimierz, entorno al mercado de la carne de Plac Nowy), es fácil entender por qué Cracovia es visita obligada. Dos consejos de Lonely Planet: visitar el magnífico museo de la fábrica de Schindler para conocer un poco mejor la historia de la II Guerra Mundial y recorrer el casco antiguo en un circuito en bicicleta.

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Parque Lazienki, en Varsovia. / Krzysztof Dydynski

02 Varsovia, música y palacios

Los polacos hicieron un titánico esfuerzo por reconstruir Varsovia tras ser arrasada por los alemanes durante la guerra. Ahora, sus elegantes palacios lucen como si tal cosa, como si nunca hubiesen sido destruidos, desde el encantador “palacio sobre el agua” del Parque Łazienki hasta el majestuoso palacio Wilanów, una fiel versión de Versalles, en las afueras de la ciudad. Entre los que no conviene perderse hay que apuntar también el Palacio de la Cultura y la Ciencia, en pleno centro, un regalo de los rusos (y la entrada es gratis). Su estilo soviético nunca fue del gusto de los polacos, pero estos afirman que desde lo alto se contemplan las mejores vistas de la ciudad (¡las únicas en las que no aparece el propio “palacio”). Un buen consejo: acudir a los conciertos de Chopin al aire libre los domingos a las 12.00 y a las 16.00 en el Parque Lazienki.

03 Gdańsk, de playa y marcha en el Báltico

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Tienda especializada en ámbar (Gdansk). / Witold Skrypczak

Los astilleros de Gdansk se hicieron célebres por la famosa huelga de 1989 de la que salió el sindicato Solidaridad encabezado por Lech Walesa. De esto nos suena a todos y por supuesto de la Eurocopa, pero hay mucho más: colosales iglesias de ladrillo rojo, palacios y casas de mercaderes en retorcidas callejuelas medievales, un espectacular mercado del ámbar… por algo ha sido la principal ciudad del norte de Polonia y uno de los puertos del Báltico más activos. La cita imprescindible es la Dtugi Targ (Mercado Largo) donde están todos los turistas, vendedores, cervecerías, terrazas y restaurantes. Para la noche, lo mejor son los muchos clubes nocturnos de Sopot, la zona de marcha en la playa.

04 Wrocław, arte y cultura en la pequeña Cracovia

Es la capital de Silesia y ha sobrevivido a mil y una invasiones a lo largo de su historia. Tras los daños sufridos durante la II Guerra Mundial fue reconstruida en torno a su plaza mayor, presidida por un sensacional conjunto de edificios, y hoy parece como una Cracovia en pequeño. Los de Wroclaw presumen sobre todo de su Panorama de Racławice, un enorme cuadro del s. XIX expuesto en un edificio circular. Pero además de por su historia y su arte, aquí hay que venir para disfrutar de la vida nocturna en bares y restaurantes de las callejuelas del casco antiguo.

05 De crucero por los grandes Lagos Mazurianos

No hay nada como tomarse un cóctel en la cubierta de un yate de lujo y darse un chapuzón, o ponerse un salvavidas, agarrar un remo y embarcarse en una aventura por las aguas de estos lagos comunicados entre sí, considerados la meca polaca de la navegación y los deportes náuticos. En invierno, en cuanto se congelan los lagos, el esquí de fondo reemplaza al esquí acuático. Un consejo de Lonely Planet: alojarse en cualquiera de los alojamientos en sus orilas, como el Hotel Zamek Ryn, el mejor de la región o en el Klasztor Wojnowo, un antiguo claustro, con vistas a un pequeño lago en el pueblo de Wojnowo, a 6 kilómetros de Ruciane-Nida.

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Playa Swinoujscie (Mar Báltico). / Witold Skrypczak

06 Un verano en las playas del Báltico

La temporada estival es breve y sus aguas, de las más frías de Europa, pero si buscas son playas de arena, pocos destinos superan a las del mar Báltico. La costa báltica que se extiende al noroeste desde Gdansk nos descubre además una Pomerania rural y muy poco poblada, con una gran belleza natural. Muchos optan por las playas junto a los centros vacacionales, ya sea en la hedonista Darłówko, la refinada Świnoujście, o en Kołobrzeg, conocida por sus balnearios; otros, en cambio, prefieren huir del gentío y deleitarse con las dunas móviles del Parque Nacional Słowiński, donde los vientos del Báltico esculpen hermosas dunas.

07 Evocación gótica en el Castillo de Malbork

El más conocido de los castillos medievales de la Orden teutónica es sin duda el de Malbork, enorme y de estilo gótico. Fue la residencia del gran maestre de la orden y más tarde de monarcas polacos. Posteriormente padeció inmutable los bombardeos de la II Guerra Mundial. Los amantes de los castillos no deben perdérselo. El mejor momento del día para contemplarlo es al atardecer, cuando los rayos del sol se posan sobre su ladrillo rojo.

08 El pasado más oscuro: ‘La Guarida del Lobo’

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Castillo medieval de Malbork. / Witold Skrypczak

En la región de Varmia y Mazuria, en la remota Prusia oriental, se encuentra la famosa base secreta de Hitler, la llamada Guarida del Lobo. Estaba tan bien diseñada que los aliados no supieron de su existencia hasta que el Ejército Rojo tropezó con ella en 1945. Ahora bien, no tendría por qué haber sido así si seis meses antes el coronel Claus von Stauffenberg (uno de los hombres de Hitler) hubiera corrido mejor suerte en su intento de asesinar al Führer. Este siniestro lugar, oculto bajo la espesura del bosque cercano a la aldea de Giertoz, a ocho kilómetros al este de Ketzyn, representa un importante hito en la historia del s. XX.

09 El legado gótico de Toruń

Esta magnífica ciudad gótica amurallada a orillas del Vístula debería de ser de visita obligada para el viajero. Escapó milagrosamente de la destrucción del norte del país durante la guerra y gracias a ello podemos hoy disfrutar paseando por su casco antiguo repleto de museos, iglesias, plazas y mansiones. Tiene dos grandes reclamos turísticos: sus típicas galletas de jengibre y Copérnico, que, según parece, nació aquí.

10 Arquitectura popular en los Cárpatos

Una de las experiencias más gratificantes de Polonia es pasearse por los llamados skansen, museos de arquitectura popular al aire libre que en realidad son espléndidos jardines con cabañas de madera que muestran como ha sido la vida rural en Polonia durante siglos. El mayor skansen del país se halla en Sanok, un pintoresco valle en las estribaciones de los Bieszczady, en los Cárpatos, pero los hay repartidos por toda la geografía polaca. Un consejo de Lonely Planet: aprovechar la visita a Sanok para emprender la llamada ruta de los Iconos, una pista señalizada que recorre numerosas iglesias de madera repartidas por los alrededores de la ciudad: 70 kilómetros que empiezan y terminan en Sanok y siguen el valle del río San.

11 Peregrinación de la Virgen Negra

Aunque no “comulguemos” con las tradiciones católicas, merece la pena acercarse a ver el ambiente del famoso santuario de la Virgen Negra de Częstochowa. Cada año es visitado por casi cinco millones de personas y, además de ser el centro espiritual del país, es uno de las mayores atracciones turísticas. Sorprende la vida intensa en los monasterios polacos que, a diferencia de otros países, no son sólo ruinas sino lugares llenos de actividad. Para vivir el ambiente, hay que visitar esta localidad el 15 de agosto, cuando la Festividad de la Asunción congrega a miles de peregrinos.

12 ¡Una de vodkas!

Aunque la cerveza es lo que más se consume en Polonia, sería imperdonable irse del país sin aprender a apreciar el buen vodka, que sigue siendo la bebida de las grandes celebraciones: cuando se abre una botella, nadie puede marcharse hasta que no quede ni una sola gota. Polonia produce algunos de los mejores vodkas del mundo, como el Żubrówka o “vodka de los bisontes”, aromatizado con hierbas del bosque de Białowieża, que sirven de pasto para estos mamíferos.

13 Descubriendo los últimos bisontes del Bosque de Białowieża

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Bisonte en el parque de Bialowie. / Dr. M K.Ranjitshinh

El bisonte de la etiqueta de las botellas de la cerveza Żubr cobra más sentido tras visitar este pedazo de bosque, junto a la frontera con Bielorrusia. El Parque Nacional de Białowieża es el más antiguo de Polonia (1921) y es famoso por dos motivos: el primero porque es la cuna del bisonte europeo, uno de los mayores mamíferos terrestres del mundo (puede verse todavía en una reserva del parque); el segundo, porque alberga uno de los últimos bosques primarios de Europa, que se puede visitar con un guía. Un consejo de Lonely Planet: recorrer el parque a pie o en bicicleta. La mayor parte de las zonas no requieren guía y están atravesadas por cientos de kilómetros de magníficas pistas señalizadas para senderistas y ciclistas. El punto de partida es el pueblo de Bialowieza.

14 Pedalear con los Gigantes por el Karkonosze (o montes de los Gigantes)

Delimitado por el monte Wielki Szyszak (1509 metros), al oeste, y el monte Śnieżka (1602 metros), al este, el Parque Nacional de Karkonosze (Montes de los Gigantes) es mucho más que un paraíso para los aficionados al senderismo, el principal destino para los que desean recorrer a pie o en bici los Sudetes. Por él discurren 19 rutas para bicicleta de montaña (con un total de 450 kilómetros), fácilmente accesibles desde Szklarska Poręba y Karpacz. Basta con conseguir un mapa de las rutas (en las oficinas de turismo de Szklarska Poreba y Karpacz facilitan uno gratuito estupendo), alquilar una bicicleta y cruzar los bosques pasando junto a precipicios majestuosos tallados por glaciares de la Edad de Hielo.

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Montañas Tatras (Cárpatos). / Tom

15 Paseando por los Tatras

Los Tatras son la formación más elevada de los Cárpatos y el destino ideal para ponerse en forma, con un total de 300 kilómetros de caminos. No existe en Polonia otro lugar con tal densidad de rutas de senderismo ni diversidad paisajística. Hay itinerarios señalizados por toda la región (la zona más popular es la del Parque Nacional de los Tatras) pero esta accesibilidad no merma su impactante presencia, sobre todo en verano, cuando el cielo se despeja y muestra la cara rocosa de las montañas, elevándose sobre los diminutos pinos más abajo. El mejor lugar desde donde acometer el ascenso es el complejo de montaña de Zakopane. El consejo de Lonely Planet: la acampada está prohibida en el parque, pero hay varios albergues de montaña diseminados por laderas y cumbres. La oficina de turismo de Zakopane facilita una lista detallada de todos ellos.

Se puede ampliar esta información en la guía de Lonely Planet de Polonia que GeoPlaneta acaba de reeditar en español.

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