Ficha Corrida

28/09/2014

Marina, agente que veio do norte

ucrainianÉ sintomático que na hora do aperto, quando perde pontos nas pesquisas, Marina abandone a campanha e vai aos EUA em busca sabe-se lá o quê?!

Há pouco saiu um artigo falando das relações da Marina com a CIA e os EUA: Eleições no Brasil: Marina Silva e a CIA-EUA é “caso” antigo

Quando o WikiLeaks vazou documentos a respeito das relações de brasileiros com a CIA, foi descoberto documento que mostrava que o orçamento da CIA para o Brasil buscar implantar no Brasil conflitos religiosos. E é exatamente isso que temos visto. As igrejas de origem norte-americana (pentecostalismo) vem aumentando os decibéis contra as demais.

Os conflitos entre israelenses e palestinos também serviu de mote para CIA suscitar mais questiúnculas. Não por acaso, ambos espectros são de controle dos EUA.

Qualquer pessoa medianamente informada sabe que Israel não passa de uma base militar dos EUA no Oriente Médio para fins de proteger interesses ligados ao Petróleo. Tire da retaguarda o poderio militar dos EUA e Israel volta a ser um vila de ódio e morte, como tem sido há séculos.

A espionagem captada pelos vazamentos do WikiLeaks do Julian Assange foram confirmado posteriormente por Edward Snowden.

O maior orçamento secreto do mundo está voltado para todos os países onde há fontes de energia. Exemplo disso estão os movimentos patrocinados na Líbia, Egito, Síria, Ucrânia, Venezuela e, no ano passado, no Brasil.

Não é também mero acaso que FHC tenha abandonado Aécio Neves para apoiar Marina. O prof. Cardoso foi do alinhamento automático com os EUA, a ponto de permitir seus diplomatas tirarem os sapatos para entrarem nos EUA. A subserviência de FHC a Bill Clinton é folclórica, documentada em imagens e vídeos.

 

Candidatura de Marina aposta na aproximação com os Estados Unidos

Coordenador do PSB defende “esforços” por um tratado comercial entre Washington e Brasília

Joan Faus Washington 27 SEP 2014 – 11:07 BRT

Candidata à presidência Marina Silva. / SERGIO MORAES (REUTERS

A candidatura de Marina trouxe nesta sexta-feira a Washington seu discurso de mudança em meio à acirrada campanha presidencial brasileira. Maurício Rands, um dos coordenadores do programa da candidata do Partido Socialista Brasileiro (PSB), defendeu uma atitude “mais construtiva” do Governo brasileiro para com os Estados Unidos e a promoção de medidas que atraiam mais investidores estrangeiros ao gigante sul-americano. Nem o lugar nem o contexto eram casuais. Rands participou de um colóquio em um fórum empresarial em um momento em que as relações entre Washington e Brasília ainda não recuperaram de todo a confiança abalada há um ano pela revelação de que os EUA espionaram a presidenta brasileira Dilma Rousseff.

O coordenador conhece bem a realidade norte-americana. Durante seu período como deputado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), entre 2003 e 2012, fez parte do grupo Brasil-EUA e levou à Câmara um projeto para eliminar a dupla tributação entre os dois países. Nesse período visitou os EUA. Também visitou o país durante o ano e meio – até que se demitiu de todos seus cargos e deixou o PT, em 2012 – em que foi secretário de governo do estado de Pernambuco, no executivo de Eduardo Campos. O ex-governador era o candidato do PSB nas eleições de 5 de outubro, mas sua morte em agosto levou Marina, até então candidata a vice, a substituí-lo.

mais informações

Com essa bagagem, Rands levou a mensagem de “mudança de atitude” de Marina a um público de peso reunido no Conselho Empresarial EUA-Brasil, integrado por representantes de grandes empresas de ambos os países e de órgãos do Governo Obama, com quem não tinha prevista nenhuma reunião durante sua visita.

Rands fez um discurso conciliador na esfera diplomática e próximo das demandas da comunidade empresarial norte-americana com interesses no Brasil. A maior delas é a promoção de um tratado de livre comércio entre a primeira e a sétima economia mundial, cujo intercâmbio comercial não parou de crescer nos últimos anos. O ex-deputado apostou em “esforços” para chegar a esse tratado, admitiu que não seria simples, mas se mostrou confiante de que uma nova liderança em Brasília o facilitaria.

Rands falou de uma “margem” ampla de avanço nas relações entre os dois gigantes. Traçou paralelismos entre Obama e Marina. “As duas campanhas eram sobre mudança e esperança”, destacou depois à imprensa, antes de lembrar que a candidata do PSB seria a primeira presidenta negra do Brasil, como Obama foi nos EUA. E, embora tenha dito que entende o mal-estar de Dilma com o escândalo de espionagem, pediu “maturidade” para recompor as relações com Washington.

No terreno econômico, lembrando pontos do programa de Marina, defendeu a simplificação de impostos, a eliminação da burocracia e, de modo geral, maior abertura da economia brasileira, que tem perdido impulso nos últimos anos. No campo diplomático, disse que, se for eleita presidenta, a ex-líder ambientalista impulsionaria uma política externa “muito aberta” porque o Brasil pode desempenhar um “papel maior” nas grandes questões mundiais, mais distanciado do multilateralismo de Dilma e propenso a acordos regionais e bilaterais.

Nesse sentido, lamentou que Dilma, em seu discurso de quarta-feira na Assembleia Geral da ONU, parecesse “mais preocupada” com assuntos domésticos que globais. Criticou que o Brasil não tenha aderido aos “esforços” contra o terrorismo internacional, mas evitou especificar se se referia à coalizão contra o Estado Islâmico. Apesar da nova retórica, contudo, insistiu na necessidade de uma reforma nas organizações de governança mundial para dar acesso às nações emergentes e admitiu que o papel global do Brasil é limitado.

Candidatura de Marina aposta na aproximação com os Estados Unidos | Politica | Edição Brasil no EL PAÍS

21/09/2014

Quem finanCIA?

eua vergonhaPelo andar da carruagem a CIA resolveu eliminar o intermediário Instituto Millenium e tomar para si as rédeas da condução do nosso pensamento. Antes eles finanCIAvam o IBAD, o iFHC, o Instituto Millenium. Por isso que se diz, depois da Wikileaks e do William Waack que os EUA não precisam invadir o Brasil.

A presença de FHC como padrinho, e Celso Lafer, aquele que tinha de tirar os sapatos para entrar nos EUA, não é só sintomático, é o retrato pronto de acabado da nova roupagem do entreguismo de sempre.

Há por aqui um exército grande o suficiente para entregar de mão beijada o que eles querem. Esses institutos/ongs disseminadas por aí, com recursos vindos à sorrelfa explicam porque a CIA tem o maior orçamento do mundo sem precisar declarar o destino.

Quando se fala em Instituto da Liberdade, que se atrela aos EUA, precisam primeiro explicar porque o país da liberdade deles criou um muro entre os EUA e o México!

O Muro de Berlim caiu para que os EUA construíssem um Muro Mexicano! Liberdade made in USA é isso aí!

Casa Ibiá, ao seu dispor, Tio Sam!

EUAGloboEconomistas abrem versão de ‘Casa das Garças’ em SP

Centro de Debate de Políticas Públicas reúne nomes de linhagem ortodoxa

Associados lançam agenda econômica, mas não querem ser vinculados a nenhum dos partidos políticos

THAIS BILENKYMARIANA CARNEIRODE SÃO PAULO

Uma casa na rua Ibiapinópolis, no Jardim Paulistano, já recebeu Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente pelo PSDB, Marina Silva, presidenciável pelo PSB, e Fernando Haddad, prefeito pelo PT. Na última sexta (19), foi a vez de um ex-integrante do Federal Reserve, o banco central americano, falar sobre a política monetária dos EUA.

É assim a nova rotina na Casa Ibiá, imóvel recuperado por iniciativa do empresário Marcos Lederman e que virou sede do CDPP. O Centro de Debate de Políticas Públicas é um "think-tank" (tanque de pessoas pensando, na tradução literal do inglês).

A arquitetura, a discrição dos integrantes e a linha de pensamento dos economistas faz com que o lugar se assemelhe à famosa Casa das Garças carioca. Enclave do debate econômico encrustado no Leblon, foi fundado por Edmar Bacha e Dionísio Dias Carneiro, saídos da PUC-Rio.

Pela época em que foi criada –em 2003, no fim da era FHC– e pela associação dos seus fundadores com o governo do PSDB, a Casa das Garças acabou rotulada como "ninho tucano". O CDPP, enfatizam seus associados, quer ser apartidário.

Foi FHC quem fez a palestra inaugural da Casa Ibiá, no fim do ano passado. Na plateia, estavam ex-ministros de seu governo, como Pedro Malan e Celso Lafer, lembra-se um dos presentes.

Foi um dos eventos que mais encheram o auditório, que comporta 50 pessoas. Também foi assim na apresentação de Marina Silva sobre sustentabilidade, feita antes de ela se tornar candidata pelo PSB. Até filhos dos associados foram neste dia.

O CDPP tem hoje 40 sócios e um site. Lá aparecem nomes como os de José Berenguer, presidente do JP Morgan no Brasil, José Olympio Pereira, do Credit Suisse, e Pedro Moreira Salles, um dos acionistas do Itaú Unibanco.

Dirigido pelo ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, um dos sócios-fundadores, o clube vive da contribuição dos membros e por enquanto não aceita patrocínios. "Meu sonho é um dia chegar em alguma coisa parecida com o Peterson Institute", diz Pastore.

Foi no renomado "think-tank" americano onde nasceu, nos anos 1990, o "Consenso de Washington" –um receituário de reformas para os países da América Latina que incluíam privatização de estatais e abertura comercial e é considerado o marco do neoliberalismo na região.

ORTODOXIA NO DNA

A linhagem dos economistas reunidos na Casa Ibiá é ortodoxa, assevera Pastore, referindo-se a uma tendência que advoga a menor presença do Estado na economia.

"Não temos nenhum heterodoxo [no CDPP]. Isso dá uma noção do que a gente julga que seria o DNA [do grupo]." Comporta também pessoas que estiveram no governo do PT, como Marcos Lisboa, Joaquim Levy, Henrique Meirelles e Bernard Appy.

O clube começou com reuniões informais e jantares. Com o tempo, foi ganhando adeptos e se tornou necessária uma estrutura. Há dois anos, as reuniões passaram a ocorrer no Insper, até que a Casa Ibiá ficou pronta. Chegou-se a aventar um vínculo formal com a Casa das Garças, mas a ideia não avançou.

O primeiro produto do CDPP ficou pronto na última semana. O documento "Sob a luz do sol: uma agenda para o Brasil" faz um diagnóstico das "razões da perda de dinamismo da economia brasileira". A principal recomendação é dar maior transparência às políticas públicas.

Às vésperas da eleição presidencial, Pastore afirma que não há intenções de o documento servir de base para um programa de governo.

"Nossa ação para nesse ponto [de formulação da agenda]. Cada um que a use como julgar melhor."

Outro propósito é tentar "pescar" jovens pesquisadores nas faculdades paulistanas. O objetivo é oxigenar o debate entre gerações.

22/08/2014

EUA: o Haiti é aí

Nem poderia ser diferente no berço da filosofia nazista. É público e notório que a ideologia da super raça, da superioridade ariana, nasceu nos EUA mas encontrou terreno fértil na loucura visionária de Adolf Hitler. Não é mero acaso também que os EUA seja o berço do fundamentalismo religioso destas igrejas do criacionismo. Por aí se entende a adesão da fundamentalista Marina ao ideário que cai como uma luva nos interesses dos EUA.

O vira-latismo, sempre pronto a prostrar diante dos interesses norte-americanos faz de conta que não vê a falta de democracia na política ianque. E eles estão sempre prontos para fazerem missões humanitárias nas terras onde há petróleo. Chegou a vez da ONU de propor uma missão humanitária para proteger os afrodescendentes norte-americanos.

Uma estranha e amarga fruta americana

Jota A. Botelho

sex, 22/08/2014 – 07:12

Por Jota A. Botelho


Foto: Reuters

Cartoon de Patrick Chappatte no The International New York Times
Os últimos acontecimentos nos Estados Unidos, na cidade de Ferguson/Missouri, com assassinatos de jovens negros pela polícia local reacende o racismo no país. Esses eventos nos remente quase que instantaneamente a Abel Meeropol, que escreveu o poema "Strange Fruit", sob o pseudônimo de Lewis Allan, para expressar seu horror com os linchamentos que ocorriam na América nos anos 30 e 40 e que depois virou canção, cuja primeira gravação se deu com a belíssima voz de Billie Holiday, em 20 de abril de 1939.

Reprodução do Single "Strange Fruit", com Billie Holiday, da Sonet Records/Suécia,
originalmente gravada pela Commodore Records/EUA, em 20 de abril de 1939.

A FOTOGRAFIA QUE POSSIVELMENTE INSPIROU ABEL MEEROPOL


Fotografia de Lawrence Beitler do linchamento de Thomas Shipp e Abram Smith em Marion, Indiana, ocorrido em 7 de agosto de 1930.
REGISTROS DA GRAVAÇÃO


Sessão da Commodore Records de 20 de Abril de 1939, onde Billie Holiday gravou "Strange Fruit" aos 23 anos de idade. Photo: copyright © the Estate of Charles Peterson.

Frank Newton & Café Society Band (Commodore) – Os músicos que participaram da primeira gravação com Billie Holiday em 1939: Frank Newton (trompete), Tab Smith (saxofone alto), Kenneth Hollon e Stanley Payne (saxofone tenor), Sonny White (piano), Jimmy McLin (guitarra, foto acima), John Williams (baixo) e Eddie Dougherty (bateria).
SOBRE A CANÇÃO
“Strange Fruit”  fala dos negros que eram enforcados e dependurados nas árvores, numa época em que o racismo era um dos cancros a manchar a história do povo norte-americano. Logo se tornou uma poética canção de protesto contra a discriminação racial. Na voz de Billie Holiday, a canção adquiriu imensa força expressiva, afetando profundamente todos que a ouviam. Nos anos 30 e 40, os Estados Unidos estava extremamente dividido entre negros e brancos, progressistas e reacionários, no qual Holiday ousou levar o terror dos linchamentos para dentro dos cafés e boates.
A versão em português

Fruta estranha
Autor: Lewis Allan (Abel Meeropol)
Versão: Carlos Rennó

“Árvores do Sul dão uma fruta estranha
Folha ou raiz em sangue se banha
Corpo negro balançando lento
Fruta pendendo de um galho ao vento

Cena pastoril do Sul celebrado
A boca torta e o olho inchado
Cheiro de magnólia chega e passa
De repente o odor de carne em brasa

Eis uma fruta para que o vento sugue
Pra que um corvo puxe, pra que a chuva enrugue
Pra que o sol resseque, pra que o chão degluta
Eis uma estranha e amarga fruta.”

CAPA DO SINGLE GRAVADO POR LADY DAY

Billie Holiday – "Strange Fruit" – Commodore Records, 1939


Capa do The Jazz Museum in Harlem’s Savory Collection com a primeira gravação de "Strange Fruit" por Billie Holiday’. No lado A, a canção "Strange Fruit", e no lado B, a canção "Fine And Mellow", ambas da gravadora Commodore Records, registradas em 20 de abril de 1939.

TRÊS VERSÕES DE STRANGE FRUIT, por Billie Holiday
O Single da Commodore Records, 1939
1- Lado A: Strange Fruit


Lado B: Fine And Mellow

2- Strange Fruit, com a letra original
"Southern trees bear a strange fruit
Blood on the leaves and blood at the root
Black bodies swingin’ in the Southern breeze
Strange fruit hangin’ from the poplar trees

Pastoral scene of the gallant South
The bulging eyes and the twisted mouth
Scent of magnolia, sweet and fresh
Then the sudden smell of burning flesh

Here is the fruit for the crows to pluck
For the rain to gather, for the wind to suck
For the sun to rot, for the tree to drop
Here is a strange and bitter crop".



Billie Holiday: trabalhando no estúdio em NY, 1957.
3- Strange Fruit, 1957

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SOBRE A CANÇÃO:
# Wikipédia
# Comentários sobre o livro Strange Fruit

Uma estranha e amarga fruta americana | GGN

21/08/2014

Todas as guerras no Oriente Médio tem a ver com a disputa por Petróleo

Pre-sal (2)Há uma história elucidativa do papel criminoso das cinco irmãs do Petróleo. E aconteceu na Itália. O Ministro da Energia italiano resolveu bater de frente com as companhias de petróleo. O que elas fizeram? Se aliaram à máfia e abateram o Ministro em pleno voo, literalmente: Enrico Mattei. Está lá na Wikipédia, para quem quiser ler. Se puderes ler em italiano, a versão é completa: http://it.wikipedia.org/wiki/Enrico_Mattei.

São as mesmas razões que levam os EUA a finanCIArem golpes na Venezuela, e a se a$$oCIArem ao PSDB para abocanharem o Pré-Sal. A disputa nestas eleições também tem a ver com o destino do Pré-Sal. Não é mero acaso o encontro de FHC e Serra com a Chevron, prometendo que em caso de o PSDB ganhar as eleições a Petrobrás será convertida em Petrobrax e vendida a preço de banana, como fizeram com a Vale do Rio Doce. Para se ter uma idéia, o leilão para exploração de alguns aeroportos, por 20 anos, rendeu mais que a venda da Vale. Depois de 20 anos, os aeroportos retornam. A Vale, não!

Não não enganemos. Onde há petróleo, lá haverá distúrbio e guerra. E sabemos quem finanCIA!

Não falemos do petróleo: um artigo de Robert Fisk

Postado em 19 ago 2014

por : Diario do Centro do Mundo

Publicado no Unisinos.

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Iraq_ISISNo Oriente Médio, os primeiros disparos de cada guerra definem a narrativa que todos seguimos obedientemente. Do mesmo modo, esta grande crise, desde a última grande crise no Iraque. Os cristãos fogem por suas vidas? É preciso salvá-los. Yazidis morrendo de fome nas montanhas? Demos-lhes comida. Islamistas que avançam sobre Erbil? Vamos bombardeá-los. Bombardear seus comboios, “artilharia” e seus combatentes, e bombardear uma, duas até que…

Bom, a primeira pista sobre o prazo de nossa última aventura no Oriente Médio chegou no fim de semana, quando Barack Obama disse ao mundo – na mais encoberta “ampliação da missão” da história recente – que “não acredito que iremos resolver este problema (sic) em semanas, isto levará tempo”. Então, quanto tempo? Pelo menos um mês, obviamente. E talvez seis meses. Ou talvez um ano? Ou mais? Após a Guerra do Golfo de 1991 – ocorreram, na realidade, três desses conflitos nas últimas três décadas e meia, com outro em processo –, os estadunidenses e britânicos impuseram uma zona de “não voo” sobre o sul do Iraque e o Curdistão. E bombardearam as “ameaças” militares que descobriram no Iraque de Saddam para os próximos 12 anos.

Obama assentou as bases – a ameaça de “genocídio”, o “mandato” estadunidense por parte do impotente governo em Bagdá para atacar os inimigos do Iraque – para outra guerra aérea prolongada no Iraque? E caso seja assim, o que o faz – ou nos faz – pensar que os islamistas, ocupados em criar seu califado no Iraque e Síria, irão brincar neste cenário alegre? O presidente dos Estados Unidos, oPentágono e o Comando Central – e, suponho, o infantilmente chamado comitê Cobra britânico – realmente acreditam que o ISIS (Estado Islâmico do Iraque e do Levante), apesar de sua ideologia medieval, se sentará nas planícies de Nínive para esperar ser destruídos por nossas munições? Não.

Os rapazes do ISIS ou Estado Islâmico ou califado, seja lá como queiram ser chamados, simplesmente desviarão seus ataques para outras partes. Se o caminho para Erbil está fechado, irão tomar o caminho de Alepo ou Damasco, que os estadunidenses e os britânicos estarão menos dispostos a bombardear ou defender, porque isso significaria ajudar o regime de Bashar al Assad da Síria, a quem devemos odiar quase tanto como ao Estado Islâmico. No entanto, se os islamistas procurarem capturar Alepo, sitiar Damasco e empurrar para o outro lado da fronteira libanesa – a cidade mediterrânea de maioria sunita de Trípoli parece um objetivo chave –, seremos obrigados a ampliar nosso precioso “mandato” para incluir mais dois países, entre outras coisas porque bombardeariam a nação ainda mais merecedora de nosso amor e proteção que o Curdistão: Israel. Alguém pensou nisso?

E depois, é claro, está o inominável. Quando “nós” libertamos o Kuwait, em 1991, todos nós tínhamos que recitar – uma, duas vezes – que esta guerra não era pelo petróleo. E quando “nós” invadimos o Iraque, em 2003, novamente tivemos que repetir, até a saciedade, que este ato de agressão não era pelo petróleo – como se os marinheiros estadunidenses tivessem sido enviados à Mesopotâmia, cuja principal exportação eram os espargos.

E agora, enquanto protegemos a nossos queridos ocidentais em Erbil, socorremos aos yazidis nas montanhas do Curdistão e lamentamos as dezenas de milhares de cristãos que fogem das maldades do ISIS, não devemos – não fazemos isso e não faremos – mencionar o petróleo. Pergunto-me por que não. Não é, por acaso, importante – ou simplesmente um pouco relevante – que o Curdistão represente 43,7 bilhões de barris dos 143 bilhões de reservas do Iraque, assim como 25,5 bilhões de barris de reservas comprovadas e de três até seis trilhões de metros cúbicos de gás? Conglomerados de petróleo e gás globais surgiram em massa no Curdistão – daí, os milhões de ocidentais que vivem em Erbil, ainda que sua presença seja, em grande medida, inexplicável –, para investir mais de 10 bilhões de dólares.

Mobil, Chevron, Exxon e Total estão no local – e não permitiremos que o ISIS se meta com empresas como estas – em que os operadores de petróleo se caracterizam por concentrar 20% de todos os lucros.

De fato, relatórios recentes sugerem que a produção atual de petróleo curdo de 200.000 barris por dia chegará a 250.000, nos próximos anos – a disposição dos garotos do califado se mantém na linha, é claro –, o que significa, de acordo com a agência Reuters, que se o Curdistão iraquiano fosse um país real e não apenas um pedaço do Iraque, estaria entre os 10 países ricos em petróleo mais importantes do mundo. O que, sem dúvida, vale a pena defender. Porém, alguém mencionou isto? Algum repórter da Casa Branca incomodou Obama com apenas uma pergunta sobre este fato destacável?

Claro, nós sentimos pelos cristãos do Iraque – ainda que nos importassem bem pouco, quando sua perseguição começou após a nossa invasão de 2003 -. E devemos proteger as minorias dos yazidis, como prometemos – mas, falhamos –.  Proteger ao 1,5 milhão de cristãos armênios de seus assassinos muçulmanos, na mesma região há 99 anos. Porém, não esqueçamos que os mestres do novo califado do Oriente Médio não são tontos. Os limites de sua guerra se estendem muito além de nossos “mandatos” militares. E eles sabem – ainda que não o admitamos – que nosso verdadeiro mandato inclui essa palavra indizível: petróleo.

Diário do Centro do Mundo » Não falemos do petróleo: um artigo de Robert Fisk

27/04/2014

Tropas russas chegam ao México em meio à tensão com Cuba

Na imagem o senador norte-americano John MCcain (Caim!) da pás. Por onde ele passa, a maioria dos corpos são cobertos com pás. Alguns, seus soldados cobrem com urina

ucrainianTropas americanas chegam à Lituânia em meio à tensão na Ucrânia

Reuters – 20 horas atrás

    SIAULIAI, Lituânia, 26 Abr (Reuters) – Os Estados Unidos posicionaram 150 soldados paraquedistas na Lituânia neste sábado, como parte dos esforços de Washington para assegurar seus aliados da Europa Oriental preocupados com os acontecimentos na Ucrânia que a OTAN vai oferecer proteção se eles enfrentarem uma agressão russa.

Um total de 600 soldados norte-americanos serão enviados para a Polônia e países bálticos da Estônia, Letônia e Lituânia para exercícios de infantaria. Eles devem permanecer na região em sistema de rodízio até o final do ano.

"Na hora que as ameaças surgem, podemos ver quem são nossos reais amigos", disse a presidente da Lituânia, Dalia Grybauskaite, quando cumprimentava os soldados na base aérea de Siauliai. "Os países bálticos e a Polônia estão na fronteira da OTAN, portanto, mais medidas de segurança são necessárias com urgência. Esse acréscimo de tropas americanas é muito oportuno e muito necessário", ela disse.

Sem mencionar a Rússia, a presidente da Lituânia afirmou que a presença de tropas dos EUA vai "repelir aqueles que ameaçam a estabilidade na Europa e a paz na região", já que uma invasão à Lituânia envolveria os norte-americanos.

Além dos paraquedistas dos EUA, a OTAN disse que vai triplicar o seu número habitual de caças patrulhando o Báltico no mês que vem para melhorar suas defesas na Europa Oriental.

(Por Andrius Sytas)

13/04/2014

Colonismo de Aluguel

tio samCoincidentemente, os dois assuntos sobre os quais Clovis Rossi tem opiniões definitivas, Ucrânia e Venezuela, estão também em voga na Casa Branca. Por que Clóvis Rossi não se debruça sobre a situação atual da Líbia, do Iraque, do Paraguai ou mesmo Colômbia? Ora, vou desenhar como funciona a pena de aluguel, com as palavras do inquilino:

"Esse conflito forneceu à Unasul seu mais significativo teste até hoje; e, apesar dos resmungos domésticos e internacionais a respeito de sua independência [em relação ao governo], ela se mostrou à altura da ocasião", escreve David Smilde, lúcido blogueiro sobre Venezuela do Wola (Washington Office on Latin America).”

A qualidade dos argumentos apresentados pelo funcionário da Folha serve apenas para comprovar que o “raciocínio” está sempre de acordo com quem o finanCIA! Por que cargas d’água o pensamento e as análises do colonista estão sempre em conformidade com o que sai de Washington?!

Não é coincidência que a posição adotada por Clóvis Rossi em relação à Venezuela tenha de estar respaldada por um blogueiro do Washington Office on Latin America?! A desfaçatez, o mau caratismo, a subserviência, o capachismo é tão gritante que só capadócios e beócios não enxergam. A posição de todos os países da UNASUL só tem validade quando respaldada por um órgão acessório do Governo dos EUA! Faça-me o favor, né!

CLÓVIS ROSSI

Democracia, a chave na Venezuela

Primeiro diálogo com a oposição é bom começo, mas as dificuldades à frente são imensas e complexas

Comecemos pelo lado positivo do diálogo entre oposição e governo na Venezuela: "O importante é que se iniciou o caminho, que é o mais transcendental para um país", como diz Julio Lattan, presidente da Frente de Advogados Bolivarianos.

Passemos agora ao papel da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), visto com desconfianças pela oposição e, no Brasil, pelos críticos da política externa: "Esse conflito forneceu à Unasul seu mais significativo teste até hoje; e, apesar dos resmungos domésticos e internacionais a respeito de sua independência [em relação ao governo], ela se mostrou à altura da ocasião", escreve David Smilde, lúcido blogueiro sobre Venezuela do Wola (Washington Office on Latin America).

Ou seja, a aposta do Brasil na Unasul e no diálogo passou airosamente pelo primeiro teste.

Mas era óbvio que essa primeira sessão não poderia ser suficiente para estabelecer a paz em um país tão tremendamente polarizado como a Venezuela.

Ressaltado o lado otimista, vamos às dificuldades. Primeira delas: sem incluir os estudantes, ausentes do diálogo desta semana, não há como desmontar as manifestações e pacificar a rua rebelada.

Segunda: sem que o governo se incline por anistiar os presos que participaram pacificamente das manifestações, é pouco provável que a oposição, mesmo a moderada (a única que foi ao diálogo), sente-se de novo à mesa.

Mas, mais importante que essas questões conjunturais, o que separa governo e oposição é a avaliação sobre o teor da democracia venezuelana. Para a oposição, é zero. Para o governo, é 100%.

Há fatos e opiniões que indicam que a oposição está mais perto da verdade. Para começar, recente pesquisa do Ivad (Instituto Venezuela de Análise de Dados) mostra que 55% dos consultados concordam com a oposição. Mais: o diretor para a América da respeitada Human Rights Watch, José Miguel Vivanco, diz que o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela é apenas "um apêndice do Executivo".

Não há democracia de verdade sem independência dos Poderes.

Até a igreja local afirma que a origem dos protestos, que já duram dois meses, "é a pretensão do partido oficial e das autoridades da República de implantar o chamado plano da pátria (criado por Hugo Chávez), por trás do qual se esconde a imposição de um governo totalitário", como diz monsenhor Diego Padrón, presidente da Conferência Episcopal Venezuelana.

Se o presidente Nicolás Maduro quer mesmo, como disse durante o diálogo de paz, conduzir um processo que leve "a altíssimos níveis de respeito, coexistência, convivência, com base na tolerância", terá forçosamente que aumentar substancialmente o teor de democracia.

Tem força para tanto? Duvida o blogueiro Smilde: "Maduro não parece ser uma liderança suficientemente forte para adotar uma nova direção. Nem ninguém é na coalizão [governista]. Isso a coloca em posição pobre para fazer concessões em um diálogo". Equivale a dizer que a bola da pacificação está com o presidente –e meio murcha.

crossi@uol.com.br

21/02/2014

Soltura imediata a Bradley Manning e Edward Snowden?

Filed under: Barack Obama,Bradley Manning,CIA,Edward Snowden,Tio Sam,Venezuela — Gilmar Crestani @ 8:08 am
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tio samObama destoa do Brasil e exige soltura imediata de opositores

NATUZA NERYDE BRASÍLIA DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, classificou ontem de "inaceitável" a violência dos últimos dias na Venezuela e cobrou do governo de Nicolás Maduro que liberte os detidos.

"Pedimos o devido processo legal e a libertação imediata dos que foram presos enquanto expressavam pacificamente seu direito à liberdade de expressão", afirmou.

"Na Venezuela, em vez de tentar desviar a atenção de suas próprias carências, expulsando com falsas acusações diplomatas americanos, o governo deveria se concentrar em atender às reivindicações legítimas do povo venezuelano", disse Obama.

O presidente ganhou o coro inusitado da cantora Madonna, que publicou uma foto de Maduro na rede Instagram com a seguinte mensagem: "Aparentemente, não está familiarizado com a expressão direitos humanos’".

O tom duro de Obama contrasta com a tímida reação do Brasil à crise na Venezuela, criticada por entidades como a Human Rights Watch. A presidente Dilma Rousseff não se pronunciou publicamente até agora sobre o tema.

A diplomacia brasileira vem sendo questionada por ter dado aval a um comunicado do Mercosul que chamou de "ações criminosas" as manifestações da oposição venezuelana. Brasília, porém, preferia um comunicado mais ameno por parte do bloco. Nos bastidores, a ordem é manter distância da crise no país vizinho.

Segundo a Folha apurou com integrantes do Palácio do Planalto, havia uma defesa de que o bloco emitisse, sim, um documento conjunto, mas a versão sugerida pelo Brasil sinalizava um tom mais equilibrado. Analistas críticos à política externa de Dilma Rousseff viram no texto uma velada manifestação de solidariedade a Maduro.

Um sinal do incômodo gerado pelo episódio: a nota do Mercosul não foi publicada no site do Ministério das Relações Exteriores.

Além da proximidade política, há alegadas motivações econômicas para evitar atritos com Caracas. Se a Venezuela deixar de honrar compromissos com empresas brasileiras, o setor privado poderia levar um calote bilionário, conforme conta extraoficial do governo brasileiro.

Esse risco foi sentido no fim de 2013, quando Dilma enviou emissários a Caracas com o intuito de cobrar atrasos nos pagamentos de exportações.

28/10/2013

Big brother de Abel

Filed under: Arapongagem made in USA,Big Brother Made in USA,Tio Sam — Gilmar Crestani @ 9:11 am
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O que era Tio (Sam) virou Caim!

La NSA rastreó 60 millones de llamadas en España en un mes

El bloguero Glenn Greenwald confirma el espionaje masivo de Estados Unidos

España ha convocado hoy al embajador de EE UU para que dé explicaciones

El País Madrid 28 OCT 2013 – 11:42 CET173

El embajador de EEUU en España, James Costos, a su llegada hoy al Palacio de Santa Cruz, sede del Ministerio de Asuntos Exteriores y de Cooperación de España. / Kote Rodrigo (EFE)

La Agencia Nacional de Seguridad (NSA) estadounidense espió 60 millones de llamadas en España entre el 10 de diciembre de 2012 y el 8 de enero de este año. La información recabada no incluyó el contenido de las llamadas pero sí el número de teléfono del receptor y del emisor, sus ubicaciones, la duración y el número de serie de los teléfonos, según la información hecha pública por el bloguero estadounidense Glenn Greenwald, que ha tenido acceso a los documentos secretos filtrados por el exanalista de la NSA Edward Snowden.

La publicación de estos datos coincide con la convocatoria al embajador de Estados Unidos en Madrid, James Costos, por orden del presidente Mariano Rajoy para que dé explicaciones por las informaciones publicadas en los últimos días por EL PAÍS, que adelantó que la agencia estadounidense rastreó millones de llamadas telefónicas, de SMS, y correos electrónicos de ciudadanos españoles. La agencia también tuvo entre sus objetivos a políticos españoles y miembros del Gobierno, según avanzó este periódico.

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El embajador ya adelantó, en una entrevista con este diario el pasado 24 de septiembre, la respuesta que daría al Gobierno español ante una eventual petición de explicaciones: “Lo que ha pasado es algo que otros hacen también”. Pero no aclaró qué es lo que ha pasado. Ni tampoco lo que Estados Unidos y otros países hacen.

Los embajadores estadounidenses que han sido convocados por el mismo motivo en otros países han eludido entrar en los detalles e informado de los objetivos de la recolección de datos y de la decisión del presidente Obama de llevar a cabo una revisión del programa, especialmente en relación con la capacidad de inteligencia con respecto a los aliados. "Queremos asegurarnos de que recopilamos información porque la necesitamos, no solo porque podemos", dijo Lisa Monaco, asesora del presidente en materia de lucha antiterrorista.

Costos estaba citado este lunes a las 10.30. La reunión duró aproximadamente unos 40 minutos. Como el ministro de Exteriores, José Manuel García-Margallo, se encuentra de viaje oficial en Polonia, el jefe de la legación estadounidense será recibido por el secretario de Estado para la UE, Íñigo Mendez de Vigo.

El Gobierno ha decidido dar una respuesta de bajo perfil ante las revelaciones de espionaje. Su objetivo es no deteriorar la estrecha colaboración entre los servicios secretos de ambos países

De hecho, el Centro Nacional de Inteligencia (CNI), principal servicio secreto español, daba por descontado desde que empezó el goteo de informaciones sobre el espionaje electrónico masivo perpetrado por Estados Unidos que la NSA había interceptado masivamente comunicaciones privadas en España, pero descartaba que hubiera tomado como objetivos selectivos a políticos españoles.

Pero al hilo de las revelaciones de que el correo electrónico de la presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, y el móvil de la canciller alemana, Angela Merkel, fueron interceptados esa confianza se fue resquebrajando. Los documentos difundidos por el diario británico The Guardian indican que no solo ellas, sino un total de 35 líderes mundiales fueron espiados por la NSA.

En España la interceptación de comunicaciones y el acceso a datos (las identidades del emisor y el receptor de la llamada, el SMS, o el correo electrónico, fecha, hora y duración) sin el requerido control judicial, constituye un delito. Los datos revelados Greenwald y que publica El Mundo confirman el alcance de este espionaje masivo.

Madrid es una de las 80 ciudades del mundo desde donde la NSA, en colaboración con la CIA, espía al mundo. España y EE UU estrecharon su cooperación contra el terrorismo de ETA y el yihadista en 2001. El entonces presidente José María Aznar dio vía libre a los servicios secretos estadounidenses para operar en territorio español durante una reunión con el presidente George W. Bush en Washington solo dos meses después del 11-S. A cambio, Aznar pidió a Bush que facilitara al CNI equipos avanzados de interceptación de comunicaciones.

Las noticias de que EE UU espió el móvil de Merkel, rastreó masivamente en España e interceptó unos 70 millones de llamadas en Francia derivaron en que el caso se convirtiera la semana pasada en protagonista absoluto de la cumbre de la UE, de la que salió una tímida iniciativa franco-alemana para fijar un marco de actuación de los servicios secretos. Rajoy dijo entonces que no planeaba sumarse a la propuesta de los dos grandes socios. Tampoco tenía previsto el presidente del Gobierno encargar una investigación al CNI.

La NSA rastreó 60 millones de llamadas en España en un mes | Internacional | EL PAÍS

Duas mulheres prensam Tio Sam

 

Alemania y Brasil lideran en la ONU una iniciativa para controlar el espionaje

La propuesta quiere garantizar la privacidad de las comunicaciones en Internet

Una veintena de países la respaldan y EE UU está dispuesta a estudiarla

Eva Saiz Washington 26 OCT 2013 – 21:28 CET78

Los presidentes Dilma Rousseff, Barack Obama y Angela Merkel, durante la cumbre del G-20. / AP

Alemania y Brasil han aunado sus fuerzas en Naciones Unidas para contener el espionaje masivo a través de Internet. Las delegaciones de ambos países están trabajando en una propuesta de resolución que persigue promover la privacidad en la red y a cuya redacción se han sumado una veintena de países, según fuentes diplomáticas citadas por varios medios de comunicación estadounidenses. Se trata de la primera iniciativa de carácter internacional para tratar de dar respuesta a las prácticas de vigilancia indiscriminada por parte de Estados Unidos, que en los últimos días han generado una indignación generalizada entre sus aliados.

La propuesta, que se difundió entre varias delegaciones este viernes en la sede de la ONU en Nueva York, se encuentra todavía en una fase muy prematura pero sus promotores esperan que pueda debatirse en el comité de Derechos Humanos de la Asamblea General de Naciones Unidas antes de que finalice este año. Aunque la capacidad de una resolución de Naciones Unidas para constreñir las actividades de la Agencia Nacional de Inteligencia (NSA) es prácticamente nula, un rechazo internacional suficientemente amplio y representativo de las prácticas de espionaje indiscriminado al que no se sumara EE UU, pondría en evidencia un aislamiento que Washington no desea y menos cuando lo que se defiende es la protección de la privacidad.

Se trata de la primera iniciativa de carácter internacional para tratar de dar respuesta a las prácticas de vigilancia indiscriminada por parte de Estados Unidos

A priori, EE UU no ha mostrado reticencias a sumarse a la iniciativa de Alemania y Brasil. “Revisaremos la resolución cuando nos pasen el texto, pero no es algo a lo que nos opongamos, en principio”, señaló el pasado viernes al respecto la portavoz del Departamento de Estado, Jen Psaki. Washington ha insistido en ha comenzado a revisar los procedimientos de recopilación de información de sus agencias de inteligencia y ha mostrado su predisposición a buscar fórmulas para tratar de recuperar la confianza de sus aliados en un esfuerzo por atajar la oleada de quejas que ha provocado la constatación del espionaje a jefes de Estado extranjeros.

El documento de Naciones Unidas, impulsado precisamente por dos países cuyas presidentas han sido víctimas de la vigilancia de la NSA, en ningún momento menciona explícitamente a la agencia o alude a sus las prácticas de espionaje masivo internacional, en una muestra de que la propuesta pretende ser inclusiva.

El documento de Naciones Unidas en ningún momento menciona explícitamente a la agencia o alude a sus las prácticas de espionaje masivo internacional, en una muestra de que la propuesta pretende ser inclusiva

En la propuesta de resolución, que recoge la iniciativa de un foro mundial para la regulación de Internet presentada por la presidenta brasileña, Dilma Rousseff, durante su intervención en la pasada Asamblea General de la ONU, se insta a los Estados a “asegurar el respeto del derecho a la privacidad tal y como se constituyen en el Pacto Internacional de Derechos Civiles y Políticos de 1976” y se les pide que “adopten medidas para poner fin a las violaciones de estos derechos” y a que “revisen sus procedimientos, prácticas y legislación relacionada con la vigilancia exterior de las comunicaciones privadas y la interceptación de datos personales de los ciudadanos en jurisdicciones extranjeras para garantizar el derecho a la privacidad”.

El texto incluye un mandato al Alto comisionado de Naciones Unidas para los Derechos Humanos para que elabore dos informes anuales en los próximos dos años sobre “la vigilancia indiscriminada y la violación de los derechos humanos” que incluya “recomendaciones para determinar y aclarar los principios y prácticas sobre las implicaciones de la vigilancia indiscriminada en los derechos humanos”.

La iniciativa de Alemania y Brasil ha sido respaldada por 19 países europeos y americanos, entre los que se encuentran socios de EE UU y objetivos de su espionaje, como México o Francia, y países más beligerantes, como Cuba, Venezuela, Ecuador o Bolivia. Se desconoce por el momento qué actitud vayan a adoptar Rusia, que ha dado asilo a Snowden, o China, en el punto de mira por el ciberespionaje, dos países que apenas han sido mencionados en ninguno de los documentos filtrados por el exanalista y que, hasta el momento, han eludido pronunciarse sobre el espionaje a líderes mundiales y las quejas que han suscitado.

Brasil rechazará cualquier acuerdo no ratificado por la ONU

JUAN ARIAS | Río de Janeiro

El Gobierno de la presidenta Dilma Rousseff es consciente de que Brasil Brasil el primer país en levantar la voz en las Naciones Unidas (ONU) contra las acciones de espionaje de la NSA. Por eso, como escribe el diario O Globo recogiendo fuentes del Ejecutivo de Rousseff, “Brasil rechazará cualquier acuerdo cibernético que no esté ratificado por la ONU”.

El diario informa que en el hemisferio sur, la posibilidad de un acuerdo franco-alemán “fue mal recibida”. De ahí que la diplomacia brasileña se moviera enseguida para conseguir el apoyo de Alemania a la resolución presentada por el Gobierno de Rousseff para defender la “privacidad de internet”.

Según el diario O Estado de São Paulo, la propuesta brasileña había sido inicialmente recibida con desconfianza sobretodo por los países ricos. ”Existía el temor de que algún tipo de regularización pudiese convertirse en censura en las comunicaciones, sobretodo en internet” escribe O Estado.

Ahora, Brasil, que ha buscado el apoyo de Alemania a su propuesta inicial, está dispuesto a reescribir el texto ya preparado para que pueda ser apoyado no sólo por Alemania sino por el mayor número de países en la Asamblea Nacional de la ONU.

Por el momento, tanto el Gobierno brasileño como el alemán – según afirma la prensa – no pretenden que el documento que está siendo escrito conjuntamente aborde el caso de espionaje ni que presente a los americanos como los “grandes villanos”.

La resolución conjunta Brasil-Alemania deberá, inicialmente, ampliar la protección para las comunicaciones online que no existía cuando fue creado el Pacto Internacional de Derechos Civiles y Políticos, uno de los tres instrumentos que componen la Carta Internacional de los Derechos Humanos, junto con la Declaración Universal de los derechos Humanos y el Pacto Internacional de los derechos Económicos, Sociales y Culturales.

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18/10/2013

Golpe Comunista 2014

Filed under: Golpe Comunista 2014,Rússia,Tio Sam — Gilmar Crestani @ 9:10 am
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Em se falando em armas de guerra, Tio Sam levou tiro pela culatra…

Brasil compra a Rusia armamento por valor de mil millones de dólares

El gobierno de Roussef estrecha lazos con Rusia y se aleja de EE UU tras el escándalo del espionaje

Juan Arias Río de Janeiro 17 OCT 2013 – 23:25 CET17

Los mininistros de defensa de Brasil y Rusia, el miércoles en Brasilia / AP

En un momento en el que las relaciones del Gobierno de Brasil con el de los Estados Unidos vive momentos de tensión por el supuesto espionaje americano, la presidenta Dilma Rousseff ha estrechado los lazos con Rusia al cerrar la compra de baterías antiaéreas rusas por valor de mil millones de dólares.

El ministro de Defensa, Celso Amorim, se ha encontrado en Brasilia con su colega ruso Sergei Shoigu. El ministro Amorim, después de sus conversaciones con su homólogo, ha hecho saber que nada impide hoy la participación brasileña en el proyecto del Sukhoi T-50, un caza que cuenta con cinco prototipos volando y que servirá como base a un modelo que será producido conjuntamente con la India.

El Sukhoi T-50, un caza de quinta generación ruso, puede ser comprado para la FAB (Fuerzas Aéreas de Brasil) y servirá de base para un modelo local. Por la oferta, Brasil recibiría el Sukhoi-35 para sustituir a los Mirages-2000 que serán jubilados este mismo año, hasta que el T-50 no alcance su estado operacional. Eso debería ocurrir en 2016. El nuevo caza solo será producido comercialmente al final de esta década.

El ministro ruso, en su encuentro con el colega brasileño, llegó a hablar de que podría alquilar equipamiento militar ruso, lo que fue visto como un paso intermedio antes de adquirir el El T-50, el proyecto de caza de quinta generación más avanzado del mundo. En  Estados Unidos tienen sólo un avión de este tipo, el F-22, considerado “invisible al radar”.

El ministro ratificó además que el disputado proceso de compra de cazabombarderos de generación actual, el F-X2, sigue en vías de definición entre tres competidores: el F/A-18 de Estados Unidos, el Rafale de Francia y el Gripen NG de Suecia.

Desde fines de 2012, según el medio brasileño, comenzó a circular el rumor de que la presidenta Dilma Rousseff podía inclinarse por los F18 estadounidenses, pero esa hipótesis se desvaneció luego del escándalo del espionaje de la agencia NSA y la suspensión del viaje a Washington previsto para este mes. Lo que no cabe duda es que Brasil ha abierto un nuevo canal de entendimiento con Rusia en materia militar.

Brasil compra a Rusia armamento por valor de mil millones de dólares | Internacional | EL PAÍS

01/10/2013

Guerra a los venezolanos ou marcha da insensatez do Tio Sam

Filed under: Assassinato made in USA,CIA,Terrorismo de Estado,Tio Sam,Venezuela — Gilmar Crestani @ 9:59 am
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Guerra a los venezolanos

Por Alfredo Serrano Mancilla *

Son más de catorce años perdiendo elecciones tras múltiples candidaturas, intentos de golpes de Estado, paros petroleros y otras tantas estrategias de desestabilización. La última, del 14 de abril, fue la gota que colmó el vaso para ciertos poderes económicos y sus representantes políticos en Venezuela. Esta última vez, no se perdió contra Chávez, sino contra el chavismo. Maduro ganó contra un Capriles que sigue sin asumir dos medallas de plata consecutivas. El flanco electoral, por tanto, no parece fructífero para derrocar a este gobierno y, en consecuencia, los guardianes del capitalismo neoliberal han optado por un significativo cambio táctico: profundización de la guerra económica contra el pueblo venezolano. El plan se centra en desabastecimiento y escasez, acompañados de una campaña comunicacional, interna y externa, para procurar crear las condiciones objetivas y subjetivas, en formato de tormenta perfecta, para atestar el golpe a la democracia que derribe al gobierno chavista. A ello cabe sumarle dos conocidas armas de destrucción masiva: inflación y dólar. Esta maniobra multinivel, “desabastecimiento-inflación-dólar-medios”, pretende constituir un virtuoso circulo vicioso que logre la profecía autocumplida: situación insostenible (El País), para que inevitablemente tenga lugar un estallido social/rebelión popular (La Nación) con peleas y muertes por los alimentos (Clarín).

Cuando la democracia se traduce a su máximo esplendor, los oligopolios privados no están del todo satisfechos. La Venezuela para todos deseada e impulsada por la revolución bolivariana es realmente lo opuesto al patrón económico que Capriles (y compañía) defiende. El chavismo logró marcar una línea divisoria entre dos modelos: una economía capitalista (neoliberal) versus la economía socialista bolivariana. La primera alternativa es la economía de mercado, del capital, del vivir mejor concentrados para unos pocos, de las décadas pérdidas. La propuesta chavista es la otra: una economía de pueblo, de riqueza social distribuida, de la década ganada. De esta discordia surge i- nexorablemente la disputa. En el campo electoral, siempre se dirimió en las urnas a favor de la opción chavista. Sin embargo, en el plano económico, aún la oligarquía económico-financiera no está dispuesta a bajar los brazos y por ello actúa atentando contra los principios democráticos más fundamentales.

Nadie cuestiona que la revolución bolivariana tiene todavía grandes desafíos económicos estructurales para hacer sostenible este proyecto emancipador: una revolución fiscal, una gestión eficiente, un cambio de la matriz productiva. Estas políticas, ya fijadas en el Plan de la Patria 2013-19, sin duda permitirán controlar la inflación, mejorar la gestión del dólar y coadyuvar en la provisión de los bienes y servicios que el pueblo exige. Sin embargo, no sólo son necesarias esas políticas, sino que se necesita poner freno a la guerra económica que viene desempeñando gran parte de la concentrada estructura empresarial privada. La yihad capitalista contra el pueblo venezolano no tiene fines inmediatos de mejorar su tasa de ganancia siendo capaces de acaparar sin vender, sino que el fin es tener una mayor rentabilidad en cuanto a poder político. La clave es que apuestan a un plan de desgaste en las próximas municipales, para procurar el asalto completo en las legislativas y/o revocatorio del 2015. Y para ello la inflación es un mecanismo ideal, en forma de golpe de mercado, para reemplazar a los golpes militares que tumban gobiernos democráticos. Es cierto que los precios son altos, más de lo deseado, pero igualmente cierto es que la inflación es una cuestión heredada; la inflación promedio de las décadas neoliberales (34 por ciento) es superior a la década chavista (22 por ciento). La inflación no se explica por las políticas expansivas de gastos, sino por la estructura oligopólica. Pero además, la inflación esta íntimamente relacionada no con la escasez de dólares, sino con el acaparamiento/fuga de los mismos por parte de quienes hubieron de emplearlos en la importación de bienes necesarios para la población.

A la oposición chavista, partidaria y empresarial, nacional e internacional, le molesta que Venezuela no esté aislada; que sea miembro pleno de Mercosur; que China sea su gran aliada; que crezcan las relaciones económicas con Rusia, India e Irán; o que ahora sea Unasur o Celac donde se toman decisiones regionalmente. Les molesta que no puedan pedir auxilio al FMI, a los Estados Unidos, o acudir al Ciadi para tener que dirimir sentencias a su favor. Les molesta que la democracia sea eso, democratización también de la economía. Como canta Carlos Puebla, “aquí pensaban seguir ganando el ciento por ciento”.

@alfreserramanci

* Doctor en Economía.

Página/12 :: El mundo :: Guerra a los venezolanos

27/09/2013

A inveja do Tio Sam não tem limites

Filed under: Isto é EUA!,Tio Sam — Gilmar Crestani @ 8:26 am
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EUA questionam isenções e ações de programas sociais brasileiros

Argumento de críticas na OMC é de que programas de alimentação para estudantes e pobres esconderiam subsídios

27 de setembro de 2013 | 2h 13

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA – O Estado de S.Paulo

O governo dos EUA questiona os programas sociais e de ajuda alimentar a famílias pobres no Brasil, sob a suspeita de que sejam estratégias e mecanismos de subsidiar de forma indireta a agricultura e produtores rurais, violando regras internacionais.

Ontem, a Casa Branca foi à Organização Mundial do Comércio (OMC) cobrar transparência do Brasil sobre quanto o governo tem de fato usado em esquemas de distribuição de alimentos que foram expandidos nos últimos anos. O governo americano questiona até mesmo o Programa Nacional de Alimentação Escolar, que estabelece fundos para a merenda.

Não se trata, por enquanto, de uma disputa comercial nos tribunais da OMC. Tanto o governo dos EUA quanto o do Canadá levantaram o debate durante reuniões regulares do Comitê de Agricultura da OMC. Ottawa e Washington já haviam questionado outros aspectos dos incentivos fiscais que o Brasil dá a seus produtores.

A cobrança de Washington é direcionada ao programa expandido no Brasil em 2009, quando a merenda escolar passa a utilizar um volume maior da agricultura familiar. Por lei, governos municipais e estaduais são obrigados a usar no mínimo 30% dos recursos repassados pelo governo federal para alimentação escolar para comprar produtos da agricultura familiar.

Na época, o Ministério do Desenvolvimento Agrário disse que a lei da merenda escolar abriu mercado a produtos com dificuldades de comercialização. Cerca de R$ 3 bilhões já foram usados para atender a 44 milhões de crianças na rede pública. A suspeita, porém, é de que essa seria uma forma indireta de apoio ao produtor agrícola.

Dados. Ontem, o governo americano pediu que o Brasil forneça dados completos sobre quanto foi usado para comprar a produção local e o detalhamento dos setores beneficiados. Os EUA pediram explicações do Brasil sobre o fato de que o volume de dinheiro público no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) tenha crescido de forma substancial em 2010 e pediu que o País reapresente seus cálculos de quanto gasta à OMC.

O Itamaraty justificou que não havia por que reapresentar os dados e disse que o aumento era apenas resultado de uma contabilidade que passou a incluir os gastos do Ministério do Desenvolvimento Social. Comunicados do governo indicam que, em dez anos, o PAA recebeu R$ 5 bilhões em investimentos. A presidente Dilma já indicou que seu governo comprou 830 mil toneladas de alimentos, com investimentos de R$ 1,75 bilhão. Para 2013, a previsão de investimento é de R$ 1,4 bilhão.

O governo do Canadá também insistiu em obter detalhes de como funciona o Plano Brasil Maior e o fato de que produtores estariam sendo beneficiados por isenções fiscais. Ottawa pediu uma explicação do Brasil sobre o impacto financeiro dessa ajuda governamental.

04/08/2012

Uribe, mascote da CIA e do PIG

Filed under: Álvaro Uribe,CIA,Colômbia,Narcotráfico,Tio Sam — Gilmar Crestani @ 8:05 am

 

La ciberresurrección del cruzado Uribe

El expresidente de Colombia afronta el síndrome de abstinencia de poder con su Twitter

Recuperar el mando pasa por el desgaste del presidente Juan Manuel Santos, su otrora delfín

Juan Jesús Aznarez4 AGO 2012 – 01:00 CET

Uribe y su esposa, Lina Moreno, en el palacio de la Zarzuela de Madrid, en 2005. / RICARDO GUTIÉRREZ

La pérdida de la presidencia de Colombia interrumpió abruptamente las dosis de adrenalina consumidas a diario por el abogado Álvaro Uribe (Medellín, 1952) durante sus ocho años al frente de la convulsa nación latinoamericana y lo ha empujado hacia una adicción paliativa, el Twitter, para afrontar el síndrome de abstinencia del poder. Alejado de las responsabilidades y sobresaltos de sus dos mandatos (2002-2010), una panoplia de atentados, secuestros y asesinatos que redujo drásticamente, Uribe Vélez ha encontrado en el mundo de las redes sociales la agitación necesaria para sobrellevar su aparente dependencia emocional del ordeno y mando. La bulla ciberespacial desarrollada por el expresidente es un gotero vivífico que no ha sorprendido a su esposa, Lina Moreno, consciente de que no matrimonió con un ganadero de los valles de Antioquia como pensó de novia, sino con un político de los pies a la sobaquera, porque Uribe es un hombre de armas tomar, resolutivo, temerario, acostumbrado a las empresas arriesgadas. Retomar el poder dentro de dos años con un nuevo partido a sus órdenes es la última.

“Yo muchas veces le digo: Uribe, con calma, con serenidad… Pero eso es como tratar de tapar un volcán con una mano. El sí es muy voladito. Yo no voy a negar que es ofuscado y que es bravo, pero tiene una cualidad: se le baja el ofusque y no sigue rumiando su rabia y su rencor”, confesaba hace dos años Moreno a la periodista de Semana María Luisa Rueda. El día de la entrevista con el semanario, su esposo le hizo cambiar de vestido y pintarse un poco los labios para la foto. A ella le daba igual. Por eso, cuando llegó el traspaso de poderes, en agosto de 2010, Lina se frotaba las manos imaginándose libre, de vaqueros, inmersa en realidades sencillas y gratificantes. Aunque momentáneamente la familia, incluidos sus hijos Tomás y Jerónimo, debiera domiciliarse en un búnquer porque muchos se la tienen jurada a su marido. “Viviremos con tranquilidad, como ciudadanos normales, no vamos a vivir camuflados; eso quiere decir que tendríamos que enterrarnos, y eso no lo vamos a hacer”. Nada más lejos de las intenciones de Uribe que enterrarse en sus dos fincas inventariando vacas cebú y pardo suiza.

Su esposa, la licenciada en Filosofía Lina Moreno, es más progresista que su consorte en asuntos como la despenalización del aborto o la conveniencia de un debate sobre la legalización de las drogas

Clamando contra las supuestas blandenguerías de su sucesor, Juan Manuel Santos, el cruzado Uribe desenfundó su Magnum diseño Blackberry y dispara contra todo aquel que se mueva sin su asentimiento político. Igual opina sobre la erupción del volcán Galeras que sobre el aumento del salario mínimo. El frenesí del apóstol de la Seguridad Democrática solo amaina rendido por los accidentes o la devoción: por la potranca que le baldó la pierna izquierda en los establos de la finca El Ubérrimo o por la relectura de la tercera encíclica de Benedicto XVI, Caritas in veritate, que aborda las amenazas afrontadas por la humanidad. Y para Álvaro Uribe, las políticas de Santos se ciernen amenazantes sobre su legado de tolerancia cero contra las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC).

El teatral comportamiento del exmandatario durante la entrevista del pasado mes de mayo con el canal SOITV en Miami certificó las dificultades afrontadas para asumir su preceptiva salida del palacio de Nariño con una popularidad cercana al 80%. La Corte Suprema le prohibió convocar un referéndum para modificar la ley que impedía su candidatura a un tercer mandato, que hubiera ganado, y desde entonces no pierde ocasión de incordiar a su sucesor, Santos, que fue su ministro de Defensa y a quien tilda de traidor.

El nuevo jefe de Gobierno es también conservador, pero menos visceral que Uribe, más político, en sus juicios sobre el presidente venezolano, Hugo Chávez, sobre el terrorismo guerrillero o sobre cómo afrontar la pacificación de Colombia.

Los soliloquios y gestos de Uribe en el estudio de SOITV fueron reveladores no tanto de su genio como de sus ambiciones. Nada escapa al visionario escrutinio de un político en permanente campaña. “¡Espere y le pongo otro twitterazo! (…). ¡Me va a tener aquí disparándole hasta la medianoche!”. Alterado, levantándose de la silla donde era entrevistado, el idólatra de la seguridad (su padre fue asesinado por las FARC) se movía de un lado a otro volcado sobre el teclado de su móvil, soltando metralla de 140 caracteres contra Santos después de que un palmero le soplara al oído que el jefe de Gobierno había aludido críticamente a su administración.

Uribe recorre pueblos, escucha a los aldeanos, calza camisetas con eslóganes de conveniencia y cuelga vídeos en YouTube. Solo su querida Lina puede abroncarle sin disimulos

Pese a que la licenciada en Filosofía Lina Moreno, más progresista que su consorte en asuntos como la despenalización del aborto o la conveniencia de un debate sobre la legalización de las drogas, niega que el rencor y la iracundia de su marido sean de largo recorrido, la ofensiva contra el presidente es kilométrica porque la resurrección política de Uribe pasa por el desgaste de Santos. Y como la vigilancia nacional del cruzado no admite dilaciones ni asuetos, Uribe dedica las vacaciones a multiplicarse mediáticamente. Una batería de veinte emisoras regionales y cadenas de televisión pudieron entrevistarle telefónicamente y acercarse a sus fincas de Antioquia y Córdoba durante las festividades navideñas. Incansable, habló de lo divino y de lo humano, y al no tener prisa, algunas radios dieron entrada a preguntas de los oyentes.

Álvaro Uribe Vélez recorre pueblos, escucha a los aldeanos, calza camisetas con eslóganes de conveniencia y cuelga vídeos en YouTube. Solo su querida Lina puede abroncarle sin disimulos, como el día en que le reprochó la ridícula beatería de no atreverse a llamar a las relaciones sexuales por su nombre cuando pidió a los jóvenes colombianos que dejaran “el gustico” para después de casarse. “Viejita, ¿pero qué otra palabra iba a usar? ¿Cómo iba a usar la palabra sexo”, se justificó. Y yo le dije: “¿Pero para qué fue a meterse en ese tema? Ese no es un tema suyo, usted no es el papá del país. Por lo menos debería haber usado la palabra que tocaba. De lo contrario, quédese callado”. Imposible. La locuacidad es una de sus herramientas de seducción. En ella sigue, impelido por la adicción a la adrenalina del poder.

Al día siguiente de su matrimonio, hace 28 años, la pareja de desposados acudió a un mercado de terneros. Uribe terminó saludando a toda la plaza. “Yo pensé que era de querido, pero no, era de político”. Aquel madrugador chute de aceptación fue el primero de una seguidilla que acabó enganchando al joven ganadero.

La ciberresurrección del cruzado Uribe | Gente | EL PAÍS

29/07/2012

Para ter respeito, não precisa tirar os sapatos

Filed under: Tio Sam — Gilmar Crestani @ 8:58 am

O colonista da Folha de São Paulo não se dá conta que o respeito não nasce da subserviência. O governo FHC provou na prática o que sua Teoria da Dependência impôs ao imaginário vira-lata. Tirar os sapatos para entrar nos EUA, então, foi só mais uma consequência lógica da teoria segundo a qual só seríamos independentes se dependessemos dos EUA. Nada mais falho. Lula e Dilma demonstraram que exigir respeito é o melhor argumento para ser respeitado. Moral da história, quem se ajoelha leva xixi na cara.

CLÓVIS ROSSI

Tio Sam quer você

Prioridade da diplomacia norte-americana é o intercâmbio de estudantes com Brasil

Uma das máximas prioridades da diplomacia norte-americana no Brasil é atrair estudantes, de graduação e de pós, para suas universidades, com a natural contrapartida, ou seja, a vinda da garotada dos EUA para estudos no Brasil.

É um sinal dos tempos: a relação entre os dois países tornou-se tão boa nos últimos anos, especialmente na era Lula e agora com Dilma Rousseff, que acaba ficando monótona (para a mídia). Os diplomatas norte-americanos tomam essa constatação, com a qual concordam, como um cumprimento. Afinal, a missão deles é exatamente a de promover o melhor relacionamento possível com todos os países do mundo ou, pelo menos, com aqueles predispostos à reciprocidade.

No caso de Dilma, a fome dos EUA em enviar estudantes e acolher os brasileiros lá junta-se com a vontade de comer da presidente, que fez do programa "Ciência sem Fronteiras" a sua menina dos olhos, que ela trombeteia em todos os países que visita.

Para quem ainda não tomou conhecimento, "Ciência sem Fronteiras" é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira, por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional.

O programa prevê 101 mil bolsas integrais para estudantes brasileiros, 75 mil financiadas pelo governo e as restantes pela iniciativa privada. Claro que os EUA não são o único parceiro, mas são o maior: em quatro anos, a intenção é colocar 50 mil estudantes brasileiros nas universidades norte-americanas.

Sempre haverá algum "americanofóbico" que dirá que o interesse de Tio Sam é lavar o cérebro dos desavisados tapuias. Tolice. Só tem o cérebro lavado quem não o usa ou usa pouco.

Tanto é tolice que a China -hoje o maior rival dos EUA- é quem manda o maior número de estudantes para universidades norte-americanas: 202 mil no ano letivo 2010/11.

O que mobiliza a diplomacia norte-americana é a firme convicção de que o "american way of life" é encantador o suficiente para conquistar corações, em especial suas universidades. Afinal, 13 das 20 mais vistosas grifes acadêmicas do planeta são "made in USA". Das outras sete, seis também falam inglês -e esse é um ponto que trava o avanço do programa de bolsas.

Há poucos candidatos brasileiros aptos em inglês. Tanto que, até abril, havia apenas 15.517 brasileiros em escolas norte-americanas.

Que fiquem longe dos 202 mil chineses é natural. Afinal, a China tem sete vezes mais habitantes que o Brasil. Mas o Brasil perde feio da pequena Coreia do Sul (107 mil) e da Arábia Saudita (51.999).

Os números subdesenvolvidos, por assim dizer, aparecem também no sentido inverso, dos EUA para o Brasil: sempre no ano letivo 20110/11, havia mais estudantes norte-americanos no México, na Argentina e no Chile do que no Brasil, aliás empatado com o minúsculo Equador (3.099 norte-americanos no Brasil, 2.960 no Equador).

Vai ser preciso, pois, um baita esforço para de fato "internacionalizar" o estudantado brasileiro.

crossi@uol.com.br

30/07/2011

Pobres Ianques…

Filed under: Tio Sam — Gilmar Crestani @ 8:34 pm
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