Ficha Corrida

31/01/2015

Quem usa métodos terroristas é terrorista

Os EUA são um exemplo atual do lema do rei Luis XIV, “L’Etat c’est moi”, eu sou o Estado. É o império da vontade contra o império da lei. Se os EUA decidem, não há lei, nem qualquer limite para sua sanha assassina. A eliminação de pessoas fora de sua jurisdição, de seu território, por mais perniciosos que sejam, não é um papel atribuído por ninguém aos EUA. Ninguém condenou quando os EUA estiveram ao lado de Bin Laden contra os russos. Não há registro de que os EUA tenham sido cobrados pela guerra que patrocinaram, em parceria com Saddam Hussein, contra o Irã. Num dia os EUA eram parceiros de Muammar Kadafi, no outro, assassinam. Nada e ninguém se levanta contra o poder imperial que decide quem pode viver ou quem ele decide eliminar.

Não há como gostar de um país de assassinos, mesmo que eles queiram nos convencer que não são assassinos, só carrascos. Não custa lembrar que o carrasco executa em nome da lei. A eliminação sem julgamento, sem lei, é coisa de bandido. Algo tão comum em relação aos EUA.

EUA teriam ajudado Israel na morte de Hezbollah

sab, 31/01/2015 – 17:03

Jornal GGN – O Washington Post publicou reportagem afirmando que os EUA ajudaram a construir a bomba que matou o líder do grupo xiita libanês Hezbollah Imad Fayez Mughniya, em fevereiro de 2008. O país teria colaborado com Israel na operação.

De O Globo

EUA colaboraram com Israel em atentado contra líder do Hezbollah, diz jornal

Segundo reportagem do ‘Washington Post‘, agentes da CIA participaram da morte de Imar Mughniyah em 2008

WASHINGTON — Os Estados Unidos ajudaram a construir a bomba que matou o líder do grupo xiita libanês Hezbollah Imad Fayez Mughniyah, no dia 12 de fevereiro de 2008, segundo o jornal "Washington Post". Cinco ex-funcionários do serviço de inteligência dos EUA confirmaram que o país colaborou com Israel na operação.

O governo americano nunca admitiu a participação na morte de Mughniyah, atribuída pelo Hezbollah a Israel. Segundo o jornal, em reportagem publicada nesta sexta-feira, havia poucos detalhes sobre as operações conjuntas da CIA com a Inteligência de Israel, sobre como o atentado foi orquestrado ou o exato papel dos EUA na ação.

A morte do líder islâmico seria, além do assassinato de Osama bin Laden, uma das missões secretas de alto risco realizada pelos EUA nos últimos anos.

Os ex-agentes afirmaram que as bombas que foram usadas no ataque passaram por diversos testes em uma instalação da CIA no estado da Carolina do Norte para garantir que não haveria danos colaterais.

— Provavelmente explodimos 25 bombas para ter certeza que conseguiríamos — disse um dos ex-funcionários.

Mugniyah foi morto depois de jantar em um restaurante em Damasco e entrar no carro que explodiu. De acordo com a publicação, a bomba foi acionada de Tel Aviv.

O líder do Hezbollah era um alvo de grande importância para os EUA e Israel, pois teria participado de ataques terrorista do Hezbollah na Embaixada americana em Beirute e na Embaixada de Israel na Argentina.

Segundo o "Washington Post", a CIA não quis comentar o caso.

LIMITES LEGAIS

O jornal destaca que o envolvimento dos EUA no assassinato levanta questões sobre os limites legais americanos.

Mughniyah foi alvejado em um país onde os EUA não estavam em guerra. Além disso, foi morto na explosão de um carro, uma técnica que alguns juristas veem como uma violação das leis internacionais ao se utilizar métodos traiçoeiros para matar ou ferir um inimigo.

— É um método de morte utilizado por terroristas e gangsters — disse ao "Washington Post" Mary Ellen O’Connell, um professor de direito internacional da Universidade de Notre Dame. — Isso viola uma das regras mais antigas no campo de batalha.

EUA teriam ajudado Israel na morte de Hezbollah | GGN

EUA dão estabilidade à ditadura Saudita

O mapa mostra a distância (e cu$to) entre o petróleo venezuelano e o saudita para os EUA

venzuela mapaQual era e é a diferença entre a Arábia Saudita e demais países petrolíferos destruídos pelos EUA? Sim, assim como Israel, os sauditas são súditos dos EUA. Todos os países produtores de petróleo que não se dobraram aos interesses europeus sofreram a tal de primavera árabe. Líbia, Egito, Ucrânia, Síria, Iraque, Afeganistão foram submetidos à força. Venezuela sofre com toda sorte de subversão patrocinada pelos EUA. E só não foi golpeada porque haveria uma rejeição uniforme pelos demais países latino-americanos.

As justificativas para agrediram países ditos ditatoriais ou antidemocráticos não se aplica às arábias. Lá, os EUA são amigos do Rei. Funciona como uma posto avançado, onde a menor ofensa aos interesses norte-americanos, os petrodólares entram em ação para assassinar adversários.

Influência da Arábia Saudita cresce com tropeço de vizinhos

Primavera Árabe dá inesperado impulso ao reino do Golfo

Por DAVID D. KIRKPATRICK

CAIRO – Os governantes da Arábia Saudita tremeram quando a Primavera Árabe eclodiu, há quatro anos. Mas, longe de prejudicar a dinastia local, o caos subsequente parece ter alçado a monarquia a um poderio inigualável.

No momento em que um novo rei assume o trono, o autoritarismo voltado para a estabilidade, adotado pelos sauditas, volta a ganhar força em países como Tunísia, Egito e Bahrein. Os militantes islâmicos que os sauditas outrora temeram estão em fuga.

O problema, dizem os analistas, é que a ascensão saudita é em grande parte um subproduto da debilidade dos Estados ao seu redor, incluindo Iraque, Egito, Síria, Iêmen, Líbia, Bahrein e Tunísia.

Os sauditas estão sustentando o Bahrein e lutando em prol do governo de Bagdá. Bilhões de dólares do reino ajudam governos amigos no Egito e na Jordânia.

Milícias financiadas por Riad lutam na Líbia, e os veículos de comunicação de propriedade saudita oferecem um apoio crucial às facções favorecidas pelo reino na Tunísia e em outros lugares.

A monarquia soma algumas vitórias, como o governo instalado pelos militares no Cairo e o governo eleito na Tunísia. Mas os esforços não resultaram em qualquer sinal de estabilização na Síria, no Iraque e na Líbia. A transição no Iêmen, apoiada pelos sauditas, desmoronou, deixando rebeldes pró-Irã no comando da capital.

Por se tratar de uma monarquia absolutista, o fato de a Arábia Saudita liderar o esforço de reformulação regional é um resultado inesperado da Primavera Árabe.

"É irônico ou anacrônico se visto de fora", especialmente para quem "acredita que a região precisa urgentemente de democracia", disse Gamal Abdel Gawad, pesquisador do Centro Al-Ahram de Estudos Estratégicos e Internacionais, instituição do Cairo financiada pelo governo egípcio.

"Os últimos quatro anos depuseram contra isso e se a região precisa sobretudo de estabilidade, gestão eficaz e recursos -e tudo isso a Arábia Saudita tem-, então faz sentido que ela desempenhe um papel de liderança".

O rei Abdullah morreu em 23 de janeiro sentindo-se reconhecido, segundo analistas e diplomatas. Robert Jordan, ex-embaixador dos EUA na Arábia Saudita, disse que, numa visita à corte real anos atrás, agradeceu o monarca "por não ter dito: ‘Eu bem que avisei’".

O rei apenas deu uma risadinha. "Porque a verdade é que ele disse ‘eu bem que avisei’ muitas vezes".

Entre as queixas do rei, segundo Jordan, estiveram a urgência do governo George W. Bush em promover a democracia, o vácuo deixado pela retirada americana do Iraque, a adesão de Obama às revoltas da Primavera Árabe e, em especial, o descumprimento das ameaças de intervenção militar contra o regime sírio.

Como na Síria, a monarquia saudita -agora liderada pelo rei Salman- manteve sob controle as tensões sectárias entre a minoria xiita e seus soberanos sunitas.

O Egito, o país árabe mais populoso, foi considerado por muito tempo como o líder dessa região. Mas, quando a revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak, em 2011, mergulhou o Egito na turbulência, a Arábia Saudita "assumiu as suas responsabilidades", segundo Abdel Gawad.

Os governantes sauditas discretamente lastimaram a subsequente eleição da Irmandade Muçulmana. Quando Abdel Fattah al-Sisi, então general e ex-adido militar na Arábia Saudita, liderou um golpe militar em 2013, o reino se tornou seu principal patrocinador, fornecendo mais de US$ 12 bilhões (R$ 30,84 bilhões).

Atualmente, a Arábia Saudita, junto com os Emirados Árabes Unidos, está empenhada em sustentar o governo de Sisi com bilhões de dólares em ajuda.

"Eles estão prontos para respaldar a economia egípcia por muito tempo, porque o custo estratégico do fracasso representaria um ônus ainda maior em caso de colapso egípcio", disse Mustafa Alani, analista do Centro de Pesquisas do Golfo.

Além do papel da Arábia Saudita no Bahrein e no Iraque, o reino acolhe os esforços americanos de treinar rebeldes sírios.

O canal Al Arabiya e outros meios de comunicação regionais cobrem de forma simpática as facções contrárias à Irmandade Muçulmana nos países da região.

E Riad fornece apoio indireto aos combatentes da facção antijihadista que luta pelo poder na Líbia, por intermédio do Egito e dos Emirados Árabes Unidos.

Na Tunísia, como observou Alani, os sauditas contribuíram financeiramente para a estabilização do governo e declararam publicamente seu "apoio moral" aos líderes que derrotaram o partido islâmico nas eleições.

A Arábia Saudita virou líder porque "foi capaz de suportar a tempestade", disse o analista. "Então, agora eles sentem que ‘sim, sobrevivemos, ótimo, mas precisamos estabilizar o entorno se quisermos sobreviver’."

Toby Jones, historiador da Universidade Rutgers, disse que é cedo demais para avaliações.

"Eles estão apoiando os mesmos personagens que os deixaram numa posição vulnerável", disse, referindo-se à Primavera Árabe, que sacudiu a região, em 2011. "Isso só faz o relógio voltar."

29/01/2015

Veja como funciona o terrorismo de estado e quem o finanCIA

Filed under: CIA,EUA,Manipulação,NSA,Terrorismo de Estado,Udo Ulfkotte — Gilmar Crestani @ 10:55 pm
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bandeira-manifestanteApesar do risco que isso implica, a toda hora aparece alguém disposto a entregar o jogo sujo dos EUA via CIA. Se o risco é grande porque alguém resolve botar a boca no trombone? Significa apenas que a sujeira é muito maior do que o cheiro que exala.

Não nenhum Estado nacional que tenha patrocinado o terrorismo mais que os EUA. Nenhum Estado ousou tanto, a ponto de invadir a autonomia de cada país para assassinar cidadãos que eles, e apenas eles, reputam perigosos. Isto que a CIA recruta e se alia exatamente com os sujeitos mais perigosos de cada país.

Os espiões e executores da política de terror praticada pelos EUA não se vestem como Humphrey Bogart. Alguns se parecem mais com Álvaro Dias, William Waack ou Fernando Francischini. São cidadãos com legião de obcecados capachos. Basta balançar um nota em dólar que uma manada abana o rabo e fica de quatro.

Felizmente, vez que outra parecem Julian Assange, Bradley Manning, Edward Snowden ou Udo Ulfkotte para entregar o verdadeiro terrorismo de estado praticado pelos EUA.

E alguém acha que não há coincidência no fato de que todos os países com revoluções são também grandes produtores de petróleo. Com exceção da Arábia Saudita, ditadura parceira dos EUA no terrorismo de Estado, os demais estados têm sofrido com movimentos de desestabilização. Da Líbia, passando pelo Egito, Síria, Ucrânia ou Venezuela, em todos há o dedo sujo dos EUA e seus serviços sujos nada secretos.

Jornalista alemão expõe campanha contra a Rússia na imprensa ocidental

qui, 29/01/2015 – 17:08

Sugerido por Assis Ribeiro

Do Contexto Livre

Jornalista alemão: "Mentimos para convencer da necessidade de guerra contra Rússia"

O jornalista e ex-assessor do Governo Federal da Alemanha, Udo Ulfkotte revelou seu envolvimento no chamado "jornalismo negro", confessando que teve que mentir repetidamente. O destacado jornalista expõe a campanha anti-russa na imprensa ocidental.

"Ele mentiu, traiu, recebendo propina e escondendo a verdade do público", diz o jornalista em seu livro "Gekaufte Journalisten" ("Os jornalistas comprados"), enfatizando que "o que eu estava fazendo não era jornalismo, mas propaganda". Para Ulfkotte, o auge da campanha anti-russa na imprensa ocidental, começou há um ano, sob a liderança da CIA, conforme registrado pelo portal Sputnikbig. Em sua opinião, a cobertura da mídia ocidental dos eventos na Ucrânia é um exemplo claro de manipulação da opinião pública. "É nojento!", Diz Udo.

"Se observarmos de fora o trabalho das redações dos principais meios de comunicação, como ‘Frankfurter Rundschau’, ‘Der Spiegel’, dá a sensação de que os editores e jornalistas são insensíveis ao som com capacetes virtuais repetido incessantemente "A guerra contra a Rússia! A guerra contra a Rússia!". Ulfkotte não tem nenhuma dúvida de que, sob a orientação dos serviços especiais o "Der Spiegel" publicou que o Boeing malaio foi abatido sobre a Ucrânia por um míssil russo sem apresentar qualquer prova. Lembrem-se de que esta desinformação era um pretexto para a imposição de sanções ocidentais contra a Rússia, que de fato, "era uma declaração de guerra econômica em grande escala, que depois foi suplementado com preços artificialmente baixos do petróleo e uma depreciação orquestrada do rublo". O principal objetivo do livro é a explicação para o fato de que "os jornalistas mentiram para seus leitores para convencê-los da necessidade de guerra contra a Rússia." Udo diz estar farto desse nível de manipulação que próprio de "república das bananas". O jornalista denunica que todas as notícias de televisão e os principais jornais e revistas que fomentam a opinião no Ocidente, estão sendo manipulados e distorcidos pelos Estados Unidos.

http://www.contextolivre.com.br/2015/01/jornalista-alemao-mentimos-para…. http://actualidad.rt.com/actualidad/164542-periodista-aleman-ulfkotte-me…

Jornalista alemão expõe campanha contra a Rússia na imprensa ocidental | GGN

27/01/2015

Je suis Jeffrey Sterling

TioSangueÉ inacreditável, mas apesar de todas as evidências, os EUA continuam acusando seus adversários políticos de fazerem exatamente o que só ele faz.  E tudo em função da necessidade da energia que move a economia norte-americana, o petróleo.

Nenhum outro país praticou tanto terrorismo que os EUA. No entanto, posa de moralista fazendo acusações a torto e a direito contra todos que não se lhe ajoelham. O Brasil se dobrou tanto no tempo de FHC a ponto de nossos diplomatas terem de tirar os sapatos para entrarem nos EUA. Os vira-latas adoram, os capachos, idem. Mas quem tem espinha dorsal não se dobra como moluscos.

É o caso do Irã. Os persas tem uma história de milênios. Depois que foram derrotados pelos gregos, os persas ficaram no seu reduto. Não há uma única invasão atribuída ao Irã. E não custa lembrar que os EUA treinaram e deram armas ao Iraque de Saddam Hussein para fazer a famigerada guerra Irã-Iraque.

Agora surge mais esta informação. A de que os EUA estavam se imiscuindo nos assuntos internos do Irã, para detonar seus conhecimentos na área da energia atômica. Taí, ó, a causa de tanto ódio ao Irã. Para assassinar o ex-parceiro, Saddam Hussein, os EUA, em parceria com a velha mídia, inventaram a tal da existência de armas de destruição em massa. Para detonar com o Irã, inventaram o uso do conhecimento nuclear para fabricar bomba atômica. Agora vem a tona mais um caso em que cidadãos norte-americanos, enojados com uma política belicista e terrorista contra países detentores de muito petróleo, denunciam as manipulações.

Estou lendo Guerras Sujas, em que o especialista em espionagem norte-americana, Jeremy Scahill. Lá pelas página tantas há a seguinte informação: ““A história das operações secretas nas décadas de 1950 a 1970 não foi feliz”, disse Clarke aos legisladores. A CIA orquestrou a deposição de governos populistas na América Latina e no Oriente Médio, apoiou esquadrões da morte em toda a América Central, instrumentalizou o assassinato do líder rebelde Patrice Lumumba no Congo e fomentou a ação de juntas militares e ditaduras. O dilúvio de assassinatos ficou tão fora de controle que em 1976 um presidente republicano, Gerald Ford, precisou editar a Ordem Executiva 11905 que proibia explicitamente os Estados Unidos de levar a termo “assassinatos políticos”.7

Esse é o país que quer ensinar bons modos aos muçulmanos, para quem nossos vira-latas ficam prostrados como muçulmanos virados pra Meca apenas para que o traseiro esteja na posição que dá mais prazer os EUA.

Jeffrey Sterling se soma a outras figuras que exemplificam a liberdade de expressão made in USA, como Bradley Manning, Julian Assange, Edward Snowden.

 

Júri americano condena ex-agente da CIA

Para jurados, Sterling forneceu a jornalista dados sobre missão secreta no Irã

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS, na Folha de 27/01/2015

Um ex-agente da CIA (agência de inteligência dos EUA) foi condenado nesta segunda-feira (26) acusado de fornecer detalhes secretos de uma operação dos EUA para frustrar as ambições nucleares do Irã a um repórter do jornal "The New York Times".

Os jurados de um tribunal federal decidiram, no terceiro dia de deliberações, que Jeffrey Sterling, 47, é culpado de todas as nove acusações de que foi alvo.

No início do dia, os jurados haviam dito ao juiz que não poderiam chegar a um veredito unânime. Ao fim do dia, porém, após o juiz instá-los a continuar a analisar o caso, eles entregarem o veredito de que Sterling era culpado.

No julgamento, que durou duas semanas, o ex-agente da agência americana estava sendo acusado de ter fornecido ao jornalista James Risen detalhes sobre a missão secreta que o governo dos EUA realizava para minar o programa nuclear iraniano.

A ex-secretária de Estado Condoleezza Rice chegou a dizer que a missão era um dos segredos mais bem guardados do governo americano.

O julgamento vinha sendo adiado havia anos, e os procuradores vinham pressionando o jornalista para que divulgasse suas fontes.

Em janeiro do ano passado, Risen recorreu à Suprema Corte dos Estados Unidos contra uma ordem que o obrigava a revelar a fonte utilizada no livro que escreveu e no qual revelava segredos da agência de inteligência.

LIVRO

Em 2006, Risen publicou o livro "Estado de Guerra", no qual relata a tentativa da CIA de conseguir que um ex-cientista russo transmitisse ao Irã projetos nucleares com falhas para prejudicar o seu programa atômico, fazendo com que ele nunca chegasse a termo.

O jornalista acabou sendo intimado a depor contra o ex-oficial da CIA.

Na apelação à Suprema Corte, os advogados de Risen afirmaram que revelar a fonte de informação vai contra a liberdade de imprensa na investigação de supostas condutas irregulares do governo.

Risen acabou não sendo obrigado a depor quando ficou claro para os promotores que ele não revelaria suas fontes mesmo se acabasse preso por desacato.

A promotoria havia reconhecido que não havia provas diretas contra Sterling, mas disse que as provas circunstanciais contra ele eram esmagadoras.

Em seu livro, Risen descreve a missão da CIA como "irremediavelmente mal feita".

Ele afirmou ainda que os dados que seriam fornecidos ao Irã pelo cientista russo poderiam acabar sendo úteis caso os iranianos conseguissem separar as informações corretas das falsas.

A defesa de Sterling diz que é mais fácil que o jornalista tenha obtido informações sobre a missão com algum congressista.

21/01/2015

A “primavera árabe” deu frutos: o petróleo baixou

Santayana produz uma Aula Magna sobre a Primavera Árabe

primavera arabe1Ao se apoderar do poder nos maiores produtores de petróleo, o Ocidente conseguiu baixar o principal insumo da economia, os combustíveis. O assassinato de alguns dos ex-parceiros dos EUA, como Muammar Kadafi, Saddam Hussein, Bin Laden, e derrubadas de governos em outros lugares como  Ucrânia explicaram a forma como o Ocidente exporta cultura e tolerância aos muçulmanos.

Santayana e os espinhos sangrentos da “primavera árabe”

20 de janeiro de 2015 | 13:25 Autor: Fernando Brito

É longo como uma aula.

E é cheio de conteúdo como seria uma aula magnífica.

Poucas vezes pôde-se ler, em português, uma análise mais lúcida do que está acontecendo no planeta, nesta  “guerra ao terror” que, afinal, transformou o terror em algo quase onipresente no cenário mundial.

Mas o terror e os protestos contra o terror, como quase tudo neste mundo desigual não é igual entre os homens.

E como quase tudo neste planeta, é criado e manipulado.

Tomo emprestada, portanto, a grande lição de Santayana e a transmito aos leitores, num período em que minha situação pessoal não me tem permitido escrever com regularidade.

O terror, o Ocidente e a semeadura do caos

Há alguns dias, terroristas franceses, ligados, aparentemente, à Al Qaeda, atacaram a redação do jornal satírico parisiense Charlie Hebdo, em represália pela publicação de caricaturas sobre o profeta Maomé.

Doze pessoas foram assassinadas, entre elas alguns dos mais famosos cartunistas e intelectuais do país, e dois cidadãos de origem árabe, um deles, estrangeiro, que trabalhava há pouco tempo na publicação, e um membro das forças de segurança que estava nas imediações.

Logo em seguida, houve, também, outro ataque, a um supermercado kosher na periferia de Paris, em que 4 judeus franceses e estrangeiros morreram.

Dias depois, milhões de pessoas, e personalidades de vários países do mundo, se reuniram nas ruas da capital francesa, para protestar contra o atentado, e se manifestar contra o terrorismo e pela liberdade de expressão.

Na mesma primeira quinzena de janeiro, explodiram carros-bomba, e homens-bomba, também ligados a grupos radicais islâmicos, no Líbano (Beirute), na Síria (Aleppo), na Líbia (Benghazi), e no Iraque (Al-Anbar), com dezenas de mortos, em sua maioria civis.

Mas, como sempre, não seria normal esperar que algum destes fatos tivesse a mesma repercussão do atentado em Paris, capital de um país europeu, ou que a alguém ocorresse produzir cartazes e neles escrever Je suis Ahmed, ou Je suis Ali, ou Je suis Malak, Malak Zahwe, a garota brasileira, paranaense, de 17 anos, que morreu na explosão de um carro-bomba, junto com mais 4 pessoas (20 ficaram feridas), no dia 2 de janeiro, em Beirute.

No entanto, os homens, mulheres e crianças, mortos, todos os dias, no Oriente Médio e no Norte da África, são tão frágeis e preciosos, em sua fugaz condição humana, quanto os que morreram na França, e vítimas dos mesmos criminosos, criados pela onda de radicalização e rápida expansão do fundamentalismo islâmico, nos últimos anos.

Raivosas, autoritárias, intempestivas, numerosas vozes se alçaram, em vários países, incluído o Brasil, para gritar – em raciocínio tão ignorante quanto irascível – que o terrorismo não tem que ser “compreendido” e, sim, “combatido”.

Os filósofos e estrategistas chineses ensinam, há séculos, que sem conhecê-los, não é possível vencer os eventuais adversários, nem mudar o mundo.

Além disso, não podemos, por aqui, por mais que muitos queiram emular os países “ocidentais”, em seu ardoroso “norte-americanismo” e “eurocentrismo”, esquecer que existem diferenças históricas, e de política externa, entre o Brasil, os EUA, e países da OTAN como a França.

Podemos dizer que Somos Charlie, porque defendemos a liberdade e a democracia, e não aceitamos que alguém morra por fazer uma caricatura, do mesmo jeito que não podemos aceitar que uma criança pereça bombardeada pela OTAN no Afeganistão ou na Líbia, ou porque estava de passagem, no momento em que explodiu um carro-bomba, por um posto de controle em Aleppo, na Síria.

Mas é preciso lembrar que, ao contrário da França, nunca colonizamos países árabes e africanos, não temos o costume de fazer charges sobre deuses alheios em nossos jornais, não jogamos bombas sobre países como a Líbia, não temos bases militares fora do nosso território, não colaboramos com os EUA em sua política de expansão e manutenção de uma certa “ordem” ocidental e imperial, e, talvez, por isso mesmo – graças a sábia e responsável política de Estado, que inclui o princípio constitucional de não intervenção em assuntos de outros países – não sejamos atacados por terroristas em nosso território.

As raízes dos atentados de Paris, e do mergulho do Oriente Médio na maior, e, com certeza, mais profunda tragédia de sua história, não está no Al Corão ou nas charges contra o Profeta Maomé, embora estas últimas possam ter servido de pretexto para ataques como o que ocorreu em Paris.

Elas começaram a se tornar mais fortes, nos últimos anos, quando o “ocidente”, mais especificamente alguns países da Europa e os EUA, tomaram a iniciativa de apoiar e insuflar, usando também as redes sociais, o “conto do vigário” da Primavera Árabe em diversos países, com a intenção de derrubar regimes nacionalistas que, com todos os seus defeitos, tinham conquistado certo grau de paz, desenvolvimento e estabilidade para seus países nas últimas décadas.

Inicialmente promovida, em 2011, como “libertária”, “revolucionária”, a Primavera Árabe iria, no curto espaço de três anos, desestabilizar totalmente a região, provocar massacres, guerras civis, golpes de Estado, e alcançar, por meio da intervenção militar direta e indireta da OTAN e dos EUA em vários países, a meta de tirar do poder, a qualquer custo, regimes que lutavam para manter um mínimo de independência e soberania em suas relações com os países mais ricos.

Quando os EUA, com suas “primaveras” – que não dão flores, mas são fecundas em crimes e cadáveres – não conseguem colocar no poder um governo alinhado com seus interesses, como na Ucrânia e no Egito, jogam irmão contra irmão e equipam com armas, explosivos, munições, terroristas, bandidos e assassinos para derrubar quem estiver no comando do país.

O objetivo é destruir a unidade nacional, a identidade local, o Estado e as instituições, para que essas nações não possam, pelo menos durante longo período, voltar a organizar-se, a ponto de tentar desafiar, mesmo que em pequena escala, os interesses norte-americanos.

Foi assim que ocorreu com a intervenção dos EUA e de aliados europeus como a Itália e a França – contra a recomendação de Brasil, Rússia, Índia e China, no Conselho de Segurança da ONU – no Iraque, na Líbia e na Síria.

Durante décadas, esses países – com quem o Brasil tinha, desde os anos 1970, boas relações – viveram sob relativa estabilidade, com a economia funcionando, crianças indo para a escola, e diferentes etnias, religiões e culturas, dividindo, com eventuais disputas, o mesmo território.

Estradas, rodovias, sistemas de irrigação, foram construídos – também com a ajuda de técnicos, operários e engenheiros brasileiros – com os recursos do petróleo, e países como o Iraque chegavam a importar automóveis, como no caso de milhares de Volkswagens Passat fabricados no Brasil, para vender aos seus cidadãos de forma subsidiada.

Na Líbia de Muammar Kadafi, segundo o próprio World Factbook da CIA, 95% da população era alfabetizada, a expectativa de vida chegava, para os homens, segundo dados da ONU, a 73 anos, e a renda per capita e o IDH estavam entre os maiores do Terceiro Mundo, mas esses dados nunca foram divulgados normalmente pela imprensa “ocidental”.

Pode-se perguntar a milhares de brasileiros que estiveram no Iraque, que hoje têm entre 50 e 70 anos de idade, se, naquela época, sunitas e xiitas se matavam aos tiros pelas ruas, bombas explodiam em Basra e Bagdá todos os dias, como explodem hoje, a qualquer momento, também em Trípoli ou Damasco, ou milhares de órfãos tentavam atravessar montanhas e rios sozinhos, pisando nos restos de outras crianças, mortas em conflitos incentivados por “potências” estrangeiras, ou tentavam sobreviver caçando, a pedradas, ratos por entre escombros das casas e hospitais em que nasceram.

São, curdos, xiitas, sunitas, drusos, armênios, cristãos maronitas, inimigos?

Antes, trabalhavam nos mesmos escritórios, viviam nas mesmas ruas, seus filhos frequentavam as mesmas salas de aula, mesmo que eles não tivessem escolhido, no início, viver como vizinhos.

Assim como no caso de hutus e tutsis em Ruanda, e em inúmeras ex-colônias asiáticas e africanas, as fronteiras dos países do Oriente Médio foram desenhadas, na ponta do lápis, ao sabor da vontade do Ocidente, quando da partilha do continente africano por europeus, obedecendo não apenas ao resultado de Conferências como a de Berlim, em 1884, mas também à máxima de que sempre se deve “dividir para comandar”, mantendo, de preferência, etnias de religiões e idiomas diferentes dentro de um mesmo território ocupado pelo colonizador.

Eram Saddam Hussein e Muammar Kadafi, ditadores? É Bashar Al Assad, um déspota sanguinário?

Quando eles estavam no poder, não havia atentados terroristas em seus países.

E qual é a diferença deles e de seus regimes, para os líderes e regimes fundamentalistas islâmicos comandados por xeques e emires, na mesma região, em que as mulheres – ao contrário dos governos seculares de Saddam, Kadafi e Assad – são obrigadas a usar a burka, não podem sair de casa sem a companhia do irmão ou do marido, se arriscam a ser apedrejadas até a morte ou chicoteadas em caso de adultério, e não há eleições, a não ser o fato de que esses regimes são dóceis aliados do “ocidente” e dos EUA?

Se os líderes ocidentais viam Kadafi como inimigo, bandido, estuprador e assassino, por que ele recebeu a visita do primeiro-ministro britânico Tony Blair, em 2004; do Presidente francês Nicolas Sarkozy – a quem, ao que tudo indica, emprestou 50 milhões de euros para sua campanha de reeleição – em 2007; da Secretária de Estado dos EUA, Condoleeza Rice, em 2008; e do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi em 2009?

Por que, apenas dois anos depois, em março de 2011 – depois de Kadafi anunciar sua intenção de nacionalizar as companhias estrangeiras de petróleo que operavam, ou estavam se preparando para entrar na Líbia (Shell, ConocoPhillips, ExxonMobil, Marathon Oil Corporation, Hess Company) esses mesmos países e os EUA, atacaram, com a desculpa de criar uma Zona de Exclusão Aérea sobre o país, com 110 mísseis de cruzeiro, apenas nas primeiras horas, Trípoli, a capital líbia, e instalações do governo, e armaram milhares de bandidos – praticamente qualquer um que declarasse ser adversário de Kadafi – para que o derrubassem, o capturassem e finalmente o espancassem, a murros e pontapés, até a morte?

Ora, são esses mesmos bandidos, que, depois de transformar, com armas e veículos fornecidos por estrangeiros, a Líbia em terra de ninguém, invadiram o Iraque e, agora, a Síria, e se uniram para formar o Estado Islâmico, que pretende erigir uma grande nação terrorista juntando o território desses três países, não por acaso os que foram mais devastados e destruídos pela política de intervenção do “ocidente” na região, nos últimos anos.

Foram os EUA e a Europa que geraram e engordaram a cobra que ameaça agora devorar a metade do Oriente Médio, e seus filhotes, que também armam rápidos botes no velho continente. Serpentes que, por incompetência e imprevisibilidade, depois da intervenção na Líbia, a OTAN e os EUA não conseguiram manter sob controle.

Os Estados Unidos podem, pelo arbítrio da força a eles concedida por suas armas e as de aliados – quando não são impedidos pelos BRICS ou pela comunidade internacional – se empenhar em destruir e inviabilizar pequenas nações – que ainda há menos de cem anos lutavam desesperadamente por sua independência – para tentar estabelecer seu controle sobre elas, seu povo e seus recursos, objetivo que, mesmo assim, nunca conseguiram alcançar militarmente.

Mas não podem cometer esses crimes e esses equívocos, diplomáticos e de inteligência, e dizer, cinicamente, que o fizeram em nome da defesa da Liberdade e da Democracia.

Assim como não deveriam armar bandidos sanguinários e assassinos para combater governos que querem derrubar, e depois dizer que são contra o terrorismo que eles mesmos ajudaram a fomentar, quando esses mesmos terroristas, além de explodir bombas e matar pessoas em Bagdá, Damasco ou Trípoli, todos os dias, passam a fazer o mesmo nas ruas das cidades da Europa ou dos próprios Estados Unidos.

O “terrorismo” islâmico não nasceu agora.

Mas antes da balela mortífera da Primavera Árabe, e da Guerra do Iraque, que levou à destruição do país, com a mentirosa desculpa da posse, por Saddam Hussein, de armas de destruição em massa que nunca foram encontradas – tão falsa quanto o pretexto do envolvimento de Bagdá no ataque às Torres Gêmeas, executado por cidadãos sauditas, e não líbios, sírios ou iraquianos – não havia bandos armados à solta, sequestrando, matando e explodindo bombas nesses 3 países.

Hoje, como resultado da desastrada e criminosa intervenção ocidental, o terror do Estado Islâmico, o ISIS, controla boa parte dos territórios e da sofrida população síria, iraquiana e líbia, e, a partir deles, está unindo suas conquistas em torno da construção de uma nação maior, mais poderosa, e extremamente mais radical do ponto de vista da violência e do fundamentalismo, do que qualquer um desses países jamais o foi no passado.

O ataque terrorista à redação e instalações do semanário francês Charlie Hebdo, e do Mercado Kosher, em Vincennes, Paris, foram crimes brutais e estúpidos.

Mas não menos brutais, e estúpidos, do que os atentados cometidos, todos os dias, contra civis inocentes, entre muitos outros lugares, como a Síria, o Iraque, a Líbia, o Afeganistão.

Quem quiser encontrar as sementes do caos que também atingiram, em forma de balas, os corpos dos mortos do Charlie Hebdo poderá procurá-las no racismo de um continente que acostumou-se a pensar que é o centro do mundo, e que discrimina, persegue e despreza, historicamente, o estrangeiro, seja ele árabe, africano ou latino-americano; e no fundamentalismo branco, cristão e rançoso da direita e da extrema direita norte-americanas, cujos membros acreditam piamente que o Deus vingador da Bíblia deu à “América” do Norte o “Destino Manifesto” de dirigir o mundo.

Em nome dessa ilusão, contaminada pela vaidade e a loucura, países que se opuserem a isso, e milhões de seres humanos, devem ser destruídos, mesmo que não haja nada para colocar em seu lugar, a não ser mais caos e mais violência, em uma espiral de destruição e de morte, que ameaça a sobrevivência da própria espécie e explode em ódio, estupidez e sangue, como agora, em Paris, neste começo de ano.

Santayana e os espinhos sangrentos da “primavera árabe” | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

16/01/2015

Obama agora libera turismo em Cuba, até ontem ilha terrorista…

Cuba01Como o conceito de democracia, ditadura e terrorista flutua ao sabor da conveniência.

Até ontem os EUA vendiam ao mundo a ideia de Cuba era uma Ilha que abrigava e praticava o terrorismo. E ele não estava se referindo a Guantánamo…  A direita Miami, se já estava obcecada com as cores vermelhas espalhadas pelo Brasil, deve estar atônita com o afundamento do último ponto de apoio de suas teorias subservientes aos EUA.

De repente, não mais que de repente, tudo vira de cabeça para baixo. E assim o principal plano de governo de uma direita desmiolada é jogado no lixo.

Será que o Obama consultou nossos vira-latas, como aquela mula da Veja que tinha fetiche na cor vermelha, Rodrigo Constantino, que disse que o vermelho no logo da FIFA na copa de 2014 era uma forma de infiltração comunista no Brasil.

Pois vamos comemorar estas duas boas notícias: o término do bloqueio econômico de Cuba e a falência da estrebaria Abril, que abriga a Veja…

Governo americano relaxa restrições para turismo e comércio com Cuba

Necessidade de autorização prévia para viagem acaba; uso de cartões por turistas é liberado

Medidas são primeiros passos concretos após o histórico anúncio de reaproximação entre os dois antigos inimigos

RAUL JUSTE LORESDE WASHINGTON

As restrições para viagens de americanos a Cuba, além de outras relacionadas a comércio e transações financeiras, serão relaxadas a partir desta sexta (16).

Os Departamentos [ministérios] do Tesouro e do Comércio americano publicaram as mudanças das regras que, na prática, driblam parte do embargo a Cuba em vigor desde 1962 e que só poderia ser terminado com aprovação do Congresso.

A partir de agora, os americanos poderão viajar a Cuba sem pedir uma licença prévia especial ao governo.

Embora estejam sendo mantidas as 12 categorias em que viagens são permitidas –como intercâmbio cultural, "apoio ao povo cubano", "razões humanitárias" ou atividades esportivas–, a falta de necessidade de pedido prévio significa que o turismo será praticamente liberado.

Turistas poderão usar cartões de crédito americanos na ilha e trazer até US$ 400 em produtos, incluídos US$ 100 em álcool e charutos.

Além disso, limites de gastos por dia deixam de vigorar. Companhias aéreas e agentes de viagens não precisarão de licença especial para operar na ilha.

Até agora, turistas americanos tinham que levar maços de dólares na bagagem para todos os seus gastos.

As remessas em dinheiro que americanos podem enviar a Cuba tiveram seu valor elevado, dos atuais US$ 500 por trimestre para US$ 2.000.

Como o embargo oficialmente continua, investimentos diretos e comércio entre os dois países ainda são proibidos, com exceções para equipamentos agrícolas, alguns alimentos e agora operações bancárias e telecomunicações (com o objetivo de melhorar a estrutura de internet no país).

"Essas mudanças terão um impacto direto e positivo na vida do povo cubano", declarou o secretário do Tesouro americano, Jacob Lew.

Em dezembro, o presidente americano Barack Obama e o ditador cubano Raúl Castro anunciaram que reabririam suas embaixadas em Havana e em Washington, na maior mudança da política bilateral em mais de 50 anos.

Na quarta-feira (21), a subsecretária do Departamento de Estado para o Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson, irá a Havana para discussões com o governo cubano.

APOIO NOS EUA

O embargo americano foi decretado pouco depois da Revolução Cubana (1959), quando mais de US$ 1 bilhão em propriedades americanas foram expropriados pelo regime castrista.

As relações diplomáticas entre os dois vizinhos foram reatadas depois de uma troca de prisioneiros e da libertação cubana de 53 presos políticos.

Em 2012, 98 mil americanos sem laços familiares com Cuba visitaram a ilha, depois de um relaxamento das restrições feito por Obama.

Esse número não conta os cerca de 500 mil cubanos-americanos que visitam a ilha anualmente, com permissão do governo americano.

Pesquisas divulgadas no ano passado indicavam que mais de 60% dos americanos defendiam relações diplomáticas com Cuba. Poucos políticos americanos, quase todos cubanos-americanos da Flórida e de Nova York, criticaram Obama por "fazer o jogo dos irmãos Castro".

Como funciona a liberdade de expre$$ão sob tutela dos EUA

Muro que separa as democracias do México x EUA: liberdade?!

muroA parceria dos EUA com o México não se resume à ALCA. México também serve de puteiro, de mão de obra barata, de fornecedor ao maior mercado consumidor de cocaína. Ontem saiu a notícia de que o multimilionário, que, com Peña Nieto, se apropriou do Estado mexicano, comprou ações do NYT. Uma mão lava a outras; as duas, a droga. Tudo com a devida cobertura dos grupos mafiomidiáticos unidos para acobertarem ou mostrarem tudo o que é permitido por quem a finanCIA.

Tudo o que os EUA queriam e FHC estava prestes a entregar, conseguiram no México. Na mais atual do que a velha frase do Porfirio Díaz: “Pobre México, tão longe de Deus, tão perto dos EUA”….  Não se trata apenas do muro construído para separar dos dois países, mas os túneis diplomáticos para garantir a subserviência. Apesar de que não consta, ao contrário dos diplomatas de FHC, da exigência de os diplomatas mexicanos terem de tirar os sapatos para entrar nos EUA.

Agora a Agência Pública, parceira do WikiLeaks, revela mais esta bomba, mas que só é bomba pelo fato de os velhos grupos de mídia tentarem esconder. É inacreditável, mas nada que a CIA não autorize sai nas páginas dos a$$oCIAdos do Instituto Millenium.

Não é inacreditável que a velha mídia tenha abraçado o “je suis Charlie”, mas faça um silêncio constrangedor em relação aos massacres perpetrados pelos EUA ou pelos Estados que estão sob sua tutela?!

Governo mexicano participou do ataque contra estudantes de Ayotzinapa

por Anabel Hernandez, Steve Fisher | 15 de janeiro de 2015

Baseada em documentos e depoimentos, investigação jornalística desmente versão oficial sobre o massacre no México e compromete o Exército e a Polícia Federal nas ações que levaram à morte de três estudantes e ao desaparecimento de 43 jovens

*Especial para Agência Pública

O governo do presidente mexicano Enrique Peña Nieto participou do ataque aos estudantes da escola normal rural de Ayotzinapa na noite de 26 de setembro em Iguala, no Departamento de Guerrero, que resultou em três mortos e 43 desaparecidos. Testemunhos, vídeos, relatórios inéditos e declarações judiciais que constam dos procedimentos da Procuradoria Geral de Justiça de Guerrero mostram que a Polícia Federal (PF) participou diretamente dos fatos.

 

Peña Nieto: administração envolvida em massacre de estudantes no México. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

A versão oficial do governo mexicano é de que o prefeito de Iguala, José Luis Abarca (PRD), supostamente ligado à quadrilha Guerreros Unidos, havia ordenado o ataque para evitar que os estudantes atrapalhassem um evento eleitoral de sua mulher, María de los Ángeles Pineda Villa, no centro da cidade. As polícias municipais das localidades de Iguala e Cocula teriam atacado e capturado os estudantes, depois massacrados e queimados pela quadrilha Guerreros Unidos sem que o Exército e a Polícia Federal tivessem conhecimento dos fatos.

Mas a investigação realizada para esta reportagem, com apoio do Programa de Jornalismo Investigativo da Universidade de Berkeley, Califórnia, revelou uma história bem diferente. Além da Polícia Federal, também o Exército mexicano participou do ataque.

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Um relatório inédito do governo de Guerrero, concluído em outubro e entregue pouco depois à administração de Peña Nieto, prova que os estudantes foram monitorados pelos governos estadual, municipal e federal no dia 26 de setembro, desde que saíram da escola, através do Centro de Control, Comando, Comunicaciones y Cómputo (C4), que reúne os três níveis de governo.

Às 17h59 o C4 de Chilpancingo informou que os normalistas estavam saindo de Ayotzinapa em direção a Iguala. Às 20 horas a PF e a polícia estadual chegaram à estrada Chilpancingo-Iguala onde os estudantes tinham feito uma arrecadação de doações. Às 21h22 o chefe da base da PF, Luis Antonio Dorantes, foi informado – pessoalmente e através do C4 – de que os estudantes tinham entrado na estação do ônibus; às 21:40 o C4 de Iguala reportou o primeiro tiroteio aos três níveis de governo.

De acordo com o relatório de investigação preliminar dos fatos, a Fiscalía General de Guerrero havia ordenado desde 28 de setembro que a PF informasse “com urgência” se seus integrantes participaram ativamente dos fatos ocorridos em 26 de setembro (entre as 20 horas e o dia seguinte), e, em caso positivo, quantos policiais estavam envolvidos. Também pediu o registro de entrada e saída de pessoal da base de operações da PF, localizada a cinco minutos do lugar do ataque, o número de patrulhas, e o registro do armamento usado entre 24 a 28 de setembro. De acordo com o relatório da investigação prévia (HID/SC/02/0993/2014) a PF nunca entregou a documentação exigida.

Entre os documentos reunidos por essa investigação estão 12 vídeos gravados nos celulares pelos estudantes durante o ataque. Em um deles, a presença da PF está claramente identificada. “Os policiais já estão indo, vão ficar os federais que vão querer nos provocar”, diz em uma das gravações um estudante, no momento em que seu companheiro Aldo Gutiérrez Solano acabava de levar um tiro na cabeça e jazia na rua em uma poça de sangue. Aldo ainda está em coma.

Entre os documentos reunidos por essa investigação estão 12 vídeos gravados nos celulares pelos estudantes durante o ataque. Em um deles, a presença da PF está claramente identificada

Por causa da pressão política, o governo de Guerrero se afastou das investigações em 4 de outubro, que passaram ao controle do governo federal, quando se ocultou a participação da PF e do Exército no ataque. Testemunhos foram manipulados para contribuir com a versão oficial dos fatos. Documentos da Procuraduría General de la República (PGR), obtidos pela reportagem, revelam que pelo menos seis dos supostos integrantes de Guerreros Unidos que testemunharam contra Abarca, policiais de Iguala e Cocula, foram detidos ilegalmente, espancados ou torturados antes de depor. Dois deles são Raúl Núnez Salgado, suposto operador financeiro da organização criminosa, e Sidronio Casarrubias, tido como líder.

A Equipe Argentina de Antropologia Forense, reconhecida mundialmente por sua experiência na localização de corpos dos desaparecidos da ditadura militar na Argentina, informou no dia 7 de dezembro ter identificado um corpo entregue pela PGR como sendo do estudante Alexander Mora. Um dentre os 43 desaparecidos. Mas a Equipe Argentina assinalou que a versão da PF – de que os restos mortais foram encontrados em um rio – não poderia ser verificada porque os técnicos forenses não estavam presentes durante a descoberta do corpo e não puderam analisar a área.

O governo os vigiava

Do relatório elaborado pelo governo de Guerrero sobre o ataque aos estudantes consta a ficha informativa número 02370, assinada pelo coordenador de operações da Região Norte da Secretaría de Seguridad Pública y Protección Civil de Guerrero, José Adame Bautista, com data de 26 de setembro. Ali se afirma que às 17h59 “o C4 Chilpancingo informou a saída de dois ônibus da viação Estrella de Oro, com os números 1568 e 1531, levando estudantes da escola rural Ayotzinapa em direção à cidade de Iguala…”.

Isso significa que os governos estadual e federal – além do municipal – estavam monitorando os estudantes antes do ataque, já que os três níveis de governo estão presentes no C4 de Chilpancingo e Iguala. Em 2013 houve várias reuniões públicas entre o governador Angel Aguirre e o Secretário de Governo Miguel Angel Osorio Chong reforçando essa cooperação.

Em seu relatório, Adame Bautista escreve que os dois ônibus chegaram às 20 horas à cabine 3 do pedágio de Iguala. Em uma ação coordenada, a polícia estadual, com quatro elementos, e a PF com cinco elementos e três patrulhas sob o comando do oficial Victor Colmenares Campos, “monitoraram” as atividades dos estudantes.

“A Polícia Estadual se fez presente no local, mantendo-se à distância dos jovens, que minutos depois decidiram se retirar do lugar sem que se registrasse nenhum incidente ou confronto”, relata o citado documento do governo de Guerrero.

Segundo depoimentos judiciais da investigação preliminar HID/SC/02/0993/2014 e outras testemunhas, Abarca e a esposa saíram da praça central de Iguala às 20h45 e foram jantar com oito membros da família em um restaurante modesto a 15 minutos do centro de Iguala. Quando os estudantes chegaram na estação central eram 9 da noite – e portanto a presença deles não afetaria o evento político, como alega a PGR justificando sua versão dos fatos.

A dona do restaurante, a senhora Lili, confirmou que a família saiu às 22h30 em absoluta tranquilidade junto com as respectivas escoltas e um motorista.

O prefeito de Iguala e sua mulher, irmã de narcotraficantes que atuam em Guerrero desde 2000, foram apontados pelo governo estadual e pela PGR como os principais responsáveis pelo ataque e desaparecimento dos estudantes e detidos no dia 4 de novembro em seu esconderijo na cidade do México. Abarca permanece preso, mas a PGR ainda não conseguiu uma ordem de prisão contra sua esposa.

Os estudantes

Omar García, líder do Comité de Orientación Política e Ideológica (COPI) da escola normal de Ayotzinapa explicou que este ano sua escola tinha se encarregado de conseguir 20 ônibus para que as escolas normais rurais fossem à tradicional marcha de 2 de outubro que rememora o massacre estudantil de 1968. Antes de ir a Iguala já tinham “capturado” oito ônibus e estavam em busca de mais no dia do massacre. Ao contrário da versão da PGR, afirmou que os estudantes nunca tiveram a intenção de protestar contra o prefeito e sua esposa.

A história da escola normal está marcada pela trajetória do guerrilheiro Lucio Cabañas, que estudou ali e na década de 1960 chefiou o grupo armado Partido de los Pobres em Guerrero. Seu movimento foi perseguido ferozmente pelo governo, particularmente pelo Exército na chamada “guerra suja”, quando ocorreram desaparecimentos e execuções. Desde então a escola é relacionada com a guerrilha e seus estudantes sofrem ataques e abusos de autoridade.

O ataque de 26 de setembro não foi apenas contra os estudantes mas contra a estrutura política e ideológica da escola. Um dos estudantes desaparecidos fazia parte do Comité Lucha Estudiantil (CLE), o órgão máximo de governo da escola normal, e 10 eram “ativistas políticos em formação” do COPI, segundo Omar García.

O ataque de 26 de setembro não foi apenas contra os estudantes mas contra a estrutura política e ideológica da escola

Garcia conta que os estudantes pegaram cinco ônibus. Dois foram em direção ao Periférico Sul e os outros três erraram o caminho. Testemunhas afirmam que por volta das 22 horas viram três ônibus de passageiros na rua Juan N Álvarez e que quando estavam perto da catedral os estudantes começaram a descer. O motorista do primeiro ônibus, Hugo Benigno Castro disse em depoimento judicial que os estudantes desceram para perguntar onde ficava a saída para Chilpancingo.

Foi ali o primeiro ataque. Ouviram-se tiros e as pessoas começaram a correr. O policial municipal Raúl Cisneros declarou que estava no lugar e admitiu que lutou com dois estudantes que supostamente queriam desarmar seu supervisor de turno, Alejandro Temescalco, e ele, por isso fizeram disparos para o ar. Apesar da rua estar cheia de gente não houve feridos. Os estudantes jogaram pedras e afugentaram as patrulhas. Os três ônibus seguiram então em direção a Periférico, já longe do centro, onde a rua é mais escura e pouco movimentada.

A Polícia Federal

O secretário de Segurança Pública municipal, Felipe Flores Velázquez, em sua declaração judicial do dia 27 de setembro, disse que às 21h22 recebeu uma comunicação telefônica de que os estudantes estavam tomando os ônibus. Afirmou ter ligado imediatamente para Luis Antonio Dorantes, chefe da base da PF, que lhe garantiu que estaria alerta.

O relatório do governo de Guerrero afirma que depois de tomar conhecimento da captura dos ônibus pelos estudantes a Secretaría de Seguridad Pública y Protección Civil do estado “reuniu todo o seu pessoal nas instalações da polícia estadual” e que essa mobilização se deu “diante dos fatos que estavam se desenrolando.”

“Às 21h30 os rádio operadores da polícia estadual de C4 Iguala e do Quartel Regional me deram a conhecer que as operadoras do serviço de emergência 066 tinham atendido a uma chamada telefônica em que se advertia que os estudantes da normal rural Ayotzinapa estavam fazendo confusão nas centrais de ônibus Estrella Blanca e Estrella de Oro…”, apontou Adame Bautista em sua ficha de informações. Ele especifica que na chamada se pedia “o apoio das autoridades”.

O C4 está sob o controle da polícia estadual mas há um rádio operador de cada uma das forças:  Exército, Polícia Federal, polícia estadual e municipal. As instalações da polícia municipal, da PF e do 27º Batalhão de Infantaria ficam na mesma zona, a uma distância de 3 a 4 minutos do local do ataque. Do C4 se controla a rede de câmeras de vigilância de Iguala, algumas localizadas no centro da cidade, onde ocorreram três ataques, mas apesar de requeridas pela Fiscalía General del Estado, as imagens dessas câmeras nunca foram entregues.

O C4 está sob o controle da polícia estadual mas há um rádio operador de cada uma das forças:  Exército, Policía Federal, policía estadual e municipal

Às 21:40 o C4 de Iguala recebeu o aviso de “disparos de arma de fogo”. Segundo Adame Bautista a polícia estadual não atendeu à contingência por ordem do subsecretário de Prevención y Operación Policial estadual, Juan José Gatica Martínez, e por isso os policiais teriam ficado protegendo as instalações prisionais locais.

Natividad Elías Moreno, rádio operador da polícia municipal de Iguala, explicou em entrevista que o C4 de Iguala está conectado ao Sistema Nacional de Segurança Pública, controlado pela Secretaría de Gobernación, cujo titular é Miguel Ángel Osorio Chong. Afirmou categoricamente que todos os informes que chegam ao C4 são simultaneamente recebidos pela PF, Exército e as outras instituições.

“Se nessa noite as informações sobre a ocupação dos ônibus pelos estudantes e sobre o tiroteio chegaram na C4, todas as instituições se inteiraram do assunto?”, perguntaram-lhe na entrevista. “Definitivamente sim”, respondeu o rádio operador.

O Procurador Jesús Murillo Karam afirmou, em 7 de novembro do ano passado, que o “rádio operador da central de polícia de Iguala David Hernández Cruz” declarou que foi Abarca quem ordenou o ataque aos estudantes. De acordo com a cópia obtida da “Orden de los Servicios Operativos de Vigilancia así como de los Servicios Administrativos”, não existe nenhum empregado dessa corporação com esse nome.

Vídeos da noite infernal

Os estudantes sofreram quatro ataques durante a noite de 26 de setembro e a madrugada do dia 27. Uma operação precisa e bem orquestrada que supera as capacidades de qualquer polícia municipal mexicana.

O segundo ataque ocorreu algumas quadras antes de chegarem ao Periférico. As balas atingiram os vidros dos ônibus e furaram os pneus. Uma patrulha municipal impediu a passagem da caravana dos três ônibus e outras patrulhas ficaram por trás. Alguns estudantes tentaram passar por uma das patrulhas. O estudante Cornelio Copeño disse em sua declaração que esse foi o momento em que seu companheiro Aldo levou um tiro na cabeça e caiu no chão.

O motorista do ônibus disse que o ataque durou mais de 30 minutos. Os doze vídeos obtidos captaram a agressão. Em um áudio sem imagem se ouvem os disparos. Em outro se vê Aldo ao lado da patrulha agitando os braços. Em outra gravação se escuta os estudantes reclamando com os policiais que estavam na parte traseira dos ônibus recolhendo as cápsulas detonadas.

O terceiro ônibus foi o mais atingido. Os assentos e corredores estão manchados de sangue nas fotos tiradas pelos estudantes. Dali se levaram alguns dos 43 desaparecidos.

Em seu depoimento, o normalista Francisco Trinidad Chalma disse que havia cerca de sessenta policiais em volta de 17 ou 18 detidos do lado esquerdo do ônibus. Outros testemunhos dos estudantes falam em mais de trinta policiais “em posição de tiro”. Alguns descreveram que os agressores estavam equipados com joelheiras, capacetes, cotoveleiras e balaclavas acompanhados de uma patrulha que trazia equipamentos para metralhadoras. Investigações mostraram que a polícia municipal de Iguala não usava esse equipamento, que também não está entre os objetos apreendidos pela Fiscalía.

Alguns estudantes descreveram agressores equipados com joelheiras, capacetes, cotoveleiras e balaclavas acompanhados de uma patrulha que trazia equipamentos para metralhadoras

“… Eu perguntei aos colegas que estiveram na cena do crime quem os tinha baleado, e eles me disseram que primeiro os policiais municipais usaram uma patrulha identificada para impedir a sua circulação, e que quando alguns colegas ao lado tentaram reduzir para passar pela patrulha chegou a Polícia Federal que disparou contra meus pares, ferindo vários deles … “, disse à Fiscalía o estudante Luis Pérez Martínez, que afirmou ainda que os policiais federais estavam recolhendo as cápsulas para não deixar provas.

Uma testemunha entrevistada disse que foi ver o que se passava. Quando chegou, a rua estava fechada por policiais encapuzados, com armas grandes, uniformes escuros e com um detalhe que fixou na memoria: suas calças eram diferentes das usadas pela polícia municipal. Disse que ficou com medo e foi embora.

Os estudantes que estiveram durante os três ataques foram procurados, mas não foi possível localizá-los. Segundo informações, nas primeiras declarações prestadas na manhã do dia 26 eles deram nomes falsos por medo. Depois seus pais os tiraram da escola.

No dia 27 de setembro a PF assumiu o controle da segurança pública em Iguala e junto com o Exército participou da busca aos desaparecidos. Depois do ataque o chefe da base da PF, Luis Antonio Dorantes, e o oficial Victor Colmenares, que vigiou os estudantes quando eles chegaram à estrada, foram removidos do cargo, segundo informações da base policial.

A PGR pôs toda a culpa na polícia municipal de Cocula e de Iguala. No entanto, a base de Iguala tem uma única entrada e saída por onde não passam as pick-ups Roll Bar da polícia municipal que teriam levado os estudantes aos bandidos. Seria preciso embarcar os estudantes na rua chamando a atenção de todos os vizinhos que vivem ao lado da base policial, que disseram em entrevistas não terem visto nada de anormal naquela noite e que estranhavam que os policiais que serviam apenas para controlar os bêbados da cidade tivessem executado aquela operação.

Em depoimentos oficiais, os policiais de Iguala disseram que entre 22h30 e 23 horas receberam ordens para ir à base da PF, onde ficaram até o dia seguinte. Foi nessa hora que ocorreu o terceiro ataque.

O terceiro e quarto ataques

Às 23h Omar García chegou a Iguala junto com outros estudantes de Ayotzinapa depois de ter recebido um pedido do socorro de seus companheiros. Houve uma hora que os disparos pararam e não se via mais a polícia. Os estudantes chamaram a imprensa e enquanto davam entrevista um comando abriu fogo contra eles a distância. Dispararam a correr, mas muitos ficaram feridos e dois estudantes caíram mortos: Daniel Solís y Yosivani Guerrero.

Omar descreveu os disparadores como “gente treinada” que atacou “em formação” concentrando “os disparos de fogo no lugar em que estávamos”, afirmou. “Havia um tiroteio que vinha de uma altura e depois provenientes a outra altura”. Segundo os exames periciais, havia duas trajetórias de balas: uma de cima para baixo e outra de baixo para cima.

Os atacantes pararam para recarregar e foi essa a oportunidade que os estudantes tiveram para correr.

Junto com esse terceiro ataque houve uma quarta agressão contra um dos ônibus de normalistas que se dirigia ao Periférico Sul. De acordo com o relatório da Fiscalía o ônibus da Estrella de Oro foi atacado no trecho Iguala-Mezcala e ficou com os vidros quebrados e pneus furados. Encontraram pedras com vestígios de sangue e de gás lacrimogênio no veículo.

Também foi atacado por engano um ônibus de jogadores de futebol. Ali morreram mais três pessoas. Ao fim dessa noite, havia seis mortos, 29 feridos por arma de fogo e 43 desaparecidos.

Painel com os 43 desaparecidos de Ayotzinapa. Foto: Leandra Felipe/Agência Brasil

Painel com os 43 desaparecidos de Ayotzinapa. Foto: Leandra Felipe/Agência Brasil

Às 10 da manhã de 27 de setembro, o corpo de Julio Cesar Mondragón, o terceiro estudante assassinado, foi encontrado nas imediações do C4, na zona industrial de Iguala. Tinha o rosto destruído, sem um dos globos oculares e a calça enrolada até a debaixo dos glúteos. Não tinha marcas de tiro, morreu por fratura do crânio segundo a autópsia e por isso pode ter sido um dos estudantes sequestrados dos ônibus.

A participação dos militares

O secretário da Defesa do governo mexicano, Salvador Cienfuegos, disse aos deputados no dia 13 de novembro que o 27º Batalhão de Infantaria, comandado pelo coronel José Rodríguez Pérez, tomou conhecimento do ataque duas horas depois de ocorrido. Mas não foi isso que aconteceu.

Logo depois do segundo ataque, entre às 23h e meia-noite, o Capitão Crespo, do 27º Batalhão de Infantaria, usando uniforme militar camuflado, chegou à base da polícia municipal de Iguala junto com 12 militares fortemente armados a bordo de duas viaturas. Com o pretexto de que estaria em busca de uma moto branca, Crespo vasculhou todo o local. Mais tarde chegou um aviso de que havia uma moto retida no centro e Crespo foi procurado no Batalhão mas não estava lá. Testemunhas da visita do Capitão disseram que depois que souberam do desaparecimento dos estudantes a conduta de Crespo lhes pareceu ainda mais suspeita.

Uma faixa colocada nos arredores de Iguala no dia 30 de outubro, dirigida a Peña Nieto e supostamente assinada por um narcotraficante conhecido como “El Gil”, responsabilizava entre outros o Capitão Crespo pelo desaparecimento dos estudantes de Ayotzinapa, acusado de trabalhar para o crime organizado.

“Se derem nomes falsos nunca mais ninguém vai encontrá-los”, disse textualmente o comandante militar segundo Omar

Outro comando militar apareceu entre meia-noite e uma hora da manhã no hospital para onde os estudantes haviam levado seu companheiro Edgar com um tiro no rosto. Segundo Omar Garcia, os militares os revistaram procurando armas, fizeram com que tirassem a camisa, depois os fotografaram e pediram seus nomes “verdadeiros”, como explicou Omar: “Se derem nomes falsos nunca mais ninguém vai encontrá-los”, disse textualmente o comandante militar segundo Omar, que entendeu a advertência como ameaça: “Estavam insinuando que iam sumir com a gente, nos deixar em algum lugar”.

Torturados antes de depor

"Protestar é um direito; reprimir é um delito", diz pintura na Escola Rural Raúl Isidro Burgos, em Ayotzinapa. Foto: Leandra Felipe/Agência Brasil

“Protestar é um direito; reprimir é um delito”, diz pintura na Escola Rural Raúl Isidro Burgos, em Ayotzinapa. Foto: Leandra Felipe/Agência Brasil

Documentos provam que, depois que a PGR assumiu as investigações em 5 de outubro, pelo menos cinco supostos integrantes de Guerreros Unidos que fizeram declarações contra Abarca e a polícia municipal de Iguala e Cocula foram torturados pela Marinha e pela PF antes de depor.

Sidronio  Casarrubias, acusado pela PGR de ser o líder máximo de Guerreros Unidos, foi detido no dia 15 de outubro entre as nove e dez da noite em um restaurante brasileiro embora a PGR tenha dito que ele havia sido capturado na estrada México-Toluca. Raúl Núñez Salgado, o dono de um açougue em Iguala que costuma organizar bailes na cidade, foi preso no dia 16 de outubro quando saía  de um centro comercial em Acapulco; antes do depoimento apresentava mais de trinta feridas em diferentes partes do corpo, hemorragia interna nos olhos, machucados nos ouvidos, hematomas de 12 por 8 centímetros no rosto, e marcas no pescoço, braços e costelas. Fez uma queixa de espancamento contra os marinheiros que o prenderam.

Pelo menos cinco supostos narcotraficantes que fizeram declarações contra Abarca e a polícia municipal foram torturados pela Marinha e pela PF antes de depor

Carlos Canto, conhecido como “El Pato”, professor do Ensino Médio e dono do bar La Perinola, foi detido em Iguala no dia 22 de outubro. Em declaração judicial do dia 29 de outubro disse que foi torturado com choques elétricos e espancamento pela Marinha para acusar uma lista de nomes previamente preparada pelos militares.

No dia 7 de novembro de 2014 o Procurador Murillo Karam apresentou Patricio Reyes Landa, visivelmente machucado, como autor de uma suposta confissão de que havia matado e queimado os estudantes.

Francisco Lozano e Eury Flores foram presos pela Marinha em 27 de outubro em Cuernavaca, Morelos. De acordo com o exame físico da PGR, Flores tinha hematomas nas costelas, no olho, no lábio e disse que queria apresentar uma denúncia contra seu agressor. Lozano tinha uma ferida no tórax e outras marcas e declarou ter sido torturado pelos elementos da Marinha que o prenderam.

O contador Nestor Napoleón Martínez, filho de um funcionário da Secretaria de Saúde de Guerrero, foi detido em 27 de outubro. Ao se apresentar à PGR tinha mais de dez lesões, entre elas hematomas na região do estômago e na área dos testículos. Afirmou que tinha sido ferido durante a prisão.

Vidulfo Rosales, advogado dos normalistas e dos familiares dos desaparecidos, disse em uma entrevista que desde o início os estudantes apontaram a presença da PF nos ataques. E no final de novembro os estudantes acrescentaram novas declarações em seus depoimentos à PGR para incluir a participação dos federais e do Exército nos ataques.

No dia 21 de novembro o juiz Ulises Bernabé García foi convocado pela PGR e voluntariamente contou a visita do Capitão Crespo à base policial municipal, afirmando que os estudantes de Ayotzinapa nunca foram levados para lá, desmentindo a versão do governo federal.

Apesar dos documentos que provam que o governo vigiou os estudantes desde quatro horas antes do ataque, que soube do ocorrido durante todo o tempo e que suas forças de segurança participaram do ataque, até hoje – um mês depois desta investigação ser publicada no México – o governo de Enrique Peña Nieto segue negando os fatos e se recusando a dar uma explicação. Os pais dos estudantes desaparecidos, agora, exigem que se investigue a participação da PF e do Exército.

Anabel Hernandez é uma das mais respeitadas jornalistas investigativas do México, especializada em denunciar casos de corrupção, narcotráfico e abusos de poder. Colaboradora das revistas Reforma e Processo, sua obra mais conhecida é o livro “Los Señores del Narco”, publicado em 2010. Em 2012, recebeu da Associação Mundial de Jornais e Editoras de Notícias (WAN-IFRA) o prêmio Pluma de Oro de la Libertad. Foi eleita em 2014  pela organização Repórteres sem Fronteiras como um dos “100 heróis da informação”, ao lado de Julian Assange e Glenn Greenwald.

Governo mexicano participou do ataque contra estudantes de Ayotzinapa | Pública

09/11/2014

Biografia não autorizada de Wiliam Waack

Mídia europeia é pró-EUA por pressões da CIA

"Publiquei artigos da autoria de agentes da CIA e outros serviços de inteligência como se tivessem sido escritos por mim"

RT.com

reprodução

O jornalista e editor alemão Udo Ulfkotte declarou que foi forçado a publicar — como de sua autoria — trabalho de agentes de inteligência, sob o risco de ser demitido se não cumprisse tais ordens. Ulfkotte fez tais revelaçãos durante entrevistas ao RT e ao Russia Insider

“Eu acabei publicando artigos da autoria de agentes da CIA e outros serviços de inteligência, especialmente o serviço secreto alemão, como se tivessem sido escritos por mim,” declarou ao Russia Insider. Ele fez comentários como esse ao RT em uma entrevista exclusiva no começo de outubro.

“Um dia a BND (agência de inteligência estrangeira alemã) veio a meu escritório noFrankfurter Allgemeine em Frankfurt. Eles queriam que eu escrevesse um artigo sobre a Líbia e Muammar Gaddafi… Eles me deram várias informações secretas e queriam que eu escrevesse um artigo com meu nome,” contou à RT.
“Este artigo era sobre como Gaddafi havia tentado secretamente construir uma fábrica de gás venenoso. Foi uma história impressa no mundo todo dois dias mais tarde.”


Ulfkotte revela tudo isso e mais em seu livro ‘Jornalismo Comprado,’ onde ele menciona que se sente envergonhado pelo que fez no passado.

"Não é certo o que fiz no passado. Manipular as pessoas, fazer propaganda. E não é certo o que meus colegas fazem e fizeram, pois foram subornados para trair as pessoas não somente da Alemanha, mas de toda a Europa,” declarou. “Fui jornalista por 25 anos e fui educado para mentir, para trair, para não dizer a verdade ao público.”

“Fui subornado pelos americanos para não relatar exatamente a verdade… fui convidado pelo German Marshall Fund of United States para viajar aos EUA. Eles pagaram todas as minhas despesas e me colocaram em contato com americanos que eles gostariam que eu conhecesse,” declarou.
“Me tornei cidadão honorário do estado de Oklahoma nos EUA somente porque escrevi a favor dos EUA. Fui apoiado pela CIA. Os ajudei em várias situações e me sinto envergonhado por tê-lo feito.”
Muitos outros jornalistas estão envolvidos na mesma prática, completou.
“A maior parte dos jornalistas que você vê em países estrangeiros, eles se dizem jornalistas e podem até ser. Mas muitos deles, como eu no passado, são chamados ‘cobertura não-oficial.’ Isso significa que trabalham para uma agência de inteligência, que a ajudam se elas pedem. Mas elas nunca dirão que te conhecem.”
Os jornalistas escolhidos para estes tipos de trabalho são de grandes grupos midiáticos. O relacionamento com o serviço secreto começa como uma amizade.
“Eles trabalham com seu ego, te fazem se sentir importante. E um dia um deles perguntará ‘você poderia me fazer um favor?’”
Tradução de Roberto Brilhante

23/10/2014

Precisão e eficiência made in USA

A única coisa que os EUA sabem fazer, distribuir armas, e ainda conseguem ser ineficientes. Cadê a precisão de todo aquele aparato tecnológico quer serve para bisbilhotar a Petrobrás mas não ajuda a entregar armas. Se os EUA tivessem lançados médicos ou remédios, independentemente das mãos em que caíssem, não fariam mal a ninguém, mas os EUA só sabem lidar com armas. Por isso Cuba é sempre acionada quando se precisa de ajuda humanitária.

22 de outubro de 2014 • 08h32

Armas americanas caem nas mãos de jihadistas do EI, diz ONG

Fontes americanas afirmaram que estão divulgando um vídeo para comprovar se isso realmente aconteceu

Curdos observam bombardeios americanos contra Estado Islâmico na cidade de Kobane

Foto: Kai Pfaffenbach / Reuters

Um lançamento aéreo de armas e medicamentos destinados aos combatentes curdos caiu nas mãos dos jihadistas perto da cidade síria de Kobane, informou o Observatório Sírio do Direitos Humanos (OSDH).

Fontes militares americanas não confirmaram a notícia, mas afirmaram que estavam examinando o vídeo divulgado na internet que mostra homens encapuzados armados com o que parecem caixas amarradas a um paraquedas.

Caixas anexadas a paraquedas americanos com armas, munições e medicamentos foram lançadas no domingo à noite para ajudar os curdos a defender a cidade curda síria de Kobane dos ataques do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

"Uma carga foi levada pelo EI e existem informações contraditórias sobre uma segunda carga", afirma um comunicado o OSDH.

Saiba Mais

Estado Islâmico ataca cidade de Kobane com caminhão-bomba

EI lança ataques para tentar ganhar terreno em Kobani

Ofensiva do EI contra Kobani deixa 662 mortos em 1 mês

Jihadistas já controlam um terço da cidade curda de Kobani

Algumas fontes afirmaram que duas cargas caíram em uma área dominada pelo EI, mas outras destacaram que os aviões da coalizão internacional destruíram uma delas quando o erro foi detectado.

Na segunda-feira, o Comando Central do Estados Unidos, que coordena as ações das forças americanas no Oriente Médio, informou que apenas uma das 27 cargas foi extraviada, mas que foi destruída por aviões americanos para evitar que fossem levadas pelo EI.

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Em um vídeo divulgado na internet, um homem encapuzado mostra o que parece ser uma das cargas lançadas por aviões americanos.

"Esta é a ajuda americana lançada aos infiéis. Louvado seja Deus, isto é um espólio para os mujahedines", afirma o homem, que abre caixa com foguetes e granadas.

Armas americanas caem nas mãos de jihadistas do EI, diz ONG – Terra Brasil

03/10/2014

As ideias da direita só sobrevivem com a eliminação física da esquerda

Venezuela petroleoDeputado chavista é morto a facadas em sua casa em Caracas

Robert Serra, 27, era dos mais agressivos parlamentares contra a oposição; sua companheira também foi morta

Direita condenou o assassinato e cancelou uma grande marcha de protesto prevista para acontecer neste sábado

SAMY ADGHIRNIDE CARACAS

O deputado venezuelano governista Robert Serra, um dos parlamentares mais agressivos contra a oposição, foi morto a facadas em sua casa, em Caracas, na noite de quarta (1º). Ele tinha 27 anos. Sua companheira também foi assassinada.

Nesta quinta (2), a oposição condenou as mortes, mas chavistas acusam a direita de envolvimento no caso.

A Mesa da Unidade Democrática (MUD), coalizão opositora, anunciou que, por respeito, adiou a grande marcha prevista para este sábado.

A manifestação seria a primeira desde a onda de protestos antigoverno do primeiro semestre deste ano, que deixou 43 mortos.

"Queremos dizer ao país que este momento é de solidariedade", disse Jesus Torrealba, chefe da MUD.

O direitista Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda e candidato derrotado na última eleição presidencial, pediu paz à alma de Serra.

Deputados opositores divulgaram no Twitter mensagens de pêsames e solidariedade às famílias dos mortos.

Os acenos foram considerados insuficientes por simpatizantes do chavismo.

"Recebemos as condolências [da oposição], mas também dizemos que ela é responsável de uma maneira ou de outra ("¦), porque [as mortes por encomenda] são importadas da Colômbia por meio de [Lorent] Gómez Saleh", disse o deputado Claudio Farías, em referência a um jovem militante antigoverno preso após ser recentemente extraditado da Colômbia.

O governo diz que Gómez Saleh e outros líderes estudantis semearam o caos durante protestos sob ordens da extrema direita colombiana.

Na porta da Assembleia, onde o corpo de Serra foi velado, o deputado Ricardo Sanguino disse à Folha que a oposição deveria se posicionar com mais firmeza contra o que chama de "terrorismo."

"Ela não rechaça com clareza a violência e a destruição dos bens públicos que ocorreram nos protestos".

Do lado de fora, centenas de pessoas, muitas vestidas de vermelho, manifestavam apoio ao governo.

"É evidente que opositores mataram Serra, porque ele, mesmo tão jovem, infernizava a vida deles na Assembleia. Serra era o líder que a oposição sonha ter", disse Maria Lina, 57.

"Até agora aguentamos seus protestos violentos sem fazer nada, mas um dia nós também vamos mostrar do que somos capazes", esbravejou, ecoando revolta dos governistas nas redes sociais.

Jovens chavistas gritavam "justiça", em meio à presença ostensiva das forças de segurança no centro da capital, Caracas.

O ministro do Interior, Miguel Rodríguez Torres, afirmou que o assassinato foi minuciosamente planejado.

A casa de Robert Serra fica em La Pastora, um bairro popular no centro de Caracas que a reportagem visitou nesta quinta.

Não havia policiamento nem cordão de isolamento em frente à casa. Segundo vizinhos, a rua era quase sempre vigiada por seguranças do deputado, o que gera ainda mais especulações sobre como o crime ocorreu.

Há dois anos, um guarda-costas do deputado foi encontrado morto numa mata ao norte de Caracas.

    02/10/2014

    Liberdade made in USA!

    Filed under: Liberdade made in USA!,Terrorismo de Estado — Gilmar Crestani @ 9:12 am
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    Cuando todo queda al revés

    Por David Brooks *

    A veces parece que todo está al revés. Durante los últimos días han surgido una serie de ejemplos que hacen pensar que el observador está de cabeza, o las cosas que observa son lo opuesto de lo que dicen ser. El país que se proclama como el faro de la libertad mundial tiene la mayor población encarcelada en el planeta: 2,2 millones de reos. Estados Unidos tiene menos de 5 por ciento de la población mundial, pero casi 25 por ciento de la población encarcelada del mundo. Esta semana, un informe del Consejo Nacional de Investigaciones, grupo científico de élite de la Academia Nacional de Ciencias, reportó que casi uno de cada 100 adultos en el país está en prisión, tasa de 5 a 10 veces más alta que las de Europa y otras democracias. De los encarcelados, 60 por ciento son afroestadounidenses o latinos. El informe señala que la explosión en la cantidad de población encarcelada es en parte resultado de la llamada guerra contra las drogas durante los últimos 40 años.

    El país que se considera ejemplo de democracia, o sea, de un gobierno electo y que gobierna en nombre del pueblo, una vez más mostró que el pueblo tiene muy poca influencia sobre sus representantes. A pesar de que la opinión pública está abrumadoramente a favor de un incremento del salario mínimo (en algunos sondeos más de 75 por ciento lo apoya), el Senado, del que más de la mitad de sus integrantes son millonarios, rechazó esa medida. No fue inusual, ya que recientemente, al analizar sondeos de opinión pública y compararlos con la toma de decisiones políticas en los últimos 30 años, investigadores comprobaron que los intereses de los más ricos casi siempre prevalecen sobre la voluntad e influencia de las mayorías.

    En el país que se proclama campeón del mundo civilizado, el Estado sigue asesinando legalmente a reos, incluso en violación al derecho internacional en el caso de varios mexicanos y otros extranjeros. La semana del 31/04 al 6/05 el mundo fue testigo de una barbaridad sobre otra en Oklahoma: no sólo se trató de una ejecución, sino de algo que fue más una muerte por tortura, por fallas al ejecutar a un reo, en el intento por matarlo humanamente, acto que el alto comisionado de derechos humanos de la Organización de Naciones Unidas condenó como probable castigo cruel, inhumano y degradante. En Estados Unidos se han realizado 1379 ejecuciones desde 1976, y esta fue la número 20 este año. Más allá de la brutalidad, entre 1973 y la actualidad, 144 reos que esperaban en las celdas de la muerte han sido exculpados (no hay cifras sobre cuántos ejecutados eran inocentes y habían sido víctimas de procesos fallidos), y se calcula que más de 4 por ciento de los que están en espera de ejecución podrían haber sido condenados erróneamente.

    Con su autoelogio de ser un país en el cual la justicia impera para todos, en Nueva York se realizó uno de los últimos juicios relacionados con participantes del movimiento Ocupa Wall Street. Cecily McMillan, estudiante de la Universidad New School, firme promotora de la acción no violenta, está acusada de golpear a un policía debajo del ojo cuando éste intentó arrestarla, acusación que implica una condena potencial hasta de siete años de cárcel. Ella afirma que el policía la agarró por atrás y le lastimó los pechos, y que ella no sabía que el agresor era un oficial cuando le dio un codazo como reacción espontánea de defensa. No importa que el policía haya sido acusado anteriormente de uso excesivo de fuerza, ni que McMillan no tenga antecedentes penales, ni que la policía empleara tácticas de agresión física múltiples veces contra los Ocupa. Como suele suceder, los que denuncian o son víctimas de la injusticia aquí se encuentran en el banquillo de los acusados. (N. de la R.: Fue condenada a 60 días en la prisión de Rikers Island y cinco años en libertad condicional.)

    Mientras tanto, como señala el periodista Matt Taibbi en su nuevo libro sobre la aplicación de la Justicia en la época de la mayor brecha de riqueza en un siglo, los más ricos se han vuelto intocables por la Justicia, mientras se aplica de manera cada vez más agresiva contra disidentes y delincuentes pobres. Subraya, como otros, que ningún ejecutivo de los bancos más grandes, responsables del fraude masivo que detonó la peor crisis financiera desde la Gran Depresión, ha sido encarcelado por este hecho que ha impactado en millones de ciudadanos.

    En lo que el presidente Barack Obama proclamó desde sus primeros días como el gobierno más transparente de la historia, el director de Inteligencia nacional, James Clapper, ha ordenado a todo empleado en el sector de Inteligencia y seguridad nacional no tener contacto ni comentar nada con ningún periodista. Por otro lado, la Casa Blanca logró, con sus aliados en el Senado, anular una medida que hubiera obligado a Obama a reportar al público el número de personas muertas o heridas por sus operaciones con uso de fuerza letal, como drones en Pakistán y otros países.

    El 1º de mayo es el Día de los Trabajores en casi todo el mundo menos aquí, el país donde se originó con la lucha sindical de los mártires de Chicago por la jornada de ocho horas, a finales del siglo XIX. En años recientes la fecha ha sido resucitada por inmigrantes en lucha por sus derechos básicos, pero ahora fue oficialmente cambiada a algo que no tiene nada que ver con sus orígenes. El presidente Obama, quien considera a Chicago como su ciudad de origen y quien como organizador comunitario seguramente conoce la referencia histórica, justo el mismo día en que inmigrantes y sindicatos se movilizaban por el país en demanda de derechos laborales y civiles, emitió un decreto para designar el 1º de mayo “Día de la Lealtad, fecha en la cual renovamos nuestras convicciones y principios de libertad, igualdad y justicia”, y llamó a que todos celebren este día desplegando la bandera estadounidense o jurando lealtad a la república.

    A veces es como esas salas de espejos que distorsionan todo e incluso logran invertir el reflejo hasta que todo queda al revés.

    * De La Jornada, de México. Especial para Página/12. David Brooks es periodista mexicano, corresponsal en los Estados Unidos.

    Página/12 :: Contratapa :: Cuando todo queda al revés

    Os EUA fazem isso e a Folha esconde num parágrafo

    Filed under: Arapongagem made in USA,Ciberativistas,EUA,Terrorismo de Estado,Tio Sam — Gilmar Crestani @ 8:12 am
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    trio samInformante do FBI fez ataques virtuais a governo do Brasil

    DE SÃO PAULO – O FBI (polícia federal dos EUA) aliou-se a um hacker, conhecido pelo apelido "Sabu", para conduzir sofisticados ciberataques a sites governamentais do Brasil e de outros 29 países em 2012, segundo uma reportagem publicada pelo jornal on-line "Daily Dot" nesta quarta-feira (1º).

    Em conversas, el comemora a devassa de 287 sites governamentais e não governamentais brasileiros. Segundo a reportagem, não é possível afirmar que o FBI ordenou os ataques.

    30/09/2014

    Estado Islâmico são terroristas made in USA!

     

    "Eles sabem exatamente o que estão fazendo", diz Chalabi

    Enviado por Athos ter, 30/09/2014 – 08:14

    Atualizado em 30/09/2014 – 08:15

    Sugestão de Athos, do blog O Informante

    "Eles sabem exatamente o que estão fazendo", diz político iraquiano sobre Estado Islâmico

    Ahmad Chalabi

    O político iraquiano Ahmad Chalabi desempenhou um papel infame ao estimular a invasão norte-americana em seu país em 2003. Em entrevista à Spiegel, ele falou sobre a ascensão do Estado Islâmico, por que o Ocidente julgou mal os jihadistas e se é chegado o momento de cooperar com Assad.
    Spiegel: Sr. Chalabi, quão próximos os combatentes do Estado Islâmico estão de Bagdá?
    Chalabi: Eles estão a 26 quilômetros de distância. Isso é perigosamente perto, mas a situação está calma no momento e o Estado Islâmico não fez mais nenhum avanço em Bagdá. Graças a Deus.
    Spiegel: Você acredita que eles vão atacar?
    Chalabi: Faz tempo que os extremistas levaram seu terror a Bagdá. O Estado Islâmico enviou seus homens-bomba, detonou explosivos na frente das nossas casas. Eu poderia mostrar pedaços de um carro-bomba que foram lançados sobre o nosso telhado não faz muito tempo. Mas o Estado Islâmico não tentará atacar Bagdá militarmente. Entre os seis milhões de residentes na cidade, quatro milhões são xiitas. E quase todo adulto xiita na cidade tem uma arma. O Estado Islâmico sabe bem que será pulverizado em uma luta brutal de casa em casa.
    Spiegel: Mesmo assim, muitos moradores de Bagdá fugiram enquanto outros começaram a fazer preparativos pelo menos.
    Chalabi: Esses relatos são exagerados. Não estamos em pânico porque sabemos que o Estado Islâmico não é capaz de conquistar a capital.
    Spiegel: Até recentemente também parecia impossível que o Estado Islâmico pudesse tomar a segunda maior cidade do Iraque. Mas agora, Mosul está sob controle dos jihadistas.
    Chalabi: Sim, mas a situação era diferente em Mosul. Lá existem árabes, curdos, turcomanos e yazidis morando lá, todos eles sofreram com o governo central sectário. Eles se sentiam traídos e excluídos da participação no governo. O que aconteceu lá era previsível. Seis meses antes, nós já tínhamos indícios claros de que o Estado Islâmico estava se preparando para atacar. Os islamistas há muito vêm coletando seus próprios impostos em Mosul, totalizando cerca de US$ 5 milhões por mês. No início de janeiro, o presidente curso Masoud Barzani alertou o governo quanto a um desastre iminente.
    Spiegel: E o governo não fez nada?
    Chalabi: Não. Maliki enxergava o Estado Islâmico como uma forma de exercer pressão. Se eu não for reeleito, o terror recairá sobre vocês – esta era a mensagem dele.
    Spiegel: O Estado Islâmico teria conseguido conquistar ainda mais territórios se o governo autônomo curdo não tivesse partido para o ataque?
    Chalabi: O feito dos curdos foi surpreendente, tanto militar quanto diplomaticamente. Governos europeus reconheceram isso e abandonaram sua resistência ao envio de armas. A Alemanha, também, agiu corretamente. Agora, precisamos de uma liderança militar conjunta para que os curdos e o exército possam retomar Mosul.
    Spiegel: Os curdos acreditam que estão mais próximos do que nunca de ter seu próprio estado. Você não está preocupado com a secessão?
    Chalabi: Os curdos sabem que não conquistarão seu próprio estado pela força das armas, mas através do reconhecimento internacional. E eles certamente ouviram o que o ministro de exterior alemão disse em relação ao envio de armas: não há um estado curdo. Mas isso não dever impedir que os curdos continuem desenvolvendo suas próprias instituições. Ainda assim, a melhor coisa para eles seria continuar como parte do Iraque, mas em troca temos de tratá-los com respeito – sua nacionalidade, sua língua e sua cultura.
    Spiegel: E se isso não for suficiente para os curdos?
    Chalabi: Então isso não significaria o fim para o Iraque. A Alemanha perdeu o leste da Prússia. A Alemanha não é um país forte hoje de qualquer forma?
    Spiegel: Na Síria, o Estado Islâmico está lutando contra grupos de oposição que se rebelam contra o presidente Bashar al-Assad, que os deixou sozinhos como resultado. Mas agora, os jihadistas também estão colocando o regime em risco. Você acredita que Assad se arrepende de não ter perseguido o Estado Islâmico antes?
    Chalabi: Não, não acredito. Sim, os islamitas hoje são os únicos que podem oferecer uma resistência significativa. Depois de tomar Mosul, o Estado Islâmico enviou 75 caminhões cheios de armas capturadas de nosso exército para a Síria. Mas o Estado Islâmico também enfraqueceu todas aquelas forças que poderiam ser perigosas para Assad. Dessa forma, ele foi capaz de se concentrar em solidificar seu poder em áreas metropolitanas como Damasco e na costa. Agora estamos diante da questão: qual é o mal menor?
    Spiegel: E qual é a sua resposta para esta pergunta?
    Chalabi: Eu acho que está claro. Precisamos de uma frente unida contra o Estado Islâmico e Assad acaba sendo o poder decisivo que pode lutar contra eles. Mas a situação é incongruente porque também temos de respeitar os pedidos de mudança. Eu seria favorável a uma mudança digna.
    Spiegel: Um diplomata sênior norte-americano em Bagdá nos contou que os combatentes do Estado Islâmico são "sociopatas liderados por psicopatas".
    Chalabi: Isso pode se aplicar aos combatentes do Ocidente que se sentem excluídos na Europa e vêm para cá por esse motivo. Mas os líderes são ex-oficiais do exército iraquiano ou professores. Eles não são psicopatas, eles sabem exatamente o que estão fazendo, são muito bem organizados e têm uma hierarquia rígida.
    Spiegel: O que é tão fascinante em relação ao Estado Islâmico que centenas de sunitas estão correndo para se juntar a ele?
    Chalabi: O Estado Islâmico não é corrupto. Isso o torna muito atraente em um país como o Iraque. E é claro muitos se sentem atraídos por seu sucesso militar. Pela primeira vez, os sunitas têm uma força de luta efetiva. Para os sunitas, o Estado Islâmico tem uma função similar à do Hezbollah para os xiitas. Antes de conquistar Mosul, o Estado Islâmico tinha talvez 10 mil combatentes, mas agora ele tem muito mais. A taxa de recrutamento deles é imensamente alta: a cada mês, cerca de 2.000 homens são treinados. E seu sucesso se irradia para a Jordânia, Líbia e Península Arábica – e até a lugares distantes como o Mali e o Paquistão.
    Spiegel: Mas a espinha dorsal do Estado Islâmico são os clãs sunitas que Maliki basicamente obrigou a apoiarem a revolta.
    Chalabi: Muitos sunitas se juntaram ao Estado Islâmico porque sentiram que estavam sendo maltratados. Reconquistar sua confiança é a primeira tarefa do novo governo. Isso será difícil, mas é possível.
    Spiegel: Qual será o próximo campo de batalha?
    Chalabi: O Estado Islâmico está seguindo uma estratégia clara. Primeiro, quer solidificar seu poder no Iraque e na Síria. Então, seus guerrilheiros tentarão avançar para a costa mediterrânea da Síria. Se tiverem sucesso, isso será visto como seu próximo grande triunfo. E então, seu alvo será a Jordânia, onde as coisas serão fáceis para eles. O Estado Islâmico já tem um amplo apoio em muitas cidades lá. E quando chegarem lá, será novamente uma grande surpresa para todos.
    Spiegel: Por que nós estávamos tão errados sobre a situação no Iraque e na Síria?
    Chalabi: Vocês pensavam que o Estado Islâmico era apenas um bando de homens armados e subestimavam a capacidade estratégica e militar dele. Quando os clãs sunitas perto de Fallujah se rebelaram no início do ano, o Estado Islâmico da Síria enviou apenas 150 combatentes. Agora, os extremistas controlam uma imensa área no Iraque. Até os ataques aéreos dos EUA começarem, eles podiam se movimentar com total liberdade.
    Spiegel: O presidente norte-americano Barack Obama anunciou sua intenção de expandir os ataques aéreos contra os combatentes do Estado Islâmico para a Síria. Esta declaração de guerra contra os terroristas é bem-vinda para você?
    Chalabi: Espero que possamos nos valer desta nova abordagem direta. É uma vergonha, mas sem o apoio norte-americano, o Estado Islâmico teria tomado muitos outros lugares no Iraque. Ontem mesmo, eles quiseram capturar a represa de Haditha, mas os ataques aéreos os impediram. Agora, nosso exército precisa fazer o melhor uso dessa assistência.
    Spiegel: Você acredita que os EUA podem impedir o Estado Islâmico apenas com ataques aéreos?
    Chalabi: Não, tropas efetivas de infantaria também são necessárias. A coalizão anti-Estado Islâmico precisa ser totalmente realista nesta questão.
    Spiegel: Você não faria oposição ao apoio em solo?
    Chalabi: Os EUA já estão nos apoiando com cerca de mil especialistas. Mas deveriam ficar por aí. Sou contra uma grande intervenção militar com tropas de infantaria. Isso não ajudaria.
    Spiegel: Quando o último soldado norte-americano foi retirado do Iraque em 2011, Obama disse que o país era um estado soberano, independente e democrático. Isso foi uma mentira ou uma avaliação extremamente equivocada?
    Chalabi: Na época, o presidente estava disposto a fazer qualquer coisa para sair de lá. Ele tinha prometido retirar os soldados durante a campanha e tinha que cumprir a promessa, não importava o preço.
    Spiegel: Quando você observa o cenário hoje, o terror, o sofrimento humano, a miséria econômica, você ainda acredita que valeu a pena se livrar de Saddam Hussein? E você se arrepende de ter fornecido informações falsas para os EUA para justificar a invasão de 2003?
    Chalabi: Eu não me arrependo de nada. E nós não fornecemos nenhuma informação falsa. Fornecemos aos norte-americanos três informantes e também demos a eles nossa avaliação. Mas a decisão de invadir foi tomada pelos norte-americanos sozinhos. E, por mais difícil que a situação esteja atualmente no Iraque, foi correto derrubar Saddam Hussein. Não tínhamos futuro com ele. Hoje, pelo menos temos esperança de que tempos melhores virão.
    Spiegel: Sr. Chalabi, agradecemos por esta entrevista.

    "Eles sabem exatamente o que estão fazendo", diz Chalabi | GGN

    26/09/2014

    Entenda porque Giannetti, assessor da Marina, quer entregar o pré-sal

    EUA bombardeiam campos de petróleo em poder do EI

    Pentágono disse que caças americanos, sauditas e dos Emirados destruíram 12 refinarias na Síria

    EUA bombardeiam refinarias - AFP

    Pentágono garante que debilitou maior parte das refinarias do EI

    O ESTADO DE S. PAULO

    26 Setembro 2014 | 07h 15

    Porta-voz do Pentágono, o contra-almirante John Kirby, disse que caças americanos, sauditas e dos Emirados Árabes Unidos destruíram 12 refinarias

    WASHINGTON – O Pentágono garantiu nesta quinta-feira que a "maioria" das refinarias controladas pelos jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico (EI) na Síria foram debilitadas nos bombardeios de ontem.

    O porta-voz do Pentágono, o contra-almirante John Kirby, disse em entrevista coletiva que caças americanos, sauditas e dos Emirados Árabes Unidos destruíram 12 refinarias móveis operadas pelo EI, uma das principais fontes de financiamento do grupo.

    Apesar de Kirby ter garantido que o Pentágono ainda está avaliando a efetividade dos ataques, considera que os mesmos foram bem-sucedidos e são um passo essencial para privar os jihadistas de uma fonte de financiamento que, segundo analistas, proporciona mais de US$ 2 milhões por dia.

    Kirby explicou que cada uma das instalações móveis tem capacidade para processar entre 300 e 500 barris de petróleo por dia, que eram depois vendidos pelos jihadistas no mercado negro.

    "Assumimos que o EI provavelmente controla várias outras refinarias, estamos analisando essa situação, mas acredito que as 12 constituem a maioria", disse o porta-voz.

    Kirby exibiu vídeos e fotografias dos ataques no centro-leste e no nordeste da Síria, nos quais era possível observar como, em alguns casos, parte das instalações petrolíferas, como as torres dos poços, foram poupadas para que a oposição possa operá-las de novo no futuro.

    "O que está claro é que não vão poder ser operadas num futuro próximo", explicou Kirby diante das dúvidas suscitadas pela ausência de uma oposição moderada na Síria, que ainda não começou a ser treinada para ocupar o terreno controlado até agora pelo EI.

    O Pentágono, que começou a atacar posições jihadistas na Síria nesta semana, informou que, por enquanto, não detectou "uma reação muito grande" entre os extremistas por consequência dos bombardeios nos últimos dias.

    Na última rodada de ataques, foram lançadas 41 bombas teleguiadas e de "precisão", enquanto a maior parte dos aviões da missão – dez de um total de 16 – eram de bandeira saudita e dos Emirados Árabes.

    Kirby disse que a estratégia na Síria é ir atrás da parte logística, financeira e de suprimentos do EI, enquanto no Iraque o objetivo é debilitar a parte militar e de infantaria.

    Pela primeira vez, o porta-voz apresentou uma estimativa preliminar sobre o conteúdo da missão "ofensiva" contra o EI, que foi anunciada em 10 de setembro pelo presidente Barack Obama.

    Segundo Kirby, o Pentágono está dedicando entre US$ 7 e 10 milhões por dia para essas missões, mas ainda estão tentando determinar um número mais concreto./ EFE

    21/09/2014

    Quem finanCIA?

    eua vergonhaPelo andar da carruagem a CIA resolveu eliminar o intermediário Instituto Millenium e tomar para si as rédeas da condução do nosso pensamento. Antes eles finanCIAvam o IBAD, o iFHC, o Instituto Millenium. Por isso que se diz, depois da Wikileaks e do William Waack que os EUA não precisam invadir o Brasil.

    A presença de FHC como padrinho, e Celso Lafer, aquele que tinha de tirar os sapatos para entrar nos EUA, não é só sintomático, é o retrato pronto de acabado da nova roupagem do entreguismo de sempre.

    Há por aqui um exército grande o suficiente para entregar de mão beijada o que eles querem. Esses institutos/ongs disseminadas por aí, com recursos vindos à sorrelfa explicam porque a CIA tem o maior orçamento do mundo sem precisar declarar o destino.

    Quando se fala em Instituto da Liberdade, que se atrela aos EUA, precisam primeiro explicar porque o país da liberdade deles criou um muro entre os EUA e o México!

    O Muro de Berlim caiu para que os EUA construíssem um Muro Mexicano! Liberdade made in USA é isso aí!

    Casa Ibiá, ao seu dispor, Tio Sam!

    EUAGloboEconomistas abrem versão de ‘Casa das Garças’ em SP

    Centro de Debate de Políticas Públicas reúne nomes de linhagem ortodoxa

    Associados lançam agenda econômica, mas não querem ser vinculados a nenhum dos partidos políticos

    THAIS BILENKYMARIANA CARNEIRODE SÃO PAULO

    Uma casa na rua Ibiapinópolis, no Jardim Paulistano, já recebeu Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente pelo PSDB, Marina Silva, presidenciável pelo PSB, e Fernando Haddad, prefeito pelo PT. Na última sexta (19), foi a vez de um ex-integrante do Federal Reserve, o banco central americano, falar sobre a política monetária dos EUA.

    É assim a nova rotina na Casa Ibiá, imóvel recuperado por iniciativa do empresário Marcos Lederman e que virou sede do CDPP. O Centro de Debate de Políticas Públicas é um "think-tank" (tanque de pessoas pensando, na tradução literal do inglês).

    A arquitetura, a discrição dos integrantes e a linha de pensamento dos economistas faz com que o lugar se assemelhe à famosa Casa das Garças carioca. Enclave do debate econômico encrustado no Leblon, foi fundado por Edmar Bacha e Dionísio Dias Carneiro, saídos da PUC-Rio.

    Pela época em que foi criada –em 2003, no fim da era FHC– e pela associação dos seus fundadores com o governo do PSDB, a Casa das Garças acabou rotulada como "ninho tucano". O CDPP, enfatizam seus associados, quer ser apartidário.

    Foi FHC quem fez a palestra inaugural da Casa Ibiá, no fim do ano passado. Na plateia, estavam ex-ministros de seu governo, como Pedro Malan e Celso Lafer, lembra-se um dos presentes.

    Foi um dos eventos que mais encheram o auditório, que comporta 50 pessoas. Também foi assim na apresentação de Marina Silva sobre sustentabilidade, feita antes de ela se tornar candidata pelo PSB. Até filhos dos associados foram neste dia.

    O CDPP tem hoje 40 sócios e um site. Lá aparecem nomes como os de José Berenguer, presidente do JP Morgan no Brasil, José Olympio Pereira, do Credit Suisse, e Pedro Moreira Salles, um dos acionistas do Itaú Unibanco.

    Dirigido pelo ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, um dos sócios-fundadores, o clube vive da contribuição dos membros e por enquanto não aceita patrocínios. "Meu sonho é um dia chegar em alguma coisa parecida com o Peterson Institute", diz Pastore.

    Foi no renomado "think-tank" americano onde nasceu, nos anos 1990, o "Consenso de Washington" –um receituário de reformas para os países da América Latina que incluíam privatização de estatais e abertura comercial e é considerado o marco do neoliberalismo na região.

    ORTODOXIA NO DNA

    A linhagem dos economistas reunidos na Casa Ibiá é ortodoxa, assevera Pastore, referindo-se a uma tendência que advoga a menor presença do Estado na economia.

    "Não temos nenhum heterodoxo [no CDPP]. Isso dá uma noção do que a gente julga que seria o DNA [do grupo]." Comporta também pessoas que estiveram no governo do PT, como Marcos Lisboa, Joaquim Levy, Henrique Meirelles e Bernard Appy.

    O clube começou com reuniões informais e jantares. Com o tempo, foi ganhando adeptos e se tornou necessária uma estrutura. Há dois anos, as reuniões passaram a ocorrer no Insper, até que a Casa Ibiá ficou pronta. Chegou-se a aventar um vínculo formal com a Casa das Garças, mas a ideia não avançou.

    O primeiro produto do CDPP ficou pronto na última semana. O documento "Sob a luz do sol: uma agenda para o Brasil" faz um diagnóstico das "razões da perda de dinamismo da economia brasileira". A principal recomendação é dar maior transparência às políticas públicas.

    Às vésperas da eleição presidencial, Pastore afirma que não há intenções de o documento servir de base para um programa de governo.

    "Nossa ação para nesse ponto [de formulação da agenda]. Cada um que a use como julgar melhor."

    Outro propósito é tentar "pescar" jovens pesquisadores nas faculdades paulistanas. O objetivo é oxigenar o debate entre gerações.

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