Ficha Corrida

26/08/2014

Tecnologia e serviço público funcionam se feitas com público

Filed under: SEI,Tecnologia,TRF4R — Gilmar Crestani @ 8:22 am
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A gestora do SEI, Patrícia Santanna Garcia, apresentou a plataforma aos representantes da prefeitura de São Paulo

Foto: Mariana Mascarenhas

Toda vez que uma ideia brilhante nasce isolada a tendência é que brilhe, mas isolada. Se não houver conexão com a realidade, é ficção. As melhores invenções da humanidade sempre partiram do que existia, não inventaram a roda quando a roda já existia. O governo brasileiro está saindo dos softwares fabricados made in USA, que já vem com com cavalo de Tróia instalado,  e está partindo para soluções próprias, made in Brasil. No caso, made in TRF4!

Trata-se do SEI, Sistema Eletrônico de Informações,  totalmente desenvolvido por servidores do TRF4. É um sistema eletrônico que controla todas as ações de um processo administrativo, gestão de documentos, sem a necessidade de uso de qualquer papel. Do início ao fim, tudo via sistema eletrônico, que pode ser usado de qualquer parte do mundo onde haja internet.

Por ser uma tecnologia desenvolvida pelo serviço público, no caso o  TRF4, é cedido sem custos para outras instituições públicas. Já está espraiado por mais de dezena de órgãos públicos, como os Ministérios das Comunicações e do Planejamento, Orçamento e Gestão, em vários Estados e Municípios (São Paulo, Joinville). Ao sair do âmbito local, TRF4, o projeto incorporou outro nome, PEN-SEI, mas o produto é o mesmo. Recentemente, o Secretaria de Segurança da Presidência da República adotou e vai incrementar, com criptografia própria, que beneficiará todos os demais usuários do sistema. É uma contrapartida pela seção do uso. O Itamarati também aderiu ao sistema.

O TRF4, onde trabalho, é pioneiro no Brasil no uso de sistema processual eletrônico. Continua sendo pioneiro e é também o mais informatizado de todos.

Mas sempre há um senão… O único senão é que o ganho tecnológico ainda não reverteu em benefício dos servidores, que trabalham mais, produzem mais, mas em prejuízo da própria saúde. Afinal, o homem não descemos das árvores para passarmos oito horas abraçados num computador, mexendo apenas com os dedos.

Agora só falta a contrapartida do STF e do Governo Federal, nos devolvendo melhores condições de trabalho e melhores salários!

RONALDO LEMOS

Tecnologia e serviço público

Hoje, a revolução tecnológica nos serviços públicos depende mais de visão do que de dinheiro

Como melhorar os serviços públicos usando a tecnologia? Não há gestor público sério hoje que não se preocupe com esse tema. Um bom estudo de caso envolve o desastre que quase arruinou o site do sistema de saúde dos Estados Unidos, o HealthCare.gov.

Anunciado como símbolo da principal política do governo Barack Obama, o projeto custou US$ 400 milhões, empregou milhares de pessoas e levou dois anos para ser desenvolvido. Quando foi lançado, em outubro de 2013, o site naufragou. Cidadãos não conseguiam sequer fazer log-in para se beneficiar do novo plano de saúde pública.

Em uma ação de emergência, a Casa Branca chamou o engenheiro Mikey Dickerson, de 35 anos, para resolver o problema. Ele já havia trabalhado na campanha de Obama e em empresas de tecnologia. Coordenando uma equipe inicial de cinco pessoas, em seis semanas evitou que a bomba política explodisse.

Dickerson foi contratado como diretor-chefe de informação da Casa Branca. Sua principal tarefa é proteger o governo de empresas gigantescas, que oferecem soluções caras, demoradas e monolíticas. Na visão dele, esse modelo é antiquado. O governo precisa atuar mais como uma start-up, apostando em soluções que já existem, em código aberto, e ciclos rápidos de desenvolvimento, que duram semanas, e não anos, para acontecer.

No Brasil, a maioria dos gestores públicos também é assediada por grandes empresas com soluções mágicas, caras e demoradas, que na prática não funcionam como o esperado e se tornam obsoletas rapidamente. É preciso mudar isso. Alguns exemplos já seguem essa direção.

No Rio, onde o trânsito só piora, o Centro de Operações da Prefeitura poderia ter contratado um estudo sobre o problema, que levaria meses e custaria alto aos cofres públicos. Em vez disso, fez um acordo com o Waze. Os dados do app sobre a cidade como um todo são fornecidos para a prefeitura em tempo real, que pode planejar o trânsito com eles. E o melhor: a custo zero. É esse tipo de parceria entre público e privado que Dickerson defende.

Outro exemplo é o mapeamento das favelas. Em um tema no qual o poder público falha há anos (até hoje muitas comunidades aparecem nos mapas como "áreas verdes"), o avanço vem sendo feito por empresas como Microsoft e Google.

Esta última, em parceria com o Afroreggae, criou o "Tá no Mapa", projeto que colocou as ruas de diversas comunidades on-line (inclusive no recurso "Street View"). São áreas onde os Correios ou outros serviços públicos não chegam. Onde as pessoas não têm endereço nem CEP.

É significativo que o mapeamento seja feito por empresas privadas. Essas companhias enxergam novos e importantes consumidores para seus produtos em áreas onde nem cidadania chegou como deveria.

Em suma, pode haver uma grande revolução tecnológica nos serviços públicos. Hoje ela depende mais de visão do que de dinheiro.

RONALDO LEMOS é advogado e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro ronaldo@itsrio.org

15/07/2014

Casas calientes contra el frío andino

Filed under: Andes,Conforto,Frio,Tecnologia — Gilmar Crestani @ 9:38 am
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Casas calientes contra el frío andino

Un proyecto para la mejora tecnológica de viviendas a casi 4.000 metros de altura en Perú consigue elevar 12 grados la temperatura de los hogares

Galo Martín Aparicio Rivera Coylata (Perú) 14 JUL 2014 – 19:57 CEST15

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Un muro especial y el sellado de los techos eleva la temperatura de las viviendas hasta 12ºC en el frío invierno en el altiplano andino. / Daniel Martorell Ramírez

“Acá el sol es bien fuerte. No calienta, quema”, comenta Nancy Zamalloa mientras conduce por una carretera circundante al lago Titicaca que se sabe de memoria. Esta bióloga hace todos los días el recorrido que la lleva desde Puno (al sureste de Perú) hasta los diferentes emplazamientos donde la organización Kusimayo tiene frentes abiertos en este departamento andino. Durante el tiempo que ella y Joaquín de la Piedra trabajaron juntos en una granja de truchas en la zona se dieron cuenta de las carencias que existían en este rincón del país. Poco después nacía Río Feliz, que es lo que significa Kusimayo en quechua. Se trata de una organización sin ánimo de lucro que desde el año 2008 desarrolla proyectos para mejorar las condiciones de vida de niños y adultos afectados por la pobreza y la desnutrición en Perú. Hasta la fecha mantienen un perfil bajo, no hacen ningún esfuerzo por aparecer en los medios de comunicación porque, dicen, lo suyo es ayudar de manera desinteresada. Entrando en la ciudad de Lampa, Nancy sentencia: “Esta es gente necesitada”.

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La población rural alto andina pasa por ser la más pobre y excluida del país. Las bajas temperaturas provocan que haya una elevada tasa de casos de infecciones respiratorias agudas, la principal causa de muerte en niños en zonas rurales. Los hogares de muchas comunidades campesinas son incapaces de atenuar los estragos que derivan de las gélidas temperaturas. En la mayoría de casos las viviendas no cuentan con la infraestructura mínima para evitar el paso del frío al interior de la misma, como puede ser el sellado de las puertas, ventanas y techo, que suele ser muy deficitario. A esta problemática se suma el escaso acceso a la energía, lo que se denomina confort térmico. La gran mayoría de hogares cuenta con cocinas de leña o bosta (excrementos de ganado), y se hace un uso ineficiente y contaminante de los combustibles. Peor aun, las casas no tienen chimenea, lo que se traduce en la inhalación de humo. Kusimayo estima que respirar junto a una cocina de fuego abierto es comparable a fumar 20 cajetillas de cigarros al día.

Nancy, Joaquín y Laura Fantozzi se desmarcan de las acciones solidarias paliativas que realiza el Estado. El resultado de las labores en este sentido por parte del gobierno es, en ocasiones, inefectivo por la falta de recursos y la manera de hacer llegar la ropa y los alimentos. Nancy agarra con firmeza el volante durante el trayecto que discurre por la trocha de 14 kilómetros que une Lampa con Rivera Coylata. Por esa pista de tierra con baches se suceden perros que vigilan el ganado y marcan el territorio, una joven pareja con su hijo envuelto en una manta de vivos colores que contrasta con el tono pardo del altiplano y postes del tendido eléctrico que simulan cruces. 20 minutos después se alcanza la quebrada de Rivera Coylata (250 habitantes, 75 familias), con sus casas dispersas a ambos lados del río y a 3.730 metros sobre el nivel del mar.

La comunidad de Rivera Coylata se intuye vacía. Se escucha el sonido de las hojas al moverse, el cacareo de las gallinas y el silencio. Mucho silencio. Al forastero la respiración se le complica y el oxígeno parece escasear. Se adivina la llegada del frío (es invierno en el hemisferio sur), a pesar de que los rayos del sol queman, como ya avisó la anfitriona. Kusimayo ha antepuesto la entrega de ropa de abrigo por la de implementar soluciones, como la del paquete tecnológico Casa Caliente Limpia desarrollado por el Grupo de Apoyo al Sector Rural de la PUCP (Pontificia Universidad Católica del Perú), el cual pretende modificar las casas existentes mediante la instalación de paredes calientes, el sellado de los techos y cocinas mejoradas para evitar la presencia de humo en su interior. Hasta el momento hay 10 funcionando, las del proyecto piloto que priorizó los hogares que estaban en condiciones más precarias. El objetivo es implementar otras 30 en 2014.

Viviana (74 años), Gabina (49) y Simona (68) son algunas de las vecinas que aparecen y conversan en quechua con Nancy. La presencia de hombres es reducida, casi todos están fueran trabajando en las minas, en la recogida de algún cultivo o en la ciudad vendiendo. Las tres mujeres son beneficiarias junto a sus familias del programa Casas Calientes Limpias, por el que han conseguido incrementar la temperatura en el interior de la vivienda en 10 grados, además de eliminar entre el 70% y 90% de la contaminación.

La temperatura en invierno en esta región alcanza los 18 grados bajo cero. En el interior de los hogares, antes de la implantación de las Casas Calientes, la temperatura era de -5 aproximadamente. Ahora se mantiene en torno a los siete grados. La directiva de la comunidad y la población están comprometidas con la implementación del paquete tecnológico. La Comunidad Rivera Coylata aporta la mano de obra y los materiales: adobe, piedras. La madera y el policarbonato vienen de fuera. El interior del Muro Trombe (el apéndice que se añade a la vivienda) está relleno de piedras de río de color negro para conseguir un mejor almacenamiento de calor durante el día. Este sistema consiste en un recinto adyacente a la casa que tiene una pared expuesta al sol. Los agujeros puestos específicamente en la pared del muro Trombe permiten que el aire calentado por el sol circule en la casa, a su vez el aire frío vuelve a entrar al recinto expuesto al sol, proporcionando calefacción a la casa. Para el éxito de este implemento es importante aislar el techo con arpillera, un material local que tiene la función de retener el calor transferido por el Muro Trombe en el interior de la estancia. El círculo de estas mejoras que se aplica con el fin de calentar los hogares se cierra con la reforma de la cocina. La nueva estructura de forma triangular es amigable con el medioambiente, está adecuada para cocinar, hace un uso eficiente del combustible y se convierte en una fuente de calor. Este tipo de tecnología se tarda dos días en implementar y requiere el trabajo de un equipo mixto de cuatro personas, entre el personal técnico calificado y maestros de obra, más dos trabajadores de la comunidad. La supervisión y el control de calidad son llevados a cabo por ingenieros.

Gabina habla con Nancy acerca de un pequeño problema relacionado con el sellado de la pared de su casa. La representante de Kusimayo, a pesar de no dominar el quechua, se entiende con su interlocutora y quedan un día de la semana que viene para sellar esa fisura por la que se filtra el frio en un lugar donde hace mucho, aunque cada vez menos.

Para saber más sobre el trabajo de Kusimayo, consulte este enlace.

Casas calientes contra el frío andino | Planeta Futuro | EL PAÍS

16/09/2013

Tecnologia rima com tirania, mas é rima pobre

Filed under: Tecnologia — Gilmar Crestani @ 7:30 am
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Quem, como eu, depende de suporte, não suporta o nerd botar banca dizendo que precisa de três dias para acrescentar numa linha de código do MUMPS “if + alguma coisa”, só porque aumentaram um faixa de imposto de renda. Mas também é verdade que, não fossem as amizades que fiz com este pessoal que escova byts, minha vida profissional teria sido um inferninho, sem bailarinas… Na área de tecnologia, como em outras, há todo tipo de profissional. Como diz a colunista, há os que vendem caro uma linha de comando. Às vezes dá até vontade de mandar ir tomar no DOS. A verdade é que só dificultam os mesmos que têm dificuldades de lidar com seres humanos. A dificuldade torna-se um meio através do qual buscam alguma aproximação. Como se sua vida dependesse da troca de “zeros e uns” por carinho. E isso não é privilégio da área de tecnologia, e já foi da medicina, passou pelo direito.

MARION STRECKER

Cara normal

Quem nunca se sentiu por baixo porque teve dificuldade de lidar com um equipamento novo?

O lado B do povo antenado é gostar de humilhar os normais, que não "evoluíram" a ponto de criar tais antenas na cabeça. Estou ironizando porque fico irritada. Em defesa das pessoas normais, digo que, se um aparelho eletrônico não é tão fácil de usar quanto uma geladeira, o problema está no aparelho.

Quem nunca se sentiu por baixo porque teve dificuldade de lidar com um equipamento? Quem nunca se sentiu refém ao pedir ajuda para consertar uma configuração? Vão dizer que os mais jovens têm menos dificuldades. Claro! Inclusive porque os mais jovens têm menos medo de errar, já que não são eles que normalmente pagam por aparelhos quebrados. Um bebê pode esmurrar um eletrônico até fazê-lo funcionar.

Já estou preparada para a reação dos espertinhos. Convivo com eles há tempo suficiente para saber como mistificam pequenos saberes. Posam de modernos, avançados, mas agem como tiranetes. O lado B da indústria da tecnologia é forçar o público a perder tempo, engolir custos e servir interesses alheios.

Imersa nesse pensamento, recebo mensagem pelo Facebook: "Ouça com as mãos, veja com o celular. Som na caixa: Novo clipe interativo do Arcade Fire. ARRASADOR!!!!"

Gosto deles, então cliquei. Fui levada a uma página que pediu um código que eu não tinha. Li com atenção. A página informava aos sem-código como obter um: acessar o endereço pelo computador.

Então iPad não é computador? OK. Tudo pelo Arcade Fire. Fui ao escritório e liguei o micro. Então a página carregou diferente e veio a mensagem fatal, em inglês: "Esta experiência não é apoiada pelo seu navegador. Por favor, tente de novo usando o Google Chrome".

Pronto. Conheço esses truques há quase 20 anos. Chrome é o software que o Google desenvolveu para concorrer com navegadores de outras empresas. Já usei razoavelmente o Chrome. Acho até que ele serviu para que os demais fabricantes melhorassem seus produtos. Mas daí a querer baixar mais um software e entupir meus equipamentos. Hello, Google. Não poderia ter feito propaganda sem obrigar as pessoas a baixar o Chrome? Vocês acham que de graça (videoclipe) vale até ônibus errado (software que não quero)?

Estamos num mundo em que a propaganda não pode ser claramente propaganda. Tem de vir disfarçada de "conteúdo". Quanto mais disfarçada, melhor. Como aqueles três caracteres (#ad) que algumas pessoas estão usando no Twitter. Eles não se importam que boa parte do público não saiba que "ad" é abreviatura de anúncio publicitário, só que em inglês. Que a propaganda venha disfarçada de "conteúdo" é melhor para quem, mesmo? Para quem ganha com ela, claro.

Muitos profissionais de informática, internet e marketing vão se irritar com estes comentários e me chamar de ingênua, se não partirem para reações mais agressivas. Paciência. Estamos quites. Também estou irritada com os comentários deles, de que "não custa nada" baixar um monte de coisas, que o Chrome é muito melhor que os concorrentes, que o preço da evolução é "esse mesmo", que o Google nos proporciona música "de graça".

O problema é que o mundo da tecnologia fica cada vez mais complicado porque muita, muita gente mesmo ganha com essa complicação dos infernos.

marionstrecker@gmail.com

LULI RADFAHRER
escreve neste espaço na próxima semana

26/08/2013

Quem não cola não sai da escola, made in USA

Filed under: Educação Pública,Tecnologia — Gilmar Crestani @ 7:48 am
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Copiar nem sempre prejudica a criatividade; na verdade, estimula

Para especialistas em propriedade intelectual, liberdade para imitar muitas vezes resulta em inovação e permite que os pobres desfrutem de símbolos do consumo

MARCELO NINIODE PEQUIM

Demonizada pelos que defendem a ampliação das leis de patentes, a cópia nem sempre é inimiga da inovação. Ao contrário: com frequência, é a mãe da invenção.

É o que afirmam dois especialistas em propriedade intelectual, os norte-americanos Kal Raustiala e Christopher Sprigman, autores de "The Knockoff Economy" ("A Economia da Cópia", ainda não editado em português).

Remando contra a corrente das críticas à indústria da cópia, sobretudo a da China, eles dizem que há casos de sobra em que a liberdade para imitar resultou em inovação, como nos setores do software e da moda.

Leia trechos da entrevista que eles concederam à Folha, por e-mail.

Folha – A cópia e a criatividade podem coexistir?

Kal Raustiala e Christopher Sprigman – A opinião convencional é que copiar é ruim. Já que usualmente é mais barato copiar do que criar, copiar solaparia o incentivo à criação. É para isso que existem as leis de direitos autorais.

Na realidade, porém, copiar nem sempre prejudica a criatividade, e em certos casos até a estimula.

Um grande exemplo é a indústria da moda norte-americana. Nos EUA, é legal copiar designs de moda. Mas isso não impede que os estilistas desenhem coisas novas. Na verdade, a liberdade de cópia gera maior criatividade.

Quando cópias são feitas, o design original se torna uma tendência. Como todos sabemos, as tendências de moda um dia morrem, e o mercado exige novos designs para tomar seu lugar.

A liberdade de copiar faz com que esse ciclo gire mais rápido, dando-nos mais criatividade e opções de estilo.

Muitos outros setores são parecidos. Se compreendermos como o processo de cópia funciona, poderemos criar uma sociedade mais inovadora e criativa.

Em que casos os direitos de propriedade intelectual bloqueiam a inovação?

Quando dificultam a melhora de uma invenção. Boa parte das inovações ocorre gradualmente. Com o tempo, invenções são alteradas e refinadas para gerar produtos cada vez melhores.

Mas patentes e direitos autorais com termos excessivamente amplos podem tirar de cena os elementos básicos de um projeto ou invenção e, ao fazê-lo, tornar muito difícil ou dispendioso para terceiros a melhora de uma invenção.

A China é o maior alvo dos críticos. Vocês citariam um exemplo de cópia chinesa que resultou em inovação?

A Xiaomi é uma das fabricantes chinesas de celular com crescimento mais rápido. Criada menos de três anos atrás, a Xiaomi já vendeu 7 milhões de celulares e faturou 10 bilhões de yuans (cerca de R$ 3,8 bilhões). Os celulares da Xiaomi parecem muito familiares, porque o design imita o iPhone.

Superficialmente, a Xiaomi parece ser só mais uma imitadora chinesa. Mas isso desconsidera o aspecto mais importante da ascensão da companhia e uma importante tendência no estilo chinês de "imitação inovadora".

A Xiaomi se tornou uma força na China em parte por se parecer muito com a Apple. Mas seu sucesso na verdade se deve ao fato de ela ser o oposto da Apple.

A gigante americana é famosa pela abordagem "fechada" quanto à tecnologia. A Apple mantém controle fastidioso sobre o design de seus produtos e acredita que sabe melhor que o consumidor o que este deseja.

Enquanto a Apple se comporta de modo ditatorial, a Xiaomi é bastante democrática. Confia muito nas reações dos consumidores.

A cada sexta-feira, a companhia lança atualizações de seu sistema operacional, baseado no Android. Em poucas horas, milhares de frequentadores dos fóruns da empresa sugerem novos recursos e ajudam a resolver defeitos no software.

Assim, a Xiaomi combinou efetivamente o design da Apple e o espírito colaborativo do movimento do software aberto. A Xiaomi é claramente imitadora. Mas também inovadora.

Os senhores argumentam que a ansiedade dos EUA quanto à pirataria chinesa é "um equívoco". A proteção da propriedade intelectual não é de interesse nacional?

Alguns setores prosperam sem proteção à propriedade intelectual. Ampliar essa proteção não necessariamente significa mais sucesso ou crescimento econômico.

Veja o setor de banco de dados. Nos EUA, os bancos de dados não contam com forte proteção de copyrights. Na Europa a situação é a oposta, devido a uma mudança nas leis na década de 1990.

Mas, nos anos transcorridos desde então, o setor vem crescendo mais nos EUA que na Europa. A questão não é a propriedade intelectual, mas a inovação e o crescimento. A propriedade intelectual pode representar uma barreira para isso.

Qual é a importância social da liberdade de copiar?

A China continua a ser um país pobre, mas está crescendo com extrema rapidez. Também é uma das nações com mais desigualdade no planeta, ao lado do Brasil.

Em países com alta desigualdade, as cópias dão aos pobres a oportunidade de desfrutar de alguns dos símbolos de uma sociedade de consumo. Assim, as cópias são uma forma de aliviar ao menos em parte as pressões causadas pela desigualdade.

Isso é importante porque explica a resistência chinesa em impedir as cópias.

A tolerância da população chinesa facilita a prosperidade da indústria da cópia?

"Shanzhai", como é conhecida a cópia de baixo custo na China, significa literalmente "baluarte de bandidos". Mas na China moderna denota um tipo inteligente de cópia que toma um modelo dispendioso e o muda um pouquinho para atender ao consumidor médio.

O governo reconhece esse ponto, considerando alguns dos "shanzhai" como bons exemplos da engenhosidade do povo chinês.

Em que casos a cópia beneficia o produto original?

Bill Gates tinha razão quando disse que, "se eles pretendem roubar, melhor que roubem o nosso produto". O software, especialmente, é um bem dotado do que economistas denominam "externalidades de rede".

Isso significa que, se apenas uma pessoa usar o Microsoft Word, usá-lo não será útil para você. Mas, se todo mundo em seu escritório usar o programa, ele será muito útil e é mais provável que você opte por ele do que por um formato concorrente.

Assim, permitir cópias expande a fatia de mercado, e isso pode se tornar valioso no futuro, mesmo se as cópias atuais forem piratas.

Os senhores sugerem que os EUA deveriam levar sua história de pirataria em conta e "relaxar". Por quê?

No século 19, os EUA eram grandes copiadores, e a superpotência econômica que reinava no período, o Reino Unido, odiava isso.

Mas, com o tempo, todas aquelas cópias terminaram por ajudar muitos britânicos e criaram imenso mercado para bens britânicos. Hoje os EUA se tornaram a maior força para a expansão das leis de propriedade intelectual.

Com o tempo, a China seguirá caminho semelhante.

Sabemos que países passam a dedicar mais atenção à propriedade intelectual à medida que enriquecem e desenvolvem conhecimentos especializados, mas isso pode tomar muito tempo.

Assim, seria sábio que os EUA pensassem no futuro e reconhecessem que a China não mudará assim tão cedo e que copiar não é assim tão ruim quanto muita gente foi levada a crer.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

09/06/2013

Técnico, sem humanidade, é robô

Filed under: Tecnologia — Gilmar Crestani @ 8:59 am
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Como em qualquer profissão, se não houver a dimensão humana, não serve. Aliás, toda e qualquer profissão, mesmo aquela que estuda alienígenas, só faz sentido se fizer, em algum momento, a conexão humana. Não existe profissão ou profissional “in vitro”, cuja pesquisa ou atividade, não guarde relação com interesses humanos. Os relegam a dimensão humana não passam de robôs facilmente descartáveis. Mais ainda quando se acrescenta “da Informação”, e mesmo quando se trata a comunicação entre robôs.

Tecnologia vive explosão de vagas que não têm candidato

Até 2015, 117 mil postos permanecerão desocupados em áreas essenciais do setor no Brasil, mostra estudo

PEDRO ARAUJOCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A tecnologia permeia cada dia mais as relações comerciais e a vida pessoal. Isso tornou o profissional de TI (tecnologia da informação) um dos mais procurados do país.

Segundo um levantamento da consultoria IDC, somente neste ano o Brasil terá 276 mil vagas para profissionais de TI, sendo que apenas 200 mil delas serão preenchidas.

E a perspectiva é que o cenário piore: até 2015, 117 mil postos permanecerão desocupados em áreas essenciais como segurança, telefonia IP e redes sem fio.

Setores mais específicos, como computação em nuvem, mobilidade e data center também enfrentarão tal escassez.

Nas empresas, a grande queixa é o deficit na qualificação dos profissionais. E isso no Brasil e em diversos outros países.

Segundo a pesquisa State of Business Intelligence, do portal de ensino de tecnologia Teradata University Network, feita com 308 gerentes em 43 países, quase um terço dos empregadores apontou a falta de experiência como maior desafio.

Logo em seguida aparecem a base de negócios insuficiente (26%), baixa capacidade técnica e falta de conhecimento em ferramentas reais (22%), além de pouca habilidade de comunicação (21%).

"O setor de tecnologia vive em constante renovação. E sempre que aparecem novidades há também uma nova demanda por profissionais diferenciados", afirma Alberto Albertin, coordenador do Centro de Tecnologia da Informação Aplicada da Fundação Getulio Vargas.

"Muitos profissionais chegam às empresas sem o domínio de ferramentas técnicas essenciais simplesmente porque leva algum tempo para obter essa formação."

EXPERIÊNCIA AMPLA

Além de competências técnicas, esse especialista precisa entender da área de negócios para aproveitar a alta demanda.

Foi essa formação que Rodrigo Nasser, 33, buscou para crescer na carreira. Ainda quando cursava administração, ele já sabia o que queria fazer: gestão em tecnologia.

Sua primeira experiência, contudo, não foi em TI, mas na gerência de relação com investidores de uma empresa de software.

"Era preciso mastigar alguns ossos para poder comer a carne lá na frente. Sabia que necessitava, acima de tudo, aprender a lidar com pessoas no dia a dia", afirma o executivo.

Após nove anos na companhia, tendo comandado todas as operações da filial mexicana entre 2008 e 2010, Nasser transferiu-se para a Netshoes, onde, desde outubro do ano passado, é diretor de tecnologia.

"Quanto mais tempo se demora para definir as áreas preferidas em TI, mais difícil é fazer o salto entre as áreas da profissão, e muita gente vai passar na sua frente por causa dessa indecisão", afirma Nasser.

E há muitos setores com grandes oportunidades. Por exemplo, a pesquisa O Mercado de Profissionais de TI, realizada pela Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), apontou que dez cargos concentram 93% das contratações no país.

As ocupações com maior demanda são: analista de desenvolvimento de sistemas, analista de suporte computacional, programador de sistema da informação, técnico em manutenção de equipamentos de informática, help desk, analista de redes e de comunicação de dados, operador de computador, operador de rede de teleprocessamento, analista de sistemas de automação e programador de internet.

A Brasscom, em parceria com os ministérios da Ciência e da Educação, criou ano passado o projeto Brasil Mais TI para capacitação com cursos gratuitos on-line de linguagens de programação e introdução ao setor da TI.

Até março, foram cerca de 70 mil inscritos. Os três cursos mais procurados são algoritmos (19%), comunicação visual para web (9%) e programação de páginas web (8%). A associação estima que o setor de TI faturou US$ 112 bilhões em 2011 e respondeu por 4,5% do PIB.

LIDERANÇA

Mas o que as empresas esperam, afinal, de seus profissionais? Segundo especialistas, não se pode mais buscar apenas manter-se atualizado em relação às novas tecnologias, é preciso também desenvolver habilidades de gestão.

"Muitas vezes, o profissional fica muito focado no aspecto técnico e se esquece de desenvolver habilidades comportamentais, o que é igualmente interessante", afirma Edvaldo Acir, diretor geral da Vizury, multinacional indiana que atua no mercado de publicidade digital.

Para Malena Martelli, vice-presidente de Recursos Humanos da Capgemini Brasil, uma empresa de tecnologia de origem francesa, a capacidade de se comunicar e entender as necessidades de cada setor do negócio é um diferencial bastante apreciado nos profissionais que disputam postos de trabalho em TI.

"Hoje, o funcionário precisa mostrar senso de urgência, resiliência, adaptabilidade e foco em resultado. Não estar atualizado ou não ser capaz de argumentar com consistência sobre sua área de atuação é péssimo para alguém que quer ocupar as melhores vagas nesse mercado", afirma a executiva.

"Não há mais espaço para o profissional de perfil meramente técnico", aponta Júlio Vieitz, diretor geral da unidade brasileira da Level UP, empresa de entretenimento digital.

"Quanto mais esse indivíduo tiver uma visão de gestão de custos, investimentos e estratégia empresarial, melhor ele será", completa.

ESTUDOS EM SÉRIE

Essa percepção também foi o diferencial na carreira de Mauro Brecha Campos, 38, diretor de serviços da Avaya para a América Latina, empresa do ramo de tecnologia para comunicações. Há 11 anos na companhia, o executivo conta que obteve seu crescimento graças à constante atualização.

Formado em engenharia elétrica pelo Instituto Mauá de Tecnologia (antiga Faculdade de Engenharia de Mauá), ele chegou à empresa como estagiário.

Em 2005, Campos assumiu seu primeiro cargo de gestor, na área de gerência de suporte técnico. Mas diz que não parou de se atualizar.

De lá para cá, realizou cursos de espanhol, pós-MBA em gestão de negócios e obteve outras certificações.

"Cheguei à gestão por dois fatores. Embora as certificações tenham sido fundamentais, as competências comportamentais, como conhecer a organização, ter curiosidade e iniciativa, também foram importantes."

Qualificar-se em TI não é fácil no Brasil. Estudo da Brasscom mostra que a a evasão escolar na área é de 87%. O principal motivo é a pouca base em matemática em razão de deficiências nos níveis fundamental e médio.

O diretor de educação e recursos humanos da associação, Sergio Sgobbi, afirma que o mercado de TI brasileiro cresce a taxa robustas, acima de dois dígitos. "O deficit projetado apenas em oito Estados é de 78 mil profissionais. Só o esforço de formação em larga escala vai solucionar isso", diz.

Segundo a IDC, a Copa do Mundo, a Olimpíada, os recentes incentivos fiscais do governo para equipamentos de rede como smartphones e o leilão do 4G contribuem para ampliar a lacuna de habilidades de TI no país nos próximos anos e aumentar ainda mais o deficit de profissionais necessários.

03/06/2013

Tecnologia do reCaptcha e Duolingo

Filed under: Tecnologia — Gilmar Crestani @ 8:22 am
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ENTREVISTA LUIS VON AHN

Hoje entendemos em horas coisas que levariam anos

Traduzir a web inteira é o objetivo do professor de ciência da computação que criou os projetos recaptcha e duolingo

NATASHA FELIZICOLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO

Quando criança, Luis von Ahn imaginou uma academia onde, em vez de se cobrar mensalidade, a energia gerada pelo esforço físico das pessoas fosse vendida a companhias elétricas.

Hoje, como professor de ciência da computação na Universidade Carnegie Mellon e empresário, von Ahn não perdeu a ideia de vista.

Ele é o homem por trás dos projetos reCaptcha, o sistema de verificação que exige que digitemos os caracteres em uma imagem, e Duolingo, um programa de ensino de idiomas gratuito, ambos com o objetivo de "traduzir a web inteira".

No Duolingo, materiais que precisam ser traduzidos são fragmentados e distribuídos entre os exercícios dados aos alunos. Quando o documento estiver completamente traduzido, é devolvido ao dono, que paga pela tradução (clientes como a Wikipédia recebem o serviço de graça).

No caso do reCaptcha, as imagens de letras distorcidas são trechos de livros e documentos mal reconhecidos por scanners no processo de digitalização, de modo que, ao digitá-los, o usuário "contribui" para a digitalização de livros e documentos.

A verificação de ambos é baseada no crowdsourcing, ou seja, na contribuição de várias pessoas que digitam a mesma imagem –ou fazem o mesmo exercício– e geram um padrão de erros e acertos.

Luis von Ahn também foi o primeiro a usar o termo "computação humana", que descreve a combinação entre habilidades exclusivamente humanas e a capacidade de processamento dos computadores.

A Folha o entrevistou durante o evento WWW2013, que aconteceu no mês passado no Rio.

Você disse que precisamos traduzir toda a web. Por que é mais difícil fazer isso em algumas línguas que em outras?

A desigualdade é imensa. Mais de 50% da web é em inglês, mas menos de 25% das pessoas que usam a web falam inglês. Para os computadores, a dificuldade das línguas depende da quantidade de informação que existe. Então inglês é relativamente fácil porque há muitos dados, enquanto línguas com menos dados são mais difíceis.

Projetos como o Duolingo podem ter impacto positivo na educação em países em desenvolvimento?

A maioria dos métodos de aprendizado de línguas exige que você tenha dinheiro, e a maioria das pessoas que quer aprender não tem. Eu queria inventar um jeito de ensinar línguas de graça, em que a energia mental das pessoas fosse usada para fazer algo de valor: traduzir a web. A CNN pagava tradutores profissionais para traduzir seu site, e agora paga a nós. Cobramos de algumas empresas para traduzir, então de certa maneira eles estão pagando para que pessoas aprendam línguas. Eles nos pagam, e damos às pessoas o ensino de graça.

Como você desenvolveu o método do Duolingo?

Há três anos, não sabíamos nada sobre o ensino de línguas. Então lemos alguns livros e fomos atrás de especialistas. Agora que temos 1 milhão de usuários, fazemos tudo com base nos dados. Por exemplo, se quero saber se devo ensinar adjetivos antes dos advérbios, metade dos próximos 50 mil usuários vai aprender em uma ordem, e a outra metade em outra ordem. Aí medimos qual grupo teve melhores resultados. O método é totalmente baseado em dados, estatística, e não em uma filosofia.

Observamos muitas coisas com esses experimentos. Por exemplo: notamos um leve decréscimo no desempenho de pessoas com 20 anos em relação a pessoas de 10. Também descobrimos que mulheres italianas aprendem inglês 10% mais rápido que homens italianos, mas não tenho ideia do porquê.

A quantidade de dados de que dispomos hoje e a capacidade de processá-los podem mudar o modo como fazemos ciência?

Acredito que sim. Há 20 anos, o ensino de língua funcionava com um professor e 20 alunos. Não dá para saber muito sobre como ensinar melhor com 20 alunos, porque 20 é pouco. Talvez depois de 20 anos você possa inferir algo. Agora, podemos observar 2 milhões de pessoas aprendendo uma língua ao mesmo tempo e conseguimos entender as coisas em horas, em vez de anos. O cientista tenta entender, e o engenheiro só tenta fazer. No meu caso, estou tentando fazer, mais do que entender.

26/01/2013

Te liga, Yoani

Filed under: Cuba,Tecnologia,Telefones,Yoani Sánchez — Gilmar Crestani @ 11:54 am

A “dissidente” mais famosa, “subsidiada” pela CIA, com emprego e voz em todos os principais grupos mafiomidiáticos do mundo, mantinha conexão e não sabia que Cuba tinha acesso via cabo ótico…

El cable de fibra óptica entre Cuba y Venezuela comienza a funcionar

La velocidad de la conexión aún no ha aumentado en la isla

Yoani Sánchez La Habana26 ENE 2013 – 00:12 CET104

Obreros cubanos arrastran un cable submarino en 2011. / EFE

A punto de cumplirse dos años desde su instalación, el cable de fibra óptica entre Cuba y Venezuela comienza a dar señales de actividad. La semana pasada un experto de Renesys, firma estadounidense que analiza el tráfico en Internet, sugirió en su blog que el tendido Alba-1 habría comenzado a funcionar. En un primer momento la actividad solo fue perceptible en una dirección, pero después de varios días se comprobó el envío y recepción de datos. El gobierno cubano no confirmó la noticia hasta este jueves, en una escueta nota en el periódico oficialista Granma.

Cuba y Venezuela comenzaron en el año 2007 a trabajar para instalar el cable submarino, que lleva por nombre las siglas de la Alternativa Bolivariana para los pueblos de Nuestra América. Con un coste de casi 52 millones de euros y tras sucesivos retrasos, el cable tocó tierra en Santiago de Cuba en febrero de 2011. Sin embargo, la isla continúo utilizando los servicios de los proveedores de Internet a través de satélite. Durante los dos años transcurridos, los medios oficiales guardaron silencio sobre el cable, lo que fomentó los rumores de una posible avería por mal uso o por desvío de recursos.

Doug Madory, ingeniero de investigación de la empresa Renesys, afirmó que la empresa española Telefónica había comenzado a dirigir tráfico de Internet a la Empresa e Telecomunicaciones de Cuba S.A (ETECSA). Telefónica negó el martes pasado que estuviera suministrando servicios de enrutamiento para el Alba-1, pero sí confirmó que provee de otros servicios a la empresa estatal cubana.

El hecho de que de que el tráfico de internet hacia Cuba haya caído por debajo de los 480 milisegundo podría ser una evidencia de que la isla está usando otras fuentes de acceso además de los satélites. “Aunque la activación del Alba-1 pudiera ser una buena medida para mejorar los enlaces de ETECSA con internet, probablemente Cuba seguirá sin poder disponer de una amplia oferta de acceso a la red”, escribió Madory. También el periódico Granma advirtió que "la puesta en operación del cable submarino no significará que automáticamente se multipliquen las posibilidades de acceso".

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Según datos oficiales, el 23,23% de los cubanos tiene acceso a internet. La cifra ha sido muy criticada y puesta en duda por varios analistas, que aseguran que incluye a los usuarios de la intranet nacional. Varios estudios sitúan a Cuba en el último puesto de América Latina, con solo un 3% de tasa de conectividad a la red internacional.

En las dos semanas transcurridas desde los primeros indicios de funcionamiento del cable no se ha percibido ningún cambio en la conectividad para usuarios de centros laborales o docentes. Tampoco ha aumentado la velocidad de los pocos cibercafés que existen en La Habana, según ha podido comprobar EL PAÍS. Con un precio que oscila entre los 5 y 10 euros por una hora de acceso a la web, los hoteles continúan ofreciendo una conexión extremadamente lenta y con múltiples sitios censurados.

Consultado por este diario, un joven que aguardaba a las afueras de un concurrido local de internet en La Habana Vieja se mostró sorprendido por la información de Renesys. “¿Y ahora cómo van a explicar que tengamos que pagar tanto por una hora de conexión?, dijo. Varias de las personas que esperaban su turno frente a un ordenador coincidieron en la misma pregunta.

El periodista independiente Frank Abel García, que a través de su cuenta en la red social Twitter @FrankAbelCuba publica mensajes de texto, se mostró escéptico con la noticia. “Me parece que no hay interés ni voluntad política por parte del gobierno en que el pueblo tenga acceso a internet”. A su juicio, si el cable se activa masivamente podría ser un “duro golpe a la propaganda oficial”. “Se le abrirían los ojos a mucha gente con respecto a lo que pasa en el mundo y también en nuestro propio país”, aseguró en la red.

Los medios oficiales siguen mostrando a internet como un conglomerado de violencia, pornografía y falsa información. Sin embargo, muchos jóvenes parecen entusiasmados y ansiosos con los últimos detalles sobre el cable aparecidos en la prensa internacional. La gran telaraña mundial quizás esté más cerca de lo que parece.

El cable de fibra óptica entre Cuba y Venezuela comienza a funcionar | Internacional | EL PAÍS

23/01/2013

Cómo el MIT atrapó a Aaron Swartz

Filed under: Aaron Swartz,Tecnologia — Gilmar Crestani @ 9:22 am

 

Cómo el MIT atrapó a Aaron Swartz

La institución académica participó activamente en la persecución del activista cibernético

NOAM COHEN New York21 ENE 2013 – 21:36 CET197

Aaron Swartz en enero / Michael Francis McElroy (AP)

Hace unos meses, un misterioso visitante utilizó la red de Instituto de Tecnología de Massachussets (MIT) para descargar y copiar millones de artículos de investigación que pertenecían a JSTOR, la organización sin ánimo de lucro que vende suscripciones a las universidades.

El visitante era listo, ya que cambiaba su identificación para evitar ser bloqueado por el sistema de seguridad del MIT. Con el tiempo, la universidad pensó que había detenido la intromisión. Sin embargo, el 3 de enero de 2011, de acuerdo con documentos internos del MIT a los que el New York Times tuvo acceso, la universidad fue informada de que el intruso había vuelto. Esta vez descargando documentos muy lentamente, con un nuevo método de acceso, para no llamar la atención de los expertos en seguridad. "El usuario no estaba usando los métodos típicos para acceder a la intranet del MIT", concluyó Mike Halsall, un analista de seguridad de la institución.

Lo que los representantes de la universidad no sabían era que el intruso era Aaron Swartz, una de las mentes más brillantes del mundo de la tecnología y un defensor del acceso libre a la información, que contaba además con una beca de colaboración en Harvard.

La decisión de la universidad fue la de tratar las descargas como un crimen continuo que debía ser investigado, y atrapar al hacker.  Para ello se utilizaron cámaras ocultas y sistemas electrónicos de vigilancia contra Swartz, con la ayuda de la policía. Esta decisión llevó a un juego de persecución  con el joven que duró dos días y a presentar  contra él cargos por fraude informático. Swartz, de 26 años, con un juicio que iba a comenzar en abril y que se enfrentaba posiblemente a una larga condena, fue encontrado muerto, aparentemente por suicidio, en su piso en Brooklyn, el 11 de enero. La información recolectada por la institución fue entregada a la fiscalía, a pesar de que el MIT no contaba con ninguna orden judicial.

El MIT colocó cámaras de vigilancia para investigar a Swartz

Los defensores del ciberactivista dijeron que la decisión del MIT era un duro golpe a una institución que se enorgullecía por tener un sistema de red abierto y por ser el hogar de la cultura de la programación. Los que defienden a la institución vieron a la intromisión como un crimen informático que debía ser tomado en serio.

El MIT se negó a confirmar estos detalles o a comentar cualquiera de las acciones que llevó a cabo durante la investigación. El presidente de la Universidad, L. Rafael Reif expresó su pesar la semana pasada: "Me duele pensar que el MIT tuvo que ver en una serie de eventos que terminaron en una tragedia".

Varios emails entre representantes del MIT de enero de 2011 detallan las presiones a las que se enfrentaban para resolver un problema que pensaban que ya estaba cerrado. Ann J, Wolpert, director de las bibliotecas, escribió a Ellen Finnie Duranceau, que estaba recibiendo las quejas de JSTOR: “La magnitud, y la naturaleza de los abusos puede ser concebida como una acción criminal. Ciertamente, es como JSTOR lo ve”.

La institución académica también ha contado con el apoyo del gobierno. “El MIT se vio obligado a identificar al hacker y en su arresto para prevenir abusos futuros”, alegó el fiscal en la corte. Michael Susmann, el abogado fiscal declaró que el MIT era la víctima y que, sin más información, tenía que asumir que cualquier podía ser el hacker "aunque fueran niños de 16 años con acné”. Además, señaló que una vez que la policía había entrado en el juego, la universidad no podía dar un paso atrás en la investigación.

El padre de Swartz se describió a si mismo como “devastado” en una entrevista teléfonica. “El MIT dice que fueron muy neutrales, pero yo creo que no y que pusieron sus intereses por delante”. El hombre declaró que había asistido a dos reuniones con el rector, Eric Grimson. En ambas reuniones los miembros del equipo legal del MIT le aseguraron que el gobierno había obligado a la institución académica a recolectar el material para acusarlo. El padre recordó su conversación con el rector:  “Le dije, ‘¿por qué esta destruyendo a mi hijo?’ Y el respondió: ‘No lo estamos haciendo".

Copyright 2013 The New York Times News Service

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26/12/2012

O tigre asiático

Filed under: China,Tecnologia — Gilmar Crestani @ 8:39 am

Compare com o tigre asiático com  panzer alemão

China estrena la línea ferroviaria de alta velocidad más larga del mundo

El primer viaje cubrirá 2.298 kilómetros en ocho horas, tres veces menos que en la actualidad

Agencias Pekín26 DIC 2012 – 08:53 CET7

Un pasajero toma una foto delante del tren de alta velocidad en Guangzhou, en el sur de China. / STR (AFP)

La inauguración de la línea ferroviaria de alta velocidad más larga del mundo espera relanzar la imagen del transporte ferroviario chino, tras los escándalos y las dudas sobre la fiabilidad que han asolado al sector en los últimos años. El primer "tren bala" salió esta mañana de Pekín rumbo a Cantón, en el sur del país, en el día del aniversario del nacimiento del líder de la revolución, Mao Tse-Tung.

El nuevo tren cubrirá un trayecto de 2.298 kilómetros entre la capital y el polo económico del sur del país en apenas ocho horas, es decir, tres veces menos que los medios de transportes utilizados hasta ahora. La velocidad media será de 300 kilómetros por hora y realizará 35 paradas.

Las primeras líneas de alta velocidad se estrenaron en China en 2007. Desde entonces, el país se ha dotado de la red más extensa del mundo, al cubrir más de 8.000 kilómetros en 2010, una cifra que el Gobierno prevé doblar antes de 2020, pese a los problemas de corrupción y seguridad destapados en los últimos años.

En julio del año pasado, el choque entre dos trenes de alta velocidad causó 40 muertos y unos 200 heridos en Wenzhou (en la provincia oriental de Zhejiang). Dos vagones cayeron desde el puente en que quedó detenido el convoy que fue embestido. Unos vídeos de pasajeros publicados en Internet mostraban fallos en la seguridad, aunque la investigación oficial achacó a un rayo la responsabilidad del accidente.

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18/12/2012

Una mujer tetrapléjica domina un brazo robot de última generación con la mente

Filed under: Tecnologia — Gilmar Crestani @ 8:26 am

La prótesis usa un algoritmo novedoso que reproduce el control mental de los movimientos

La paciente perdió la movilidad debido a una enfermedad neurodegenerativa

Jaime Prats Valencia17 DIC 2012 – 21:01 CET45

Jan Scheuemann, tetrapléjica debido a una enfermedad neurodegenerativa, se ayuda de un brazo robótico para comer chocolate. / Reuters

A los 40 años, los médicos diagnosticaron a Jan Scheuermann, una mujer de 53 años, una enfermedad degenerativa que afectaba a las neuronas del cerebelo (el lugar del cerebro desde donde se controla la coordinación muscular y el equilibrio). Jan ya ha perdido totalmente la movilidad de su cuerpo por debajo del cuello. Pero con ayuda de un brazo robótico, que controla con el pensamiento, ha vuelto a mover objetos a voluntad como refleja un artículo publicado este lunes en el Lancet Medical Journal.

No es la primera vez que se presenta un equipo de estas características. Sin embargo, los responsables de este nuevo brazo destacan que nunca hasta ahora se había conseguido un control tan preciso y tan natural. Ello se ha logrado gracias a “un enfoque completamente diferente” debido al desarrollo de un algoritmo informático que imita fielmente la forma en la que un cerebro sano controla los movimientos de los miembros, como indica Andrew Schwartz, profesor de neurobiología de la Universidad de Pittsburg (Pensilvania, Estados Unidos) y primer firmante del artículo.

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La paciente tiene dos sensores de cuatro por cuatro milímetros implantados en el córtex cerebral. Estos pequeños dispositivos contienen microelectrodos encargados de recoger la actividad cerebral de la corteza motora, la zona responsable de la planificación, control y ejecución de los movimientos voluntarios y de enviarla a un procesador que interpreta las señales y las traslada a un brazo mecánico, encargado de ejecutar las acciones que se generan en el córtex.

A los dos días del implante, Jan ya era capaz de mover el miembro robótico, y, después de un proceso de entrenamiento de 14 semanas, desarrolló un elevado control del brazo, hasta el punto de que, de acuerdo con el artículo, ha sido capaz de desarrollar una “coordinación, habilidad y rapidez de movimientos casi similar” a la de cualquier persona normal con su brazo. Jan puede coger objetos, moverlos y depositarlos en distintos lugares a voluntad.

“Los movimientos son fluidos y mejores que cualquier otro trabajo similar”, ha inistido Andrew Schwartz a la BBC. “Creo que esta tecnología tendrá uso terapéutico para personas afectadas por lesiones de médula espinal, permite realizar tareas que ayudarán a estos pacientes en sus tareas cotidianas”.

En la publicación, Grégoire Courtine, un colega de Schwartz de la Escuela Politécnica Federal de Lausana, centro de referencia europeo en este tipo de tecnología, califica de "auténtico éxito" este nuevo interfaz cerebro-máquina. A pesar de los problemas que aún quedan por resolver en este tipo de  equipos -entre otros aspectos, son muy voluminosos lo que limita su uso por parte del usuario-, Courtine sostiene que el uso clínico de las prótesis robóticas se acerca a grandes pasos.

Una mujer tetrapléjica domina un brazo robot de última generación con la mente | Sociedad | EL PAÍS

17/09/2012

E na privada não vai nada?

Filed under: Tecnologia,Telefones — Gilmar Crestani @ 7:44 am

Ficou fácil incrimnar a telefonia. Mas quem criou o monstrengo não é lembrado. Eu ainda lembro que a primeira companhia, a CRT, vou trocada por trinta dinheiros com o consórcio RBS & Telefônica. A ladainha era que o Estado era incompetente e este seria um serviço a ser explorado pela privada. A cara de pau era tão grande que nem se importavam que fossem as privadas nacionais com as públicas externas. Poderiam ser estatais, desde que fossem da Espanha, Itália.  E os Estados espanhol e italiano, como se está vendo agora, são um primor de administração… Os vira-latas nacionais adoram uma enrabada externa. Taí, ó. E o idiota odeia a tecnologia…

MARION STRECKER

Eu odeio tecnologia

Digito este texto com o fígado, ouvindo a musiquinha da Vivo e esperando que alguém resolva meu problema banal

Acabo de voltar ao Brasil. Tentando fazer a vida prática funcionar, ouço mais uma vez a musiquinha da Vivo no viva-voz, enquanto digito este texto com o fígado. Mais uma vez espero com paciência de Jó, que não tenho, a hora em que algum ser humano possa dizer alô e consiga resolver um problema banal: como fazer um telefonema.

Muito precavida, havia pedido para meu marido comprar com antecedência um chip brasileiro para mim, para que, quando chegasse, já tivesse um celular. Ele comprou. Mas, quando cheguei e instalei o chip no iPhone com o qual usava a AT&T nos EUA, notei que o telefone estava bloqueado. Como a AT&T não fez roaming para mim, meu número americano não funciona aqui.

Fui então à loja da Vivo, investi duas horas em rever o plano familiar e pedi que desbloqueassem o aparelho. Ouvi um não. Fui então até a Marechal Deodoro, no centro de São Paulo, em busca de alguém que desbloqueasse meu iPhone na porrada, já que seria mais prático do que comprar outra passagem para os EUA. Não encontrei o sujeito certo, e o rapaz que me atendeu na lojinha debaixo do Minhocão me pediu para deixar o iPhone e buscar no dia seguinte. Perguntei se os dados seriam apagados. Ele disse que sim. Aí eu disse não, obrigada.

Voltei para casa pensando que meu desktop está preso com minha mudança em alguma doca do porto de Santos, esperando alguma greve da Receita Federal acabar, de modo que não posso agora fazer um backup completo do meu iPhone.

Meu marido, então, me emprestou seu Samsung, mas não consegui que ele se entendesse com meu chip Vivo. Ele então me emprestou seu iPhone (que havia sido meu e já estava desbloqueado pela Vivo). Peguei o iPhone, o carro e fui passar o 7 de Setembro na praia.

Naquele dia, não só eu mas todos que usavam Vivo à minha volta ficaram sem telefone, numa região que a Vivo sempre primou por atender melhor que os concorrentes: o litoral norte de São Paulo.

Quando enfim consegui falar com a Vivo no feriado, gastei mais duas horas para entender se estava tudo ok, se os planos contratados estavam corretos e então desliguei. Achei que seria bom ficar desligada, já que estou mesmo tentando uma desintoxicação digital depois que descobri minha dependência tecnológica.

Mas na segunda-feira passada precisei fazer um telefonema internacional em São Paulo e meu inferno recomeçou. Tentei o novo Net Fone da casa, sem sucesso. Teriam as regras mudado? O 21 da Embratel não funciona mais? Tentei a Vivo e o 15, mas ouvi a seguinte mensagem: este telefone não está habilitado a fazer chamadas no momento.

Será que ouvi bem? Tentei de novo. Mesma resposta: este telefone não está habilitado a fazer chamadas no momento!

Tentei ficar calma. Se é assim, vamos habilitá-lo, certo?

Liguei mais uma vez para a Vivo. Fiquei 13 minutos com nervos de aço ouvindo musiquinha até que uma longuíssima gravação informou que a Vivo estava com uma série imensa de problemas que nem consegui decorar, de tão grande. Disse também que esperavam resolver os problemas até as 23h. Eram 17h48. Tentei uma vez mais, ouvi mais musiquinha, até que o sistema me bateu o telefone na cara.

marionstrecker@gmail.com

LULI RADFAHRER

18/05/2012

Molinos en el fondo del mar

Filed under: Energia Marinha,Tecnologia — Gilmar Crestani @ 8:10 am

Iberdrola impulsa en Escocia una planta pionera de hélices submarinas

El proyecto trata de determinar si esta energía es competitiva

Walter Oppenheimer Eday (Islas Orcadas) 17 MAY 2012 – 21:44 CET38

Uno de los molinos del parque eólico marino de las Orcadas. / iberdrola

En el archipiélago de las Orcadas (extremo norte de Escocia), varias compañías europeas están aprovechando las instalaciones del Centro Europeo de Energía Marina para comprobar la eficacia de distintas técnicas para obtener energía de las mareas o de las olas marinas. El proyecto que la española Iberdrola ha puesto en marcha a través de su filial Scottish Power está ya listo para dar el salto: crear un parque de hélices submarinas con una potencia de 10 megavatios capaces de abastecer 5.000 hogares.

El prototipo de Scottish Power Renewables está sumergido al suroeste de la isla de Eday, “una zona perfecta porque las corrientes son muy fuertes, hay poca distancia entre las islas y la profundidad es muy buena: unos 45 metros”, explica Alan Mortimer, jefe de Innovación de Scottish Power Renewables.

Aunque no se han cumplido los agoreros pronósticos de fuerte lluvia y el sol alterna con las nubes, el día es frío y muy ventoso en Eday, lo que impide que desde el barco que recorre la bahía se pueda sumergir uno de los robots utilizados en la construcción y mantenimiento de la turbina y la hélice, que iba a transmitir imágenes en vivo del prototipo.

El prototipo es una turbina Hemmerfest HS1000 fabricada en Noruega por esta compañía, participada por Iberdrola. Con una base de 20 metros, a los que hay que añadir los 10 metros que mide el radio de la hélice, los 45 metros de profundidad a los que está instalada la turbina son ideales para aprovechar las fuertes mareas de este corredor marino, el Fall of Warness.

Mutriku, en la carrera marina

R. M. | Madrid

El mar es una fuente inagotable de energía. Empresas de medio mundo estudian cómo aprovechar la energía de las mareas, las olas y las corrientes. Hay todo tipo de dispositivos en estudio: especies de almejas enormes que se abren y se cierran con el movimiento de las corrientes, tubos flexibles que se mueven con las olas y comprimen aire… Como ocurrió con la eólica hasta que se llegó al modelo de tres aspas, hay mucha investigación para bajar el coste de la electricidad.

En la carrera destacan Escocia y el País Vasco, que han diseñado centros para ofrecer a las empresas un banco de pruebas de los dispositivos. En el nuevo muelle de Mutriku (Gipúzcoa) hay una central de investigación con capital público ya conectada a la red. Con la marea, el agua entra en un émbolo, comprime el aire y se mueve una turbina. Al retirarse la marea, el aire es succionado y vuelve a mover la turbina. El mecanismo no puede ser más sencillo.

La Universidad de Cantabria estudió, además, para el Instituto para la Diversificación y el Ahorro de la Energía el potencial de las olas en España. Galicia, Cantabria y Canarias eran las comunidades con más posibilidades.

España tampoco ha desarrollado todavía la energía eólica marina. La geografía no ayuda, ya que la Península apenas tiene plataforma continental, con lo que la profundidad del mar crece muy cerca de la costa. Además, en España el poderoso sector turístico pone muchos reparos a estos proyectos frente al litoral. Por razones obvias, eso no ocurre en las aguas de Escocia.

Tras el éxito del periodo de pruebas, el Gobierno escocés ha autorizado la instalación de una decena de turbinas semejantes varios cientos de kilómetros al suroeste, entre las islas de Islay (famosa por su whisky de fuertes aromas ahumados) y Jura (que produce un whisky más suave pero tiene el valor añadido de que George Orwell eligió sus parajes casi deshabitados para aislarse y escribir su obra cumbre, 1984).

Ese proyecto, considerado en este momento el más grande del mundo, será una prueba de fuego para calibrar la eficiencia de la energía de las mareas. Si funciona, Iberdrola y otras empresas podrían impulsar un proyecto mucho más ambicioso para generar 1.600 megavatios (la potencia equivalente a un reactor nuclear y medio) en Pentland Firth, el estrecho que separa las Orcadas de tierra firme.

La energía de las mareas no es absolutamente nueva. Ya la probaron los franceses en los años sesenta mediante el sistema de crear barreras marítimas a modo de presas. “Pero el sistema de barreras es ecológicamente más complicado porque afecta a la vida marina y la de los pájaros”, explica Mortimer.

“Lo que queremos es saber si esta energía es competitiva y eso depende del rendimiento que ofrezca, de los costes que genere y de cuál sea la situación de sus competidores, por ejemplo los precios del petróleo”, explica Álvaro Martínez, responsable de operaciones off-shore de Energías Renovables de Iberdrola.

“El mantenimiento es uno de los retos, porque al estar sumergidas, el acceso a las turbinas es difícil. El plan es que estén en funcionamiento cinco años y luego se lleven a tierra para hacer un repaso y volver a instalarlas”, añade. Martínez rehúye hablar de costes y rentabilidades. “Es difícil”, se excusa.

En Eday se están probando media docena de sistemas para aprovechar las mareas. “Aquella boya es la de nuestro sistema”, señala Martínez desde el bote. “La estructura que se ve un poco más allá es de una empresa francesa que utiliza un sistema diferente. La nuestra es una hélice parecida a la de los molinos de energía eólica, que permanece fija en el suelo marino. La de ellos se parece más a la hélice de un barco y se sustenta entre dos pilares que asoman 40 metros por encima de la superficie”, explica.

“Eso tiene la ventaja de que permite hacer el mantenimiento cuando se quiere y sin necesidad de llevarla a tierra. Pero tiene varios problemas: es más caro porque los pilares se han de construir a mucha profundidad en el suelo marino, puede generar rechazo porque la estructura es visible en la superficie y además obliga a los barcos a navegar a una distancia de más de 20 metros de la estructura. La nuestra no se ve y no obstaculiza la navegación porque está varios metros bajo la superficie del mar”, asegura.

Iberdrola ha apostado fuerte por las energías renovables. “Creo que la eólica ya es comercial. Esta está en fase experimental. La ventaja respecto a la eólica es la previsibilidad: no sabes cuándo soplará el viento ni a qué velocidad, pero sí sabes cuándo son las mareas y cómo son, lo que te permite optimizar el diseño y adaptarlo a la zona en la que se va a instalar la hélice. Eso, por ejemplo, tampoco ocurre con la energía de las olas”.

Molinos en el fondo del mar | Sociedad | EL PAÍS

17/05/2012

Com a força do pensamento

Filed under: Ciência,Tecnologia — Gilmar Crestani @ 8:03 am

 

Dos personas paralizadas consiguen mover un brazo artificial con el cerebro

Los voluntarios pudieron beber sin ayuda por primera vez en años

El sistema capta con electrodos las señales del cortex

Emilio de Benito Madrid 16 MAY 2012 – 20:23 CET19

La integración entre el ser humano y las máquinas continúa dando sus frutos. El último, dos personas que, tras años paralizadas, han conseguido beber por primera vez sin ayuda gracias a un brazo artificial que han movido con el cerebro. Es el último avance lo publica la revista Nature.

La idea lleva años en proceso de perfeccionamiento: si los impulsos cerebrales son de tipo eléctrico, tienen que poder traducirse por una máquina. Y en esta línea está el trabajo, financiado en parte por los Institutos Nacionales de Salud (NIH por sus siglas en inglés) de Estados Unidos. El objetivo es construir una interfaz cerebro-ordenador.

El dispositivo consiste de un sensor del tamaño de una pequeña pastilla que se inserta en el cortex motor del cerebro del voluntario, la zona que controla los movimientos. Este receptor contiene un centenar de diminutos electrodos del tamaño de un capilar, que captan las señales eléctricas que produce el cerebro. Esta información se traslada hasta un receptor donde un programa lo traduce en órdenes para un brazo artificial. El nombre del proyecto lo dice todo: Braingate, puerta del cerebro en inglés. Así han conseguido los voluntarios agarrar una botella y llevársela a la boca. Algo que llevaban años sin poder hacer por sus medios.

 Fuente: Nature. / HEBER LONGÁS / EL PAÍS

Los beneficiarios han sido una mujer de 58 años, paralizada por un ictus cerebral en 1996, y un hombre de 66, en la misma condición desde 2006. Ambos tuvieron que pasar un duro proceso de entrenamiento, hasta que aprendieron a pensar de manera que el dispositivo entendiera las órdenes y fuera capaz de traducirlas.

El proyecto Braingate no es nuevo. Empezó en 2004. Y heredó y mejoró otros trabajos, como los que, ya en 1998, permitieron que personas con parálisis movieran el cursor de un ordenador con el cerebro. La diferencia es que ahora se trata de movimientos más complejos y tridimensionales, frente a uno de arriba-abajo y derecha-izquierda con el que se empezó.

El proceso de aprendizaje, junto con su precio, es el que hace que el sistema sea, de momento, poco aplicable de una manera generalizada. Cada uno de los voluntarios necesitó de meses de entrenamiento acompañado por un experto que ayudó a calibrar el aparato. Empezaron manipulando objetos de espuma, para luego pasar a otros rígidos.

Otra limitación, en personas con infarto cerebral como las que han participado en el ensayo, es que la parte del cortex a la que se conectan los electrodos tiene que estar sana y ser capaz de procesar los pensamientos de los voluntarios, ya que, si no, no habrá emisión de señales que el aparto sea capaz de traducir. En otros casos, como lesionados medulares, puede ser más fácil, ya que su inmovilidad no está causada por el cerebro.

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El sistema tiene indudables aplicaciones, pero los propios autores admiten que no es la solución definitiva para personas paralizadas. En ese caso, lo que se está intentando es conectar las señales que son capaces de producir, sea a nivel de un nervio o del cerebro, con los músculos correspondientes. Así se evitará depender de dispositivos como el brazo artificial. En cualquier caso, son todo proyectos a largo plazo.

Dos personas paralizadas consiguen mover un brazo artificial con el cerebro | Sociedad | EL PAÍS

16/04/2012

Ciência e Tecnologia: investir aqui; não lá!

Filed under: Mauro Santayana,Tecnologia — Gilmar Crestani @ 8:01 am

 

OS EUA E O FUTURO DA CIÊNCIA NO BRASIL

Nas relações do Brasil com os Estados Unidos, há fatos que devem nos incomodar, como o recente recuo da Força Aérea dos Estados Unidos, a USAF, em cumprir o contrato de compra de 20 aviões Super-Tucano da Embraer, e a tradicional recusa dos norte-americanos em transferir tecnologia para o Brasil, principalmente no campo bélico e no nuclear. Essa recusa beira à sabotagem, desde o acordo Brasil-Alemanha (no campo nuclear), o que não recomenda, à primeira vista, os nossos vizinhos do norte em projetos que impliquem a transferência de conhecimento.
Esse pode ser o caso do “Ciência sem Fronteiras”, de envio de estudantes brasileiros para o exterior, e da parceria que se pretende estabelecer entre o ITA – o Instituto Tecnológico da Aeronáutica, berço da Embraer, e o MIT – o Massachussets Institute of Technology , uma das mais conceituadas instituições de ensino e de pesquisa dos Estados Unidos.
Basta ver o descalabro em que se encontra o DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, reduzido – apesar de recentes concursos – a 26% do pessoal que tinha em 1994, e a média de idade dos pesquisadores do IAE – Instituto de Aeronaútica e Espaço – que é de mais de 50 anos e é fácil perceber que a questão da Ciência e Tecnologia, com a geração de conhecimento de ponta no país, não se resolverá com a mera transferência de estudantes para o exterior.
O que precisamos é de decisão política para mostrar ao mundo quais são nossas prioridades estratégicas e com que rapidez respondemos aos desafios que surgem na área científica.
Quando o destino nos apresenta situações emergenciais temos que responder emergencialmente. É preciso quebrar a espinha dorsal da burocracia, que nos impede, por exemplo, de já estarmos montando os módulos e laboratórios destinados a substituir os que foram destruídos no incêndio da Estação Antártida Comandante Ferraz.
Não é razoável que falte dinheiro para treinar e repor pesquisadores em um projeto de longa data, como o do VLS (Veículo Lançador de Satélites), quando o BNDES empresta, sem maiores delongas, três bilhões de reais a uma multinacional estrangeira, como a Vivo, para a expansão de infraestrutura.
O país precisa projetar na Ciência e Tecnologia o planejamento e a competência já demonstrados na administração da macroeconomia, entre outros campos. Na área espacial é preciso juntar em uma só instituição os esforços do país, que envolvem hoje o INPE, a AEB, a Alcantara Cyclone Space.
E, se formos ampliar a cooperação com o MIT norte-americano, é preciso que se faça o mesmo com universidades e instituições congêneres dos nossos sócios dos BRICS. Nossos estudantes precisam aprender a conviver com estudantes russos, chineses, indianos. A Rússia continua dando um banho na pesquisa espacial. Recém homenageada com o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade de Delhi, a Presidente sabe que a a China e a Índia, principalmente, estão acelerando, qualitativa e quantitativamente, dentro e fora de suas fronteiras, a formação de pesquisadores nas áreas de física, nanotecnologia, computação, programação de software.
Sabe também que há milhares de cientistas indianos e chineses que foram estudar nos Estados Unidos e não voltaram, preferindo ficar por lá, trabalhando, e emprestando seu talento, a empresas norte-americanas como as do Vale do Silício. Um bom exemplo do brasileiro que, às vezes pode ir e não voltar é o do jovem paulistano Michel Krieger, de São Paulo, de 27 anos de idade, que com 18 foi estudar na Universidade de Stanford, criou com um colega norte-americano o Instagram, e acabou de vender essa plataforma para o Facebook, por um bilhão de dólares.
A Ciência deve atravessar as fronteiras em todos os sentidos. Precisamos que o estudante brasileiro estude, eventualmente, no exterior, mas que possa também fazê-lo aqui, no território nacional, sem deixar de absorver conhecimento de ponta e universal. É possível, com menos recursos, lançar um concurso internacional voltado para a contratação de excelentes professores estrangeiros para nossas universidades, como se fez quando da criação da USP, sem prejudicar os docentes brasileiros.
E, no caso da pesquisa científica, trazer professores de fora é ainda mais premente, e talvez mais econômico. Como mostra o caso do DCTA, é preciso recompor e ampliar, com a mais absoluta prioridade, nosso quadro de pesquisadores, destruído por décadas de neoliberalismo.

Mauro Santayana

10/04/2012

La transmisión distribuida

Filed under: BitTorrent,Tecnologia — Gilmar Crestani @ 8:37 am

El creador de BitTorrent lanzó un servicio que promete ser una nueva revolución para Internet. Mientras más espectadores miran, más rápido anda. “Mi objetivo es matar a la televisión”, dijo Bram Cohen.

Por Mariano Blejman

BitTorrent Live funciona exactamente al revés de como funcionaban hasta ahora las emisiones en vivo: mientras más gente está conectada a un mismo servicio, más veloz puede ser la conexión. Impresionante. Este simple concepto podría revolucionar varias cosas al mismo tiempo: “Mi objetivo es matar a la televisión”, dijo Bram Cohen en febrero, un poco en serio y un poco en broma, pero también permitiría realizar emisiones en vivo sin demasiada infraestructura. Es que más del 40 por ciento del tráfico mundial usa el protocolo BitTorrent que Cohen mismo inventó hace un poco más de una década, cuando revolucionó la forma de compartir archivos. Ahora vuelve con un servicio de “transmisión” en línea que es conceptualmente fabuloso en un momento en el que las aguas de la circulación de información en Internet están “caldeadas”.

La presión internacional del FBI y otras administraciones para que salgan de circulación los sitios de descarga directa como MegaUpload o los distribuidos como The Pirate Bay se vio como una victoria de las empresas defensoras de la “propiedad intelectual”. Pero, como se sabe, entre MegaUpload y The Pirate Bay hay una diferencia estructural: el sitio creado por Kim Dotcom permitía realizar descargas directas (de un solo servidor) y esto agilizaba las transmisiones en tiempo real, sin necesidad de bajar el archivo previamente. La velocidad era considerablemente buena, pero también era sencillo el rastreo de la fuente: una vez descubierto el archivo era fácil rastrearlo y pedir que éste fuese dado de baja. The Pirate Bay, en cambio, era (es) un buscador de archivos que están alojados de forma distribuida a través de este protocolo llamado BitTorrent. Los archivos no están “dentro” de The Pirate Bay, este sólo funciona como un índice. Estas “fuentes” están distribuidas por todo el planeta: una vez plantada la semilla, cada persona que se conecta no sólo está bajando el material sino también compartiendo su material bajado con los demás.

Esa forma de comunicación que inventó Bram Cohen y se llama BitTorrent es la versión más difundida del protocolo peer-to-peer o par a par o p2p. No es para nada una novedad: BitTorrent fue inicialmente planteado por Cohen en el CodeCon en 2001 y en 2002 juntó un poco de pornografía gratis para testear su programa. Ese protocolo fue desarrollado inicialmente para una empresa de seguridad que quería distribuir sus archivos de forma encriptada, de manera tal que no se pudieran destruir las copias de seguridad y a la vez fuese imposible conocer el contenido de los mismos. Actualmente, BitTorrent tiene 150 millones de usuarios activos, y con mayor permanencia que Facebook o YouTube.

Desde su nacimiento, las productoras de Hollywood y de los sellos discográficos han presionado a los proveedores de Internet para que ralenticen las comunicaciones realizadas a través de este protocolo. En la Argentina, todos los proveedores suelen hacer eso, disminuyendo el ancho de banda dedicado, afectando el concepto de neutralidad de Internet en donde cada “paquete” de comunicación debería ser considerado de la misma manera. Pues bien, lo que Bram Cohen presentó hace unas semanas bajo el nombre de BT Live podría revolucionar los consumos culturales a través de Internet: usa fuentes distribuidas, pero no para “bajar” archivos sino para “transmitir” contenido, lo que suele conocerse en inglés como streaming. El 20 de enero pasado se transmitió por primera vez para todo público un concierto de Dean Guitars (fabricantes de instrumentos musicales) dentro de las conferencias de NAMM, cuya fuente no era una sola sino que estaba distribuida en decenas de computadoras alrededor del planeta.

Para que este protocolo funcione correctamente, Cohen tuvo que escribirlo prácticamente de nuevo, ya que la versión existente de BitTorrent tenía problemas de latencia, es decir el tiempo que demora el envío y recepción de los datos. Según la declaración de Bram Cohen en su blog oficial, el objetivo de BT Live es “eliminar un problema fundamental de los servicios de transmisión en tiempo real (streaming) alrededor de Internet, eliminando la necesidad de tener servidores costosos como infraestructura y reduciendo considerablemente las demoras de las transmisiones”. El objetivo del acontecimiento era probar el protocolo que –según Cohen– se ha comportado increíblemente estable y había que probarlo de forma masiva. “El streaming en vivo de BitTorrent trabaja con un modelo distribuido entre aquellos que están viendo la transmisión. Es decir, que la arquitectura de peer-to-peer toma ventaja de los recursos de cada usuario, de cada computadora, de cada red y mientras más gente se suma a una transmisión mejora aún más la velocidad de la misma”, dijo Cohen. BT Live ha estado testeando el protocolo durante semanas en la página oficial en live.bittorrent.com para lo cual hay que tener instalado el programa de BitTorrent, y una aplicación que se baja de su web. Tal vez el costado más débil de BT Live es que si hay poca gente mirando, la velocidad sea menor. Pero el espíritu del protocolo permite que sea más fácil montar una transmisión “directa” para menos gente.

Desde el punto de vista tecnológico, la propuesta de Bram Cohen es disruptiva: hasta ahora se suponía que para “resistir” una mayor demanda de una transmisión había que tener una mayor infraestructura. BT Live va a cambiar esa lógica (siempre y cuando los dejen los proveedores de servicio y no filtren el protocolo): mientras mayor sea la demanda de un servicio, mayor será también la velocidad de transmisión. Esa lógica por ahora está pensada para las transmisiones en vivo, pero no faltará mucho hasta que alguien comience a usarla para la visualización de cualquier tipo de contenidos culturales. El gran desafío de Cohen es hacerle comprender a la industria que BT Live no es un enemigo sino un aliado de la inversión. Desde el punto de vista filosófico, pretende recuperar los pilares de una Internet libre, distribuida y neutral.

culturadigital@pagina12.com.ar
@cult_digital @blejman

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